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UNIVERSIDADE PAULISTA- UNIP INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA- ICET ENGENHARIA MECÂNICA THIAGO HENRIQUE DA SILVA FERREIRA TURMA: EM6Q07 RA: D72FEJ-6 ANÁLISE DOS FUMOS DA COMBUSTÃO SÃO PAULO 2020 Objetivo Análise dos fumos da combustão do gás encanado. INTRODUÇÃO TEÓRICA A combustão é uma reação química que envolve a oxidação completa do combustível. Materiais ou compostos são considerados combustíveis industriais quando sua oxidação pode ser feita com liberação de energia suficiente para aproveitamento industrial. Os principais elementos químicos que constituem um combustível é o Carbono, Hidrogênio e em alguns casos o Enxofre. Esses elementos reagem com o Oxigênio. Quando o combustível é queimado por completo, ou seja, há oxidação completa, chama-se de queima estequiométrica. Nos automóveis, a combustão deve ser completa, pois se for incompleta gera o monóxido de carbono, que é extremamente tóxico. A maioria dos processos industriais de combustão usa o ar ambiente, Oxigênio, como fonte reagente do processo de combustão. O conhecimento das necessidades de ar para ocorrer a combustão, composição e volume dos produtos é de extrema importância para o projeto e controle dos equipamentos. Os combustíveis gasosos são usualmente misturas de gases que podem ser identificados individualmente. Os combustíveis líquidos destilados como por exemplo a gasolina e o querosene, são também misturas de hidrocarbonetos simples que podem ser separados e identificados. Carvão e óleos combustíveis residuais e combustíveis vegetais possuem estrutura complexa e difíceis de se reduzir a componentes individuais. No entanto, para a maior parte de nossos propósitos a análise do combustível é tudo que é preciso. Dada a análise de um combustível, é possível calcular o requisito teórico de ar e a quantidade e composição do produto em questão. A análise de fumo da combustão é aplicada também para gás encanado. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS • Aparelho de Orsat, • Solução indicadora, • Solução de hidróxido de potássio, • Solução de pirogalato de potássio, • Solução de cloreto cuproso amoniacal, • Funil, • Mangueira, • Bico de Bunsen, • Gás encanado. Aparelho de Orsat Partes do Aparelho de Orsat PROCEDIMENTOS Preparo das pipetas de absorção Devem-se elevar as soluções absorventes até uma marca de referência no capilar. Para isso opera-se do seguinte modo: Eleva-se o frasco nivelador até que a solução contida no mesmo atinja a marca de 100 ml do eudiômetro, deixando-se aberta a torneira que a comunica com o exterior. A seguir fecha-se essa torneira e abre-se a que a põe em contato com uma das pipetas de absorção. Abaixando-se cuidadosamente o frasco nivelador e controlando o movimento dos níveis líquidos por pressão com os dedos sobre o tubo de borracha que liga o frasco nivelador com a bureta eudiométrica, faz-se com que a solução se eleve até o traço de referência. Fecha-se em seguida a torneira. Faz-se o mesmo com as demais pipetas. Aparelho de Orsat do Laboratório UNIP Tomada de amostra de fumos Eleva-se o frasco nivelador até a solução nele contida atingir a parte superior do eudiômetro, colocando a torneira de três posições na posição de comunicação com o exterior. Fecha-se então esta torneira. A seguir liga-se a canalização ou o recipiente que contém o gás a ser examinado. A torneira de três posições deve estar na posição de abertura para tomada de amostra e fechamento para o exterior. Abaixa-se o frasco nivelador até que a solução do mesmo atinja a marcação zero do eudiômetro. Repete- se 3 a 4 vezes essa operação, para eliminar todo o ar do aparelho, deixando-o cheio apenas com os fumos a analisar. Na última tomada deve-se nivelar o frasco nivelador com o nível da solução dentro do eudiômetro no ponto zero do eudiômetro, a fim de se ter a pressão atmosférica também internamente no aparelho. Após o nivelamento na marca zero do eudiômetro, fecha-se a torneira de três posições, mantendo a amostra de fumos dentro do aparelho. Absorção de gases 1 – Hidróxido de Pótássio = CO2 2 – Pirogalato de Potássio = O2 3 – Cloreto Cuproso Amoniacal = CO As soluções devem ser usadas nessa ordem rigorosa, pois, o pirogalato de potássio sendo fortemente alcalino pode absorver também o CO2 alem do O2, e o cloreto cuproso amoniacal, pode absorver o O2 alem do CO. Abre-se a torneira que comunica o eudiômetro com a pipeta de absorção. Elevando-se o frasco nivelador faz-se com que a mistura entre em contato com a solução absorvente. Abaixa-se o frasco nivelador e a mistura gasosa retorna ao eudiômetro. Repete-se a operação até obter leitura de volume constante. Em geral a passagem na solução de hidróxido de potássio deve se repetir por 3 a 4 vezes, a passagem no pirogalato de potássio de 10 a 12 vezes. A leitura do volume absorvido do componente da mistura (CO2, O2 ou CO) é efetuada igualando os níveis de solução no frasco nivelador e na bureta eudiométrica (a fim de igualar as pressões interna e externa ao aparelho) e lendo diretamente na escala do eudiômetro o volume absorvido em ml (que corresponde à % volumétrica). Deve-se notar que o volume lido após passagem pela solução de hidróxido de potássio é volume de CO2, o volume lido após passagem pelo pirogalato de potássio corresponde ao volume de CO2 + O2. O volume lido após passagem pelo cloreto cuproso amoniacal corresponde ao volume de CO2 + O2 + CO. Por diferenças sucessivas obtém-se os volumes de CO2, de O2 e de CO. O restante do volume é considerado como sendo gás nitrogênio. Observações 1 – As soluções absorventes nunca deverão ultrapassar o traço de referência das pipetas, o que implicaria em desmontagem do aparelho para limpeza. Daí, a necessidade de cuidadoso manejo do frasco nivelador. 2 – A análise de Orsat dá resultados em “base seca”, isto é, fumos isentos de vapor de água. 3 - Considerando o volume de 100 ml de fumos analisados, obtém-se a composição dos fumos em percentual volumétrico, ou seja, %CO2, %O2, %CO e %N2. Considerando que se trata de uma mistura gasosa mantida a pressão e temperatura constante, essa porcentagem volumétrica é numericamente igual à porcentagem molar.