Resumo completo 2- Batista
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Resumo completo 2- Batista


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efetivamente juiz. Por isso, é criado um limite de horas para o magistério, de forma a não comprometer a celeridade dele. 
Em relação ao inciso IV do art.103-B, p.4, o CNJ pode aplicar punições de cunho administrativo e não judicial. Porém, pode provocar esse. O CNJ remete ao MP para que esse busque a decisão. Em relação ao inciso V, pode o CNJ rever de oficio ou a provocação os processos no prazo de um ano.Tenta-se se criar chances do magistrado ser responsabilizado por atos que ele praticar, segundo o principio republicano.
Em relação ao inciso VI, o judiciário sempre pecou em relação ao mapeamento dos processos. Os relatórios serviriam para descobrir onde há falta de produtividade do magistrado. Em relação ao inciso VII, fala de elaborar relatório anual. O CNJ presta uma satisfação ao congresso pois esse é representante do povo. Essa conformação, segundo Berthier, está correta. Deve sim o CNJ ter essa função. O advogado pode fazer reclamação ao CNJ, uma parte prejudicada, também. Ou seja, há uma menor autonomia do judiciário. Agora ele é fiscalizado.
Âmbitos do judiciário 
Será vista repartição de competência das justiças. Quando se pensa o poder judiciário, a estrutura é a seguinte: há uma JF, uma Justiça do trabalho, uma JE, JM, Justiça de cada Estado e Justiça do DF e territórios. 
Para a União, as competências para legislar ou administrar são enumeradas (art.21,22,23 e 24). Para os Estados, a regra são as competências remanescentes (art.25,p.1º). Os municípios têm competências quando o assunto for de interesse local. Para o DF, é uma junção entre o interesse estadual e local. Mas isso é em relação a legislar e administrar. Quando se fala em poder jurisdicional, deve-se tirar os municípios (esses não tem poder judiciário). Cada estado, tirando a tirando a JDFT, mantém sua justiça estadual e a união controla as outras justiças. Todo Estado, por lei própria, estrutura seu poder judiciário. Essa competência, que todo estado tem, o DF não possui. Para esse, vale o art.22, XVII, ou seja, é da União a competência para a atividade jurisdicional do DF. 
O art.109 enumera as competências da JF. É uma justiça da união. Vendo o art.114, esse enumera as competências da JT. É outra justiça mantida pela união, cujas competências são enumeradas. Assim como se eu for ao art.121, que enumera nas leis complementares sua competência, ou no art.124, que fala da JM. Ou seja, percebemos que são sempre enumeradas as competências das justiças controladas pela União. O que não for expressamente competência das justiças controladas pela União, pertence aos estados, assim como na competência administrativa e legislativa citada acima. O mesmo papel que a justiça cumpre em seu estado, a JDFT tem para o DF. 
Obs: Enquanto a justiça do trabalho não tem competência penal, a militar só tem essa.
Obs2: o DF não pode ser responsável por estruturar o judiciário, pois é competência da União, como se percebe no art.22, XVII. Já os Estados, podem estruturar seu poder judiciário.
Ações que envolvem União, autarquias e suas empresas públicas é sempre tratada na JF, como se houver um assalto na Caixa, por exemplo. Porém, se um menor estiver relacionado nesse crime, ele não poderá ser preso e responderá na vara de infância e juventude, que é competência remanescente do Estado. O crime contra a Caixa, os réus serão réus na JF. Já o menor não cometeu crime e sim um ato infracional.
11.07
MP
Justiça é a palavra sobre a qual possa manter sinonímia com o poder judiciário, se for analisada como um significado orgânico. Além disso, também há um significado axiológico, que seria fazer o justo. Quando é falado que o MP, a defensoria publica e a advocacia pública e privada tem como função essencial a justiça, podem-se usar os dois significados de justiça. São eles essenciais para o funcionamento do poder judiciário. Tais figuras, portanto, são essências também para a realização da justiça, ajudando a constituir o que está previsto no art.3 da CF.
O MP é um órgão criado para defender os interesses maiores da sociedade. Às vezes o MP se põe em conflito com outro órgão, pois vê um interesse social importante.
O MP elabora a própria proposta orçamentária, realiza suas próprias despesas e faz concursos públicos, compondo seu quadro,... Há, portanto, uma autonomia financeira e administrativa. Por esse ângulo, há sim uma igualdade entre os três poderes e o MP. Acontece que esse não é um quarto poder, pois quando os poderes realizam suas despesas e auto-estruturam seu serviço externo, seriam apenas atividades de cunho estrutural. Ou seja, quando um MP se estrutura seria uma atividade meio. E nesse caso ele lembraria os três poderes, mas não na atividade fim. Quando se pensa na finalidade há diferenças. O poder legislativo tem como função preponderante legislar (criação de regras e princípios que vão disciplinar a nossa sociedade), o poder executivo tem como função preponderante definir políticas públicas. No judiciário, por sua vez, é para resolver conflitos levados a ele. Isso quer dizer que poderes decidem. O MP não tem poder de decisão. Ele fiscaliza fatos e ajuíza ações, por exemplo. Na sua atividade finalistica, portanto, é promover a proteção de interesses. É, portanto, o MP uma instancia de promoção e não de decisão própria. 
Segundo o art.60, p.4º, o MP seria clausula pétrea, se for afirmado que esse seria um quarto poder. Porém, quem não reconhece como ele sendo um quarto poder, também o reconhece como clausula pétrea pois, como vemos no art.127, o poder constituinte originário chama a instituição de permanente, de forma que impede o PCD de abolir-lo. Ou seja, por essa palavra \u201cpermanente\u201d, percebemos que há uma clausula pétrea explicita (mesmo fora do art.60).
Analisando mais ainda o art.127, vemos que o MP tem que defender a ordem jurídica. Além disso, o MP defende interesses individuais e sociais indisponíveis. Em relação aos direitos individuais indisponíveis é importante notar que se alguém é torturado, por exemplo, e não decide não fala nada, pode. Já que você faz o que quiser. Há uma liberdade para agir, por isso se chama direito. Todo direito, portanto, dá um grau do dispor de seu agir. O fato do MP poder entrar com a ação, não quer dizer que esse direito não seja indisponível, mas deve-se, analisar a importância de não estar se exercendo esse direito na sociedade e não em função da importância que o indivíduo dá para esse direito que ele tem.
Princípios do MP
Volta e meia alguém pega o princípio da unidade e diz que o MP tem uma função una. Mas quando se vê no art., existe o MP da união (que se divide em: MP federal, do trabalho, militar, do DF e territórios), alem do MP dos estados. Quando se vê isso, não parece uma unidade. Esses órgãos, segundo alguns doutrinadores, seriam parte de uma única estrutura, por isso seria uma estrutura una. Porém, vem crescendo a tese que cada um desses ramos é uma própria estrutura una, de forma que cada estrutura tem seu próprio procurador geral. Ou seja, cada vez mais cresce a idéia de que o principio da unidade seria por ramos e não do MP como um todo. Essa discussão tem conseqüências quando se fala do litisconsórcio (quando há mais de uma pessoa no pólo processual). Os que acham, portanto, que o MP é um só em seu todo, não caberia litisconsórcio de ramos do MP. Existem alguns julgados seguindo esse entendimento. Quem defende, por sua vez, um princípio de unidade por ramos, aceitaria litisconsórcio. O risco de não se admitir litisconsórcio é se houver um problema que abarque mais de um MP, você teria ações distintas com o mesmo pedido e diferentes causas de pedir, podendo haver sentenças conflitantes.
Existe também o MP eleitoral. Mas a justiça eleitoral usa magistrado estadual e federal, assim como o MPE e MPF, que fazem o papel do MP eleitoral quando não está em época de eleição. 
Outro principio seria o da indivisibilidade. Nesse caso, qualquer membro do MP pode atuar substituindo outro colega do mesmo ramo. Ou seja, há indivisibilidade por ramo. Se alguém sair de férias, por exemplo, algum