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slide 1
Curso de Administração 
ADM-115 
Gestão Financeira
Aula 6 
Ponto de equilíbrio, alavancagem 
operacional e financeira, e 
estrutura de capital 
Prof. Cleber Almeida de Oliveira
Universidade Gama Filho
slide 2
OBJETIVO
Definir os seguintes conceitos: 
• Ponto de equilíbrio; 
• Alavancagem operacional;
• Alavancagem financeira; 
• Risco Operacional e financeiro; e
• Estrutura ótima de capital;
slide 3
Ponto de Equilíbrio?
Define-se o ponto de equilíbrio operacional (PE) 
como o nível de vendas em que o LAJIR (lucro antes 
de juros e IR) iguala-se a zero. 
LAJIR = Receitas – Custo Total = 0
= P * Q – (Custo variável total + custo fixo + depreciação) = 0
= P * Q – (Cv * Q + Cf + Dep) = 0
PE=Q= Cf+Dep
P−Cv
= CFT
P−CvOnde:
PE = Ponto de Equilíbrio = volume de vendas que gera LAJIR zero.
Q = Volume de vendas
Cv = Custo variável unitário
Dep = depreciação
Cf = custo fixo (sem a depreciação)
CFT = custo fixo total (com a depreciação)
P-Cv = Margem de contribuição unitária
slide 4
Ponto de Equilíbrio?
Exercícios ???
slide 5
Análise do ponto de equilíbrio
• As empresas usam a análise do ponto de equilíbrio 
(breakeven analysis), também conhecida como análise 
custo-volume-lucro para: 
– Determinar o nível de operações necessário para cobrir a 
totalidade dos custos.
– Avaliar a lucratividade associada a diferentes níveis de 
vendas.
• O ponto de equilíbrio operacional é o nível de vendas 
necessário para cobrir todos os custos operacionais. 
• Nesse ponto, o lucro antes de juros e imposto de renda 
(LAJIR) é igual a $ 0.
slide 6
• Para identificar o ponto de equilíbrio operacional, o custo 
das mercadorias vendidas e as despesas operacionais 
devem ser classificados como fixos ou variáveis.
• Os custos variáveis variam diretamente com as vendas e 
em função do volume, não do tempo.
• Os custos de mão de obra direta e transporte são exemplos 
de custos variáveis.
• Os custos fixos são função do tempo, e não do volume de 
vendas.
• O aluguel é um exemplo de custo fixo.
slide 7
P = preço unitário de venda
Q = quantidade de unidades vendidas
CF = custo operacional fixo por período
CV = custo operacional variável por unidade
LAJIR = (P × Q) – CF – (CV × Q)
Análise do ponto de equilíbrio: 
enfoque algébrico
• Admitindo LAJIR = 0 e solucionando Q, temos:
Usando as variáveis a seguir, podemos converter a parte 
operacional da demonstração de resultado da empresa da 
seguinte maneira:
slide 8
Alavancagem operacional, custos e análise do ponto de 
equilíbrio 
slide 9
Q = $ 2.500 = 500 unidades
 $ 10 – $ 5
• Isso implica que, se a Cheryl vender exatamente 500 
unidades, sua renda será igual a seus custos (LAJIR = $ 0).
Exemplo: a Cheryl’s Posters, um pequeno revendedor de 
pôster, tem custos operacionais fixos de $ 2.500, seu preço 
unitário de venda (por pôster) é de $ 10 e seu custo 
operacional variável unitário, de $ 5. Determine o ponto de 
equilíbrio operacional.
slide 10
LAJIR = ($ 10 × 500) – $ 2.500 – ($ 5 × 500)
LAJIR = $ 5.000 – $ 2.500 – $ 2.500 = $ 0
• Isso pode ser confirmado pelas seguintes substituições:
LAJIR = (P × Q) – CF – (CV × Q)
slide 11
Análise do ponto de equilíbrio: 
enfoque gráfico
 Análise do ponto de equilíbrio
slide 12
Vamos supor que a Cheryl’s Posters deseje avaliar o impacto 
de diversas opções: (1) aumentar os custos operacionais fixos 
para $ 3.000, (2) aumentar o preço unitário de venda para $ 
12,50, (3) aumentar o custo operacional variável unitário para 
$ 7,50 e (4) implementar simultaneamente as três mudanças 
anteriores. 
Análise do ponto de equilíbrio: 
variação de custos e ponto de equilíbrio 
operacional
slide 13
(1) Ponto de equilíbrio operacional = $ 3.000/($ 10 – $ 5) = 600 
unidades
(1) (2) Ponto de equilíbrio operacional = $ 2.500/($ 12,50 – $ 5) = 
333 unidades
(1) (3) Ponto de equilíbrio operacional = $ 2.500/($ 10 – $ 7,50) = 
1.000 unidades
(1) (4) Ponto de equilíbrio operacional = $ 3.000/($ 12,50 – $ 7,50) = 
600 unidades
slide 14
Sensibilidade do ponto de equilíbrio operacional a 
aumentos das variáveis fundamentais 
slide 15
Alavancagem
Alavancagem é a capacidade que uma empresa 
possui para utilizar ativos ou recursos externos, 
tomados a um custo fixo, visando maximizar o lucro 
de seus sócios. 
Costuma-se dividir a alavancagem em dois tipos 
básicos de alavancagem: operacional e financeira. 
A alavancagem operacional é determinada pela 
relação entre as receitas de vendas da empresa e 
seu LAJIR. A alavancagem financeira refere-se à 
relação entre o LAJIR e o lucro por ação. 
slide 16
Alavancagem
• A alavancagem resulta do uso de ativos ou fundos a 
custo fixo para multiplicar os retornos aos 
proprietários da empresa.
• De modo geral, aumentá-la resulta em maior retorno 
e risco, ao passo que reduzi-la, diminui ambos.
• O volume de alavancagem na estrutura de capital da 
empresa — o mix de dívida de longo prazo e capital 
próprio que ela mantém — pode afetar seu valor de 
maneira significativa ao afetar o retorno e o risco.
slide 17
Alavancagem
• Alavancagem Operacional: situação na qual os 
custos fixos aumentam em maior proporção que os 
custos variáveis.
• Alavancagem Financeira: ocorre quando o volume 
de recursos alheios (capital de terceiros) aumenta mais 
em relação aos recursos provenientes dos sócios 
(capital próprio).
slide 18
Demonstração de resultado genérica e tipos de 
alavancagem 
slide 19
Alavancagem Operacional 
Basicamente, a alavancagem operacional é uma 
extensão do conceito de ponto de equilíbrio 
operacional, pois quanto mais afastada (para cima) do 
PE a empresa operar menor será seu risco e sua 
alavancagem operacional. 
Quando as empresas elaboram projetos para captar 
financiamentos, visando aumentar a produção sem 
aumentar os custos fixos ou aumentando de um 
valor menor do que o crescimento do lucro Antes das 
Despesas Financeiras e do Imposto de Rendas, elas 
buscam obter Alavancagem Operacional. 
slide 20
Alavancagem Operacional 
O Grau de Alavancagem Operacional (GAO) é o 
quociente entre a variação do LAJIR e a variação do 
volume de vendas:
Onde:
CFT – custo fixo total
Q - vendas (unidades)
P – preço
Cv – custo variável unitário
GAO= Var . LAJIR
Var .Volume
= Q ( P−Cv )
Q ( P−Cv )−CFT
slide 21
Alavancagem operacional
 Alavancagem operacional
slide 22
LAJIR em diversos níveis de vendas
slide 23
Alavancagem operacional: 
mensuração do grau de 
alavancagem operacional 
• O grau de alavancagem operacional (GAO) mede a 
sensibilidade a variações no LAJIR em relação a 
variações em vendas. 
• O GAO de uma empresa pode ser calculado de duas 
maneiras: um cálculo fornecerá uma estimativa 
pontual, enquanto o outro, uma estimativa de 
intervalo.
• Somente as empresas que usam custos fixos no 
processo de produção terão alavancagem operacional.
slide 24
GAO = Variação percentual do LAJIR/
 Variação percentual das vendas
Caso 1: GAO = (+100% ÷ +50%) = 2,0
Caso 2: GAO = (– 100% ÷ –50%) = 2,0
• Aplicando essa equação aos casos 1 e 2 da Tabela 
anterior temos:
slide 25
Substituindo Q = 1.000, P = $ 10, CV = $ 5 e CF = $ 2.500 temos o 
seguinte resultado:
• Uma fórmula mais direta para calcular o GAO no nível 
de vendas de referência, Q, é demonstrada a seguir.
slide 26
Suponha que a Cheryl’s Posters substitua parte de seus custos 
operacionais variáveis por custos operacionais fixos, eliminando 
as comissões de vendas e aumentando os salários dos vendedores. 
Essa mudança resulta em uma redução do custo operacional 
variável por unidade de $ 5 para $ 4,50 e um aumento dos custos 
operacionais fixos de $ 2.500 para $ 3.000.
Alavancagem operacional: 
custos fixos e alavancagem operacional
slide 27
Alavancagem operacional e aumento dos custos fixos 
slide 28
Alavancagem Financeira 
A alavancagem financeira pode ser definida como a 
capacidade de usar os custos financeiros fixos para 
aumentar os efeitos dasvariações das vendas 
sobre o LPA (lucro por ação), ou sobre a 
rentabilidade do capital próprio (rentabilidade dos 
acionistas). 
A Alavancagem Financeira é a prática de se captar 
recursos de terceiros para financiar investimentos. 
Sua importância está na relação que deve existir 
entre o LAJIR (lucro antes do juro e do imposto de 
renda) e o LPA (lucro por ação). 
slide 29
Alavancagem Financeira 
Quando a empresa obtém recursos externos (por 
financiamento bancário ou de ações preferenciais) 
ela assume responsabilidade pelo pagamento de 
juros e outros encargos, bem como pela amortização 
do principal em alguma data no futuro, nos casos de 
financiamentos. Como os juros são despesas 
dedutíveis do cálculo do imposto de renda, sobra 
para os sócios uma maior parcela do lucro 
operacional.
slide 30
Alavancagem Financeira
O Grau da Alavancagem Financeira (GAF) de uma 
empresa evidencia quais os feitos das variações 
ocorridas no Lucro Antes dos Juros e do Importo 
de Renda, que se refletem no Lucro Líquido. 
O GAF pode ser calculado como o quociente entre 
a variação do lucro disponível aos acionistas 
ordinários (LDA) e a variação do LAJIR: 
GAF= Var . LDA
Var . LAJIR
= LAJIR
LAJIR−Juros
slide 31
Alavancagem financeira
• A alavancagem financeira resulta da presença de custos 
financeiros fixos na estrutura de resultados da empresa.
• Podemos definir alavancagem financeira como o uso 
potencial de custos financeiros fixos para ampliar os 
efeitos de variações no lucro antes de juros e imposto 
de renda sobre o lucro por ação.
• Os dois custos financeiros fixos que podem ser 
encontrados na demonstração do resultado são (1) os 
juros de dívida e (2) os dividendos preferenciais.
slide 32
A Chen Foods, uma pequena empresa de comida oriental, espera 
obter um LAJIR de $ 10.000 no ano em curso. Tem uma 
obrigação de $ 20.000 com cupom (anual) de 10% e 600 ações 
preferenciais de $ 4 (dividendo anual por ação) em circulação. 
Também possui 1.000 ações ordinárias em circulação.
O juro anual sobre a emissão de obrigações é de $ 2.000 
(0,10 × $ 20.000), e os dividendos anuais para as ações 
preferenciais, de $ 2.400 ($ 4,00/ação × 600 ações).
slide 33
 LPA para diversos níveis de LAJIRa
slide 34
Alavancagem financeira: 
mensuração do grau de 
alavancagem financeira 
• O grau de alavancagem financeira (GAF) mede a 
sensibilidade a variações no LPA em relação a 
variações no LAJIR.
• Como o GAO, o GAF pode ser calculado de duas 
maneiras: um cálculo fornecerá uma estimativa 
pontual, enquanto o outro, uma estimativa de 
intervalo.
• Somente as empresas que usam capital de terceiros ou 
outras formas de financiamento a custo fixo (como 
ações preferenciais) terão alavancagem financeira.
slide 35
• Aplicando essa equação aos casos 1 e 2 da Tabela:
slide 36
Substituindo LAJIR = $ 10.000, I = $ 2.000, DP = $ 2.400 e a 
alíquota do imposto de renda (T = 0,40) temos o seguinte resultado:
• Uma fórmula mais direta para calcular o grau de alavancagem 
financeira no nível de referência de LAJIR é demonstrada a 
seguir.
slide 37
Alavancagem total
• A alavancagem total resulta do efeito combinado de 
uso de custos fixos, tanto operacionais quanto 
financeiros, para ampliar os efeitos de variações nas 
vendas sobre o lucro por ação da empresa.
• A alavancagem total pode, portanto, ser vista como o 
impacto total dos custos fixos presentes na estrutura 
operacional e financeira da empresa.
slide 38
A Cables Inc., uma fabricante de cabos para computadores, 
espera vender 20.000 unidades a $ 5 cada no próximo ano e 
precisa cobrir as seguintes obrigações: custos operacionais 
variáveis de $ 2 por unidade, custos operacionais fixos de 
$ 10.000, despesa financeira de $ 20.000 e dividendos 
preferenciais de $ 12.000. A empresa está na faixa de 40% da 
alíquota do imposto de renda e tem 5.000 ações ordinárias em 
circulação. A Tabela a seguir resume esses números.
slide 39
Alavancagem total: 
mensuração do grau 
de alavancagem total
• Aplicando essa equação aos dados temos:
slide 40
Substituindo Q = 20.000, P = $ 5, CV = $ 2, CF = $ 10.000, 
 J = $ 20.000, DP = $ 12.000 e a alíquota do imposto de 
renda (T = 0,40), temos o seguinte resultado:
• Uma fórmula mais direta para calcular o GAT no nível de 
referência de vendas, Q, é demonstrada a seguir.
slide 41
GAT = GAO × GAF
A relação entre o grau de alavancagem total (GAT) e os 
graus de alavancagem operacional (GAO) e financeira 
(GAF) é dada pela equação a seguir:
GAT = 1,2 × 5,0 = 6,0 
Aplicando isso a nosso exemplo anterior, temos:
Alavancagem total: 
relação entre alavancagem 
operacional, financeira e total
slide 42
Efeito da alavancagem total 
slide 43
Risco Operacional e Financeiro 
O custo de capital próprio pode ser dividido em duas 
partes: o risco operacional e o risco financeiro. 
O risco operacional diz respeito às operações da 
empresa, ou seja, é o risco que a empresa corre de 
não gerar receitas suficientes para cobrir seus custos 
operacionais. 
Já o risco financeiro é o risco que a empresa corre 
por utilizar o capital de terceiros, ou seja, é resultado 
direto da decisão de financiamento da empresa, 
tendo em vista o risco existente pelo alto volume de 
amortizações e juros a pagar. 
slide 44
Estrutura ótima de capital?
A estrutura ótima de capital é aquela que proporciona o 
menor custo de capital médio ponderado, 
maximizando, dessa forma, o valor da empresa..
De acordo com (GITMAN, 2002), uma empresa 
obtém a maximização de seu valor quando o custo 
total de capital é mínimo, ou seja, quando o custo 
médio ponderado de capital é mínimo.
slide 45
Estrutura de capital da empresa
• A estrutura de capital é uma das áreas mais complexas da 
tomada de decisões financeiras por causa de sua interação 
com outras variáveis de decisão em finanças.
• Decisões equivocadas de estrutura de capital podem resultar 
em um custo de capital elevado, reduzindo, assim, o VPL 
dos projetos e fazendo com que um número maior deles seja 
inaceitável.
• Decisões eficazes quanto à estrutura de capital podem 
reduzir o custo de capital, resultando em VPLs maiores e 
mais projetos aceitáveis, e, com isso, aumentar o valor de 
uma empresa.
slide 46
Tipos de capital
slide 47
Avaliação externa da estrutura de capital
Índices de endividamento para alguns setores e ramos de 
atividade selecionados (anos fiscais encerrados entre 1o de 
abril de 2005 e 31 de março de 2006) 
slide 48
Estrutura de capital de empresas 
não norte-americanas
• Nos últimos anos, os pesquisadores têm concentrado a 
atenção nas estruturas de capital não somente das empresas 
norte-americanas, mas também das estrangeiras.
• De modo geral, empresas não norte-americanas apresentam 
graus de endividamento mais elevados do que seus pares 
norte-americanos.
• Na maioria dos países da Europa e do Pacífico Asiático, 
grandes bancos comerciais estão mais ativamente 
envolvidos no financiamento da atividade empresarial do 
que se verifica nos Estados Unidos.
slide 49
• Ademais, em muitos desses países, é permitido aos bancos 
fazer grandes investimentos de capital próprio em empresas 
não financeiras — uma prática proibida nos Estados 
Unidos.
• Por outro lado, há semelhanças entre as empresas norte- 
-americanas e as de outros países.
• Por exemplo, os mesmos padrões setoriais de estrutura de 
capital podem ser encontrados em todo o mundo.
• Além disso, as estruturas de capital das maiores 
multinacionais com sede nos Estados Unidos tendem a 
assemelhar-se às de multinacionais de outros países.
slide 50
Teoria da estrutura de capital
• De acordo com a teoria financeira, as empresas 
possuem uma meta de estrutura de capital que 
minimizará seu custo de capital. 
• Infelizmente, ainda não é possível fornecer aos 
administradores financeiros uma metodologia 
específica que possa ser usada na determinação da 
estrutura de capital ótima deuma empresa.
• Todavia, em tese, a estrutura de capital ótima de uma 
empresa vai equilibrar os benefícios e os custos do 
financiamento com capital de terceiros.
slide 51
• O principal benefício do financiamento com capital de 
terceiros é o benefício fiscal oferecido pelo governo 
federal em relação ao pagamento de juros.
• O custo do financiamento com capital de terceiros 
resulta:
– da maior probabilidade de falência causada por obrigações de 
dívida,
– da restrição da liberdade de ação da empresa pelos custos de 
agency do credor e
– dos custos associados ao fato de que os administradores têm 
mais informações sobre as perspectivas da empresa do que 
seus investidores (informação assimétrica).
slide 52
Teoria da estrutura de capital: 
benefícios fiscais
• Permitir que as empresas deduzam os pagamentos de 
juros de seu lucro tributável reduz a parcela de seus 
lucros paga ao imposto de renda.
• Por conseguinte, isso aumenta os fluxos de caixa da 
empresa e deixa maior valor disponível aos 
investidores.
• Em essência, o governo está subsidiando o custo do 
financiamento com capital de terceiros em relação ao 
financiamento com capital próprio.
slide 53
Teoria da estrutura de capital: 
probabilidade de falência
• A chance de uma empresa quebrar por se ver incapaz de 
honrar pontualmente suas obrigações depende muito de 
seu nível de risco econômico e risco financeiro.
• O risco econômico é o risco de uma empresa não ser 
capaz de cobrir seus custos operacionais.
• De modo geral, quanto maior a sua alavancagem 
operacional — o uso que faz de custos operacionais 
fixos — maior o risco econômico.
• O risco econômico também é afetado pela estabilidade 
da receita e de custo.
slide 54
• A estrutura de capital de uma emrpesa – o mix entre 
capital de terceiros e capital próprio – impacta de forma 
direta a alavancagem financeira. 
• A alavancagem financeira mede até que ponto uma 
empresa emprega fontes de financiamento a custo fixo, 
tais como dívida e ações preferenciais.
• Quanto maior a alavancagem financeira de uma 
empresa, maior seu risco financeiro – o risco de ser 
incapaz de honrar o pagamento de juros fixos e os 
dividendos das ações preferenciais.
slide 55
A fabricante de refrigerantes Cooke Company está se 
preparando para tomar uma decisão de estrutura de capital. 
Ela obteve de sua equipe de projeções as estimativas de 
vendas e os níveis de lucros antes de juros e imposto de 
renda (LAJIR) como mostra a Tabela 12.9.
• Risco econômico
Tabela Vendas e cálculo do LAJIR para a Cooke Company 
(em $ mil)
slide 56
Ao desenvolver a estrutura de capital da empresa, o 
administrador financeiro deve aceitar esses níveis de 
LAJIR e as probabilidades a eles associadas como 
dados. Esses dados de LAJIR refletem um 
determinado nível de risco econômico que capta a 
alavancagem operacional, a variabilidade da receita 
de vendas e a previsibilidade de custo da empresa.
• Risco econômico
slide 57
Admitindo que (1) a empresa não tenha passivo circulante, 
(2) sua estrutura de capital contenha atualmente apenas 
ações ordinárias e (3) o montante total de capital 
mantenha-se constante em $ 500.000, o mix de capital de 
terceiros e próprio associado aos vários índices de 
endividamento seria como consta da Tabela 12.10.
• Risco financeiro 
slide 58
• Risco financeiro
Tabela Estruturas de capital associadas a índices 
alternativos de endividamento da Cooke Company
slide 59
• Risco financeiro
Tabela Nível de endividamento, taxa de juros e valor 
monetário dos juros anuais associados às estruturas de 
capital alternativas da Cooke Company
slide 60
• Risco financeiro
Tabela Cálculo do LPA (em $ mil) para alguns índices 
de endividamento geral selecionados da
Cooke Company
slide 61
slide 62
slide 63
• Risco financeiro
Tabela LPA esperado, desvio padrão e coeficiente de 
variação para estruturas de capital alternativas
da Cooke Company
slide 64
• Risco financeiro
Figura Distribuições de probabilidade
slide 65
• Risco financeiro
Figura LPA esperado e coeficiente de variação do LPA 
slide 66
Teoria da estrutura de capital: 
custos de agency impostos pelos 
credores
• Quando um credor fornece fundos a uma empresa, a 
taxa de juros cobrada baseia-se em sua avaliação do 
risco do negócio.
• Após obter um empréstimo a uma determinada taxa, a 
empresa pode aumentar o seu risco ao investir em 
projetos arriscados ou incorrer em mais dívidas.
• Se os investimentos arriscados derem certo, os 
proprietários receberão todos os benefícios; se derem 
errado, os credores compartilharão os custos.
slide 67
• Para evitar essa situação, os credores impõem 
determinados custos de monitoramento aos 
tomadores.
• Exemplos desses custos de monitoramento incluem: 
– aumentar o custo de empréstimos futuros à empresa,
– negar solicitações posteriores de empréstimo e 
– impor cláusulas restritivas nos contratos de empréstimo.
slide 68
Suponhamos que a administração tenha identificado um 
investimento valioso que exigirá financiamento adicional. Ela 
acredita que as perspectivas sejam muito boas e que o 
mercado, como indica o atual preço da ação da empresa, não 
percebe inteiramente seu valor.
Teoria da estrutura de capital: 
informação assimétrica
• A informação assimétrica surge quando os 
administradores de uma empresa dispõem de mais 
informações do que os investidores sobre as operações e as 
perspectivas futuras.
• A informação assimétrica pode impactar a estrutura de 
capital da empresa da seguinte maneira:
slide 69
Nesse caso, a administração levantará os fundos necessários 
por meio de dívida, por acreditar/saber que as ações estão 
subavaliadas. Nesse caso, usar dívida para levantar fundos é 
tido como um sinal positivo aos investidores a respeito das 
perspectivas da empresa.
• A informação assimétrica surge quando os 
administradores de uma empresa dispõem de mais 
informações do que os investidores sobre as operações e as 
perspectivas futuras.
• A informação assimétrica pode impactar a estrutura de 
capital da empresa da seguinte maneira:
slide 70
Estrutura de capital ótima
• Acredita-se, de modo geral, que o valor de uma empresa é 
maximizado quando se minimiza o custo de capital (a taxa de 
desconto da empresa).
• O valor da empresa pode ser definido algebricamente da 
seguinte maneira:
slide 71
Figura Funções de custo e valor 
slide 72
Enfoque LAJIR-LPA para análise da
estrutura de capital
• O enfoque LAJIR-LPA na estrutura de capital envolve 
selecionar a estrutura de capital que maximiza o LPA na 
faixa esperada de lucro antes de juros e imposto de renda 
(LAJIR).
• Usando esse enfoque, a ênfase está em maximizar o retorno 
dos proprietários (LPA).
• Uma das limitações desse enfoque é o fato de que os lucros 
constituem apenas um dos determinantes da maximização 
de riqueza dos acionistas.
• Esse método não avalia de forma explícita o impacto do 
risco.
slide 73
Exemplo
As coordenadas de LAJIR-LPA podem ser encontradas 
supondo valores específicos para LAJIR e calculando o LPA 
a eles associado. A Tabela 12.12 mostra esses cálculos para 
três estruturas de capital — índices de endividamento de 0%, 
30% e 60% — da Cooke Company. Para valores de LAJIR 
de $ 100.000 e $ 200.000, os valores de LPA correspondentes 
encontram-se resumidos na tabela da Figura 12.6.
slide 74
Figura Enfoque LAJIR -LPA 
slide 75
Limitação básica da análise 
LAJIR-LPA
• Embora a maximização do LPA seja geralmente boa 
para os acionistas da empresa, a limitação básica desse 
método é que ele não necessariamente maximiza a 
riqueza dos proprietários porque ignora o risco.
• Se os investidores não exigissem prêmios pelo risco 
(retornos adicionais) à medida que aumentasse a 
proporção de capital de terceiros na estrutura de capital 
da empresa, a estratégia que envolve a maximização do 
LPA também maximizaria o preço da ação.
• Infelizmente, não é esse o caso.
slide 76
A Cooke Company, usando comomedida de risco os 
coeficientes de variação do LPA associados a cada uma 
das sete estruturas de capital alternativas, estimou os 
retornos requeridos a elas associados e mostrados na 
Tabela 12.14. 
Escolha da estrutura de capital 
ótima
• A discussão a seguir tentará criar uma estrutura para tomada 
de decisões sobre orçamento de capital que maximize a 
riqueza dos proprietários — ou seja, que leve em conta tanto 
o risco quanto o retorno.
• Provavelmente a melhor maneira de demonstrar isso seja por 
meio do seguinte exemplo:
slide 77
Tabela 12.14 Retornos requeridos para as estruturas
 de capital alternativas da Cooke Company 
slide 78
Substituindo na Equação o nível esperado de LPA 
e o retorno requerido a ele associado, podemos 
estimar o valor por ação de uma empresa, P0. 
slide 79
Tabela 12.15 Cálculo de estimativas do valor da 
ação associado às estruturas de capital alternativas
da Cooke Company 
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Figura Estimativa do valor 
slide 81
Tabela Fatores importantes a serem considerados na 
tomada de decisões sobre a estrutura de capital

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