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Aluno: Luis Felipe Herbst – medicina – turma 4 – semana 6 - Data : 24/03/2021 
O aparelho reprodutor feminino e seus componentes 
Anatomia – Podemos dividir o aparelho reprodutor feminino em dois ovários, duas tubas 
uterinas, o útero, a vagina e a genitália externa. Na figura em anexo observamos as 
estruturas internas do aparelho reprodutor feminino (JUNQUEIRA, 2013). 
 
Estrutura do ovário – Para resumir, podemos separar o ovário em região cortical (mais 
externa) e região medular. Na região cortical, encontramos os folículos em seus vários 
estágios. Já na região medular, que é preenchida pelo estroma, um tecido conjuntivo 
frouxo, encontramos veias e arterias que vão nutrir o ovário. Além disso, encontramos 
o Corpo Lúteo, que é uma estrutura oriunda da ovulação, quando o ovócito secundário 
é ovulado, e o sofre intensas modificações fisiológicas, físicas e químicas. Ademais, 
obsrvamos o Corpo Albicans, que é formado a partir da degeneração do corpo lúteo 
 
É importante dizer que o tecido que reveste o ovário vai variar de acordo com a fase da 
mulher, podendo ser um epitélio pavimentoso ou cúbico simples, o epitélio germinativo. 
Logo abaixo da desse epitélio encontramos a túnica albugínea, que é uma camada de 
tecido conjuntivo denso, é sob esse tecido conjuntivo que encontramos a região cortical 
(JUNQUEIRA, 2013). 
O desenvolvimento do ovário se dá a partir do 1 mês de vida, quando as células 
germinativas primordiais, que são encontradas no endoderma do saco vitelínico, se 
dirigem às gônadas que estão se formando. A partir daí, essas células tornam-se 
ovogônias, e a partir do terceiro mês vão ficar estagnadas no diplóteno da prófase I da 
meiose I, sendo chamadas de ovócitos primários (JUNQUEIRA, 2013). 
Tubas uterinas – São tubas musculares com duas extremidades, o infundíbulo, que é 
próxima ao ovário e contém as fimbrias, e a intramural, que adentrar na cavidade 
uterina. O epitélio que reveste a tuba é composto por um epitélio ciliado e por células 
secretoras não ciliadas (JUNQUEIRA, 2013). 
Útero – Formato de Pera, na sua parte superior encontra-se o corpo do útero, e no início 
da vagina o colo uterino ou cérvice. A parede do útero é espessa, e podemos dividir em 
três camadas : externamente uma delgada serosa, constituída de mesotélio e tecido 
conjuntivo. As outras duas são o miométrio, que é uma camada de musculo liso, e o 
endométrio. Os vasos sanguíneos que chegam até o endométrio são de extrema 
importância para o ciclo da escamação de parte do endométrio na menstruação 
(JUNQUEIRA, 2013). 
Vagina – Formada por um tecido epitelial estratificado não queratinizado. Além disso, 
as fibras musculares da vagina armazenam glicogênio que serão utilizados por bactérias 
para formação do ácido lático, que vai ajudar no controle do pH vaginal, normalmente 
baixo (JUNQUEIRA, 2013). 
Vulva – Formada por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, formada pelo 
monte do púbis, lábios maiores, menores clítoris e vestíbulo da vagina. Existem muitas 
terminações sensoriais nervosas na genitália externa, entre elas tem os corpúsculos de 
Meissner, corpúsculos de Pacini e terminações nervosas livres (ROSS, 2016). 
Ciclo menstrual – 
Pode-se dividir o ciclo menstrual em 3 fases, fase menstrual, fase proliferativa e fase 
secretora ou luteal (JUNQUEIRA, 2013). 
Fase proliferativa – Após a menstruação, o endométrio fica com uma camada mais 
delgada de células. E essa fase vai coincidir com o desenvolvimento dos folículos 
primordiais, que quando vão se desenvolvendo formam a teca interna, a qual vai 
começar a secretar estrogênio. Esse hormônio vai atuar no endométrio atuando na 
indução da proliferação celular, aumentando a espessura do endométrio (JUNQUEIRA, 
2013). 
Fase secretória ou luteal – Inicia após a ovulação, devido a formação do Corpo Lúteo, 
que vai secretar principalmente progesterona. Esse hormônio continua atuando nas 
células epiteliais das glândulas nas quais o estrogênio já havia atuado. Nessa fase o 
endométrio alcança sua espessura máxima, pois há o crescimento da mucosa e 
acúmulo de secreção. Um fato importante é que a progesterona inibe a movimentação 
da musculatura lisa do miométrio, para caso houvesse fertilização, o embrião seja 
implantado mais facilmente (JUNQUEIRA, 2013). 
Fase menstrual – Caso não ocorra a fertilização, o Corpo Lúteo vai continuar ativo por 
cerca de 10 a 12 dias. Assim, cai muito os níveis de estrogênio, e principalmente 
progesterona. Quando isso acontece, há ciclos de contração das artérias espirais, que 
nutrem o endométrio. Assim, não há mais irrigação da parte funcional, causando 
isquemia e morte das paredes das artérias e das células. Ai que o sangramento começa 
e parte do endométrio descama e cai junto com o sangue no lúmen uterino 
(JUNQUEIRA, 2013). 
Hormônios femininos – 
Consiste em três hierarquias de hormônios: 
1. O hormônio de liberação hipotalâmica, o hormônio liberador de gonadotropinas 
(GnRH) 
2. Os hormônios sexuais hipofisários anteriores, o hormônio folículo-estimulante 
(FSH) e o luteinizante (LH), os dois liberadas em resposta ao GnRH. 
3. Os hormônios ovarianos, estrógeno e progesterona, que são secretados pelos 
ovários, em resposta aos dois hormônios sexuais femininos da hipófise anterior. 
As alterações ovarianas dependem inteiramente dos hormônios gonadotrópicos FSH e 
LH liberados pela hipófise anterior. Entre os 9 e 12 anos a hipófise anterior começa a 
secretar esses hormônios progressivamente. E entre os 11 e 15 anos iniciam-se os 
ciclos sexuais mensais, dando início a puberdade. Os dois hormônios vão atuar em 
receptores específicos das membranas das células ovarianas, agindo na proliferação 
celular e no aumento da secreção celular (GUYTON, 2011). O nível de LH e FSH variam 
de acordo com o ciclo, como mostrado no gráfico : 
 
As alterações do GnRH não são tão drásticas assim, mas o hipotálamo secreta-o 
através de pulsos curtos. Um fato interessante é que, por razões desconhecidas, se o 
GnRH fosse secretado de forma contínua, sua capacidade de liberar os hormônios LH 
e FSH pela hipófise seria perdida. 
Sabe-se que há o desenvolvimento de 6 a 12 folículos primários por mês, mas apenas 
um Folículo amadurece, os outros sofrem atresia, involuem. Acredita-se que essa 
atresia é causada pela seguinte situação – 
Quando há um desenvolvimento maior de um folículo qualquer, há também maior 
secreção de estrogênio, que vai atuar no hipotálamo , deprimindo a secreção de FSH 
inibindo o crescimento posterior dos folículos menos desenvolvidos (GUYTON, 2011). 
Ovulação – A ovulação no ciclo sexual da mulher que tem em média 28 dias, se da 14 
dias após a menstruação. O pico de LH é necessário para ovulação, mesmo que as 
quantidades de FSH estejam muito altas. Sem o LH não se dá o desenvolvimento do 
folículo para ovulação. Cerca de dois dias antes da ovulação, há um aumento da 
secreção de LH, que tem seu pico cerca de 16 horas antes da ovulação. Tanto o LH 
quanto o FSH têm sua secreção aumentada, e agem na rápida dilatação do folículo. O 
LH age também nas células da granulosa, tornando-as secretoras principalmente de 
progesterona. Assim, 1 dia antes da ovulação a secreção de estrogênio cai, enquanto a 
de progesterona aumenta. Por fim, há dois acontecimentos necessários para ovulação, 
primeiro a teca-externa começa a liberar enzimas proteolíticas dos lisossomos, que vão 
enfraquecer a parede do folículo. Além disso, ocorre o crescimento de novos vasos 
sanguíneos e a secreção de prostaglandinas, que são vasos dilatadores, assim ocorre 
a transdução do plasma para o folículo. E como houve o enfraquecimento da parede 
junto com sua dilatação, o folículo se rompe liberando o ovócito (GUYTON, 2011). Esse 
esquema pode ser simplificado pela figura a seguir 
 
Os dois tipos de hormônios sexuais ovarianos são estrogênio e progestinas. O estradiol 
é o mais importante tipo de estrogênio,e a progesterona entre os progestinas. Os 
estrogênios são responsáveis principalmente pela proliferação e crescimento de células 
específicas, responsáveis pelas características sexuais secundárias da mulher. As 
progestinas agem basicamente preparando o útero para gravidez e as mamas para 
lactação (GUYTON, 2011). 
Oogênese – 
As células germinativas primordiais vão dar origem as ovogônias já no 1 mês de 
desenvolvimento. A partir do 3 mês já se tornaram ovócitos I, e ficarão estagnados no 
diplóteno da prófase I da meiose I até serem reativados por hormônios secretados pela 
hipófise, LH e FSH. Durante a infância, a células da granulosa oferecem nutrição e 
secretam fator inibidor da maturação do ovócito. Assim, o ovócito I fica parado na 
prófase I da meiose I até a puberdade. E quando se inicia a ação de hormônios, o ovócito 
I continua a sua meiose, tornando-se ovócito II, que caso não haja fertilização ficará 
parado na metáfase II (MECANISMOS FISIOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS 
ENVOLVIDOS NA OVOGÊNESE, 2019). Podemos ver o processo de oogênese na 
figura a seguir: 
 
Os efeitos dos hormônios no corpo feminino - 
Estrogênio – Quando há um aumento de secreção desse hormônio na puberdade, 
várias mudanças vão acontecer. Os ovários, as trompas, a vagina o útero e a parte 
externa vão crescer várias vezes. Além disso, o estrogênio consegue mudar o epitélio 
vaginal de cúbico para o estratificado, que será mais resistente às infecções e traumas. 
Ademais, promove a proliferação celular endometrial e das glândulas endometriais, que 
serão responsáveis por nutrir o óvulo implantado (GUYTON, 2011). 
Nas trompas uterinas o estrogênio vai aumentar a proliferação dos epitélios ciliados, e 
sua atividade também aumenta consideravelmente (GUYTON, 2011). 
Nas mamas vai haver um aumento nos estromas dos tecidos mamários, 
desenvolvimento de um vasto sistema de ductos, além do depósito de gordura nas 
mamas (GUYTON, 2011). 
Sobre o esqueleto, o estrogênio estimula o crescimento ósseo, visto que inibe atividade 
osteoclástica. Além disso, ocorre a união das epífises das hastes dos ossos longos, por 
isso o crescimento da mulher cessa antes do crescimento dos homens (GUYTON, 
2011). 
O estrogênio aumenta o depósito de gordura nos tecidos subcutâneos, nas coxas e nos 
glúteos. A porcentagem de gordura na mulher é maior que no homem (GUYTON, 2011). 
Atua também no desenvolvimento de uma pelo mais macia e normalmente lisa. 
Aumenta a vascularização, tornando-a mais quente (GUYTON, 2011). 
Progesterona - com certeza sua função mais importante é a preparação do útero para 
implantação do óvulo através de alterações secretórias no endométrio. Além de diminuir 
as contrações da musculatura lisa no útero para evitar a expulsão indesejada do óvulo. 
A progesterona também atua nas Trompas aumentando a secreção pelo revestimento 
mucoso dessa região, que irá nutrir o óvulo fertilizado (GUYTON, 2011). 
Nas mamas, a progesterona promove o desenvolvimento dos lóbulos e alvéolos, assim 
as células alveolares vão se proliferar e vão adquirir características secretoras. No 
entanto, é só com a prolactina, liberada pela hipófise anterior, é que o leite será 
secretado (GUYTON, 2011). 
A importância da educação sexual precoce – 
Considero válido começarmos este tópico abordando como os Parâmetros 
Curriculares Nacionais (PCNs) propõem que se ensine sobre sexualidade nas 
escolas, para, em seguida, tratarmos de vários modelos de estratégias. Conforme 
já é sabido pelos professores, segundo os PCNs, a Educação Sexual deve ser 
inserida como um tema transversal, ou seja, como um assunto ministrado no 
interior das várias áreas de conhecimento, perpassando cada uma delas. Assim, 
ela pode ser ensinada nas aulas de Língua Portuguesa, História, Geografia, 
Matemática, Ciências Naturais, Arte, Educação Física e Língua Estrangeira. 
Importante relembrar todo o conjunto dos temas transversais, que envolvem ética, 
educação ambiental, “orientação sexual”, pluralidade cultural, saúde e trabalho e 
consumo (EDUCAÇÃO SEXUAL: COMO ENSINAR NO ESPAÇO DA ESCOLA, 2007) 
 
 
 ROSS, Michael H. Ross Histologia Texto e Atlas. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2016. 1452 p. 
DAMICO FIGUEIRÓ, M. N. EDUCAÇÃO SEXUAL: COMO ENSINAR NO ESPAÇO DA 
ESCOLA <br> SEXUAL EDUCATION: HOW TO TEACH IN THE SCHOOL 
ENVIRONMENT. Revista Linhas, [S. l.], v. 7, n. 1, 2007. Disponível em: 
https://revistas.udesc.br/index.php/linhas/article/view/1323. Acesso em: 25 mar. 2021. 
MECANISMOS FISIOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS ENVOLVIDOS NA 
OVOGÊNESE. Juiz de Fora: Abec, v. 11, 2019. Anual. 
GUYTON, Arthur C.. Tratado de Fisiologia Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 
2011. 1173 p. 
JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa. Histologia Básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2013. 558 p.

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