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Aula 07
Direito Civil p/ Magistratura Estadual
2021 (Curso Regular)
Autor:
Paulo H M Sousa
Aula 07
10 de Fevereiro de 2021
 
 
 
Sumário 
Considerações iniciais ........................................................................................................................................ 2 
IV. Teoria do fato jurídico................................................................................................................................... 5 
8. Caducidade ................................................................................................................................................. 5 
8.1. Distinções entre prescrição e decadência ............................................................................................... 6 
8.2. Impedimento, suspensão e interrupção da prescrição ......................................................................... 14 
8.3. Regras especiais de prescrição .............................................................................................................. 20 
8.4. Regras especiais de decadência ............................................................................................................ 24 
Jurisprudência Correlata .................................................................................................................................. 25 
Jornadas de Direito Civil ................................................................................................................................... 32 
Considerações finais ......................................................................................................................................... 33 
Questões Comentadas ..................................................................................................................................... 34 
Lista de Questões ............................................................................................................................................. 61 
Gabarito............................................................................................................................................................ 72 
 
Paulo H M Sousa
Aula 07
Direito Civil p/ Magistratura Estadual 2021 (Curso Regular)
www.estrategiaconcursos.com.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Inicialmente, lembro que sempre estou disponível, para você, aluno Estratégia, no Fórum de Dúvidas do 
Portal do Aluno e, alternativamente, também, nas minhas redes sociais: 
 
prof.phms@estrategiaconcursos.com.br 
 
prof.phms 
 
prof.phms 
 
prof.phms 
 
Fórum de Dúvidas do Portal do Aluno 
Dentro da Teoria Geral do Direito Civil, um tema cai com graaande frequência nas provas das Carreiras 
Jurídicas: a caducidade, que engloba a prescrição e a decadência. 
O tema não é tão complexo assim, mas muito detalhado e bastante intrincado. Isso exige que você tenha em 
mente muitos pequenos detalhes. No entanto, a compreensão das linhas mestras e da “lógica” do Direito 
Civil são fundamentais, dado que permitem que você não precise lembrar de um sem-número de filigranas. 
A compreensão teórica a respeito da caducidade passa pela distinção entre prescrição e decadência. Como 
fazer isso? Eu utilizarei um critério científico, que torna essa compreensão “lógica”, evitando variados 
problemas que detecto em muitos concurseiros que tentam aprender a caducidade “decorando” os 
dispositivos da Parte Geral a respeito disso. 
Esse critério científico não é meu. Vou utilizar a espetacular obra de Agnelo Amorim Filho, cujo nome é 
precisamente “Critério científico para distinguir a prescrição da decadência e para identificar as ações 
imprescritíveis”! Inclusive, variadas provas cobram EXATAMENTE a teoria dele, o que faz dela elemento 
imprescindível da sua preparação. 
Você vai entender muito mais facilmente esse tema, a partir da obra supracitada. Em realidade, o “Critério” 
é um artigo científico de apenas 33 páginas publicado na Revista de Direito Processual Civil em 1961! Desde 
então, nessas quase seis décadas, nenhuma obra e nenhum autor conseguiu chegar aos pés de Agnelo 
Amorim Filho. Não à toa, em certas provas se cobram alguns elementos teóricos vistos exclusivamente nessa 
obra. 
Com isso, não precisaremos de decoreba. É necessário decorar alguma coisa, depois de compreender o 
“critério” de Agnelo Amorim Filho? Sim, infelizmente. Os prazos prescricionais em si impedem análise 
“lógica”. Não tem jeito, tem que decorar. Ao menos, ao invés de decorar dezenas de artigos, bastará decorar 
um, o art. 206 (que, confesso, não é pequeno). Mas só. 
Paulo H M Sousa
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De antemão, faço uma série de adendos. Em que pese a análise da distinção seja feita com base em Agnelo 
Amorim Filho, a ele não se atém. Até porque a teoria por ele criada é baseada ainda na teoria concretista da 
ação, muito comum no Brasil por força da doutrina alemã. 
A doutrina alemã clássica marcou profundamente o Direito Privado alemão nos sécs. XIX e XX. Opondo-se a 
ela, a doutrina italiana influenciou o direito processual brasileiro com sua teoria abstracionista da ação. Os 
problemas surgem precisamente aí, já que o CC/1916, o CC/2002 e a doutrina civilística clássica, tanto 
material quanto processual eram maciçamente concretistas. O CPC/1973, o CPC/2015 e a generalidade da 
doutrina processual brasileira contemporânea abandonaram a teoria concretista em prol da abstracionista 
italiana. 
Isso gerou variadas discussões e muitas desavenças entre os autores do direito civil material e processual. 
Na esteira de Barbosa Moreira (no Direito Processual Civil) e César Fiúza (no Direito Civil material), de fato, 
não é possível falar que a pretensão é extinta pela prescrição, já que nada impede que o credor busque em 
juízo reparação pelo inadimplemento. 
A própria sentença reconhece isso, ao determinar a improcedência do pedido. Não obstante, quando se 
distingue, pela teoria ponteana, a pretensão em sentido material e a pretensão em sentido processual, as 
coisas ficam menos nebulosas. A distinção de Pontes de Miranda a respeito do encobrimento da eficácia pela 
pretensão também afasta essas desavenças. 
Igualmente, entender a distinção entre débito (Schuld) e responsabilidade (Haftung), a partir da teoria 
alemã, torna mais fácil a tarefa. Pontes de Miranda diz que a prescrição encobre a pretensão: Fiúza, que a 
prescrição afasta a responsabilidade, sem afetar o débito (ou seja, um caso de Schuld sem Haftung; débito 
sem responsabilidade). 
A compreensão de Pontes de Miranda de que a decadência extingue a pretensão é, contemporaneamente, 
discutível, já que a autonomia do Direito Processual Civil torna a adoção desse posicionamento altamente 
controvertido. Aqui a teoria de Agnelo Amorim Filho é bastante interessante, já que a decadência impediria 
o exercício de um direito potestativo, não a pretensão. 
O que eu quero dizer com isso? Duas coisas. Um, esse é um tema complexo, que vem sendo discutido pela 
doutrina nos dois últimos séculos. Houve avanços significativos, tanto no direito material, quanto no direito 
processual. 
O Direito Civil, especialmente a partir da teoria de Pontes de Miranda, ficou muito mais técnico e preciso. O 
Direito Processual Civil, independente, permitiu ver o fenômeno do transcurso do tempo de maneira mais 
acurada. O Direito Constitucional, ao trazer o direito de ação como um direito independente, abriu novas 
fronteiras nessas discussões. 
Já é possível afastar posições claramente equivocadas e também é possível assumir posições mais técnicas 
e fundamentadas. Segundo, eu não analisarei esses temas exclusivamente com base na doutrina do Direito 
Civil clássica (Pontes de Miranda e Agnelo Amorim Filho) ou contemporânea (via de regra ou atécnica, e que 
repete conceitos há muito ultrapassados, ou que não acrescentanada ao que as “vacas sagradas” já 
disseram). 
Paulo H M Sousa
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Não me fiarei também apenas à doutrina do Direito Processual Civil clássica (Windscheid, Chiovenda, 
Carnelutti, Dinamarco, Barbosa Moreira), nem à contemporânea (Elpídio Donizetti, Didier, Marinoni, que 
geralmente se excedem na “independência” do processo civil e tratam do tema de maneira descolada do 
direito material). 
A rigor, eu evitarei ao máximo expor o conteúdo de maneira “doutrinária” no sentido laudatório do termo. 
Novamente, necessário lembrar que apesar de o material se destinar ao estudo do Direito Civil, esse estudo 
tem um foco: a prova do concurso. 
Numa fase objetiva, não há que se discutir. Há uma alternativa a se marcar ou um item a julgar certo e errado. 
Não há espaço para discussão. Numa prova escrita, seja dissertativa ou seja prática, igualmente, não pode o 
candidato se perder em “história da ação” ou descer à controvérsia entre italianos e alemães. Bem ou mal, 
é necessário dar uma resposta. 
É precisamente isso que eu farei. Sem me arrogar na posição de doutrinador, vou partir do critério científico 
de Agnelo Amorim Filho, uni-lo com a teoria ponteana a respeito tanto da divisão quinária das ações quanto 
da teoria do fato jurídico e chegar a um “produto”. 
Com esse “produto” em mãos, vou adaptar o conteúdo à moderna doutrina civil processual e material e às 
minhas próprias percepções a respeito do estudo do Direito Civil. A partir daí, vou fazer uma filtragem teórica 
a partir do que se cobra nas provas dos concursos das Carreiras Jurídicas, tanto em termos legislativos quanto 
em termos jurisprudenciais. 
Desse filtro, sairá uma teoria a respeito da caducidade que pode efetivamente ajudar você numa prova, de 
maneira mais simples e direta. Sem Anspruch nem Agidio actio est contra Negidium. Essa é a aula mais 
desafiadora, para mim, no Direito Civil, já que preciso arquitetar algo que permita a você compreender o 
conteúdo teórico de maneira “lógica” e, ao mesmo tempo, compreender os dispositivos do CC/2002 e as 
decisões do STJ a respeito do tema. 
Para não haver tantas contradições, eu preciso recorrer a um expediente que julgo nefasto: criar uma teoria. 
De qualquer forma, evitarei ao máximo fugir das premissas doutrinárias que mencionei. Repito: não estou a 
me arrogar na posição de doutrinador, mas não tenho muita saída que não fazer quase um pot-pourri para 
que as coisas fiquem minimamente compreensíveis. 
Com essa “teoria”, espero que você consiga compreender de modo simples, direto e sem “firula” a 
caducidade. Assim, você entenderá como distinguir a prescrição da decadência, como reconhecer as ações 
imprescritíveis (ou melhor, incaducáveis), como entender a racionalidade das decisões do STJ que partem da 
processual teoria da actio nata. Mas, principalmente, como não é preciso decorar 973 posicionamentos 
doutrinários sobre a caducidade, nem decorar as últimas 379 decisões do STJ sobre os prazos prescricionais, 
nem ficar repetindo os artigos do CC/2002 a propósito do tema. 
Em resumo – se é que eu posso usar esse termo depois de três páginas –, é isso. Como de hábito, minha aula 
é focada naquilo que você objetiva: a aprovação no seu concurso! 
E qual é o ponto do seu Edital que eu analisarei nesta aula? Veja: 
Caducidade 
Paulo H M Sousa
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TEORIA GERAL 
IV. TEORIA DO FATO JURÍDICO 
8. CADUCIDADE 
Dormientibus non sucurrit jus! Uma das funções do Direito é precisamente a pacificação social, seja ela fática 
ou meramente jurídica. Por isso, é necessário que o ordenamento jurídico traga limites ao conflito social. 
Do contrário, se o Direito socorresse os que dormem, como diz a expressão latina, o conflito social perduraria 
ao infinito. Não soa absurdo quando se vê que o STJ decide a respeito de um conflito que envolve a Família 
Real Brasileira e a União ocorrido há mais de 120 anos? 
Pense na controvérsia a respeito da violação dos direitos do autor. Quando nasce minha pretensão (ainda 
na linguagem latina, a ação, actio) pelo “rateio” do meu material contra aquele que copiou meu material, 
quando ele copiou ou quando eu tomei conhecimento da cópia? 
O CC/2002 avançou muito em relação ao CC/1916 na matéria. Em boa medida porque Miguel Reale adotou, 
ainda que não tenha dito isso expressamente (o que fica claro em sua Exposição de Motivos do CC/2002), o 
critério científico de Agnelo Amorim Filho. 
Além disso, com base no princípio da operabilidade, o CC/2002 simplificou a matéria, ainda que tenha 
escorregado aqui e acolá. Por exemplo, não há prazo prescricional que não em anos. Se o prazo em questão 
for em dias ou meses, certamente será decadencial; se for em anos, pode ser prescricional ou decadencial. 
Além disso, a nova codificação procurou concentrar os prazos prescricionais nos arts. 205 e 206, ao passo 
que os prazos decadenciais se encontram espalhados pelo Código. Assim, salvo algumas exceções, os prazos 
prescricionais são os prazos dos arts. 205 e 206, ao passo que os demais prazos são decadenciais. 
Paulo H M Sousa
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8.1. DISTINÇÕES ENTRE PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA 
O que vai diferenciar prescrição de decadência? Segundo Pontes de Miranda, a prescrição encobre os 
efeitos potenciais da pretensão, ao passo que a decadência extingue a própria pretensão. Essa 
compreensão, porém, tem de ser vista com cuidado, pois apesar de a primeira parte ainda ser válida, a 
segunda não mais, numa perspectiva da civilística processual contemporânea. 
Vou tratar da caducidade a partir da noção de prescrição, de modo a diferenciá-la da decadência. A 
prescrição tem três elementos no suporte fático: a. transcurso do tempo; b. titularidade de uma situação 
jurídica ativa; e, c. inação do titular. 
Quanto ao transcurso do tempo e a inação do titular, é relativamente fácil compreender. O elemento 
“titularidade” é o que complica, trazendo dúvidas quanto à prescrição e à decadência. Como distinguir? 
Farei essa distinção a partir de uma noção material-processual. Por isso, eu 
dependo de seu conhecimento obtido junto à disciplina de Processo Civil. Como 
não posso perder tempo com as questões processuais, que são próprias da 
disciplina de Processo Civil, vou pular maiores explicações e vou direto para uma 
obra que dá base e facilita isso tudo: o artigo de Agnelo Amorim Filho da Revista 
de Direito Processual Civil. Vamos lá! 
Pois bem, de maneira sintética, Chiovenda divide os direitos subjetivos em dois: 
PRESCRIÇÃO
Prazo sempre em anos 
Prazos contidos nos arts. 205 e 206, 
em regra
DECADÊNCIA
Prazo em anos, meses e dias 
Prazos espalhados pelo CC/2002
Paulo H M Sousa
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O mesmo Chiovenda divide as ações em três: 
• Objetiva um bem da vida, obtido mediante uma prestação de um sujeito passivo. Nesse
caso haveria pretensão
• Por exemplo, o pagamento (eu quero receber, mas o outro tem de me pagar; sem uma
ação dele, nada consigo)
• Segundo Pontes de Miranda, pretensão é o poder de exigibilidade de que se reveste um
direito
A. Direitos a uma prestação
• Sujeição de outrem a uma alteração de sua situação jurídica por influência minha,
independentemente de vontade dele.
• Por exemplo, o divórcio (eu quero me divorciar e ponto, o outro nada pode fazer) e a
revogação de doação (eu revogo o que doei e ponto, o donatário nada pode fazer)
• Nesses casos não há contraprestação alguma. A forma de exercício do direito
potestativo é variável, porém:
• 1. Algunsdireitos potestativos se exercitam mediante simples declaração de vontade,
como, por exemplo, revogar mandato, aceitar herança, aceitar proposta de contrato
• 2. Outros se exercitam do mesmo modo, mas dependendo de apelo judicial em caso
de resistência, como, por exemplo, revogar a doação, anular a doação ao cônjuge
adúltero, resgatar o imóvel com cláusula de retrovenda
• 3. Outros só mediante ação, dada a relevância da sujeição, como, por exemplo, ações
de estado (paternidade, maternidade, negatória), invalidar casamento, interdição
B. Direitos potestativos
Direitos subjetivos 
Direitos a uma prestação Direitos potestativos
Exercício mediante simples declaração de 
vontade
Exercício igual, mas dependendo de apelo 
judicial em caso de resistência
Exercício mediante ação apenas
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Muitos autores classificam as ações em quatro (classificação quaternária, como 
Nelson Nery Junior) ou cinco (classificação quinária, como Pontes de Miranda). Seja 
utilizando uma (teoria quaternária) ou outra (teoria quinária), podemos encarar as 
ações mandamentais e executivas como ações condenatórias, ou seja, sujeitas 
também a prazos prescricionais. 
Basta lembrar da classificação trinária tradicional (ações condenatórias, constitutivas e declaratórias) e 
inserir qualquer outra classificação dentro das condenatórias. Assim, se você aprendeu a teoria quinária 
ponteana, insira as outras duas (mandamentais e executórias) nas condenatórias; se aprendeu a 
quaternária por outro autor, insira as mandamentais nas condenatórias. 
 
• Objetivam obter uma prestação (positiva ou negativa)
A. Condenatórias
• Servem para a criação, modificação ou extinção de um estado jurídico
B. Constitutivas
• Servem para aclarar uma “verdade jurídica”, ou seja, conseguir do Judiciário uma
declaração confirmando o que eu digo
C. Declaratórias
Ações
Condenatórias lato sensu
Condenatórias stricto sensu
Mandamentais
Executórias
Constitutivas Declaratórias
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A prescrição atinge a pretensão material, a possibilidade ainda que somente potencial de exigir. Por isso, 
segundo Agnelo Amorim Filho, somente nos direitos em que há prestação se pode falar em prescrição; nos 
direitos potestativos, que não trazem em si uma prestação, não há prescrição. Portanto, todas as ações 
condenatórias – e somente elas – estão sujeitas à prescrição. 
Analisando essa conclusão e a adaptando à distinção alemã de Schuld e Haftung, seria possível dizer que a 
prescrição ataca a responsabilidade (Haftung), mantendo incólume o débito, a obrigação (Schuld). Por isso, 
na cobrança da dívida prescrita o devedor não paga porque não tem mais responsabilidade, apesar de o 
débito persistir. Contraprova é a irrepetibilidade do pagamento feito ao credor de dívida prescrita. 
Nos direitos potestativos, ao contrário, não há prazo geral, mas apenas prazos especiais; pelo 
que, se prazo não há, o direito é imprescritível. Se há prazo, o direito se extingue, e não apenas 
a pretensão. Ou seja, a decadência trata do não-uso do direto por determinado lapso de 
tempo. Portanto, os direitos potestativos são os únicos que podem ter prazo decadencial 
estabelecido em lei e as ações constitutivas que têm prazo fixado em lei – e somente elas – 
implicam decadência. 
Já nas ações declaratórias não se quer nem um bem da vida nem sujeitar alguém, não diretamente, ao 
menos. O que se quer é uma “certeza jurídica”, ou seja, mero respaldo judicial para um fato jurídico, como 
a declaração de união estável. Ora, se bem da vida ou sujeição não há, não é necessário se realizar pacificação 
social por meio de “prazo” prescricional ou decadencial. 
As consequências de uma ação declaratória, porém, podem ser objeto de prescrição ou decadência (se 
forem condenatórias ou constitutivas). Exemplo é o documento falso que deu base para uma aquisição 
viciada por erro; há prazo para se apontar a falsidade do documento. 
Nesse sentido, o Enunciado 536 do CJF determina que resultando do negócio jurídico nulo consequências 
patrimoniais capazes de ensejar pretensões, é possível, quanto a estas, a incidência da prescrição. De 
maneira mais técnica, ao se pretender a declaração de nulidade de um negócio jurídico, que não se sujeita à 
caducidade, os efeitos patrimoniais podem já ter prescrito. 
Igualmente, há ações constitutivas que não têm prazo especial fixado em lei. Agnelo Amorim vai chamar 
essas ações de perpétuas. Nós as chamamos geralmente de imprescritíveis. Cuidado, porém, pois quando 
se fala imprescritível se quer dizer que não sofre nem prescrição, nem decadência! Portanto, todas as 
ações declaratórias e as ações constitutivas que não têm prazo em lei fixado são imprescritíveis. 
Com isso, podemos chegar à conclusão abaixo. Lembre-se: estou apenas colocando o resumo, para você 
DECORAR para a prova! 
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(FCC / TJ-PE - 2015) Se adotado o seguinte critério distintivo proposto por Agnelo Amorim Filho: 1º) 
Estão sujeitas a prescrição: todas as ações condenatórias e somente elas (arts. 177 e 178 do Código 
Civil); 2º) Estão sujeitas a decadência (indiretamente), isto é, em virtude da decadência do direito a 
que correspondem): as ações constitutivas que têm prazo especial de exercício fixado em lei; 3º) São 
perpétuas (imprescritíveis): a) as ações constitutivas que não tem prazo especial de exercício fixado 
em lei; e b) todas as ações declaratórias. (Critério científico para distinguir a prescrição da decadência 
e para identificar as ações imprescritíveis, RT 300/7), 
I. a ação de investigação de paternidade é imprescritível, a ação de anulação de casamento por erro 
essencial quanto à pessoa do outro cônjuge sujeita-se a prazo decadencial e a ação de petição de 
herança sujeita-se a prescrição. 
Quando será prescrição e 
quando será decadência?
Sujeitam-se à prescrição
Todas as ações condenatórias e 
somente elas
Todas as ações mandamentais
Todas as ações executivas
* Os efeitos condenatórios das 
ações declaratórias *
Sujeitam-se à decadência
Todas as ações constitutivas 
com prazo fixado em lei e 
somente elas
* Os efeitos constitutivos das 
ações declaratórias *
Não se sujeitam à prescrição ou 
decadência (“imprescritíveis”)
Todas as ações declaratórias
Todas as ações constitutivas 
sem prazo fixado em lei
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II. a ação de anulação de negócio jurídico por erro substancial é imprescritível, a ação de despejo por 
falta de pagamento sujeita-se a decadência e a ação de indenização por ato ilícito sujeita-se a 
prescrição. 
III. a ação de nulidade de negócio jurídico por incapacidade absoluta do agente é imprescritível, a ação 
renovatória de contrato de locação comercial sujeita-se a decadência e a ação de indenização por dano 
moral sujeita-se a prescrição. 
IV. a ação de anulação de negócio jurídico por incapacidade relativa do agente é imprescritível, a ação 
de rescisão de contrato por inadimplemento de uma das partes sujeita-se a decadência e a ação de 
cobrança de indenização de seguro de vida sujeita-se a prescrição. 
V. a ação para reconhecimento de invalidade de contrato que tenha por objetivo herança de pessoa 
viva é imprescritível, a ação de anulação de venda de ascendente para descendente sem a anuência 
dos demais descendentes sujeita-se a prazo decadencial e a ação de revogação de doação por 
ingratidão do donatário sujeita-se a prescrição. 
Segundo o critério distintivo proposto por Agnelo Amorim, está correto o quese afirma APENAS em 
A) I e V. 
B) II e III. 
C) I e III. 
D) II e IV 
E) III e V. 
Comentários 
Essa é a questão mais difícil de Direito Civil que eu já vi na vida! Disparado. Não há igual. Nunca houve. 
Dificilmente haverá. Tão difícil que eu a critico porque ela não serve para selecionar um candidato 
melhor que outro, já que desconfio que quem acertou o fez no “chute”, em regra. 
Em realidade, não era tão difícil se o candidato lembrasse bem da doutrina de Agnelo Amorim Filho, 
mas o trabalho era por si só dificílimo. Agora, saber cada uma das ações em todas as alternativas era 
trabalho hercúleo. Ou seja, essa é a questão mais difícil que eu já vi na vida para comentar item por 
item. 
Eu, sinceramente, no dia da prova, teria deixado essa questão para resolver apenas no final, se 
estivesse sobrando tempo, já que ela consumiria tempo de prova considerável. E olha que eu leciono 
Direito Civil há tempos. Essa, talvez, seja uma das questões mais interessantes para você, já que 
demonstra que ter conhecimento jurídico profundo não basta numa prova de concurso; necessário ter 
humildade para agir estrategicamente e deixar de lado uma questão que se sabe, sob pena de se 
comprometer o tempo de prova. O orgulho, às vezes, é devastador para quem está fazendo uma prova 
com tempo – e eu sei que o tempo de prova é curto, curto demais. Fique ligado! 
Paulo H M Sousa
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O item I está correto, porque a ação de investigação de paternidade é declaratória (incaducável), a 
ação de anulação de casamento por erro essencial quanto à pessoa do outro cônjuge é 
(des)constitutiva com prazo fixado em lei (decadência) e a ação de petição de herança é condenatória 
(prescrição). 
O item II está incorreto, pois a ação de anulação de negócio jurídico por erro substancial é 
(des)constitutiva com prazo fixado em lei (decadência), a ação de despejo por falta de pagamento é 
(des)constitutiva sem prazo fixado em lei (incaducável), mas seu efeitos condenatórios (cobrança de 
aluguéis e encargos) se sujeitam à prescrição e a ação de indenização por dano moral é condenatória 
(prescrição). 
O item III está correto, dado que a ação de nulidade de negócio jurídico por incapacidade absoluta do 
agente é (des)constitutiva sem prazo fixado em lei (incaducável), a ação renovatória de contrato de 
locação comercial é constitutiva (decadência) e a ação de indenização por dano moral é condenatória 
(prescrição). 
O item IV está incorreto, já que a ação de anulação de negócio jurídico por incapacidade relativa do 
agente é (des)constitutiva com prazo fixado em lei (decadência), a ação de rescisão de contrato por 
inadimplemento de uma das partes é (des)constitutiva sem prazo fixado em lei (incaducável), ainda 
que seus efeitos condenatórios (indenização por perdas e danos) se sujeitem à prescrição, e a ação de 
cobrança de indenização de seguro de vida é condenatória (prescrição). 
O item V está incorreto, dado que a ação para reconhecimento de invalidade de contrato que tenha 
por objetivo herança de pessoa viva é (des)constitutiva sem prazo fixado em lei (incaducável), a ação 
de anulação de venda de ascendente para descendente sem a anuência dos demais descendentes é 
(des)constitutiva com prazo fixado em lei (decadência) e a ação de revogação de doação por ingratidão 
do donatário é (des)constitutiva com prazo fixado em lei (decadência). 
A alternativa C está correta, portanto. 
De fato, prescrição e decadência, de maneira ultra simplista, terão o mesmo efeito principal, 
que é “fazer perder o prazo para alguma coisa”. No entanto, as premissas e as consequências 
de um prazo ser prescricional ou decadencial são profundamente diversas. Importante ter 
claro que o CC/2002 consolida um rol de distinções pragmáticas entre ambas. 
A decadência não se impede (não evita o termo inicial do fluxo do tempo), não se interrompe 
(rompe o fluxo, mas não se reinicia), não se suspende (não se detém temporariamente o fluxo de tempo) 
nem se renuncia (o fluxo temporal não pode ser “adiantado” e terminar por escolha). A prescrição, ao 
contrário, se impede, se interrompe, se suspende e se renuncia. 
Fica aqui um adendo. Primeiro, a renúncia à decadência é, em regra, vedada. No entanto, atente para o art. 
209 do CC/2002, que estabelece que é nula a renúncia à decadência fixada em lei. Ou seja, possível é se 
renunciar à decadência convencional, mas não à legal! 
Mas por que a decadência, em regra, não se impede, não se interrompe, não se suspende e não se renuncia 
e a prescrição se impede, interrompe, suspende e renuncia? Pelo terceiro elemento do suporte fático: 
inação, inércia! Como a pessoa permanece inerte, seu direito pode prescrever com o transcurso do tempo. 
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Porém, por vezes, a inércia do titular não pode ser imputada a ele mesmo, pelo que não é conveniente 
permitir a ação do tempo. 
De volta ao CC/2002, o art. 190 estabelece que a exceção processual prescreve no mesmo prazo em que a 
pretensão prescreve. Isso serve para dar uma “paridade de armas” às partes, já que credor e devedor terão 
igual prazo para “reclamar” um do outro. 
Apesar de os prazos de prescrição não poderem ser alterados por acordo das partes (art. 192), pode-se 
renunciar à prescrição, expressa ou tacitamente, mas a renúncia só valerá, sendo feita, sem prejuízo de 
terceiro, depois que a prescrição se consumar, segundo o art. 191. A renúncia à prescrição pode ser feita 
judicialmente ou extrajudicialmente. Em qualquer caso, ela deve ser inequívoca. 
Como se trata de contradireito, a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a 
quem aproveita, segundo o art. 193 do CC/2002. Há um detalhe aí, no entanto. Em que pese o art. 193 
determinar a possibilidade de se alegar a prescrição em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem 
aproveita, as coisas não são tão simples. A prescrição não pode ser arguida em sede recursal extraordinária 
se não suscitada previamente nas instâncias ordinárias. 
Ou seja, incabível alegar a prescrição em Recurso Extraordinário ao STF (art. 102, inc. III da CF/1988 c/c 
Súmula 279 do STF), Recurso Especial ao STJ (art. 105, inc. III da CF/1988 c/c Súmula 7 do STJ), Recurso de 
Revista ao TST (art. 896 da CLT c/c Súmula 297 do TST) ou Recurso Especial ao TSE (art. 121, §4º da CF/1988 
c/c Súmula 72 do TSE) se não tiver sido suscitada ela em instância ordinária. 
Como eu disse anteriormente, o art. 194 previa a impossibilidade de reconhecimento de ofício da prescrição. 
Mas, depois de alterações na lei processual, o juiz passou a poder conhecer de ofício a prescrição, nos 
termos do art. 332, §1º, do CPC/2015. 
O Enunciado 295 da IV Jornada de Direito Civil, tentando harmonizar o CC/2002 ao CPC, prevê que a 
revogação do art. 194 do CC/2002 não retira do devedor a possibilidade de renúncia à prescrição. Por isso, 
não parece adequado que a extinção da lide se dê inaudita altera parte, como estabelece o art. 487, 
parágrafo único do CPC/2015. É, inclusive, esse o entendimento do Enunciado 581 da VII Jornada de Direito 
Civil, que estende esse raciocínio também à decadência. 
Do contrário, quebra-se indelevelmente a “lógica” da caducidade. Assim, a única hipótese de 
impossibilidade de conhecimento ex officio de caducidade ficou com a decadência convencional. 
Prescrição e decadência legal passaram a poder ser reconhecidas de ofício pelo magistrado. 
Uma vez iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor a prescrição, por previsão 
expressa do art. 196. Assim, por exemplo, a morte da pessoa não suspende nem interrompe a prescrição já 
em curso contra o falecido. 
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Por fim, vale mencionar ainda que a prescrição e a decadência, no Brasil, dependem de termo legal, não 
havendo termo presuntivo. Nos casos de termo presuntivo, o tempo é a medida para a duração de um 
estado de fato, que serve de base para a presunção da cessação de um direito, segundo Grawein. 
8.2. IMPEDIMENTO, SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO 
A seguir, vou transcrever os incisos dos artigos do CC/2002 que tratam das causas de impedimento e 
suspensão da prescrição, situados nos arts. 197 a 200. O que distingue o impedimento da suspensão? Leia 
esses artigos para você ver se consegue reconhecer a diferença, antes que eu dela trate. 
Estabelece o art. 197 que não corre a prescrição: 
I - entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; 
II - entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
III - entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela. 
O Enunciado 296 da IV Jornada de Direito Civil sustenta que não corre a prescrição entre os companheiros, 
na constância da união estável, tendo em vista que o inc. I não limita a hipótese ao casamento. Atente 
Prescrição
• Pode renunciar
• Pode ser alegada apenas pelo 
interessado
• Pode ser conhecida de ofício 
pelo juiz
• Admite suspensão e interrupção
Decadência
• Irrenunciável
• Pode ser alegada por outrem (MP)
• Deve ser conhecida de ofício pelo juiz
• Não suspende nem interrompe
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também à leitura do inc. II, pois corre prescrição contra o menor emancipado. Já o art. 198 prevê que 
também não corre a prescrição: 
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; 
II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios; 
III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. 
 
(FCC / DPE-BA - 2016) De acordo com as disposições do Código Civil, a prescrição 
A) não corre entre pai e filho menor emancipado. 
B) não admite renúncia tácita, mas somente expressa. 
C) admite renúncia antes de sua consumação, desde que se refira a interesses disponíveis de pessoas 
capazes. 
D) pode ser renunciada por relativamente incapaz, mediante assistência de seu representante legal, 
independentemente de autorização judicial. 
E) corre em desfavor de pessoa relativamente incapaz. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, de acordo com o art. 197, inc. II: “Não corre a prescrição entre 
ascendentes e descendentes, durante o poder familiar”. Como o filho foi emancipado, o poder familiar 
foi extinto e a prescrição volta a correr. 
A alternativa B está incorreta, pela literalidade do art. 191: “A renúncia da prescrição pode ser expressa 
ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita 
é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição”. 
A alternativa C está incorreta, pelas mesmas razões expostas na alternativa anterior. 
A alternativa D está incorreta, pela interpretação da doutrina ao art. 191, supracitado, já que o 
entendimento é que se necessita de poder específico para se renunciar, no caso do relativamente 
incapaz. 
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A alternativa E está correta, por aplicação às avessas do art. 198, inc. I: “Também não corre a prescrição 
contra os incapazes de que trata o art. 3º”. Como o art. 3º trata dos absolutamente incapazes, corre a 
prescrição contra os relativamente incapazes. 
Continua o art. 199, estabelecendo que não corre igualmente a prescrição: 
I - pendendo condição suspensiva; 
II - não estando vencido o prazo; 
III - pendendo ação de evicção. 
Se o inc. I trata da condição, o inc. II trata do termo, ainda que o diga por vias tortas. Evidente, já que o termo 
inicial e a condição suspensiva impedem – em sentido técnico-jurídico e comum – a fluência do prazo. 
Por fim, o art. 200 dispõe que quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, 
não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva. Assim, se necessário apurar a conduta 
pelo ato ilícito na esfera criminal, necessário aguardar o desfecho dessa averiguação para que a prescrição 
corra. 
Cuidado, porém, porque para se falar em suspensão da prescrição cível, necessário é existir questão 
criminal, ou seja, ação penal em curso ou ao menos inquérito policial (neste caso, a suspensão dura apenas 
o período entre a instauração e o arquivamento do inquérito, decidiu o STJ no REsp 1.180.237). 
Como distinguir o impedimento da suspensão? Fácil! No impedimento, a prescrição nunca 
correu; na suspensão, inversamente, ela começou a correr, mas parou. 
O efeito é o mesmo: parar a fluência do tempo. A distinção é que no impedimento não há prazo 
a contar ainda, ao passo que na suspensão, ao se fazer a contagem, é necessário atentar para 
o lapso temporal já fluído. É por isso que quando a prescrição fica suspensa, ela não começa a 
ser contada do início, novamente, conta-se também o tempo anterior à suspensão. 
Atenção, porém, porque se suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os 
outros se a obrigação for indivisível, segundo esclarece o art. 201. Ou seja, o que cria a suspensão da 
prescrição é a indivisibilidade do objeto, não a solidariedade entre os sujeitos. 
 
(TRT-2ª R / TRT- 2ª R - 2016) Assinale a assertiva INCORRETA: 
A) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes. 
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B) É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e 
na forma. 
C) O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro 
D) A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os 
interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de 
solidariedade ou indivisibilidade. 
E) Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a 
obrigação for indivisível. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, consoante regra do art. 192: “Os prazos de prescrição não podem ser 
alterados por acordo das partes”. 
A alternativa B está correta, segundo o art. 167: É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o 
que se dissimulou, se válido for na substância e na forma”. 
A alternativa C está correta, na literalidade do art. 172: “O negócio anulável pode ser confirmado pelas 
partes, salvo direito de terceiro”. 
A alternativa D está correta, de acordo com o art. 177: “A anulabilidade não tem efeito antes de julgada 
por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os interessados a podem alegar, e aproveita 
exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade”. 
A alternativa E está correta, conforme o art. 201: “Suspensa a prescrição em favor de um dos credores 
solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível”. 
Se a suspensão da prescrição é simples em caso de pluralidade creditícia, o mesmo não se pode dizer da 
interrupção. A regra, prevista no art. 204, estabelece que a interrupção da prescrição por um credor não 
aproveita aos outros; a mesma regra vale quanto ao codevedor ou seu herdeiro, que não prejudica aos 
demais coobrigados. É o caso das obrigações conjuntas. 
No entanto, no caso de solidariedade, há uma inversão. Em se tratando de solidariedade ativa, 
a interrupção operada por um dos credores solidários aproveita aos outros; igualmente, na 
solidariedade passiva, a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais 
(§1º). 
Em se tratando desolidariedade passiva, a interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor 
solidário prejudica os outros herdeiros ou devedores apenas quando se trata de obrigação indivisível (§2º). 
Veja que em relação aos herdeiros do devedor a solidariedade (situação jurídica obrigacional que envolve os 
sujeitos) é irrelevante, pois releva a indivisibilidade (situação jurídica obrigacional que envolve o objeto). 
Ainda, o §3º prevê que a interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. 
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Já o art. 202 traz a previsão das hipóteses de interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma 
vez (uma segunda “interrupção” é, portanto, absolutamente ineficaz): 
I - por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado 
a promover no prazo e na forma da lei processual; 
II - por protesto, nas condições do inciso antecedente; 
III - por protesto cambial; 
IV - pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de 
credores; 
V - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
VI - por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito 
pelo devedor. 
Há mais uma situação de interrupção da prescrição não contida no art. 202. Trata-se do art. 19, §2º, da Lei 
9.307/1996 (Lei de Arbitragem), que determina que a instauração de procedimento arbitral tem o condão 
de interromper a prescrição, à semelhança do despacho judicial do inc. I do art. 202, aplicando-se-o da 
mesma maneira. 
Veja que todas as hipóteses do art. 202, bem como a hipótese do art. 19, §2º, da Lei 9.307/1996 interrompem 
a prescrição por ato do titular. A única exceção é o inc. VI, no qual é o próprio sujeito passivo a interromper 
a prescrição contra si, curiosamente, como nos casos de confissão de dívida ou pagamento parcial. 
Segundo o parágrafo único do art. 202, a prescrição interrompida recomeça a correr da data 
do ato que a interrompeu, ou do último ato do processo que a interromper. Essa interrupção 
pode ser originada por qualquer interessado, na dicção do art. 203, como o titular, o terceiro 
juridicamente interessado, por exemplo. Quem é interessado passará, por certo, por análise 
judicial. 
Os casos de interrupção da prescrição são justificados pela ausência de inércia do titular. Ou seja, o titular 
se movimenta, mas “forças alheias” a ele fazem com que a fluência do tempo continue a ocorrer. 
Por outro lado, os casos de suspensão da prescrição são justificados por circunstâncias pessoais do titular. 
A pessoa fica, efetivamente, inerte, é inegável. Mas não podemos culpá-la por isso, já que uma circunstância 
subjetiva razoável se aplica àquela situação. 
Veja a situação dos cônjuges. Ora, imagine que você vende seu carro a uma pessoa, eventualmente a 
conhece melhor e com ela se casa; você cobraria o valor da última parcela que a pessoa deixou de pagar? É 
claro que não! Por isso, nós suspendemos a prescrição e, se você um dia se divorciar, pode 
requerer o valor da parcela atrasada. Entendeu a racionalidade? Simples, não é!? 
Assim, a suspensão da prescrição justifica-se por circunstâncias pessoais do titular; não se 
pode culpá-lo pela inércia. Essas circunstâncias são objetivas e independem de sua vontade, 
suspendendo-se o prazo prescricional automaticamente. Já a interrupção da prescrição se 
justifica pela ausência da inércia do titular, que age, mas precisa provar que agiu, que não 
ficou inerte. 
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Vale ressaltar que parte relevante da doutrina e da jurisprudência entende que o rol de 
causas suspensivas da prescrição é aberto, por aplicação do princípio geral do direito 
contra non valentem agere non currit praescriptio, ou seja, “não corre prescrição contra 
quem não pode agir”. Esse princípio, inclusive, ilumina as situações de impedimento e 
suspensão da prescrição, como se viu anteriormente. 
Por se tratar de um rol exemplificativo, o STJ entende que é possível se integrar a lacuna normativa. A Corte 
usa um método de integração bastante conhecido: os princípios gerais do direito, valendo-se justamente 
do contra non valentem agere non currit praescriptio. 
Contraprova seriam as situações de caso fortuito/força maior. Por exemplo, a pessoa fica em coma após 
acidente automobilístico, por 4 anos. Obviamente, durante esse período, não poderá ela acionar o causador 
do acidente pelos danos, pelo que sua pretensão indenizatória estaria prescrita, ao voltar a si. 
Outro exemplo é aquele pacificado no STJ quanto à suspensão da prescrição da pretensão do segurado 
contra o segurador enquanto o pedido administrativo não lhe é respondido. Não há, no CC/2002, essa 
suspensão, que é reconhecida pela jurisprudência, no entanto. 
Suspensão
Para e recomeça de onde se parou
Interrupção
Para e recomeça do zero novamente
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Daí se defender que as causas suspensivas da prescrição constituem rol aberto (numerus 
apertus), ao passo que o rol das causas interruptivas da prescrição constitui rol fechado 
(numerus clausus). 
Nesse sentido, no REsp 1.173.403, o STJ, apesar de reconhecer que o rol das causas de 
interrupção é taxativo, permite interpretação extensiva. Lembre da distinção entre 
interpretação e integração da aula da LINDB. A interpretação se aplica no caso de existência de norma, ao 
passo que integração se aplica no caso de lacuna. 
8.3. REGRAS ESPECIAIS DE PRESCRIÇÃO 
Antes de analisar os prazos prescricionais trazidos pelo CC/2002, é necessário entender como se contam 
esses prazos. O Código Civil define a prescrição, em que pese o fazer de maneira um tanto atécnica, no art. 
189, primeira parte: 
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição 
(...). 
A literalidade do art. 189 aponta para a teoria da actio nata em sua vertente puramente objetiva, ou seja, o 
prazo correria do fato. Essa percepção se amolda à perfeição à ponteana classificação da prescrição como 
ato-fato jurídico caducificante. Isso porque, apesar de a conduta humana ser relevante (no caso, a inação 
do titular), a vontade humana é irrelevante. 
No entanto, não é possível levar essa percepção às últimas consequências, sob pena de graves injustiças. Se 
o “estatuto das limitações” se volta à pacificação social por meio da restrição temporal dos conflitos, não 
parece razoável que o credor seja punido “sem ter culpa”. Por isso, a teoria da actio nata foi subjetivada 
pela doutrina e especialmente pela jurisprudência de modo a afastar a literalidade do art. 189. 
Mesmo o CC/2002 prevê hipóteses em que não se aplica a teoria da actio nata de maneira puramente 
objetiva. O art. 445, §1º, evidencia que “quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, 
o prazo contar-se-á do momento em que dele tiver ciência (...)”. Ou seja, não é o aparecimento do vício que 
se conta o prazo, mas do conhecimento dele. 
Assim, segundo o Enunciado 14 da I Jornada de Direito Civil, o início do prazo prescricional ocorre com o 
surgimento da pretensão, que decorre da exigibilidade do direito subjetivo. Isso ocorre, em regra, aos casos 
em que a pretensão nasce imediatamente após a violação do direito absoluto ou da obrigação de não fazer. 
Inversamente, necessário invocar a exceção que determina o início da fluência do prazo prescricional com 
o conhecimento da violação ou da lesão de um direito subjetivo pelo titular. 
Há, aí, prestígio ao princípio da boa-fé objetiva e ao princípio geral do direito contra non valentem agere non 
currit praescriptio, ou seja, a prescrição não corre contraquem não pode agir. 
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E quais são os prazos prescricionais? Se não houver a lei fixado prazo menor, a prescrição 
ocorre em dez anos, segundo o art. 205. O art. 206, por sua vez, estabelece a maioria dos 
casos de prescrição com prazo. 
Há outros prazos ainda, mas eu os mostrarei juntamente com seus institutos próprios, 
conforme eles forem aparecendo e conforme forem relevantes, evidentemente. Passo a 
mostrar a você os prazos principais prazos prescricionais que estão previstos no art. 206. Prescreve: 
§1º Em um ano 
I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio 
estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos; 
II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para 
responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este 
indeniza, com a anuência do segurador; 
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão; 
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela 
percepção de emolumentos, custas e honorários; 
IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do 
capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o laudo; 
V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado 
o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. 
§ 2º Em dois anos 
§ 2º a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se vencerem. 
§ 3º Em três anos 
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; 
II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; 
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em 
períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela; 
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa; 
V - a pretensão de reparação civil; 
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da 
data em que foi deliberada a distribuição; 
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, 
contado o prazo: 
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima; 
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b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao 
exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembleia geral que dela 
deva tomar conhecimento; 
c) para os liquidantes, da primeira assembleia semestral posterior à violação; 
VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, 
ressalvadas as disposições de lei especial; 
IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro 
de responsabilidade civil obrigatório. 
§ 4º Em quatro anos 
§4º a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas. 
§5º Em cinco anos 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores 
pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos 
contratos ou mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 
 
(VUNESP / TJ-SP - 2017) Pedro celebra contrato de seguro, com cobertura para invalidez total e 
permanente. Em 20 de outubro de 2008, é vítima de acidente. Fica hospitalizado e passa por longo 
tratamento médico. Cientificado em 20 de julho de 2010 de que é portador de incapacidade total e 
permanente, formula pedido administrativo de pagamento da indenização securitária em 20 de 
novembro de 2010. A seguradora alega que não há cobertura e, em 20 de setembro de 2011, 
formaliza a recusa ao pagamento da indenização, cientificando o segurado. Inconformado, Pedro 
propõe ação de cobrança de indenização securitária em 20 de janeiro de 2012. Assinale a alternativa 
correta. 
A) A ação deve ter prosseguimento porque o prazo de prescrição envolvendo a pretensão de 
beneficiário contra a seguradora é de 3 (três) anos, conforme dispõe o artigo 206, § 3o, do Código Civil, 
e a contagem tem início com a cientificação da incapacidade. 
B) O direito de ação está atingido pela prescrição, uma vez que, embora o prazo para propositura seja 
de 3 (três) anos, conforme dispõe o artigo 206, § 3o, do Código Civil, a contagem teve início na data do 
acidente e não houve causa de interrupção. 
C) O direito de ação está atingido pela prescrição, uma vez que o prazo para propositura teve início na 
data do acidente e que na relação entre segurado e seguradora o prazo para a propositura é de 1 (um) 
ano, conforme dispõe o artigo 206, § 1o, inciso II, “b”, do Código Civil. 
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d) A ação deve ter prosseguimento, uma vez que o prazo para propositura teve início no momento em 
que Pedro teve ciência da incapacidade, que o prazo foi suspenso com a formulação do pedido 
administrativo e voltou a fluir com a cientificação da recusa da seguradora, e que na relação entre 
segurado e seguradora o prazo para a propositura é de 1 (um) ano, conforme dispõe o artigo 206, § 
1o, inciso II, “b”, do Código Civil. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme o art. 206, §1º, inc. II: “Prescreve em um ano a pretensão do 
segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele”. 
A alternativa B está incorreta, duplamente, dado que o prazo é, de acordo com o supracitado art. 206, 
§1º, inc. II, de um ano, bem como a contagem do prazo é feita, segundo o art. 206, §1º, inc. II, alínea 
“b”, a partir da ciência do fato gerador (“Prescreve em um ano a pretensão do segurado contra o 
segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo quanto aos demais seguros, da ciência do fato 
gerador da pretensão”), no caso, não o acidente, mas a incapacitação ao labor. 
A alternativa C está incorreta, pois, apesar de o prazo estar correto, a prescrição foi obstada pelo 
pedido administrativo, suspendendo-se desde o pedido até a recusa. 
A alternativa D está correta, por tudo o que se disse acima, tendo transcorrido, da data da ciência da 
incapacidade à data da formulação do pedido administrativo, 4 meses (20 de julho a 20 de novembro 
de 2010), e outros 4 meses da data da recusa da seguradora à data da propositura da ação (20 de 
setembro de 2011 a 20 de janeiro de 2012), um total de 8 meses, lapso temporal inferior ao ânuo 
previsto no CC/2002. 
Nesse sentido, eis o leading case do STJ a respeito do tema específico: “CIVIL E PROCESSUAL. AÇÃO QUE 
POSTULA INDENIZAÇÃO SECURITÁRIA. PRESCRIÇÃO ÂNUA. CONTAGEM. PEDIDO ADMINISTRATIVO DE 
COBERTURA. PRAZO. FORMA DE CONTAGEM. FLUIÇÃO, APÓS A RECUSA, PELO QUE SOBEJAR. CC, ART. 
178, § 6º, II. O prazo decorrido entre a data do sinistro e o pedido de pagamento do seguro diretamente à 
seguradora é computável para efeito de prescrição, de sorte que não flui até a resposta da ré que, se 
negativa, faz voltar a correr o lapso ânuo apenas pelo que dele sobejar (REsp 533.004/SC, Rel. Ministro 
ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 06/04/2004, DJ 10/05/2004, p. 290)”. 
 
(CESPE / PGE-AM - 2016) Será nula de pleno direito cláusula de contrato de seguro firmado entre 
pessoafísica e determinada empresa que preveja prazo prescricional de um ano, contado do 
infortúnio, para o beneficiário reclamar da seguradora o valor de eventuais danos sofridos. 
Comentários 
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O item está correto, segundo o art. 206, §1º, inc. II, alíneas ‘a’ e ‘b’, “Prescreve em um ano pretensão 
do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo, para o segurado, no caso 
de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação de indenização 
proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador; e 
quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão”. 
Ou seja, o prazo deve ser contado “da data em que é citado para responder à ação de indenização”, “da 
data que indeniza o terceiro” ou “da ciência do fato gerador da pretensão”, a depender do caso. A 
contagem do prazo a partir do evento danoso, “contado do infortúnio”, como diz o item, gera nulidade 
por abusividade da cláusula. 
Isso porque é fácil imaginar um exemplo. Conforme o art. 206, §3º, inc. V, “Prescreve em três anos a 
pretensão de reparação civil”. Assim, se eu bato no seu carro, você tem 3 anos para pedir a indenização. 
Pede no segundo ano. Eu aciono o seguro. Ele nega cobertura, porque já passou 1 ano do acidente? 
Evidente que não... 
8.4. REGRAS ESPECIAIS DE DECADÊNCIA 
Como dito anteriormente, salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que 
impedem, suspendem ou interrompem a prescrição, nos termos do art. 207 do CC/2002. A exceção prevista 
no CC/2002 fica por conta dos incapazes, cujo prazo decadencial não corre (situação de impedimento da 
decadência), por aplicação do art. 208: 
Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I. 
O segundo adendo diz respeito ao art. 26, §2º, incs. I e III, do CDC. Segundo esses dispositivos, obsta-se a 
decadência a respeito do direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação quando: a. da 
comprovada reclamação feita pelo consumidor ao fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa 
inequívoca; b. do encerramento de inquérito civil instaurado em decorrência do evento. Ou seja, o CDC prevê 
duas hipóteses de suspensão da decadência, de maneira extraordinária. 
Como não se impede, suspende ou interrompe a decadência, não pode, igualmente, renunciar-se a ela, sob 
pena de nulidade, segundo o art. 209 do CC/2002. Por isso, deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, 
quando estabelecida por lei, consoante leciona o art. 210. Novamente, lembre, exceção é o caso de 
decadência convencional, em que somente a parte a quem aproveita a pode alegar, e em qualquer grau de 
jurisdição, mas não o juiz, conforme estabelece o art. 211. 
 
(VUNESP / TJM-SP - 2016) Sobre a decadência, assinale a alternativa correta. 
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A) Não corre a decadência contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de 
guerra. 
B) Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência convencional, desde que existam nos autos elementos 
para conhecê-la. 
C) Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, 
suspendem ou interrompem a prescrição. 
D) Se a decadência for legal, a parte a quem aproveita deve alegá-la em qualquer grau de jurisdição, 
mas o juiz não pode suprir a alegação, em razão de renúncia tácita. 
E) A decadência fixada em lei poderá ser renunciada por sujeito maior e com plena capacidade. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme o art. 198, inc. III: “Também não corre a prescrição contra os 
que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra”. 
A alternativa B está incorreta, de acordo com o art. 211: “Se a decadência for convencional, a parte a 
quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação”. 
A alternativa C está correta, segundo o art. 207: “Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam 
à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição”. 
A alternativa D está incorreta, pela regra do art. 210: “Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, 
quando estabelecida por lei”. 
A alternativa E está incorreta, consoante o art. 209: “É nula a renúncia à decadência fixada em lei”. 
Como eu disse anteriormente, em que pese o CC/2002 tenha avançado, alguns equívocos 
persistiram. O fato de os arts. 205 e 206 terem concentrado a quase totalidade de prazos 
prescricionais, relegando aos demais dispositivos os prazos decadenciais, facilita muito a 
tarefa. Não obstante, o legislador se omitiu quanto à vasta Legislação Civil Especial. 
JURISPRUDÊNCIA CORRELATA 
A prescrição atinge as parcelas conforme forem se vencendo, segundo a Súmula 85 do STJ. Evidente, dado 
que a prescrição encobre a pretensão (ou extingue a responsabilidade), e as pretensões em relações jurídicas 
de trato sucessivo – contratos de duração – nascem e se extinguem paulatinamente: 
STJ Súmula 85 
Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a fazenda pública figure como devedora, quando 
não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as prestações 
vencidas antes do quinquênio anterior a propositura da ação. 
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A Súmula 106 do STJ estabelece que a propositura da ação impede a consumação da prescrição, mesmo 
que se demore na citação. Isso porque, de novo, se usa a “lógica” do princípio geral do direito latino contra 
non valentem agere non currit praescriptio, não sendo imputável a mora da citação à parte: 
STJ Súmula 106 
Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes 
ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência. 
A Súmula 119 do STJ estabelecia, na vigência do CC/1916, o prazo vintenário para a ação de desapropriação 
indireta. Com a vigência do CC/2002 e a queda do prazo geral máximo para 10 anos, essa súmula deve ser 
readequada ao novel dispositivo legal, ou seja, a ação de desapropriação indireta prescreve em 10 anos: 
STJ Súmula 119 
A ação de desapropriação indireta prescreve em vinte anos. 
A Súmula 229 do STJ cria uma nova modalidade de suspensão da prescrição nos contratos de seguro, que é 
o pedido de pagamento de indenização ao segurador ainda não cientificado da resposta. Isso evidencia 
que o rol das causas suspensivas é aberto, não taxativo: 
STJ Súmula 229 
O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o prazo de prescrição até que o 
segurado tenha ciência da decisão. 
A Súmula 323 do STJ limita a inscrição do devedor em órgão de proteção creditícia a no máximo 5 anos. 
Trata-se de aplicação do mesmo prazo previsto no art. 206, §5º, inc. I do CC/2002, que dá ao credor 5 anos 
para cobrar a dívida líquida constante em instrumento público ou particular, bem como na esteira do art. 43, 
§2º do CDC: 
STJ Súmula 323 
A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito até o 
prazo máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da execução. 
A Súmula 398 do STJ, novamente, trata da prescrição de parcelas sucessivas, agora em relação ao FGTS. De 
novo, é a velha aplicação da percepção de que a prescrição se conecta à pretensão, que vai paulatinamente 
nascendo e morrendo: 
STJ Súmula 398 
A prescrição da ação para pleitear os juros progressivos sobre os saldos de conta vinculada do 
FGTS não atinge o fundo de direito, limitando-se às parcelas vencidas. 
A Súmula 405 do STJ estabelece que a prescriçãopara ação de cobrança do DPVAT é de 3 anos, numa 
interpretação sistemática do prazo prescricional trienal estabelecido pelo art. 206, §3º, inc. V do CC/2002. 
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Esse dispositivo estabelece prazo trienal para as pretensões de reparação civil, no que se inclui o seguro 
obrigatório, não vinculado aos seguros facultativos do art. 206, §1º, inc. II: 
STJ Súmula 405 
A ação de cobrança do seguro obrigatório (DPVAT) prescreve em três anos. 
A Súmula 409 do STJ determina a possibilidade de reconhecimento de ofício pelo juiz da prescrição em 
execução fiscal prevista no CPC revogado (a Súmula se mantém, mas agora relativamente ao art. 332, §1º 
do NCPC): 
STJ Súmula 409 
Em execução fiscal, a prescrição ocorrida antes da propositura da ação pode ser decretada de 
ofício (art. 219, § 5º, do CPC). 
A Súmula 477 do STJ trata de Direito do Consumidor, mas é relevante, para que você já vá se antenando. 
Trata-se da inaplicabilidade do prazo decadencial do art. 26 do CDC para a ação de prestação de contas 
relativas a cobrança bancária. Assim, aplicável o prazo geral do art. 205 do CC/2002, qual seja o decenal: 
STJ Súmula 477 
A decadência do art. 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para obter esclarecimentos 
sobre cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários. 
O STJ assentou que a vítima do acidente de trânsito tem ciência inequívoca do caráter permanente de sua 
incapacidade na data da emissão do laudo médico pericial. A exceção fica por conta dos casos de invalidez 
permanente notória (amputação de membro, entre outros), ou naqueles em que o conhecimento anterior 
resulte comprovado na fase de instrução. 
Tal exegese decorre da constatação da inexistência de norma legal autorizando o julgador “a presumir a 
ciência da invalidez a partir de circunstâncias fáticas como o decurso do tempo, a não submissão a 
tratamento ou a interrupção deste”. Por isso, em regra, para fins de contagem do prazo prescricional, 
depende-se de laudo médico a estabelecer com certeza a invalidez: 
STJ Súmula 573 
Nas ações de indenização decorrente de seguro DPVAT, a ciência inequívoca do caráter 
permanente da invalidez, para fins de contagem do prazo prescricional, depende de laudo 
médico, exceto nos casos de invalidez permanente notória ou naqueles em que o conhecimento 
anterior resulte comprovado na fase de instrução. 
Os efeitos condenatórios das ações declaratórias, efetivamente, sujeitam-se à prescrição, ainda que a ação 
declaratória, em si, seja imprescritível; mas os efeitos constitutivos das ações declaratórias sujeitam-se à 
decadência, ainda que a ação declaratória, em si, seja “indecadenciável”. 
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Mais recente decisão do STJ deixa ainda mais claro esse entendimento. No caso, estabeleceu-se que o prazo 
prescricional para os efeitos condenatórios de uma ação declaratória de nulidade de negócio jurídico 
conta-se a partir do trânsito em julgado da decisão, que permite ao interessado pleitear pela condenação 
da contraparte. Aqui, a técnica foi prevalecente: 
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. NEGÓCIO 
DE COMPRA E VENDA NULO. PRESCRIÇÃO INDENIZATÓRIA. TEORIA DA ACTIO NATA. TRÂNSITO 
EM JULGADO DA ANULATÓRIA. SÚMULA Nº 83/STJ. DECISÃO MANTIDA. Pela teoria da actio 
nata, a pretensão - e o prazo prescricional - surge com a efetiva lesão ao bem juridicamente 
tutelado. Tratando-se de ação indenizatória decorrente do reconhecimento judicial de nulidade 
de negócio jurídico, inicia-se o prazo prescricional no momento em que definitiva a nulidade, isto 
é, do trânsito em julgado da ação anulatória. Súmula nº 83/STJ (AgInt no REsp 1378521/MS, Rel. 
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 02/02/2017, DJe 09/02/2017). 
O STJ utiliza, para analisar se houve ou não prescrição, o termo inicial a teoria da actio nata, ou seja, o 
momento no qual se nasceu a pretensão que motivou a lide. Ao final do acórdão, utilizou-se o brocardo 
latino contra non valentem agere non currit praescriptio, que motiva a compreensão de que o rol das causas 
suspensivas prescricionais é aberto (numerus apertus): 
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO DE 
COBRANÇA DE HONORÁRIOS AD EXITUM. O termo inicial do prazo de prescrição da pretensão ao 
recebimento de honorários advocatícios contratados sob a condição de êxito da demanda 
judicial, no caso em que o mandato foi revogado por ato unilateral do mandante antes do 
término do litígio judicial, é a data do êxito da demanda, e não a da revogação do mandato. Na 
hipótese de prestação de serviços advocatícios com cláusula de remuneração quota litis, resta 
claro que o compromisso do advogado que, em regra, representa obrigação de meio, ou seja, 
independe do sucesso na pretensão deduzida em juízo assume a natureza de obrigação de 
resultado, vinculando o direito à remuneração do profissional a um julgamento favorável na 
demanda judicial. No caso em análise, no momento da revogação do mandato, o advogado 
destituído não tinha o direito de exigir o pagamento da verba honorária, uma vez que, naquela 
altura, ainda não se verificara a hipótese gravada em cláusula condicional incerta (arts. 121 e 125 
do CC). A par disso, cumpre esclarecer que o princípio da actio nata orienta que somente se inicia 
o fluxo do prazo prescricional se existir pretensão exercitável por parte daquele que suportará 
os efeitos do fenômeno extintivo (art. 189 do CC). Desse modo, inexistindo o direito material, 
não se pode cogitar de sua violação e, por consequência, da pretensão. Portanto, não há que se 
falar na incidência de prescrição sobre pretensão nascitura. Nessa perspectiva, é desarrazoado 
imputar a uma parte contratante o pesado ônus da prescrição se não lhe era possível exigir da 
outra parte o cumprimento da obrigação. Na hipótese em foco, nem mesmo o an debeatur era 
certo, porque subordinado a fato superveniente imprevisível (sucesso ou insucesso da demanda 
judicial). Contra non valentem agere non currit praescriptio: a prescrição não corre contra quem 
não pode agir, em sua tradução livre. Além disso, não se afigura adequado entender pela 
possibilidade de ajuizamento de ação de arbitramento e cobrança dos honorários contratuais 
imediatamente após a revogação do mandato. Isso porque o resultado favorável ao procurador 
nessa demanda poderia contrariar frontalmente o que fora avençado entre as partes, caso os 
pedidos da demanda inicial fossem julgados posteriormente improcedentes. Em outras palavras, 
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o arbitramento judicial anterior à definitiva solução da demanda judicial imporia ao constituinte-
contratante o pagamento de honorários advocatícios que, a rigor, não seriam devidos, se 
houvesse julgamento de improcedência da demanda inicial (REsp 805.151-SP, Rel. Min. Raul 
Araújo, Rel. para acórdão Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 12/8/2014, DJe 28/4/2015). 
Na esteira do entendimento sumulado, a prescrição para ação de cobrança de diferenças do valor recebido 
pelo DPVAT e o valor que se crê adequado, pelo segurado, é de 3 anos. Assim, tanto o prazo prescricional 
para o pedido de indenização em si quanto o a cobrança das diferenças dos valores pagos a menor pelo 
DPVAT é trienal: 
RECURSO ESPECIAL. REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. AÇÃO DE COBRANÇA. SEGURO 
OBRIGATÓRIO. DPVAT. COMPLEMENTAÇÃO DE VALOR. PRESCRIÇÃO. PRAZO TRIENAL. SÚMULA 
Nº 405/STJ. TERMO INICIAL. PAGAMENTO PARCIAL. A pretensão de cobrança e a pretensão a 
diferenças de valores do seguro obrigatório (DPVAT) prescrevem em três anos, sendoo termo 
inicial, no último caso, o pagamento administrativo considerado a menor (REsp 1418347/MG, 
Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 08/04/2015, DJe 
15/04/2015). 
O prazo prescricional para o ajuizamento da ação regressiva pelo fiador em face do devedor principal em 
contrato de locação é de 3 anos, sendo que o termo inicial para a cobrança se inicia com a quitação da 
dívida (actio nata), e não do vencimento da dívida que ensejou a aplicação da garantia fidejussória, dada a 
interpretação conjunta do art. 349 com o art. 831 do CC/2002: 
RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE LOCAÇÃO. PAGAMENTO DO DÉBITO PELO FIADOR. SUB-
ROGAÇÃO. DEMANDA REGRESSIVA AJUIZADA CONTRA OS LOCATÁRIOS INADIMPLENTES. 
MANUTENÇÃO DOS MESMOS ELEMENTOS DA OBRIGAÇÃO ORIGINÁRIA, INCLUSIVE O PRAZO 
PRESCRICIONAL. ARTS. 349 E 831 DO CÓDIGO CIVIL. PRESCRIÇÃO TRIENAL (CC, ART. 206, § 3º, I). 
OCORRÊNCIA. RECURSO PROVIDO. O fiador que paga integralmente o débito objeto de contrato 
de locação fica sub-rogado nos direitos do credor originário (locador), mantendo-se todos os 
elementos da obrigação primitiva, inclusive o prazo prescricional (REsp 1432999/SP, Rel. Ministro 
MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe 25/05/2017). 
O STJ firmou o entendimento de que deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no 
Decreto 20.910/1932 nas ações indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, em detrimento do prazo 
trienal contido do CC/2002. Esse raciocínio se assenta na premissa de que o CC/2002 não revogou o Decreto 
20.910/1932 quanto à prescrição, já que ele é norma especial: 
“PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. PETIÇÃO RECEBIDA COMO AGRAVO REGIMENTAL. 
APLICAÇÃO DO DECRETO 20.910/32. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL NAS AÇÕES INDENIZATÓRIAS 
AJUIZADAS CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. ENTENDIMENTO FIRMADO EM RECURSO REPETITIVO. 
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A Primeira Seção desta Corte Superior de Justiça, no 
julgamento do REsp. 1.251.993/PR, sob o rito do art. 543-C do CPC, firmou o entendimento de 
que deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no Decreto 20.910/32 nas ações 
indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, em detrimento do prazo trienal contido do 
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Código Civil de 2002 (PET no AREsp 295.729/GO, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, 
PRIMEIRA TURMA, julgado em 20/05/2014, DJe 27/05/2014). 
No contrato de penhor de um bem está embutido o de depósito. Consequentemente, há dever do credor 
pignoratício de devolver esse bem após o pagamento do mútuo. No entanto, a guarda do bem penhorado 
não se configura como prestação contratual em sentido estrito. 
A contraprestação devida nos contratos de mútuo garantido por penhor é o pagamento do valor acordado 
para o empréstimo. Por isso, não se pode compreender o furto de joias empenhadas como inadimplemento 
contratual, mas como falha na prestação de serviços que atrai a aplicação do art. 27 do CDC, cujo prazo 
prescricional de 5 anos é aplicável à hipótese: 
CONTRATO DE MÚTUO GARANTIDO POR PENHOR DE JOIAS SUBTRAÍDAS NA CONSTÂNCIA DO 
CONTRATO. FALHA NO SERVIÇO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL. ART. 27 DO 
CDC. 5 (CINCO) ANOS. O furto das joias, objeto do penhor, constitui falha do serviço prestado 
pela instituição financeira e não inadimplemento contratual, devendo incidir o prazo 
prescricional de 5 (cinco) anos para as ações de indenização, previsto no art. 27 do Código de 
Defesa do Consumidor (REsp 1369579/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, 
julgado em 24/10/2017, DJe 23/11/2017). 
O STJ resgatou entendimento esposado pelo STF, quando este ainda era o guardião da legislação 
infraconstitucional, antes da criação daquele, nos anos 1980/1990. À época, já se entendia que o prazo para 
a anulação de partilha nos casos de concubinato, quando ainda não se distinguia este da união estável, 
era o prazo da Parte Geral do CC/2002 quanto à coação, e não o prazo do direito das sucessões para 
invalidação da partilha sucessória. 
Ocorre que as instâncias ordinárias impuseram o prazo decadencial ânuo com base na analogia. O STJ, 
porém, de maneira evidente, julgou que não se pode aplicar regra analogicamente se há regra específica 
própria. Como o art. 178, inc. I, do CC/2002 é explícito em tratar do prazo decadencial de 4 anos, evidente 
que não se pode aplicar a regra sucessória, de maneira analógica. 
PARTILHA DE BENS EM DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL. ANULAÇÃO. COAÇÃO MORAL 
IRRESISTÍVEL. PRAZO DECADENCIAL DE 4 ANOS. ART. 178 DO CÓDIGO CIVIL. SEGURANÇA 
JURÍDICA. É de quatro anos o prazo de decadência para anular partilha de bens em dissolução de 
união estável, por vício de consentimento (coação), nos termos do art. 178 do Código Civi (REsp 
1.621.610-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, por unanimidade, julgado em 7/2/2017, DJe 
20/3/2017). 
A jurisprudência, na vigência do CC/1916, utilizava o prazo geral vintenário para a cobrança de dívidas 
condominiais. Com a mudança para o CC/2002, o prazo geral do art. 205 caiu para 10 anos. 
Depois de numerosas controvérsias, decidiu o STJ afetar a matéria ao rito dos Recursos Repetitivos. A 
decisão, agora, compreendeu que a aplicação do prazo geral que se fazia no CC/1916 ocorria porque não 
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havia dispositivo semelhante ao atual art. 206, §5º, inc. I (“Prescreve, em cinco anos, a pretensão de cobrança 
de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular”). 
Com a entrada em vigor do CC/2002, não faria mais sentido apelar para o prazo geral decenal, já que há 
regra própria para tanto. Assim, fixou-se o entendimento de que as obrigações condominiais ordinárias ou 
extraordinárias prescrevem em cinco anos: 
COBRANÇA DE TAXAS CONDOMINIAIS. DÍVIDAS LÍQUIDAS PREVIAMENTE ESTABELECIDAS EM 
DELIBERAÇÕES DE ASSEMBLEIAS GERAIS CONSTANTES DAS RESPECTIVAS ATAS. PRAZO 
PRESCRICIONAL. Na vigência do Código Civil de 2002, é quinquenal o prazo prescricional para que 
o condomínio geral ou edilício (vertical ou horizontal) exercite a pretensão de cobrança de taxa 
condominial ordinária ou extraordinária, constante em instrumento público ou particular, a 
contar do dia seguinte ao vencimento da prestação (REsp 1.483.930-DF, Rel. Min. Luis Felipe 
Salomão, por unanimidade, julgado em 23/11/2016, DJe 1/2/2017. Tema 949). 
No direito privado brasileiro, a responsabilidade extracontratual é historicamente tratada de modo distinto 
da contratual, por um motivo muito simples: são fontes de obrigações muito diferentes, com fundamentos 
jurídicos diversos. Essa diferença fática e jurídica impõe o tratamento distinto do prazo prescricional, pois a 
violação a direito absoluto e o inadimplemento de um direito de crédito não se confundem nem na tradição 
jurídica pátria, nem na natureza das coisas. 
Com efeito, é possível encontrar muitas distinções de regime jurídico entre a responsabilidade contratual e 
a extracontratual, inclusive com relação: à capacidade das partes, quanto à prova do prejuízo; à avaliação da 
culpa entre os sujeitos envolvidos no dano; aos diferentes graus de culpa para a imputação do dever de 
indenizar; ao termo inicial para a fixação do ressarcimento; e, por fim, à possibilidade de prefixação do dano 
e de limitar ou excluir a responsabilidade, pois somente a responsabilidade contratual permite fixar, limitar 
ou mesmo excluir o dever de indenizar. Analisando as diferenças fáticas entre a responsabilidade contratual 
e a extracontratual, há uma sensível diferença quanto ao grau de proximidade entre as partes contratuais 
nas suas relações sociais. 
Assim, nas controvérsias relacionadas à responsabilidade contratual, aplica-se a regra geral de que o prazo 
é de 10 anos (art. 205)e, quando se tratar de responsabilidade extracontratual, aplica-se o prazo de 3 anos 
(art. 206, § 3º, inc. V): 
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. PRESCRIÇÃO DA 
PRETENSÃO. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. PRAZO DECENAL. INTERPRETAÇÃO 
SISTEMÁTICA. REGIMES JURÍDICOS DISTINTOS. UNIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. ISONOMIA. 
OFENSA. AUSÊNCIA (EREsp 1280825/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, 
julgado em 27/06/2018, DJe 02/08/2018). 
Esse entendimento, da 2ª Seção, era divergente. No entanto, foi pacificado no EREsp 1.281.594, já em 2019. 
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JORNADAS DE DIREITO CIVIL 
O Enunciado 154 da III Jornada de Direito Civil, antecipando-se às mudanças legislativas ocorridas na seara 
processual, que consolidaram o conhecimento de ofício da prescrição pelo magistrado, estabelece que pode 
o juiz suprir ex officio a alegação de prescrição em prol da pessoa absolutamente incapaz. Igualmente, o 
Enunciado 155 foi englobado pela nova sistemática processual a respeito da caducidade: 
Enunciado 154 
O juiz deve suprir, de ofício, a alegação de prescrição em favor do absolutamente incapaz. 
 
Enunciado 155 
O art. 194 do Código Civil de 2002, ao permitir a declaração ex officio da prescrição de direitos 
patrimoniais em favor do absolutamente incapaz, derrogou o disposto no § 5º do art. 219 do 
CPC. 
Em se tratando de locação, há distinções entre um locatário particular e uma locação à Administração 
Pública. No entanto, segundo o Enunciado 418 da V Jornada de Direito Civil, o prazo prescricional trienal 
para a pretensão relativa a aluguéis aplica-se igualmente aos contratos de locação de imóveis celebrados 
com a Administração Pública: 
Enunciado 418 
O prazo prescricional de três anos para a pretensão relativa a aluguéis aplica-se aos contratos de 
locação de imóveis celebrados com a administração pública. 
O Enunciado 419 do CJF consolida entendimento há muito exarado pela doutrina a respeito do 
esmaecimento das fronteiras entre a responsabilidade civil contratual e a responsabilidade civil 
extracontratual. A tendência havida nas últimas décadas foi de aproximar ambas as hipóteses, mas ainda há 
distinções, evidentemente. No entanto, o prazo prescricional trienal para a pretensão de reparação civil 
aplica-se tanto à responsabilidade contratual quanto à responsabilidade extracontratual. 
Cuidado, porque, contrariando esse dispositivo, a jurisprudência do STJ firmou-se no sentido de ser 
aplicável o prazo prescricional decenal do art. 205 do CC/2002 às pretensões indenizatórias decorrentes 
de inadimplemento contratual (AgInt no AgInt no AgInt no AREsp 1246079/PR): 
Enunciado 419 
O prazo prescricional de três anos para a pretensão de reparação civil aplica-se tanto à 
responsabilidade contratual quanto à responsabilidade extracontratual. 
Já na VII Jornada de Direito Civil, o Enunciado 579 consolidou posicionamento doutrinário a respeito da teoria 
da actio nata em sua vertente subjetiva. Igualmente, o Enunciado firmou compreensão jurisprudencial no 
âmbito do STJ e do TST. Segundo ele, nas pretensões decorrentes de doenças profissionais ou de caráter 
progressivo, a prescrição começa a correr somente a partir da ciência inequívoca da incapacidade do 
indivíduo, da origem e da natureza dos danos causados: 
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Enunciado 579 
Nas pretensões decorrentes de doenças profissionais ou de caráter progressivo, o cômputo da 
prescrição iniciar-se-á somente a partir da ciência inequívoca da incapacidade do indivíduo, da 
origem e da natureza dos danos causados. 
O Enunciado 580 do CJF trata de uma controvérsia recorrente nos Tribunais. Caso o segurado sofra um 
acidente, tem prazo prescricional ânuo para cobrar do segurador a indenização que é chamado a prestar, 
contado o prazo, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para responder à ação 
de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do 
segurador. 
E a seguradora, qual prazo tem para cobrar do causador do acidente a indenização que é chamada a pagar 
ao segurado, quando este não for o segurado, evidentemente? O mesmo prazo ânuo? Ou prazo geral 
decenal? 
Conforme esse Enunciado, é trienal o prazo prescricional para a pretensão indenizatória da seguradora 
contra o causador de dano ao segurado, pois a seguradora sub-roga-se em seus direitos. Isso porque tem 
o segurado prazo trienal para requerer indenização do causador do acidente, em regra, e como a segurado 
se sub-roga em sua posição, nada mais adequado do que usar o mesmo prazo: 
Enunciado 580 
É de três anos, pelo art. 206, § 3º, V, do CC, o prazo prescricional para a pretensão indenizatória 
da seguradora contra o causador de dano ao segurado, pois a seguradora sub-roga-se em seus 
direitos. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Chegamos ao final de mais uma aula! Mais uma vez eu indico, se você tiver disponibilidade de tempo, 
aprofundar-se um pouco mais no critério científico para distinguir a prescrição da decadência. Para mim, 
compreendê-la significou “me libertar” da caducidade; permitiu-me compreender de maneira mais 
adequada o fenômeno do tempo no Direito Privado. 
Ainda assim, com o resumo que tracei no início da aula, você já conseguirá assimiliar com muito mais 
facilidade uma quantidade grande de elementos que vão aparecer mais adiante no Direito Civil. Novamente, 
é a “lógica” que eu tão frequentemente menciono que vai se desnudando aos poucos. 
Quaisquer dúvidas, sugestões, críticas ou mesmo elogios, não hesite em entrar em contato comigo. Estou 
disponível preferencialmente no Fórum de Dúvidas do Curso, mas também nas redes sociais, claro. Estou 
aguardando você na próxima aula. Até lá! 
Paulo H M Sousa 
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QUESTÕES COMENTADAS 
Além das questões vistas ao longo da aula, agora você agora terá uma longa lista de questões para treino. 
Eu as apresento assim: a. questões sem comentários; b. gabaritos das questões; c. questões com 
comentários. Mesmo as questões vistas na aula estarão nessa bateria, para que você faça o máximo de 
exercícios que puder. Lembre-se de que as questões comentadas são parte fundamental do seu 
aprendizado com nosso material eletrônico! 
Se você quer testar seus conhecimentos, faça as questões sem os comentários, anote os gabaritos e confira 
com o gabarito apresentado; nas que você não sabia responder, chutou, ou ficou com dúvida, vá aos 
comentários. Se preferir, passe diretamente às questões comentadas! 
Juiz 
1. (FCC – TJ/AL – Juiz Substituto – 2019) Luciana e Roberto casaram-se no ano de 2004 sob o regime 
da separação de bens, divorciando-se em 2018, quando desfizeram a sociedade conjugal. Em 2013, 
Luciana, culposamente, colidiu seu automóvel com o de Roberto, causando-lhe danos. Nesse caso, a 
pretensão de Roberto obter a correspondente reparação civil de Luciana, segundo o Código Civil, 
a) é imprescritível. 
b) prescreveu em 2016. 
c) prescreverá em 2021. 
d) prescreveu em 2018. 
e) prescreverá em 2028. 
Comentários 
Luciana e Roberto eram casados quando ela colidiu seu veículo com o dele. 
Conforme prevê o art. 197, I, do Código Civil, não corre a prescrição na constância de sociedade conjugal. 
Assim, o prazo só se inicia em 2018, quando ocorreu o divórcio. 
Cumpre ressaltar, ainda, que o prazo prescricional de reparação civil é de 3 anos, o que nos faz concluir que 
o prazo prescreverá em 2021, no caso em questão. 
Logo, está correta a alternativa C, que nos apresenta como encerramento do prazo prescricional no ano de 
2021. 
2. (IBFC – TRF 2ªREGIÃO – Juiz Federal Substituto – 2018) Relativamente à hipótese de interrupção 
da contagem do prazo prescricional operada contra o fiador, é correto afirmar que: 
a) ela não prejudica o devedor afiançado quando a relação não envolva obrigação solidária passiva. 
b) a lei deve ser interpretada ampliativamente em qualquer caso de fiança, para prejudicar o devedor. 
c) nunca haverá a extensão da interrupção do prazo quanto ao devedor. 
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d) ela não prejudica o devedor, quando a relação envolva solidariedade passiva. 
e) ela prejudica o devedor afiançado, independentemente da relação se basear em obrigação solidariedade 
passiva. 
Comentários 
A alternativa A está correta, porque a regra do art. 204, §3º (“A interrupção produzida contra o principal 
devedor prejudica o fiador”) estabelece, em interpretação contrária, que a interrupção da prescrição 
operada contra o fiador não prejudica o devedor principal, em regra. Prejudicará no caso do §1º, segunda 
parte (“A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção 
efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros”), ou seja, quando a obrigação for 
solidária. 
A alternativa B está incorreta, conforme entendimento da doutrina e da jurisprudência, que se manifestam 
pela interpretação supramencionada. 
A alternativa C está incorreta, pela regra do art. 204, §1º, já que a solidariedade atrai a interrupção 
prescricional. 
A alternativa D está incorreta, novamente, já que a solução é inversa, pelo art. 204, §1º. 
A alternativa E está incorreta, mais uma vez, pela regra supracitada. 
3. (CESPE – TJ/CE – Juiz Estadual Substituto – 2018) Em um contrato, as partes pactuaram livremente 
o prazo de trinta dias para o exercício de eventual direito de arrependimento. Esse prazo possui natureza 
a) prescricional e pode ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
b) prescricional e somente pode ser suscitado pelas partes. 
c) decadencial e pode ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
d) decadencial e somente pode ser suscitado pelas partes. 
e) diversa da prescricional ou decadencial. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque a prescrição se liga a eventual pretensão, que tem natureza 
condenatória, e o prazo para o arrependimento se tornar eficaz tem natureza (des)constitutiva do negócio. 
A alternativa B está incorreta, pois se o prazo é convencional, ele automaticamente não pode ser 
prescricional, dada a previsão do CC/2002 a respeito da impossibilidade de se fixar prazo prescricional por 
vontade das partes. 
A alternativa C está incorreta, já que, independentemente de ser prescricional ou decadencial, não poderia 
haver reconhecimento de ofício pelo juiz. 
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A alternativa D está correta, de acordo com a teoria de Agnelo Amorim Filho, porque o direito de 
arrependimento corresponde a um direito potestativo e a decadência trata de ações (des)constitutivas. 
Assim, como o arrependimento, se exercido, potestativamente, desconstitui o direito da contraparte, o 
prazo é decadencial e como é convencional, só pode ser suscitado pelas próprias partes. 
A alternativa E está incorreta, dado que não se classifica, materialmente falando, os prazos de maneira 
diversa, ou seja, ou o prazo é prescricional, ou é decadencial. 
4. (VUNESP / TJ-RS - 2018) Sobre a prescrição e a decadência, é correto afirmar: 
a) contra os ébrios habituais, os viciados em tóxico e aqueles que, por causa transitória ou permanente, não 
puderem exprimir sua vontade, a prescrição e a decadência correm normalmente. 
b) antes de sua consumação, a interrupção da prescrição pode ocorrer mais de uma vez; aplicam-se à 
decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição, salvo disposição legal em 
contrário. 
c) a prescrição e a decadência legal e convencional podem ser alegadas em qualquer grau de jurisdição, 
podendo o juiz conhecê-las de ofício, não havendo necessidade de pedido das partes. 
d) é válida a renúncia à prescrição e à decadência fixada em lei, desde que não versem sobre direitos 
indisponíveis ou sobre questões de ordem pública ou interesse social. 
e) os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes 
legais que derem causa à prescrição ou não a alegarem oportunamente; no que se refere à decadência, a lei 
não prevê a referida ação regressiva. 
Comentários 
A alternativa A está correta, já que os casos apresentados pela questão tratam dos relativamente incapazes 
(art. 4º), não abrangidos no art. 198, inc. I: “Também não corre a prescrição contra os incapazes de que trata 
o art. 3º”. 
A alternativa B está incorreta, pois, conforme prevê o art. 202, a interrupção da prescrição somente poderá 
ocorrer uma vez. 
A alternativa C está incorreta, de acordo com o art. 210. O juiz apenas poderá reconhecer a decadência nos 
casos estabelecidos por lei, mas não pode conhecer de ofício da decadência convencional. 
A alternativa D está incorreta, porque o art. 209 prevê que “é nula a renúncia à decadência fixada em lei”. 
A alternativa E está incorreta, dado que a lei prevê ação regressiva também para o caso de decadência, 
conforme análise conjunta dos arts. 208 (“Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I”) e 
195 (“Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente”). 
5. (VUNESP / TJ-SP - 2017) Pedro celebra contrato de seguro, com cobertura para invalidez total e 
permanente. Em 20 de outubro de 2008, é vítima de acidente. Fica hospitalizado e passa por longo 
tratamento médico. Cientificado em 20 de julho de 2010 de que é portador de incapacidade total e 
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permanente, formula pedido administrativo de pagamento da indenização securitária em 20 de novembro 
de 2010. A seguradora alega que não há cobertura e, em 20 de setembro de 2011, formaliza a recusa ao 
pagamento da indenização, cientificando o segurado. Inconformado, Pedro propõe ação de cobrança de 
indenização securitária em 20 de janeiro de 2012. 
Assinale a alternativa correta. 
a) A ação deve ter prosseguimento porque o prazo de prescrição envolvendo a pretensão de beneficiário 
contra a seguradora é de 3 (três) anos, conforme dispõe o artigo 206, § 3o, do Código Civil, e a contagem 
tem início com a cientificação da incapacidade. 
b) O direito de ação está atingido pela prescrição, uma vez que, embora o prazo para propositura seja de 3 
(três) anos, conforme dispõe o artigo 206, § 3o, do Código Civil, a contagem teve início na data do acidente 
e não houve causa de interrupção. 
c) O direito de ação está atingido pela prescrição, uma vez que o prazo para propositura teve início na data 
do acidente e que na relação entre segurado e seguradora o prazo para a propositura é de 1 (um) ano, 
conforme dispõe o artigo 206, § 1o, inciso II, “b”, do Código Civil. 
d) A ação deve ter prosseguimento, uma vez que o prazo para propositura teve início no momento em que 
Pedro teve ciência da incapacidade, que o prazo foi suspenso com a formulação do pedido administrativo e 
voltou a fluir com a cientificação da recusa da seguradora, e que na relação entre segurado e seguradora o 
prazo para a propositura é de 1 (um) ano, conforme dispõe o artigo 206, § 1o, inciso II, “b”, do Código Civil. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme o art. 206, §1º, inc. II: “Prescreve em um ano a pretensão do 
segurado contra o segurador,ou a deste contra aquele”. 
A alternativa B está incorreta, duplamente, já que o prazo é, de acordo com o supracitado art. 206, §1º, inc. 
II, de um ano, bem como a contagem do prazo é feita, segundo o art. 206, §1º, inc. II, alínea “b”, a partir da 
ciência do fato gerador (“Prescreve em um ano a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste 
contra aquele, contado o prazo quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão”), no 
caso, não o acidente, mas a incapacitação ao labor. 
A alternativa C está incorreta, pois, apesar de o prazo estar correto, a prescrição foi obstada pelo pedido 
administrativo, suspendendo-se desde o pedido até a recusa. 
A alternativa D está correta, por tudo o que se disse acima, tendo transcorrido, da data da ciência da 
incapacidade à data da formulação do pedido administrativo, 4 meses (20 de julho a 20 de novembro de 
2010), e outros 4 meses da data da recusa da seguradora à data da propositura da ação (20 de setembro de 
2011 a 20 de janeiro de 2012), um total de 8 meses, lapso temporal inferior ao ânuo previsto no CC/2002. 
Nesse sentido, eis o leading case do STJ a respeito do tema específico: “CIVIL E PROCESSUAL. AÇÃO QUE 
POSTULA INDENIZAÇÃO SECURITÁRIA. PRESCRIÇÃO ÂNUA. CONTAGEM. PEDIDO ADMINISTRATIVO DE 
COBERTURA. PRAZO. FORMA DE CONTAGEM. FLUIÇÃO, APÓS A RECUSA, PELO QUE SOBEJAR. CC, ART. 178, 
§ 6º, II. O prazo decorrido entre a data do sinistro e o pedido de pagamento do seguro diretamente à 
seguradora é computável para efeito de prescrição, de sorte que não flui até a resposta da ré que, se 
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negativa, faz voltar a correr o lapso ânuo apenas pelo que dele sobejar (REsp 533.004/SC, Rel. Ministro ALDIR 
PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 06/04/2004, DJ 10/05/2004, p. 290)”. 
6. (TRT-2ª R / TRT-2ª R-SP - 2016) Assinale a assertiva INCORRETA: 
a) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes. 
b) É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na 
forma. 
c) O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro 
d) A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os 
interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade 
ou indivisibilidade. 
e) Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for 
indivisível. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, consoante regra do art. 192: “Os prazos de prescrição não podem ser 
alterados por acordo das partes”. 
A alternativa B está correta, segundo o art. 167: É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se 
dissimulou, se válido for na substância e na forma”. 
A alternativa C está correta, na literalidade do art. 172: “O negócio anulável pode ser confirmado pelas 
partes, salvo direito de terceiro”. 
A alternativa D está correta, de acordo com o art. 177: “A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por 
sentença, nem se pronuncia de ofício; só os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos 
que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade”. 
A alternativa E está correta, conforme o art. 201: “Suspensa a prescrição em favor de um dos credores 
solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível”. 
7. (TRF-3ª R / TRF-3ª R - 2016) Sobre a prescrição e a decadência no Direito Civil, marque a alternativa 
incorreta: 
a) Se a pretensão aos alimentos se fundar em relação de Direito Público (alimentos devidos pelo Estado), o 
prazo prescricional será de 2 anos. 
b) A pretensão à reparação civil por danos materiais extracontratuais prescreve em três anos. 
c) É nula a renúncia à decadência fixada em lei. 
d) O prazo máximo da prescrição é de dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
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A alternativa A está incorreta, porque a regra prescricional do art. 206, §2º é relativa a direito pessoal 
(relação familiar), inaplicável às pessoas jurídicas e às demais pessoas físicas cujos alimentos não se fundam 
nessa relação, mas a partir da responsabilidade civil por ato ilícito, aplicando-se, no caso, o art. 206, §3º, inc. 
V: “Prescreve em três anos a pretensão de reparação civil”. 
A alternativa B está correta, conforme o supracitado art. 206, §3º, inc. V, que dá fundamento a essa 
pretensão, igualmente. 
A alternativa C está correta, consoante o art. 209: “É nula a renúncia à decadência fixada em lei”. 
A alternativa D está correta, na literalidade do art. 205: “A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não 
lhe haja fixado prazo menor”. 
8. (VUNESP / TJ-RJ - 2016) Kleber, renomado médico ortopedista, atendeu Bruno em uma emergência 
médica decorrente de um abalroamento de veículos. Bruno chegou ao hospital com grave fratura em sua 
perna e foi submetido a uma cirurgia capitaneada pelo ortopedista. Em consequência da natureza e 
extensão da fratura, após o período de convalescença, constatou-se que Bruno teria sua mobilidade 
reduzida. Inconformado com sua condição, acreditando ter ocorrido erro médico, Bruno voltou ao hospital 
em fevereiro de 2009 e desferiu 2 disparos de arma de fogo contra Kleber, um em seu peito e outro em 
seu rosto. Kleber foi prontamente atendido e sobreviveu ao atentado, permanecendo até fevereiro de 
2010 em convalescença, sem poder trabalhar neste período. Sua recuperação foi integral, mas restou com 
grande e incômoda cicatriz em seu rosto. Em decorrência dos fatos, uma ação penal foi ajuizada em face 
de Bruno em março de 2011, sobrevindo definitiva sentença criminal condenatória em dezembro de 2012. 
Kleber relutou em buscar reparação pelos danos suportados, mas, em abril de 2015, ajuizou ação 
indenizatória em face de Bruno, que foi citado no mesmo mês. Sua pretensão consiste, em suma, nos 
cumulativos pedidos de reembolso das despesas com tratamento médico, de lucros cessantes, de danos 
morais e de dano estético. 
Nesse cenário, é correto afirmar que a pretensão de Kleber 
a) está integralmente prescrita. 
b) está prescrita em relação aos danos imateriais, mas não em relação aos danos materiais. 
c) não está prescrita, mas os danos estéticos são quantificados a título de danos morais, não comportando 
cumulação desses pedidos. 
d) não está prescrita e deverá englobar todos os pedidos formulados. 
e) está prescrita em relação aos danos materiais, mas não em relação aos danos imateriais. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, por aplicação do art. 206, §3º, inc. V: “Prescreve em três anos a pretensão de 
reparação civil”. 
A alternativa B está incorreta, porque, pela dicção do supracitado art. 206, §3º, inc. V, não há distinção entre 
os prazos para ambos os danos. 
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A alternativa C está incorreta, já que a jurisprudência há tempos reconhece a autonomia do dano estético 
em relação ao dano moral, ambos de índole extrapatrimonial, gênero. 
A alternativa D está correta, já que deixa claro o art. 200 que “Quando a ação se originar de fato que deva 
ser apurado no juízo criminal, não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva”. Por isso, o 
prazo começou a correr apenas em 12/2012, vencendo-se, por aplicação do art. 206, §3º, inc. V, apenas em 
12/2015. 
A alternativa E está incorreta, pelas mesmas razões expostas na alternativa B, supracitada. 
9. (VUNESP / TJ-RJ - 2016) Mark e Christina divorciaram-se consensualmente, estabelecendo a guarda 
unilateral para a mãe doúnico filho, Piero, em razão de sua tenra idade (3 anos). Estabeleceram, ainda, 
que o pai pagaria R$ 2.000,00 por mês a título de alimentos. Mark, aproveitando-se da boa situação 
financeira da ex-cônjuge, jamais pagou os alimentos ajustados, mas cumpria os demais deveres 
decorrentes da paternidade. Quando Piero completou 18 anos, ajuizou execução de alimentos em face de 
Mark. 
Nesse cenário, é correto afirmar que 
a) Piero poderá executar apenas os últimos 2 anos das prestações alimentares. 
b) Piero poderá executar apenas os últimos 5 anos das prestações alimentares. 
c) estão prescritas as prestações alimentares, ressalvada a possibilidade de Piero pleitear perdas e danos de 
sua mãe, que detinha sua guarda e manteve-se inerte no período. 
d) a inércia durante o longo período acarretou na exoneração de Mark, ressalvada a possibilidade de Piero 
ajuizar ação para constituir nova obrigação alimentar. 
e) Piero poderá executar as prestações alimentares devidas desde quando tinha 3 anos de idade. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, por aplicação do art. 197, inc. II: “Não corre a prescrição entre ascendentes e 
descendentes, durante o poder familiar”. 
A alternativa B está incorreta, invocando essa alternativa a regra prescricional alimentar do defunto 
CC/1916. 
A alternativa C está incorreta, ainda que, de fato, eventualmente, a inércia de sua mãe lhe tenha prejudicado 
no período. 
A alternativa D está incorreta, pelo entendimento doutrinário e jurisprudencial de que o direito aos 
alimentos é imprescritível, em decorrência natureza da verba e da interpretação dada ao art. 1.707: “Pode 
o credor não exercer, porém lhe é vedado renunciar o direito a alimentos, sendo o respectivo crédito 
insuscetível de cessão, compensação ou penhora”. 
A alternativa E está correta, já que, pelo art. 197, inc. II, não correu a prescrição entre Piero e o pai, sendo 
executáveis os alimentos desde a estipulação dos alimentos, nesse caso. 
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10. (CESPE / TJ-DFT - 2016) Suponha que, entabulado contrato facultativo de seguro de vida e acidentes 
pessoais, em decorrência do sinistro, o segurado pleiteou da seguradora o respectivo pagamento. Assinale 
a opção correta no que se refere à prescrição. 
a) O prazo prescricional anual é interrompido com o pedido administrativo do pagamento, bem como com 
o pagamento parcial, diante da nova pretensão de complementação. 
b) O prazo prescricional anual é interrompido com o pedido administrativo do pagamento, voltando a correr 
por inteiro a partir de eventual negativa da seguradora. 
c) O prazo prescricional trienal é suspenso com o pedido administrativo de pagamento, voltando a correr a 
partir de eventual negativa da seguradora. 
d) O prazo prescricional anual é suspenso com o pedido administrativo do pagamento, voltando a correr pelo 
tempo restante a partir da eventual negativa da seguradora, mas se há pagamento parcial o prazo é 
interrompido voltando a correr por inteiro. 
e) Na hipótese de resseguro, o prazo prescricional é diverso do previsto para a ação do segurado contra o 
segurador. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo a Súmula 229 do STJ: “O pedido do pagamento de indenização à 
seguradora suspende o prazo de prescrição até que o segurado tenha ciência da decisão”. 
A alternativa B está incorreta, por aplicação da supracitada Súmula 229 do STJ. 
A alternativa C está incorreta, por força do art. 206, §1, inc. II: “Prescreve em um ano a pretensão do 
segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele”. 
A alternativa D está correta, ainda que tecnicamente incorreto o entendimento do STJ. Isso porque o 
pagamento a menor cria nova pretensão, pretensão de complementação do valor pago inadequadamente, 
pelo que prazo prescricional diferente começa a correr quando do pagamento a menor. A pretensão inicial 
de cobrança em face do seguro nasce nas hipóteses do art. 206, §1º, inc. I, alíneas a e b, suspendendo-se 
com o pedido administrativo. A pretensão de complementação nasce quando do pagamento feito a menor, 
que pode ocorrer tanto quando a segurada faz o pagamento, a menor, voluntariamente, quanto quando a 
seguradora faz o pagamento, a menor, depois de instada extrajudicialmente por pedido administrativo. 
São pretensões diferentes, portanto, pelo que tecnicamente incorreto dizer que a primeira pretensão se 
interrompe e recomeça a fluir, porque a pretensão de recebimento pelo segurado já se exauriu com o 
pagamento feito (a menor) pela seguradora. Não obstante, é possível compreender o que pretendia o 
examinador, ainda que por linhas tortas... 
Vide o julgado do STJ a respeito: “CIVIL. SEGURO. LEGITIMIDADE PASSIVA. CORRETORA. MESMO GRUPO 
ECONÔMICO. PRESCRIÇÃO - PRAZO - ART. 178, § 6º DO C. CIVIL - ART. 27 DO CDC - NÃO INCIDÊNCIA. 
PAGAMENTO A MENOR. PEDIDO ADMINISTRATIVO. PRAZO SUSPENSO. SÚMULA 229. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. 
II - A ação para complementar indenização securitária prescreve em um ano, tendo como termo inicial a data 
de ciência, pelo segurado, do pagamento incompleto. III - O pedido de pagamento da indenização, mesmo 
quando se refira a uma parcela, suspende o prazo prescricional, até que o segurado tome conhecimento da 
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resposta negativa da seguradora. Incide a Súmula 229 (REsp 842.688/SC, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES 
DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/03/2007, DJ 21/05/2007, p. 576)”. 
A alternativa E está incorreta, já que se o resseguro é o “seguro do seguro”, nada mais lógico do que aplicar 
as mesmas regras prescricionais a ele. Esse é, inclusive, o entendimento do STJ: “RECURSO ESPECIAL. CIVIL E 
PROCESSUAL CIVIL. ACIDENTE FATAL EM POUSO FORÇADO DE HELICÓPTERO. INDENIZAÇÃO PAGA PELA 
SEGURADORA. RESSEGURO. COBRANÇA. PRESCRIÇÃO ÂNUA. 2. Qualquer pretensão do segurado contra o 
segurador, ou deste contra aquele, prescreve em um ano (art. 178, § 6º, do Código Civil/1916 e art. 206, II, 
do Código Civil atual), regra que alcança o seguro do segurador, isto é, o resseguro (REsp 1170057/MG, Rel. 
Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 17/12/2013, DJe 13/02/2014)”. 
11. (VUNESP / TJM-SP - 2016) Sobre a decadência, assinale a alternativa correta. 
a) Não corre a decadência contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. 
b) Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência convencional, desde que existam nos autos elementos para 
conhecê-la. 
c) Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem ou 
interrompem a prescrição. 
d) Se a decadência for legal, a parte a quem aproveita deve alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o 
juiz não pode suprir a alegação, em razão de renúncia tácita. 
e) A decadência fixada em lei poderá ser renunciada por sujeito maior e com plena capacidade. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme o art. 198, inc. III: “Também não corre a prescrição contra os que 
se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra”. 
A alternativa B está incorreta, de acordo com o art. 211: “Se a decadência for convencional, a parte a quem 
aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação”. 
A alternativa C está correta, segundo o art. 207: “Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à 
decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição”. 
A alternativa D está incorreta, pela regra do art. 210: “Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando 
estabelecida por lei”. 
A alternativa E está incorreta, consoante o art. 209: “É nula a renúncia à decadência fixada em lei”. 
12. (CESPE / TRF-5ª R - 2015) Acerca da prescrição, assinale a opção correta.a) Entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal, o prazo prescricional poderá ser interrompido, 
mas não suspenso, já que vai de encontro à ordem pública o alongamento indefinido do prazo. 
b) Diferentemente do que ocorre com a renúncia expressa, o Código Civil estabelece que a renúncia tácita à 
prescrição somente poderá ocorrer após a consumação do prazo. 
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c) Por ser medida que vai ao encontro do interesse público, a redução dos prazos prescricionais é permitida 
pelo Código Civil. 
d) A prescrição poderá ser alegada por cônjuge, ascendente ou descendente, da parte que aproveite, caso 
seja demonstrado benefício jurídico que os afete direta ou indiretamente 
e) De acordo com o STJ, o termo inicial do prazo prescricional das ações indenizatórias, em observância ao 
princípio da actio nata, é a data em que a lesão e os seus efeitos são constatados. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que o art. 197, inc. I (“Não corre a prescrição entre os cônjuges, na 
constância da sociedade conjugal”) estabelece causa de suspensão da prescrição, não de interrupção. 
A alternativa B está incorreta, segundo o art. 191: “A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e 
só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição”. 
A alternativa C está incorreta, conforme a literalidade do art. 192: “Os prazos de prescrição não podem ser 
alterados por acordo das partes”. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com a parte final do art. 193: “A prescrição pode ser alegada em 
qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita”. 
A alternativa E está correta, como estabelece recorrentemente o STJ: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 
TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO DE COBRANÇA DE HONORÁRIOS AD EXITUM. O termo inicial 
do prazo de prescrição da pretensão ao recebimento de honorários advocatícios contratados sob a condição 
de êxito da demanda judicial, no caso em que o mandato foi revogado por ato unilateral do mandante antes 
do término do litígio judicial, é a data do êxito da demanda, e não a da revogação do mandato. Na hipótese 
de prestação de serviços advocatícios com cláusula de remuneração quota litis, resta claro que o 
compromisso do advogado que, em regra, representa obrigação de meio, ou seja, independe do sucesso na 
pretensão deduzida em juízo assume a natureza de obrigação de resultado, vinculando o direito à 
remuneração do profissional a um julgamento favorável na demanda judicial. No caso em análise, no 
momento da revogação do mandato, o advogado destituído não tinha o direito de exigir o pagamento da 
verba honorária, uma vez que, naquela altura, ainda não se verificara a hipótese gravada em cláusula 
condicional incerta (arts. 121 e 125 do CC). A par disso, cumpre esclarecer que o princípio da actio nata 
orienta que somente se inicia o fluxo do prazo prescricional se existir pretensão exercitável por parte daquele 
que suportará os efeitos do fenômeno extintivo (art. 189 do CC). Desse modo, inexistindo o direito material, 
não se pode cogitar de sua violação e, por consequência, da pretensão. Portanto, não há que se falar na 
incidência de prescrição sobre pretensão nascitura. Nessa perspectiva, é desarrazoado imputar a uma parte 
contratante o pesado ônus da prescrição se não lhe era possível exigir da outra parte o cumprimento da 
obrigação. Na hipótese em foco, nem mesmo o an debeatur era certo, porque subordinado a fato 
superveniente imprevisível (sucesso ou insucesso da demanda judicial). Contra non valentem agere non 
currit praescriptio: a prescrição não corre contra quem não pode agir, em sua tradução livre. Além disso, não 
se afigura adequado entender pela possibilidade de ajuizamento de ação de arbitramento e cobrança dos 
honorários contratuais imediatamente após a revogação do mandato. Isso porque o resultado favorável ao 
procurador nessa demanda poderia contrariar frontalmente o que fora avençado entre as partes, caso os 
pedidos da demanda inicial fossem julgados posteriormente improcedentes. Em outras palavras, o 
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arbitramento judicial anterior à definitiva solução da demanda judicial imporia ao constituinte-contratante 
o pagamento de honorários advocatícios que, a rigor, não seriam devidos, se houvesse julgamento de 
improcedência da demanda inicial (REsp 805.151-SP, Rel. Min. Raul Araújo, Rel. para acórdão Min. Antonio 
Carlos Ferreira, julgado em 12/8/2014, DJe 28/4/2015)”. 
13. (FCC / TJ-SE - 2015) José X doou um imóvel a Joana Y, sendo a liberalidade pura e simples. Passados 
alguns anos, a donatária caluniou o doador, que pretende revogar a doação e obter indenização por dano 
moral. Esses pedidos sujeitam-se: 
a) a prazo decadencial e prescricional, respectivamente. 
b) a prazo prescricional e decadencial, respectivamente. 
c) a prazo nenhum, seja prescricional, seja decadencial. 
d) ambos a prazo decadencial. 
e) ambos a prazo prescricional. 
Comentários 
Para responder a essa questão, bastava lembrar da classificação de Agnelo Amorim Filho. 
Ao doar o bem, José constituiu uma relação jurídica proprietária para Joana; ao revogar, pretende 
desconstituir essa relação (lembre-se que a revogação, ao retirar a vox do ato jurídico, retira-lhe elemento 
existencial, pelo que a doação havida, e revogada, é inexistente no plano jurídico). Por isso, necessária uma 
ação (des)constitutiva. Se há prazo fixado em lei para essa desconstituição (art. 559), trata-se de situação 
que se sujeita à decadência, portanto. 
Na segunda situação, José pretende condenar Joana a lhe prestar indenização pela calúnia. Se a ação que se 
presta a tanto é a ação condenatória (indenizatória por danos extrapatrimoniais), o prazo em questão é um 
prazo prescricional (art. 206, §3º, inc. V). 
Assim, correta a alternativa A, por aplicação do art. 559 (“A revogação por qualquer desses motivos deverá 
ser pleiteada dentro de um ano, a contar de quando chegue ao conhecimento do doador o fato que a 
autorizar, e de ter sido o donatário o seu autor”) à primeira espécie, e do art. 206, §3º, inc. V (“Prescreve em 
três anos a pretensão de reparação civil”), à segunda. 
As alternativas B, C, D e E estão incorretas, consequentemente. 
14. (VUNESP / TJ-SP - 2015) Assinale a alternativa correta. 
a) A interrupção da prescrição por um credor aproveita aos outros. 
b) A exceção possui prazo autônomo e diverso que a pretensão. 
c) A decadência convencional não é suprível por declaração judicial não provocada. 
d) A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários aproveita incondicionalmente aos 
demais. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 204: “A interrupção da prescrição por um credor não aproveita 
aos outros; semelhantemente, a interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudica 
aos demais coobrigados”. 
A alternativa B está incorreta, nos termos do art. 190: “A exceção prescreve no mesmo prazo em que a 
pretensão”. 
A alternativa C está correta, conforme o art. 211: “Se a decadência for convencional, a parte a quem 
aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação”. 
A alternativa D está incorreta, na dicção do art. 204, §1º: “A interrupção por um dos credores solidários 
aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e 
seus herdeiros”. 
15. (TRT-6ª R / TRT-16ª R-MA- 2015) Sobre a prescrição, é CORRETO afirmar: 
a) A prescrição somente poderá ser arguida até a prolação da sentença, pela parte a quem aproveitar. 
b) A prescrição interrompida é retomada a partir do ato em que a interrompeu, ou a partir do último ato do 
processo que a interrompeu. 
c) Não correrá prescrição entre cônjuges, na constância da sociedade conjugal, tampouco entre ascendentes 
e descendentes, durante o poder familiar, mas não há qualquer empecilho à sua ocorrência contra os 
indivíduos que se acharem a serviço das forças armadas em tempos de guerra. 
d) Acaso seja a prescrição suspensa em favor de um dos credores solidários, esta, como regra, aproveitará a 
todos os demais. 
e) Na ausência de legislação específica, prevendo de forma diversa, o prazo prescricional será de quinze anos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, de acordo com o art. 193: “A prescrição pode ser alegada em qualquer grau 
de jurisdição, pela parte a quem aproveita”. 
A alternativa B está correta, pela literalidade do art. 202, parágrafo único: “A prescrição interrompida 
recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do último ato do processo para a interromper”. 
A alternativa C está incorreta, segundo o art. 198, inc. III: “Também não corre a prescrição contra os que se 
acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra”. 
A alternativa D está incorreta, conforme o art. 201: “Suspensa a prescrição em favor de um dos credores 
solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível”. 
A alternativa E está incorreta, pela regra geral do art. 205 do CC/2002, “A prescrição ocorre em dez anos, 
quando a lei não lhe haja fixado prazo menor”. 
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16. (FCC / TRT-23ª R-MT - 2015) José, quando tinha 16 anos e 1 mês, foi atropelado por Caio. Quatro 
anos e meio depois José ajuizou ação de reparação civil. A pretensão: 
a) não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, não fluiu contra José durante a incapacidade 
absoluta. 
b) decaiu, pois o prazo aplicável ao caso, de 4 anos, fluiu contra José, tendo em vista que, em regra, não se 
aplicam à decadência as causas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição. 
c) não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 5 anos, ainda não se ultimou, ainda que não se 
considere a incapacidade absoluta de José à época dos fatos. 
d) prescreveu, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, fluiu contra José, que era relativamente incapaz à 
época do fato. 
e) não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, não fluiu contra José durante a incapacidade 
relativa. 
Comentários 
Para resolver esse exercício, tenha em conta que José, na data da propositura da ação, tinha 20 anos e 7 
meses. 
A alternativa A está incorreta, quase correta; de fato, não fluía enquanto ele era absolutamente incapaz. No 
entanto, basta lembrar que cessou a incapacidade absoluta aos 16 anos, contando-se a partir daí o prazo 
prescricional legal. 
A alternativa B está incorreta, porque por se tratar de ação condenatória, o prazo é prescricional, e não 
decadencial. 
A alternativa C está incorreta, por conta do art. 206, §3º, inc. V: “Prescreve em três anos a pretensão de 
reparação civil”. 
A alternativa D está correta, por aplicação do art. 198, inc. I (“Também não corre a prescrição contra os 
incapazes de que trata o art. 3º”), que remete ao menor de 16 anos, apenas, em conjugação com o art. 206, 
§3º, inc. V, supracitado, estando prescrita a pretensão desde que José completara 19 anos e 1 mês. 
A alternativa E está incorreta, de acordo com o a supracitada regra do art. 198, inc. I. 
17. (FCC / TRT-23ª R-MT - 2015) Maurício e Odete celebraram, por instrumento particular em que se 
avençou tratarem-se de credores solidários, contrato de mútuo por meio do qual entregaram R$10.000,00 
a Nilce. Esta se obrigou a devolver o montante em 1º de julho de 2007. Não cumprida a obrigação, Maurício 
protestou judicialmente Nilce, em 1º de julho de 2011, nos termos da lei processual civil. Como Nilce 
continuou inadimplente, Odete ajuizou ação em 4 de julho de 2015. A pretensão de Odete 
a) está prescrita, pois a interrupção da prescrição nunca aproveita aos demais credores, ainda que solidários. 
b) não está prescrita, pois a interrupção da prescrição aproveita ao credor solidário. 
c) está prescrita, pois embora a interrupção da prescrição aproveite ao credor solidário, transcorreu, do 
termo, o prazo prescricional de 3 anos, aplicável ao caso. 
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d) está prescrita, pois o protesto judicial, ainda que nos ternos da lei processual civil, não interrompe a 
prescrição. 
e) não está prescrita, pois a interrupção da prescrição sempre aproveita aos credores, solidários ou não. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dada a previsão da primeira parte do art. 204, §1º: “A interrupção por um dos 
credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário 
envolve os demais e seus herdeiros”. 
A alternativa B está correta, pela conjugação do art. 204, §1º, supracitado, com o art. 202, inc. II: “A 
interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á por protesto”. 
A alternativa C está incorreta, segundo o art. 206, §5º, inc. I: Prescreve em cinco anos a pretensão de 
cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular”. 
A alternativa D está incorreta, pela literalidade do art. 202, inc. II. 
A alternativa E está incorreta, porque, em regra, a interrupção da prescrição não aproveita aos credores, 
nem prejudica os devedores: “Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; 
semelhantemente, a interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais 
coobrigados”. 
18. (FCC / TJ-CE - 2015) O Código Civil, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, estabelece um prazo 
geral de prescrição de dez anos e alguns prazos especiais, entre eles o de cinco anos para certas pretensões, 
não incluindo aquelas contra a Fazenda Pública. Nesse caso, a disposição do Decreto nº 20.910, de 06 de 
janeiro de 1932, que fixa a prescrição quinquenal das pretensões contra a Fazenda Pública, 
a) foi revogada expressamente pelo Código Civil, na medida que dispôs integralmente sobre a matéria 
referente à prescrição. 
b) não foi revogada e só poderá vir a ser revogada por outro decreto. 
c) não mais regula a matéria, porque ela não pode prevalecer contra disposição de lei. 
d) foi revogada tacitamente, prevalecendo o prazo geral de dez anos para as pretensões contra a Fazenda 
Pública. 
e) continua em vigor, porque não se verifica nenhuma hipótese de revogação que a atinja e esse decreto 
ocupa a posição hierárquica de lei ordinária. 
Comentários 
Essa questão, a rigor, é de entendimento jurisprudencial. No entanto, bastava lembrar do art. 2º, §2º da 
LINDB: “A lei nova, que estabeleça disposição gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem 
modifica a lei anterior”. 
A alternativa E está correta, conforme já decidiu o STJ: “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. PETIÇÃO 
RECEBIDA COMO AGRAVO REGIMENTAL. APLICAÇÃO DO DECRETO 20.910/32. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL 
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NAS AÇÕES INDENIZATÓRIAS AJUIZADAS CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. ENTENDIMENTO FIRMADO EM 
RECURSO REPETITIVO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A Primeira Seção desta Corte Superior de 
Justiça, no julgamento do REsp. 1.251.993/PR, sob o rito do art. 543-C do CPC, firmou o entendimento de 
que deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previstono Decreto 20.910/32 nas ações 
indenizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública, em detrimento do prazo trienal contido do Código Civil de 
2002 (PET no AREsp 295.729/GO, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado 
em 20/05/2014, DJe 27/05/2014)”. 
As alternativas A, B, C e D estão incorretas, consequentemente. 
19. (FCC / TJ-AL - 2015) Em comentário ao Código Civil de 1916, escreveu Carpenter (Manual do Código 
Civil Brasileiro. Paulo de Lacerda, v. IV. p. 208. Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 1919): Desde as 
considerações introductorias desta obra (ns. 1-19, acima) viemos sempre salientando que a prescripção 
extinctiva era um instituto peculiar às acções, a saber, que ella extinguia acções, e somente acções. E ainda 
há pouco (n. 59), voltámos ao assumpto e lhe dedicámos as ultimas ponderações. Dada essa orientação, 
claro se torna que, mesmo antes de o externarmos, já está patente o nosso modo de pensar acerca do 
assumpto, a saber − as excepções não estão sujeitas a prescrever: são imprescritíveis. 
No Código Civil de 2002, a matéria foi resolvida de modo 
a) diferente, porque pela prescrição extingue-se a pretensão e a exceção prescreve no mesmo prazo em que 
a pretensão 
b) parcialmente diferente, porque pela prescrição extingue-se a ação, extinguindo-se o direito pela 
decadência e no mesmo prazo da ação extingue-se a exceção. 
c) idêntico, porque a prescrição extingue a ação, enquanto a decadência extingue o direito e as exceções são 
imprescritíveis. 
d) idêntico, porque a prescrição extingue a ação, enquanto a decadência extingue o direito, e nada dispôs 
sobre a prescrição das exceções. 
e) parcialmente diferente, porque pela prescrição extingue-se a pretensão e a exceção é imprescritível. 
Comentários 
A alternativa A está correta, por previsão expressa do art. 189 (“Violado o direito, nasce para o titular a 
pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206”) e do art. 190 (“A 
exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão”), ainda que o art. 189 continue com redação 
atécnica, dada a melhor doutrina de Pontes de Miranda. 
A alternativa B está incorreta, já que a prescrição não extingue a ação, mas apenas encobre a pretensão, 
que continua latente e material (vide a irrepetibilidade do pagamento da dívida prescrita). A alternativa, 
ademais, traz os conceitos que são o senso comum jurídico, absolutamente equivocado. Por isso, atenção! 
A alternativa C está incorreta, pelas mesmas razões expostas na alternativa anterior. 
A alternativa D está incorreta, pelas mesmas razões expostas na alternativa A, dada a literalidade do art. 
189. 
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A alternativa E está incorreta, igualmente, dado o mesmo argumento utilizado nas alterantivas A e D. 
20. (CESPE / TJ-DFT - 2015) No que se refere aos institutos da prescrição e da decadência no direito 
civil, assinale a opção correta. 
a) As causas suspensivas dos prazos prescricionais se justificam pela ausência da inércia do credor e 
envolvem, assim, uma atitude deliberada do credor em direção à preservação do seu direito 
b) O rol das causas suspensivas da prescrição previstas na lei civil é, ao contrário do que ocorre com o das 
causas interruptivas, exemplificativo — numerus apertus. 
c) É admissível, por expressa convenção, renunciar previamente à prescrição, desde que a situação não 
envolva direito de pessoa incapaz. 
d) O juiz deve conhecer, de ofício, a decadência prevista em lei ou a convencionada livremente pelos 
interessados. 
e) Se, de negócio nulo, resultarem consequências patrimoniais capazes de ensejar pretensões, será possível 
a incidência, quanto a estas, da prescrição. 
Comentários 
Essa é uma daquelas questões difíceis para o professor, não pelo conteúdo, mas pelo que ele prefere ensinar 
ao aluno. Isso porque, a alternativa apontada pela banca como correta e) se baseia na literalidade de um 
Enunciado do CJF, mas que é altamente controvertido e cuja doutrina nunca teve nem nunca deve ter 
maioria consolidada. Já uma das assertivas apontada como incorreta b) tem jurisprudência recorrente do STJ 
dando sustentação a ela, bem como boa parte da doutrina a sustentando, mas não há unanimidade e vez ou 
outra um doutrinador ou julgado discordam... E aí, qual está certa? 
Fico entre a cruz e a caldeirinha. O CESPE, habitualmente, pende pela jurisprudência, mas, nesse caso, deu 
um “cavalo de pau” e ignorou o STJ e resolveu esposar o entendimento do CJF. Vai entender. Eu vou manter 
o gabarito oficial (sob protestos), mas explico em detalhes as controvérsias nas próprias alternativas. 
A alternativa A está incorreta, porque a ausência de inércia ocorre na interrupção da prescrição; na 
suspensão, inércia há, mas não imputável ao credor que assim permanece, conforme explicado 
detalhadamente ao longo da aula. 
A alternativa B está incorreta, segundo a banca, já que a jurisprudência apontaria que tanto o rol de causas 
suspensivas quanto o rol de causas interruptivas seriam meramente exemplificativos. 
No entanto, essa alternativa está correta. Explico. Primeiro, por aplicação do brocardo latino contra non 
valentem agere non currit praescriptio. São numerosos os exemplos da jurisprudência acatando o rol 
exemplificativo das causas de suspensão. 
O STJ, num único julgado (REsp 1173403/RS), estabelece que o rol das causas de interrupção também não 
seria taxativo; no entanto, a rigor, analisando o voto do relator em detalhe, ele não afirma que o rol das 
causas de interrupção é exemplificativo. Ao contrário, reafirma que ele é taxativo, mas que permite 
interpretação extensiva. 
Paulo H M Sousa
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Ora, basta lembrar a distinção entre interpretação e integração da aula da LINDB para saber que 
interpretação se aplica no caso de existência de norma (no caso, os incisos do art. 202), ao passo que 
integração se aplica no caso de lacuna; aí, o juiz analisa a situação por analogia, por exemplo. Assim, se o rol 
é exemplificativo é porque existem outras situações não previstas em lei, necessitando-se da integração. 
É o que faz o STJ com as causas suspensivas. Não à toa, a Corte usa um método de integração bastante 
conhecido: os princípios gerais do direito; contra non valentem agere non currit praescriptio! Se integra, há 
lacuna, pelo que se trata de um rol exemplificativo. 
O mesmo não ocorre com as causas de interrupção. Rol taxativo que são, permitem apenas interpretação, 
no caso, extensiva. No julgado que mencionei, o relator aponta se poder interpretar extensivamente os 
dispositivos do art. 202 para se compreender que a interpelação extrajudicial também interromperia a 
prescrição. 
Ou seja, em momento algum se afirmou haver um rol exemplificativo de causas interruptivas da prescrição. 
E, no fim, o relator afasta a discussão, dizendo se tratar a situação de suspensão da prescrição, e não 
interrupção. Daí para a banca dizer que há decisão do STJ a respeito, é dose... 
A alternativa C está incorreta, segundo o art. 191: “A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e 
só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia 
quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição”. 
A alternativa D está incorreta, conforme o art. 211: “Se a decadência for convencional, a parte a quem 
aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação”. 
A alternativa E está correta, segundo a banca, conforme se extrai do Enunciado 536 do CJF: “Resultando do 
negócio jurídico nulo consequências patrimoniais capazes de ensejar pretensões, é possível, quanto a estas, 
a incidência da prescrição”. 
No entanto, o própriorelator do enunciado reconhece: “Parece preponderar na doutrina pátria, não sem 
discordância respeitável, o entendimento de que não há prescrição da pretensão ao reconhecimento de 
nulidade em negócio jurídico, embora os seus adeptos optem pela apresentação de fundamentos distintos. 
Nesse sentido, argumenta-se que a ação de nulidade é de natureza constitutiva e, quando não se encontra 
submetida a prazo decadencial específico, é imprescritível (...). O tema, na seara pretoriana, ainda não 
recebeu tratamento uniforme, havendo precedentes tanto pela sujeição à prescrição com a aplicação do 
prazo geral, quanto pela imprescritibilidade”. 
Ou seja, esse é um tema ainda distante de um mínimo de concordância. Em realidade, a doutrina e a 
jurisprudência, em sua maioria, apontam pela imprescritibilidade, a despeito de, na esteira da teoria 
científica de Agnelo Amorim Filho, se compreender que a pretensão declaratória, em si, é imprescritível, mas 
os efeitos condenatórios das ações declaratórias prescrevem. 
21. (FCC / TJ-SC - 2015) A vítima de um acidente automobilístico ajuizou, um ano após o fato, ação 
indenizatória contra o condutor, a quem o proprietário confiara o veículo, ocorrendo imediatamente a 
citação. Achando-se ainda o processo em curso, mas já passados quatro anos do acidente, a vítima propôs 
ação indenizatória contra o proprietário do automotor, que, na contestação, alegou inviabilidade do 
pedido, em razão da pretensão já deduzida contra o condutor, e prescrição. Nesse caso, 
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a) o juiz deverá extinguir o processo, porque a propositura da ação contra um dos devedores importa 
renúncia do direito em relação ao outro. 
b) ambas as alegações do réu encontram respaldo na lei. 
c) nenhuma das alegações do réu deve ser acolhida. 
d) apenas a alegação de inviabilidade do pedido, em razão da pretensão já deduzida contra o condutor, é 
acolhível. 
e) apenas a arguição de prescrição é acolhível. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pela literalidade do art. 204, §1º: “A interrupção por um dos credores 
solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os 
demais e seus herdeiros”. 
A alternativa B está incorreta, dado que o STJ estabelece, há tempos, a solidariedade entre condutor e 
proprietário, pelos danos causados: REsp 145.358/MG, Rel. Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, 
QUARTA TURMA, julgado em 29/10/1998, DJ 01/03/1999, p. 325. 
A alternativa C está correta, já que a responsabilidade de ambos é solidária (STJ, alternativa B), pelo que a 
interrupção da prescrição o envolve (art. 204, §1º, alternativa A), estando ainda a pretensão no prazo 
prescricional trienal (art. 206, §3º, inc. V: “Prescreve em três anos a pretensão de reparação civil”. 
A alternativa D está incorreta, na literalidade do art. 275, parágrafo único: “Não importará renúncia da 
solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um ou alguns dos devedores”. 
A alternativa E está incorreta, mais uma vez, aplicando-se o art. 204, §1º c/c o art. 206, §3º, inc. V. 
22. (FCC / TRT-1ª R-RJ - 2015) Maria José trabalhou como empregada doméstica para Silvana, no 
período de 03/05/2003 a 09/07/2010, quando foi dispensada sem justa causa. Por ocasião da dispensa, 
Silvana informou a Maria José que estava passando por dificuldades financeiras e que não possuía os 
recursos necessários ao pagamento das verbas rescisórias, mas, assim que estivesse em melhor situação, 
entraria em contato para quitar sua dívida. Em 10/03/2015, Silvana efetuou o pagamento do que era 
devido a Maria José. Entretanto, ao voltar para casa, o filho de Silvana, advogado recém-formado, 
discordou de sua decisão, pois a dívida já estava prescrita há mais de dois anos. Por conta disso, ofereceu-
se a ajuizar uma ação de repetição de indébito em face de Maria José. Diante desta situação, Silvana 
a) faz jus a reaver a quantia paga, pois se trata de enriquecimento sem causa de Maria José. 
b) não faz jus a reaver a quantia paga, pois se trata de cumprimento espontâneo de obrigação natural. 
c) não faz jus a reaver a quantia paga, pois as obrigações alimentícias são imprescritíveis. 
d) faz jus a reaver a quantia paga, pois agiu em erro de direito escusável. 
e) não faz jus a reaver a quantia paga, pois, na hipótese, a prescrição é quinquenal. 
Comentários 
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Essa questão demonstra a incorreção do art. 189 do CC/2002, já que a prescrição não extingue a ação, mas 
apenas a encobre, daí o descabimento da repetição dos valores pagos por dívida prescrita. 
A alternativa A está incorreta, já que, obviamente, o enriquecimento de Maria José tem causa, qual seja, a 
dívida de Silvana para com ela. 
A alternativa B está correta, nos termos do art. 882: “Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida 
prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente inexigível”. 
A alternativa C está incorreta, porque apenas os alimentos de natureza pessoal (direito de família) são 
imprescritíveis; ademais, a pretensão alimentar prescreve, conforme estabelece a Lei Civil e a Lei Trabalhista. 
A alternativa D está incorreta, porque não “representou falsamente a realidade” Silvana, já que a dívida 
continuava materialmente válida. 
A alternativa E está incorreta, nos termos do art. 7º da CF/1988: “São direitos dos trabalhadores urbanos e 
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, ação, quanto aos créditos resultantes 
das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até 
o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho”. 
23. (FCC / TJ-RR - 2015) A respeito da prescrição e da decadência considere as seguintes afirmações: 
I. A prescrição e a decadência fixadas em lei são irrenunciáveis. 
II. A decadência convencional pode ser alegada pela parte a quem aproveita somente dentro do prazo da 
contestação, mas a decadência legal pode ser alegada a qualquer tempo no processo e o juiz dela deverá 
conhecer de ofício. 
III. O juiz pode, de ofício, reconhecer a prescrição, ainda que a pretensão se refira a direitos patrimoniais, 
mas não pode, de ofício, suprir a alegação, pela parte, de decadência convencional. 
IV. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem 
ou interrompem a prescrição. 
V. Não corre prescrição pendente condição suspensiva ou ação de evicção. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II, III e IV. 
b) I, II e III. 
c) III, IV e V. 
d) I, II e IV. 
e) II, IV e V. 
Comentários 
O item I está incorreto, segundo o art. 209: “É nula a renúncia à decadência fixada em lei”. 
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O item II está incorreto, na literalidade do art. 211: “Se a decadência for convencional, a parte a quem 
aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação”. 
O item III está correto, conforme o já supracitado art. 211 e o art. 332, § 1º do CPC: “O juiz também poderá 
julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de 
prescrição”. 
O item IV está correto, de acordo com o art. 207: “Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à 
decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição”. 
O item V está correto, pela prescrição do art. 199, inc. I (“Não corre igualmente a prescrição pendendo 
condição suspensiva”) e inc. III (“Não corre igualmente a prescrição pendendo ação de evicção”). 
A alternativa C está correta, portanto.24. (FCC / TJ-PE - 2015) Se adotado o seguinte critério distintivo proposto por Agnelo Amorim Filho: 1º) 
Estão sujeitas a prescrição: todas as ações condenatórias e somente elas (arts. 177 e 178 do Código Civil); 
2º) Estão sujeitas a decadência (indiretamente), isto é, em virtude da decadência do direito a que 
correspondem): as ações constitutivas que têm prazo especial de exercício fixado em lei; 3º) São perpétuas 
(imprescritíveis): a) as ações constitutivas que não tem prazo especial de exercício fixado em lei; e b) todas 
as ações declaratórias. (Critério científico para distinguir a prescrição da decadência e para identificar as 
ações imprescritíveis, RT 300/7), 
I. a ação de investigação de paternidade é imprescritível, a ação de anulação de casamento por erro essencial 
quanto à pessoa do outro cônjuge sujeita-se a prazo decadencial e a ação de petição de herança sujeita-se a 
prescrição. 
II. a ação de anulação de negócio jurídico por erro substancial é imprescritível, a ação de despejo por falta 
de pagamento sujeita-se a decadência e a ação de indenização por ato ilícito sujeita-se a prescrição. 
III. a ação de nulidade de negócio jurídico por incapacidade absoluta do agente é imprescritível, a ação 
renovatória de contrato de locação comercial sujeita-se a decadência e a ação de indenização por dano moral 
sujeita-se a prescrição. 
IV. a ação de anulação de negócio jurídico por incapacidade relativa do agente é imprescritível, a ação de 
rescisão de contrato por inadimplemento de uma das partes sujeita-se a decadência e a ação de cobrança 
de indenização de seguro de vida sujeita-se a prescrição. 
V. a ação para reconhecimento de invalidade de contrato que tenha por objetivo herança de pessoa viva é 
imprescritível, a ação de anulação de venda de ascendente para descendente sem a anuência dos demais 
descendentes sujeita-se a prazo decadencial e a ação de revogação de doação por ingratidão do donatário 
sujeita-se a prescrição. 
Segundo o critério distintivo proposto por Agnelo Amorim, está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e V. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) II e IV 
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e) III e V. 
Comentários 
Essa é a questão mais difícil de Direito Civil que eu já vi na vida! Disparado. Não há igual. Nunca houve. 
Dificilmente haverá. Tão difícil que eu a critico porque ela não serve para selecionar um candidato melhor 
que outro, já que desconfio que quem acertou o fez no “chute”, em regra. 
Em realidade, não era tão difícil se o candidato lembrasse bem da doutrina de Agnelo Amorim Filho, mas o 
trabalho era por si só dificílimo. Agora, saber cada uma das ações em todas as alternativas era trabalho 
hercúleo. Ou seja, essa é a questão mais difícil que eu já vi na vida para comentar item por item. 
Eu, sinceramente, no dia da prova, teria deixado essa questão para resolver apenas no final, se estivesse 
sobrando tempo, já que ela consumiria tempo de prova considerável. E olha que eu leciono Direito Civil há 
tempos. Essa, talvez, seja uma das questões mais interessantes para você, já que demonstra que ter 
conhecimento jurídico profundo não basta numa prova de concurso; necessário ter humildade para agir 
estrategicamente e deixar de lado uma questão que se sabe, sob pena de se comprometer o tempo de prova. 
O orgulho, às vezes, é devastador para quem está fazendo uma prova com tempo – e eu sei que o tempo de 
prova é curto, curto demais. Fique ligado! 
O item I está correto, porque a ação de investigação de paternidade é declaratória (incaducável), a ação de 
anulação de casamento por erro essencial quanto à pessoa do outro cônjuge é (des)constitutiva com prazo 
fixado em lei (decadência) e a ação de petição de herança é condenatória (prescrição). 
O item II está incorreto, pois a ação de anulação de negócio jurídico por erro substancial é (des)constitutiva 
com prazo fixado em lei (decadência), a ação de despejo por falta de pagamento é (des)constitutiva sem 
prazo fixado em lei (incaducável), mas seu efeitos condenatórios (cobrança de aluguéis e encargos) se 
sujeitam à prescrição e a ação de indenização por dano moral é condenatória (prescrição). 
O item III está correto, dado que a ação de nulidade de negócio jurídico por incapacidade absoluta do agente 
é (des)constitutiva sem prazo fixado em lei (incaducável), a ação renovatória de contrato de locação 
comercial é constitutiva (decadência) e a ação de indenização por dano moral é condenatória (prescrição). 
O item IV está incorreto, já que a ação de anulação de negócio jurídico por incapacidade relativa do agente 
é (des)constitutiva com prazo fixado em lei (decadência), a ação de rescisão de contrato por inadimplemento 
de uma das partes é (des)constitutiva sem prazo fixado em lei (incaducável), ainda que seus efeitos 
condenatórios (indenização por perdas e danos) se sujeitem à prescrição, e a ação de cobrança de 
indenização de seguro de vida é condenatória (prescrição). 
O item V está incorreto, dado que a ação para reconhecimento de invalidade de contrato que tenha por 
objetivo herança de pessoa viva é (des)constitutiva sem prazo fixado em lei (incaducável), a ação de anulação 
de venda de ascendente para descendente sem a anuência dos demais descendentes é (des)constitutiva com 
prazo fixado em lei (decadência) e a ação de revogação de doação por ingratidão do donatário é 
(des)constitutiva com prazo fixado em lei (decadência). 
A alternativa C está correta, portanto. 
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25. (FUNDEP / TJ-MG - 2014) Sobre as causas que impedem ou suspendem a prescrição, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
a) Não corre a prescrição quando prender condição suspensiva. 
b) Não corre a prescrição contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos 
Municípios. 
c) Não corre a prescrição contra os que se acharem a serviço das Forças Armadas, em tempo de paz. 
d) Não corre a prescrição quando prender ação de evicção. 
Comentários 
Essa questão foi anulada porque ao invés de escrever “pender” nas alternativas A e D, o examinador escreveu 
“prender”. Não obstante, convenhamos que era possível responder à questão sem maiores dificuldades. A 
banca, porém, resolveu anulá-la. 
Curioso como as bancas anulam questões às quais o candidato, se de boa-fé e usando minimamente da 
lógica, consegue responder, mas não anulam questões técnico-juridicamente equivocadas de maneira 
flagrante, às vezes sustentando a posição em entendimento minoritário da jurisprudência e/ou da doutrina... 
vai entender! 
Ainda assim, podemos analisar a questão sem maiores dificuldades. 
A alternativa A está correta, conforme o art. 199, inc. I: “Não corre igualmente a prescrição pendendo 
condição suspensiva”. 
A alternativa B está correta, de acordo com o art. 198, inc. II: “Também não corre a prescrição contra os 
ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios”. 
A alternativa C está incorreta, na dicção do art. 198, inc. III: “Também não corre a prescrição contra os que 
se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra”. 
A alternativa D está correta, nos termos do art. 199, inc. III: “Não corre igualmente a prescrição pendendo 
ação de evicção”. 
26. (VUNESP / TJ-SP - 2013) Acerca da prescrição e da decadência, é correto afirmar-se: 
a) Na forma do disposto no art. 202 do Código Civil, a prescrição e a decadência só podem ser interrompidas 
uma única vez. 
b) A pretensão para haver prestações de natureza alimentar é imprescritível. 
c) Quando a lei não fixar prazo menor, a prescrição ocorre em 10 anos. 
d) A prescrição deve ser alegada pelo réu na contestação, sob pena de preclusão. 
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A alternativa A está incorreta, pois o art. 202 é literal ao dispor que apenas a prescrição se interrompe, não 
a decadência. 
A alternativa B está incorreta, já que, apesar de o direito aos alimentos ser imprescritível, as prestações em 
si prescrevem no prazo bienal, segundo o art. 206, §2º. 
A alternativa C está correta, conforme o art. 205: “A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe 
haja fixado prazo menor”. 
A alternativa D está incorreta, pela literalidade do art. 193: “A prescrição pode ser alegada em qualquer grau 
de jurisdição, pela parte a quem aproveita”. 
27. (VUNESP / TJ-MT - 2009) Em relação à prescrição da ação de reparação de danos cometidos por 
agente público em 15 de abril de 2001, aponte a alternativa correta, no que diz respeito ao posicionamento 
do Superior Tribunal de Justiça. 
a) O entendimento minoritário é de que o prazo prescricional de três anos relativo à pretensão de reparação 
civil – Art. 206, § 3.º, V, do Código Civil de 2002 – prevalece sobre o quinquênio, em face do servidor. 
b) O entendimento daquela Corte é no sentido de que é de cinco anos o prazo prescricional da ação de 
indenização, e de qualquer outra natureza, proposta em face do servidor, nos termos do Art. 1.º do Decreto 
n.º 20.910/32. 
c) Considerando que o evento danoso ocorreu durante a vigência do Código Civil de 1916, não se aplica o 
prazo prescricional do Código Civil de 2002, prevalecendo a prescrição vintenária, pois trata-se de favorecer 
o administrado. 
d) A Corte não pacificou seu entendimento, havendo decisões no sentido de que ora podem ser aplicados os 
prazos estabelecidos no Código Civil, ora a prescrição quinquenal especial, para o servidor. 
e) A pretensão da reparação civil mantém-se submetida ao prazo prescricional de cinco anos, que é próprio 
para as ações condenatórias intentadas em face da Fazenda Pública, aplicando-se o Código Civil em face do 
servidor. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois, no caso, não se aplica o prazo do Código Civil em demandas de reparação 
civil contra a Fazenda Pública, mas, sim, aquele previsto no art. 1º do Decreto 20.910/1932 (“As dívidas 
passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda 
federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do 
ato ou fato do qual se originarem”). 
A alternativa B está incorreta, pois a Primeira Seção do STJ, no julgamento do REsp 1.251.993/PR (Rel. 
Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe de 19/12/2012), submetido ao rito do art. 
543-C do CPC, pacificou a orientação no sentido de que é quinquenal o prazo prescricional para a propositura 
da ação de qualquer natureza contra a Fazenda Pública, a teor do art. 1° do Decreto 20.910/32. 
A alternativa C está incorreta, pois, mais uma vez, o prazo prescricional aplicado não está estampado no 
Código Civil. 
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A alternativa D está incorreta, pois, à época do concurso, a questão havia sido decidida através do REsp 
910.625: “A Medida Provisória 2.180-35 editada em 24/08/2001, no afã de dirimir dúvidas sobre o tema, 
introduziu o art. 1º-C na Lei nº 9.494/1997 (que alterou a Lei 7.347/1985), estabelecendo o prazo 
prescricional de cinco anos para ações que visam a obter indenização por danos causados por agentes de 
pessoas jurídicas de direito público e privado prestadores de serviço público”. 
O art. 4º dessa MP assim dispunha: “A Lei 9.494, de 10 de setembro de 1997, passa a vigor acrescida dos 
seguintes artigos: Art. 1.º-C. Prescreverá em cinco anos o direito de obter indenização dos danos causados 
por agentes de pessoas jurídicas de direito público e de pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de 
serviços públicos”. 
A alternativa E está correta, pois em conformidade com o entendimento acima esposado. 
Promotor 
28. (MP/GO – MP/GO – Promotor de Justiça Substituto - 2019) Considerando as disposições do 
Código Civil sobre os fatos jurídicos, assinale a alternativa incorreta: 
a) Ainda que se trate de matéria de ordem pública, a decadência nem sempre pode ser conhecida de ofício 
pela autoridade judiciária. 
b) É nulo o negócio jurídico concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado, se 
tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou. 
c) A interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir o sentido que for mais benéfico à parte que não 
redigiu o dispositivo, se identificável. 
d) As partes poderão livremente pactuar regras de interpretação, de preenchimento de lacunas e de 
integração dos negócios jurídicos diversas daquelas previstas em lei. 
Comentários 
A alternativa A está correta, como preconiza o art. 211: “Se a decadência for convencional, a parte a quem 
aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação”. 
A alternativa B está incorreta, pois o art. 119 dispõe que: “É anulável o negócio concluído pelo representante 
em conflito de interesses com o representado, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com 
aquele tratou”. 
A alternativa C está correta, segundo art. 113, §1º, inc. IV: “A interpretação do negócio jurídico deve lhe 
atribuir o sentido que: for mais benéfico à parte que não redigiu o dispositivo, se identificável”. 
A alternativa D está correta, conforme dispõe o art. 113, §2º: “As partes poderão livremente pactuar regras 
de interpretação, de preenchimento de lacunas e de integração dos negócios jurídicos diversas daquelas 
previstas em lei”. 
29. (CESPE – MP/PI – Promotor de Justiça Substituto – 2019) No que se refere a conceitos e 
consequências da prescrição e da decadência, é correto afirmar que: 
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a) a decadência atinge diretamente o direito de ação e, assim, faz desaparecer o direito tutelado, ao passo 
que a prescrição, ao atingir o direito tutelado, tem como consequência a extinção da ação. 
b) a prescrição pode ser classificada como aquisitiva e extintiva, uma vez que o decurso do tempo, elemento 
comum às duas espécies, tem influência para a aquisição e a extinção de direitos. 
c) a prescrição, a perempção e a preclusão são institutos que geram a perda de direitos, sendo as duas 
primeiras de natureza material e a última, de natureza processual. 
d) a renúncia à prescrição é válida desde que seja expressa, não cause prejuízos a terceiros e seja realizada 
depois que a prescrição se consumar. 
e) os prazos prescricionais, em regra, são aqueles definidos por lei; contudo, por acordo das partes, eles 
podem ser alterados e novas causas de interrupção e suspensão podem ser criadas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a prescrição atinge a pretensão, e não o direito de ação, tornando a 
obrigação mutilada, de acordo com o art. 189: “Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se 
extingue, pela prescrição, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206”. Já a decadência é a perda de um 
direito potestativo, pela inércia de seu titular, que não o exerceu no tempo previsto em lei. 
A alternativa B está correta, uma vez que a prescrição aquisitiva ocorre pela aquisição de um direito pelo 
decurso do tempo, como no caso de usucapião. Já a prescrição extintiva extingue a pretensão, como 
estabelece o art. 189. De toda sorte, atécnica a perspectiva de “prescrição aquisitiva”, segundo a melhor 
doutrina. 
A alternativa C está incorreta, pois a prescrição é de natureza material, ao passo que a perempção e a 
preclusão são de natureza processual. A preclusão é a perda de uma faculdadeprocessual, já a perempção 
é a extinção da lide por abandono ou inépcia da inicial. 
A alternativa D está incorreta, já que a renúncia pode ser expressa ou tácita, conforme art. 191: “A renúncia 
da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a 
prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com 
a prescrição”. 
A alternativa E está incorreta, na previsão do art. 192: “Os prazos de prescrição não podem ser alterados por 
acordo das partes”. 
 
30. (FAPEC / MPE-MS - 2015) Assinale a alternativa correta acerca de prescrição e decadência: 
a) Na hipótese em que o Tribunal de Justiça suspenda, por força de ato normativo local, os atos processuais 
durante o recesso forense, o termo final do prazo decadencial que coincidir com a data abrangida pelo 
referido recesso não se prorroga para o primeiro dia útil posterior ao término deste. 
b) O termo inicial do prazo de prescrição para o ajuizamento da ação de indenização por danos decorrentes 
de crime – ação civil ex delicto – é a data do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, não se 
aplicando na hipótese a noção de independência entre as instâncias civil e penal. 
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c) É trienal o prazo prescricional da pretensão de ressarcimento de valores despendidos, pelo segurado, com 
procedimento cirúrgico não custeado, pela seguradora, por suposta falta de cobertura da apólice. 
d) Segundo o Supremo Tribunal Federal, a ação para anular venda de ascendente a descendente, sem 
consentimento dos demais, prescreve em quatro anos a contar da abertura da sucessão. 
e) A imprescritibilidade da ação de investigação de paternidade é estendida aos direitos patrimoniais que 
decorrem da filiação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o STJ: “RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. 
TERMO 'AD QUEM' IMPLEMENTADO DURANTE O RECESSO FORENSE. PRORROGAÇÃO DO PRAZO. 
CABIMENTO. PRECEDENTES. Controvérsia acerca da prorrogação do prazo prescricional que findou durante 
o recesso forense. Precedente da Corte Especial acerca da prorrogação do prazo decadencial da ação 
rescisória. Julgados desta Corte acerca da prorrogação do prazo prescricional. Reconhecimento da 
prorrogação do prazo prescricional findo no curso do recesso forense, devendo a demanda ser ajuizada no 
primeiro dia útil seguinte ao seu término. 5. Inocorrência de prescrição no caso concreto (STJ. REsp 
1.446.608/RS). 
A alternativa B está correta, igualmente segundo o STJ: “ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO 
REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. INDENIZAÇÃO. 
PRESCRIÇÃO. TERMO A QUO. TRÂNSITO EM JULGADO DA AÇÃO PENAL CONDENATÓRIA. PRECEDENTES. O 
termo a quo da prescrição da ação de indenização decorrente de ilícito penal praticado por agente do Estado 
ação civil ex delicto só tem início a partir do trânsito em julgado da ação penal condenatória (STJ. AgRg no 
Ag 441.273/RJ). 
A alternativa C está incorreta, mais uma vez, em conformidade com o STJ: “DIREITO CIVIL. PRAZO 
PRESCRICIONAL. SERVIÇOS DE SAÚDE. É decenal o prazo o prescricional da pretensão de ressarcimento de 
valores despendidos, pelo segurado, com procedimento cirúrgico não custeado, pela seguradora, por 
suposta falta de cobertura na apólice. Cuidando-se de relação jurídica de natureza contratual, não tem 
incidência o prazo trienal previsto no art. 2o6, § 3°, V, do CC, pois este é destinado aos casos de 
responsabilidade extracontratual ou aquiliana. Tampouco há subsunção ao disposto no art. 206, § 1°, II, do 
CC, cujo teor prevê a prescrição anual das pretensões do segurado contra o segurador, ou a deste contra 
aquele, uma vez que a causa de pedir, na hipótese, por envolver a prestação de serviços de saúde, deve ter 
regramento próprio. Destarte, na ausência de previsão legal específica, tem incidência a regra geral de 
prescrição estabelecida no art. 205 do CC (STJ. REsp 1.176.320/RS)”. 
A alternativa D está incorreta, pela conjugação do art. 496 (“É anulável a venda de ascendente a 
descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem 
consentido”) com o art. 179 (“Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo 
para pleitear-se a anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato”). 
A alternativa E está incorreta, na consonância do entendimento doutrinário e jurisprudencial de que a ação 
declaratória é imprescritível, mas seus efeitos patrimoniais, que estão contemplados em ação condenatória, 
prescrevem. 
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31. (MPE(SP) / MPE-SP - 2013) Sobre as regras dispostas no Código Civil a respeito da interrupção da 
prescrição, assinale a proposição que está INCORRETA. 
a) A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. 
b) A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros. 
c) A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros herdeiros ou 
devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis. 
d) A interrupção produzida contra o principal devedor não prejudica o fiador. 
e) A interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros. 
Comentários 
A alternativa A está correta, segundo o art. 203: “A prescrição pode ser interrompida por qualquer 
interessado”. 
A alternativa B está correta, conforme o art. 204: “A interrupção da prescrição por um credor não aproveita 
aos outros”. 
A alternativa C está correta, de acordo com o art. 204, § 2º: “A interrupção operada contra um dos herdeiros 
do devedor solidário não prejudica os outros herdeiros ou devedores, senão quando se trate de obrigações 
e direitos indivisíveis”. 
A alternativa D está incorreta, na dicção do art. 204, § 3º: “A interrupção produzida contra o principal 
devedor prejudica o fiador”. 
A alternativa E está correta, consoante o art. 204, § 1º: “A interrupção por um dos credores solidários 
aproveita aos outros; assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e 
seus herdeiros”. 
32. (MPE(SP) / MPE-SP - 2013) Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, 
pela prescrição, nos prazos do Código Civil. NÃO corre a prescrição: 
a) entre tutelados e curatelados e seus tutores e curadores; entre ascendentes e descendentes, na linha reta 
e colateral e contra ausentes do País em razão de trabalho. 
b) contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas; entre os cônjuges e companheiros de união 
estável e entre os tutelados e seus tutores durante a menoridade civil. 
c) entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; entre ascendentes e descendentes, durante o 
poder familiar e contra os absolutamente incapazes. 
d) pendendo condição suspensiva, não estando vencido o prazo e entre os curatelados e seus curadores 
durante a menoridade civil do curatelado. 
e) por acordo das partes maiores e capazes; contra os sucessores da pessoa contra qual corria a prescrição 
enquanto não aberta a sucessão e entre os cônjuges. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, segundo o art. 198, inc. II: “Também não corre a prescrição contra os ausentes 
do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios”. 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 197, inc. III: “Não corre a prescrição entre tutelados ou 
curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela”. 
A alternativa C está correta,na conjugação do art. 197, incs. I e II (“Não corre a prescrição entre os cônjuges, 
na constância da sociedade conjugal; entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar”) com o 
art. 198, inc. I (“Também não corre a prescrição contra os incapazes de que trata o art. 3º”). 
A alternativa D está incorreta, exatamente nos mesmos termos da alternativa B, por aplicação do art. 197, 
inc. III supramencionado. 
A alternativa E está incorreta, por aplicação do art. 191 (“A renúncia da prescrição pode ser expressa ou 
tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a 
renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição”). 
LISTA DE QUESTÕES 
Juiz 
1. (FCC – TJ/AL – Juiz Substituto – 2019) Luciana e Roberto casaram-se no ano de 2004 sob o regime 
da separação de bens, divorciando-se em 2018, quando desfizeram a sociedade conjugal. Em 2013, 
Luciana, culposamente, colidiu seu automóvel com o de Roberto, causando-lhe danos. Nesse caso, a 
pretensão de Roberto obter a correspondente reparação civil de Luciana, segundo o Código Civil, 
a) é imprescritível. 
b) prescreveu em 2016. 
c) prescreverá em 2021. 
d) prescreveu em 2018. 
e) prescreverá em 2028. 
2. (IBFC – TRF 2ª REGIÃO – Juiz Federal Substituto – 2018) Relativamente à hipótese de interrupção 
da contagem do prazo prescricional operada contra o fiador, é correto afirmar que: 
a) ela não prejudica o devedor afiançado quando a relação não envolva obrigação solidária passiva. 
b) a lei deve ser interpretada ampliativamente em qualquer caso de fiança, para prejudicar o devedor. 
c) nunca haverá a extensão da interrupção do prazo quanto ao devedor. 
d) ela não prejudica o devedor, quando a relação envolva solidariedade passiva. 
e) ela prejudica o devedor afiançado, independentemente da relação se basear em obrigação solidariedade 
passiva. 
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3. (CESPE – TJ/CE – Juiz Estadual Substituto – 2018) Em um contrato, as partes pactuaram livremente 
o prazo de trinta dias para o exercício de eventual direito de arrependimento. Esse prazo possui natureza 
a) prescricional e pode ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
b) prescricional e somente pode ser suscitado pelas partes. 
c) decadencial e pode ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
d ) decadencial e somente pode ser suscitado pelas partes. 
E) diversa da prescricional ou decadencial. 
4. (VUNESP / TJ-RS - 2018) Sobre a prescrição e a decadência, é correto afirmar: 
a) contra os ébrios habituais, os viciados em tóxico e aqueles que, por causa transitória ou permanente, não 
puderem exprimir sua vontade, a prescrição e a decadência correm normalmente. 
b) antes de sua consumação, a interrupção da prescrição pode ocorrer mais de uma vez; aplicam-se à 
decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição, salvo disposição legal em 
contrário. 
c) a prescrição e a decadência legal e convencional podem ser alegadas em qualquer grau de jurisdição, 
podendo o juiz conhecê-las de ofício, não havendo necessidade de pedido das partes. 
d) é válida a renúncia à prescrição e à decadência fixada em lei, desde que não versem sobre direitos 
indisponíveis ou sobre questões de ordem pública ou interesse social. 
e) os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes 
legais que derem causa à prescrição ou não a alegarem oportunamente; no que se refere à decadência, a lei 
não prevê a referida ação regressiva. 
5. (VUNESP / TJ-SP - 2017) Pedro celebra contrato de seguro, com cobertura para invalidez total e 
permanente. Em 20 de outubro de 2008, é vítima de acidente. Fica hospitalizado e passa por longo 
tratamento médico. Cientificado em 20 de julho de 2010 de que é portador de incapacidade total e 
permanente, formula pedido administrativo de pagamento da indenização securitária em 20 de novembro 
de 2010. A seguradora alega que não há cobertura e, em 20 de setembro de 2011, formaliza a recusa ao 
pagamento da indenização, cientificando o segurado. Inconformado, Pedro propõe ação de cobrança de 
indenização securitária em 20 de janeiro de 2012. 
Assinale a alternativa correta. 
a) A ação deve ter prosseguimento porque o prazo de prescrição envolvendo a pretensão de beneficiário 
contra a seguradora é de 3 (três) anos, conforme dispõe o artigo 206, § 3o, do Código Civil, e a contagem 
tem início com a cientificação da incapacidade. 
b) O direito de ação está atingido pela prescrição, uma vez que, embora o prazo para propositura seja de 3 
(três) anos, conforme dispõe o artigo 206, § 3o, do Código Civil, a contagem teve início na data do acidente 
e não houve causa de interrupção. 
c) O direito de ação está atingido pela prescrição, uma vez que o prazo para propositura teve início na data 
do acidente e que na relação entre segurado e seguradora o prazo para a propositura é de 1 (um) ano, 
conforme dispõe o artigo 206, § 1o, inciso II, “b”, do Código Civil. 
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d) A ação deve ter prosseguimento, uma vez que o prazo para propositura teve início no momento em que 
Pedro teve ciência da incapacidade, que o prazo foi suspenso com a formulação do pedido administrativo e 
voltou a fluir com a cientificação da recusa da seguradora, e que na relação entre segurado e seguradora o 
prazo para a propositura é de 1 (um) ano, conforme dispõe o artigo 206, § 1o, inciso II, “b”, do Código Civil. 
6. (TRT-2ª R / TRT-2ª R-SP - 2016) Assinale a assertiva INCORRETA: 
a) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes. 
b) É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na 
forma. 
c) O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro 
d) A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os 
interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade 
ou indivisibilidade. 
e) Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se a obrigação for 
indivisível. 
7. (TRF-3ª R / TRF-3ª R - 2016) Sobre a prescrição e a decadência no Direito Civil, marque a alternativa 
incorreta: 
a) Se a pretensão aos alimentos se fundar em relação de Direito Público (alimentos devidos pelo Estado), o 
prazo prescricional será de 2 anos. 
b) A pretensão à reparação civil por danos materiais extracontratuais prescreve em três anos. 
c) É nula a renúncia à decadência fixada em lei. 
d) O prazo máximo da prescrição é de dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
8. (VUNESP / TJ-RJ - 2016) Kleber, renomado médico ortopedista, atendeu Bruno em uma emergência 
médica decorrente de um abalroamento de veículos. Bruno chegou ao hospital com grave fratura em sua 
perna e foi submetido a uma cirurgia capitaneada pelo ortopedista. Em consequência da natureza e 
extensão da fratura, após o período de convalescença, constatou-se que Bruno teria sua mobilidade 
reduzida. Inconformado com sua condição, acreditando ter ocorrido erro médico, Bruno voltou ao hospital 
em fevereiro de 2009 e desferiu 2 disparos de arma de fogo contra Kleber, um em seu peito e outro em 
seu rosto. Kleber foi prontamente atendido e sobreviveu ao atentado, permanecendo até fevereiro de 
2010 em convalescença, sem poder trabalhar neste período. Sua recuperação foi integral, mas restou com 
grande e incômoda cicatriz em seu rosto. Em decorrência dos fatos, uma ação penal foi ajuizada em face 
de Bruno em março de 2011, sobrevindo definitiva sentença criminal condenatória em dezembro de 2012. 
Kleber relutou em buscar reparaçãopelos danos suportados, mas, em abril de 2015, ajuizou ação 
indenizatória em face de Bruno, que foi citado no mesmo mês. Sua pretensão consiste, em suma, nos 
cumulativos pedidos de reembolso das despesas com tratamento médico, de lucros cessantes, de danos 
morais e de dano estético. 
Nesse cenário, é correto afirmar que a pretensão de Kleber 
a) está integralmente prescrita. 
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b) está prescrita em relação aos danos imateriais, mas não em relação aos danos materiais. 
c) não está prescrita, mas os danos estéticos são quantificados a título de danos morais, não comportando 
cumulação desses pedidos. 
d) não está prescrita e deverá englobar todos os pedidos formulados. 
e) está prescrita em relação aos danos materiais, mas não em relação aos danos imateriais. 
9. (VUNESP / TJ-RJ - 2016) Mark e Christina divorciaram-se consensualmente, estabelecendo a guarda 
unilateral para a mãe do único filho, Piero, em razão de sua tenra idade (3 anos). Estabeleceram, ainda, 
que o pai pagaria R$ 2.000,00 por mês a título de alimentos. Mark, aproveitando-se da boa situação 
financeira da ex-cônjuge, jamais pagou os alimentos ajustados, mas cumpria os demais deveres 
decorrentes da paternidade. Quando Piero completou 18 anos, ajuizou execução de alimentos em face de 
Mark. 
Nesse cenário, é correto afirmar que 
a) Piero poderá executar apenas os últimos 2 anos das prestações alimentares. 
b) Piero poderá executar apenas os últimos 5 anos das prestações alimentares. 
c) estão prescritas as prestações alimentares, ressalvada a possibilidade de Piero pleitear perdas e danos de 
sua mãe, que detinha sua guarda e manteve-se inerte no período. 
d) a inércia durante o longo período acarretou na exoneração de Mark, ressalvada a possibilidade de Piero 
ajuizar ação para constituir nova obrigação alimentar. 
e) Piero poderá executar as prestações alimentares devidas desde quando tinha 3 anos de idade. 
10. (CESPE / TJ-DFT - 2016) Suponha que, entabulado contrato facultativo de seguro de vida e 
acidentes pessoais, em decorrência do sinistro, o segurado pleiteou da seguradora o respectivo 
pagamento. Assinale a opção correta no que se refere à prescrição. 
a) O prazo prescricional anual é interrompido com o pedido administrativo do pagamento, bem como com 
o pagamento parcial, diante da nova pretensão de complementação. 
b) O prazo prescricional anual é interrompido com o pedido administrativo do pagamento, voltando a correr 
por inteiro a partir de eventual negativa da seguradora. 
c) O prazo prescricional trienal é suspenso com o pedido administrativo de pagamento, voltando a correr a 
partir de eventual negativa da seguradora. 
d) O prazo prescricional anual é suspenso com o pedido administrativo do pagamento, voltando a correr pelo 
tempo restante a partir da eventual negativa da seguradora, mas se há pagamento parcial o prazo é 
interrompido voltando a correr por inteiro. 
e) Na hipótese de resseguro, o prazo prescricional é diverso do previsto para a ação do segurado contra o 
segurador. 
11. (VUNESP / TJM-SP - 2016) Sobre a decadência, assinale a alternativa correta. 
a) Não corre a decadência contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. 
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b) Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência convencional, desde que existam nos autos elementos para 
conhecê-la. 
c) Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem ou 
interrompem a prescrição. 
d) Se a decadência for legal, a parte a quem aproveita deve alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o 
juiz não pode suprir a alegação, em razão de renúncia tácita. 
e) A decadência fixada em lei poderá ser renunciada por sujeito maior e com plena capacidade. 
12. (CESPE / TRF-5ª R - 2015) Acerca da prescrição, assinale a opção correta. 
a) Entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal, o prazo prescricional poderá ser interrompido, 
mas não suspenso, já que vai de encontro à ordem pública o alongamento indefinido do prazo. 
b) Diferentemente do que ocorre com a renúncia expressa, o Código Civil estabelece que a renúncia tácita à 
prescrição somente poderá ocorrer após a consumação do prazo. 
c) Por ser medida que vai ao encontro do interesse público, a redução dos prazos prescricionais é permitida 
pelo Código Civil. 
d) A prescrição poderá ser alegada por cônjuge, ascendente ou descendente, da parte que aproveite, caso 
seja demonstrado benefício jurídico que os afete direta ou indiretamente 
e) De acordo com o STJ, o termo inicial do prazo prescricional das ações indenizatórias, em observância ao 
princípio da actio nata, é a data em que a lesão e os seus efeitos são constatados. 
13. (FCC / TJ-SE - 2015) José X doou um imóvel a Joana Y, sendo a liberalidade pura e simples. Passados 
alguns anos, a donatária caluniou o doador, que pretende revogar a doação e obter indenização por dano 
moral. Esses pedidos sujeitam-se: 
a) a prazo decadencial e prescricional, respectivamente. 
b) a prazo prescricional e decadencial, respectivamente. 
c) a prazo nenhum, seja prescricional, seja decadencial. 
d) ambos a prazo decadencial. 
e) ambos a prazo prescricional. 
14. (VUNESP / TJ-SP - 2015) Assinale a alternativa correta. 
a) A interrupção da prescrição por um credor aproveita aos outros. 
b) A exceção possui prazo autônomo e diverso que a pretensão. 
c) A decadência convencional não é suprível por declaração judicial não provocada. 
d) A suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários aproveita incondicionalmente aos 
demais. 
15. (TRT-6ª R / TRT-16ª R-MA - 2015) Sobre a prescrição, é CORRETO afirmar: 
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a) A prescrição somente poderá ser arguida até a prolação da sentença, pela parte a quem aproveitar. 
b) A prescrição interrompida é retomada a partir do ato em que a interrompeu, ou a partir do último ato do 
processo que a interrompeu. 
c) Não correrá prescrição entre cônjuges, na constância da sociedade conjugal, tampouco entre ascendentes 
e descendentes, durante o poder familiar, mas não há qualquer empecilho à sua ocorrência contra os 
indivíduos que se acharem a serviço das forças armadas em tempos de guerra. 
d) Acaso seja a prescrição suspensa em favor de um dos credores solidários, esta, como regra, aproveitará a 
todos os demais. 
e) Na ausência de legislação específica, prevendo de forma diversa, o prazo prescricional será de quinze anos. 
16. (FCC / TRT-23ª R-MT - 2015) José, quando tinha 16 anos e 1 mês, foi atropelado por Caio. Quatro 
anos e meio depois José ajuizou ação de reparação civil. A pretensão: 
a) não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, não fluiu contra José durante a incapacidade 
absoluta. 
b) decaiu, pois o prazo aplicável ao caso, de 4 anos, fluiu contra José, tendo em vista que, em regra, não se 
aplicam à decadência as causas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição. 
c) não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 5 anos, ainda não se ultimou, ainda que não se 
considere a incapacidade absoluta de José à época dos fatos. 
d) prescreveu, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, fluiu contra José, que era relativamente incapaz à 
época do fato. 
e) não está prescrita, pois o prazo aplicável ao caso, de 3 anos, não fluiu contra José durante a incapacidade 
relativa. 
17. (FCC / TRT-23ª R-MT - 2015) Maurício e Odete celebraram, por instrumento particular em que se 
avençou tratarem-se de credores solidários, contrato de mútuo por meio do qual entregaram R$10.000,00a Nilce. Esta se obrigou a devolver o montante em 1º de julho de 2007. Não cumprida a obrigação, Maurício 
protestou judicialmente Nilce, em 1º de julho de 2011, nos termos da lei processual civil. Como Nilce 
continuou inadimplente, Odete ajuizou ação em 4 de julho de 2015. A pretensão de Odete 
a) está prescrita, pois a interrupção da prescrição nunca aproveita aos demais credores, ainda que solidários. 
b) não está prescrita, pois a interrupção da prescrição aproveita ao credor solidário. 
c) está prescrita, pois embora a interrupção da prescrição aproveite ao credor solidário, transcorreu, do 
termo, o prazo prescricional de 3 anos, aplicável ao caso. 
d) está prescrita, pois o protesto judicial, ainda que nos ternos da lei processual civil, não interrompe a 
prescrição. 
e) não está prescrita, pois a interrupção da prescrição sempre aproveita aos credores, solidários ou não. 
18. (FCC / TJ-CE - 2015) O Código Civil, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, estabelece um prazo 
geral de prescrição de dez anos e alguns prazos especiais, entre eles o de cinco anos para certas pretensões, 
não incluindo aquelas contra a Fazenda Pública. Nesse caso, a disposição do Decreto nº 20.910, de 06 de 
janeiro de 1932, que fixa a prescrição quinquenal das pretensões contra a Fazenda Pública, 
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a) foi revogada expressamente pelo Código Civil, na medida que dispôs integralmente sobre a matéria 
referente à prescrição. 
b) não foi revogada e só poderá vir a ser revogada por outro decreto. 
c) não mais regula a matéria, porque ela não pode prevalecer contra disposição de lei. 
d) foi revogada tacitamente, prevalecendo o prazo geral de dez anos para as pretensões contra a Fazenda 
Pública. 
e) continua em vigor, porque não se verifica nenhuma hipótese de revogação que a atinja e esse decreto 
ocupa a posição hierárquica de lei ordinária. 
19. (FCC / TJ-AL - 2015) Em comentário ao Código Civil de 1916, escreveu Carpenter (Manual do Código 
Civil Brasileiro. Paulo de Lacerda, v. IV. p. 208. Jacintho Ribeiro dos Santos Editor, 1919): Desde as 
considerações introductorias desta obra (ns. 1-19, acima) viemos sempre salientando que a prescripção 
extinctiva era um instituto peculiar às acções, a saber, que ella extinguia acções, e somente acções. E ainda 
há pouco (n. 59), voltámos ao assumpto e lhe dedicámos as ultimas ponderações. Dada essa orientação, 
claro se torna que, mesmo antes de o externarmos, já está patente o nosso modo de pensar acerca do 
assumpto, a saber − as excepções não estão sujeitas a prescrever: são imprescritíveis. 
No Código Civil de 2002, a matéria foi resolvida de modo 
a) diferente, porque pela prescrição extingue-se a pretensão e a exceção prescreve no mesmo prazo em que 
a pretensão 
b) parcialmente diferente, porque pela prescrição extingue-se a ação, extinguindo-se o direito pela 
decadência e no mesmo prazo da ação extingue-se a exceção. 
c) idêntico, porque a prescrição extingue a ação, enquanto a decadência extingue o direito e as exceções são 
imprescritíveis. 
d) idêntico, porque a prescrição extingue a ação, enquanto a decadência extingue o direito, e nada dispôs 
sobre a prescrição das exceções. 
e) parcialmente diferente, porque pela prescrição extingue-se a pretensão e a exceção é imprescritível. 
20. (CESPE / TJ-DFT - 2015) No que se refere aos institutos da prescrição e da decadência no direito 
civil, assinale a opção correta. 
a) As causas suspensivas dos prazos prescricionais se justificam pela ausência da inércia do credor e 
envolvem, assim, uma atitude deliberada do credor em direção à preservação do seu direito 
b) O rol das causas suspensivas da prescrição previstas na lei civil é, ao contrário do que ocorre com o das 
causas interruptivas, exemplificativo — numerus apertus. 
c) É admissível, por expressa convenção, renunciar previamente à prescrição, desde que a situação não 
envolva direito de pessoa incapaz. 
d) O juiz deve conhecer, de ofício, a decadência prevista em lei ou a convencionada livremente pelos 
interessados. 
e) Se, de negócio nulo, resultarem consequências patrimoniais capazes de ensejar pretensões, será possível 
a incidência, quanto a estas, da prescrição. 
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21. (FCC / TJ-SC - 2015) A vítima de um acidente automobilístico ajuizou, um ano após o fato, ação 
indenizatória contra o condutor, a quem o proprietário confiara o veículo, ocorrendo imediatamente a 
citação. Achando-se ainda o processo em curso, mas já passados quatro anos do acidente, a vítima propôs 
ação indenizatória contra o proprietário do automotor, que, na contestação, alegou inviabilidade do 
pedido, em razão da pretensão já deduzida contra o condutor, e prescrição. Nesse caso, 
a) o juiz deverá extinguir o processo, porque a propositura da ação contra um dos devedores importa 
renúncia do direito em relação ao outro. 
b) ambas as alegações do réu encontram respaldo na lei. 
c) nenhuma das alegações do réu deve ser acolhida. 
d) apenas a alegação de inviabilidade do pedido, em razão da pretensão já deduzida contra o condutor, é 
acolhível. 
e) apenas a arguição de prescrição é acolhível. 
22. (FCC / TRT-1ª R-RJ - 2015) Maria José trabalhou como empregada doméstica para Silvana, no 
período de 03/05/2003 a 09/07/2010, quando foi dispensada sem justa causa. Por ocasião da dispensa, 
Silvana informou a Maria José que estava passando por dificuldades financeiras e que não possuía os 
recursos necessários ao pagamento das verbas rescisórias, mas, assim que estivesse em melhor situação, 
entraria em contato para quitar sua dívida. Em 10/03/2015, Silvana efetuou o pagamento do que era 
devido a Maria José. Entretanto, ao voltar para casa, o filho de Silvana, advogado recém-formado, 
discordou de sua decisão, pois a dívida já estava prescrita há mais de dois anos. Por conta disso, ofereceu-
se a ajuizar uma ação de repetição de indébito em face de Maria José. Diante desta situação, Silvana 
a) faz jus a reaver a quantia paga, pois se trata de enriquecimento sem causa de Maria José. 
b) não faz jus a reaver a quantia paga, pois se trata de cumprimento espontâneo de obrigação natural. 
c) não faz jus a reaver a quantia paga, pois as obrigações alimentícias são imprescritíveis. 
d) faz jus a reaver a quantia paga, pois agiu em erro de direito escusável. 
e) não faz jus a reaver a quantia paga, pois, na hipótese, a prescrição é quinquenal. 
23. (FCC / TJ-RR - 2015) A respeito da prescrição e da decadência considere as seguintes afirmações: 
I. A prescrição e a decadência fixadas em lei são irrenunciáveis. 
II. A decadência convencional pode ser alegada pela parte a quem aproveita somente dentro do prazo da 
contestação, mas a decadência legal pode ser alegada a qualquer tempo no processo e o juiz dela deverá 
conhecer de ofício. 
III. O juiz pode, de ofício, reconhecer a prescrição, ainda que a pretensão se refira a direitos patrimoniais, 
mas não pode, de ofício, suprir a alegação, pela parte, de decadência convencional. 
IV. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impedem, suspendem 
ou interrompem a prescrição. 
V. Não corre prescrição pendente condição suspensiva ou ação de evicção. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
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a) II, III e IV. 
b) I, II e III. 
c) III, IV e V. 
d) I, II e IV. 
e) II, IV e V. 
24. (FCC / TJ-PE - 2015) Se adotado o seguinte critério distintivo proposto por Agnelo Amorim Filho: 
1º) Estão sujeitas a prescrição: todas as ações condenatórias esomente elas (arts. 177 e 178 do Código 
Civil); 2º) Estão sujeitas a decadência (indiretamente), isto é, em virtude da decadência do direito a que 
correspondem): as ações constitutivas que têm prazo especial de exercício fixado em lei; 3º) São perpétuas 
(imprescritíveis): a) as ações constitutivas que não tem prazo especial de exercício fixado em lei; e b) todas 
as ações declaratórias. (Critério científico para distinguir a prescrição da decadência e para identificar as 
ações imprescritíveis, RT 300/7), 
I. a ação de investigação de paternidade é imprescritível, a ação de anulação de casamento por erro essencial 
quanto à pessoa do outro cônjuge sujeita-se a prazo decadencial e a ação de petição de herança sujeita-se a 
prescrição. 
II. a ação de anulação de negócio jurídico por erro substancial é imprescritível, a ação de despejo por falta 
de pagamento sujeita-se a decadência e a ação de indenização por ato ilícito sujeita-se a prescrição. 
III. a ação de nulidade de negócio jurídico por incapacidade absoluta do agente é imprescritível, a ação 
renovatória de contrato de locação comercial sujeita-se a decadência e a ação de indenização por dano moral 
sujeita-se a prescrição. 
IV. a ação de anulação de negócio jurídico por incapacidade relativa do agente é imprescritível, a ação de 
rescisão de contrato por inadimplemento de uma das partes sujeita-se a decadência e a ação de cobrança 
de indenização de seguro de vida sujeita-se a prescrição. 
V. a ação para reconhecimento de invalidade de contrato que tenha por objetivo herança de pessoa viva é 
imprescritível, a ação de anulação de venda de ascendente para descendente sem a anuência dos demais 
descendentes sujeita-se a prazo decadencial e a ação de revogação de doação por ingratidão do donatário 
sujeita-se a prescrição. 
Segundo o critério distintivo proposto por Agnelo Amorim, está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e V. 
b) II e III. 
c) I e III. 
d) II e IV 
e) III e V. 
25. (FUNDEP / TJ-MG - 2014) Sobre as causas que impedem ou suspendem a prescrição, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
a) Não corre a prescrição quando prender condição suspensiva. 
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b) Não corre a prescrição contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos 
Municípios. 
c) Não corre a prescrição contra os que se acharem a serviço das Forças Armadas, em tempo de paz. 
d) Não corre a prescrição quando prender ação de evicção. 
26. (VUNESP / TJ-SP - 2013) Acerca da prescrição e da decadência, é correto afirmar-se: 
a) Na forma do disposto no art. 202 do Código Civil, a prescrição e a decadência só podem ser interrompidas 
uma única vez. 
b) A pretensão para haver prestações de natureza alimentar é imprescritível. 
c) Quando a lei não fixar prazo menor, a prescrição ocorre em 10 anos. 
d) A prescrição deve ser alegada pelo réu na contestação, sob pena de preclusão. 
27. (VUNESP / TJ-MT - 2009) Em relação à prescrição da ação de reparação de danos cometidos por 
agente público em 15 de abril de 2001, aponte a alternativa correta, no que diz respeito ao posicionamento 
do Superior Tribunal de Justiça. 
a) O entendimento minoritário é de que o prazo prescricional de três anos relativo à pretensão de reparação 
civil – Art. 206, § 3.º, V, do Código Civil de 2002 – prevalece sobre o quinquênio, em face do servidor. 
b) O entendimento daquela Corte é no sentido de que é de cinco anos o prazo prescricional da ação de 
indenização, e de qualquer outra natureza, proposta em face do servidor, nos termos do Art. 1.º do Decreto 
n.º 20.910/32. 
c) Considerando que o evento danoso ocorreu durante a vigência do Código Civil de 1916, não se aplica o 
prazo prescricional do Código Civil de 2002, prevalecendo a prescrição vintenária, pois trata-se de favorecer 
o administrado. 
d) A Corte não pacificou seu entendimento, havendo decisões no sentido de que ora podem ser aplicados os 
prazos estabelecidos no Código Civil, ora a prescrição quinquenal especial, para o servidor. 
e) A pretensão da reparação civil mantém-se submetida ao prazo prescricional de cinco anos, que é próprio 
para as ações condenatórias intentadas em face da Fazenda Pública, aplicando-se o Código Civil em face do 
servidor. 
Promotor 
28. (MP/GO – MP/GO – Promotor de Justiça Substituto - 2019) Considerando as disposições do 
Código Civil sobre os fatos jurídicos, assinale a alternativa incorreta: 
a) Ainda que se trate de matéria de ordem pública, a decadência nem sempre pode ser conhecida de ofício 
pela autoridade judiciária. 
b) É nulo o negócio jurídico concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado, se 
tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou. 
c) A interpretação do negócio jurídico deve lhe atribuir o sentido que for mais benéfico à parte que não 
redigiu o dispositivo, se identificável. 
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d) As partes poderão livremente pactuar regras de interpretação, de preenchimento de lacunas e de 
integração dos negócios jurídicos diversas daquelas previstas em lei. 
29. (CESPE – MP/PI – Promotor de Justiça Substituto – 2019) No que se refere a conceitos e 
consequências da prescrição e da decadência, é correto afirmar que: 
a) a decadência atinge diretamente o direito de ação e, assim, faz desaparecer o direito tutelado, ao passo 
que a prescrição, ao atingir o direito tutelado, tem como consequência a extinção da ação. 
b) a prescrição pode ser classificada como aquisitiva e extintiva, uma vez que o decurso do tempo, elemento 
comum às duas espécies, tem influência para a aquisição e a extinção de direitos. 
c) a prescrição, a perempção e a preclusão são institutos que geram a perda de direitos, sendo as duas 
primeiras de natureza material e a última, de natureza processual. 
d) a renúncia à prescrição é válida desde que seja expressa, não cause prejuízos a terceiros e seja realizada 
depois que a prescrição se consumar. 
e) os prazos prescricionais, em regra, são aqueles definidos por lei; contudo, por acordo das partes, eles 
podem ser alterados e novas causas de interrupção e suspensão podem ser criadas. 
30. (FAPEC / MPE-MS - 2015) Assinale a alternativa correta acerca de prescrição e decadência: 
a) Na hipótese em que o Tribunal de Justiça suspenda, por força de ato normativo local, os atos processuais 
durante o recesso forense, o termo final do prazo decadencial que coincidir com a data abrangida pelo 
referido recesso não se prorroga para o primeiro dia útil posterior ao término deste. 
b) O termo inicial do prazo de prescrição para o ajuizamento da ação de indenização por danos decorrentes 
de crime – ação civil ex delicto – é a data do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, não se 
aplicando na hipótese a noção de independência entre as instâncias civil e penal. 
c) É trienal o prazo prescricional da pretensão de ressarcimento de valores despendidos, pelo segurado, com 
procedimento cirúrgico não custeado, pela seguradora, por suposta falta de cobertura da apólice. 
d) Segundo o Supremo Tribunal Federal, a ação para anular venda de ascendente a descendente, sem 
consentimento dos demais, prescreve em quatro anos a contar da abertura da sucessão. 
e) A imprescritibilidade da ação de investigação de paternidade é estendida aos direitos patrimoniais que 
decorrem da filiação. 
31. (MPE(SP) / MPE-SP - 2013) Sobre as regras dispostas no Código Civil a respeito da interrupção da 
prescrição, assinale a proposição que está INCORRETA. 
a) A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. 
b) A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros. 
c) A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedorsolidário não prejudica os outros herdeiros ou 
devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis. 
d) A interrupção produzida contra o principal devedor não prejudica o fiador. 
e) A interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros. 
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32. (MPE(SP) / MPE-SP - 2013) Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, 
pela prescrição, nos prazos do Código Civil. NÃO corre a prescrição: 
a) entre tutelados e curatelados e seus tutores e curadores; entre ascendentes e descendentes, na linha reta 
e colateral e contra ausentes do País em razão de trabalho. 
b) contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas; entre os cônjuges e companheiros de união 
estável e entre os tutelados e seus tutores durante a menoridade civil. 
c) entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal; entre ascendentes e descendentes, durante o 
poder familiar e contra os absolutamente incapazes. 
d) pendendo condição suspensiva, não estando vencido o prazo e entre os curatelados e seus curadores 
durante a menoridade civil do curatelado. 
e) por acordo das partes maiores e capazes; contra os sucessores da pessoa contra qual corria a prescrição 
enquanto não aberta a sucessão e entre os cônjuges. 
GABARITO 
Juiz 
1. TJ/AL C 
2. TRF 2ª R A 
3. TJ/CE D 
4. TJ-RS A 
5. TJ-SP D 
6. TRT-2ª R-SP A 
7. TRF-3ª R A 
8. TJ-RJ D 
9. TJ-RJ E 
10. TJ-DFT D 
11. TJM-SP C 
12. TRF-5ª R E 
13. TJ-SE A 
14. TJ-SP C 
15. TRT-16ª R-MA B 
16. TRT-23ª R-MT D 
17. TRT-23ª R-MT B 
18. TJ-CE E 
19. TJ-AL A 
20. TJ-DFT E 
21. TJ-SC C 
22. TRT-1ª R-RJ B 
23. TJ-RR C 
24. TJ-PE C 
25. TJ-MG C 
26. TJ-SP C 
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27. TJ-MT E 
Promotor 
28. MP/GO B 
29. MP/PI B 
30. MPE-MS B 
31. MPE-SP D 
32. MPE-SP C 
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