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Como foi a logística durante a primeira guerra mundial?

Logística

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Há mais de um mês

Os exércitos de 1914-18 necessitavam de um apoio logístico de um volume tal (acima) que a sua gestão já não se compadecia do improviso subentendido naquele ditado; ou, para responder no idioma original, descobriu-se, ao longo dos primeiros anos da guerra (1914-15-16) que l’intendance suivra se transformara numa boutade pretensiosa, porque os problemas da logística haviam deixado de poder ser repelidos com uma frase mais ou menos espirituosa. Desde os princípios de 1915, todos os exércitos se debatiam com uma crise de falta de munições. No Reino Unido o problema tornara-se mesmo arma de arremesso político. Consumidos os stocks durante os primeiros meses de guerra, a produção fabril deixara de conseguir acompanhar o ritmo de consumo dos exércitos em operações. Tacticamente, o volume de munições preconizado também aumentara exponencialmente: o bombardeamento preliminar da Batalha de Neuve Chapelle de Março de 1915 durara apenas 35 minutos, mas o exército britânico consumira nele um peso de munições de artilharia que era superior àquilo que gastara durante todos os 31 meses e meio que durara a Guerra dos Bóeres (1899-1902). Além disso, o de Neuve Chapelle era apenas um dos sectores a guarnecer ao longo da extensa linha de trincheiras da Frente Ocidental mas gastara-se ali em pouco mais de meia hora o equivalente a mais de meio mês de toda a produção de munições do Reino Unido à época. Será compreensível que as notícias do fracasso da ofensiva houvessem sido recebidas com evidente desagrado à retaguarda. A verdade é que os militares na frente de combate não apresentavam resultados e queixavam-se da falta de meios, mas os problemas com que se defrontavam não tinham apenas a ver com a produção mas também com a alocação e transporte até à frente e aí a responsabilidade era impossível de atribuir a outros.

Os exércitos de 1914-18 necessitavam de um apoio logístico de um volume tal (acima) que a sua gestão já não se compadecia do improviso subentendido naquele ditado; ou, para responder no idioma original, descobriu-se, ao longo dos primeiros anos da guerra (1914-15-16) que l’intendance suivra se transformara numa boutade pretensiosa, porque os problemas da logística haviam deixado de poder ser repelidos com uma frase mais ou menos espirituosa. Desde os princípios de 1915, todos os exércitos se debatiam com uma crise de falta de munições. No Reino Unido o problema tornara-se mesmo arma de arremesso político. Consumidos os stocks durante os primeiros meses de guerra, a produção fabril deixara de conseguir acompanhar o ritmo de consumo dos exércitos em operações. Tacticamente, o volume de munições preconizado também aumentara exponencialmente: o bombardeamento preliminar da Batalha de Neuve Chapelle de Março de 1915 durara apenas 35 minutos, mas o exército britânico consumira nele um peso de munições de artilharia que era superior àquilo que gastara durante todos os 31 meses e meio que durara a Guerra dos Bóeres (1899-1902). Além disso, o de Neuve Chapelle era apenas um dos sectores a guarnecer ao longo da extensa linha de trincheiras da Frente Ocidental mas gastara-se ali em pouco mais de meia hora o equivalente a mais de meio mês de toda a produção de munições do Reino Unido à época. Será compreensível que as notícias do fracasso da ofensiva houvessem sido recebidas com evidente desagrado à retaguarda. A verdade é que os militares na frente de combate não apresentavam resultados e queixavam-se da falta de meios, mas os problemas com que se defrontavam não tinham apenas a ver com a produção mas também com a alocação e transporte até à frente e aí a responsabilidade era impossível de atribuir a outros.

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