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LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA INTRODUÇÃO • O rim de um indivíduo adulto mede: ▪ 10 a 13cm de comprimento; ▪ 5 a 7,5cm de largura; ▪ 2,5 a 3cm de espessura. • Homens: 115-155g • Mulheres: 125-170g • Localiza-se no espaço retroperitoneal; • Na parte côncava de cada rim localiza-se o hilo renal, em que se encontram a artéria e a veia renal, vasos linfáticos, plexos nervosos e o ureter; • Fáscia de gerota ou fáscia renal: envolve a gordura perirrenal que contorna o rim e a glândula adrenal, constituindo o espaço perirenal; • Parênquima renal é composto por córtex + medula; • Pirâmide + córtex adjacente: lobo renal; • Medula é dividida em medula interna e medula externa; • Ápice da pirâmide: papila renal. VASCULATURA RENAL • Artéria renal • Artéria segmentar • Artérias interlobares • Artérias arqueadas • Artérias interlobulaes (a partir dessa é nível microscópico) • Arteríola aferente • Arteríola eferente • Vasos retos LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA • As veias intrarrenais acompanham as artérias e tem os mesmos nomes NÉFRON • A unidade funcional do rim • Há aproximadamente 1 milhão de nefrons em cada rim • Cerca de 25% do plasma sanguíneo passam pelos rins a cada minuto; • Esse sangue que atinge o rim passa inicialmente pelos glomérulos, onde cerca de 10% - 20% do plasma é filtrado, o que totaliza 180 litros de plasma filtrados diariamente; • Apenas 1,2% desse volume é eliminado através da urina; • O restante é reabsorvido da luz tubular para o espaço peritubular • No túbulo distal ocorre o ajuste fino do sódio GLOMÉRULO • Arteríola aferente e eferente no polo vascular • Capsula de Bowman: revestimento externo. O epitélio visceral da capsula também é chamado de podócito • Mesângio: sustentação e conformação arredondada do glomérulo • Polo urinário: onde começam os túbulos • Barreira de filtração glomerular • Etapas do plasma até chegar na capsula de Bowman para formar a urina: fenestras do endotélio (em condições normais a hemácia não passa – ao passar ela fica dismorfica, perde o formato original), membrana basal glomerular e epitélio visceral/podócitos APARELHO JUSTAGLOMERULAR • É a estrutura mais importante do sistema renina-angiotensina; • Atua ativamente na regulação da excreção de sódio pelo organismo; • Formado pelos seguintes elementos: LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA • Porção terminal da arteríola aferente; • Mácula densa (tem os receptores sensíveis ao sódio); • Região mesangial extraglomerular; • Arteríola eferente. FISIOLOGIA RENAL • A função primordial do rim é manter o meio interno estável, através da retenção ou eliminação seletiva de água, eletrólitos e outros solutos FUNÇÕES DO RIM o Regulação das concentrações plasmáticas de Na+, K+, H+, Ca++, Mg++, HCO3-, Cl- e PO4-; o Regulação do volume e osmolaridade do fluido extracelular; o Regulação do equilíbrio Ácido-Básico; o Excreção de certos produtos do metabolismo endógeno e substâncias exógenas. o Produção de hormônios: eritropoetina, renina, angiotensina II, prostaglandinas e vitamina D (hipoparatireoidismo secundário). FORMAÇÃO DA URINA • A formação da urina resulta de 3 processos: ▪ Filtração Glomerular: o sangue entra pela arteríola aferente, passa pelo tubu glomerular, passa a barreira de proteção, caindo no espaço luminar. As proteínas não passam na barreira de filtração e a principal proteína plasmática é a albumina ▪ Reabsorção Tubular: esse filtrado vai para os túbulos e alça de henle, ocorrendo a reabsorção de quase tudo que foi filtrado ▪ Secreção Tubular: Permite a excreção pela urina de substâncias que não passaram pela barreira dos capilares glomerulares, como macromoléculas ou partículas ligadas a proteínas. Albumina é uma partícula negativa. Albumina na urina é patologia que ocorre na barreira de filtração glomerular FILTRAÇÃO GLOMERULAR • A permeabilidade do capilar glomerular é 10 a 100 vezes maior do que a de qualquer outro capilar do organismo. Isso permite que a filtração ocorra no rim e não em outro órgão • Barreira de Filtração: ▪ TAMANHO ▪ CARGA: Os podócitos e células epiteliais são recobertos por glicoproteínas, glicosaminoglicanos e proteoglicanos ▪ A albumina não é filtrada pelas duas características, tamanho e carga • O sangue precisa atravessar a barreira de filtração glomerular com 3 componentes (endotélio, membrana basal e epitélio visceral/podocitos). Caindo no espaço de Bowman/urinário e dá continuidade ao processo de formação da urina. • Fatores hemodinâmicos (forças de Starling): ▪ A passagem de água e moléculas através do capilar glomerular é governada por forças opostas: Pressão Hidrostática LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA (precisa vencer ela para que ocorra a filtração; varia dependente da quantidade de sangue) X Pressão Oncótica (é estável, depende da concentração de albumina, se dá pela presença das proteínas plasmáticas, por isso hipoalbuminemia gera edema porque o liquido não consegue ir para o 3º espaço, ficando retido no vaso) ▪ A resultante entre as forças que favorecem e desfavorecem a filtração é definida como pressão de ultrafiltração (PUF). ▪ A filtração glomerular por néfron depende diretamente do fluxo plasmático glomerular. AUTORREGULAÇÃO DO FLUXO SANGUÍNEO RENAL • Mecanismos compensatórios tornam o Ritmo de Filtração Glomerular estável, apesar de eventos externos. • Arteríola aferente: ▪ Reflexo Miogênico: Constrição automática da parede do músculo liso da arteríola aferente quando a pressão de perfusão renal aumenta. Se chega muito sangue ele contrai, se chega pouco sangue dilata para tentar reabsorver tudo que está chegando • Arteríola eferente: ▪ Retroalimentação tubuloglomerular: O aumento da oferta de Na (que geralmente está ligado ao Cl) à região da mácula densa resulta de aumento da pressão de perfusão renal e causa vasodilatação da arteríola eferente. TÚBULOS RENAIS • Responsáveis pela reabsorção e secreção; • Aproximadamente 99% do que foi filtrado é reabsorvido ao longo do néfron; • A composição desse fluido é semelhante à do plasma, com exceção das macromoléculas (proteínas). Ou seja, é tudo que tem no plasma menos proteínas • Formado por uma parede de epitélio simples; • Membrana apical ou luminal e membrana basolateral: ▪ Membrana apical: canais iônicos, carregadores, trocadores (direção oposta – entra um e sai outro de cargas iguais), cotransportadores (mesma direção – entram juntos ou saem juntos), bombas de transporte ativo. ▪ Membrana basolateral: Além de canais e outros tipos de transportes facilitados, apresenta uma densidade variável de bombas (Na+-K+- ATPases) – sendo a única diferença entre as duas ▪ A maior parte do transporte de solutos e de água é realizada pela via transcelular, mas também pode ocorrer pela via paracelular, através dos complexos juncionais. TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRANA EPITELIAL DO TÚBULO RENAL TRANSPORTE PASSIVO o Difusão simples: Migração transmembrana de uma substância apenas sob ação do gradiente químico, elétrico ou pH o Osmose: transporte de água o Difusão facilitada (através de poros, carregadores ou canais existentes na membrana). TRANSPORTE ATIVO o Bombas: utilizam diretamente a energia liberada pela hidrólise do ATP. o Endocitose: fagocitose e pinocitose ** O gradiente eletroquímico gerado pelas ATPases pode permitir o transporte secundário de outros íons. LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA TÚBULO PROXIMAL • Maior parte da reabsorção do filtrado glomerular (60 – 70%); • É o responsável pela maior parte da reabsorção de Na+, K+, Cl-, HCO3- e por quase toda a reabsorção de glicose e aminoácidos; • Cerca de 65% da água filtrada é reabsorvida notúbulo proximal; • A reabsorção de Na+ nessa região do néfron é acompanhada pela mesma proporção de água, portanto, uma reabsorção isotônica; • Trocador Na+ → H+ é a principal via de entrada de Na+ nas células do túbulo proximal. Reabsorve sódio e joga hidrogênio para dentro do túbulo proximal e seguir o caminho da urina, por isso o pH natural da urina é mais ácido ALÇA DE HENLE • Responsável pela capacidade do rim de produzir urina concentrada ou diluída; • Reabsorve 40% do Na+ filtrado (60% aproximadamente é reabsorvido no túbulo proximal, sobrando quase nada para o túbulo distal); • Reabsorve 25% da água filtrada e por isso não é isotônica a reabsorção • Ramo descendente: muito permeável a água e pouco a solutos; • Ramo ascendente: impermeável a água; • Co-Transportador Na/K/2Cl (sítio de ação/de bloqueio do diurético de alça, como a furosemida – aumenta a secreção de sódio, potássio e cloro na urina; diminuindo esses eletrólitos, por isso é uma medida também para hipercalemia); para reabsorver o sódio, precisa reabsorver 1 potássio e 2 cloros, equilibrando as cargas que precisam ser iguais TÚBULO DISTAL • Este segmento é pouco permeável a água (não é um estímulo tão potente quanto a furosemida, por isso a furosemida é mais potente e primeira opção no paciente edemaciado. Pode associar até 3 diuréticos); • Reabsorção de Na+ é pelo Co-transportador Na/Cl (sítio de ação dos diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida; aumenta a concentração de sódio na urina); • Feedback tubuloglomerular: relaciona a quantidade de Na+ que chega aos segmentos distais do néfron e a regulação da filtração glomerular. A quantidade de Na+ ao atingir o início do túbulo distal sensibiliza a mácula densa. DUCTO COLETOR • Apresenta 2 tipos de células: principais e intercaladas: • Células Principais • Células intercaladas CÉLULAS PRINCIPAIS o Principal local de secreção de K+ e reabsorção de Na+ (canais Enac – sensíveis ao diurético amiloride); o Respondem a Aldosterona (reabsorção de Na+ e secreção de K+); o Espirolactona é antagonista da Aldosterona, bloqueando, inibindo a reabsorção de sódio e a secreção de potássio, ocorrendo absorção de potássio que pode cursar com hipercalemia o O transporte de água varia com a concentração plasmática do hormônio antidiurético/vasopressina (ADH). Promove a reabsorção de água nesse seguimento, o paciente apresenta polaciúria e Diabetes insipidus central ou nefrogênica CÉLULAS INTERCALADAS o Participam do balanço ácido-básico; o Secretam H+ e reabsorvem HCO3-, deixando a urina ácida LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA INVESTIGAÇÃO DE DOENÇAS RENAIS ◊ Homem, 45 anos, natural e procedente de Maceió, branco, católico, casado, comparece ao ambulatório de Nefrologia para 1ª consulta médica. Refere que procurou Pronto- Atendimento com queixa de edema em MMII e espuma na urina e foi orientado a procurar um nefrologista. Paciente é diabético há 15 anos. Nega HAS. Nega patologias renais na família. ◊ Exame Físico: BEG, normocorado, eupneico, acianótico, anictérico, afebril, hidratado. ◊ AR: MV+ em AHT, sem RA. ◊ ACV: RCR 2T, BNF sem sopros. PA 110x70mmHg.FC 72bpm. ◊ Abdome flácido, indolor à palpação. RHA+ ◊ Edema de MMII 2+/4. Cacifo+. • Qual exame solicitar? ▪ Sumario de urina: avalia por fitas reagentes sensíveis a albumina. Não quantifica quantas proteínas tem ▪ Urina de 24h que contempla a Proteína de 24h (quantifica). Faixa nefrótica é acima de 3g e abaixo é subnefrótica. O valor aceitável é até 141mg/24h. Proteinúria nefrótica é diferente de síndrome nefrótica ▪ Relação proteína/creatinina urinaria (não precisa da urina de 24h) ▪ Não é microalbuminuria porque já está visível. É o momento ideal de identificar, mas nesse caso já está macroscópico AVALIAÇÃO DE PROTEINÚRIA o Tira reagente de albumina: detecta valores acima de 0,25 a 0,3g/L o Excreção proteica em 24h: padrão ouro o Relação proteína-creatinina em amostra de urina isolada MEDIDA DE TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR o Não pode ser medida diretamente. Em vez disso, ela é medida como a depuração (clearence) urinária de um marcador ideal de filtração; o Conceito de depuração (Clearence): Volume de plasma “Clareado” de um marcador pela excreção urinaria na urina de 24h (dosa a quantidade de creatinina na urina de 24h e faz o cálculo para saber quanto está funcionando); o Inulina (polímero da frutose): Marcador ideal de filtração (padrão-ouro); é uma substância exógena, introduz e depois de um tempo mede na urina quanto saiu, tem que sair 100% para o rim está funcionando de forma adequada. Na prática não é tão usado o Na prática, a creatinina é o marcador de filtração renal endógeno utilizado com mais frequência na prática clínica. TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR o Normal: 100 a 120mL/min/1,73m² o Fatores que influenciam a TFG: ▪ Idade ▪ Gênero ▪ Tamanho corporal ▪ Atividade física ▪ Dieta ▪ Terapia farmacológica ▪ Gravidez: aumenta em cerca de 50% no primeiro trimestre o Curiosidades sobre a taxa de filtração glomerular: ▪ Queda de 0,75mL/min/ano após os 40 anos LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA ▪ TFG varia ao longo do dia: 10% menor a noite ▪ Diminuição da TFG por diminuição do número de nefrons ▪ Queda da TFG por nefron: alterações fisiológicas e/ou hemodinâmicas ◊ Paciente retorna a consulta após 2 meses, em uso de medicação anti-proteinurica e diurético com reversão do edema. Sem queixas. ◊ Feita solicitação de novos exames, incluindo medida da proteinúria e 24h e Taxa de Filtração Glomerular. A paciente queixa-se da dificuldade de coleta do exame e refere início recente de incontinência urinária. • Tem como avaliar proteinúria e taxa de filtração glomerular sem a coleta de urina de 24h? ▪ Relação Albumina/Creatinina urinaria de uma amostra isolada ▪ TFG só consegue medir na urina de 24h. Mas existem equações estimativas MEDIDA DE TFG ESTIMATIVAS o Urina de 24h o Equações estimativas o Medida da TFG estimada: ▪ Cockcroft-Gault ▪ Paciente, sexo masculino, 45 anos, 85kG. ▪ Exames: Creatinina 1,5 / Ureia 50 / Potássio 4,0 / Sódio 138 / Hemoglobina 11,5g/dL. ▪ Clearance estimado pela fórmula Cockroft- Gault? ▪ 75mL/Kg/min ▪ MDRD – Modification of Diet in Renal Disease ▪ CKD-EPI – Colaboração Chronic Kidney Disease Epidemiology CREATININA o Derivada do metabolismo proteico o Por que seu valor isolado não é acurado para estimar função renal? o Uma pequena quantidade é secretada pelos túbulos, no final do dia terá uma maior quantidade na urina de 24h superestimando o valor real o Consumo de carne o Massa muscular o Uso de medicações: cimetidina, trimetropina, probenecida UREIA o Também derivada do metabolismo proteico o Causas de elevação da Ureia independente da função renal: ▪ Aporte elevado de proteínas ▪ Sangramento intestinal ▪ Corticosteróides ▪ Tetraciclina ▪ Estado catabólico elevado EXAME DE URINA • Exame fundamental para avaliar doenças do rim e trato urinário. • Deve ser sempre realizado na primeira avaliação por um nefrologista. • Características físicas: ▪ Cor ▪ Turvação ▪ Densidade relativa • Características químicas: ▪ pH: 5,5 e 9 ▪ Proteínas especificas ▪ Esterase leucocitária ▪ Nitrito ▪ Cetonas ▪ Pigmentos de bile COR LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA o Normal: amarelo-clara, amarelo-escura e âmbar o Condições patológicas que mais causam mudanças na coloração da urina: ▪ Hematúria macroscópica, hemoglobinúria ou mioglobinúria: urina rosa, vermelha, marrom ou preta; ▪ Bilirrubinúria: urina amarelo-escura a marom; ▪ Cristalúria maciça por ácido úrico: urina rosa; ▪ Infecções urinárias, principalmente por Klebsiella em pacientes com SVD Urinaroxa, às vezes chamada de “Síndrome da urina roxa na bolsa coletora” ▪ Quilúria: urina branco-leitoso. TURVAÇÃO o A urina normal é transparente o A urina pode ficar turva devido à alta concentração de qualquer partícula urinária: células, cristais e bactérias. o Causas mais frequentes de turvação da urina: o Infecção urinária o Hematúria maciça o Contaminação da urina por secreções genitais DENSIDADE RELATIVA o Mede o número de solutos por unidade de volume o Normal: 1015 - 1025 o Valores 1.000 e 1003: acentuada diluição urinária (exs: diabetes insipidus) o 1010: isostenúria. Observada em condições nas quais a concentração urinária está prejudicada como Necrose Tubular Aguda (NTA) e doença renal crônica. o Valores > 1040: geralmente há a presença de um agente osmótico extrínseco, como contraste. PROTEÍNAS ESPECÍFICAS o Microalbuminúria; o Proteínas tubulares; o Proteinúria de Bence Jones: indica a presença de cadeias leves de imunoglobulinas na urina. ESTERASE LEUCOCITÁRIA o Avalia a presença de leucócitos NITRITO o Detecta bactérias que reduzem nitrato a nitrito pela atividade da nitrato redutase PIGMENTOS DE BILE o CETONAS o Acidose diabética o Jejum prolongado o Vômitos o Exercícios extenuantes. MICROSCOPIA URINÁRIA: CÉLULAS o Eritrócitos isomórficos: o Eritrócitos dismórficos: LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA o Eritrócitos leucócitos: ▪ Infecções do trato urinário alto ou baixo ▪ Nefrite intersticial ▪ Glomerulonefrites profilefativas o Células epiteliais: ▪ Células do epitélio escamoso ▪ 2 células das camadas profundas do urotélio e 3 células das camadas superficiais do urotélio o Neutrófilos e macrófago ▪ Diferentes tipos de células do epitélio tubular renal MACROSCOPIA URINÁRIA: LIPIDEOS o São encontrados na urina como gotículas de diferentes tamanhos, isoladas ou agrupadas. o Podem se apresentar como: ▪ Corpos gordurosos ovais; ▪ Macrófagos ingurgitados com gotículas de gordura; ▪ Cilindros gordurosos; ▪ Cristais de colesterol o Típicos de doenças glomerulares associados a proteinúria intensa o Gotículas de gordura agregadas e isoladas: o Imagem A sob luz polarizada: LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA MICROSCOPIA URINÁRIA: CILINDROS o Se formam nos túbulos renais distais e coletores; o A matriz é composta pela glicoproteína de Tamm-Horsfall. CRISTAIS COMUNS o Cristais de Ácido Úrico e Uratos amorfos: o Cristais de Oxalato de Cálcio: o Cristal de Bruchita (fosfato de cálcio): LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA o Cristal de Estruvita (fosfato triplo): CRISTAIS PATOLÓGICOS o Cristal de colesterol: o Cristal de cistina: CRISTAIS DECORRENTES DO USO DE DROGAS o Muitas drogas causam cristalúria, principalmente em um contexto de overdose, desidratação ou hipoalbuminemia. o Cristal de amoxicilina: o Cristal de ciprofloxacino: o Cristal de indinavir: ORGANISMOS • Parasita Schistosoma haematobium: esquistossomose urinária; • Sintomas: hematúria microscópica com episódios recorrentes de hematúria macroscópica e uropatia obstrutiva; • Os ovos na urina são especialmente encontrados entre 10h e 14h e após exercícios físicos, que favorecem o descolamento dos ovos da mucosa vesical. LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA ULTRASSONOGRAFIA • Tamanho do rim • Padrão ecográfico renal: ▪ O córtex normal é hipoecogênico ▪ Em adultos, o aumento da ecogenicidade cortical é um marcador sensível de doença parenquimatosa renal • Cortorno renal • Cistos renais: Simples X Complexos • Bexiga • Vasculatura Renal • Rim normal: • Cálculo normal no polo superior: RADIOGRAFIA SIMPLES DE ABDOME • RX precoce após contraste na urografia excretora: TOMOGRAFIA • TC com realce de contraste mostra carcinoma de células renais: RESSONÂNCIA MAGNÉTICA LARISSA MENEZES – NEFROLOGIA UROGRAFIA EXCRETORA CISTOGRAFIA ANGIOGRAFIA CINTILOGRAFIA • Infarto renal: BIÓPSIA RENAL • Taxa de complicações: 0,1%; • Adequação da biópsia: Amostra aceitável – 10 a 15 glomérulos; • Devem ser colhidos 3 fragmentos: ▪ Microscopia óptica ▪ Imunofluorencência ▪ Microscopia eletrônica • Estudos prospectivos recentes sugeriram que a biópsia renal identifica um diagnóstico diferente do suspeitado pela equipe clínica em 50% a 60% dos pacientes e leva a mudança no tratamento em 20% a 50%.