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Sabrina Reis 1 Alterações cinemáticas da marcha Movimentos articulares excessivos ou limitados, fora do esperado ciclo da marcha. Fundamental relembrar: relação normal da força de reação do dolo (FRS) com cada articulação, em cada fase do apoio. Vetor de força de reação do solo: azul Momento externo: roxo Momento interno: vermelho Os momentos externos e internos são fundamentais para compreender as alterações cinemáticas da marcha. No contato inicial o vetor passa atrás do tornozelo, e a frente do joelho e quadril. O que leva a uma flexão plantar no tornozelo, uma extensão do joelho e flexão do quadril. Os pré-tibiais vão fazer uma contração excentrica para controlar a flexão plantar enquanto o pé desce em direção ao chão. Essa contração vai gerar uma anteriorização da tíbia que contribui para a flexão do joelho, colocando-o na frente do vetor durante a resposta a carga. Já numa marcha onde o contato inicial é feito com o ante-pé com o tornozelo em flexão plantar, o vetor se deslocaria para frente que aumentaria o momento externo extensor do joelho e criaria um momento externo dorsiflexor no tornozelo. O tríceps teria que contrair para controlar a descida do calcanhar e isso puxaria o joelho para trás na direção da extensão. Na resposta a carga veríamos o calcanhar descer e o joelho estender sem necessidade da ação do quadríceps. Essa seria uma estratégia de quem fraqueza nos extensores de joelho. 1/8 Introduc - YouTube Fisioterapia Musculoesquética I Marcha Atípica https://www.youtube.com/watch?v=Rxxmj__n1bw&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=2 Sabrina Reis 2 Tornozelo – Flexão plantar excessiva Direção da flexão plantar excessiva e o seu impacto ao longo das fases da marcha. Para compreender os desvios de tornozelo a gente precisa primeiro lembrar o que o tornozelo deveria fazer em cada fase da marcha. No contato inicial o tornozelo está em neutro, na resposta a carga o tornozelo faz o primeiro rolamento que consiste numa flexão plantar. Logo em seguida, no apoio médio e no apoio terminal, o tornozelo vai se mover na direção da dorsiflexão fazendo o segundo e terceiro rolamentos. No pré Balanço e Balanço inicial ele vai executar uma flexão plantar. No Balanço médio e no Balanço terminal ele vai retornar a posição neutra ou seja realizar uma dorsiflexão e se preparar para o contato. Causas comuns: Diversos fatores podem provocar um desvio do tornozelo na direção da flexão plantar excessiva, por exemplo a fraqueza de pré tibiais vai gerar um pé caído durante todo o Balanço. Se o tríceps estiver contraturado, seja uma contratura em 15° ou em 30°, isso também vai provocar desvios que implicam no excesso de flexão plantar ou na falta de dorsiflexão. No caso de uma lesão do sistema nervoso central, especificamente do neurônio motor superior, um indivíduo pode desenvolver a espasticidade que é uma hiperatividade do reflexo de estiramento. Nos momentos em que o tríceps precisa ser alongado ele reage com uma contração que leva a limitação da dorsiflexão. - YouTube https://www.youtube.com/watch?v=UmTJ-3UUTCU&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=3 Sabrina Reis 3 Fraqueza dos pré tibiais O principal problema que decorre dessa fraqueza é o pé caído durante as fases de Balanço, não tanto no Balanço inicial porque nessa fase é normal ter uma postura de flexão plantar. Mas no Balanço médio e no Balanço terminal o tornozelo deveria voltar a neutro e isso não acontece por causa da paralisia. Como compensação o paciente para evitar que os dedos arrastem no chão precisa levantar a coxa dobrando mais o quadril e o joelho, se isso não fosse suficiente ele pode também inclinar o tronco para o lado da perna de apoio e fazer a circundução da perna afetada. Como consequência o contato inicial também está afetado, o joelho não está estendido e o tornozelo está em flexão plantar excessiva. isso afeta a resposta a carga porque o primeiro rolamento, que seria a descida do bem direção ao chão ao redor do tornozelo, não acontece. Nas outras fases do apoio não tem alterações pois os pré-tibiais paralisados não são necessários nessas fases. Durante o apoio médio e apoio terminal acontece dorsiflexão são normalmente, já que ela é provocada pelo momento externo dorsoflexor e freada pelos flexores plantares. no pré Balanço o tríceps faz também normalmente uma contração que produz a flexão plantar ativa que permanece no Balanço inicial. Contratura de tríceps (30°) O contato inicial não pode ser feito com o joelho estendido pois a angulação do tornozelo é muito extrema. Veja que é possível acomodar até uns 15 a 20° de flexão do tornozelo, o ante-pé vai ficando cada vez mais próximo do chão, mas 30° alongam muito cumprimento do membro inferior. O indivíduo teria 2 opções: jogar a perna bem para frente, o que seria bastante instável, ou levantar um pouco a perna dobrando o joelho, essa é a melhor solução. A tíbia fica mais verticalizada e o pé logo abaixo do joelho facilita a progressão. O contato vai ser com ante pé, por causa dessa postura não vai acontecer o primeiro rolamento da marcha na resposta à carga. Por causa da gravidade da contratura o calcanhar não pode descer até o chão, então como não tem jeito da dorsiflexão acontecer, o segundo rolamento sobre o tornozelo também não acontece. O paciente vai passar todo o apoio na ponta do pé, já no terceiro rolamento. Isso leva um deslocamento do centro de massa para cima durante o apoio na perna afetada. Não há grandes consequências para o pré Balanço e Balanço inicial, visto que a flexão plantar é normal nestas fases. Mas no Balanço médio e Balanço terminal o paciente precisa fazer compensações para evitar que os dedos arrastem no chão, ele pode fazer uma flexão excessiva de quadril e joelho, ou fazer uma circundução, ou inclinar o tronco para o lado da perna não afetada, ou ainda fazer uma flexão plantar com a perna oposta, que está no apoio levando, o corpo todo e portanto também eu peço estado para cima. No Balanço terminal o joelho não poderá estender por completo, porque ele precisa preparar para o contato com o joelho posicionado sobre o tornozelo. Em todas as imagens está marcado de vermelho as fases que são afetadas Bem comum em crianças. Sabrina Reis 4 Contratura de tríceps (15°) No caso de uma contratura rígida do tríceps, porém com uma angulação menor em torno de 15°, possibilidades para o contato inicial se o joelho estiver flexionado o contato vai ser com ante-pé, se o joelho estiver estendido o contato vai ser com o pé baixo bem próximo do chão. No primeiro caso não existe o primeiro rolamento. No segundo caso o primeiro rolamento está reduzido, já que o pé está muito próximo e não tem muito mais amplitude para descer até o chão. Se o calcanhar estiver levado no contato inicial durante a resposta carga ele precisa descer enquanto a perna de apoio aceita o peso do corpo, só que como tornozelo está contraturado a tíbia não consegue ficar vertical em 90° com o pé, ela chega no máximo a 105°, 15° inclinada para trás. Na análise visual da marcha a gente vai observar o joelho dando um tranco para trás quando o calcanhar desce a tíbia é jogada para trás. Como a tíbia está travada atrás e não existeamplitude para dorsiflexão isso vai atrapalhar muito a progressão, que depende do segundo rolamento que seria tiver rolando para a frente sobre o tornozelo. E que deveria acontecer durante o apoio. Para compensar o bloqueio de progressão tem 3 possibilidades durante o apoio médio e terminado: o paciente pode levantar o calcanhar e logo direto para o terceiro rolamento, se for um paciente jovem e com bom nível de energia ele vai conseguir fazer isso, outra possibilidade é ganhar a progressão através da hiperextensão do joelho, mas nem todo mundo tem amplitude de movimento disponível para isso, essa estratégia mais comum em crianças ou em pessoas que adquiriram um problema quando eram bem jovens e ao longo do tempo adquiriram uma frouxidão ligamentar na articulação do joelho; a terceira possibilidade para quem não pode nem levantar o calcanhar e nem usar em prestação do joelho é inclinar o tronco para ganhar um avanço à frente, essa compensação é comum em pacientes idosos, por exemplo. Agora veja que em todos os casos o bloqueio do tornozelo não é completamente compensado e o passo contralateral fica bem curtinho. Se o paciente consegui levantar o calcanhar não vai ter grandes problemas no pré balanço. No Balanço inicial também não, já que é normal observar a flexão plantar nessa fase. Mas no Balanço médio como o paciente não consegue fazer a dorsiflexão normalmente, ele vai ter que desenvolver estratégias para evitar que os dedos arrastem, e essas estratégias a gente já conhece: elas podem envolver uma flexão excessiva de quadril e joelho, uma circundusão, ou uma inclinação lateral do tronco, ou até mesmo a elevação do calcanhar o posto. No Balanço terminal o tornozelo vai estar excessivamente flexionado alterando a postura para o contato inicial. Sabrina Reis 5 No caso da contratura na mesma angulação de ser flexível as alterações ao longo dos ciclos são um pouco diferentes. o contato vai ser semelhante ou com o pé baixo se o joelho estiver estendido ou no ante pé se o joelho estiver flexionado, mas na resposta a carga como a contratura é flexível o calcanhar pode descer até o chão enquanto ativa permanece vertical. No apoio médio a tíbia vai avançar até alcançar o limite da amplitude de movimento disponível, se o tornozelo pudesse ceder até a 10° de dorsoflexão não vai haver consequências mas se a amplitude foi menor do que isso o paciente vai precisar fazer compensações que a gente já conhece. São 3: o calcanhar sai do chão precocemente, o joelho hiperestende se houver amplitude ou o paciente inclina o tronco para frente. No apoio terminal pode ou não haver alterações a elevação aumentado calcanhar é inconsistente e pode não haver alteração nenhuma. no caso de uma contratura com flexibilidade suficiente, aqui a gente tem um mecanismo interessante de conservação de energia: ao longo do apoio médio e terminal o triceps você vai acumular energia elástica enquanto ele é distendido, pense numa mola que está sendo esticadas, isso pode ser bem útil para alguns pacientes porque permite um controle do avanço da tíbia no apoio médio e no apoio terminal mesmo com a musculatura fraca. No pré Balanço quando o peso do corpo for passando para a perna oposta e a força de distenção do tríceps for reduzindo, a energia elástica acumulada retorna para gerar uma flexão plantar, como se amola agora liberada encolher-se novamente. Isso contribui para a impulsão e o pré Balanço não tem alterações. O Balanço inicial também não pois é normal ter uma postura de flexão plantar nessa fase. No Balanço médio e terminal o tornozelo vai permanecer em flexão plantar, mesmo que o triceps seja flexível a força dos pré-tibiais não é suficiente para vencer a contratura. Gente vai fazer aquelas alterações que a gente já conhece: elevar a perna, fazer circundução ou inclinar o tronco para o lado da perna de apoio. Hipersensibilidade reflexo do tríceps Tríceps que entra em contração sempre que for distendido. As alterações são semelhantes a contratura rígida ou flexível dependendo da intensidade das contrações. Sabrina Reis 6 Tornozelo – Dorsiflexão excessiva Para compreender os desvios do tornozelo a gente precisa primeiro lembrar que o tornozelo deveria fazer em cada fase da marcha. Os problemas vão aparecer se a flexão plantar por insuficiente nas fases de resposta A Carga, pré Balanço ou Balanço inicial, ou se a dorsiflexão for excessiva especialmente no apoio médio e apoio terminal. A dorsiflexão excessiva no Balanço médico e Balanço terminal praticamente não acontece. Causas: Uma delas é o uso de órteses como essa que bloqueia o tornozelo em posição neutra, aqui a gente já antecipou que o tornozelo não vai poder fazer uma flexão plantar durante a resposta a carga então é como se houvesse um excesso de dorsiflexão. Outra causa possível é a contratura em flexão do joelho, se o teste der plantígrado necessariamente vai haver uma dorsiflexão excessiva no tornozelo. E por último a fraqueza do sóleo também causa dorsiflexão excessiva porque ele não vai conseguir frear o avanço da tíbia durante o segundo rolamento. Tornozelo está bloqueado em neuro Quando o tornozelo está bloqueado em neuro, seja por uma artrodese ou por causa de uma ortese fixa como essa, a primeira alteração vai ser na resposta a carga. Durante essa fase normalmente o pé deveria descer em direção ao chão através de uma flexão plantar do tornozelo, por causa da ação dos pré-tibiais o movimento de deslocamento para frente da tíbia deveria acontecer em seguida da descida do pé com um certo atraso, esse deslocamento levaria a flexão do joelho em cerca de 15°. mas se o tornozelo está bloqueado é impossível haver atraso entre o movimento do pé e o movimento da tíbia. A tibia vai se deslocar para frente exatamente na mesma proporção da descida do pé, cerca de 30°. Na figura a gente vê que o deslocamento da tíbia para frente é considerada, isso vai gerar uma flexão excessiva do joelho sobrecarregando o quadríceps e aumentando o custo energético da marcha. É por esse motivo que essa órtese não pode ser indicada para pacientes com fraqueza de quadríceps. A presença da órtese vai afetar todas as outras fases em que a posição esperada do tornozelo não for a posição neutra no apoio médio e terminal não vai haver dorsiflexão já que a órtese é fixa, então a órtese impede o segundo rolamento. No pré Balanço e Balanço inicial não vai haver flexão plantar pelo mesmo motivo, então a ordem se atrapalha o terceiro rolamento, não vai haver alterações no Balanço médio terminal que são as fases em que o tornozelo estaria normalmente em neutro. Sabrina Reis 7 Contratura em flexão dos joelhos O contato inicial será feito com o joelho em flexão e o tornozelo em neutro, isso posiciona o pé paralelo ao chão e supreme o primeiro rolamento. No apoio médio e terminal o joelho deveria estender mas como não à amplitude de movimento ele permanece flexionado e o tornozelo permanecem dorsiflexão excessiva. Lembrem se que na baixa normal no meio do apoio médio na medida que o joelho estende ele passa para trás do vetor de força de reação do solo, se o vetor fica na frente do joelho ele garante a manutenção do joelho em extensão sem necessidade de ação muscular, mas aqui a postura constante de flexão do joelho impede que o vetor passe para frente. Como vetor vai permanecer atrás ele vai gerar um momento externo flexor no joelho, isso sobrecarrega o quadríceps, ele precisa ficar o tempo todo ativo para assegurar a posturado joelho e evitar que ele desabe numa flexão ainda maior. As fases de pré Balanço em Balanço inicial e Balanço médio vão ser pouco afetadas, por que esse paciente tem uma contratura que impede a extensão mas não a flexão do joelho, então nessas fases o joelho vai flexionar normalmente e o tornozelo também vai ter uma amplitude normal de movimento. No Balanço terminal, o joelho não vai fazer extensão até neutro e isso vai alterar a postura da perna para o contato inicial. Resumindo então, a contratura em flexão do joelho reduz a flexão plantar do tornozelo na resposta a carga e provoca uma dorsiflexão excessiva do tornozelo no apoio médico e apoio terminal. Fraqueza dos sóleos A principal função deste músculo é frear o avanço da tíbia durante o apoio médio e terminal. É isso que garante a estabilidade da tíbia no segundo rolamento, permitindo que o fêmur avance a frente acima da base estável da tíbia, estendendo o joelho. Se o freio da tíbia é ineficiente ela avança descontroladamente para frente mantendo o joelho flexionado. O joelho fica então sempre na frente do vetor de força de reação do Solo, com o vetor atrás da articulação o momento externo era flexor do joelho, o paciente vai precisar de quadríceps Fortes e constantemente ativos durante todo o apoio. Com o sóleo fraco e o tornozelo em dorso flexão excessiva o calcanhar pode se levantar bem pouco até ficar preso no chão durante todo o apoio terminal e pré Balanço, ou seja no segundo rolamento não apoio médio é descontrolado e o terceiro no apoio terminal pode estar suprimido ou reduzido as outras fases da marcha não são afetadas. - YouTube https://www.youtube.com/watch?v=-Uw_v0y_9bE&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=4 Sabrina Reis 8 Joelho extensão excessiva – flexão insuficiente A nomenclatura que a gente vai utilizar para esses desvios cinemáticos depende do que o joelho deveria fazer em cada fase. Relembrando nas fases em que o joelho realiza a flexão que são resposta a carga, pré Balanço e Balanço inicial ela pode estar insuficiente. Nas fases em que ele faz extensão que são apoio médio, apoio terminal, Balanço médio e Balanço terminal ela pode estar excessiva. - YouTube Causas: São várias as causas para esse tipo de alteração cinemática, a dor é uma causa bastante comum. É interessante que tanta contração insuficiente de quadríceps quando ele é fraco, quanto à contração excessiva de quadríceps quando ele é espástica, podem gerar extensão excessiva ou flexão em suficiente. Uma contratura que impede a flexão do joelho, que é comum depois de imobilização pós cirúrgica por exemplo, ou uma contratura de flexores plantares, também tem esse efeito. E por último a fraqueza dos músculos responsáveis por impulsionar a perna do apoio ao Balanço também é uma causa de flexão insuficiente do joelho. Fraqueza do quadríceps (flexão evitada) Como que alguém pode adaptar a sua marcha na presença de fraqueza de quadríceps? a solução para a fraqueza é evitar a flexão do joelho no apoio, já que essa flexão é a causa da maior demanda dessa musculatura. A força do quadríceps é muito importante na resposta a carga, durante o primeiro rolamento a ação dos pré tibiais freando a descida do pé tem um componente de força que é horizontal na tíbia, esse componente leva a tíbia para frente iniciando a flexão do joelho, o quadríceps então precisa ser ativado para frear a flexão do joelho mas o quadríceps fraco não seria capaz de fazer isso o paciente perderia o controle da articulação. Então a saída é evitar todo esse mecanismo que começa com a ação dos pré- tibiais se o paciente fizer contato com o pé rente ao chão isso elimina o primeiro rolamento, inibe o movimento da tíbia para frente e a flexão do joelho não acontece. https://www.youtube.com/watch?v=B5_IzaNj5HY&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=5 Sabrina Reis 9 Para garantir que o joelho permaneça estendido, um paciente que não pode contar com o quadríceps pode usar o sóleo, que puxa ative a para trás, e o glúten, o que puxa o fêmur para trás. No início do apoio médio o paciente pode usar aí pela extensão do joelho se houver amplitude para isso ou pode inclinar o tronco para frente. O efeito da inclinação é deslocar o vetor de força de reação do solo mais rapidamente para frente do joelho gerando um momento externo extensor, daí para frente o joelho vai se manter estendido sem necessidade de ação muscular. Agora outra compensação é importante é garantir a extensão do joelho no final do Balanço terminal, essa extensão é muito importante porque sem ela o contato inicial aconteceria com o joelho flexionado e isso causaria muitos problemas já que o quadríceps não está disponível para frear a flexão. Normalmente a extensão do joelho no Balanço terminal seria feita pelo quadríceps, mas esse paciente com fraqueza não consegue fazer isso. Então o jeito é fazer essa manobra que a gente chama de “passa e puxa”, o paciente joga coxa para frente com os flexores do quadril, rapidamente freia o mov com o glúteo, a tíbia segue em movimento para a frente por causa da inércia, estende o joelho e aí imediatamente ele coloca o calcanhar no chão. Pronto, agora o joelho está adequadamente lado para o contato inicial e as compensações continuam no próximo ciclo ao longo do tempo. Especialmente ao longo do crescimento com o estresse repetitivo sobre o joelho, os tecidos vão cedendo e permitindo uma amplitude de hiperextensão cada vez maior como a gente vê nesta figura. Dor (flexão evitada) No caso da dor o paciente também vai evitar a flexão do joelho, usando estratégias semelhantes. Ele faz um contato inicial com o pé baixo para evitar o primeiro rolamento e diminuir a flexão do joelho. Além disso ele pode inclinar o tronco para frente no apoio terminal ganhando extensão sem ação muscular, já que a contração aumentaria com pressão entre as superfícies articulares e provocaria mais dor. No pré Balanço e no Balanço inicial o paciente vai reduzir a flexão plantar, lembre-se que essa flexão plantar é o mecanismo essencial para produzir a flexão do joelho, ela que empurra o joelho para flexão. é claro que isso vai reduzir a velocidade de marcha e pedir outras compensações pois se o joelho não dobra o pé pode arrastar. Sabrina Reis 10 Espasticidade do quadríceps (flexão impedida) No caso da espasticidade do quadríceps as consequências vão aparecer quando esse músculo for estirado. A espasticidade é uma condição em que o reflexo de estiramento está hiperativo e o músculo contrai toda fez que ele precisa ser alongado. Durante a marcha do quadríceps vai ser estirado quando o joelho flexionado, como na resposta a carga e também no pré Balanço e Balanço inicial. Nós vamos ver flexão são insuficientes do joelho nessas fases. Na resposta a carga é claro que existe normalmente uma contração excêntrica do quadríceps freando a flexão do joelho, mas na espasticidade grave a contração vai ser intensa a ponto de impedir o movimento. Visualmente o aspecto é de um apoio uma perna rígida com pouca absorção de choque. se a contratação for intensa o joelho pode inclusive hiperestender especialmente se o problema estiver presente desde a infância. O estresse repetitivo vai fazendo os tecidos articulares cederem progressivamente. No pré Balanço e Balanço inicial quando o joelho começa a dobrar com a coxa posteriorisada o quadríceps é alongado e contrai reflexamente, atrapalhando a flexão. Seo joelho não dobra o pé pode arrastar então o paciente vai precisar fazer uma circundução ou uma inclinação lateral do tronco para conseguir passar a perna sem que os dedos arrastem no chão. Flexão plantar excessiva (tríceps não cede) Um tríceps com contratura que não cede e não permite dorsoflexão também pode provocar extensão excessiva do joelho. Já no início o contato vai acontecer com o pé baixo e isso vai reduzir o primeiro rolamento. Já vimos que esse rolamento é importante para iniciar a flexão do joelho e isso não vai acontecer. No segundo rolamento durante o apoio médio o avanço da tíbia vai ser bloqueado pela contratura do tríceps, a tíbia fica presa lá atrás enquanto o corpo avança a cima. Na observação a gente tem a impressão de que o joelho está dando um tranco, sendo jogado para trás, mas isso na verdade não é devido a um problema no joelho em sim e sim uma consequência de um bloqueio no tornozelo. O estresse repetitivo ao longo do tempo a amplitude de hiperextensão do joelho pode aumentar. Apesar de causar extensão excessiva no apoio no Balanço desvio do joelho vai ser o contrário, como tornozelo está em flexão plantar excessiva o paciente vai precisar fazer uma flexão excessiva do joelho para evitar que os dedos arrastem no chão. Sabrina Reis 11 Contratura que impede flexão Se o paciente tem algum problema articular que limita a flexão do joelho, na resposta a carga a flexão usual de 15 a 20° vai estar reduzida, como mostra essa seta vermelha. A flexão inadequada do joelho reduz a absorção de choque, especialmente se o paciente consegue desenvolver uma boa velocidade de marcha. Ao longo do tempo articulação vai sofrer micro traumas em virtude da falta de absorção de choque. Outra fase que necessita de flexão do joelho e pode estar afetada por esse problema é o pré Balanço, isso vai dificultar o desprendimento dos dedos do chão. No Balanço inicial a gente já sabe que a flexão adequada de joelho é o principal mecanismo para evitar que os dedos arrastem, no chão se o joelho não pode ser flexionados os dedos vão arrastar, a única alternativa que o paciente tem para evitar isso é jogar a perna pro lado e fazer uma circundução. O Balanço médio também está afetado como consequência ou uma continuidade da flexão inadequada do joelho na face anterior. Fraqueza de flexores de quadril e/ou flexores plantares Uma última causa para flexão limitada é a insuficiência de flexores do quadril ou flexores plantares. Esses músculos são fundamentais para levar a perna toda em flexão durante o Balanço. É ação vigorosa do tríceps, iniciada no apoio terminal, que empurra tíbia para cima e para frente no pré Balanço colocando o joelho na frente do vetor. Os flexores do quadril complementa o mecanismo, na medida em que eles puxam vendas para frente eles também ajudam a flexionar o joelho. Durante o pré Balanço em condições normais, o joelho faz 40° de flexão, no Balanço inicial a cabeça curta do bíceps entra em ação para ajudar a produzir +20° de flexão completando um total de 60. Vamos lembrar que não pode ser a cabeça longa do bíceps porque ela atravesse o quadril e geraria Uma tendência de extensão que não é desejável neste momento. Então com a fraqueza de flexores do quadril e/o flexores plantares, a flexão do joelho vai Ficar bastante comprometida. E já que essa conexão é essencial que os dedos não arrastarem no chão. O paciente vai precisar fazer algumas compensações como a circundução e a inclinação lateral do tronco do lado da perna de apoio. Para terminar de levar a perna à frente na ausência de flexores do quadril, o paciente vai precisar usar os abdominais para elevar a pelve assim projetar para frente. O tamanho do passo vai ficar encurtado. Sabrina Reis 12 Joelho flexão excessiva – Extensão insuficiente A flexão do joelho normalmente ocorre na resposta a carga, no pré Balanço e Balanço inicial. E nessas fases ela pode estar excessiva. Já a extensão ocorre no apoio médio, terminal e também no Balanço médio e terminal, nessas fases ela pode ser insuficiente. Causas São 3 as causas mais comuns: a primeira é a contratura em flexão do joelhos, a fraqueza do sóleo também pode provocar flexão excessiva do joelho durante o apoio e a flexão plantar excessiva no Balanço vai provocar flexão excessiva do joelho para evitar que os dedos arrastem no chão. Contratura em flexão dos joelhos A primeira alteração já está presente no contato inicial, o joelho deveria estar totalmente estendido mas a intenção é insuficiente. Na resposta a carga o joelho permanece em flexão excessiva e isso causa uma sobrecarga no quadríceps. No apoio médio e terminal o joelho é impedido de completar a sua extenção por causa da contratura, se articulação estiver na frente do vetor de força de reação do solo isso significa que o quadríceps estará constantemente ativo gastando muito mais energia. Veja aqui que a falta de extensão do joelho no apoio terminal limita a progressão da pelve para frente, encurtando o tamanho de passo. Como joelho tem limitação de amplitude apenas para extensão mas não para flexão a contratura não gera consequências no pré Balanço e Balanço inicial. Balanço médio o paciente consegue verticalizar a tíbia mas no Balanço terminal não tem amplitude suficiente para completar extensão,o paciente começar o novo ciclo fazendo o contato inicial com o joelho flexionado. Sabrina Reis 13 Fraqueza dos sóleos As consequências vão aparecer na fase em que a força do solo é necessário. A principal função deste músculo é frear o avanço da tíbia durante o apoio médio e apoio terminal, é isso que garante a estabilidade da tíbia no segundo rolamento, permitindo que o tempo avance a frente acima da base estável da tíbia estendendo o joelho. Se o freio da tíbia for ineficiente e ela avança descontroladamente para frente ela mantém o joelho flexionado, o joelho fica então sempre na frente do vetor de força de reação do Solo, com o vetor atrás do joelho o momento externo flexor o tempo todo, o paciente vai precisar de quadríceps fortes e constantemente ativos durante todo o apoio. Com soleo fraco e o tornozelo dorsiflexão excessiva o calcanhar pode se levantar bem pouco ou até ficar preso no chão durante todo o apoio terminal e o pré Balanço, ou seja, o segundo rolamento não apoio médio é descontrolado e o terceiro rolamento no apoio terminal pode estar suprimido ou reduzido. Flexão plantar excessiva Já no caso de uma flexão plantar a excessiva, seja por fraqueza dos pré tibiais ou contratura do tríceps vai ser necessário produzir uma flexão aumentado do joelho para evitar que os dedos arrasta no chão. As principais alterações vão ser observadas durante o Balanço, no Balanço inicial elas não aparecem porque o tornozelo já está normalmente em flexão plantar nessa fase, mas no Balanço médio e terminar o tornozelo deveria se mover na direção da dorsiflexão são até neutro, já que isso não acontece o paciente precisa levantar a coxa um pouco mais. Isso também provoca um aumento na angulação de flexão do joelho. No Balanço terminal a coxa ainda está elevada e joelho flexionado então o paciente faz o contato inicial com a de pé tocando o solo. - YouTube https://www.youtube.com/watch?v=VN4neMFb0qU&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=6 Sabrina Reis 14 Quadril extensão insuficiente– flexão excessiva As únicas fases em que o quadril está realizando extensão são apoio médio e apoio terminal, nessas fases a extensão pode ser insuficiente. Nas outras fases resposta A Carga, pré Balanço, balanço médio e Balanço terminal, o quadril pode realizar uma flexão excessiva. Causas As causas para o desvio do quadril na direção da extensão insuficiente ou flexão excessiva: são condições que provocam uma ADM de extensão limitada, isso pode acontecer por exemplo por causa de uma contratura dos flexores do quadril, uma artrodese, que é a fusão cirúrgica da articulação, ou uma anquilose, como essa mostrada no raio-x . Anquilose é uma fusão devido a um processo patológico na articulação do quadril. A espasticidade dos flexores também pode limitar a amplitude de movimento disponível para extensão. Além disso, o indivíduo também pode fazer uma flexão excessiva de quadril de maneira voluntário para se proteger da dor ou para compensar problemas em outras articulações. ADM de extensão limitada As únicas fases afetadas pela falta de extensão são aquelas em que a extensão deveria acontecer, ou seja, apoio médio e terminal. No pré Balanço a gente vê uma continuação dos efeitos da extensão limitada dessas 2 fases. Nesse primeiro painel a gente vê as consequências para a postura que o paciente vai adotar: um apoio médio dependendo da angulação do quadril e da idade do paciente. No caso de uma contratura em 15° o problema é facilmente compensado por uma hiperlordose lombar que vai garantir o posicionamento do vetor sobre o pé de apoio. Já com uma contratura severa em 40° um indivíduo adulto não tem mobilidade suficiente na coluna para uma compensação completa, então o centro de gravidade dele vai permanecer à frente do pé de apoio. Os glúteos e extensores da coluna vão ficar constantemente sobrecarregados. Sabrina Reis 15 No caso de uma criança por outro lado ao longo do crescimento a coluna vai desenvolver a lordose necessária para compensar a contratura em flexão de quadril. Um outro jeito de reequilibrar o centro de massa sobre a base de apoio. Quando não há possibilidade de hiperlordose lombar é ficar com os joelhos constantemente flexionados durante o apoio. Isso é claro necessita de força de quadríceps e energia, então é uma compensação mais comum em adultos jovens, enquanto que a inclinação de tronco para frente é mais comum em idosos. Nesta outra figura a gente vê que no apoio terminal a impossibilidade de posteriores a coxa por causa da contratura de quadril vai reduzir significativamente o tamanho do passo. Compensação voluntária Agora no Balanço, especialmente o Balanço médio e Balanço terminal, tem outros motivos para compensação no quadril. O primeiro é compensam tornozelo que está em flexão plantar excessiva, o paciente levanta a coxa além do normal para evitar que os dedos arrastem no chão. O segundo motivo para uma flexão excessiva de quadril é a manobra passa puxa, o paciente faz uma reflexão rápida da coxa que é logo em seguida freada para uma contração dos glúteos de maneira que a tíbia continua o movimento por inércia, assim o joelho pode fazer uma extensão completa sem a contração do quadríceps. Essa é uma manobra comum para quem tem fraqueza de quadríceps. - YouTube https://www.youtube.com/watch?v=GK2svoFkcIE&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=7 Sabrina Reis 16 Quadril flexão insuficiente A flexão é fundamental na transição do apoio para o Balanço. Começando no pré Balanço. é a flexão do quadril que vai levar a perna à frente impossibilitar todas as fases de Balanço que são necessárias para completar o passo. Nessas fases a flexão insuficiente pode reduzir bastante o cumprimento do passo. A extensão excessiva do quadril é muito rara. Insuficiência muscular A causa mais comum para flexão insuficiente no quadril é a fraqueza muscular. Veja que a fraqueza não afeta a resposta a carga porque nessa fase a flexão do quadril não é feita de maneira ativa e sim passiva. A flexão de quadril é só uma consequência da flexão do joelho. As fases mais afetadas são as que necessitam de flexão ativa de quadril que começa no pré Balanço, só que no pré Balanço a maior parte da energia para empurrar coxa para frente vem debaixo, da contração do tríceps. A situação fica realmente crítica é no Balanço inicial quando o paciente já não pode mais contar com tríceps e precisa dos flexores de quadril para puxar a coxa mais para frente. Se a flexão for insuficiente isso vai afetar também as fases seguintes do Balanço e a postura final do membro, portanto o contato inicial do próximo ciclo também vai ser afetado. uficiente - YouTube Como compensar Então a fase crítica em que a flexão do quadril é mais importante mas não acontece por causa da insuficiência muscular, é também a fase em que o paciente vai precisar iniciar as compensações. Para evitar que o pé arraste no chão, o paciente pode fazer uma abdução do quadril levantando o pé do chão pela lateral. Para conseguir jogar a coxa um pouco para frente o paciente pode movimentar a pélvis para cima através da contração dos abdominais. https://www.youtube.com/watch?v=GbnbslaVlB4&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=8 Sabrina Reis 17 E uma ultima maneira de conseguir ganhar alguma flexão de quadril é aumentar a flexão de joelho, isso acontece passivamente, você pode experimentar em você mesmo: se você dobrar o seu joelho 90° e relaxar os glúteos e isquios vai perceber que o joelho se desloca um pouco para frente, ou seja, o quadril flexiona um pouquinho. Isso acontece porque a flexão de joelho coloca o centro de massa numa nova posição, um pouco mais atrás, e com a perna livre para oscilar ao redor do eixo do quadril a coxa se desloca para a frente para reposicionar esse centro de massa bem abaixo do eixo de movimento. Quadril – alterações de abdução/adução e rotação Adução/abdução excessiva As alterações no plano frontal podem se manifestar de várias maneiras. Na primeira figura a gente vê a adução excessiva durante o Balanço, se for muito intensa o paciente pode até tropeçar na perna de apoio. É preciso ter cuidado porque às vezes uma rotação interna excessiva pode se parecer com uma adução excessiva, para não confundir a gente tem que prestar atenção na posição do joelho e do pé, eles vão estar voltados para dentro no caso da rotação interna excessiva. Uma outra coisa importante de observar é o que acontece com o quadril contralateral, nessa figura por exemplo durante o apoio da perna marcada em preto o glúteo médio não consegue fazer a sustentação da pelve, a posição inclinada da pelve implica que o quadril oposto vai ter uma abdução aumentada. Então é comum que quando o quadril está em adução excessiva no apoio o outro esteja em abdução excessiva. E nesse último caso a gente já conhece, é um paciente que está fazendo abdução excessiva no Balanço para trazer a perna para frente, provavelmente como uma forma de compensar uma falha de flexão do joelho ou um excesso de flexão plantar. Causas Na maioria das vezes se trata de fraqueza ou de contratura ou de compensações de músculos fracos. Assim que uma pena sai do chão e entra em Balanço o peso do corpo é totalmente sustentado pela perna de apoio. Esse círculo acima da coluna representa a posição do centro de massa, ele cria um toque fortemente adutor no quadril da perna de apoio, normalmente os abdutores do quadril vão se contrapora esse torque manter a pelve nivelada, mas se o glúteo médio não tiver força suficiente isso vai provocar uma queda pélvica para o lado contralateral e portanto uma adução excessiva da perna que está em apoio. Essa mesma postura de adução excessiva da perna de apoio também pode ser decorrente de uma contratura de adutores que é comum em crianças com paralisia cerebral. Sabrina Reis 18 No caso da próxima figura, no quadril contralateral do paciente existe uma contratura de abdutores que é mais rara e só costuma acontecer depois de períodos prolongados de imobilização com o quadril abduzido, por exemplo por conta de uma fratura ou depois de um pós operatório. Uma última causa para a adoção excessiva durante o Balanço é a tentativa de compensar a falta de flexores do quadril com a utilização dos adutores. O adutor curto, o longo ou o grácil podem ajudar na flexão. Para o paciente que tem espasticidade a contração reflexa desses músculos depois do seu estiramento no final do apoio terminal também cria o mesmo efeito Rotações excessivas Gente pode notar rotação externa excessiva do quadril, se ela acontecer no Balanço terminal ela pode estar relacionada ao efeito da contração do glúteo máximo, e o rotador externo e que está ativo nesse momento para desacelerar o avanço da coxa. Quando a rotação externa excessiva acontece no apoio médio e terminal ela pode ser uma compensação da perda de dorsoflexão. Com a tíbia travada impossibilitada de avançar para frente, uma alternativa que alguns pacientes usam é jogar o peso no antepé, desprender o calcanhar e rodar ele por dentro, na direção da seta. É como se o paciente desviasse da contratura de tornozelo e isso que ele está fazendo na verdade é uma rotação externa da perna como um todo. Já a rotação interna pode acontecer o diferentes motivos: pode ser que os adutores do estejam sendo usados para compensar a falta de flexores, e isso vai causar uma rotação interna. Os isquiotibiais mediais, o semimembranoso e o semitendinoso podem estar imperativos para compensar a fraqueza dos glúteos e nesse caso eles também vão produzir rotação interna excessiva. E por último a rotação interna pode ser uma estratégia voluntária para evitar a flexão de joelho no caso de pacientes que têm o quadríceps fraco, o paciente roda o joelho para dentro coloca a carga que tenderia a flexionar o joelho diretamente sobre o ligamento lateral do joelho e a banda iliotibial. Essas estruturas vão dar estabilidade passiva para articulação. 8/8 Quadril Planos frontal e transverso - YouTube https://www.youtube.com/watch?v=GwInSePTWng&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=9