Caderno_alvaro-(Aula Batista)
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DisciplinaDireito do Trabalho II6.905 materiais24.556 seguidores
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contrato de trabalho: art 468 \u2013 na negociação individual empregado/empregador prevalece o que o 468 dita, ou seja, prevalece a norma mais benéfica. 
 SUM 51. Como o ato do regulamento é individual, a lei também protege o trabalhador e vale a norma mais benéfica.
Mas nos acordos e convenções coletivas, esse principio não vale. Se houve uma piora nas condições negociadas, esse resultado foi alcançado por uma negociação com órgão de representação legitimo \u2013 sindicato \u2013 e com decisão previa deliberada em assembléia. Se no que for estabelecido for preservado o conteúdo mínimo que a lei dita, há espaço para a negociação, trazendo flexibilidade.
SUM 277 do TST \u2013 as condições negociadas pelos acordos e convenções não são incorporados aos contratos. RELATIVIZACAO DO PRINCIPIO DA CONDICAO MAIS BENEFICA
ver 114, § 2º - SE AS PARTES não chegarem a acordo, podem assinar dissídio coletivo. A via jurisdicional não pode piorar a condição do empregado, s\u2019o 
hora extra era de 70% por acordo coletivp há anos. em uma ano, não se chega a acordo e aí se parte para arbviragem ou para a justiça do trabalho. o 114, S 2º diz que a sucessão de acordos coletivos os trabalhadores podem abrir mao de conquista por algum motivo; se a situação vira conflito, vira sentença normativa que valera no campo do acordo que não se conseguiu celebrar. Quando a justiça do trabalho for convocada a proferir sentença, essa sentença deve respeitar as condições convencionadas anteriormente, OS TRABALHADORES PODEM ABRIR MAO, MAS O ESTADO NÃO PODE FAZÊ-LO em nome deles, por imposição. O Estado quer forçar que as partes negociem.
A duvida residiria na arbitragem que o texto não trata de forma expressa. O arbitro tem que se ater às condições convencionadas anteriormente ou não? B acha que sim, em analogia com a sentença judicial, pois ambos são os terceiros.
Rio, 31/10/2011
O princípio da condição mais benéfica pode ser mitigado em razão de acordos e dissídios coletivos. 
S. 277 TST e art. 114, CF.
SUPERPOSIÇÃO DE ATOS NEGOCIAIS \u2013 G2
Ex. Sindicato de empregados da categoria X dos municípios A, B, C, fixa convenção coletiva com o sindicato de empregadores da categoria X dos municípios B, C, D e E. Depois de um tempo, esse sindicato de empregados fixa um acordo coletivo com o empregador Y, cuja categoria é x, no município B. Superposição de atos negociais. Para os demais empregadores vale a convenção coletiva nos municípios B e C, mas para o empregado Y vale a convenção coletiva (porque é da categoria X, cuja base é do município B que é parte da base onde vale a convenção) e também o acordo signatário. Assim, o empregador Y tem dois atos que o alcançam simultaneamente. Não é possível trabalhar com a regra mais específica. CLT, art. 620. Aplica-se, portanto, a convenção ou o acordo dependendo do que é mais favorável. Aplicará dos dois atos o que for mais benéfico para os empregados. Não analisar qual ato é mais específico ou qual veio primeiro, mas aplicar a norma mais favorável. Para o empregador Y vale o acordo porque é um dos signatários e a convenção porque faz parte da categoria x que tem base no município B.
Aplicação da norma mais favorável:
Teoria da acumulação: aplicação do acordo coletivo e da convenção coletiva tem base comum. Extremo da norma mais favorável. Acumula apenas o que há de benéfico tanto no acordo coletivo quanto na convenção coletiva. Ex. convenção prevê 80% de hora extra (CF: 50%) e o acordo a hora noturna de 50% (CLT: 20%). Segundo essa teoria, haverá a acumulação de ambos. Essa teoria é extremamente benéfica para o empregador, mas no fundo, são negociações distintas, há portanto, um terceiro regime, não sendo o que está previsto legalmente, o que advém de uma convenção ou de um acordo! A acumulação levada ao extremo junta as benesses. Quem defende essa teoria a baseia no princípio da proteção. No entanto, o juiz que aplica essa teoria impõe ao empregador algo pelo qual não se obrigou. Esta teoria é muito utilizada nos DH. Impõe o que não se obrigou a fazer nem no acordo coletivo, nem na convenção nem o que a lei dispõe. 
Pura (supracitada) \u2013 esta admite juntas o mais favorável de um com o de outro, mesmo que misture dos regimes para regular um único instituto. Inclusive com cisão de cláusulawww.goo
Acumulação por instituto: pode acumular, mas tratando como figuras a parte, ou seja, por instituto. Se acumular por instituto não poderá pegar a maior hora extra da convenção com a maior do acordo. Pegará cada instituto e analisar como tratado no ato ou na convenção. Se o assunto for um só, não poderá acumular dos regimes sob um mesmo instituto. Ex. instituto: férias: optar por 35 dias + 1/3 ou 30 dias + ½ - caberá ao intérprete saber, mas em geral, optar pelo descanso
Vedada a cisão de cláusulas: se a cláusula é uma só, não poderá ser cindida. Quando houver uma troca, colocar o que se ganha e o que se perde em uma mesma cláusula!!
Teoria do conglobamento (Berthier; doutrina majoritária): aplica-se um ato, o que no todo for mais favorável. Analisa-se o acordo e a convenção conglobadamente e opta pelo mais favorável. O acordo coletivo ou a convenção deve ser aplicada como um todo. A grande vantagem dessa teoria se mostra diante daquilo que é mais benéfico para a coletividade \u2013 em tese, é mais benéfico para a sociedade o acordo coletivo que reduza salários mais mantenha emprego, ainda que individualmente seja melhor aplicar o acordo coletivo porque este concede aumento.
Convenção coletiva: sindicatos nos dois pólos. 
Na prática, podem ocorrer alguns problemas: 
Tendo fim a vigência da convenção coletiva e a nova nada dispondo, o empregador será obrigado a pagar quanto? No mínimo 50% (previsão constitucional). Pagou enquanto a convenção vigorava, tendo acabado, não mais precisa pagar \u2013 S. 277. Se o empregador, mal assessorado, paga, tendo findo o acordo coletivo, deve parar de pagar nos moldes do contrato. Caso não o faça, ou seja, caso pague 65% conforme previsto, esse \u201cengano\u201d, modificou o contrato individual de trabalho, cujo assento está no art. 468 do CLT.
Se aplicar um acordo coletivo fora da base territorial ou fora da vigência, estará agindo unilateralmente, modificando o contrato individual de trabalho e, portanto, obrigando-se.
Se os empregador Y poderia pagar facilmente os 4,5%, mas inventa uma história para reduzir o salário e, no mais, não precisaria dispensar ninguém, agindo, assim de má-fé. O empregador, no fundo, quer aumentar a capacidade concorrencial dele. O sindicato de empregadores participa da negociação coletiva de forma a mitigar esse tipo de atitude, afirmando, por exemplo, que a empresa vai bem; logo, não há necessidade desse acordo. Assim, em razão das relações entre capital e capital, ou seja, da concorrência, não poderá assinar esse acordo.
Rio, 07/11/2011
Quando um sindicato assina um acordo coletivo, devemos pressupor que tal decisão foi tomada por meio de uma Assembléia.
Art. 612 da CLT 
Não filiados pagam contribuição sindical compulsória
CColetivas obrigam os não filiados
ENTRETANTO, os que votam na assembleia são somente os FILIADOS
O quorum de aprovação o art. não fala e faz remissão aos estatutos do sindicato.
Obs: atenção ao parágrafo único
 Quanto ao Acordo coletivo, existe uma grande diferença com relação à Convenção. Pois o dispositivo fala da presença dos INTERESSADOS. Mas afinal, o que é ser interessado? Art. 607 
Assembleia sobre Convenção \u2013 o empregado prova que é filiado com a carteira do sindicato.
Assembleia sobre acordo \u2013 o empregado prova seu INTERESSE com a carteira de TRABALHO.
Art. 613 dispõem sobre elementos importantes dos acordos coletivos
Art. 614, § 3º \u2013 PRAZO \u2013 existe uma Tese de que esse prazo poderia ser afastado pela negociação. O professor entende que não, tendo em vista o art. 616, que por sua vez mostra o dever dos empregadores e empregados em negociar PERIODICAMENTE. 
Obs: na prática todos os Acordos coletivos vigoram por um ano. Cuidado pois as partes podem se recusar a negociar, se ao tempo houver um acordo em vigor. Entretanto, existe uma exceção Rebus