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9 Marcha Atípica - Fisioterapia

Notas sobre alterações cinemáticas da marcha: explicação do vetor de reação do solo e momentos internos/externos por fases da marcha; análise de desvios como flexão plantar excessiva e pé caído, causas (fraqueza dos pré‑tibiais, contratura do tríceps, espasticidade) e compensações.

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Sabrina Reis 1 
 
 
 
 
 
 
Alterações cinemáticas da marcha 
Movimentos articulares excessivos ou limitados, fora do esperado ciclo da marcha. 
Fundamental relembrar: relação normal da força de reação do dolo (FRS) com cada articulação, em 
cada fase do apoio. 
 
 
Vetor de força de reação do solo: azul 
Momento externo: roxo 
Momento interno: vermelho 
Os momentos externos e internos são fundamentais para compreender as alterações cinemáticas da 
marcha. 
No contato inicial o vetor passa atrás do tornozelo, e a frente do joelho e quadril. O que leva a uma 
flexão plantar no tornozelo, uma extensão do joelho e flexão do quadril. Os pré-tibiais vão fazer uma 
contração excentrica para controlar a flexão plantar enquanto o pé desce em direção ao chão. Essa 
contração vai gerar uma anteriorização da tíbia que contribui para a flexão do joelho, colocando-o na 
frente do vetor durante a resposta a carga. 
 
Já numa marcha onde o contato inicial é feito com o ante-pé com o tornozelo em flexão plantar, o vetor 
se deslocaria para frente que aumentaria o momento externo extensor do joelho e criaria um momento 
externo dorsiflexor no tornozelo. 
O tríceps teria que contrair para controlar a descida do calcanhar e isso puxaria o joelho para trás na 
direção da extensão. 
Na resposta a carga veríamos o calcanhar descer e o joelho estender sem necessidade da ação do 
quadríceps. Essa seria uma estratégia de quem fraqueza nos extensores de joelho. 
1/8 Introduc - YouTube 
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Fisioterapia Musculoesquética I 
Marcha Atípica 
https://www.youtube.com/watch?v=Rxxmj__n1bw&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=2
 Sabrina Reis 2 
Tornozelo – Flexão plantar excessiva 
Direção da flexão plantar excessiva e o seu impacto ao longo das fases da marcha. 
Para compreender os desvios de tornozelo a gente precisa primeiro lembrar o que o tornozelo deveria 
fazer em cada fase da marcha. 
No contato inicial o tornozelo está em neutro, na resposta a carga o tornozelo faz o primeiro rolamento 
que consiste numa flexão plantar. Logo em seguida, no apoio médio e no apoio terminal, o tornozelo 
vai se mover na direção da dorsiflexão fazendo o segundo e terceiro rolamentos. 
No pré Balanço e Balanço inicial ele vai executar uma flexão plantar. 
No Balanço médio e no Balanço terminal ele vai retornar a posição neutra ou seja realizar uma 
dorsiflexão e se preparar para o contato. 
 
 
Causas comuns: 
Diversos fatores podem provocar um desvio do tornozelo na direção da flexão plantar excessiva, por 
exemplo a fraqueza de pré tibiais vai gerar um pé caído durante todo o Balanço. 
Se o tríceps estiver contraturado, seja uma contratura em 15° ou em 30°, isso também vai provocar 
desvios que implicam no excesso de flexão plantar ou na falta de dorsiflexão. 
No caso de uma lesão do sistema nervoso central, especificamente do neurônio motor superior, um 
indivíduo pode desenvolver a espasticidade que é uma hiperatividade do reflexo de estiramento. 
 Nos momentos em que o tríceps precisa ser alongado ele reage com uma contração que leva a 
limitação da dorsiflexão. 
 
 - YouTube 
 
https://www.youtube.com/watch?v=UmTJ-3UUTCU&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=3
 Sabrina Reis 3 
Fraqueza dos pré tibiais 
O principal problema que decorre dessa fraqueza é o pé caído durante as fases de Balanço, não tanto 
no Balanço inicial porque nessa fase é normal ter uma postura de flexão plantar. Mas no Balanço médio 
e no Balanço terminal o tornozelo deveria voltar a neutro e isso não acontece por causa da paralisia. 
Como compensação o paciente para evitar que os dedos arrastem no chão precisa levantar a coxa 
dobrando mais o quadril e o joelho, se isso não fosse suficiente ele pode também inclinar o tronco para 
o lado da perna de apoio e fazer a circundução da perna afetada. Como consequência o contato inicial 
também está afetado, o joelho não está estendido e o tornozelo está em flexão plantar excessiva. isso 
afeta a resposta a carga porque o primeiro rolamento, que seria a descida do bem direção ao chão ao 
redor do tornozelo, não acontece. Nas outras fases do apoio não tem alterações pois os pré-tibiais 
paralisados não são necessários nessas fases. Durante o apoio médio e apoio terminal acontece 
dorsiflexão são normalmente, já que ela é provocada pelo momento externo dorsoflexor e freada pelos 
flexores plantares. no pré Balanço o tríceps faz também normalmente uma contração que produz a 
flexão plantar ativa que permanece no Balanço inicial. 
 
Contratura de tríceps (30°) 
O contato inicial não pode ser feito com o joelho estendido pois a angulação do tornozelo é muito 
extrema. Veja que é possível acomodar até uns 15 a 20° de flexão do tornozelo, o ante-pé vai ficando 
cada vez mais próximo do chão, mas 30° alongam muito cumprimento do membro inferior. O indivíduo 
teria 2 opções: jogar a perna bem para frente, o que seria bastante instável, ou levantar um pouco a 
perna dobrando o joelho, essa é a melhor solução. A tíbia fica mais verticalizada e o pé logo abaixo do 
joelho facilita a progressão. 
 
O contato vai ser com ante pé, por causa dessa postura não vai acontecer o primeiro rolamento da 
marcha na resposta à carga. Por causa da gravidade da contratura o calcanhar não pode descer até o 
chão, então como não tem jeito da dorsiflexão acontecer, o segundo rolamento sobre o tornozelo 
também não acontece. O paciente vai passar todo o apoio na ponta do pé, já no terceiro rolamento. 
Isso leva um deslocamento do centro de massa para cima durante o apoio na perna afetada. Não há 
grandes consequências para o pré Balanço e Balanço inicial, visto que a flexão plantar é normal nestas 
fases. Mas no Balanço médio e Balanço terminal o paciente precisa fazer compensações para evitar que 
os dedos arrastem no chão, ele pode fazer uma flexão excessiva de quadril e joelho, ou fazer uma 
circundução, ou inclinar o tronco para o lado da perna não afetada, ou ainda fazer uma flexão plantar 
com a perna oposta, que está no apoio levando, o corpo todo e portanto também eu peço estado para 
cima. No Balanço terminal o joelho não poderá estender por completo, porque ele precisa preparar para 
o contato com o joelho posicionado sobre o tornozelo. 
Em todas as imagens está marcado de vermelho as fases que são afetadas 
 
Bem 
comum em 
crianças. 
 
 Sabrina Reis 4 
Contratura de tríceps (15°) 
No caso de uma contratura rígida do tríceps, porém com uma angulação menor em torno de 15°, 
possibilidades para o contato inicial se o joelho estiver flexionado o contato vai ser com ante-pé, se o 
joelho estiver estendido o contato vai ser com o pé baixo bem próximo do chão. No primeiro caso não 
existe o primeiro rolamento. No segundo caso o primeiro rolamento está reduzido, já que o pé está 
muito próximo e não tem muito mais amplitude para descer até o chão. Se o calcanhar estiver levado 
no contato inicial durante a resposta carga ele precisa descer enquanto a perna de apoio aceita o peso 
do corpo, só que como tornozelo está contraturado a tíbia não consegue ficar vertical em 90° com o pé, 
ela chega no máximo a 105°, 15° inclinada para trás. Na análise visual da marcha a gente vai observar 
o joelho dando um tranco para trás quando o calcanhar desce a tíbia é jogada para trás. 
 
Como a tíbia está travada atrás e não existeamplitude para dorsiflexão isso vai atrapalhar muito a 
progressão, que depende do segundo rolamento que seria tiver rolando para a frente sobre o tornozelo. 
E que deveria acontecer durante o apoio. 
Para compensar o bloqueio de progressão tem 3 possibilidades durante o apoio médio e terminado: o 
paciente pode levantar o calcanhar e logo direto para o terceiro rolamento, se for um paciente jovem e 
com bom nível de energia ele vai conseguir fazer isso, outra possibilidade é ganhar a progressão 
através da hiperextensão do joelho, mas nem todo mundo tem amplitude de movimento disponível 
para isso, essa estratégia mais comum em crianças ou em pessoas que adquiriram um problema 
quando eram bem jovens e ao longo do tempo adquiriram uma frouxidão ligamentar na articulação do 
joelho; a terceira possibilidade para quem não pode nem levantar o calcanhar e nem usar em prestação 
do joelho é inclinar o tronco para ganhar um avanço à frente, essa compensação é comum em 
pacientes idosos, por exemplo. 
Agora veja que em todos os casos o bloqueio do tornozelo não é completamente compensado e 
o passo contralateral fica bem curtinho. 
 
Se o paciente consegui levantar o calcanhar não vai ter grandes problemas no pré balanço. No Balanço 
inicial também não, já que é normal observar a flexão plantar nessa fase. Mas no Balanço médio como 
o paciente não consegue fazer a dorsiflexão normalmente, ele vai ter que desenvolver estratégias para 
evitar que os dedos arrastem, e essas estratégias a gente já conhece: elas podem envolver uma flexão 
excessiva de quadril e joelho, uma circundusão, ou uma inclinação lateral do tronco, ou até mesmo a 
elevação do calcanhar o posto. No Balanço terminal o tornozelo vai estar excessivamente flexionado 
alterando a postura para o contato inicial. 
 Sabrina Reis 5 
 
No caso da contratura na mesma angulação de ser flexível as alterações ao longo dos ciclos são um 
pouco diferentes. o contato vai ser semelhante ou com o pé baixo se o joelho estiver estendido ou no 
ante pé se o joelho estiver flexionado, mas na resposta a carga como a contratura é flexível o 
calcanhar pode descer até o chão enquanto ativa permanece vertical. 
No apoio médio a tíbia vai avançar até alcançar o limite da amplitude de movimento disponível, se o 
tornozelo pudesse ceder até a 10° de dorsoflexão não vai haver consequências mas se a amplitude foi 
menor do que isso o paciente vai precisar fazer compensações que a gente já conhece. São 3: o 
calcanhar sai do chão precocemente, o joelho hiperestende se houver amplitude ou o paciente inclina o 
tronco para frente. 
No apoio terminal pode ou não haver alterações a elevação aumentado calcanhar é inconsistente e 
pode não haver alteração nenhuma. no caso de uma contratura com flexibilidade suficiente, aqui a 
gente tem um mecanismo interessante de conservação de energia: ao longo do apoio médio e terminal 
o triceps você vai acumular energia elástica enquanto ele é distendido, pense numa mola que está 
sendo esticadas, isso pode ser bem útil para alguns pacientes porque permite um controle do avanço 
da tíbia no apoio médio e no apoio terminal mesmo com a musculatura fraca. 
No pré Balanço quando o peso do corpo for passando para a perna oposta e a força de distenção do 
tríceps for reduzindo, a energia elástica acumulada retorna para gerar uma flexão plantar, como se 
amola agora liberada encolher-se novamente. Isso contribui para a impulsão e o pré Balanço não tem 
alterações. 
O Balanço inicial também não pois é normal ter uma postura de flexão plantar nessa fase. No Balanço 
médio e terminal o tornozelo vai permanecer em flexão plantar, mesmo que o triceps seja flexível a 
força dos pré-tibiais não é suficiente para vencer a contratura. Gente vai fazer aquelas alterações que a 
gente já conhece: elevar a perna, fazer circundução ou inclinar o tronco para o lado da perna de apoio. 
 
 
Hipersensibilidade reflexo do tríceps 
Tríceps que entra em contração sempre que for distendido. 
As alterações são semelhantes a contratura rígida ou flexível dependendo da intensidade das 
contrações. 
 
 Sabrina Reis 6 
Tornozelo – Dorsiflexão excessiva 
Para compreender os desvios do tornozelo a gente precisa primeiro lembrar que o tornozelo deveria 
fazer em cada fase da marcha. Os problemas vão aparecer se a flexão plantar por insuficiente nas fases 
de resposta A Carga, pré Balanço ou Balanço inicial, ou se a dorsiflexão for excessiva especialmente no 
apoio médio e apoio terminal. A dorsiflexão excessiva no Balanço médico e Balanço terminal 
praticamente não acontece. 
Causas: 
Uma delas é o uso de órteses como essa que bloqueia o tornozelo em posição neutra, aqui a gente 
já antecipou que o tornozelo não vai poder fazer uma flexão plantar durante a resposta a carga então é 
como se houvesse um excesso de dorsiflexão. Outra causa possível é a contratura em flexão do joelho, 
se o teste der plantígrado necessariamente vai haver uma dorsiflexão excessiva no tornozelo. E por 
último a fraqueza do sóleo também causa dorsiflexão excessiva porque ele não vai conseguir frear o 
avanço da tíbia durante o segundo rolamento. 
 
Tornozelo está bloqueado em neuro 
Quando o tornozelo está bloqueado em neuro, seja por uma artrodese ou por causa de uma ortese fixa 
como essa, a primeira alteração vai ser na resposta a carga. Durante essa fase normalmente o pé 
deveria descer em direção ao chão através de uma flexão plantar do tornozelo, por causa da ação dos 
pré-tibiais o movimento de deslocamento para frente da tíbia deveria acontecer em seguida da descida 
do pé com um certo atraso, esse deslocamento levaria a flexão do joelho em cerca de 15°. mas se o 
tornozelo está bloqueado é impossível haver atraso entre o movimento do pé e o movimento da tíbia. A 
tibia vai se deslocar para frente exatamente na mesma proporção da descida do pé, cerca de 30°. 
 Na figura a gente vê que o deslocamento da tíbia para frente é considerada, isso vai gerar uma flexão 
excessiva do joelho sobrecarregando o quadríceps e aumentando o custo energético da marcha. É por 
esse motivo que essa órtese não pode ser indicada para pacientes com fraqueza de quadríceps. A 
presença da órtese vai afetar todas as outras fases em que a posição esperada do tornozelo não for a 
posição neutra no apoio médio e terminal não vai haver dorsiflexão já que a órtese é fixa, então a 
órtese impede o segundo rolamento. 
No pré Balanço e Balanço inicial não vai haver flexão plantar pelo mesmo motivo, então a ordem se 
atrapalha o terceiro rolamento, não vai haver alterações no Balanço médio terminal que são as fases 
em que o tornozelo estaria normalmente em neutro. 
 
 Sabrina Reis 7 
Contratura em flexão dos joelhos 
O contato inicial será feito com o joelho em flexão e o tornozelo em neutro, isso posiciona o pé paralelo 
ao chão e supreme o primeiro rolamento. No apoio médio e terminal o joelho deveria estender mas 
como não à amplitude de movimento ele permanece flexionado e o tornozelo permanecem dorsiflexão 
excessiva. Lembrem se que na baixa normal no meio do apoio médio na medida que o joelho estende 
ele passa para trás do vetor de força de reação do solo, se o vetor fica na frente do joelho ele garante a 
manutenção do joelho em extensão sem necessidade de ação muscular, mas aqui a postura constante 
de flexão do joelho impede que o vetor passe para frente. Como vetor vai permanecer atrás ele vai 
gerar um momento externo flexor no joelho, isso sobrecarrega o quadríceps, ele precisa ficar o tempo 
todo ativo para assegurar a posturado joelho e evitar que ele desabe numa flexão ainda maior. 
As fases de pré Balanço em Balanço inicial e Balanço médio vão ser pouco afetadas, por que esse 
paciente tem uma contratura que impede a extensão mas não a flexão do joelho, então nessas fases o 
joelho vai flexionar normalmente e o tornozelo também vai ter uma amplitude normal de movimento. 
No Balanço terminal, o joelho não vai fazer extensão até neutro e isso vai alterar a postura da perna 
para o contato inicial. Resumindo então, a contratura em flexão do joelho reduz a flexão plantar do 
tornozelo na resposta a carga e provoca uma dorsiflexão excessiva do tornozelo no apoio médico e 
apoio terminal. 
 
 
Fraqueza dos sóleos 
A principal função deste músculo é frear o avanço da tíbia durante o apoio médio e terminal. É isso que 
garante a estabilidade da tíbia no segundo rolamento, permitindo que o fêmur avance a frente acima 
da base estável da tíbia, estendendo o joelho. Se o freio da tíbia é ineficiente ela avança 
descontroladamente para frente mantendo o joelho flexionado. O joelho fica então sempre na frente do 
vetor de força de reação do Solo, com o vetor atrás da articulação o momento externo era flexor do 
joelho, o paciente vai precisar de quadríceps Fortes e constantemente ativos durante todo o apoio. 
Com o sóleo fraco e o tornozelo em dorso flexão excessiva o calcanhar pode se levantar bem pouco até 
ficar preso no chão durante todo o apoio terminal e pré Balanço, ou seja no segundo rolamento não 
apoio médio é descontrolado e o terceiro no apoio terminal pode estar suprimido ou reduzido as outras 
fases da marcha não são afetadas. 
 
 - YouTube 
https://www.youtube.com/watch?v=-Uw_v0y_9bE&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=4
 Sabrina Reis 8 
Joelho extensão excessiva – flexão insuficiente 
A nomenclatura que a gente vai utilizar para esses desvios cinemáticos depende do que o joelho 
deveria fazer em cada fase. Relembrando nas fases em que o joelho realiza a flexão que são resposta a 
carga, pré Balanço e Balanço inicial ela pode estar insuficiente. Nas fases em que ele faz extensão que 
são apoio médio, apoio terminal, Balanço médio e Balanço terminal ela pode estar excessiva. 
 
 - YouTube 
 
Causas: 
São várias as causas para esse tipo de alteração cinemática, a dor é uma causa bastante comum. É 
interessante que tanta contração insuficiente de quadríceps quando ele é fraco, quanto à contração 
excessiva de quadríceps quando ele é espástica, podem gerar extensão excessiva ou flexão em 
suficiente. Uma contratura que impede a flexão do joelho, que é comum depois de imobilização 
pós cirúrgica por exemplo, ou uma contratura de flexores plantares, também tem esse efeito. E 
por último a fraqueza dos músculos responsáveis por impulsionar a perna do apoio ao Balanço também 
é uma causa de flexão insuficiente do joelho. 
 
 
Fraqueza do quadríceps (flexão evitada) 
Como que alguém pode adaptar a sua marcha na presença de fraqueza de quadríceps? a solução para 
a fraqueza é evitar a flexão do joelho no apoio, já que essa flexão é a causa da maior demanda dessa 
musculatura. 
A força do quadríceps é muito importante na resposta a carga, durante o primeiro rolamento a ação 
dos pré tibiais freando a descida do pé tem um componente de força que é horizontal na tíbia, esse 
componente leva a tíbia para frente iniciando a flexão do joelho, o quadríceps então precisa ser ativado 
para frear a flexão do joelho mas o quadríceps fraco não seria capaz de fazer isso o paciente perderia o 
controle da articulação. Então a saída é evitar todo esse mecanismo que começa com a ação dos pré-
tibiais se o paciente fizer contato com o pé rente ao chão isso elimina o primeiro rolamento, inibe o 
movimento da tíbia para frente e a flexão do joelho não acontece. 
https://www.youtube.com/watch?v=B5_IzaNj5HY&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=5
 Sabrina Reis 9 
Para garantir que o joelho permaneça estendido, um paciente que não pode contar com o quadríceps 
pode usar o sóleo, que puxa ative a para trás, e o glúten, o que puxa o fêmur para trás. No início do 
apoio médio o paciente pode usar aí pela extensão do joelho se houver amplitude para isso ou pode 
inclinar o tronco para frente. O efeito da inclinação é deslocar o vetor de força de reação do solo mais 
rapidamente para frente do joelho gerando um momento externo extensor, daí para frente o joelho vai 
se manter estendido sem necessidade de ação muscular. 
Agora outra compensação é importante é garantir a extensão do joelho no final do Balanço terminal, 
essa extensão é muito importante porque sem ela o contato inicial aconteceria com o joelho flexionado 
e isso causaria muitos problemas já que o quadríceps não está disponível para frear a flexão. 
Normalmente a extensão do joelho no Balanço terminal seria feita pelo quadríceps, mas esse paciente 
com fraqueza não consegue fazer isso. Então o jeito é fazer essa manobra que a gente chama de 
“passa e puxa”, o paciente joga coxa para frente com os flexores do quadril, rapidamente freia o mov 
com o glúteo, a tíbia segue em movimento para a frente por causa da inércia, estende o joelho e aí 
imediatamente ele coloca o calcanhar no chão. Pronto, agora o joelho está adequadamente lado para o 
contato inicial e as compensações continuam no próximo ciclo ao longo do tempo. 
Especialmente ao longo do crescimento com o estresse repetitivo sobre o joelho, os tecidos vão 
cedendo e permitindo uma amplitude de hiperextensão cada vez maior como a gente vê nesta figura. 
 
 
Dor (flexão evitada) 
No caso da dor o paciente também vai evitar a flexão do joelho, usando estratégias semelhantes. Ele 
faz um contato inicial com o pé baixo para evitar o primeiro rolamento e diminuir a flexão do joelho. 
Além disso ele pode inclinar o tronco para frente no apoio terminal ganhando extensão sem ação 
muscular, já que a contração aumentaria com pressão entre as superfícies articulares e provocaria mais 
dor. 
No pré Balanço e no Balanço inicial o paciente vai reduzir a flexão plantar, lembre-se que essa flexão 
plantar é o mecanismo essencial para produzir a flexão do joelho, ela que empurra o joelho 
para flexão. é claro que isso vai reduzir a velocidade de marcha e pedir outras compensações pois se o 
joelho não dobra o pé pode arrastar. 
 
 Sabrina Reis 10 
Espasticidade do quadríceps (flexão impedida) 
No caso da espasticidade do quadríceps as consequências vão aparecer quando esse músculo for 
estirado. A espasticidade é uma condição em que o reflexo de estiramento está hiperativo e o músculo 
contrai toda fez que ele precisa ser alongado. Durante a marcha do quadríceps vai ser estirado quando 
o joelho flexionado, como na resposta a carga e também no pré Balanço e Balanço inicial. Nós vamos 
ver flexão são insuficientes do joelho nessas fases. 
 Na resposta a carga é claro que existe normalmente uma contração excêntrica do quadríceps freando a 
flexão do joelho, mas na espasticidade grave a contração vai ser intensa a ponto de impedir o 
movimento. Visualmente o aspecto é de um apoio uma perna rígida com pouca absorção de choque. se 
a contratação for intensa o joelho pode inclusive hiperestender especialmente se o problema estiver 
presente desde a infância. O estresse repetitivo vai fazendo os tecidos articulares cederem 
progressivamente. No pré Balanço e Balanço inicial quando o joelho começa a dobrar com a coxa 
posteriorisada o quadríceps é alongado e contrai reflexamente, atrapalhando a flexão. Seo joelho não 
dobra o pé pode arrastar então o paciente vai precisar fazer uma circundução ou uma inclinação lateral 
do tronco para conseguir passar a perna sem que os dedos arrastem no chão. 
 
 
Flexão plantar excessiva (tríceps não cede) 
Um tríceps com contratura que não cede e não permite dorsoflexão também pode provocar extensão 
excessiva do joelho. Já no início o contato vai acontecer com o pé baixo e isso vai reduzir o primeiro 
rolamento. Já vimos que esse rolamento é importante para iniciar a flexão do joelho e isso não vai 
acontecer. No segundo rolamento durante o apoio médio o avanço da tíbia vai ser bloqueado pela 
contratura do tríceps, a tíbia fica presa lá atrás enquanto o corpo avança a cima. Na observação a 
gente tem a impressão de que o joelho está dando um tranco, sendo jogado para trás, mas isso na 
verdade não é devido a um problema no joelho em sim e sim uma consequência de um bloqueio no 
tornozelo. O estresse repetitivo ao longo do tempo a amplitude de hiperextensão do joelho pode 
aumentar. 
Apesar de causar extensão excessiva no apoio no Balanço desvio do joelho vai ser o contrário, como 
tornozelo está em flexão plantar excessiva o paciente vai precisar fazer uma flexão excessiva do joelho 
para evitar que os dedos arrastem no chão. 
 
 Sabrina Reis 11 
Contratura que impede flexão 
Se o paciente tem algum problema articular que limita a flexão do joelho, na resposta a carga a flexão 
usual de 15 a 20° vai estar reduzida, como mostra essa seta vermelha. A flexão inadequada do joelho 
reduz a absorção de choque, especialmente se o paciente consegue desenvolver uma boa velocidade de 
marcha. Ao longo do tempo articulação vai sofrer micro traumas em virtude da falta de absorção de 
choque. Outra fase que necessita de flexão do joelho e pode estar afetada por esse problema é o pré 
Balanço, isso vai dificultar o desprendimento dos dedos do chão. 
No Balanço inicial a gente já sabe que a flexão adequada de joelho é o principal mecanismo para evitar 
que os dedos arrastem, no chão se o joelho não pode ser flexionados os dedos vão arrastar, a única 
alternativa que o paciente tem para evitar isso é jogar a perna pro lado e fazer uma circundução. O 
Balanço médio também está afetado como consequência ou uma continuidade da flexão inadequada do 
joelho na face anterior. 
 
 
Fraqueza de flexores de quadril e/ou flexores plantares 
Uma última causa para flexão limitada é a insuficiência de flexores do quadril ou flexores plantares. 
Esses músculos são fundamentais para levar a perna toda em flexão durante o Balanço. É ação 
vigorosa do tríceps, iniciada no apoio terminal, que empurra tíbia para cima e para frente no pré 
 Balanço colocando o joelho na frente do vetor. Os flexores do quadril complementa o mecanismo, na 
medida em que eles puxam vendas para frente eles também ajudam a flexionar o joelho. 
Durante o pré Balanço em condições normais, o joelho faz 40° de flexão, no Balanço inicial a cabeça 
curta do bíceps entra em ação para ajudar a produzir +20° de flexão completando um total de 60. 
Vamos lembrar que não pode ser a cabeça longa do bíceps porque ela atravesse o quadril e geraria 
Uma tendência de extensão que não é desejável neste momento. Então com a fraqueza de flexores do 
quadril e/o flexores plantares, a flexão do joelho vai Ficar bastante comprometida. E já que essa 
conexão é essencial que os dedos não arrastarem no chão. 
O paciente vai precisar fazer algumas compensações como a circundução e a inclinação lateral do 
tronco do lado da perna de apoio. Para terminar de levar a perna à frente na ausência de flexores do 
quadril, o paciente vai precisar usar os abdominais para elevar a pelve assim projetar para frente. O 
tamanho do passo vai ficar encurtado. 
 
 Sabrina Reis 12 
Joelho flexão excessiva – Extensão insuficiente 
A flexão do joelho normalmente ocorre na resposta a carga, no pré Balanço e Balanço inicial. 
E nessas fases ela pode estar excessiva. Já a extensão ocorre no apoio médio, terminal e também no 
Balanço médio e terminal, nessas fases ela pode ser insuficiente. 
 
Causas 
São 3 as causas mais comuns: a primeira é a contratura em flexão do joelhos, a fraqueza do sóleo 
também pode provocar flexão excessiva do joelho durante o apoio e a flexão plantar excessiva no 
Balanço vai provocar flexão excessiva do joelho para evitar que os dedos arrastem no chão. 
 
 
Contratura em flexão dos joelhos 
A primeira alteração já está presente no contato inicial, o joelho deveria estar totalmente estendido 
mas a intenção é insuficiente. Na resposta a carga o joelho permanece em flexão excessiva e isso 
causa uma sobrecarga no quadríceps. No apoio médio e terminal o joelho é impedido de completar a 
sua extenção por causa da contratura, se articulação estiver na frente do vetor de força de reação do 
solo isso significa que o quadríceps estará constantemente ativo gastando muito mais energia. Veja 
aqui que a falta de extensão do joelho no apoio terminal limita a progressão da pelve para frente, 
encurtando o tamanho de passo. 
Como joelho tem limitação de amplitude apenas para extensão mas não para flexão a contratura não 
gera consequências no pré Balanço e Balanço inicial. Balanço médio o paciente consegue verticalizar a 
tíbia mas no Balanço terminal não tem amplitude suficiente para completar extensão,o paciente 
começar o novo ciclo fazendo o contato inicial com o joelho flexionado. 
 
 Sabrina Reis 13 
Fraqueza dos sóleos 
As consequências vão aparecer na fase em que a força do solo é necessário. A principal função 
deste músculo é frear o avanço da tíbia durante o apoio médio e apoio terminal, é isso que garante a 
estabilidade da tíbia no segundo rolamento, permitindo que o tempo avance a frente acima da base 
estável da tíbia estendendo o joelho. Se o freio da tíbia for ineficiente e ela avança descontroladamente 
para frente ela mantém o joelho flexionado, o joelho fica então sempre na frente do vetor de força de 
reação do Solo, com o vetor atrás do joelho o momento externo flexor o tempo todo, o paciente vai 
precisar de quadríceps fortes e constantemente ativos durante todo o apoio. 
Com soleo fraco e o tornozelo dorsiflexão excessiva o calcanhar pode se levantar bem pouco ou até 
ficar preso no chão durante todo o apoio terminal e o pré Balanço, ou seja, o segundo rolamento não 
apoio médio é descontrolado e o terceiro rolamento no apoio terminal pode estar suprimido ou 
reduzido. 
 
 
Flexão plantar excessiva 
Já no caso de uma flexão plantar a excessiva, seja por fraqueza dos pré tibiais ou contratura do tríceps 
 vai ser necessário produzir uma flexão aumentado do joelho para evitar que os dedos arrasta no chão. 
As principais alterações vão ser observadas durante o Balanço, no Balanço inicial elas não aparecem 
porque o tornozelo já está normalmente em flexão plantar nessa fase, mas no Balanço médio e 
 terminar o tornozelo deveria se mover na direção da dorsiflexão são até neutro, já que isso não 
acontece o paciente precisa levantar a coxa um pouco mais. Isso também provoca um aumento na 
angulação de flexão do joelho. 
 No Balanço terminal a coxa ainda está elevada e joelho flexionado então o paciente faz o contato 
inicial com a de pé tocando o solo. 
 
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https://www.youtube.com/watch?v=VN4neMFb0qU&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=6
 Sabrina Reis 14 
Quadril extensão insuficiente– flexão excessiva 
As únicas fases em que o quadril está realizando extensão são apoio médio e apoio terminal, nessas 
fases a extensão pode ser insuficiente. Nas outras fases resposta A Carga, pré Balanço, balanço médio 
e Balanço terminal, o quadril pode realizar uma flexão excessiva. 
 
 
Causas 
As causas para o desvio do quadril na direção da extensão insuficiente ou flexão excessiva: são 
condições que provocam uma ADM de extensão limitada, isso pode acontecer por exemplo por causa de 
uma contratura dos flexores do quadril, uma artrodese, que é a fusão cirúrgica da articulação, ou uma 
anquilose, como essa mostrada no raio-x . Anquilose é uma fusão devido a um processo patológico na 
articulação do quadril. A espasticidade dos flexores também pode limitar a amplitude de movimento 
disponível para extensão. Além disso, o indivíduo também pode fazer uma flexão excessiva de quadril 
de maneira voluntário para se proteger da dor ou para compensar problemas em outras articulações. 
 
 
ADM de extensão limitada 
As únicas fases afetadas pela falta de extensão são aquelas em que a extensão deveria acontecer, ou 
seja, apoio médio e terminal. No pré Balanço a gente vê uma continuação dos efeitos da extensão 
limitada dessas 2 fases. 
Nesse primeiro painel a gente vê as consequências para a postura que o paciente vai adotar: um apoio 
médio dependendo da angulação do quadril e da idade do paciente. No caso de uma contratura em 15° 
o problema é facilmente compensado por uma hiperlordose lombar que vai garantir o posicionamento 
do vetor sobre o pé de apoio. Já com uma contratura severa em 40° um indivíduo adulto não tem 
mobilidade suficiente na coluna para uma compensação completa, então o centro de gravidade dele 
vai permanecer à frente do pé de apoio. Os glúteos e extensores da coluna vão ficar constantemente 
sobrecarregados. 
 Sabrina Reis 15 
No caso de uma criança por outro lado ao longo do crescimento a coluna vai desenvolver a lordose 
necessária para compensar a contratura em flexão de quadril. Um outro jeito de reequilibrar o centro 
de massa sobre a base de apoio. 
Quando não há possibilidade de hiperlordose lombar é ficar com os joelhos constantemente flexionados 
durante o apoio. Isso é claro necessita de força de quadríceps e energia, então é uma compensação 
mais comum em adultos jovens, enquanto que a inclinação de tronco para frente é mais comum em 
idosos. 
Nesta outra figura a gente vê que no apoio terminal a impossibilidade de posteriores a coxa por causa 
da contratura de quadril vai reduzir significativamente o tamanho do passo. 
 
 
Compensação voluntária 
Agora no Balanço, especialmente o Balanço médio e Balanço terminal, tem outros motivos para 
compensação no quadril. 
O primeiro é compensam tornozelo que está em flexão plantar excessiva, o paciente levanta a coxa 
além do normal para evitar que os dedos arrastem no chão. 
O segundo motivo para uma flexão excessiva de quadril é a manobra passa puxa, o paciente faz 
uma reflexão rápida da coxa que é logo em seguida freada para uma contração dos glúteos de maneira 
que a tíbia continua o movimento por inércia, assim o joelho pode fazer uma extensão completa sem a 
contração do quadríceps. Essa é uma manobra comum para quem tem fraqueza de quadríceps. 
 
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https://www.youtube.com/watch?v=GK2svoFkcIE&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=7
 Sabrina Reis 16 
Quadril flexão insuficiente 
A flexão é fundamental na transição do apoio para o Balanço. Começando no pré Balanço. é a flexão do 
quadril que vai levar a perna à frente impossibilitar todas as fases de Balanço que são necessárias para 
completar o passo. Nessas fases a flexão insuficiente pode reduzir bastante o cumprimento do passo. A 
extensão excessiva do quadril é muito rara. 
 
 
Insuficiência muscular 
A causa mais comum para flexão insuficiente no quadril é a fraqueza muscular. Veja que a fraqueza 
não afeta a resposta a carga porque nessa fase a flexão do quadril não é feita de maneira ativa e sim 
passiva. A flexão de quadril é só uma consequência da flexão do joelho. As fases mais afetadas são as 
que necessitam de flexão ativa de quadril que começa no pré Balanço, só que no pré Balanço a maior 
parte da energia para empurrar coxa para frente vem debaixo, da contração do tríceps. 
A situação fica realmente crítica é no Balanço inicial quando o paciente já não pode mais contar com 
tríceps e precisa dos flexores de quadril para puxar a coxa mais para frente. Se a flexão for insuficiente 
isso vai afetar também as fases seguintes do Balanço e a postura final do membro, portanto o contato 
inicial do próximo ciclo também vai ser afetado. 
 
 uficiente - YouTube 
Como compensar 
Então a fase crítica em que a flexão do quadril é mais importante mas não acontece por causa da 
insuficiência muscular, é também a fase em que o paciente vai precisar iniciar as compensações. Para 
evitar que o pé arraste no chão, o paciente pode fazer uma abdução do quadril levantando o pé do 
chão pela lateral. Para conseguir jogar a coxa um pouco para frente o paciente pode movimentar a 
pélvis para cima através da contração dos abdominais. 
https://www.youtube.com/watch?v=GbnbslaVlB4&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=8
 Sabrina Reis 17 
 E uma ultima maneira de conseguir ganhar alguma flexão de quadril é aumentar a flexão de joelho, 
isso acontece passivamente, você pode experimentar em você mesmo: se você dobrar o seu joelho 90° 
e relaxar os glúteos e isquios vai perceber que o joelho se desloca um pouco para frente, ou seja, o 
quadril flexiona um pouquinho. Isso acontece porque a flexão de joelho coloca o centro de massa numa 
nova posição, um pouco mais atrás, e com a perna livre para oscilar ao redor do eixo do quadril a coxa 
se desloca para a frente para reposicionar esse centro de massa bem abaixo do eixo de movimento. 
 
 
Quadril – alterações de abdução/adução e rotação 
Adução/abdução excessiva 
As alterações no plano frontal podem se manifestar de várias maneiras. Na primeira figura a gente vê a 
adução excessiva durante o Balanço, se for muito intensa o paciente pode até tropeçar na perna de 
apoio. É preciso ter cuidado porque às vezes uma rotação interna excessiva pode se parecer com uma 
adução excessiva, para não confundir a gente tem que prestar atenção na posição do joelho e do pé, 
eles vão estar voltados para dentro no caso da rotação interna excessiva. 
Uma outra coisa importante de observar é o que acontece com o quadril contralateral, nessa figura por 
exemplo durante o apoio da perna marcada em preto o glúteo médio não consegue fazer a sustentação 
da pelve, a posição inclinada da pelve implica que o quadril oposto vai ter uma 
abdução aumentada. Então é comum que quando o quadril está em adução excessiva no apoio o outro 
esteja em abdução excessiva. E nesse último caso a gente já conhece, é um paciente que está fazendo 
abdução excessiva no Balanço para trazer a perna para frente, provavelmente como uma forma de 
compensar uma falha de flexão do joelho ou um excesso de flexão plantar. 
 
Causas 
Na maioria das vezes se trata de fraqueza ou de contratura ou de compensações de músculos fracos. 
Assim que uma pena sai do chão e entra em Balanço o peso do corpo é totalmente sustentado pela 
perna de apoio. Esse círculo acima da coluna representa a posição do centro de massa, ele cria um 
toque fortemente adutor no quadril da perna de apoio, normalmente os abdutores do quadril vão se 
contrapora esse torque manter a pelve nivelada, mas se o glúteo médio não tiver força suficiente isso 
vai provocar uma queda pélvica para o lado contralateral e portanto uma adução excessiva da perna 
que está em apoio. Essa mesma postura de adução excessiva da perna de apoio também pode ser 
decorrente de uma contratura de adutores que é comum em crianças com paralisia cerebral. 
 Sabrina Reis 18 
 No caso da próxima figura, no quadril contralateral do paciente existe uma contratura de abdutores 
que é mais rara e só costuma acontecer depois de períodos prolongados de imobilização com o quadril 
abduzido, por exemplo por conta de uma fratura ou depois de um pós operatório. 
Uma última causa para a adoção excessiva durante o Balanço é a tentativa de compensar a falta de 
flexores do quadril com a utilização dos adutores. O adutor curto, o longo ou o grácil podem ajudar na 
flexão. Para o paciente que tem espasticidade a contração reflexa desses músculos depois do seu 
estiramento no final do apoio terminal também cria o mesmo efeito 
 
Rotações excessivas 
Gente pode notar rotação externa excessiva do quadril, se ela acontecer no Balanço terminal ela pode 
estar relacionada ao efeito da contração do glúteo máximo, e o rotador externo e que está ativo nesse 
momento para desacelerar o avanço da coxa. Quando a rotação externa excessiva acontece no apoio 
médio e terminal ela pode ser uma compensação da perda de dorsoflexão. Com a tíbia travada 
impossibilitada de avançar para frente, uma alternativa que alguns pacientes usam é jogar o peso no 
antepé, desprender o calcanhar e rodar ele por dentro, na direção da seta. É como se o paciente 
desviasse da contratura de tornozelo e isso que ele está fazendo na verdade é uma rotação externa da 
perna como um todo. 
Já a rotação interna pode acontecer o diferentes motivos: pode ser que os adutores do estejam sendo 
usados para compensar a falta de flexores, e isso vai causar uma rotação interna. Os isquiotibiais 
mediais, o semimembranoso e o semitendinoso podem estar imperativos para compensar a fraqueza 
dos glúteos e nesse caso eles também vão produzir rotação interna excessiva. E por último a rotação 
interna pode ser uma estratégia voluntária para evitar a flexão de joelho no caso de pacientes que têm 
o quadríceps fraco, o paciente roda o joelho para dentro coloca a carga que tenderia a flexionar o 
joelho diretamente sobre o ligamento lateral do joelho e a banda iliotibial. Essas estruturas vão dar 
estabilidade passiva para articulação. 
 
8/8 Quadril Planos frontal e transverso - YouTube 
https://www.youtube.com/watch?v=GwInSePTWng&list=PLMPmwPcoTHU0p0Hxh-ieR-Zeff-DmYXfc&index=9

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