VI-Indicadores de Saúde

VI-Indicadores de Saúde


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INDICADORES DE SAÚDE
Profº Ms Gilmor José Farenzen
Elaboração Monitor José Fábio Pereira
Os Indicadores de Saúde servem para 
prover dados necessários ao planejamento 
e avaliação dos serviços de saúde; 
identificar os fatores determinantes de doenças 
e permitir a sua prevenção; 
avaliar os métodos usados no controle das doenças; 
descrever a história natural delas 
e classificá-las.
Valores Absolutos : 
Dados colhidos diretamente da fonte; gerados através de observações controladas; ou seja, dados não trabalhados.
Freqüências Absolutas:
Valores absolutos quando relacionados à variável independente.
VALORES
Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde / 2004. 
Mortalidade
VALORES
Valores Relativos: 
Valores absolutos são numeradores de frações com denominadores fidedignos.
Freqüências Relativas:
Razão: o numerador e o denominador são elementos de uma mesma dimensão, mas são de grupos excludentes, medindo relação entre eventos.
Razão entre óbitos informados (SIM*) 
e óbitos estimados (IBGE)
Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde / 2004.
* Sistema de Informação sobre Mortalidade 
VALORES
Proporção ou Índice: no numerador são registradas as freqüências absolutas de eventos que constituem subconjuntos daquelas que são registradas no denominador de caráter mais abrangente.
Mortalidade Proporcional
 por idade em menores de 1 ano
Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde / 2004. 
VALORES
Taxa ou Coeficiente: relações entre o número de eventos reais e os que poderiam acontecer. No numerador doença, incapacidade, ou óbito e no denominador população sob risco de adoecer, tornar-se incapaz, ou morrer. 
Taxa de Mortalidade infantil
Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde / 2004. 
MORBIDADE
Serve para garantir a correção das decisões, que se referem aos eventos específicos de saúde e doença, ou apoiar ações específicas necessárias e permitir o controle dos acontecimentos daí resultantes.
São essenciais aos estudos de análise do tipo causa/efeito.
Comportamento das doenças e dos agravos à saúde em uma população exposta \u2013 conjunto de pessoas em condições de contrair a doença, em um espaço e em um tempo determinado.
MORBIDADE
MORBIDADE
Prevalência:
Medida \u2018estática\u2019, casos existentes detectados através de uma única observação em um dado momento. Possui como fatores determinantes: incidência, duração da doença, mortalidade, cura e migração.
Instantânea ou pontual mede a proporção de uma população que em um determinado instante apresenta a doença.
Periódica mede a proporção que apresentou a doença num espaço de tempo definido.
Expressa como uma proporção:
Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde / 2005. 
Taxa de prevalência de Hanseníase, Ano 2005.
MORBIDADE
Incidência:
Traduz a idéia de \u2018intensidade\u2019 com que acontece a morbidade em um população.
Pode indicar a probabilidade de um grupo de pessoas ser acometido de uma enfermidade.
Cumulativa, proporção de uma população fixa que adoece durante um determinado período de tempo.
Densidade de Incidência, razão entre o nº de casos novos de uma doença e a soma dos períodos durante os quais cada indivíduo componente da pop esteve exposto ao risco de adoecer e foi observado.
MORBIDADE
Incidência Cumulativa
Taxa de Incidência
SVS/M, SINAN / 2005. 
Taxa de incidência de Hanseníase
MORBIDADE
Coeficiente de ataque, entendido como incidência referida a uma população específica ou a um grupo bem definido de pessoas, limitadas a um período de tempo de dias ou semanas e localizadas em uma área restrita. Quando a intenção é investigar surtos epidêmicos.
Taxa 
de ataque
Nº de casos de uma doença em um
determinado local e período
População exposta ao risco
=
X 100
MORBIDADE
Relação entre Prevalência e Incidência:
O nível de prevalência a um dado tempo é uma posição de equilíbrio entre a taxa de incidência e a \u2018resolução\u2019 da doença, determinada pela sua duração.
P = I . D
COMPORTAMENTO DAS DOENÇAS;
INEXISTENTES
ESPORÁDICAS
ENDEMICAS 
EPIDEMICAS
-
O PROCESSO EPIDEMICO
-
-
MORTALIDADE
Medida análoga à incidência, quando o evento de interesse é o óbito ao invés da ocorrência de casos novos.
Expressa como uma proporção ou como uma taxa, cujos significados são análogos aos das respectivas medidas de incidência.
Tem como característica fundamental o fato de serem utilizadas para a avaliação dos níveis de saúde e aconselhamentos de medidas de larga abrangência. Visa melhorar o ESTADO SANITÁRIO da população. 
MORTALIDADE
Quociente entre as freqüências absolutas de óbitos e o número dos expostos ao risco de morrer.
Coeficientes:
São muito prejudicados pela presença de variáveis intervenientes, relacionadas à qualidade dos serviços de registro de dados vitais.
Mortalidade Geral (CMG):
Número de óbitos concernentes a todas as causas em um determinado ano, circunscritos a uma área determinada.
TMG = Óbitos / População X 1.000
Comparando Taxas de Mortalidade Geral
Brasil \u2013 1982
781.294 óbitos registrados
126.807.000 hab 
(população estimada)
CMG = 6,2 óbitos por 1.000 hab/ano
EUA \u2013 1982
1.985.680 óbitos registrados
231.534.000 hab 
(população estimada)
CMG = 8,6 óbitos por 1.000 hab/ano
Padronização de Taxas
Método direto:
Padrão: população
Óbitos esperados
Padronização de Taxas
CMG Padronizado, EUA (1982):
586.187,4 Óbitos esperados
126.807.000 Habitantes/ano
4,6 Óbitos por 1.000 hab/ano
CMG EUA 1982 padronizado
4,6 óbitos por 1.000 habitantes/ano
X
CMG Brasil 1982
6,2 óbitos por 1.000 habitantes/ano
MORTALIDADE
Coeficiente Mortalidade Infantil:
Mede o risco de morte, para crianças < 1ano.
Óbitos de crianças menores de um ano (m <1) pelos nascidos vivos naquele ano (NV), em uma determinada área e multiplicando-se por 1.000 o valor encontrado.
MORTALIDADE
TMIPN = X 1.000
m (28dias-1ano)
NV
Taxa de mortalidade infantil neonatal (TMIN)
Taxa de mortalidade infantil pós-neonatal (TMIPN)
MORTALIDADE
Taxa de mortalidade infantil perinatal (TMP)
F + NV, representam as perdas fetais com 22 ou mais semanas de gestação e aos nascidos vivos.
Estimativa TIM, segundo diferentes países.
World Bank, 2003.
Evolução da TIM no Brasil nos últimos 8 anos
DATASUS/ 2004. 
SVS/M, SIM e Sinasc / 2004. 
Taxas de Mortalidade Infantil
Taxas de Mortalidade Infantil na 4ª CRS - 2004
Taxas de Mortalidade Infantil na 4ª CRS - 2004
Gráf1
		10.25		6.7
		8.55		5.75
		7.77		5.09
		
		14.56		14.56
		4.95		4.95
		0		0
		
		15.79		10.53
		10.58		5.29
		6.06		0
		
		25		0
		23.26		0
		25		0
		
		0		0
		0		0
		27.03		0
		
		0		0
		0		0
		27.78		0
		
		0		12.66
		0		0
		14.08		0
		
		0		13.51
		11.9		11.9
		27.78		27.78
		
		0		0
		16.95		16.95
		17.86		17.86
CMN
CMIT
Dados
						CMN		CMIT				CMI		7e+ cons
		RS		2002		9.61		5.99				15.60
				2003		9.77		6.16				15.94
				2004		10.04		5.09				15.13		62.5
		
		4ª CRS		2002		10.25		6.70				16.94		61.5
				2003		8.55		5.75				14.30		61
				2004		7.77		5.09				12.87		64.1
												13.92
		Agudo		2002		14.56		14.56				29.13		57.8
				2003		4.95		4.95				9.90		60.4
				2004		0.00		0.00				0.00		62.7
												9.66
		Cacequi		2002		15.79		10.53				26.32		33.2
				2003		10.58		5.29				15.87		33.3
				2004		6.06		0.00				6.06		36.4
		
		Capão do Cipó		2002		25.00		0.00				25.00		62.5
				2003		23.26		0.00				23.26		60.5
				2004		25.00		0.00				25.00		62.5
		
		Dilermando de Aguiar		2002		0.00		0.00				0.00		56.7
				2003		0.00		0.00				0.00		50
				2004		27.03		0.00				27.03		51.4
		
		Dona Francisca		2002		0.00		0.00				0.00		85
				2003		0.00		0.00				0.00		81.3
				2004		27.78		0.00				27.78		72.2
		
		Faxinal do Soturno		2002		0.00		12.66				12.66		86.1
				2003		0.00		0.00				0.00		75
				2004		14.08		0.00				14.08		80.3
		
		Formigueiro		2002		0.00		13.51				13.51		55.4
				2003		11.90		11.90				23.81		52.4
				2004		27.78		27.78				55.56		58.3
		
		Itaara