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Análise das Demonst Financeiras - APOSTILA  introdução

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS RESENDE
CURSO: ADMINISTRAÇÃO
DISCIPLINA: ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 
PROF.: LUIZ ANTONIO FONSECA
Evolução histórica da análise de balanço
A análise de balanços surgiu e desenvolveu-se dentro do sistema bancário que foi até hoje seu principal usuário.
Seu inicio remonta ao final do século 19, quando os banqueiros americanos passaram a solicitar balanços as empresas tomadoras de empréstimos.
Entretanto, as demonstrações financeiras da época não eram preparadas adequadamente para esse fim, não havia uniformidade nas disposições e nas terminologias. 
Importante colaboração foi feita pelo Federal Reserve Board, em 1918, confeccionou um livreto com formulários padronizados para Balanço Patrimonial e demonstrações de lucros e perdas, bem como um esboço de procedimentos de auditoria e princípios de preparação.
Alexander Wall desenvolveu, em 1919, e apresentou um modelo de análise de balanço através de índices. Adotando o método de se computar vários coeficientes, sentia se a necessidade de padrões de comparações que auxiliassem suas avaliações.
Em 1923, James H. Biss, afirmava que em todos os ramos de atividade há certos coeficientes característicos que podem ser obtidos através de médias.
Em 1925, Stephen Gilman, realizou algumas críticas à análise de coeficientes, e propôs que fosse substituída pela construção de índices encadeados que indicassem as variações havidas em relação a um ano-base (iniciando o que se chama de Análise horizontal)
A partir de 1931, a Dun & Brandstreet passou a elaborar e divulgar índices padrão para diversos setores de atividades, nos Estados Unidos.
Na década de 30 a empresa DU PONT apresentou um modelo de análise de rentabilidade da empresa que decompunha a taxa de retorno em margem de lucro e giro dos negócios, chamado análise do ROI (Return on Investiment).
Assim, em cerca de 40 anos, assentaram-se as bases técnicas de Análise de Balanços.
No Brasil, até 1968, a Análise de Balanços era ainda um instrumento pouco utilizado na prática. Foi criada, nesse ano, a SERASA, a empresa passou a operar como uma central de análise de balanços dos bancos comerciais.
INTRODUÇÃO
Neste material são abordadas as demonstrações contábeis obrigatórias e demais informações complementares. São objetos de estudo as etapas do processo de análise, iniciando com conceitos de padronização, consolidação e qualidade das demonstrações contábeis, sugestões das principais metodologias e indicadores a serem utilizados para a elaboração da melhor ferramenta de suporte ao analista financeiro.
Acreditando que a apostila possa se constituir em relevante recurso didático no desenvolvimento do conteúdo programático da disciplina de análise das demonstrações financeira, procurou-se contemplar os principais tópicos desta técnica contábil, tais como: conceituações, importância, objetivos, finalidades, funções, tipos, processos, metodologias, condições e ajustes essenciais das demonstrações contábeis; um aprofundamento no estudo dessas demonstrações e de vários indicadores econômico-financeiros.
Esta apostila está atualizada de acordo com a nova lei contábil (Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007), que alterou a Lei das Sociedades por Ações.
A análise das Demonstrações financeiras constitui-se num processo de meditação sobre os mesmos, objetivando uma avaliação da situação da empresa em seus aspectos Econômicos e Financeiros.
A análise de balanços deve ser entendida e estudada de maneira abrangente, isto é, deve ser designada mais propriamente como “Análise Contábil” ou “Análise das Demonstrações Financeiras”, vez que a mesma tem como objeto de estudo, análise e interpretação, não apenas o Balanço Patrimonial, como também todas as demais demonstrações contábeis ou financeiras, elaboradas pela empresa e prescritas nos textos legais.
Finanças
É a arte e a ciência de se administrar fundos, isto é, aplicar princípios econômicos, contábeis e conceitos do valor do dinheiro no tempo às tomadas de decisões em negócios. A palavra “arte” implica que existem algumas oportunidades para ser criativo na administração de dinheiro. E a palavra “ciência” implica que existem alguns fatos comprovados subjacentes às decisões financeiras.
Praticamente todos os indivíduos e organizações obtêm receitas ou levantam fundos, gastam ou investem. O processo, as instituições, os mercados e os instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos, formam os fundamentos do estudo das Finanças.
Tradicionalmente, os tópicos de finanças são agrupados em quatro áreas principais:
Finanças Empresariais (Corporate Finance).
Investimentos
Instituições Financeiras
Finanças Internacionais
As Finanças estão estreitamente relacionadas com algumas áreas em especial, onde se destacam o Marketing, a Contabilidade e a Administração.
Mercado Financeiro
O mercado financeiro, assim como qualquer mercado (de peixe, barraquinhas, etc.), é apenas uma forma de reunir compradores e vendedores. Nos mercados financeiros, os produtos vendidos e comprados são títulos de dívida e ações. Os mercados financeiros, no entanto, são diferentes entre si em alguns detalhes.
Os mercados financeiros funcionam tanto como mercados primários quanto como mercados secundários para títulos de dívidas e ações.
O mercado primário refere-se à venda original dos títulos por governos e empresas. O mercado secundário é aquele onde os títulos são comprados e vendidos após a venda original. Existem dois tipos de mercado secundário: bolsas organizadas e mercados de balcão.
Em termos gerais, os distribuidores no mercado de balcão compram e vendem a seu próprio risco. Um distribuidor, ou revendedor de carros, por exemplo, compram e vendem automóveis. Já corretores e agentes procuram casar compradores e vendedores, e não necessariamente possuem a mercadoria que será comprada ou vendida. Um corretor de imóveis, por exemplo, normalmente não compra e vende casas, ele apenas intermédia uma ação entre as duas pontas.
O mercado de distribuidores de ações e dívidas a longo prazo é denominado mercado de balcão. A maior parte dos negócios de títulos de dívida acontece no mercado de balcão. A expressão mercado de balcão refere-se aos tempos antigos, quando os títulos eram literalmente comprados e vendidos em balcões de escritórios por todo o país. Hoje, uma parcela significativa do mercado de ações e quase todo o mercado de dívidas a longo prazo não têm localização central; os distribuidores estão ligados eletronicamente.
As bolsas de valores diferem dos mercados de balcão de duas maneiras. Em primeiro lugar, a bolsa de valores possui uma localização física (como, por exemplo, Wall Street). Em segundo lugar, no mercado de balcão, a maior parte da compra e venda é realizada por distribuidores. 
O primeiro objetivo de uma bolsa de valores, por outro lado, é juntar os que desejam vender àqueles que desejam comprar. Os distribuidores desempenham papel limitado.
A maior bolsa de valores do mundo é a Bolsa de Valores de Nova Iorque. No Brasil, a maior é a BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo).
Além das bolsas de valores, existe um grande mercado de balcão para negociação de ações. A NASDAQ (National Association of Securities Dealers Automated Quotations) que tem um número de empresas três vezes maior do aquele registrado na NYSE(Bolsa de Nova York), mas o valor total das ações do NASDAQ corresponde a apenas 20% do valor total das ações da NYSE.
Dados
Tecnicamente, são os itens básicos de informação, antes de serem processados por um sistema, ou seja, alimentam, dão entrada no sistema. 
Representam algo puro cujo conteúdo não permitirá a compreensão e nem mesmo o julgamento sob determinado assunto e consistem em qualquer elemento identificado em sua forma bruta, que por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação.
Informações
São os relatórios, os resultados do processamento dos dados. As informações são produzidas, saem do sistema, seja este manual ou computacional.