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Resumo Regulação da transcrição gênica Controle por ativadores e repressores Óperon – Sequências codificadoras sob controle de um único promotor Formado por: Promotor – sequência reconhecida pela RNA polimerase como delimitador do início da transcrição Operador – sequência adjacente ao promotor e determina a acessibilidade ao promotor Genes estruturais – sequências codificadoras A funcionalidade dos óperons é determinada por uma proteína reguladora que se liga a sequencia operadora ou não. Havendo ligação da PTN reguladora ao operador, a RNA polimerase fica incapacitada de reconhecer a sequencia do promotor, e desta forma não consegue realizar a transcrição. A PTN reguladora pode ser ativa ou inativa Dependendo do estado na qual ela for sintetizada, o óperon será de indução ou repressão. Óperon de indução A PTN reguladora é produzida na forma ativa, ou seja, capaz de reconhecer e se ligar ao operador. A PTN só perde a capacidade de se ligar ao operador em presença do indutor. Desta forma, temos duas situações: 1- sem a presença do indutor, a PTN reguladora se liga ao operador e impede a transcrição. 2- em presença do indutor, a PTN reguladora perde a sua afinidade pelo operador que fica livre e permite que a RNA polimerase realize a transcrição. Óperons de repressão A proteína reguladora é produzida na forma inativa, ou seja, incapaz de reconhecer e se ligar ao operador. Neste caso a proteína reguladora somente ganha a capacidade de se ligar ao operador em presença de um co-repressor. Desta forma temos duas situações: 1- sem a presença do co-repressor, a PTN reguladora não se liga ao operador e a RNA polimerase realiza a transcrição. 2- Em presença do co-repressor a PTN reguladora ganha afinidade pelo operador, impedindo que a RNA polimerase realize a transcrição. Transcrição do Óperon lac Para transcrição do óperon lac, é necessário que a lactose esteja presente no meio para inibir a atividade da PTN reguladora ao se ligar a ela. Caso a glicose esteja presente no meio: A glicose age (negativamente) sobre uma enzima denominada adenilato ciclase. A adenilato ciclase é responsável pela formação de AMP Cíclico, um mensageiro metabólico intracelular. O AMPc é responsável por ativar uma PTN relacionada a transcrição de genes relacionados ao catabolismo celular (CAP – proteína ativadora do catabolismo). Em presença de glicose, o AMPc não é formado, e como conseguência, a CAP não é ativada. Assim, a RNA polimerase não é capaz de transcrever eficientemente os genes relacionados ao catabolismo. Isto interfere no óperon lac que está relacionado á degradação da lactose. Assim: em presença de glicose e ausência de lactose, o óperon lac está INATIVO por dois motivos – a proteína repressora está funcionando e o CAP não. Em presença de lactose e ausência de glicose, o óperon lac está ATIVO, pois a proteína repressora está inibida e a proteína CAP ativa. Em ausência de ambos: o óperon lac está INATIVO, pois a PTN repressora encontra-se ligada ao operador e mesmo com a CAP ativa não há possibilidade da RNA polimerase se ligar ao promotor. Em presença de ambos: a transcrição será baixa, pois apesar da proteína CAP estar inativa, a proteína repressora está inibida, liberando o promotor para eventuais ligações da RNA polimerase.