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tema 2 anatomia 2021

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DESCRIÇÃO
Estudo anatômico dos elementos ósseos, articulares e musculares do dorso.
PROPÓSITO
Compreender a construção anatômica do dorso de modo que os aspectos anatômicos possam ser
relacionados à prática do profissional da área de Saúde.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Reconhecer a arquitetura óssea do dorso
MÓDULO 2
Descrever a anatomia articular do dorso e os principais pontos de lesão
MÓDULO 3
Identificar os componentes do sistema muscular do dorso
INTRODUÇÃO
Em geral, o dorso é definido como a região posterior do tronco, situada entre o pescoço e a região glútea.
Desse modo, pode ser dividido em porções cervical (nuca), torácica e lombar.
Veja a seguir (Figura 1) a região dorsal.
 
Fonte: CLIPAREA l Custom media / Shutterstock.com
 Região dorsal.
O dorso fornece um eixo musculoesquelético que serve de sustentação para o tronco, além de sustentar o
peso do corpo, transmitir cargas para os membros e ajudar na dinâmica de movimento dos membros
superiores. O dorso também tem função de sustentação da cabeça.
A partir de agora, você verá as bases teóricas para a compreensão da constituição anatômica da região
dorsal, especificamente, a respeito dos elementos ósseos, articulares e musculares do dorso.
Iremos abordar tais aspectos de forma topográfica, graças às suas subdivisões, de modo a facilitar o estudo.
Ainda, traremos exemplos de como a anatomia dessa região pode ser importante para a prática clínica e
cirúrgica.
MÓDULO 1
 Reconhecer a arquitetura óssea do dorso
OSTEOLOGIA DO DORSO
Neste momento, estudaremos a arquitetura óssea do dorso em todas as suas regiões.
O principal elemento que constitui o arcabouço ósseo do dorso é a coluna vertebral, que pode ser
definida como um pilar ósseo formado por 33 vértebras.
Essas vértebras se dispõem em forma vertical, empilhadas umas às outras, formando o canal vertebral, que
aloja e protege a medula espinal. Utiliza-se algarismos para enumerá-las. Veja a seguir:
 
Fonte: studiovin / Shutterstock.com
 Vista frontal, lateral e dorsal da coluna vertebral.
Existem sete vértebras cervicais (C1-C7), doze vértebras torácicas (T1-T12), cinco vértebras lombares (L1-
L5), cinco vértebras sacrais (fundidas em 1 osso, o sacro) (S1-S5) e de três a cinco vértebras coccígeas
(fundidas em 1 osso, o cóccix) (Cc1-Cc5).
Veja a seguir a relação da coluna vertebral com o gradil costal, a cintura escapular e a cintura pélvica.
 
Fonte: studiovin / Shutterstock.com
 A coluna vertebral e sua relação com os demais ossos.
A maioria das vértebras possui características em comum independentemente da região onde elas se
situam, o que as tornam vértebras típicas. Tais características são a presença de um corpo vertebral e de
um arco vertebral. Os corpos vertebrais, quando presentes, são situados anteriormente, enquanto os arcos
situam-se posteriormente.
É na parte posterior da vértebra onde nasce a maioria dos processos ósseos, como o processo transverso,
os processos articulares e o processo espinhoso. Ainda, uma vértebra típica possui um pedículo, que une o
corpo ao arco vertebral, e uma lâmina, que forma a maior parte do arco vertebral, mantendo contato com os
processos supracitados.
Note, na figura a seguir, o corpo, situado anteriormente, os três processos de uma vértebra típica
(espinhoso, transverso e articular), o pedículo e a lâmina.
 
Fonte: stihii / Shutterstock.com
 Vista superior de uma vértebra típica da região lombar.
Porém, algumas vértebras são morfologicamente distintas umas das outras, sendo denominadas vértebras
atípicas.
[...] AS VÉRTEBRAS SÃO COMPOSTAS ESSENCIALMENTE
POR TECIDO ÓSSEO TRABECULAR (ESPONJOSO) E DE OSSO
COMPACTO. OBSERVE A FIGURA A SEGUIR E NOTE A
GRANDE QUANTIDADE DE OSSO ESPONJOSO REVESTIDO
POR UMA CAMADA DE OSSO COMPACTO. OS CORPOS DAS
VÉRTEBRAS PODEM SER IMPORTANTES PONTOS DE
COLETA DE MEDULA ÓSSEA VERMELHA, EM ESPECIAL, AS
LOMBARES.
Fragkakis et al, 2018.
Note a grande quantidade de osso esponjoso revestido por uma camada de osso compacto:
 
Fonte: Wikimedia
 Vista lateral de um corte sagital de uma vértebra lombar.
A COLUNA VERTEBRAL
Assista ao vídeo a seguir e entenda os aspectos anatômicos da coluna vertebral.
Agora, iremos estudar as características das vértebras típicas e atípicas de cada região, e ao final, os
aspectos da coluna vertebral como um todo.
Como já visto anteriormente, a coluna vertebral é composta por sete vértebras cervicais (C1-C7), doze
vértebras torácicas (T1-T12), cinco vértebras lombares (L1-L5), cinco vértebras sacrais (fundidas em 1 osso,
o sacro) (S1-S5) e de três a cinco vértebras coccígeas (fundidas em 1 osso, o cóccix) (Cc1-Cc5).
A seguir vamos nos aprofundar em cada uma delas.
 
Fonte: sciencepics / Shutterstock.com
 Visão lateral da coluna vertebral.
VÉRTEBRAS CERVICAIS
Como dito anteriormente, são sete vértebras cervicais. De um modo geral, possuem um corpo vertebral
pequeno. São marcadas pela presença de um forame em seus processos transversos e forame vertebral
triangular. O processo espinhoso é curto e frequentemente bífido (dividido em dois) como demonstrado nas
figuras a seguir.
 
Fonte: sciencepics / Shutterstock.com
Vértebras cervicais articuladas e o aspecto bífido do processo espinhoso.
 
Fonte: Tefi / Shutterstock.com
Vista superior de uma vértebra cervical típica.
VÉRTEBRAS CERVICAIS ATÍPICAS
A seguir, vamos ver em detalhes as vértebras que fazem parte do que chamamos de vértebras cervicais
atípicas. A primeira é denominada de C1 (ou atlas), a segunda é conhecida como C2 (ou áxis) e a
sétima, que se chama C7.
ATLAS (C1)
Esta vértebra é facilmente identificável por não possuir um corpo vertebral. É formada por duas massas
laterais e dois arcos, um anterior e um posterior. Possui esse nome pelo fato de se articular aos côndilos
occipitais do crânio, sustentando-o, assim como o titã da mitologia grega, Atlas, que sustentava o planeta
Terra em seus ombros.
Na figura a seguir, veja todos os planos de visão da C1 e observe a ausência de corpo vertebral e facetas
articulares para os côndilos occipitais.
 
Fonte: sciencepics / Shutterstock.com
 A vértebra cervical C1 nos diferentes planos de visão.
ÁXIS (C2)
Esta vértebra possui um processo característico, denominado de processo odontóide (ou dente do áxis).
Áxis significa eixo. Por isso, essa vértebra é denominada dessa forma, pois permite a rotação da cabeça
no sentido laterolateral.
Na imagem que segue, você poderá observar os planos de visão da C2.
 
Fonte: sciencepics / Shutterstock.com
 A vértebra cervical C2 nos diferentes planos de visão.
 COMENTÁRIO
Na visualização superior da segunda vértebra cervical (áxis), observa-se o processo odontóide.
C7 (SÉTIMA VERTEBRA)
De acordo com Testut e Latarjet (1958), esta vértebra pode ser considerada atípica ou de “transição”, pois
possui características semelhantes às vértebras da região torácica. Ainda, o processo espinhoso desta
vértebra é bastante proeminente, visível e sentido ao toque quando a cabeça está fletida. Frequentemente,
não possui forame transverso.
 
Fonte: sciencepics / Shutterstock.com
 Vértebra cervical C7 nos diferentes planos de visão.
 
Fonte: sciencepics / Shutterstock.com
 ATENÇÃO
Apesar de presente na imagem, o forame transverso com frequência está ausente uni ou bilateralmente.
[...] VALE NOTAR QUE A SEXTA VÉRTEBRA CERVICAL
POSSUI UM TUBÉRCULO ANTERIOR EM SEU PROCESSO
TRANSVERSO UM POUCO MAIOR DO QUE AS DEMAIS. ESSE
ACIDENTE É DENOMINADO DE TUBÉRCULO CARÓTICO (DE
CHASSAIGNAC) E A ARTÉRIA CARÓTIDA COMUM PODE SER
COMPRIMIDA DE ENCONTRO A ELE.
Gardner et al, 1978.
VÉRTEBRAS TORÁCICAS
Em número de doze, as vértebras torácicas são as mais numerosas. Se diferenciam das demais, pois:
O processo espinhoso é pontiagudo e possui direção póstero-inferior.
Possuem facetas articulares para as doze costelas, situadas lateralmente no seu corpo vertebral.
Alguns autores consideram a primeira vértebra torácica atípica, pois é uma vértebra de transição,

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