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SERMÃO
Dia do Espírito de Profecia
A BELEZA DO CORDEIRO DE DEUS
Anna Galeniece
Diretora do Centro White e
Professora Associada de Teologia Aplicada da
Universidade Adventista da África, Nairobi, Quênia
“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças." (Apocalipse 5:12)
INTRODUÇÃO
Como família adventista do sétimo dia, separamos este mês e especialmente este dia específico como o Sábado do Espírito de Profecia para recordar a direção de Deus no passado, para que possamos ter certeza de que Ele nos guiará no futuro. É por isso que vamos buscar nas páginas da Bíblia, a pessoa principal da revelação divina — Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. Fixaremos nossos olhos em Sua beleza para que possamos ver uns aos outros, a nós mesmos e a estrada onde estamos, de uma forma mais atraente.
Ellen G. White morreu há cem anos, no dia 16 de julho de 1915. Sua contribuição profética focava em Jesus — Sua vida, Sua morte para a nossa salvação, Seu ministério sacerdotal e Seu breve retorno. Quantas bênçãos o estudo desse tema tem para a igreja e para nossa vida pessoal. Seus livros mais preciosos, como Caminho a Cristo, O Desejado de Todas as Nações e O Grande Conflito, tratam desse assunto. Ela nos estimula a nos concentrarmos em Jesus, como o principal personagem da revelação. É isso que a mensagem de hoje traz para nós. Vamos contemplar o Cordeiro de Deus à luz desses temas: como Ele é apresentado nesse símbolo, como é revelado em pessoa, como ministra para nós e a promessa de que Ele está voltando brevemente. E vamos deixar Ellen White enriquecer a nossa compreensão dessas coisas, ao citá-la em algumas declarações.
Apesar das variadas diferenças culturais e filosóficas, as pessoas desejam algo bonito e atraente. Até mesmo os mais cruéis criminosos e os ascetas, que se opõem aos prazeres, ainda têm esse desejo em algum lugar no profundo de seu ser. Isso não deve surpreender ninguém, porque Deus criou os seres humanos e a natureza justamente dessa forma. No sexto dia da Criação, “viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gênesis 1:31); e porque era bom, era perfeito e bonito, por dentro e por fora.
O CORDEIRO DE DEUS É APRESENTADO
Infelizmente, essa beleza foi logo desfigurada com o pecado, e o amoroso Criador teve que intervir a fim de lavar o pecado de Adão e Eva. O Senhor teve que matar um animal inocente e vestir o casal pecaminoso e que agora achava-se nu (Gênesis 3:21). Além disso, Deus, em Sua presciência e sabedoria, anunciou a Adão e Eva a primeira promessa: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis 3:15). Ellen G. White escreveu: “Esta sentença proferida aos ouvidos de nossos primeiros pais era-lhes uma promessa. Antes de ouvirem acerca dos espinhos e cardos, de trabalhos e tristezas que deveriam ser o seu quinhão, ou do pó a que deveriam voltar, ouviram palavras que não poderiam deixar de lhes dar esperança. Tudo que se havia perdido, rendendo-se a Satanás, poderia ser recuperado por meio de Cristo” (Educação, p. 27).
A promessa que foi dada ao primeiro casal foi a promessa sobre “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Em sua vida pessoal pode ter havido um momento em que você reconheceu, pela primeira vez, que você era um pecador e que precisa ser purificado. Talvez você tenha sentido como se estivesse nu na presença do Todo-Poderoso, assim como Adão e Eva se sentiram após o pecarem. Então, depois que você confessou seus pecados, o pesado fardo foi tirado e você sentiu a certeza do perdão, sentiu-se vestido com a perfeita justiça de Cristo. Quão maravilhoso é experimentar esse perdão, não apenas uma vez na vida, mas a cada dia de nossa jornada terrena!
Ao longo da época do Antigo Testamento, o povo de Deus sacrificava animais inocentes para obter o perdão de seus pecados. O Senhor apresentou algo especial à jovem nação de Israel que estava prestes a sair do Egito: a festa da Páscoa que, como escreveu Ellen White: “devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado” (Patriarcas e Profetas, p. 277). O cordeiro sacrificial que cada família tinha que oferecer a Deus representava o Cordeiro real de Deus, em quem está a nossa única esperança de salvação. A Páscoa tinha que ser comemorada todos os anos para lembrar as pessoas de sua escravidão e da liberdade reconquistada. O sangue do cordeiro imolado que protegeu cada família do povo de Deus durante a última praga no Egito, simbolizava o final da escravidão. O próprio Deus os tirou milagrosamente para começarem uma vida nova e livre.
Da mesma forma, o Senhor está interessado em salvar você e eu da escravidão do pecado, concedendo-nos a liberdade que toda pessoa redimida experimenta em Jesus Cristo. Não precisamos mais viver em pecado; ele só traz miséria, escravidão e morte. Jesus comprou a nossa liberdade com o Seu sangue. É nosso privilégio aceitá-la e desfrutar uma nova vida, livre de tudo o que nos desconectou do Senhor.
Além do sacrifício da Páscoa nos lares israelitas, um cordeiro de um ano de idade era sacrificado no altar do santuário toda manhã e toda tarde. Ele
simbolizava a consagração diária do povo a Deus e sua dependência do Messias vindouro cujo sangue concluiria o processo de expiação.
Deus fez tudo por nós. Este é um dos lados da moeda, mas existe outro lado. A história dos israelitas e de seus sacrifícios nos lembra que também temos obrigações para com Deus. Como cristãos, recebemos muitas bênçãos dEle: energia, habilidades, família, saúde e mais; a própria vida. No entanto, podemos perguntar: O que estamos Lhe devolvendo? O que estamos sacrificando?
Os israelitas ofereciam o melhor que possuíam para o sacrifício - um cordeiro perfeito, que era muito apreciado por eles. Nós também podemos trazer a Ele os objetos mais caros ou grandes somas de dinheiro e descansar com o pensamento de que fizemos a nossa parte. Mas isso é suficiente? Podemos comprar a salvação ou a nossa vida? A resposta é óbvia: Não! Paulo nos lembra que Deus deseja algo melhor de nós. Ele diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). Ellen G. White coloca desta forma: “Aqueles que O amam de todo o coração, desejarão dar-Lhe o melhor serviço de sua vida e estarão constantemente procurando pôr toda a faculdade de seu ser em harmonia com as leis que promoverão sua habilidade para fazerem a Sua vontade” (Patriarcas e Profetas, p. 353).
Assim fizeram também os pioneiros de nossa igreja. Eles serviram ao Senhor com sacrifício e pregaram o Evangelho a tempo e fora de tempo da melhor forma que podiam. Nossos antepassados espirituais fizeram o mesmo. Hoje é a nossa vez de imitá-los. Mas seremos capazes de fazê-lo, somente se amarmos a Deus. Portanto, pense nas seguintes perguntas: Você ama a Deus? Como você tem mostrado seu amor pelo belo e imolado Cordeiro de Deus? É de todo o seu coração, de todo o seu ser? Lembre-se de que o Cordeiro de Deus deseja o melhor sacrifício: sua vida!
O CORDEIRO DE DEUS É REVELADO
Depois que o mundo havia esperado quatro mil anos por sua chegada, o Messias nasceu na Judeia, em cumprimento das promessas da Bíblia (Daniel 9:26, 27; Miquéias 5:2). Sua vida perfeita e ministério incansável para os doentes e os necessitados, demostraram claramente seu caráter e propósito. Porém, esse foi apenas um aspecto de sua vida terrena. Houve muitas pessoas boas neste mundo que amavam os outros e estavam dispostas a fazer qualquer coisa para ajudá-los. Contudo, a missão de Cristo era muito mais ampla e mais profunda que simplesmente ser um bom cidadão. Ele tomou sobre Si os pecados do mundo, inclusive os seus e os meus. Ele foi crucificado na cruz, não porEle ter feito algo ruim, mas para suportar sobre Si todo o mal deste mundo. Ele Se tornou o Cordeiro sacrificial real de Deus, Aquele para quem todos os outros sacrifícios apontavam. A promessa se tornou realidade nEle.
Jesus submissamente obedeceu a todas as exigências da Lei. Sua morte no Calvário, que proporcionou o perdão aos seres humanos, também mostrou a natureza imutável da Lei. Deus não podia e não mudou a Sua Lei, porque estava arraigada ao mesmo fundamento de seu governo, “mas”, como Ellen White escreveu: “Deus sacrificou-Se em Cristo, para redenção do homem” (O Desejado de Todas as Nações, p. 540). Porque Deus e Cristo são um, Jesus voluntariamente Se entregou como um inocente cordeiro sacrificial, a fim de suportar a pena pelos nossos pecados e revelar a todos que Deus é amor, como um versículo da Bíblia universalmente favorito diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Ao longo dos anos, esse versículo simples, mas poderoso, trouxe esperança e força para milhões de homens e mulheres ao redor do mundo que depositam sua confiança em Deus. A fé faz a diferença na vida. Não a fé passiva, mas ativa. Esta fé no Deus amoroso por meio de Jesus Cristo moveu Guilherme Miller a pregar sobre a breve volta do Salvador. A mesma fé que tem feito coisas que eram humanamente impossíveis através da vida e do ministério profético de Ellen White, uma frágil pessoa, que nem mesmo pôde terminar o fundamental. Ela se tornou, não só uma pregadora poderosa, forte defensora da organização da igreja, valiosa conselheira, principal defensora da saúde, da educação e das publicações, mas também a escritora mais traduzida na história da literatura, que escreveu mais de 5.000 artigos de periódicos e 40 livros.
Se Deus pôde usá-la, por que não você? Se ele abriu a boca de Ellen G. White, (que não podia falar uma só palavra em público, devido à sua timidez) para pregar a milhares, ele pode capacitá-lo a falar por Ele também. Se Deus pôde utilizar sua débil mão para escrever mais de 50.000 páginas de Suas mensagens à igreja, Ele pode usá-lo para abençoar os outros também. O amor que ela sentia por seu Salvador pessoal, que a amou primeiro, e o pleno compromisso que ela fez com Ele e Sua obra, transformaram a sua vida e ministério. Ela conhecia o Cordeiro sacrificado pessoalmente, e você pode conhecê-Lo pessoalmente também.
Você colocou a sua fé totalmente no Senhor Jesus Cristo? Você O amou de todo o seu coração, mente e alma? Você refletiu este amor para os outros ao seu redor? Deus, por meio de Jesus Cristo nos mostrou como é esse amor. Muitos pioneiros adventistas refletiram esse amor também. Você também pode fazer isso, olhando para o Cordeiro de Deus que revelou o caráter amoroso de Deus para nós.
O CORDEIRO DE DEUS ESTÁ MINISTRANDO
Depois da ressurreição de Cristo e Sua ascensão ao céu, os Seus seguidores, ao longo dos séculos, têm esperado ansiosamente Sua volta, porque Ele prometeu que viria outra vez (João 14:1-3). Essa promessa segura sustentou a fé de milhões de mártires: os cristãos do primeiro século, os valdenses, João Huss, os reformadores como John Wycliffe e Martinho Lutero e muitos outros. Essa promessa iniciou o grande despertar cristão no começo do século XIX e motivou Guilherme Miller e seus seguidores a pregar a bendita esperança da breve volta de Cristo. Depois de dedicar sua vida ao estudo da Bíblia, Miller concluiu que Cristo voltaria por volta do ano 1843. Mais tarde, outros restringiram o tempo a uma data específica, que corresponderia ao tempo do dia da Expiação do povo judeu, já que a profecia dos 2.300 anos em Daniel 8:14 estava relacionada com a purificação do santuário. Assim, Miller e um grande número de adeptos da mensagem, incluindo José Bates, Tiago White e Ellen Harmon (White após o casamento), ficaram realmente esperando o retorno de Cristo, especificamente para 22 de outubro de 1844, o dia que os mileritas estabeleceram ao estudar as profecias bíblicas. No entanto, Cristo não veio nessa data! Os crentes tiveram que passar por uma experiência agridoce, como Apocalipse 10:8-10 havia previsto. A doçura era seu precioso estudo da Bíblia, assim como a espera, o regozijo e a pregação das boas-novas; enquanto a amargura foi a degustação do grande desapontamento, quando o Cristo, que eles haviam tão ansiosamente esperado, não veio. 
Hoje podemos fazer perguntas como: “O que tudo isso tem a ver conosco, ou mesmo apenas comigo?” e “Como podemos conectar o desapontamento dos mileritas com a bela mensagem sobre o Cordeiro de Deus?”. Essas são questões válidas para nós hoje. Vamos explicar rapidamente as respostas em duas partes.
Em primeiro lugar, precisamos recordar que depois de Sua ascensão Jesus entrou no céu e Se tornou o “Sumo Sacerdote” (Hebreus 4:14-16) que intercede por Seu povo e ministra para Sua igreja, através do Espírito Santo, a partir do santuário celestial de Deus. O apóstolo Paulo descreve Jesus como o “Mediador entre Deus e os homens” (I Timóteo 2:5). Em outras palavras, Ele é o único que apresentou louvores, orações e confissões do povo ao Pai. A maioria dos cristãos concorda com isso.
No entanto, também precisamos não nos esquecer de que o santuário terrestre tinha dois compartimentos: o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Com a ascensão de Cristo, Ele entrou primeiro no Lugar, chamado de Santo. No Lugar Santíssimo, Ele entrou depois, somente em 1844. O Cordeiro de Deus tornou-Se não só o nosso Mediador diário, como também o Sumo Sacerdote.
A conclusão final de Miller e outros crentes se baseava em Daniel 8:14: “E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado”. Eles haviam sido corretos em seus cálculos sobre o tempo em que esta profecia teria fim, pois eram fieis estudiosos da Bíblia e da história. Os mileritas estavam esperando o regresso literal de Cristo no final desse período profético, mas em vez de retornar, Cristo começou o julgamento ou o processo de limpeza no segundo compartimento, que foi representado no antigo Israel pelo ministério do Sumo Sacerdote no Dia da Expiação. Os mileritas adventistas estavam certos sobre o momento, mas estavam errados sobre o evento que aconteceria. O santuário sobre o qual Daniel falou não era a própria Terra, o santuário terrestre ou o Templo dos Israelitas, mas em vez disso, o santuário no Céu. O livro de Hebreus deixa isso muito claro. Ele diz: “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus” (Hebreus 9:24).
Após a parte mais escura da noite vem o brilho da manhã. Isso é verdade tanto no reino físico quanto no espiritual. No dia seguinte, depois do grande desapontamento, Deus ajudou Hiram Edson, que era um dos que estavam esperando a volta de Cristo em 22 de outubro de 1844, a chegar a um entendimento que secou as lágrimas dos olhos e faces de um grupo de mileritas e fortaleceu ainda mais a fé deles. Enquanto Edson estava passando por um grande campo em seu caminho para encorajar os outros, ele de repente parou. Como ele contaria mais tarde, o céu parecia abrir-se diante de seus olhos, e ele viu distinta e claramente que, em vez de Cristo saindo do Lugar Santíssimo do santuário celestial para vir à Terra no fim do período profético de 2.300 dias (representando anos) em 22 de outubro de 1844, naquele dia, pela primeira vez, Ele entrou no segundo compartimento do santuário. Cristo tinha uma obra a realizar no Lugar Santíssimo antes de vir à Terra.
Esta experiência incomum incentivou o pequeno grupo de adventistas a retomar o estudo da Bíblia e orações e, portanto, foi encorajado em sua jornada espiritual. Com a visão correta do ministério do Cordeiro de Deus, eles puderam ver a razão de seu desapontamento, mesmo quando eles mantiveram suas crenças anteriores sobre outras profecias e doutrinas. Eles compreenderam que seu desapontamento não tinha vindo de qualquerfalha de Deus para manter Sua promessa, mas porque eles não haviam compreendido corretamente o santuário celestial. A verdade bíblica sobre o santuário, incluindo o ministério de Sumo Sacerdote de Jesus no Lugar Santíssimo do santuário celestial, não apenas lançou luz sobre o caminho para os nossos pioneiros, mas também se tornou um dos principais pilares da fé para os adventistas do sétimo dia, algo que nos distingue das outras denominações. É uma verdade sobre a qual Ellen White escreveu longamente em vários capítulos de seu livro O Grande Conflito.
Satanás tem estado a atacar este pilar furiosamente. Ele tem todas as razões para fazê-lo hoje, porque o ponto principal é a beleza do Cordeiro de Deus que foi morto mas ressuscitou e está vivo hoje. Através de seu ministério no santuário celestial, este Cordeiro tira os nossos pecados e nos veste com as vestes de Sua justiça. Em Seu serviço ali, Jesus aplica os benefícios de Sua morte, ressurreição e vida perfeita, a toda alma penitente.
Os mileritas ficaram desapontados quando Jesus não voltou quando eles esperavam, mas Deus tornou clara a verdade em pouco tempo. Não importa o que o decepciona em sua jornada espiritual, se é descrença pessoal, críticas injustificadas à sua família e amigos, doença, problemas financeiros ou algo relacionado a emprego, seja o que for, lembre-se que a maneira mais segura é continuar a confiar em Deus e esperar Sua revelação. Continue lendo a Bíblia e orando! Jesus Cristo nunca cometeu erros e recompensará sua confiança nEle, pois “aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 10:22). Você acredita nisso? Como é que Jesus faz a diferença em sua vida? Lembre-se que o Cordeiro de Deus ainda está em Seu santuário celestial para tornar a sua vida significativa e bonita, e para conduzir você ao Seu reino!
O CORDEIRO DE DEUS ESTÁ VOLTANDO
O plano de salvação que Deus havia preparado desde antes da criação deste mundo, não seria completo se ele simplesmente nos falasse sobre o Cordeiro de Deus que morreu por nós e que intercede por nós. Ambas as verdades são maravilhosas, mas por si mesmas elas não nos falam sobre o fim do terrível problema do pecado. Assim, podemos ser gratos de que a Bíblia não é silente sobre o resto da história. Ela nos diz que o Cordeiro de Deus está voltando, mas desta vez não como um humilde cordeiro sacrificial para ser oferecido pelos pecados do mundo. Ele está vindo como Aquele que tem “as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:18). Em outras palavras, Ele está vindo para colocar o ponto final na destruição que o pecado infligiu na Terra; para acabar com a doença e a morte. “Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (I Coríntios 15:53).
Há muitos casos de ataques cardíacos, câncer, AIDS, ebola e inúmeras outras doenças neste mundo; muitas pessoas morrem todos os dias por causa de guerra, terrorismo, catástrofes, acidentes e muitas outras causas. As pessoas sofrem em todos os lugares; talvez você seja uma delas. Mas Jesus disse: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima” (Lucas 21:28). Não desanime. Deixe sua fé em Deus se tornar mais forte a cada dia que passa, porque Cristo está voltando!
A fé no Cordeiro de Deus, que está vindo para levar Seu povo para onde Ele está, tem sustentado os fiéis ao longo dos tempos e deu-lhes poder para suportar até o fim. Os pioneiros adventistas e seus precursores morreram na fé para que a verdade do Evangelho nos alcançasse. Por exemplo, Charles Fitch foi um dos pregadores mileritas mais amados e bem sucedidos. Ele projetou a conhecida carta profética de 1843, que foi tão amplamente utilizada por outros pregadores que proclamavam a breve volta de Cristo. Como evangelista comprometido e entusiasta, Fitch não tinha medo nem mesmo de entrar na água gelada e batizar as pessoas no início de outubro, quando o frio na América do Norte congelava até aos ossos. Vários grupos vieram a ele, um após o outro para ser batizado, e ele queria que cada pessoa entrasse no reino de Deus. Para ele, Cristo viria em questão de dias. Não havia tempo para um atraso. Não é de se surpreender que este fiel pregador adventista ficou doente com pneumonia depois dessa experiência e morreu menos de duas semanas antes da esperada volta de Cristo. Ele dormiu na fé, confiante de que seu Salvador o ressuscitaria muito em breve. Isso é viver a fé. Embora nós não precisemos convidar a doença e os problemas para virem sobre nós, devemos ser fortes na crença da verdade bíblica e proclamá-la aos outros: que Aquele que pagou o preço pelo nosso pecado está ministrando por nós no Lugar Santíssimo e voltará para os Seus remidos. Este é o tipo de fé que Deus procura em você e em mim.
Ellen G. White descreveu a gloriosa volta de Jesus: “Quando Cristo voltar de novo à Terra, [...] todo olho O verá, e também os que O traspassaram. Em lugar de uma coroa de espinhos, terá uma de glória – uma coroa dentro de outra. Em lugar do velho vestido real de púrpura, trajará vestes do mais puro branco, ‘tais como nenhum lavandeiro sobre a Terra os poderia branquear’ Marcos 9:3. E nas vestes e na Sua coxa estará escrito um nome: ‘Rei dos reis, e Senhor dos senhores’ Apocalipse 19:16.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 523).
Essa mensagem faz parte da sua vida? Você está vivendo sua vida com a plena expectativa da breve volta de Cristo? Enquanto todo o universo, consciente ou inconscientemente, está esperando a vinda do Rei dos reis e Senhor dos senhores, prepare-se você também e faça isso o bem mais precioso de sua caminhada nesta terra.
CONCLUSÃO
Ao longo dos séculos, temos observado o trajeto do Cordeiro de Deus e Seu ministério para o povo de Deus. Especialmente, temos notado Seu ministério a partir do Dia da Expiação no santuário celestial como Sumo Sacerdote, que começou em 22 de outubro de 1844. Essa mensagem apresenta Cristo em toda a Sua beleza e nos dá esperança e ânimo em nossa jornada diária. O Senhor nos guia com segurança rumo ao futuro e nos permite ver outros e a nós mesmos através da lente do amor infinito de Deus, porque:
- O Cordeiro de Deus deseja o melhor sacrifício: nossa vida!
- O Cordeiro de Deus revelou o caráter amoroso de Deus!
- O Cordeiro de Deus ainda está em Seu santuário celestial para tornar a nossa vida bela!
- O Cordeiro de Deus está voltando como Rei dos reis e Senhor dos senhores!
Deixe Seu nome ser glorificado na igreja e em sua vida pessoal hoje, para que todos nós possamos nos unir ao coro dos seres celestiais cantando: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5:12).

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