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do plano de recuperação, a
prescrição será interrompida pela decretação da falência.
Crimes de Imprensa: o art. 41, caput, da Lei de Imprensa (Lei n.
5.250/67) dispõe que a prescrição da pretensão punitiva ocorre em "dois
anos após a data da publicação ou transmissão incriminada", e, a da
pretensão executória, "no dobro do prazo em que for fixada" a pena.
Crimes Militares: não obstante poder correr a prescrição antes ou
durante a ação penal, a expressão "a prescrição refere-se à ação ou à
execução da pena", empregada no art. 124 do CPM (Decreto-lei n.
1.001, de 21-101969), dá a entender que a prescrição atinge a própria
ação penal, o que é incorreto. A PPP é regulada pelo máximo da pena
privativa de liberdade cominada ao delito (art. 125, caput).
Excepcionalmente, sobrevindo sentença condenatória com apelo
exclusivo do réu, o prazo prescricional, da data de sua publicação em
diante, é disciplinado pela quantidade da pena imposta (art. 125, § 1º, 1ª
parte, correspondendo à hipótese do atual § 1º do art. 110 do CP). A
prescrição retroativa foi adotada condicionando-se à existência de
recurso exclusivo do réu, devendo "ser logo declarada, sem prejuízo do
andamento do recurso se, entre a última causa interruptiva do curso da
prescrição (§ 5º) e a sentença, já decorreu tempo suficiente" (§ 1º, 2ª
parte). A PPE é regulada pela quantidade de pena imposta (art. 126). Se
imposta a pena de morte, o prazo é de 30 anos (art. 125, I).
Prescrição Retroativa na Legislação Especial
Abuso de Autoridade: inexiste prescrição retroativa quando a sentença
condenatória se firma em fato definido na Lei n. 4.898, de 9 de dezembro
de 1965. Isso porque a pena privativa de liberdade cominada é de
detenção, de 10 dias a 6 meses (art. 6º, § 3º, b). Como o máximo da
pena privativa de liberdade é inferior a um ano, a prescrição ocorre em 2
anos (CP, art. 109, VI). Ora, decorridos mais de 2 anos entre a data do
fato e a do recebimento da denúncia ou entre esta e a da publicação da
sentença condenatória, não há falar-se em prescrição retroativa, uma vez
já incidente a prescrição da pretensão punitiva.
Crimes Falimentares: antes do advento da Lei n. 11.101, de 9 de
fevereiro de 2005, que revogou a antiga Lei de Falências, não era
possível falar em prescrição retroativa de delito fa1imentar, uma vez que
a prescrição da pretensão punitiva se dava sempre em 2 anos, qualquer
que fosse a quantidade da pena imposta na sentença condenatória. Com
a nova legislação, a prescrição dos crimes fa1imentares passou a ser
regrada pelo CP, iniciandose com a decretação da falência, da concessão
da recuperação judicial ou da homologação do plano de recuperação
extra judicial (Lei n. 11.101/2005, art. 182). Dessa forma, acabou o
prazo prescriciona1 fixo de 2 anos, passando a valer a regra do art. 109
do CP, bem como todos os dispositivos relacionados à prescrição
previstos no Estatuto Repressivo (prescrição calculada de acordo com a
pena máxima cominada, prescrição intercorrente e retroativa).
Crimes de Imprensa: não há prescrição em relação aos delitos
descritos na Lei de Imprensa (Lei n. 5.250, de 2-2-1967), levando-se
em consideração que o prazo prescriciona1 da pretensão punitiva é
sempre de 2 anos (art. 41, caput). Assim, se decorreram 2 anos ou mais
entre a data do fato e a do recebimento da 'denúncia, ou entre esta e a da
publicação da sentença condenatória, é dispensável o princípio retroativo,
cuidando-se de hipótese de prescrição da pretensão punitiva (CP, art.
109)."
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(Revista Realizada por Suelen Anderson - Acadêmica em Ciências
Jurídicas - 31 de dezembro de 2009)
(Revista Realizada por Suelen Anderson - Acadêmica em Ciências
Jurídicas - 07 de junho de 2009)
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