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entao ainda que o juiz não tenha sido julgado, o juiz processado não deve ter promoção. Sentenças reformadas por falhas formais comprometem o mérito, mas não as dissidentes do Tribunal. Toda decisão judicial tem que contar com justificativas e no 93 X se vê que a decisão dos trivbunais é tomada em sessão publica. No 93, VII a lei especifica que o juiz precisa morar onde trabalha (emenda de 2004) para dar mais acesso a ele pelas partes. Só pode morar fora se o tribunal autorizar. Na mesma linha, o 93, XII. Só podem ter férias coletivas os tribunais superiores, nao os de primeira instancia. O funcionamento do judiciário teria que ser ininterrupto mas ainda se faz o recesso de 20/12 a 6/01 Brasil afora. Berthier acha que esse recesso foi revogado pela EC 45. Recesso sobrevive por pleito da OAB para os advogados poderem parar. 93, XV – distribuição tem que ser imediata. é dever constitucional imposto ao Judicario. Juizes : sentença – ato que poe fim ao processo, com ou sem resolução do merito decisão interlocutória - decisão que nao poe fim ao processo, mas que pode causar prejuízo às partes despachos (de mero expediente ou ordenatórios) que são atos sem conteúdo decisório. Quando nasceu o CPC, esses atos eram sempre atos do juiz. Os juízes começaram a usar os serventuários para proferir despachos; as reformas do CPC passaram a prever isso. art 93, XIV - os serventuários podem realizar atos administrativos e atos de mero expediente, mantendo a vigência do principio do juiz natural por vedar que profiram sentenças. CNJ (103-B) Padronizar e fiscalizar o funcionamento do Judiciario, investigando eventuais desvios de conduta de magistrados e servidores. Quando foi criado, sob a alegação de ser um controle externo houve alegacao de Mas o CNJ é órgãos do proprio Judiciário, como dita o art 92, 1-A. Alem disso o CNJ tem 9 membros do próprio judiciário que podem por maioria vencer todas as deliberações do CNJ. É portanto um órgão interno de fiscalização e regulação do Judiciário, com elementos externos. Essa participação externa nao é novidade, as bancas da magistratura sempre teve um dos membros indicado pela OAB. Alem disso, o próprio quinto constitucional já previa essa participação de elementos externos na composição dos tribunais, entao a Emenda 45 apenas aumentou uma participação de elementos externos no poder judiciário que já vinha desde 5/10/88. Rio, 31/10/2011 Pegar Aula passada PEN DRIVE – ANIVERSÁRIO DA JU. Aula passada falamos sobre a criação do CNJ. Observação sobre a composição do CNJ. Não tem membros da Justiça Militar – art. 104 da CF. Papel do CNJ: Art. 103 – B, § 4º Controle administrativo, financeiro e do papel funcional é o que cabe ao CNJ. Percebe-se que atuação do Conselho não tem por objetivo influenciar na autonomia decisórias dos magistrados. Inciso I – Poder Regulamentar. Ex: o magistrado não pode ter outra profissão, salvo o magistério. Art. 95, p.u, I. O juiz não está sujeito a uma jornada de trabalho pré-determinada. Uma questão que o CNJ volta e meia enfrenta, é a regulamentação do limite de horas (carga horária máxima) que o juiz pode trabalhar como professor. Sob pena de restar prejudicada a sociedade, por uma maior atenção do magistrado a sua função de professor. Inciso II - ex: tribunal comprar carros superfaturados e sem licitação. Aqui fica claro o potencial conflito entre o CNJ e os tribunais. Inciso III – OBS: a única medida que o CNJ não pode fazer é a destituição do cargo. Pois como vimos para que haja perda do cargo, quando vitalício, é necessária uma DECISÃO JUDICIAL. As medidas podem ser cumulativas. Ex: aposentadoria compulsória. Perda do cargo. Inciso III – embora só tenha autonomia para medidas administrativas, o CNJ pode provocar o MP para que os magistrados sejam julgados perante um tribunal. Inciso V – dispositivo de extrema importância. Lembrando que os membros do poder judiciário também poder sofrer sanções administrativas por seus próprios tribunais. E é justamente sobre o poder de rever tais decisões que o trata o dispositivo. Percebemos que de fato que ocorreu com a criação do CNJ é que aumentaram as possibilidades de punição dos magistrados. Inciso VI – importante para observar e traçar metas de produtividade para os tribunais. O problema é como definir quais os critérios para caracterizar o que é PRODUTIVIDADE. Inciso VII – Maior controle do judiciário a nível interno, mas com boas repercussões externas, resultados positivos para a sociedade. Possibilidade de cobrança por resultados. Repartição de Competências: Como é feita a repartição de competências entre a justiça federal, do trabalho,eleitoral, militar, estadual, do distrito Federal e Territórios? Regra geral: Para a união, as competências são aquelas numeradas nos art. 21 a 24. Para os estados as competências são aquelas remanescentes – Art. 25, §1o da CF - RESIDUAL Municípios – competência quando o assunto for de interesse local. Distrito Federal – misto de competência estadual e municipal. Essa regra geral se aplica ao poder de legislar e administrar. Para começar já sabemos que não há que se falar em competência jurisdicional dos municípios. A bem da verdade a JF, do Trabalho, eleitoral, militar e JFDT são criadas e mantidas pela união. Todo estado, por lei própria organizar seu poder judiciário. Exceção: Entretanto isto não se aplica ao DF. Ao DF se aplica o art. 22, XVII da CF. A organização da JFDT tem sua organização delimitada por leis Federais. Art. 109 da CF - Competência da Justiça Federal. Art. 114 – competências da justiça do Trabalho Art. 121 – Lei complementar disporá sobre a organização da JE. Art. 124 – A competência da Justiça Militar é apenas Penal (competência que a JT não tem). À justiça estadual não tem competência definida propriamente para si. Na verdade percebemos que tanto a competência estadual para legislar e administrar como para prestação jurisdicional será Remanescente (COMPETÊNCIA REMANESCENTE) (o que também se aplica a JDFT). Sendo importante fazer a ressalva que a organização da JDFT será delimitada por LC. Lei Orgânica do Estado disporá sobre org. da justiça estadual. Exceção: DF – art. 22, XVII. Problemas: - Assalto a Caixa Econômica Federal – JF é competente. -Suponhamos que um dos assaltantes seja menor de idade. Este deverá ser julgado pela JE (Vara da Infância e da Juventude), já que não praticou crime, dada a sua inimputabilidade. Rio, 07/11/2011 Funções essenciais da Justiça: Valor da realização do Justo – valor constitucional Ministério Público: Órgão criado basicamente para defender os Interesses Maiores da Sociedade. Entra em conflito com os poderes. Serve a sociedade e a realização do justo. Alguns defendem que ele representa o 4º poder. Argumentos: autonomia financeira (orçamento próprio), autonomia administrativa (organização dos concursos). Olhando por esse ângulo, realmente parece que ele é um poder. Entretanto é importante entender que, tal autonomia para estruturação própria, embora lembre os poderes, não se pode dizer que a atividade do MP é uma atividade fim, mas apenas uma atividade meio. No fundo, poderes, assim são chamados, pela FUNÇÃO DECISÓRIA que têm. Sendo assim percebemos que a atividade finalística do MP não tem natureza decisória, mas sim a natureza de PROMOÇÃO (dos interesses da sociedade). Promoção porque “provoca” os outros poderes para que ajam de determinada maneira. Vemos, então que o MP é externo aos poderes. Alguns podem ainda dizer que uma vantagem de considerar o MP um poder é transformá-lo em cláusula pétrea (conforme art. 60, § 4º da CF). Entretanto, ainda que não se defenda que o MP é um poder, ainda se poderia defender que sai existência é cláusula pétrea conforme art. 127 da CF – “O MP é ….. PERMANENTE”. A permanência do MP se verifica porque não pode ser abolido e também porque não para de funcionar. Haja visto, por exemplo que mesmo em caso de estado de sítio, a CF nada fala sobre sua interrupção. Outra característica muito importante é que o MP deve defender a ordem jurídica (perspectiva