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Avaliação Sabemos que Aristóteles foi um discípulo de Sócrates. Sócrates nunca impunha o seu modo de pensar as pessoas com quem interagia e nem fazia acepção de pessoas. Aristóteles define o homem como ser racional e considera a atividade racional, o ato de pensar, como a essência humana. Segundo Aristóteles, para ser feliz, o homem deve viver de acordo com sua consciência reflexiva. E orientando os seus atos para uma conduta ética a razão o conduzirá à prática da virtude. Reflexo da sua convivência com Sócrates. Questão 1: Na vida estamos constantemente aprendendo sobre nós mesmos e o mundo, num processo contínuo e, aparentemente, interminável. Reflita sobre as dificuldades do conhecimento e do autoconhecimento e comente sobre a importância de abrir-nos para a dimensão de nossa “eterna ignorância”. Sobre Heráclito Heráclito diz em alguma passagem que todas as coisas se movem e nada permanece imóvel. E, ao comparar os seres com a corrente de um rio, afirma que não poderia entrar duas vezes num mesmo rio. Heráclito retira do universo a tranquilidade e a estabilidade, pois isso é próprio dos mortos; atribui a todos os seres, eterno aos eternos, perecível aos perecíveis. Livro: Os pré-socráticos – Texto: Crátilo. Autor: Platão. Questão 2: O que significa, para você, assumir uma concepção não-estática da vida? Ou você acha que existe algo de permanente e eterno que nunca muda nem deve mudar? Discuta esta questão: o permanente e o transitório na sua vida. Questão 3: A filosofia da Idade Média foi totalmente dominada pela visão que a Igreja Católica tinha do mundo. Explicar em que consistia essa filosofia e citar, pelo menos, um filósofo desta época. O texto abaixo é do escritor Alexandre Koyré no livro estudos de história do pensamento científico. Reflita sobre o texto e responda a questão proposta. Não tentarei, aqui, explicar as razões e as causas que provocaram a revolução espiritual do século XVI. Para nossas finalidades, basta descrevê-la, caracterizar a atitude mental ou intelectual da ciência moderna através de dois traços que se completam um ao outro. São eles: 1) a destruição do cosmo e, consequentemente, o desaparecimento, na ciência, de todas as considerações baseadas nessa noção; 2) a geometrização do espaço, isto é, a substituição, pelo espaço homogêneo e abstrato da geometria euclidiana, da concepção de um espaço cósmico qualitativamente diferenciado e concreto, o espaço da física pré-galileana. Podem-se resumir e exprimir essas duas características da seguinte maneira: a matematização (geometrização) da ciência. A dissolução do cosmo significa a destruição de uma ideia, a ideia de um mundo de estrutura finita, hierarquicamente ordenado. (...) Essa ideia é substituída pela ideia de um universo aberto, indefinido e até infinito, unificado e governado pelas mesmas leis universais, um universo no qual todas as coisas pertencem ao mesmo nível do ser, contrariamente à concepção tradicional que distinguia e opunha os dois mundos do céu e da Terra. Doravante, as leis do céu e as leis da Terra se fundem. A astronomia e a física tornam-se interdependentes, unificadas e unidas. Isso implica o desaparecimento, da perspectiva científica, de todas as considerações baseadas no valor, na perfeição, na harmonia, na significação e no desígnio. Tais considerações desaparecem no espaço infinito do nosso universo. É nesse novo universo, nesse novo mundo, onde uma geometria se faz realidade, que as leis da física clássica encontram valor e aplicação. A dissolução do cosmo, repito, e parece a revolução mais profunda realizada ou sofrida pelo espírito humano desde a invenção do cosmo pelos gregos. É uma revolução tão profunda, de consequências tão remotas, que, durante séculos, os homens – com raras exceções, entre as quais Pascal – não lhe apreenderam o alcance e o sentido. Ainda agora, ela é muitas vezes subestimada e mal compreendida. O que os fundadores da ciência moderna, entre os quais Galileu, tinham de fazer não era criticar e combater certas teorias erradas, para corrigi-las ou substituí-las por outras melhores. Tinham de fazer algo inteiramente diverso. Tinham de destruir um mundo e substituí-lo por outro. Tinham de reformar a estrutura de nossa própria inteligência, reformular novamente e rever seus conceitos, encarar o ser de uma nova maneira, elaborar um novo conceito do conhecimento, um novo conceito da ciência, e até substituir um ponto de vista bastante natural – o do senso comum – por um outro que, absolutamente não o é. Isso explica por que a descoberta de coisas e leis, que hoje parecem tão simples e tão fáceis que são ensinadas às crianças – leis do movimento, lei da queda dos corpos –, exigiu um esforço tão prolongado, tão árduo, muitas vezes vão, de alguns dos maiores gênios da humanidade, como Galileu Galilei. Questão 4: A que se refere o autor quando diz que a ciência moderna teve “até de substituir um ponto de vista bastante natural – o do senso comum – por outro que absolutamente não o é?” O texto a seguir é de que Jean-Paul Sartre no livro O existencialismo é um humanismo que expõe o sentido do humanismo na perspectiva existencialista. O humanismo fechado em si mesmo. Por humanismo pode entender-se uma teoria que toma o homem como fim e como valor superior. Neste sentido, há humanismo em Cocteau, por exemplo, quando, na sua narrativa A volta ao mundo em oitenta dias, uma personagem declara, por sobrevoar montanhas de avião: o homem é espantoso. Significa isto que eu, pessoalmente, que não construí aviões, beneficiar-me-ei destas invenções extraordinárias, e que poderei pessoalmente, na qualidade de homem, considerar-me como responsável e honrado com os atos particulares de alguns homens. Isso implicaria que poderíamos dar valor ao homem segundo os atos mais altos de certos homens. Este humanismo é absurdo, porque só o cão ou o cavalo poderiam emitir um juízo de conjunto sobre o homem e declarar que o homem é espantoso, coisa que eles estão longe de fazer, tanto quanto eu sei... Mas, quanto a um homem, não se pode admitir que possa emitir um juízo sobre o homem. O existencialismo dispensa-o de todo julgamento deste gênero; o existencialismo não tomará nunca o homem com fim, porque ele está sempre por fazer. E não devemos crer que há uma humanidade à qual possamos render culto, à maneira de Augusto Comte. O culto da humanidade conduz ao humanismo fechado sobre si de Comte, e, é necessário dizê-lo, ao fascismo. É um humanismo com o qual não queremos nada. O humanismo existencialista Mas há um outro sentido de humanismo, que significa no fundo isto: o homem está constantemente fora de si mesmo, é projetando-se e perdendo-se fora de si que ele faz existir o homem e, por outro lado, é perseguindo fins transcendentais que ele pode existir; sendo o homem esta superação e não se apoderando dos objetos senão em referência a esta superação, ele vive no coração, no centro desta superação. Não há outro universo senão o universo humano, o universo da subjetividade humana. É a esta ligação da transcendência, como estimulante do homem – não no sentido de que Deus é transcendente, mas no sentido de superação – e da subjetividade, no sentido de que o homem não está fechado em si mesmo, mas presente sempre num universo humano, é a isso que chamamos humanismo existencialista. Humanismo, porque recordamos ao homem que não há outro legislador além dele próprio, e que é no abandono que ele decidirá de si; e porque mostramos que isso não se decide com voltar-se para si, mas que é procurando sempre fora de si um fim – que é tal libertação, tal realização particular – que o homem se realizará precisamente como ser humano. Questão 5: Interprete a seguinte afirmação de Sartre: “recordamos ao homem que não há outro legislador além dele próprio”. As questões devem ser respondidas e gerado um arquivo em PDF para ser postado no Google Classroom até terça feira dia 25 de agosto.