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CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS PCIP PROFESSOR : Cel BM RR Magalhães Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO (SCI) I n t r o d u ç ã o a S C I DEFINIÇÕES INICIAIS Incêndio: é o fogo sem controle, intenso, o qual causa danos e prejuízos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio. Segurança Contra Incêndio (SCI): é o conjunto de ações e recursos internos e externos à edificação ou área de risco (ambiente externo à edificação que contém armazenamento de produtos perigosos, inflamáveis ou combustíveis, instalações elétricas, radioativas ou de gás ou local onde ocorrer concentração de pessoas), que permitem controlar a situação de incêndio e pânico e remover as pessoas do local do sinistro em segurança. I n t r o d u ç ã o a S C I A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO CONSTITUI-SE DE MEDIDAS DE: - PREVENÇÃO: são medidas destinadas a prevenir (evitar) a ocorrência do início do incêndio; - PROTEÇÃO: a proteção contra incêndio aquelas que visam à proteção da vida humana, vida animal, do ambiente e dos bens materiais dos danos causados pelo incêndio nas edificações e demais ocupações de risco. - Os termos “PREVENÇÃO DE INCÊNDIO” ou “PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO” expressam tanto a EDUCAÇÃO PÚBLICA como as medidas contra incêndio em edificações ou demais ocupações de risco. I n t r o d u ç ã o a S C I AS MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO NAS EDIFICAÇÕES DEVEM SER UTILIZADAS: - INICIALMENTE: pelos ocupantes do prédio e áreas de risco; - SECUNDARIAMENTE: pelas guarnições externas do socorro público. Portanto, as atividades relacionadas com a educação consistem no preparo da população por meio da difusão de ideias que divulgam as medidas de segurança para evitar o surgimento de incêndios nas ocupações. Buscam, ainda, ensinar os procedimentos a serem adotados pelas pessoas diante de um incêndio, os cuidados a serem observados com a manipulação de produtos perigosos e também os perigos das práticas que geram riscos de incêndio. I n t r o d u ç ã o a S C I A implantação da PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO se faz por meio de ações que tem por objetivo: 1 - Dificultar a ocorrência do princípio de incêndio. 2 - Ocorrido o princípio de incêndio, possibilitar a extinção do incêndio no ambiente de origem, dificultando a ocorrência da inflamação generalizada. 3 - Instalada a inflamação generalizada no ambiente de origem do incêndio, dificultar a propagação para outros ambientes. 4 - Proteger a vida dos ocupantes da edificação, permitindo o abandono seguro dos ocupantes da edificação e áreas de risco. 5 - Permitir o acesso para as operações do Corpo de Bombeiros; para proporcionar meios de controle e extinção do incêndio. 6 - Dificultar a propagação do incêndio para edifícios adjacentes; mantendo o edifício íntegro, sem ruína parcial ou total I n t r o d u ç ã o a S C I Portanto, um edifício seguro contra incêndio pode ser definido como aquele em que há alta probabilidade de que todos os ocupantes sobrevivam a um incêndio sem sofrer qualquer ferimento e no qual os danos à propriedade serão confinados às vizinhanças imediatas ao local em que o fogo se iniciou. IMPORTANTE: É de suma importância o conhecimento das medidas de segurança instaladas nas edificações PELAS GUARNIÇÕES DOS CORPOS DE BOMBEIROS (*), pois no atendimento operacional, a utilização de um acesso ou rota de fuga e o manuseio correto de um equipamento será determinante no sucesso de uma intervenção, podendo significar vidas salvas ou a salvaguarda do Bombeiro que estiver atuando na emergência. (*) – Conceito de Planos de Operações I n t r o d u ç ã o a S C I Esses objetivos (SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO) podem ser alcançados mediante: a) Controle da natureza e da quantidade dos materiais de acabamento e revestimento; b) Dimensionamento da compartimentação interna, da resistência ao fogo de seus elementos e do distanciamento entre edifícios; c) Dimensionamento da proteção e da resistência ao fogo da estrutura do edifício; d) Dimensionamento dos sistemas de detecção e alarme de incêndio e/ou dos sistemas de chuveiros automáticos de extinção de incêndio e/ou dos equipamentos manuais [extintores (portáteis e móveis) e Hidrantes/Mangotinhos] para combate; I n t r o d u ç ã o a S C I e) Dimensionamento das rotas de escape e dos dispositivos para controle do movimento da fumaça; f) Controle das fontes de ignição e riscos de incêndio; g) Acesso aos equipamentos de combate a incêndio; h) Treinamento do pessoal habilitado a combater um princípio de incêndio e coordenar o abandono seguro da população de um edifício; I) Gerenciamento e manutenção dos sistemas de proteção contra incêndio instalado. I n t r o d u ç ã o a S C I a) Controle da natureza e da quantidade dos materiais de acabamento e revestimento. MEDIDAS DE SEGURANÇA b) Dimensionamento da compartimentação interna, da resistência ao fogo de seus elementos e do distanciamento entre edifícios. Dividem-se em: I n t r o d u ç ã o a S C I a) Controle da natureza e da quantidade dos materiais de acabamento e revestimento: Dependendo de sua composição, podem contribuir, em maior ou menor grau, na evolução do fogo, devendo ser avaliadas as características de Reação ao Fogo desses materiais. Carga de incêndio: soma das energias caloríficas liberadas pela queima completa de todos os materiais combustíveis contidos em um espaço, inclusive o revestimento das paredes, divisórias, pisos e tetos. (NT 1 – 04 – CBMERJ) MEDIDAS DE SEGURANÇA: I n t r o d u ç ã o a S C I CARGA DE INCÊNDIO NT 1 – 04 CBMERJ I n t r o d u ç ã o a S C I CARGA DE INCÊNDIO Click na imagem – NT 1- 04 CBMERJ NT 1- 04 CBMERJ http://www.cbmerj.rj.gov.br/pdfs/notas-tecnicas/NT 1-04 - Classifica%C3%A7%C3%A3o das edifica%C3%A7%C3%B5es e %C3%A1reas de risco quanto ao risco de inc%C3%AAndio.pdf NT 1-04 - Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio.pdf I n t r o d u ç ã o a S C I RISCO DE INCÊNDIO Decreto Estadual Nº 42/2018 – COSCIP/RJ NT 1- 04 CBMERJ NT 1-04 - Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio.pdf I n t r o d u ç ã o a S C I CARGA DE INCÊNDIO I n t r o d u ç ã o a S C I - Resistência ao Fogo: trata da capacidade de um elemento construtivo de suportar os efeitos de um incêndio sem deixar de exercer suas funções, tais como estanqueidade (hermético – sem vazamento), isolamento térmico, incolumidade (isenção de perigo – seguro) - Reação ao Fogo: trata das características de combustão de elementos incorporados aos revestimentos e acabamentos, ou seja, não se avalia resistência ao fogo, somente seu comportamento perante o fogo, como a velocidade de propagação do fogo na superfície do material, a quantidade de calor necessária para iniciar a ignição, quantidade de fumaça gerada, sua toxicidade, etc. UM ELEMENTO CONSTRUTIVO PODE SER ANALISADO SOB O ASPECTO DA SUA REAÇÃO AO FOGO E SOB O ASPECTO DA SUA RESISTÊNCIA AO FOGO: I n t r o d u ç ã o a S C I b) Dimensionamento da compartimentação interna, da resistência ao fogo de seus elementos e do distanciamento entre edifícios. De uma forma geral, as exigências quanto às medidas de segurança contra incêndio a serem instaladas em cada edificação variam de acordo com a sua ocupação, área construída, altura e risco, sendo este conjunto de medidas dividido basicamente em grupos de PROTEÇÃO ATIVA e PROTEÇÃO PASSIVA. M e d i d a s d e s e g u r a n ç a : I n t r o d u ç ã o a S C I - PROTEÇÃO ATIVA: são medidas que dependem de uma ação inicial (combater imediatamente um incêndio já iniciado) parao seu funcionamento, manual ou automática. Exemplos: extintores, hidrantes, chuveiros automáticos, detecção e alarme de fumaça, sistemas fixos de gases e etc. - PROTEÇÃO PASSIVA: são medidas que não dependem de ação inicial para o seu funcionamento. Esta proteção está incorporada à construção física do edifício e tem por objetivo evitar ou retardar a propagação do fogo. Ex. compartimentação (vertical e horizontal), separação entre edificações, controle de materiais de acabamento/revestimento, aumento da resistência ao fogo das estruturas, saídas de emergência (localização e quantidade), controle de fumaça e outros. I n t r o d u ç ã o a S C I Compartimentar é basicamente dividir um espaço em células que devem ser capazes de suportar o calor da queima dos materiais em seu interior por certo período de tempo, contendo o crescimento do fogo nesse ambiente. Dessa forma, evita-se que o fogo se alastre rapidamente, gerando um incêndio de grandes proporções. Ou seja, os principais objetivos da compartimentação, são: • Conter o fogo em seu ambiente de origem; • Manter as rotas de fuga seguras contra os efeitos do incêndio; • Facilitar as operações de resgate e combate ao incêndio. I n t r o d u ç ã o a S C I Compartimentação de áreas (vertical e horizontal): medidas de proteção passiva, constituídas de elementos construtivos ou de vedação, destinadas a evitar ou minimizar a propagação do fogo, calor e gases, interna ou externamente ao edifício, no mesmo pavimento ou para pavimentos elevados consecutivos, dentro de uma área máxima de compartimentação pré-estabelecida. A compartimentação vertical se destina a impedir a propagação de incêndio no sentido vertical, ou seja, entre pavimentos elevados consecutivos. A compartimentação horizontal se destina a impedir a propagação de incêndio no pavimento de origem para outros ambientes no plano horizontal. I n t r o d u ç ã o a S C I Exemplos de compartimentação horizontal: a) paredes corta-fogo; b) portas corta-fogo; c) selos corta-fogo; d) registros corta-fogo (“dampers”) nos dutos de ventilação e de ar condicionado. Exemplos de compartimentação vertical: a) enclausuramento de dutos “shafts” através de paredes corta-fogo; b) enclausuramento das escadas por meio de paredes e portas corta-fogo; c) selagem corta-fogo dos dutos “shafts” na altura dos pisos; d) parapeitos ou abas corta-fogo, separando aberturas de pavimentos consecutivos. I n t r o d u ç ã o a S C I I n t r o d u ç ã o a S C I I n t r o d u ç ã o a S C I I n t r o d u ç ã o a S C I Portas corta-fogo I n t r o d u ç ã o a S C I I n t r o d u ç ã o a S C I UFF – Instituto de Física I n t r o d u ç ã o a S C I Proteção Passiva de Fachada e distanciamento para minimizar o efeito da Transmissão de calor por Irradiação d O distanciamento entre edificações também Evita a propagação dos incêndios por PROJEÇÃO. I n t r o d u ç ã o a S C I Selagem corta-fogo dos dutos “shafts” na altura dos pisos I n t r o d u ç ã o a S C I Selagem corta-fogo dos dutos “shafts” por paredes corta-fogo I n t r o d u ç ã o a S C I Registros Corta-fogo de dutos de ventilação - Dampers I n t r o d u ç ã o a S C I Os incêndios “emblemáticos” no Brasil 17/12/1961 - Gran Circo Norte Americano – Niterói/RJ – 317 mortos e 440 feridos. 24/02/1972 – Ed. Andraus – São Paulo/SP - 16 mortos e 336 feridos. 1/02/1974 – Ed. Joelma – São Paulo/SP - 179 mortos e 320 feridos. 14/02/1981 – Ed. Grande Avenida – São Paulo/SP – 17 mortos e 53 feridos. 17/02/1986 – Ed. Andorinhas – Rio de Janeiro/RJ – 21 mortos e 50 feridos. I n t r o d u ç ã o a S C I 17/12/1961 - Gran Circo Norte Americano – Niterói/RJ – 317 mortos e 440 feridos. http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.radiosentinela.com.br/adm/cliente/editor/0002/Fevereiro 2013/010213/2009-295271423-2009091075263.jpg_20090910.jpg&imgrefurl=http://www.radiosentinela.com.br/?maior-incendio-do-brasil-deixou-503-mortos-no-gran-circo-americano&ctd=7074&h=375&w=500&tbnid=xvqJqKwru-BZmM:&zoom=1&docid=gwsCVN2lQ30ehM&ei=vtVtVcinH4SQyAS1zIOgCg&tbm=isch&ved=0CCwQMygRMBE I n t r o d u ç ã o a S C I 24/02/1972 – Ed. Andraus – São Paulo/SP - 16 mortos e 336 feridos. I n t r o d u ç ã o a S C I 1/02/1974 – Ed. Joelma – São Paulo/SP - 179 mortos e 320 feridos. I n t r o d u ç ã o a S C I 14/02/1981 – Ed. Grande Avenida – São Paulo/SP – 17 mortos e 53 feridos. I n t r o d u ç ã o a S C I 17/02/1986 – Ed. Andorinhas – Rio de Janeiro/RJ – 21 mortos e 50 feridos. CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS