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ACÕES DE CONTROLE No controle automático, efetua-se sempre a medição da variável controlada (saída), compara-se este valor medido com o valor desejado e a diferença entre estes dois valores é então processada para finalmente modificar ou não a posição do elemento final de controle. O processamento é feito em uma unidade chamada unidade de controle através de cálculos matemáticos. Cada tipo de cálculo é denominado ação de controle e tem o objetivo de tornar os efeitos corretivos no processo em questão os mais adequados. Isto é realizado no controlador que emite um sinal de saída para o Elemento Final de Controle. O sinal de saída do controlador depende da diferença entre a variável do processo (PV) e o valor desejado para aquele controle (SP ou SV). Assim, dependendo do resultado desta diferença, a saída pode aumentar ou diminuir. Baseado nisto um controlador pode ser designado a trabalhar de dois modos distintos chamados de “ação direta” e “ação reversa” ou inversa. MODOS DE ACIONAMENTO DO CONTROLADOR Um controlador está funcionando na ação direta quando um incremento na variável do processo em relação ao valor desejado, provoca um incremento no sinal de saída do mesmo. Um controlador está funcionando na “ação reversa” quando um incremento na variável do processo em relação ao valor desejado, provoca um decréscimo no sinal de saída do mesmo. Ação direta Ação reversa ou ação inversa AÇÕES DA VÁLVULA DE CONTROLE AÇÕES DE CONTROLE ✓ On Off (Liga-Desliga) ✓ Proporcional ✓ Integral ✓ Derivativa CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO On Off (Liga-Desliga) (Tudo ou Nada) A mais simples e também é a de menor custo, por isso é extremamente utilizada tanto em sistemas de controle industrial como doméstico Só permite duas posições para o elemento final de controle, ou seja: totalmente aberto ou totalmente fechado – 0% OU 100%. Assim, a variável manipulada é rapidamente mudada para o valor máximo ou o valor mínimo, dependendo se a variável controlada está maior ou menor que o valor desejado CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO ➢ Duas posições sem histerese ➢ Duas posições com histerese Controle em que a variação da variável do processo é definida apenas por um único ajuste no elemento controlador. Controle em que a variação da variável do processo é definida por dois ajustes, um mínimo e um máximo, no elemento controlador. Pode ser: On Off (Liga-Desliga) CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições sem histerese On Off (Liga-Desliga) CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições sem histerese On Off (Liga-Desliga) CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições sem histerese On Off (Liga-Desliga) CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições sem histerese AÇÃO DE CONTROLE ON/OFF AÇÃO DE CONTROLE ON/OFF On Off (Liga-Desliga) CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições com histerese T4M Entrada de vapor Saída de líquido aquecido Saída de condensado Entrada de líquido frio Serpentina de aquecimento Tomada de impulso de temperatura Válvula com servomotor elétrico (Solenóide) CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições sem histerese O elemento controlador tem a função de comparar o valor medido pelo transmissor de temperatura com o valor desejado. Havendo diferença ele envia um sinal ao EFC (abrir ou fechar a válvula no sentido de diminuir o erro. T4M CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições sem histerese On Off (Liga-Desliga) CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições com histerese On Off (Liga-Desliga) CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições com histerese On Off (Liga-Desliga) Características do controlador do tipo ON-OFF: b) O ganho é infinito c) Provoca oscilações no processo d) Deixa sempre erro de off-set CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO a) A correção independe da intensidade do desvio T4M CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO Duas posições com histerese O reservatório é alimentado com uma pressão constante de 1,2 kg/cm2. A descarga continua do reservatório pode ser modificada por meio da válvula de descarga, de modo a poder similar as variações de descarga do processo. O pressostato controla uma válvula colocada em série na entrada do reservatório. Um registrador permite registrar as variações de pressão em função do tempo. T4M Duas posições com histerese CONTROLE AUTOMÁTICO DESCONTÍNUO O reservatório é alimentado com uma pressão constante de 1,2 kg/cm2. Instante 0 a 2,25 min. o pressostato acionou o fechamento da válvula quando a pressão atingiu 0,78 kg/cm2 e abertura da mesma quando a pressão atinge a 0,5 kg/cm2. O intervalo entre a abertura (Pa) e o fechamento (Pf) é chamada zona diferencial. O diferencial representa a zona dentro da qual o elemento controlador, o pressostato, não intervém. Instante 6,3 a 7,3 min. o diferencial de pressão é de apenas 0,08 kg/cm2. AÇÃO DE CONTROLE ON/OFF T4M EM MALHA ABERTA CONTROLE AUTOMÁTICO CONTÍNUO Um controlador cuja saída varia continuamente, podendo assumir qualquer valor compreendido entre os limites máximo mínimo. Nos sistemas de controle descontínuo a variável controlada varia em torno do valor desejado, com oscilações cujas amplitude e frequência dependem das características do processo e do próprio sistema de controle. Nos sistemas de controle contínuo a variável controlada não oscila, mas, se mantém constante no setpoint. T4M CONTROLE AUTOMÁTICO CONTÍNUO Entrada de vapor (variável manipulada) Saída do líquido aquecido (variável controlada) Saída condensado Entrada líquido frio Serpentina de aquecimento Tomada de Impulso T4M CONTROLE CONTÍNUO T4M CONTROLE AUTOMÁTICO CONTÍNUO COMPARADOR – tem como função gerar um sinal de erro proporcional à diferença instantânea entre a variável e o setpoint. TRATAMENTO DO OFF-SET – tem como função processar o sinal de erro (off-set) gerando um sinal de correção. Dependendo da forma como o sinal de erro (off-set) é processado, podemos dispor de um sistema de controle contínuo subdividido em: T4M CONTROLE AUTOMÁTICO CONTÍNUO CONTROLE PORPORCIONAL CONTROLE PORPORCIONAL + INTEGRAL CONTROLE PORPORCIONAL + DERIVATIVO CONTROLE PORPORCIONAL + INTEGRAL + DERIVATIVO A ação proporcional apresenta uma relação matemática proporcional entre o sinal de saída do controlador e o erro (off-set). Quanto maior o desvio maior será a ação proporcional, do mesmo modo quanto menor o desvio menor será a ação proporcional. AÇÕES DE CONTROLE AMPLITUDE DE CORREÇÃO É PROPORCIONAL À AMPLITUDE DO DESVIO. Na ação proporcional: Para cada valor de erro, temos um único valor de saída em correspondência. PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA O gráfico ilustra o movimento do elemento final de controle sujeito apenas à ação de controle proporcional em uma malha aberta, quando é aplicado um desvio em degrau num controlador ajustado para funcionar na ação direta. CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA T4M CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA Comportamento da ação proporcional em malha aberta T4M CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA GANHO DO CONTROLADOR É definido como a constante de proporcionalidade entre o erro (diferença entre o setpoint e a variável do processo) e o sinal de saída do controlador. BANDA PROPORCIONAL (BP) É definida como a faixa de erro, responsável pela variação de 0 a 100% do sinal de saída do controlador. O quanto (%) deve variar o off-set (erro), para se ter uma variação total (100% ) da saída. 𝐵𝑃 = 100 𝐺 T4M PV MV PV MV BP<100%, (Ex. 50%), para se obter uma variação total da saída, não é necessário que o off-set varie 100%, no caso 50% é suficiente. BP>100%, (Ex. 200%), a saída nunca irá variar totalmente, mesmo que o off-set varie toda a faixa (100%). Caso o valor do erro ultrapasse a faixa da BP, o sinal de saída saturará em 0% ou 100%, dependendo do sinal do erro. CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA O valor de Ps é normalmente escolhido 50%da faixa de saída de forma que o controlador terá condições de corrigir erros tanto acima como abaixo do setpoint. T4M Com a banda proporcional grande, ganho proporcional pequeno, o processo estabiliza, porém muito abaixo do setpoint. CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA T4MDiminuindo a banda proporcional, aumentando o ganho, a estabilização ocorre mais próximo do setpoint. CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA T4M Uma redução excessiva da BP pode levar o processo à instabilidade (oscilação). O ajuste da BP faz parte do processo chamado de SINTONIA do controle. CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA T4M Quando a condição desejada (VP = SP) é atingida, o termo proporcional resulta em MV = 0, ou seja, nenhuma energia é entregue ao processo o que faz com que volte a surgir o desvio. Por causa disto, um controle proporcional puro nunca consegue estabilizar com VP = SP. Muitos controladores que operam apenas no modo Proporcional, adicionam um valor constante à saída de MV para garantir que na condição VP = SP alguma energia seja entregue ao sistema, tipicamente é 50%. Este valor constante é denominado de Bias (polarização), e quando ajustável permite que se obtenha uma estabilização de VP mais próxima de SP. CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA CÁLCULO DA SAÍDA DO CONTROLADOR Onde: S = Sinal de saída do controlador Kp = Constante de proporcionalidade ou ganho proporcional E = erro (diferença entre a PV e o SP) S0 = Sinal de saída quando o erro é nulo (bias) E = erro = VP – SP ele poderá ser positivo ou negativo. Ação direta -> 𝑆 = 𝑆𝑜 + 𝐾𝑝. 𝐸 Ação reversa ou inversa -> 𝑆 = 𝑆𝑜 − 𝐾𝑝. 𝐸 CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA 𝑆 = 𝑆𝑜 ± (𝐾𝑝 . 𝐸) EXERCÍCIO CONTROLE PROPORCIONAL EM MALHA ABERTA Supondo que a faixa de medição de um PIC seja de 0 a 10 kg/cm2, e a pressão de entrada do mesmo seja 5 kg/cm2 (VP=SP), e a saída se encontra em 50%. Num dado momento, a pressão de entrada aumenta para 6 kg/cm2 (60% da faixa), o que acontecerá com a saída do controlador, sabendo-se que o mesmo possui uma banda proporcional de 125%, e a sua ação é direta? 𝑆 = 𝑆𝑜 + 𝐾𝑝. 𝐸 𝐾𝑝 = 100 𝐵𝑃 𝐾𝑝 = 100 125 = 0,8 𝐸 = VP – SP = 60% - 50% = 10% 𝑆 = 50%+ 0,8 .10% = 58% 𝑅𝑒𝑠𝑝𝑜𝑠𝑡𝑎: 𝐴 𝑠𝑎í𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑜𝑙𝑎𝑑𝑜𝑟 𝑖𝑟á 𝑝𝑎𝑟𝑎 58% AÇÕES DE CONTROLE Proporcional Exemplo de um sistema simples com ação proporcional A válvula de controle é aberta ou fechada proporcionalmente à amplitude do erro AÇÕES DE CONTROLE Proporcional RELAÇÃO ab : bc - 1:10 Válvula em 50% do seu curso Nível do líquido deve ser mantido em 50 cm Ponto suporte da alavanca deve estar no ponto b Faixa que se realiza a ação proporcional é de 10 cm 45 55 AÇÕES DE CONTROLE Proporcional 40 60 Faixa que se realiza a ação proporcional é de 20 cm RELAÇÃO ab’ : b’c - 1:20 AÇÕES DE CONTROLE AÇÃO PROPORCIONAL É definida como sendo a porcentagem de variação da variável controlada capaz de produzir a abertura ou fechamento total da válvula. Faixa Proporcional ou banda proporcional AÇÕES DE CONTROLE Proporcional Representação gráfica da Faixa Proporcional AÇÕES DE CONTROLE Proporcional Através da análise do gráfico chega-se a conclusão de que “quanto menor a faixa proporcional, maior será o movimento da válvula em relação ao mesmo desvio e, portanto, mais eficiente será a ação proporcional”. 𝑲𝒑 = 𝟏𝟎𝟎 𝑭𝑷 = 𝑽𝒂𝒓𝒊𝒂çã𝒐 𝒅𝒂 𝒔𝒂í𝒅𝒂 𝑽𝒂𝒓𝒊𝒂çã𝒐 𝒅𝒂 𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂𝒅𝒂 Porém, se a faixa proporcional tender a zero, a ação proporcional deixa de atuar, passando então a ser um controle de ação liga-desliga. Então, podemos concluir que existe uma relação bem definida entre a faixa proporcional (FP) e o ganho proporcional (Kp). Esta relação pode ser expressa da seguinte forma: AÇÕES DE CONTROLE Proporcional Erro de offset AÇÃO DE CONTROLE PROPORCIONAL AÇÕES DE CONTROLE Proporcional Características do controlador proporcional: b) Existência de uma realimentação negativa c) Deixa erro de off-set após uma variação de carga a) Correção proporcional ao desvio AÇÕES DE CONTROLE Proporcional EXERCÍCIOS Um controlador de temperatura cujo range é de 300 K a 440 K tem seu valor desejado ajustado em 384 K . Achar o erro percentual quando a temperatura medida é de 379 K. AÇÕES DE CONTROLE Proporcional EXERCÍCIOS Um sistema está sendo controlado através da ação proporcional direta, se encontra funcionando nas seguintes condições: VP = 50%; SV = 40% e FP = 60%. Calcular a sua saída neste instante sabendo que So é igual a 50%. AÇÕES DE CONTROLE Proporcional EXERCÍCIOS Um controlador proporcional de ação reversa é sensibilizado por um desvio que se manifesta a uma taxa de 8 % / min. Sabendo-se que a faixa proporcional é de 20%, qual é a variação produzida na saída do controlador ao final dos primeiros 20s? AÇÕES DE CONTROLE Proporcional EXERCÍCIOS Um transmissor envia um sinal de 12,80 mA para um controlador proporcional cujo valor setado está ajustado para 12,00 mA. O controlador envia então um sinal de 10,40 mA para o posicionador. Nestas condições e supondo que inicialmente So = 12 mA, em qual faixa proporcional o controlador está ajustado? AÇÕES DE CONTROLE Proporcional EXERCÍCIOS T4M AÇÕES DE CONTROLE Proporcional 9) SP = 50% Range de entrada do controlador: 0 a 18 Kgf/cm2 Range de saída do controlador: 3 a 15 psi VP = 50% Po = 50% BP = 75% Ação : Reversa Qual a pressão de saída deste controlador supondo que a variável do processo tenha sido alterada para 62%? AÇÕES DE CONTROLE Proporcional 10 Range de entrada do controlador = 0 a 35 m3/h Range de saída do controlador = 4 a 20 mA SP = 40% VP = 40% BP = 80% Ação: Direta Qual a corrente de saída deste controlador, quando a variável mudar para 35%? AÇÕES DE CONTROLE Proporcional 01- Ajuste o set-point e a variável do processo para 40%. 02- Ajuste a saída do controlador para 50%. 03- Ajuste o controlador para ação reversa. 04- Ajuste o ganho do controlador para “1 “. 05- Elimine as ações integral e derivativa ajustando seus valores para 0 s. 06- Passe o controlador para automático. 07- Ajuste o set-point para 50%. 08- Calcule a saída do controlador e compare com o valor real do mesmo. AÇÕES DE CONTROLE Proporcional 09- Passe o controlador para manual. 10- Ajuste o set-point e a variável do processo para 40%. 11- Ajuste a saída do controlador para 50%. 12- Ajuste o controlador para ação direta. 13- Passe o controlador para automático. 14- Ajuste o set-point para 50% 15- Calcule a saída do controlador e compare com o valor real do mesmo. AÇÕES DE CONTROLE Proporcional 1) Defina o controle automático descontínuo. 2) Como atua a saída de um controlador do tipo duas posições? 3) Defina o controle duas posições sem histerese. 4) Defina o controle duas posições com histerese. 5) Qual a característica do controle automático contínuo? 6) Defina a ação proporcional. 7) Defina a banda proporcional. 8) Qual a relação existente entre ganho e banda proporcional? AÇÕES DE CONTROLE Proporcional 16- Passe o controlador para manual. 17- Ajuste o set-point e a variável do processo para 60%. 18- Ajuste a saída do controlador para 50%. 19- Ajuste o controlador para ação reversa. 20- Ajuste o ganho do controlador para “2 “. 21- Passe o controlador para automático. 22- Ajuste a variável do processo para 70% 23- Calcule a saída do controlador e compare com o valor real do mesmo. AÇÕES DE CONTROLE Proporcional 24- Passe o controlador para manual. 25- Ajuste o set-point e a variável do processo para 60%. 26- Ajuste a saída do controlador para 50%. 27- Ajuste o controlador para ação direta. 28- Passe o controlador para automático. 29- Ajuste a variável do processo para 50% 30- Calcule a saída do controlador e compare com o valor real do mesmo. AÇÕES DE CONTROLE Proporcional Como se comportou a saída do controladorcom relação ao tempo, após a aplicação do desvio? 2- Defina a ação proporcional. AÇÕES DE CONTROLE Integral A ação integral vai atua no processo ao longo do tempo enquanto existir diferença entre o valor desejado e o valor medido. Assim, o sinal de correção é integrado no tempo e por isto enquanto a ação proporcional atua de forma instantânea quando acontece um distúrbio em degrau, a ação integral vai atuar de forma lenta até eliminar por completo o erro AÇÕES DE CONTROLE INTEGRAL O gráfico ilustra o movimento do elemento final de controle sujeito apenas à ação de controle integral em uma malha aberta, quando é aplicado um desvio em degrau num controlador ajustado para funcionar na ação direta. AÇÃO DE CONTROLE INTEGRAL T4M CARACTERÍSTICA DA BANDA - INTEGRAL AÇÕES DE CONTROLE Integral A resposta desta ação de controle é função do tempo e do desvio e deste modo podemos analiticamente expressá-la pela seguinte equação: Onde: ds/dt = Taxa de variação de saída do controlador e = erro Ki= ganho integral ou taxa integral 𝑑𝑠 𝑑𝑡 = 𝐾𝑖. 𝑒 AÇÕES DE CONTROLE Integral Em alguns controladores o inverso de Ki, chamado de tempo integral Ti= 1 𝐾 𝑖 Ti = tempo necessário para que uma repetição do efeito proporcional seja obtido, sendo expresso em minuto por repetição (MPR) ou segundo por repetição (SPR). AÇÕES DE CONTROLE Integral A integrando a equação: Encontramos a saída atual do controlador em qualquer tempo: 𝑆 = 𝐾𝑖න 0 𝑡 𝑒 𝑡 . 𝑑𝑡 + 𝑆0 𝑑𝑠 𝑑𝑡 = 𝐾𝑖. 𝑒 Onde: S(t) = saída do controlador para um tempo t qualquer S0 = saída do controlador para t = o AÇÕES DE CONTROLE Integral Relação entre a razão de mudança na saída (ds/dt) e o erro, para diferentes valores de Ki AÇÕES DE CONTROLE Integral Resposta da ação integral para um erro em degrau , para diferentes valores de Ki AÇÕES DE CONTROLE Integral Características do controlador integral: a) Correção depende não só do erro mas também do tempo em que ele perdurar. b) Ausência do erro de off-set. d) No controle integral, o movimento da válvula não muda de sentido enquanto o sinal de erro não se inverter. c) Quanto maior o erro maior será velocidade de correção. AÇÕES DE CONTROLE Características do controlador integral: Tipicamente, a ação integral não é usada sozinha, vindo sempre associada à ação proporcional, pois deste modo tem-se o melhor das duas ações de controle. A ação integral foi introduzida principalmente para eliminar o erro de off-set deixado pela ação proporcional, atuando então, até que o desvio volte a ser nulo. No entanto, como ela é uma função do tempo, sua resposta é lenta e por isto, erros grandes em curtos espaços de tempo não são devidamente corrigidos. Um outro fator importante notado quando se usa este tipo de ação, é que enquanto o desvio não mudar de sentido, a correção (ou seja, o movimento da válvula) não mudará de sentido podendo provocar instabilidade no sistema. A ação proporcional corrige os erros instantaneamente e a integral se encarrega de eliminar a longo prazo qualquer desvio que permaneça (por exemplo, erro de off-set). Entretanto, às vezes ela pode ser utilizada sozinha quando o sistema se caracteriza por apresentar pequenos atrasos de processos e correspondentemente pequenas capacitâncias. AÇÕES DE CONTROLE Proporcional + Integral Resultante da combinação das ações proporcional e integral Objetivos principais: Corrigir os erros instantâneos (Proporcional) e eliminar qualquer erro que permaneça ao longo do tempo (Integral), por exemplo erro de offset. 𝑆 = 𝑆𝑜 + 𝐾𝑝. 𝑒 + 𝐾𝑖. 𝐾𝑝න 0 𝑡 𝑒. 𝑑𝑡 AÇÕES DE CONTROLE Proporcional + Integral Para conhecer a saída do controlador P+I a um tempo “T” conhecido e um erro constante, pode-se aplicar a seguinte equação: 𝑆 = 𝑆𝑜 + 𝐾𝑝. 𝑒 + 𝐾𝑖. 𝐾𝑝𝑒. 𝑡 AÇÕES DE CONTROLE Proporcional +Integral Análise da resposta do controlador P+I ao distúrbio tipo degrau em malha aberta AÇÕES DE CONTROLE Proporcional +Integral Análise da resposta do controlador P+I sujeito a um distúrbio, em malha aberta, que após um determinado tempo é eliminado . AÇÕES DE CONTROLE Proporcional +Integral Conclusões Em processo que se caracteriza por ter constante de tempo grande (mudanças lentas) esta associação torna-se ineficiente e uma terceira ação se faz necessário para acelerar a correção Esta combinação é largamente usada no controle de processo. No entanto, deve-se estar atento ao utilizar a ação integral, pois se o processo se caracteriza por apresentar mudanças rápidas, esta ação pode vir a introduzir oscilações que implicaria em instabilidade do sistema. AÇÕES DE CONTROLE EXERCÍCIOS Um controlador P + I é sensibilizado em um determinado instante por um desvio de 10 %. Considerando que este controlador se encontra em uma bancada de teste (malha aberta), calcular a nova saída 5 segundos após Ter sido introduzido o desvio, sabendo-se que: Faixa Proporcional = 60% Ganho Integral = 2 rpm ( repetições por minuto ) Ação do Controlador = Reversa Saída Anterior So = 12 mA VP > SV AÇÕES DE CONTROLE EXERCÍCIOS Um controlador P+I de ação direta estava nas condições abaixo quando foi introduzido um desvio e VP passou a ser 35%. Qual será a nova saída 10 segundos após ter sido introduzido o desvio? Condições Iniciais: VP = 30% ; SP = SV = 30%; FP = 50%; Ti = 0,5 mpr e So = 3V AÇÕES DE CONTROLE DERIVATIVA No entanto, pode ser obtida a ação de controle que reaja em função da velocidade do desvio, ou seja, não importa a amplitude do desvio, mas sim a velocidade com que ele aparece Este tipo de ação é comumente chamado de Ação Derivativa. Ela atua, fornecendo uma correção antecipada do desvio, isto é, no instante em que o desvio tende a acontecer ela fornece uma correção de forma a prevenir o sistema quanto ao aumento do desvio, diminuindo assim o tempo de resposta. Vimos até agora que o controlador proporcional tem sua ação proporcional ao desvio e que o controlador integral tem sua ação proporcional ao desvio versus tempo Eles só atuam em presença do desvio. O controlador ideal seria aquele que impedisse o aparecimento de desvios, o que na prática seria difícil. AÇÃO DE CONTROLE DERIVATIVA AÇÕES DE CONTROLE Derivativa Onde: Matematicamente esta ação pode ser representada pela seguinte equação S = 𝑆𝑜 + 𝑇𝑑 𝑑𝑒 𝑑𝑡 𝑑𝑒 𝑑𝑡 = Taxa de variação do desvio = Saída para desvio zero = Tempo derivativo 𝑆0 𝑇𝑑 AÇÕES DE CONTROLE Derivativa Resposta da ação derivativa a uma mudança em degrau da variável de processo AÇÕES DE CONTROLE Derivativa Resposta da ação derivativa a uma mudança em rampa da variável de processo AÇÕES DE CONTROLE Derivativa Resposta da ação derivativa a uma amostra de sinal de desvio AÇÕES DE CONTROLE Derivativa Características da ação derivativa c) Quanto mais rápida a razão de mudança do erro, maior será a correção. a) A correção é proporcional à velocidade de erro. b) Não atua caso o erro seja constante. AÇÕES DE CONTROLE Derivativa Conclusões Devido ao fato de esta ação de controle depender somente da razão da variação do erro e não da amplitude deste, não deve ser utilizada sozinha pois tende a produzir movimentos rápidos no elemento final de controle tornando o sistema instável. No entanto, para processos com grandes constantes de tempo, ela pode vir associada à ação proporcional e principalmente às ações proporcional e integral. Esta ação não deve ser utilizada em processos com resposta rápida e não pode ser utilizada em qualquer processo que apresente ruídos no sinal de medição, tal como vazão, pois neste caso a ação derivativa no controle irá provocar rápidas mudanças na medição devido a estes ruídos. Isto causará grandes e rápidas variações na saída do controlador, o qual irá manter a válvula em constante movimento, danificando-a e levando o processo à instabilidade. AÇÕES DE CONTROLE PID - Proporcional + Integral +Derivativa ) O controle proporcionalassociado ao integral e ao derivativo, é o mais sofisticado tipo de controle utilizado em sistemas de malha fechada. A proporcional elimina as oscilações, A integral elimina o desvio de off-set, Evitando previamente que o erro se torne maior quando o processo se caracteriza por ter uma correção lenta comparada com a velocidade do desvio (por exemplo, alguns controles de temperatura). Enquanto a derivativa fornece ao sistema uma ação antecipativa AÇÃO DE CONTROLE PROPORCIONAL+ INTEGRAL+ DERIVATIVO AÇÕES DE CONTROLE Proporcional + Integral + Derivativa (PID) 𝑆 = 𝑆𝑜 + 𝐾𝑝. 𝑒 + 𝐾𝑝. 𝐾𝑖න 0 𝑡 𝑒. 𝑑𝑡 + 𝐾𝑝. 𝑇𝑑. 𝑑𝑒 𝑑𝑡 𝑒 = erro = tempo derivativo𝑇𝑑 Onde: AÇÕES DE CONTROLE Proporcional + Integral + Derivativa (PID) Equação prática para obtenção da saída do controlador a um dado tempo “T” e uma velocidade do erro “Vc” 𝑆 = 𝑆𝑜 + 𝐾𝑝. 𝑒 + 𝐾𝑖. 𝐾𝑝. 𝑒. 𝑡 + 𝐾𝑝. 𝑇𝑑. 𝑉𝑐 AÇÕES DE CONTROLE Proporcional + Integral +Derivativa (PID) Análise da resposta do controlador PID ao distúrbio tipo degrau em malha aberta AÇÕES DE CONTROLE Proporcional + Integral +Derivativa (PID) Conclusão A associação das três ações de controle permite-nos obter um tipo de controle que reúne todas as vantagens individuais de cada um deles e por isto, virtualmente ela pode ser utilizada para controle de qualquer condição do processo. Na prática, no entanto, esta associação é normalmente utilizada em processo com resposta lenta (constante de tempo grande) e sem muito ruído, tal como ocorre na maioria dos controles de temperatura. INSTIMATIVA DE SINTONIZAÇÃO INICIAL RECOMENDAÇÕES PARA SINTONIZAÇÃO PARÂMETRO Ao aumentar, o processo Ao diminuir, o processo Banda proporcional • Torna-se mais lento. • Geralmente se torna mais estável ou menos oscilante • Tem menos overshoot • Torna-se mais rápido. • Fica mais instável ou mais oscilante. • Tem mais overshoot. Tempo Derivativo • Torna-se mais lento • Tem menos overshoot. • Torna-se mais rápido. • Tem mais overshoot. Tempo Integral • Torna-se mais rápido atingindo rapidamente o setpoint. • Fica mais instável ou mais oscilante. • Tem mais overshoot. • Torna-se mais lento demorando para atingir o setpoint. • Fica mais estável ou menos oscilante • Tem menos overshoot. RECOMENDAÇÕES PARA SINTONIZAÇÃO Se desempenho do processo Tente uma a uma as opções Está quase bom, mas, o overshoot está alto. Aumentar BP em 20% Diminuir Ir em 20% Aumentar Dt em 50% Está quase bom, mas, não tem overshoot e demora a atingir o setpoint. Diminuir a BP em 20% Aumentar Ir em 20% Diminuir Dt em 50% Está bom, mas, a MV está variando entre 0% a 100%, ou está variando demais. Aumentar BP em 20% Diminuir Dt em 50% Está ruim. Após a partida o transitório dura vários períodos de oscilação que reduz muito lentamente ou não reduz. Aumentar a BP em 50% Está ruim. Após a partida avança lentamente em direção ao setpoint sem overshoot. Ainda está longe do setpoint e a MV já é menor que 100%. Diminuir BP em 50% Aumentar Ir em 50% Diminuir Dt em 70% Diminuir BP em 20% Aumentar Ir em 20% Diminuir Dt em 50% Aumentar BP em 20% Diminuir Dt em 50% Aumentar BP em 50% Diminuir BP em 50% Aumentar Ir em 50% Diminuir Dt em 70% Está quase bom, mas, não tem overshoot e demora para atingir o Setpoint Está bom, mas, MV está sempre variando entre 0% e 100% ou está variando demais Está ruim. Após a partida o transitório dura vários períodos de oscilação que reduz muito lentamente ou não reduz Está ruim. Após a partida avança lentamente em direção ao Setpoint seme overshoot. Ainda está longe do Setpoint e MV já é menor que 100% Aumentar BP em 20% Diminuir Ir em 20% Aumentar Dt em 50% RESPOSTA EM FUNÇÃO DA ENTRADA Resposta das ações de controle aos diversos tipos de distúrbios (malha aberta) AÇÕES DE CONTROLE EXERCÍCIOS Um controlador P + D é sensibilizado por um desvio que se manifesta com uma velocidade de 20%/min. Considerando VP > SV, ação direta; Kp = 2; Td = 0,25 min e So= 50%, qual a saída do controlador 10 segundos após o início do desvio? AÇÕES DE CONTROLE EXERCÍCIOS Supondo um TIC com range de entrada de 0 a 500 °C. A variável do processo está sendo simulada no valor de 250 °C sendo que o SP também se encontra no mesmo valor, e sua saída em 50%. Num determinado instante a variável do processo começa a cair a 100 °C/min. Qual o valor da saída do TIC, após decorrido 2 minutos, sabendo que o mesmo é ação reversa e que suas ações estão ajustadas com os seguintes valores: BP=200% e Td =1,5min ? AÇÕES DE CONTROLE DIFERENTES EQUAÇÕES PID Equação PID Paralelo 𝑆 = 𝐾𝑝. 𝑒 + 1 𝑇𝑖 න 0 𝑡 𝑒. 𝑑𝑡 + 𝑇𝑑. 𝑑𝑒 𝑑𝑡 + 𝑆0 Na equação PID paralelo cada parâmetro: Kp, Ki e Td é independente dos outros. 𝑆 = 𝐾𝑝. 𝑒 Ação Proporcional 𝑆 = 1 𝑇𝑖 න 0 𝑡 𝑒. 𝑑𝑡 Ação Integral 𝑆 = 𝑇𝑑. 𝑑𝑒 𝑑𝑡 Ação Derivativa AÇÕES DE CONTROLE DIFERENTES EQUAÇÕES PID Equação PID Série ou Interativo 𝑆 = 𝐾𝑝 [( 𝑇𝑑 𝑇𝑖 + 1)𝑒 + 1 𝑇𝑖 න 0 𝑡 𝑒. 𝑑𝑡 + 𝑇𝑑. 𝑑𝑒 𝑑𝑡 ] + 𝑆0 Esta equação interativa era empregada no projeto de controladores pneumáticos e eletrônicos analógicos quando estas eram as tecnologias domiantes