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RESUMO FALÊNCIA

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é uma espécie de caução. Quando o devedor tem direcionado a ele um pedido de quebra, pois foi impontual no pagamento de suas obrigações, a lei não cogita da sua solvência ou insolvência, que seria a existência de ativos maiores ou menores que seu passivo. A lei cogita de um dado objetivo, qual seja, a quitação no modo e tempo devidos que, caso não feito, terá este devedor a quebra decretada. Art.99 - observar também o art. 458 CPC. A natureza da sentença é constitutiva e não declaratória. A identificação do falido deve bater com sua identificação na junta comercial. Art.81 §1°- estende os efeitos da falência aos sócios de responsabilidade ilimitada, ainda que eles tenham se retirado da sociedade. Eles devem ter saído há menos de 2 anos e essa responsabilidade se limita aos débitos já constituídos no momento em que são arquivadas as atas da assembléia que deliberou pela alteração contratual. Esse inciso I deve ser lido conjuntamente com o inciso VIII, que determina a anotação da falência na junta comercial para que passe a constar a expressão falido ao lado do nome comercial - idéia de publicidade para os que buscam a certidão na junta e aqueles que visam negociar com a sociedade. A outra finalidade é a inabilitação para o exercício da atividade empresarial. Essa inabilitação do falido e dos administradores está presente no art. 102 e 191 §1°. Obs.: o administrador que vise iniciar nova atividade não poderá ser administrador de outra sociedade (a junta comercial é estadual). Obs2: o sócio na sociedade ilimitada é “falido”, mesmo que seja solvente. Extinta todas as obrigações que convergiram para a falência, o sócio falido deixa de ser considerado falido. Art. 102 - efeitos imediatos - a inabilitação se inicia com a sentença e acaba quando extinta as obrigações. Quando os ativos do falido acabam o juiz encerra a falência. Art.158 - Alternativas para as obrigações do falido serem consideradas extintas. Ex: se pagou 50% dos quirografários, as obrigações estão extintas. Isso demonstra que a falência não foi fraudulenta. Outra deliberação fundamental é o termo legal de falência, que faz com que os efeitos da decretação retroajam no tempo. A decretação não cria o estado falimentar no momento da decretação, mas em momento anterior. A importância fática do termo da falência está presente no art. 129 da Lei - ineficácia de determinados atos jurídicos praticados pelo falido em relação à massa. Ex: pagamento de dívidas não vencidas, pagamento de dívidas vencidas de forma diversa da contratualmente prevista. Obs.: se o vencimento de decorre da falência a cláusula penal não poderá ser cobrada. Art.129 - não se investiga conluio, fraude e nem intenção de lesar, ou seja, não há necessidade de prova. O termo legal de falência é de até 90 dias para trás contados do pedido de falência e não da sentença que decreta, do pedido de recuperação (se for hipótese de convolação) e contado também do primeiro protesto por falta de pagamento. Há certa discricionariedade do julgador devido às circunstâncias que são apresentadas a ele. Na sentença há nomeação do administrador judicial. A alínea a do inciso II do artigo 35 é mencionada no art. == foi vetada. A etapa falimentar visa definir o ativo e passivo da falida, promover a realização do ativo e satisfazer o passivo. Art.108 - inventário de bens. A vida do administrador na falência é muito mais atribulada. Os seus créditos são extraconcursais. Arrecadações de bens – se dá primeiramente com as declarações prestadas pelo devedor. A partir da fixação do termo legal pelo juiz, o administrador além da arrecadação dos bens vai promover a chamada ação revocatória. Com a decretação da falência tem-se o desapossamento do devedor dos seus bens; tem-se um auto de arrecadação (espécie de inventário da empresa), e se forma o que se chama de massa objetiva, que é esse patrimônio do devedor → art. 91 do Código Civil = universalidade de direito, todas as relações jurídicas, bens tangíveis e intangíveis; esse desapossamento significa não só a perda da posse e a disponibilidade dos bens, como também a administração, embora o devedor continue sendo proprietário dos bens, que passam para o administrador judicial; o art. 103 da lei 11.101/05 mantém para o devedor/falido o direito de fiscalização, e ele só retoma se forem pagas todas as dívidas; é raro; o art. 158 é utilizado como fundamento para dizer que não é necessário que se decrete a insolvência para decretar a falência; geralmente na hora em que se tem a falência se interrompe as atividades; a nossa sistemática não exige como requisito para decretação da falência que o passivo seja maior que o ativo; naturalmente quem tem mais ativos pode se defender (pode fazer o depósito elisivo, fazer depósito em garantia) à para a falência basta que não esteja pontual → normalmente não se vai pedir a falência por uma impontualidade pontual, mas quando já não paga mais depois de um certo tempo; o art. 103 fala na possibilidade de sequestro; arresto para bens imóveis, sequestro para imóveis; essas medidas são cautelares → a lei de falência não prevê essas medidas, mas o CPC: 798 CPC medidas cautelares, 813 sequestro, 822 sequestro; o arresto tem lugar quando o devedor aliena os bens que possui (atos de falência) ou deixa de pagar no prazo estipulado; a ideia dessas medidas cautelares é garantir o exercício de um direito futuro = satisfação do credor; em sede de contraditório, o devedor pode contestar o arresto; o art. 591 do CPC diz que o devedor responde com seus bens presentes e futuros; aqui o único detalhe é que no direito falimentar são os bens presentes, futuros e pretéritos: bens que não estão mais no patrimônio do credor podem ser chamados a satisfazer); o art. 591 retira da pessoa e transfere para o patrimônio a responsabilidade do devedor: você não vai ser preso, morto, vai ser expropriado, ressalvado as restrições de lei ao art. 649 do CPC = bens invioláveis (c/c 31 da Lei 10931/04 → SFH; Lei 8009/90 = bem de família) - ver os dispositivos. Na Lei 11.101, a realização do ativo é concomitante à própria arrecadação. A ideia é a otimização do ativo; evitar o perecimento e desvalorização que o tempo opera sobre determinados bens. A realização não se confunde com o efetivo pagamento aos credores. Quando o legislador fala "em realização do ativo", ele quer dizer transformação de bens ou direitos em moeda. Essa é a única hipótese que a lei prevê a obrigatoriedade a submissão à assembléia de credores na falência. Qualquer forma de realização de ativo que não seja a prevista em lei é submetida a assembleia. Art. 142, Lei de Falências. Inciso I : leilão por lances orais. Inciso II: propostas fechadas. Inciso III: pregão. Par. 5 > no pregão, as propostas são recebidas fechadas. As propostas que representem não menos que 90% da maior proposta se classificam para a segunda fase, que é a de lances orais. A lei de falências não exigiu que se alcançasse o valor de avaliação para bem o bem fosse arrematado em leilão (par. 2). Se a opção for pela venda em bloco do estabelecimento (art. 140, inciso I > obs.: os incisos representam ordem de preferência, conforme já se manifestou o STJ. Já no 142, isto não ocorre), o arrematante não será sucessor nas obrigações do devedor. Nem obrigações trabalhistas, nem obrigações tributárias. Art. 141, par. 1 > determinadas pessoas respondem por estas obrigações se forem os arrematantes: I – sócio da sociedade falida, ou sociedade controlada pelo falido; II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consangüíneo ou afim, do falido ou de sócio da sociedade falida; ou III – identificado como agente do falido com o objetivo de fraudar a sucessão. Ainda que o arrematante, não seja uma dessas pessoas, caso reste comprovado que age em proveito destas pessoas, poderá responder pelas obrigações. Par. 2 > o que se pede ao arrematante é que esta exoneração seja declarada por sentença do juízo da falência, para que se tenha a favor a coisa julgada, podendo-se opor a qualquer Tribunal, suscitando eventuais conflitos ao