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Caderno_alvaro-(Aula Batista)

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horas extras para evitar que a atividade de determinada empresa pare. Agora pensemos na situação inversa. A empresa para por motivo de força maior, e os empregados apesar de estarem a disposição do empregador não podem trabalhar. Art. 4º da CLT e Art. 61, § 3º.7
As horas a serem recuperadas devem ser pagar como horas normais. Mais uma vez Sérgio Pinto Carvalho defende que devem ser pago 50% de adicional por horas extras.
PEGAR AULA PASSADA14 de setembro de 2011
Direito do Trabalho II
ATRASEI-ME
Trabalho Noturno
-22hrs até as 5hrs.
Art.73, parágrafo primeiro, CLT: Berthier acredita que esta norma merece descarte. Esta regra não parece sincronizada com o controle de horário. 
Art.73, parágrafo quarto, CLT: No caso dos empregados que trabalham de dia e de noite (jornada mista), basta calcularmos quanto ganha por hora de dia para adicionarmos 20%.
Art.73, parágrafo terceiro, CLT: Caso o indivíduo trabalhe apenas de noite, devemos avaliar quanto ganharia o mesmo empregado trabalhando de dia (devemos procurar na mesma empresa um empregado que trabalhe apenas de dia na mesma função). Contudo, há hipóteses em que não há na empresa outro empregado que exerça a mesma função de dia. Assim, deve-se procurar um empregado que exerça função semelhante, com igual responsabilidade e confiança depositadas.
E se não há na empresa nem mesmo que realiza trabalho semelhante de dia? Há empresas que só realizam trabalho noturno (não há parâmetro). Ou que de dia a empresa funciona de maneira completamente diferente. Assim, não havendo paradigma, receberá o empregado noturno o mínimo (o piso salarial) ganho por um empregado da mesma categoria acrescido de 20%.
Obs.: a nossa lei não simpatiza com o trabalho noturno. 
- Nosso direito defende como algo bom a mudança de jornada de um empregado noturno para trabalho diurno e prejudicial para um empregado que deixa de trabalhar de dia para trabalhar a noite. Contudo, devemos analisar o caso concreto. Há empregados que já se acostumaram a trabalhar a noite, assim como sua família já se acostumou a ganhar mais 20%. Assim como há empregados que preferem mudar sua jornada para o noturno porque conseguiu outro emprego para o dia ou porque deseja fazer um curso durante o dia. (essa questão causou polemica na prova da OAB)
- Berthier acredita que o trabalho que se inicia noturno deve se manter remunerado como trabalho noturno. Ex.: empregado começou a trabalhar às 3hrs da manhã e às 5hrs da manhã passa a ser trabalho diurno, recebendo menos o adicional de 20% a partir desta hora. Berthier acredita que, por mudar sua rotina, além de considerarmos o risco e o transporte coletivo dificultado a noite, o empregado deve continuar recebendo como funcionário noturno por todas as horas de sua jornada, independentemente que algumas das horas trabalhadas sejam no período diurno. 
-Assim, para o nosso professor, devemos acreditar que a jornada mista só existe no caso do trabalhador que começou a jornada no período diurno e terminou durante o noturno e não o contrário. (art.73, parágrafo quarto, CF). Para a lei, no entanto, há também jornada mista do noturno para o diurno.
-Hora extra noturna: deve ser calculada como 50% a mais baseada no valor recebido como trabalho noturno. (já com o acréscimo de 20%) Ex.: se o valor da hora convencional é 100, com o acréscimo do noturno é 120, a hora extra seria 180. Para o TST, a hora extra noturna seria a prorrogação do trabalho feito inteiramente noturno. Ex.: o empregado trabalha até as 5hrs da manhã, a hora extra a partir daí será paga como hora extra noturna. Contudo, para o TST, caso o trabalho se inicie no horário diurno e se estenda até o noturno e depois até o diurno havendo horas extras neste período, estas serão pagas como horas extras diurnas.
Obs.: caso dos problemas gástricos dos motoristas de ônibus. (7hrs de trabalho seguidas, sem intervalo para comer, comem rápido e alimentos de qualidade ruim, além de ser a atividade sedentária).
Repouso Semanal Remunerado
Art. 7º, XV, CF: preferencialmente aos domingos nada quer dizer.
- A CLT não trata do repouso semanal remunerado. 
Lei 605/1949 regula essa matéria. Esta lei condiciona a remuneração a dois deveres. O empregado deve ser, na semana anterior, assíduo e pontual. Caso não o seja na semana anterior, não receberá a remuneração do repouso. Esta lei foi recepcionada pela CF/1988.
Obs.: caso seja assíduo e pontual em uma semana o contrato de trabalho está interrompido, caso não o seja, está suspenso. (pesquisar).
-A cada três semanas, um repouso deverá ser no domingo (art.6, parágrafo único, da lei 10101/2000 – eu acho). Esta é a única regra sobre impor repouso aos domingos. É utilizado por interpretação extensiva ou analogia para todos os empregados. Assim, hoje a preferência pelos domingos existe.
Obs.: A numeração das leis federais brasileiras teve início com a Const. de 1946.
Rio, 19/09/2011
Continuação de Repouso semanal remunerado:
Situação em que não é dado ao indivíduo o repouso semanal remunerado devido:
Art. 9º da Lei 605 / 49 – aplicado por analogia ao caso acima.
O trabalho no feriado enseja um dia de folga compensatória. Se não há folga compensatória, o dia trabalhado deve ser pago em dobro.
O trabalho em dia de repouso remunerado enseja pagamento em triplo.
Súmula 146
Férias:
CLT e Convenção 132 da OIT. Teremos de conciliar estes dois sistemas normativos.
Como temos dois sistemas levaremos em consideração em cada caso aquela que apresentar norma mais favorável ao empregado. Sendo inclusive que conjuguemos uma e outra norma de forma a garantir tal norma mais favorável por acumulação.
O empregador pelo o ius variandi pode estipular quando serão as férias do empregado – art. 135 e art. 145 – devendo para tanto respeitar os requisitos para tanto. De modo que o indivíduo possa e programar, inclusive financeiramente.
Art. 137
As férias servem para o descanso do trabalhador. O empregador não pode, por exemplo, mandar que seu empregado realize uma cirurgia que tenha que fazer durante seu período de férias. Haja visto, que as férias não serviram propriamente ao seu descanso.
Em suma, o advogado é avisado de suas férias com 30 dias de antecedência, é pago com antecedência e com aumento de no mínimo 1/3.
Art. 135, art.145 e Art. 7º, XVII da CRFB
 Com o advento deste artigo, muitos empregados tentaram a acumulação do aumento que a CRFB passou a prever com o aumento que já tinham em decorrência de seus contratos de trabalho, convenções coletivas e costumes. Tal tese é claramente equivocada, uma vez que desvaloriza a boa prática dos empregadores que já realizavam tal aumento.
Art. 129 – as férias são sempre remuneradas, embora o contrato de trabalho esteja interrompido.
Art. 130 e 134 – Período aquisitivo e período concessivo, respectivamente. PROVA
Os doze meses a que se refere o art. 130 são os primeiros doze meses de trabalho do empregado no emprego. De forma que o único período de doze meses que será somente aquisitivo é o primeiro. Assim todos os períodos subseqüentes serão PC (das férias já adquiridas) e PA (das próximas).
Muita atenção para o que afirma o artigo, considerando o período de 12 meses pela Vigência do Contrato de Trabalho, e não como se poderia pensar de trabalho direto. Assim o tempo em que o empregado está de férias contará para o período aquisitivo das próximas.
Dessa forma o limite para que o empregador confira férias ao empregador é de 23 meses após a vigência do contrato de trabalho.
Art. 130 – caso o empregado cometa a 33ª falta perderá o seu direito as férias.
A falta injustificada do empregado enseja não recebimento por aquele dia em que faltou. Repouso Semanal remunerado, não remunerado, justamente porque não foi assíduo. E se a esta falta se somarem outras injustificadas, passa-se a reduzir o período de férias.
Em relação as férias, todo e qualquer dia que extrapole o respectivo período concessivo deverá ser pago em dobro – art. 137
Art. 138 – as férias, do ponto de vista do empregador não pode ser desvirtuada pelo empregado. Afinal o empregador, no fundo deseja