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PEÇA PROFISSIONAL - APELAÇÃO
• Enunciado
Diante de fortes chuvas que assolaram o Município Alfa, fez-se editar na localidade legislação que criou o benefício denominado “aluguel social” para pessoas que tiveram suas moradias destruídas por tais eventos climáticos, mediante o preenchimento dos requisitos objetivos estabelecidos na mencionada norma, dentre os quais, a situação de hipossuficiência e a comprovação de comprometimento das residências familiares pelos mencionados fatos da natureza. Maria preenche todos os requisitos determinados na lei e, ao contrário de outras pessoas que se encontravam na mesma situação, teve indeferido o seu pedido pela autoridade competente na via administrativa.
Em razão disso, impetrou Mandado de Segurança perante o Juízo de 1º grau competente, sob o fundamento de violação ao seu direito líquido e certo de obter o benefício em questão e diante da existência de prova pré-constituída acerca de suas alegações.
A sentença denegou a segurança sob o fundamento de que a concessão de “aluguel social” está no âmbito da discricionariedade da Administração e que o mérito não pode ser invadido pelo Poder Judiciário, sob pena de violação do princípio da separação dos Poderes.
Considerando que já foram apresentados embargos de declaração, sem qualquer efeito modificativo, por não ter sido reconhecida nenhuma obscuridade, contradição, omissão ou erro material na sentença, e que existe prazo para a respectiva impugnação, redija a peça cabível para a defesa dos interesses de Maria.
AO JUÍZO DE DIREITO DA __ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DO MUNICÍPIO ALFA/XX
Processo nº(...)
Apelante: Maria
Apelado: Município Alfa
MARIA, já devidamente qualificada nos autos do processo, em que litiga em desfavor do MUNICÍPIO ALFA, com fulcro no Art. 14 da Lei nº 12.016/2009, vem, por seu advogado que a esta subscreve apresentar 
RECURSO DE APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA
em face da sentença proferida nos autos, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
Requerendo que seja recebida a apelação e, após apresentação de contrarrazões, sejam os autos remetidos para o Tribunal.
Nesses termos, pede deferimento.
Município Alfa, data.
 Advogado
OAB XXX
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO(...)
Apelante: Maria
Apelado: Município Alfa
Autos do processo nº: (...)
I - RAZÕES DO RECURSO 
O presente recurso foi ajuizado em desfavor da decisão do mandado de segurança que denegou o benefício de “aluguel social” à apelante, mesmo tendo ela preenchido todos os requisitos estabelecidos no edital e na lei regente.
Durante o período de fortes chuvas que arruinaram o Município Alfa, foi editada legislação que criou o benefício denominado “aluguel social” para pessoas que tiveram suas moradias destruídas por tais eventos climáticos, mediante o preenchimento dos requisitos objetivos estabelecidos na mencionada norma, dentre os quais, a situação de hipossuficiência e a comprovação de comprometimento das residências familiares pelos mencionados fatos da natureza.
A apelante preenche todos os requisitos elencados na lei editada para adquirir o benefício, no entanto teve seu pedido indeferido pela autoridade competente na via administrativa. Diante disso, impetrou Mandado de Segurança perante o Juízo de 1º grau, alegando violação ao seu direito líquido e certo de obter o benefício em questão e diante da existência de prova pré-constituída acerca de suas alegações.
O juízo “a quo” denegou o mandado de segurança alegando que a concessão do benefício de “aluguel social” está no âmbito da discricionariedade da Administração e que o mérito não poderia ser invadido pelo Poder Judiciário, sob pena de violação ao princípio da separação dos Poderes.
Por fim, a apelante apresentou embargos de declaração, tempestivamente, porém sem qualquer efeito modificativo, por não ter sido reconhecida nenhuma obscuridade, contradição, omissão ou erro material na sentença.
II – DO CABIMENTO
O presente recurso de apelação é cabível, sob os fundamentos do art. 14 da Lei nº 12.016/2009, c/c art. 1.009 e seguintes do CPC/2015.
III - DO MÉRITO
O art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988, reconhece o princípio da inafastabilidade de jurisdição. Vejamos:
Art. 5º (...)
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.
Na situação narrada, a sentença apontou como um dos seus fundamentos a violação ao princípio da separação dos Poderes. No entanto, não há de se falar em violação desse princípio, uma vez que a Constituição Federal em seu art. 5º, inciso XXXV , reconhece o princípio da inafastabilidade de jurisdição, conforme já mencionado.
Dessa forma, a moradia é direito constitucional consagrado, nos termos do Art. 6º da CF/88, e a recorrente preencheu todos os requisitos determinados na lei para obtenção do referido benefício de “aluguel social”, no entanto, não foi contemplada.
O caput do art. 5º, da CF/88, afirma que todos são iguais perante a lei e o caput do art. 37, da CF/88, consagra o princípio da isonomia e da impessoalidade, como de observância obrigatória pela Administração Pública. Vejamos:
Art.5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes;.
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);.
No entanto, mesmo a apelante tendo a moradia como uma garantia constitucional e tendo preenchido todos os requisitos determinados na lei para o benefício de “aluguel social”, ao contrário das demais pessoas, não foi contemplada, sendo violado o princípio da isonomia e da impessoalidade.
No que tange a alegação constante na sentença, sobre que a concessão do “aluguel social” se submete à discricionariedade da Administração, a lei elenca os requisitos que impõem a concessão do benefício, sem qualquer margem de escolha para o administrador, tratando-se, dessa forma, de ato vinculado, que confere direito subjetivo a quem atenda aos requisitos constantes da norma. Portanto, essa alegação é equivocada.
Sendo assim, houve claramente a violação ao direito líquido e certo da apelante à concessão do benefício por parte da Administração, diante do preenchimento de todos os requisitos estabelecidos na lei de regência. Dessa forma, a sentença deve ser reformada para determinar à Administração que defira o “aluguel social” à apelante.
IV - DOS PEDIDOS
Diante de todo o exposto, requer:
a) Seja o presente recurso conhecido e provido determinando a reforma da decisão e proferindo uma nova decisão para conceder o Mandado de Segurança, determinando à Administração o deferimento do “aluguel social” para a Recorrido;
b) Seja atribuído concedido efeito suspensivo ao recurso, sob o fundamento do art. 1012 do CPC/2015.
c) Seja os recorridos condenado aos pagamentos de custas processiaos e honorários de sucumbências. 
d) Seja realizada a juntada do recibo do preparo.
Nesses termos, pede deferimento.
Município Alfa, data.
Advogado
 				OAB/ XXX

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