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Hormônios Metabólicos da Tireoide

Material sobre fisiologia e bioquímica da tireoide: localização e anatomia folicular; hormônios T4, T3 e calcitonina; síntese, armazenamento e conversão (MIT/DIT); captação e bomba de iodeto, controle por TSH; transporte plasmático, meias-vidas e funções.

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Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
Hormônios Metabólicos da Tireoide 
• A tireoide, localizada 
imediatamente abaixo da laringe e 
ocupando as regiões laterais e anterior da 
traqueia, é uma das maiores glândulas 
endócrinas, normalmente pesando de 15 
a 20 gramas em adultos. 
• Secreta dois hormônios 
principais: 
o Tiroxina (T4); 
o Triiodotironina (T3); 
• Ambos aumentam intensamente 
o metabolismo do organismo. 
• A secreção tireoidiana é 
controlada, principalmente, pelo 
hormônio tireoestimulante (TSH), 
secretado pela hipófise anterior (adeno-
hipófise). 
• A tireoide também secreta 
calcitonina, hormônio importante para o 
metabolismo do cálcio. 
• Cerca de 93% dos hormônios 
metabolicamente ativos, secretados pela 
tireoide, consistem em tiroxina, e 7% são 
tri-iodotironina. 
• As funções desses dois 
hormônios são qualitativamente iguais, 
mas diferem na velocidade e na 
intensidade de ação. 
• A tri-iodotironina é cerca de 
quatro vezes mais potente que a tiroxina, 
mas está presente no sangue em menor 
quantidade e persiste por um tempo 
muito curto. 
Anatomia e Fisiologia da Tireoide 
• A tireoide é composta por grande 
número de folículos fechados, que 
possuem substância secretora, chamada 
coloide, e revestidos por células 
epiteliais cuboides, que secretam seus 
produtos para o interior dos folículos. 
• Coloide: constituído, em sua maior 
parte, pela grande glicoproteína 
tireoglobulina, cuja molécula contém os 
hormônios tireoidianos. 
• O fluxo sanguíneo tireoidiano é 
cerca de cinco vezes maior que o peso 
da glândula a cada minuto, fluxo maior 
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
do que qualquer outra área do corpo, com 
a possível exceção do córtex adrenal. 
• A tireoide ainda apresenta as 
células C que secretam Calcitonina. 
• Necessidade do iodo: 
• Para formar quantidades normais 
de tiroxina, é necessária a ingestão de 
cerca de 50 miligramas de iodo na forma 
de iodeto a cada ano, ou cerca de 1 
mg/semana. 
• Para prevenir a deficiência de 
iodo, o sal comum de cozinha é 
suplementado com cerca de uma parte 
de iodeto de sódio. 
• Iodetos ingeridos por via oral são 
absorvidos pelo trato gastrointestinal, 
sendo sua maior parte excretada pelos 
rins e um quinto sendo usado pelas 
células da tireoide. 
• Bomba de iodeto: 
• A membrana basal das células 
tireoidianas tem a capacidade específica 
de bombear, ativamente, iodeto para o 
interior da célula. Esse bombeamento é 
realizado pela ação de simporte de 
sódio-iodeto. 
• A energia para transportar iodeto 
contra o gradiente de concentração vem 
da bomba de sódio-potássio adenosina 
trifosfatase (ATPase). 
• Captação de iodeto: processo de 
concentração do iodeto na célula. 
• A captação de iodeto pela 
tireoide é influenciada por diversos 
fatores, dos quais o mais importante é o 
TSH; esse hormônio estimula a atividade 
da bomba de iodeto nas células 
tireoidianas, enquanto a hipofisectomia a 
reduz de forma considerável. 
Bioquímica dos Hormônios Tireoidianos 
 
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
 
• A tireoide tem a capacidade 
incomum entre as glândulas 
endócrinas de armazenar grande 
quantidade de hormônios. 
• Cada molécula de tireoglobulina 
contém cerca de 30 moléculas de tiroxina 
e algumas de tri-iodotironina. 
• Os hormônios tireoidianos são 
armazenados nos folículos em 
quantidade suficiente para suprir as 
necessidades normais do organismo por 
2 a 3 meses. Portanto, quando a síntese 
de hormônios tireoidianos é 
interrompida, os efeitos fisiológicos de 
sua deficiência só são observados 
vários meses depois. 
• Após poucos dias, cerca da 
metade da tiroxina é lentamente 
desiodada, formando mais tri-
iodotironina. 
• MIT + DIT = T3 
• DIT + DIT = T4 
 
 
 
Transporte de T3 E T4 para os tecidos 
• Ao serem liberadas no sangue, 
mais de 99% da tiroxina e triiodotironina 
se combinam imediatamente às 
diversas proteínas plasmáticas 
sintetizadas pelo fígado. Elas se 
combinam, principalmente, com a 
globulina de ligação de tiroxina → 
especial para esses hormônios. 
• A alta afinidade das proteínas 
plasmáticas aos hormônios tireoidianos, 
essas substâncias, em particular a 
tiroxina (T4) são liberadas de forma lenta 
para os tecidos. 
• Ao adentrar nas células, são de 
novo armazenadas, mas dessa vez nas 
próprias células-alvo, e são usadas, 
lentamente, ao longo de dias ou semanas. 
o T4 – mais afinidade: meia vida de 
6 dias. 
o T3 – menos afinidade: meia vida 
de 1 dia. 
 
 
 
O T3 e T4 são armazenados nas células alvo, e serão usados lentamente.
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
Funções Fisiológicas 
• O efeito geral dos hormônios 
tireoidianos consiste em ativar a 
transcrição nuclear de grande número de 
genes 
• Praticamente todas as células do 
organismo é sintetizado grande número 
de enzimas, proteínas estruturais, 
transporte de proteínas e outras 
substâncias. O resultado é o aumento 
generalizado da atividade funcional de 
todo o organismo. 
• Os receptores intracelulares de 
hormônio tireoidiano (receptores 
nucleares – núcleo e citoplasma) têm 
afinidade muito alta com a tri-
iodotironina. Consequentemente, mais 
de 90% das moléculas de hormônio 
tireoidiano que se ligam aos receptores 
consistem em tri-iodotironina. 
• Acredita-se que a maioria das 
ações do hormônio tireoidiano resulte 
das funções enzimáticas ou outras 
funções dessas novas proteínas. 
• Hormônios tireoidianos parecem 
também ter efeitos celulares não 
genômicos, que são independentes dos 
seus efeitos na transcrição gênica. 
• T3 e T4 estimulam a síntese de 
proteínas diversas. 
• Aumento da atividade funcional 
de todo organismo. 
• Ação sobre receptores nucleares; 
• Aumento da atividade de outras 
glândulas endócrinas. 
• Aumento do catabolismo de 
proteínas. 
• Aumento da atividade das 
mitocôndrias → mais ATP é produzido. 
• Excesso de atividade tireoidiana 
→ aumento do trabalho cardíaco. 
• O hormônio deixa a membrana 
mais permeável a íons sódio, o que 
aumenta a ação da bomba de sódio e 
potássio, aumentando também a 
produção de calor. 
 
 
 
 
Consequentemente, mais iodeto poderá adentrar atarvés da energia fornecida pela bomba de sódio e potássio.
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
Efeito do hormônio tireoidiano no 
crescimento 
• O hormônio tireoidiano provoca 
efeitos gerais e específicos no 
crescimento. 
• Em humanos, o efeito do 
hormônio tireoidiano no crescimento se 
manifesta principalmente em crianças: 
o Hipotireoidismo: crescimento 
retardado. 
o Hipertireoidismo: crescimento 
esquelético excessivo em idade 
precoce, mas a altura final do adulto 
pode ser reduzida. 
• Um importante efeito do 
hormônio tireoidiano é promover o 
crescimento e desenvolvimento do 
cérebro durante a vida fetal e nos 
primeiros anos de vida pós-natal. 
• A criança que não tem a glândula 
tireoide permanece mentalmente 
deficiente para o resto da vida. 
Efeitos em funções corporais específicas. 
• Carboidratos 
o Aumenta a captação de glicose 
o Aumento da Glicólise 
o Estimula a gliconeogênese 
o Estimula a secreção de insulina. 
• Lipídios 
o Diminuição dos níveis de 
colesterol e triglicerídeos. 
 
o Hipotireoidismo aumento destes 
níveis. 
o Beta-oxidação acelerada 
o Aumento da secreção de 
colesterol na bile e consequente perda 
nas fezes. 
• O aumento do hormônio 
tireoidiano reduz as concentrações de 
colesterol, fosfolipídios e triglicerídeos 
no plasma, embora aumente a de 
ácidos graxos livres. 
• Um dos mecanismos pelos quais 
o hormônio tireoidiano reduz a 
concentração plasmática de colesterol é 
o aumento significativo da secreção de 
colesterol na bile e, consequentemente, 
sua perda nas fezes. 
• Aumento do Metabolismo 
Basal: 
• Uma quantidade extrema de 
hormônios é necessária para produzir 
metabolismo basal muito alto.• Redução do Peso Corporal 
• Uma quantidade muito elevada 
de hormônio tireoidiano, quase sempre, 
reduz o peso corporal, e a quantidade 
esteatorreia
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
muito reduzida, quase sempre, o 
aumento. 
• Outros 
• Aumento da necessidade de 
vitaminas. 
• O aumento do metabolismo nos 
tecidos provoca a utilização mais rápida 
de oxigênio que o normal e a liberação 
de quantidades aumentadas de produtos 
metabólicos. 
• A frequência cardíaca aumenta 
consideravelmente (efeito 
cronotrópico) mais sob a influência do 
hormônio tireoidiano do que seria 
esperado pelo aumento no débito 
cardíaco. 
• A frequência cardíaca é um dos 
sinais físicos que o médico utiliza para 
determinar o excesso ou a redução da 
produção de hormônio tireoidiano. 
• Quando a secreção do hormônio 
tireoidiano é acentuadamente elevada, a 
força do músculo cardíaco (efeito 
inotrópico) fica deprimida. 
• Pacientes gravemente 
tireotóxicos morrem por 
descompensação cardíaca secundária à 
insuficiência do miocárdio e ao aumento 
do trabalho cardíaco imposto pelo maior 
débito cardíaco. 
• Um maior metabolismo aumenta 
a utilização de oxigênio. 
• O hormônio tireoidiano aumenta 
tanto a produção de secreções digestivas 
como a motilidade do trato 
gastrointestinal. 
• O hipertireoidismo, portanto, 
frequentemente resulta em diarreia, 
enquanto a falta de hormônio tireoidiano 
pode causar constipação. 
• O hormônio tireoidiano 
aumenta a velocidade da atividade 
cerebral. Sua falta reduz a velocidade da 
atividade cerebral. 
• O hipertireoidismo, 
frequentemente, apresenta muito 
nervosismo e tem tendências 
psiconeuróticas, tais como complexos de 
ansiedade, preocupação excessiva e 
paranoia. 
• Um dos sinais mais 
característicos do hipertireoidismo é o 
tremor muscular leve. 
• Devido ao efeito exaustivo do 
hormônio tireoidiano na musculatura e 
no sistema nervoso central, a pessoa com 
hipertireoidismo frequentemente se 
queixa de cansaço constante. 
• A elevação do hormônio 
tireoidiano aumenta a secreção de várias 
outras glândulas endócrinas, mas 
também aumenta as necessidades 
teciduais pelos hormônios. 
• Impotência (excesso de 
hormônio). 
Devido a alta atividade cerebral
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
• Perda da libido 
(diminuição do hormônio). 
• Alterações no fluxo 
menstrual (hipomenorreia e 
polimenorreia; hiper- amenorreia). 
Regulação da Secreção dos Hormônios 
Tireoidianos. 
• Para manter níveis 
normais de atividade metabólica no 
organismo, uma quantidade exata de 
hormônio tireoidiano deve ser secretada 
a cada momento. 
• O TSH aumenta todas 
as conhecidas atividades secretoras 
das células glandulares tireoidianas. 
• A secreção de TSH pela 
hipófise anterior é controlada pelo 
hormônio hipotalâmico, o hormônio 
liberador de tireotropina (TRH). 
• TRH afeta diretamente as 
células da hipófise anterior, elevando 
sua secreção de TSH. 
• No frio, o hipotálamo vai 
produzir mais TRH que age sobre a 
adeno-hipófise, fazendo mais TSH ser 
secretado para agir sobre a tireoide que 
vai liberar seus hormônios (T3 e T4). 
Isso vai aumentar a atividade metabólica 
e por consequência a produção de calor. 
• Agitação e ansiedade 
causam redução aguda da secreção de 
TSH. 
• Independentemente de 
onde se dá o controle por feedback, seu 
efeito consiste em manter uma 
concentração quase constante de 
hormônios tireoidianos nos líquidos 
corporais circulantes. 
• Substâncias Anti-Tireoídeas: 
• Tiocianato: Inibe a bomba de 
Iodeto. → compete com o iodo pela 
bomba. 
• Propiltiouracil, Metimazol: Bloqueio 
da enzima peroxidase e Bloqueio da 
conjugação de tirosinas iodadas. 
• Iodeto em altas concentrações: 
Diminuição do sequestro de iodeto, 
diminuição da iodetação da Tirosina e 
paralisação da endocitose de coloide 
(glândula diminui de tamanho:pré-
cirurgias). 
Doenças da Tireoide 
Hipertireoidismo: 
• Na maioria dos pacientes com 
hipertireoidismo, o tamanho da tireoide 
Por causa do aumento da atividade da bomba de sódio e potássio.
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
aumenta duas a três vezes acima do 
normal, com enorme hiperplasia e 
pregueamento do revestimento celular 
folicular para o interior dos folículos, de 
modo que o número de células aumenta 
muito. 
• A doença de Graves, a forma mais 
comum de hipertireoidismo, é uma 
doença autoimune, na qual os 
anticorpos, chamados imunoglobulinas 
estimulantes da tireoide (TSIs), formam-
se contra o receptor de TSH na glândula 
tireoide provoca a ativação contínua dos 
sistemas celulares do AMPc, com 
resultante desenvolvimento de 
hipertireoidismo. as concentrações de 
TSH ficam abaixo da normal (muitas 
vezes, essencialmente zero), em vez de 
aumentadas, em quase todos os pacientes 
com doença de Graves. 
• Adenoma Tireoidiano: (tumor) 
localizado, que se desenvolve no tecido 
da tireoide e secreta grande quantidade 
de hormônio tireoidiano. Enquanto o 
adenoma secreta grandes quantidades de 
hormônio tireoidiano, a função secretora 
de todo o restante da tireoide é quase 
totalmente inibida, porque o hormônio 
tireoidiano do adenoma suprime a 
produção de TSH pela hipófise. 
• Sintomas: 
o Alta excitabilidade; 
o Intolerância ao calor; 
o Aumento da sudorese; 
o Perda de Peso rápida; 
o Graus variáveis de diarreia; 
o Fraqueza muscular; 
o Nervosismo; 
o Fadiga extrema; 
o Tremor nas mãos. 
o Cabelos finos e fracos 
• Exoftalmia: Um grau importante de 
exoftalmia ocorre em cerca de um terço 
dos pacientes com hipertireoidismo, e a 
condição, às vezes, torna-se tão grave, 
que a protrusão do globo ocular provoca 
estiramento do nervo óptico, suficiente 
para causar danos à visão. Pálpebras não 
se fecham completamente quando a 
pessoa pisca os olhos ou dorme. Como 
consequência, as superfícies epiteliais 
dos olhos ficam ressecadas, irritadas e 
frequentemente infectadas, resultando 
em ulceração da córnea. Em geral, 
regride acentuadamente com o 
tratamento do hipertireoidismo. 
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
• Diagnóstico: 
o Dosagem de T4 livre e T3 
no plasma; 
o Dosagem de TSH e TSI. 
• Tratamento 
o Cirurgia 
o Iodo Radioativo. 
Hipotireoidismo 
• Iniciado por autoimunidade 
contra a tireoide (doença de 
Hashimoto), mas, nesse caso, é a 
imunidade que destrói a glândula, em 
vez de estimulá-la. 
• A tireoide da maioria desses 
pacientes apresenta “tireoidite” 
autoimune, que significa inflamação da 
tireoide. 
• Bócio endêmico: deficiência de 
iodo na dieta. 
• Bócio Atóxico Idiopático: 
Secreção reduzida dos hormônios, 
mecanismo de feedback insuficiente 
para o TSH. 
• Finalmente, alguns alimentos 
contêm substâncias bociogênicas com 
atividade antitireoidiana, semelhante ao 
propiltiouracil, levando ao aumento da 
tireoide, estimulado pelo TSH. Tais 
substâncias bociogênicas são 
encontradas especialmente em algumas 
variedades de nabo e repolho. 
• Mixedema: a flacidez sob os 
olhos e o inchaço da face. Nessa 
condição, a quantidade muito elevada de 
ácido hialurônico e sulfato de 
condroitina, ligados a proteínas, forma 
um excesso de gel tecidual nos espaços 
intersticiais, aumentando a quantidade 
total do líquido intersticial. 
• Diagnóstico: 
o Dosagem de T4 livre e T3 
no plasma 
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
o Dosagem de TSH. 
• Tratamento: 
o A ingestão oral de um ou 
mais comprimidos contendo tiroxina. 
Cretinismo: 
o O cretinismo é causado por 
hipotireoidismo extremo em fetos, bebês 
ou crianças. 
o Deficiência de crescimento e 
retardo mental. 
o O crescimento esquelético da 
criança com cretinismo é 
caracteristicamente mais inibido que o 
do tecido mole. Como resultado dessa 
desproporcionalidade do crescimento, os 
tecidos moles apresentam probabilidade 
de crescer excessivamente, dando à 
criança uma aparência obesa,estrutura 
brevilínea e baixa estatura. 
o A língua se torna tão grande, em 
relação ao crescimento esquelético, que 
obstrui a deglutição e a respiração. 
 
 
Glândulas Paratireoides 
• Localizadas imediatamente atrás 
da Tireoide, geralmente em 4. 
• Tamanho: 6mmX3mmX2mm. 
• Secreta PTH: 
o Aumenta o cálcio na circulação 
→ tira cálcio ósseo quando o cálcio está 
baixo no sangue. 
o Regula absorção intestinal de 
cálcio e fosfato; 
o Regula a excreção renal de cálcio 
(absorve mais) e fosfato (secreta mais). 
o Regula a troca destes íons entre o 
LEC e o osso. 
o Aumentar reabsorção de cálcio 
no intestino. 
• Como funciona a mobilização do 
cálcio presente no osso: 
Fase Rápida: osteólise (líquido ósseo) 
• Retira cálcio presente no líquido 
ósseo. 
Fase lenta: ativação dos osteoclastos: 
• Fazem remodelagem óssea. 
Jogam cálcio para a circulação. 
Ação osteoclástica
Thiago Gurgel Regis 
Morfofuncional I 
• Calcitonina: joga cálcio do 
sangue para o osso, ela atua em conjunto 
com o PTH. 
• Hipocalcemia: excitação do SNC e 
Tetania (espasmos involuntários). → 
membranas mais permeáveis ao sódio 
que geram potenciais de ação. 
• Sinal de Chvostek: percutir o nervo 
facial do paciente e esse nervo vai 
apresentar vário espasmos. 
• Sinal de Trousseau: 
esfigmomanômetro vai ser inflado até a 
metade da pressão (3-10 min), o 
indivíduo começa a apresentar a mão de 
parteira, fica contraindo. 
• Hipercalcemia: sede, poliúria, 
deprime o SNC e os músculos. Além de 
constipação e perda de apetite. 
• Hipoparatireoidismo: 
o Pós cirúrgico (câncer em cabeça 
e pescoço) 
o Autoimune (Síndrome DiGeorge, 
por exemplo). 
o Resistência a ação do PTH. 
o Doenças infiltrativas. 
o Hemocromatose. 
• Hiperparatireoidismo: 
o Primário: tumores, fraturas 
ósseas, cálculo renal, hipercalcemia. 
o Secundário: compensação a 
hipocalcemia, aumento da glândula → 
falta de vitamina D e IRC. 
• Osteomalácia ou raquitismo no adulto: 
esteatorreia, problemas renais, 
diminuição de cálcio, da matriz óssea. 
Referências: 
• GUYTON, A.C. e Hall J.E.– 
Tratado de Fisiologia Médica. Editora 
Elsevier. 13ª ed., 2017. 
Capítulo 77.

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