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fundo esse pricnipio proíbe também que juizes, em casos comuns julgados por eles mesmos, julguem de forma totalmente distinta. Não que uma mudança de opinião seja vedada mas sim que caso mude de opinião a fundamente.
Sistema da Prova Legal:
Por esse sistema caberia ao legislador estabelecer previamente o valor que cada prova tem. Não é própria de estados democráticos (ex: testemunho de um nobre valendo mais que o de um plebeu). Esse sistema não deve ser aplicado
Contraposto a este, temos o sistema da íntima convicção:
Idéia de uma liberdade em excesso. É como se o juiz pudesse julgar sem estabelecer os fundamentos que o levaram a tal posição
OBS: por outro lado, conforme art. 5º, XXXVIII não podemos nos esquecer do Tribunal do Júri. Situação em que os jurados tem voto secreto, e nem mesmo precisam justificar tal voto. É por isto que dizemos que eles votam conforme a íntima convicção. Cabe lembrar que esta é uma situação residual.
Sistema do Livre convencimento ou persuasão racional:
o juiz tem liberdade para adotar uma posição, e interpretar determinados conflitos, desde que amparado por previsão legal e constitucional, isto é justificando sua posição.
É necessário que os magistrados fundamentem suas decisões..
Art. 93, IX da CRFB (Princípio da Motivação das decisões judiciais)
Visto isso, sabemos que o juiz para cumprir seu papel de persuasão racional, deve ser protegido (inclusive para que possa proteger a minoria). Art. 95:
Vitaliciedade: garantia de que o juízes não possam ser despedidos por tomarem posições diferentes.
Ex: como sabemos pessoas se tornam juízes por meio de concursos públicos – art. 95, I da CF. Os dois primeiros anos são um período probatório (estágio probatório). O juiz nesse período pode ser destituído administrativamente (não é necessário que tal decisão seja judicial )pelo seu juízo ou pelo CNJ.
Entretanto a vitaliciedade pode ser automática: quinto constitucional e Tribunais superiores. E nesses casos a perda do cargo, não pode decorrer por mera decisão administrativa, mas somente por decisão judicial.
Devemos ler conjuntamente com este inciso I, o art. 93, IV. Este dispositivo é muito importante pois prevê que os magistrados devem realizar cursos para alcançarem a vitaliciedade e que cria a obrigação de ume estudo contínuo.
Um outro aspecto muito importante: a vitaliciedade é uma garantia do cargo ou da função jurisdicional? Isto é pacífico na jurisprudência e doutrina. A vitaliciedade é uma garantia do cargo, e não somente das funções jurisdicionais.
Ex: Juíz diretor de um tribunal, que além do papel jurisdicional tem papel administrativo. Tal papel, ou também de outra natureza, será protegido pela vitaliciedade.
 Cuidado – pois a despeito do que dizemos acima temos uma exceção: Os ministros do STF em caso de crime de responsabilidade devem ser julgados pelo SF (art.52, II). Nesse caso o que levará a perda do cargo será uma resolução do senado (e não uma sentença judicial). A sentença judicial, também pode levar a perda do cargo em caso de crime comum, quando serão julgados pelo próprio STF.
Rio, 24/10/2011
Continuação sobre poder Judiciário:
II - Inamovabilidade do Juíz:
Por muito tempo se pensou que tal princípio se aplicaria somente aos juízes titulares. Recentemente o CNJ decidiu que tal princípio também se aplica ao princípios sunstitutos.
De fato aos juízes substitutos são permitidas maiores mobilidades pela direção do judiciário estadual. Lembrando que os juízes substitutos devem ser realocados por motivo prévio e pré 
fixado. Em caso de concorrência de vagas, preferir-se-á o magistrado com mais tempo de profissão.
Obs: este princípio é ainda mais importante porque impede que se aloque magistrados de uma determinada forma.
Art. 95, II da CRFB (c/c art. 93, VIII) – percebemos que mesmo os juízes titulares são “removíveis”. Esta é uma exceção ao princípio da Inamovabilidade.
Ex: juiz que causou escândalo na mídia e revolta na população. Sua remoção é possível nesse caso por interesse público.
A idéia no final das contas é que prepondere o interesse público.
III – Irredutibilidade de Subsídio:
Magistrados não terão seus valores remuneratórios reduzidos. Esta uma forma de impedir a interferência do executivo no judiciário.
Entretanto como visto no texto do dispositivo, existem algumas exceções.
Percebemos que essa irredutibilidade veda a redução nominal, mas não aquela simplesmente decorrente da inflação da moeda.
Os subsídios somente podem ser aumentados por Lei. E sempre aumentados, nunca diminuídos.
Art. 7º, IV e Art. 39 – todos esses dispositivos vedam a redução nominal 
Art. 201 – é a única exceção segundo o professor. Tem sua razão de ser na necessidade de proteger os aposentados. É a única hipótese de redução real.
Outra observação a ser feita é que tal irredutibilidade também não se aplica quando a redução da remuneração decorrer de ajustes tributários e previdenciários.
Alguns ainda citam como garantia: a imparcialidade.
Para o professor isto não é uma garantia, mas sim um dever.
Um pouco sobre a imparcialidade:
Não podemos entende-la como uma posição eqüidistante de bens jurídicos de uma lide. Pois como sabemos os bens jurídicos, dependendo do contexto, adquirirão valorações diversas. Mas afinal onde está a figura da imparcialidade, já que alguns valores de pronto são pré estabelecidos pelo magistrado em questão? O dever de imparcialidade tem muito mais a ver com a igualdade de condições e oportunidades que juiz confere as partes no processo.
Quinto Constitucional:
Exceção ao art. 93, I	
Percebemos claramente o sistema de freios e contrapesos.
O poder executivo é quem decidirá apoiado obviamente pelo Ministério Da Justiça.
Deverá haver uma lista tríplice para cada vaga. Dependendo daquele que tenha saído do cargo no tribunal (membro do MP, OAB)	o órgão respectivo indicará a lista.
Problema: art. 115 – I, falta de candidatos por não preencherem o requisito de tempo de trabalho. Resolução do MPT permitindo que membros lincenciados pudessem se candidatar. ADIN reconhecendo tal resolução como inconstitucional. Foram interpostos embargos infringentes a decisão do STF afirmando que de qualquer maneira a CF seria derespeitada. Por exemplo se não fosse indicada lista sextuple, o quinto ficaria incompleto retarda-se a jurisdição pela falta do quinto.
Uma eventual lista sem 6 indicados limitaria o poder de escolha dos tribunais e do executivo.
O que afinal se fez foi permitir a indicação de membros com menos de 10 anos de carreira. O STF concordou que essa era tese que menos desrespeitaria a constituição.
Rio, 26/10/2011
AULA KATIA
Salvo o quinto constitucional e a convocação para os tribunais superiores, o ingresso para a magistratura é por concurso publico com mecanismo de proteção a fraude (participação da OAB). art 93
Promocoes: 
Nenhuma promoção é só por merecimento ou por antiguidade. São alternadas promoções em que preponderam o merecimento e em seguida a antiguidade (ver alínea a). O criterio de merecimento é mais subjetivo e o que s equer com a alinea a é evitar é que a falta de transito político impeca que alguém com mérito suba.
Na alínea b o que se quer evitar é que um dos menos antigos dê um salto na carreira (tem que integrar a quinta parte dos mais antigos). 
Na alínea c se mostra que o merecimento não teria que ser puro subjetivismo: produtividade, presteza e cursos oficiais. Se o juiz não tem tanta produtividade mas está num desafio numa vara difícil, pode fazer jus ao merecimento ainda que não cumpra exatamente esses critérios.
Pelo 93, XI se vê que a competencia para decidir sobre as promoções é do Tribunal Pleno mas se o tribunal tiver mais de 25 membros, o regimento interno pode ter criado Orgao Especial que recebeu a a tribuicao administrativa de gerir as promoções.
Na alínea d se vê que a antiguidade envolve algum merecimento pois por 2/3 do Pleno ou do Orgao Especial o juiz pode ter sua promoção negada. Um juiz pode ser mais antigo mas ter um desmerecimento (ações contrarias movidas pelo CNJ, por exemplo). Não promover não é punir,