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Quais eram as percepções sobre a educação de Gramsci, Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron e Karl Mannheim.

Sociologia

ESTÁCIO EAD


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Há mais de um mês

Os nomes citados são referentes a estudiosos da sociologia que apresentam diferentes visões com relação a educação.

Gramsci apresentava uma visão coletiva com respeito a educação, que se desenvolve por meio do cotidiano.

Pierre Bourdieu apresentava uma visão da educação como não neutra, que influencia diretamente no modo de pensar dos alunos e acaba por direcionar seus comportamentos.

Jean-Claude Passeron apresentava uma visão elitista da educação, que, na França principalmente, agravava a desigualdade por conta do pouco acesso a mesma.

Karl Mannheim acredita que a sociologia deve estar presente na sala de aula e que ela seja um ambiente de debate, não um monólogo.

Portanto, as visões dos sociólogos citados estão expostas acima.

Os nomes citados são referentes a estudiosos da sociologia que apresentam diferentes visões com relação a educação.

Gramsci apresentava uma visão coletiva com respeito a educação, que se desenvolve por meio do cotidiano.

Pierre Bourdieu apresentava uma visão da educação como não neutra, que influencia diretamente no modo de pensar dos alunos e acaba por direcionar seus comportamentos.

Jean-Claude Passeron apresentava uma visão elitista da educação, que, na França principalmente, agravava a desigualdade por conta do pouco acesso a mesma.

Karl Mannheim acredita que a sociologia deve estar presente na sala de aula e que ela seja um ambiente de debate, não um monólogo.

Portanto, as visões dos sociólogos citados estão expostas acima.

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Anna Beatrice Sousa

Há mais de um mês

Pierre Bourdieu

 

Bourdieu analisou a educação com base nas ideias de Durkheim. Ele introduziu uma síntese teórica sobre o estruturalismo, no qual pretendeu desvendar o peso das estruturas sociais por trás das ações dos sujeitos. Os indivíduos estão submetidos ao controle das estruturas da sociedade.

O sociólogo tentou mostrar como os indivíduos apenas reproduzem as orientações determinadas pela estrutura social vigente, como uma espécie de marionetes das estruturas dominantes. Para ele não há saída: O sistema de ensino filtra os alunos sem que eles se deem conta e, com isso, reproduz as relações vigentes.

Acredita também que toda ação pedagógica é uma violência simbólica, no qual impõe um poder arbitrário, determinado arbitrário cultural.

Bourdie também acredita que a escola não é neutra, não é democrática, é conservadora, reforça a desigualdade, não é independente, cria hierarquia de saberes e dessa forma, tanto a escola quanto os saberes são puramente ideológicos.

Dessa forma, na sociedade, o indivíduo não faz tudo o que quer, pois precisa seguir uma estrutura dominante de uma sociedade capitalista.

 

Antônio Gramsci

 

O comunista acredita que é necessária uma reforma intelectual e moral para que a educação se transforme. Com inspiração marxista, Gramsci acredita nessa por meio da consciência coletiva.

Primeiramente, ele mostrou uma visão perante o Oriente e o Ocidente, denominando o primeiro com estruturas políticas fortes e o segundo com uma sociedade cível que se dilui entre o Estado e as instituições.

O sociólogo acredita é preciso uma revolução no cotidiano e o responsável para essa transformação são os intelectuais. Esses estudiosos são capazes de formularem uma reforma intelectual, moral e , dessa forma,organizarem a cultura.

Gramsci definiu uma tipologia de intelectuais: Intelectuais Orgânicos e Intelectuais Tradicionais.

A partir desta análise, é possível perceber que esse intelectuais são formados pela própria escola. Por isso a grande preocupação de Antônio em estudar a sociologia da educação.

Portanto, para o estudioso, a tendência atual é a de abolir qualquer tipo de escola que esteja desinteressada em aprimorar o ensino e formar profissionais dignos de serem chamados de intelectuais. Para que haja mudança, é necessária a construção de uma escola unitária que deve ser fundamentalmente pública, garantindo o acesso e a formação de intelectuais de todas as classes sociais.

 

Karl Mannheim

 

O filósofo e sociólogo Karl Mannheim tem como base de suas ideias, os princípios de Weber, no qual defende uma sociedade essencialmente democrática e aponta a sociologia como estudo importante, na modernidade, para os estudos dos fenômenos educacionais.

Mannheim acredita que uma escola precisa ter objetivos bem traçados e que a sala de aula precisa ser ambiente de questionamentos importantes com a preocupação na formação dos alunos. Quem ensina quem? Para qual sociedade eu quero formar meu aluno? Para qual mundo? Quando e como ensina? E a sociologia serve de base para o aprimoramento e muitas vezes, base para as respostas dessas perguntas.

O sociólogo defende a necessidade de uma formulação de projetos educacionais, pois eles ampliam o horizonte do homem e superam as divisões de blocos políticos e ideológicos.

Dessa forma, a sociedade está vivendo em uma era de planejamento, no qual a força do pensamento iluminista e a razão são fortes características de objeto de estudo. É uma era de transformações constantes e para que haja mudanças positivas, é necessário a integração e interação entre professores, direção, coordenação funcionários, pais, alunos e comunidade.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas