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POSICIONAMENTO 
AULA 3 – ANESTESIOLOGIA 
Posicionamento na sala de cirurgia é responsabilidade de 
toda a equipe cirúrgica. É responsabilidade de toda equipe 
cirúrgica. 
A posição do paciente durante o ato cirúrgico deve ser 
aquela que seria bem tolerada se o paciente tivesse 
acordado e não sedado. 
Joias e adornos devem ser removidos. 
Extremidades ósseas e articulações devem estar 
acolchoadas, e as curvaturas do corpo devem ter suporte e 
coxins. 
Olhos devem ser mantidos fechados sem pressão externa. 
ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES 
Mecanismos centrais, regionais e locais estão envolvidos na 
atenuação dos efeitos das mudanças de posição sobre a 
pressão arterial, mantendo a perfusão dos órgãos vitais. – 
Dos parâmetros cardiovasculares dentro do limite da 
normalidade. 
Durante alterações na postura sem anestesia, a PAS é 
mantida dentro de um intervalo estreito. 
Mecanismos: 
→ Barorreceptores aferentes da aorta e dos seios 
carotídeos. 
→ Sistema simpático e parassimpático. 
→ Mecarreceptores dos átrios e dos ventrículos 
(PNA). 
Quando temos mudanças bruscas de pressão, como se 
eleva rapidamente por exemplo, temos ativação desses 
barorreceptores através de reflexo, aumenta a contração, 
aumentando o fluxo para o SNC. 
Esses reflexos no paciente acordado estão bem ativados 
quando necessário. 
Durante a anestesia (geral ou regional) e sedação temos 
ativação desses reflexos e assim, devemos antecipar, 
monitorizar e tratar esses efeitos. Avaliar a segurança e o 
momento ideal das mudanças posicionais. 
Ficar atentos que o barorreceptores podem estar atuados e 
pode ser que não consiga, de forma brusca, manter o fluxo 
cerebral adequado. 
O posicionamento é sempre secundário a segurança do 
paciente. 
ALTERAÇÕES PULMONARES 
A troca gasosa depende da relação ventilação perfusão. 
Precisamos que o oxigênio chegue no alvéolo e seja 
transferido para um vaso no sangue para que ele vai até os 
tecidos. 
Então, uma boa relação ventilação perfusão vai levar 
oxigênio para o paciente. 
Sob anestesia, a posição prona tem vantagens sobre a 
posição supina em relação aos volumes pulmonares e 
oxigenação. 
 
DECÚBITO DORSAL HORIZONTAL 
É a principal posição cirúrgica. 
 
Nessa imagem, observamos o paciente com uma abertura 
do braço que não chega a 90° e isso é necessário, porque se 
aumenta gera uma lesão de plexo braquial. 
O posicionamento neutro da cabeça do paciente. A maca 
muito bem acolchoadas que levam conforto ao paciente. 
Assim como nas lesões de protuberância óssea. 
→ Corpo mantido ao nível do coração e a cabeça 
também. 
→ Estabilidade hemodinâmica mais facilmente 
mantida. 
→ Redução da capacidade residual funcional. 
Deslocamento cefálico do diafragma, ao contrário 
em prona. 
→ A abdução dos membros superiores deve ser limita 
a 90° 
→ A mão e o antebraço devem ser mantidos ou em 
posição neutra ou supinação. Reduz a pressão 
sobre o sulco radial do úmero – N. ulnar. 
→ Utilizar o apoio na região occipital para estabilizar 
a cabeça: rotação pode lesionar o plexo braquial. 
Em cirurgias ortopédicas por exemplo, utilizar o afastador. 
Coluna perineal da mesa de tração entre a genitália e 
membro faturado: risco de lesão perineal. 
 
LITOTOMIA 
É muito usada: posição ginecológica. 
 
→ Utilizado em urologia, coloproctologia e 
ginecologia. 
→ Quadris flexionados de 80-100° a partir do tronco 
e as pernas são rodadas de 30-45° da linha média. 
→ Os joelhos são flexionados em graus variáveis. 
→ É recomendado que os braços fiquem abduzidos e 
não ao longo do corpo porque a maca abaixa. 
→ Requer posicionamento coordenado por dois 
assistes. 
→ Ambas as pernas devem ser manipuladas 
simultaneamente – evitar torção da coluna 
lombar. 
→ Como eleva a perna, tem um aumento temporário 
do debito cardíaco por aumento do retorno 
venoso. 
→ Redução da complacência torácica por 
deslocamento cefálico das vísceras. 
→ Perda da curva lordotica lombar pode piorar 
quadro de dor crônica. 
→ Neuroparia, lesão do nervo fibular (compressão do 
nervo entre a cabeça lateral da fíbula e a barra que 
segura a perna. 
 
 
DECÚBITO LATERAL 
 
→ Utilizado para cirurgia torácica, ortopédicas 
(quadril) e retroperitoneal. 
→ Todo órgão que fica próximo a cama cirúrgica e 
chamado de dependente, e o contralateral, de não 
dependente. 
→ Cabeça do paciente deve ser mantida em uma 
posição neutra. 
→ O ouvido dependente deve ser verificado para 
evitar dobras e pressão indevida. 
→ Olhos devem ser fechados antes. Olho dependente 
deve ser frequentemente verificado. 
TENDÊNCIA A SHUNT: massa do mediastino e pressão do 
conteúdo abdominal reduzem a ventilação do pulmão 
dependente. 
Aumento da perfusão no pulmão dependente 
contrabalenceia este efeito (cuidado com PPEP e 
vasoconstrição pulmonar hipóxica). 
 
É colocado um coxim entre a parede torácica e cama, 
próximo a axila (nunca deve ser colocado na axila – lesão no 
plexo braquial). 
Quando a necessidade de acesso ao rim, o coxim deve ser 
colocado sob a crista ilíaca dependente. 
Um travesseiro pode ser colocado entre os joelhos com a 
perna dependente flexionada. 
O pulso no braço dependente deve ser monitorado para a 
detecção precoce de compressão de estruturas 
neurovasculares axilares. 
Piora da relação ventilação perfusão. 
 
 
Sempre observar as orelhas. 
PRONA 
Essa posição tem sido muito falada ultimamente por conta 
da melhora da relação ventilação perfusão. 
 
Utilizada na neurocirurgia, cirurgias de coluna dorsal, 
membros inferiores e região perineal. 
Ventilação é superior em relação ao decúbito dorsal 
horizontal e decúbito lateral desde que o abdome esteja 
livre. 
Compressão extrínseca do abdome leva a aumento da 
pressão venosa, além de redução da complacência 
pulmonar e retorno venoso. – Deslocamento do diafragma 
e pulmão. 
Cabeça deve ser apoiada com coxins macios ou pode ser 
virada para o lado em caso de procedimento rápido. 
Os braços podem ser posicionados ao lado do paciente ou 
posição neutra ou próximo a cabeça. 
Cobertura sobre os cotovelos – evitar lesão ulnar. 
Todos os acessos intravasculares e a intubação 
endotraqueal são realizadas em decúbito dorsal. 
Tubo deve ser bem fixado – escoamento da saliva pode 
propiciar que a fixação solte. 
Considerar tubo aramado – mais flexível, não acotovela. 
Ao virar o paciente na maca o pescoço deve ficar alinhado 
com a coluna vertebral. 
O anestesio é o principal responsável pela coordenação do 
movimento e deve ficar responsável pela cabeça. 
A posição prona é o principal fator para perda visual 
perioperatória. 
 
 
SENTADO 
 
→ Usada para operar base de crânio ou ombro. – 
neurocirurgia E ortopedia. 
→ Risco de embolia gasosa 
→ Hipoperfusão cerebral: mensuração não invasiva é 
feito abaixo da cabeça. 
→ Acumulo de sangue na parte inferior do corpo sob 
anestesia geral. 
→ Propensão a hipotensão. 
→ Pressão de perfusão cerebral (PPC) é mais baixa, 
por estar acima do nível do coração. 
 
 
TENDELENBURG 
Paciente com a cabeça mais baixa do que o restante do 
corpo. 
 
Utilizada em cirurgias da cavidade pélvica (urológica, 
ginecológica e coloproctológica) 
Posição que leva a maior comprometimento da ventilação 
(redução da complacência e capacidade residual funcional) 
Congestão vascular cerebral levando a edema da face e vias 
aéreas. 
Aumenta a pressão venosa central, intracraniana e 
intraocular. 
Cuidado para que o paciente não escorregue na mesa 
cirúrgica. 
 
POSIÇÃO CEFALOACLIVE 
→ Ao contrário da tendeleburg. 
→ Cabeça acima do coração, reduz a pressão de 
perfusão cerebral (PPC). 
→ Diminuição do retorno venoso. 
→ Cuidado para que o paciente não deslize na mesa. 
COMPLICAÇÕES 
LESÕES DE NERVOS PERIFÉRICOS podem acontecer: 
incidência baixa de 0,03% porem é grave e uma fonte 
significativa de responsabilidade profissional. 
Na década de 90, lesões de nervo foi a segunda causa mais 
frequente de reclamações judiaisnos EUA. 
LESÕES OCULARES E PERDA VISUAL: incidência de 
0,056%. A abração corneana é o tipo mais comum de lesão. 
Os sintomas são geralmente transitórios. 
Cuidados preventivos: fechamento cuidadoso das pálpebras 
após a anestesia e vigilância. 
Perda visual: neuropatia optica isquêmica (NOI) e, em 
menor grau, oclusão arterial retiniana por compressão 
externa. 
Hipotensão prolongada, perda sanguínea, principalmente 
em cirurgia em posição prona. 
 
 
 
	alterações cardiovasculares
	alterações pulmonares
	decúbito dorsal horizontal
	litotomia
	decúbito lateral
	prona
	sentado
	tendelenburg
	posição cefaloaclive
	complicações

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