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DIREITO PENAL - PARTE GERAL

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condicional ou regime mais 
favorável de execução.” 
 Roteiro 28: 
 
Transação Penal 
 
1. Noções introdutórias 
2. Infrações de Menor 
Potencial Ofensivo 
3. Conceito 
4. Requisitos 
5. Período de Prova 
6. Descumprimento Injustificado 
7. Revogação 
8. Cumprimento Integral e 
Extinção da Punibilidade 
 
 
 
 
 
Transação Penal 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Denominam-se alternativas penais todos os institutos voltados para 
impedir ou substituir a pena privativa de liberdade, bem como abreviar o seu 
tempo de duração. 
 
 
1.2. Trata-se de um conceito amplo, que enfeixa, como espécies, as penas 
alternativas, a multa, a transação penal, a suspensão condicional do processo, a 
suspensão condicional da pena e o livramento condicional 
 
 
 
 
 
Transação Penal 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.3. A Constituição Federal de 1988, instaurando uma nova ordem jurídica, 
determinou, no seu art. 98, I, que fossem criados Juizados Especiais destinados 
ao julgamento de causas cíveis de menor complexidade e de infrações penais de 
menor potencial ofensivo. 
 
 
1.4. A previsão contida no art. 98, I, da CF/1988, foi implementada pela Lei 
nº. 9.099/95. Dentre outras disposições, a chamada Lei dos Juizados Especiais 
definiu o que seria infração de menor potencial ofensivo, bem como em que 
consistiria o instituto da transação penal. 
 
 
 
 
Transação Penal 
2. Infrações de Menor Potencial Ofensivo 
 
 
2.1. A Lei nº. 11.313/06 uniformizou a matéria, dando nova redação 
ao artigo 61, da Lei 9.099/95: 
 
 
 2.1.1. “Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, 
 para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei 
 comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com 
 multa”. 
 
 
2.2. Segundo a modelagem atual, o conceito de menor potencial ofensivo 
engloba todo o ordenamento jurídico-penal, inclusive os delitos eleitorais, 
falimentares etc. 
 
 
 
 
Transação Penal 
3. Conceito 
 
 
3.1. Artigo 76 da Lei nº 9.099/95. Havendo representação ou tratando-se de 
crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o 
Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos 
ou multas, a ser especificada na proposta. 
 
 
3.2. É necessário que o autor do fato manifeste sua concordância com a 
transação penal de forma consciente e voluntária. Não basta, portanto, que ele 
subscreva uma procuração a alguém com poderes para transigir, já que o que está 
sendo renunciado é uma parcela da sua liberdade individual. Ele deve, portanto, 
estar presente ao ato. 
 
 
 
 
Transação Penal 
4. Requisitos 
 
 
4.1. A transação penal somente poderá ser proposta pelo Ministério Público 
diante da constatação, no caso concreto, dos seguintes pressupostos. 
 
 
4.2. Que se trata de infração de menor potencial ofensivo. 
 
 
4.3. Que o autor da infração não tenha sido condenado, pela prática de crime, 
à pena de prisão, por sentença definitiva. 
 
 
 
 
Transação Penal 
4. Requisitos 
 
 
4.4. Que o agente não tenha sido beneficiado anteriormente, no prazo de 
cinco anos, pela aplicação de pena restritiva de direitos ou multa, nos termos da 
Lei nº 9.099/95. 
 
 
4.5. Que os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem 
como os motivos e as circunstâncias, indicarem a necessidade e a suficiência da 
adoção da medida. 
 
 
 
 
Transação Penal 
5. Período de Prova 
 
 
5.1. No terreno das alternativas penais, período de prova significa o espaço de 
tempo dentro do qual devem ser atendidas as condições impostas àquele que 
recebeu a medida substitutiva da privação da liberdade. 
 
 
5.2. No caso da transação penal, o seu período de prova importa no 
cumprimento da pena restritiva de direitos ou multa, pactuada pelas partes e 
homologada judicialmente(artigo 76, § 4º, da Lei nº. 9.099/95). 
 
 
 
 
Transação Penal 
6. Descumprimento Injustificado 
 
 
6.1. Iniciado o período de prova, pode ocorrer do beneficiado não cumprir as 
condições impostas pela transação penal. Em tal hipótese, deve-se perquirir o 
motivo do descumprimento, via de regra por intermédio de uma audiência 
especial. 
 
 
6.2. Caso as razões sejam reputadas injustificadas ou, ainda, caso a parte 
sequer compareça àquela audiência, a consequência será a revogação da medida. 
 
 
 
 
Transação Penal 
7. Revogação 
 
 
7.1. Os efeitos da revogação dependerão da natureza da pena aplicada na 
transação penal. 
 
 
7.2. Na hipótese de ter sido aplicada uma pena de multa, caso não seja paga, 
a multa será considerada dívida de valor, aplicando-se-lhe as normas da legislação 
relativa à dívida ativa da Fazenda Pública. 
 
 
7.3. Na hipótese da transação redundar na obrigação do cumprimento de 
pena restritiva de direito, a Lei nº. 9.099/95 não disciplinou qual seria a respectiva 
consequência jurídica. 
 
 
 
 
 
Transação Penal 
7. Revogação 
 
 
7.4. Inúmeras foram as teses propugnadas, tanto pela doutrina como pela 
jurisprudência. Dentre elas, as principais são: 
 
 
7.5. O retorno ao status quo ante com a deflagração da ação penal pelo 
Ministério Público. 
 
 
7.6. A conversão da restritiva de direito em privativa de liberdade. 
 
 
7.7. A homologação da transação somente após o cumprimento das 
condições. 
 
 
 
 
 
 
Transação Penal 
7. Revogação 
 
 
7.8. A execução civil do título homologado. 
 
 
7.9. Efeitos da Repercussão Geral e encerramento da controvérsia: o STF, em 
questão de ordem, reconheceu a Repercussão Geral da matéria e, no mérito, 
reafirmou a sua jurisprudência no sentido de que, em caso de descumprimento 
das medidas estabelecidas na transação penal, “deve-se proceder à remessa dos 
autos ao Ministério Público a fim do prosseguimento da ação penal”. 
 
 
 
 
 
 
Transação Penal 
8. Cumprimento Integral e Extinção da Punibilidade 
 
 
8.1 Homologada a transação penal, inicia-se o respectivo período de prova. 
Devidamente cumprida a pena restritiva de direito ou a multa, há de ser declarada 
extinta a punibilidade do autor da infração. 
 
 
8.2. Trata-se de uma das causas de extinção da punibilidade não previstas no 
rol do artigo 107 CP, não gerando efeitos da reincidência, maus antecedentes ou 
obrigação de reparação civil do dano, guardando-se o registro tão-somente para 
fins de obstar nova transação penal no prazo de cinco anos 
 Roteiro 29: 
 
Suspensão Condicional do Processo 
 
1. Noções introdutórias 
2. Pressupostos 
3. Não Formulação da 
Proposta pelo MP 
4. Cumprimento das Condições 
e Período de Prova 
5. Descumprimento das Condições 
6. Cumprimento Integral 
das Condições 
 
 
 
 
Suspensão Condicional do Processo 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. A suspensão condicional do processo integra um conjunto de iniciativas 
político-criminais que, desde o final do século XIX, visam restringir os efeitos 
negativos da pena de prisão de curta duração. 
 
 
1.2. Ao contrário da transação penal (que se limita às infrações de menor 
potencial ofensivo), a suspensão condicional do processo pode ser aplicada para 
todas as infrações penais, desde que se observe o limite de pena mínima igual ou 
inferior a 1 ano. 
 
 
 
 
Suspensão Condicional do Processo 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.3. O dispositivo que regula a suspensão do processo (artigo 89), está nas 
disposições finais da Lei nº. 9.099/95, não se limitando, assim, à competência dos 
Juizados Especiais Criminais. 
 
 
1.4. Conceito: trata-se do acordo judicial pelo qual a ação penal é paralisada 
pela aceitação, por parte do acusado, do cumprimento das condições estipuladas 
na proposta formulada pelo Ministério Público. 
 
 
 
 
Suspensão Condicional do Processo 
2. Pressupostos 
 
 
2.1. O caput do art. 89, da Lei nº. 9.099/95 elenca os requisitos para a 
aplicação do sursis processual. São eles: 
 
 2.1.1. Que o crime tenha pena mínima igual ou inferior a um ano. 
 
 2.1.2. Que