Processo Civil II Resumo
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Processo Civil II Resumo


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ou seja, uma justiça escolhida pelas partes, não estatal
Inciso VIII \u2013 o autor desiste da obtenção da providência que ele pleiteou, não se confundindo com a renúncia. A desistência foi pedida naquele momento, estando no plano do processo. Nada impede que se abra um processo pleiteando a mesma providência. Já a renúncia atinge o plano do direito material
Art. 267, § 4º - ver porque.
Inciso IX \u2013 certos direitos são intransmissíveis. Ex.: certos direitos da personalidade, quando a pessoa morre, estes não podem ser transmitidos aos seus herdeiros.
Inciso X \u2013 ocorre quando o titular do direito (ou aquele que assim se proclama) acaba recebendo esse mesmo direito, passando a ser o titular desse direito alegado pelo outro. Ex.: o pai contra o filho para a cobrança de uma suposta dívida. Se o pai vem a falecer, e o único herdeiro é o filho, ele passou a ser o herdeiro daquele suposto direito de crédito exercido contra ele mesmo (art. 381, CC).
Art. 47 \u2013 litisconsórcio necessário \u2013 citação de todas as pessoas que fazem parte daquela relação jurídica. Na ação de usucapião, deve-se citar todos os confrontantes (vizinhos, Estado...), ocorrendo um litisconsórcio necessário, mas não unitário.
Pár. ún. \u2013 caso de extinção sem resolução do mérito.
Art. 267, § 3º - nas maior partes das hipóteses do art. 267, o juiz pode extinguir o processo de ofício, não depende de provocação das partes. Outra questão suscitada por esse parágrafo é que não há impedimento para o juízo de segundo grau declarar a extinção do mérito, mesmo depois do processo ter sido levado a julgamento no primeiro grau. A matéria é devolvida ao conhecimento do tribunal.
Art. 268 \u2013 efeitos da extinção sem julgamento de mérito. Na verdade, é quase ausência de efeitos. Essa é a diferença da sentença terminativa para a devolutiva. Toda vez que o processo tiver sido extinto por uma sentença meramente terminativa, com fundamento no art. 267, aquele que foi vencido, se quiser intentar de novo a ação, ele terá que recolher ou depositar os honorários de advogado. Exemplo daquele que desistiu e, salvo acordo com a parte contrária, para intentar com nova ação, terá que liquidar o débito do processo anterior que foi extinto sem resolução de mérito.
Art. 269 - O mérito de uma causa nada mais é que o julgamento do pedido. Aquele que resolve aquele conflito de interesses declara a regra jurídica aplicável ao caso concreto. Este é o julgamento de mérito ideal do processo.
A decadência e prescrição são assuntos tocados em sede preliminar de mérito (que não é sinônimo de preliminar processual).
O inciso I é uma consequência quando o inciso IV é acolhido. Já os outros incisos são acolhidos por ação das partes, não relacionados com o julgamento do juiz \u2013 eles são fruto de ato das partes que levam a uma sentença homologatória.
Inciso III - Nesse caso, o juiz também não julga, ele apenas chancela, levando a uma sentença homologatória.
Quinta, 25 de março
Continuação \u2013 extinção do processo (essa parte não copiei direito)
Art. 265 \u2013 I, II
Inciso III \u2013 como está em jogo a capacidade do juiz de julgar, a sua imparcialidade, independência ou incompetência, é natural que enquanto essas questões não são resolvidas, o processo fique paralisado.
Não há como um juiz da vara cível resolva questão da vara de família, devendo o processo ficar esperando julgamento. A jurisprudência dominante diz, porém, que ele não está obrigado a fazê-lo.
§ 5º - vale a remissão ao art. 25 da Lei de Arbitragem \u2013 a arbitragem não serve para a resolução de conflitos concernentes a direitos indisponíveis.
Momento em que ocorre a suspensão:
Há discussão: (i) ocorre no momento do fato causador; (ii) ocorre quando o juiz reconhece a causa suspensiva do processo.
Art. 266 \u2013 há uma cumulação de requisitos para essa exceção: ato deve ser urgente; o dano que ele visa evitar seja irreparável.
O processo de habilitação a remover a causa de suspensão ...?
Petição inicial
Como o pedido não se inicia ex officio, o juiz não toma a iniciativa e a jurisdição é inerte, é preciso que alguém se dirija ao órgão jurisdicional para pleitear uma providência \u2013 esse ato se chama demanda. A demanda é o ato que dá origem ao processo.
Art. 262 \u2013 é preciso que o juiz se atenha ao pedido, não podendo dar algo que não foi pedido, algo de natureza diversa do que foi pedido. Não é possível, p. ex., que ele aplique uma obrigação de fazer se o pedido pedia perdas e danos. Ou seja, ele não pode dar uma sentença extra petita, de natureza diferente daquela que foi pedida. Além disso, ele não pode julgar ultra petita, dando um plus àquilo que foi pedido. Se a parte pediu cem mil reais, ele não pode conceder ao autor duzentos mil reais. A mesma coisa para a sentença citra petita \u2013 o juiz deve julgar por inteiro, todos os pedidos, não podendo julgar o pedido A e se omitir em relação ao pedido B.
Há casos, entretanto, que o juiz deve conceder algo não obstante a falta de pedido \u2013 são os chamados pedidos implícitos, ou ainda aqueles que se chama de \u201cefeitos anexos da sentença\u201d. Ex.: Juros legais; a hipótese do art. 20 (condenação aos honorários advocatícios), correção monetária, prestações periódicas (art. 290). Logo, em relação a essas hipóteses não é necessário que haja pedido expresso.
Obs.: Classificação trinária é aquela que diz que as sentenças ou pedidos imediatos devem ser classificados em declaratórios, condenatórios e constitutivos. A binária, por sua vez, acrescenta os conceitos de sentença mandamental e sentença executiva à classificação trinária.
O objeto mediato do pedido é o bem da vida sobre o qual há um conflito de interesses. O que interessa é que alguém peça um provimento jurisdicional com vistas a obter um \u2018bem da vida\u2019 (?). Claro que o pedido pede sempre um complemento \u2013 além do bem da vida, existe o complemento de, p. ex., declarar a existência ou prescrição de um crédito.
O pedido deve ser interpretado restritivamente, não devendo o juiz entender pedidos tácitos, implícitos de algum modo, salvo os implícitos autorizados pela lei. A formação inadequada de um pedido pode resultar na extinção do processo sem resolução do mérito.
1.	Espécies de pedido:
Art. 286 \u2013 o pedido deve ser certo e determinado, tanto com relação ao objeto mediato (ex.: cem mil sacas de café do tipo X) quanto ao imediato (já esse objeto admite certas flexibilidades. A jurisprudência tem concedido um pedido de decretação de nulidade quando se estava diante de uma declaração de nulidade). O bem da vida deve estar caracterizado e separado de qualquer outro bem que com ele possa se confundir, devendo especificar o que se deseja, dando as quantidades e a qualidade do bem.
Em relação a esse artigo, há exceções que permitem a formulação de pedido genérico \u2013 isso não signifca que o processo deva extrair a certeza desse pedido genérico, mas isso deverá ser feito em uma fase de liquidação ou concentração, de escolha da certeza. Em um determinado momento o pedido transforma-se em algo certo, determinado e líquido. Diz o inciso I do art. 286 que a primeira exceção é quando se tratar de ações universais e o autor não puder individuar na petição inicial os bens demandados (ex.: petição de herança \u2013 enquanto não ocorre a partilha, há universalidade de bens). A hipótese do inciso II é aquela que não é possível ainda determinar ou quantificar as consequências de um ato ou fato ilícito (quando se tem consciencia do an debeatur mas não do quantum debeatur). Já em relação ao inciso III, um ex. é a ação de prestação de contas (dupla finalidade: deve haver uma sentença reconhecendo a obrigação de prestar as contas, e uma segunda fase em que as contas serão julgadas e o saldo será estipulado). Outra questão relativa a isso é em relação aos danos morais, em que a jurisprudência pacífica admite a formação de um pedido genérico (ex.: condenar ao réu o pagamento de indenização por danos morais ao valor que for fixado pelo arbítrio do juiz).
Nem
Paula
Paula fez um comentário
Oi, já estão de acordo com o novo CPC?
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