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condições dignas de cumprimento da sentença onde o Estado 
cumprindo o seu papel deve promover a readaptação do preso ao convívio social. 
Não sendo considerado como um favor, nem um privilegio, e sim um dever do mesmo, 
já que essas pessoas estão sobre custodia do estado, devendo ser garantidos e 
resguardados os direitos dos destes indivíduos. 
A participação dos assistentes sociais, vem tornando-se de extrema importância 
dentro dos sistemas penitenciários, buscando desenvolver técnicas humanas no 
tratamento aos presos consolidando assim a defesa dos direitos, porém um grande 
desafio aos mesmo. 
Sendo assim, percebe-se que um dos desafios atuais do serviço social é transformar 
o projeto ético político um guia efetivo para o exercício da profissão, consolidando-se 
por meio de sua efetiva materialização, entretanto encontramos ainda barreias que 
dificultam sua consolidação, sendo que determinadas barreiras advêm dos próprios 
companheiros de profissão. 
Por sua vez, muitos destes reproduzem praticas conservadoras, através de posturas 
que responsabilizam os indivíduos por sua condição de apenado, intensificando as 
ações punitivas, demorando com os processos burocratizando os direitos daqueles 
indivíduos, assim sendo esta postura impede a melhoria e conserva a visão positivista. 
A lei de nº 7.210 em seu art.22 relata que a assistência social tem por intuito de 
proteger o preso e ajudá-los no sentido de inseri-los no meio social. No art.23 aborda 
sobre as atribuições das atividades profissionais do assistente social, comentando que 
este deve saber a respeito dos resultados de exames e diagnósticos dos presos, 
descrever por escrito ao diretor do presídio a respeito das dificuldades e os problemas 
que estes estejam enfrentando. 
Além disso, observar o resultado no que tange as permissões de saídas ,como 
também das saídas temporárias, promover espaços de entretenimento, orientar o 
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preso quando a finalização da pena ,fazendo com que a volta à liberdade seja mais 
fácil ao indivíduo, disponibilizar documentos, os diversos benefícios sociais, como 
também ajudar e orientar a família do preso, dos internos e vítima.(BRASIL,1984). 
O assistente social deve ficar atento em relação as demandas dos seus atendimentos 
cotidianos, as mesmas geram comprometimento na atuação, que em geral devem ser 
divididas com os profissionais que atuam na instituição, formando uma rede 
multidisciplinar para atender as necessidades dos apenados, buscando sempre o 
diálogo com os outros profissionais do sistema contribuindo para ampliação da ação. 
 
2.6. O compromisso com o Código de Ética Profissional 
O Código de Ética Profissional objetiva valores norteadores da profissão, tais como: o 
reconhecimento da liberdade como valor ético central, bem como preza pelo 
compromisso com a autonomia, a emancipação e a plena expansão dos indivíduos, a 
defesa intransigente dos direitos humanos. 
Desta forma, faz-se necessário que o assistente social, além de conhecer o Código 
de Ética Profissional, a Lei de Regulamentação da Profissão e a LEP que são 
referências ao exercício profissional, também possa conhecer os principais tratados 
de proteção aos direitos humanos acordado pela ONU. 
Busca aprofundar a respeito da defesa dos direitos humanos, a exemplo dos presos 
que se encontram sobre pena privativa de liberdade, haja vista que o compromisso do 
Serviço Social no Campo da Execução Penal deve ser o de garantir os direitos 
humanos dos internos, fortemente violados no espaço prisional. 
Vale salientar que o conhecimento das legislações que respaldam o trabalho dos 
assistentes sociais é muito importante para orientação da profissão neste campo, haja 
vista que o conhecimento permite ao profissional decifrar a realidade social na qual 
está inserido, buscando apresentar propostas de trabalho que ultrapassem a demanda 
institucional e que caminhem no sentido de ampliar seu campo de autonomia 
(PIMENTEL, 2008). 
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Diante deste exposto, o Serviço Social, como profissão que intervém no conjunto das 
relações sociais e nas expressões da questão social, faz-se necessário que os órgãos 
que pactuam a interdição da violação dos direitos humanos, possam incluir o 
profissional do Serviço Social nas discussões. 
A sua intervenção está voltada para o enfretamento da questão social, assim como 
para a garantia dos direitos dos apenados que se encontra nos sistemas prisionais, o 
que demonstra a importância deste profissional, tanto no sistema penitenciário. 
 
2.7. Demandas atendidas pelos Assistentes Sociais no Sistema Prisional 
As demandas atendidas pela equipe de Serviço Social na Vara de Execuções 
Criminais (VEC) na Defensoria Pública, referem-se às negligências vivenciadas pelos 
presos no âmbito prisional, dentre estas negligências podemos destacar o acesso à 
saúde, visto que as unidades prisionais se encontram superlotadas, o que agrava 
diversas patologias. 
Além disso, não possuem uma equipe mínima para atendimento das demandas 
referentes à saúde dentro da unidade, o que faz com que o preso tenha que se 
deslocar até unidades de saúde próximas ao município, processo este não tão 
simples, devido à situação de reclusão. 
Diante deste cenário, a equipe de Serviço Social realiza um trabalho pautado na 
garantia e efetivação dos direitos da pessoa privada de liberdade. Durante as 
intervenções a articulação com a rede de serviços e com as políticas competentes 
pela viabilização do direito se torna essencial para que o sujeito em privação de 
liberdade tenha seus direitos resguardados e efetivados. 
A equipe de Serviço Social se depara também com outras demandas advindas do 
sistema penitenciário, embora ainda em números consideravelmente menores. Porém 
estes dados vêm demonstrar que a atuação não se restringe somente na 
negligenciação do acesso à saúde. 
Segundo pesquisas realizadas, o Brasil conta com mais de 700 mil pessoas privadas 
de liberdade, situando-se desta forma no ranking de detentor da terceira maior 
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população do mundo, dado expressivo que nos leva a diversas outras reflexões acerca 
da punição, pobreza e vulnerabilidades vivenciadas pela população que compõe este 
sistema. 
Então, podemos afirmar que as mazelas que este sistema retrata e carrega consigo, 
frente a este contexto de desigualdades, vulnerabilidades é que se fundamenta a 
intervenção do Serviço Social, visto que a questão social e suas expressões são 
matéria prima para o processo de trabalho e para a intervenção do profissional; é 
frente a este sistema e todas as problemáticas expressas por ele que a equipe de 
Serviço Social atua diariamente. 
A atuação da equipe acontece de forma administrativa, ou seja, materializando a 
articulação em rede, buscando resguardar e efetivar os direitos do sujeito preso já 
previstos em respaldos legais, sem que haja a necessidade da judicialização da 
demanda. 
Toda a ação realizada pela equipe possui o objetivo de resguardar e efetivar os direitos 
do sujeito que se encontra privado de liberdade em cumprimento de sentença, além 
disto, através dos atendimentos semanais é possível o contato direto com os familiares 
que comparecem ao plantão de atendimento do VEC. 
Tais atendimentos ocorrem duas vezes na semana e conta com atendimento social e 
jurídico, sendo possível através deste atender as demandas expressas pelo sujeito 
privado de liberdade e também orientar a família quanto aos seus direitos. 
 
2.8. Assisntente Social e Condições de Trabalho 
Diante disso, faz-se necessário o assistente social crie proposta de trabalho de acordo 
com o projeto ético político da profissão, buscando sempre a emancipação humana. 
Ainda mais em tempos de pandemia. 
Neste ângulo é importante que o assistente social tenha as condições de trabalho, 
uma vez que que o sistema prisional é um espaço das diversas manifestações da 
questão social

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