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E-book - Saúde e Segurança na Agroindústria 2021 2

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Saúde e Segurança na 
Agroindústria 
Crisleide Maria da Silva Nascimento Acioly 
 
 
Curso Técnico em Segurança do Trabalho 
Educação a Distância 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Técnico em Segurança do Trabalho 
 
 
Escola Técnica Estadual Professor Antônio Carlos Gomes da Costa 
 
Educação a Distância 
 
Recife 
 
2.ed. | Ago.2021 
Saúde e Segurança na 
Agroindústria 
Crisleide Maria da Silva Nascimento Acioly 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Professor(es) Autor(es) 
Crisleide Maria da Silva Nascimento Acioly 
 
Revisão 
Crisleide Maria da Silva Nascimento Acioly 
 
Coordenação de Curso 
Druzila Maria Lustosa da Cunha 
 
Coordenação Design Educacional 
Deisiane Gomes Bazante 
 
Design Educacional 
Ana Cristina do Amaral e Silva Jaeger 
Helisangela Maria Andrade Ferreira 
Izabela Pereira Cavalcanti 
Jailson Miranda 
Roberto de Freitas Morais Sobrinho 
 
Descrição de imagens 
Sunnye Rose Carlos Gomes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Catalogação e Normalização 
Hugo Cavalcanti (Crb-4 2129) 
 
Diagramação 
Jailson Miranda 
 
Coordenação Executiva 
George Bento Catunda 
Renata Marques de Otero 
Manoel Vanderley dos Santos Neto 
 
Coordenação Geral 
Maria de Araújo Medeiros Souza 
Maria de Lourdes Cordeiro Marques 
 
Secretaria Executiva de 
Educação Integral e Profissional 
 
Escola Técnica Estadual 
Professor Antônio Carlos Gomes da Costa 
 
Gerência de Educação a distância 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
Introdução............................................................................................................................................................. 5 
1.Competência 01 | Conhecer os Procedimentos e Rotinas do Trabalho na Agroindústria à Luz dos 
Procedimentos de SST .......................................................................................................................................... 7 
1.1 As responsabilidades .................................................................................................................................. 9 
1.2 Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural – SESTR ............................................... 11 
1.3 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR ............................................ 15 
1.4 Programa de Gestão de Segurança, Saúde e Meio Ambiente do Trabalho Rural –PGSSMATR ............... 22 
1.5 Área de vivência ........................................................................................................................................ 23 
2.Competência 02 | Conhecer e Aplicar Programas e as Técnicas e Fundamentos Legais na Prevenção de 
Acidentes na Agroindústria................................................................................................................................. 28 
2.1 Riscos químicos na atividade rural - Agrotóxicos ..................................................................................... 29 
2.1.1 Principais danos causados pelo uso de agrotóxicos .............................................................................. 33 
2.1.2 Medidas de proteção e boas práticas quanto a utilização de agrotóxicos ........................................... 34 
2.2 Riscos Ergonômicos na atividade rural ..................................................................................................... 39 
2.3 Riscos Biológicos na Atividade Rural......................................................................................................... 40 
2.4 Riscos Mecânicos ou de Acidentes na atividade Rural ............................................................................. 41 
2.5 Ferramentas manuais e máquinas e implementos agrícolas ................................................................... 45 
3.Competência 03 | Compreender as Técnicas de Sinalização Industrial para a Segurança do Trabalho......... 49 
3.1 Sinalização por cores ................................................................................................................................ 49 
3.2 Rotulagem de Segurança .......................................................................................................................... 54 
3.3 Placas de sinalização ................................................................................................................................. 56 
Conclusão ............................................................................................................................................................ 59 
Referências.......................................................................................................................................................... 60 
Minicurrículo do Professor ................................................................................................................................. 63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
Olá Estudante! 
É dado o início a mais uma etapa do nosso curso com a disciplina de Saúde e Segurança 
na Agroindústria. Desejamos que você seja muito bem-vindo! 
Antes de tudo, é importante termos o conhecimento que a atividade agroindustrial, 
muitas vezes confundida com a agricultura apenas, abrange todas as atividades relativas à 
transformação de matéria-prima, seja ela proveniente da: pecuária, aquicultura, silvicultura e 
agricultura. Já o agronegócio (também chamado de Agribusiness), que muito se ouve falar, é toda 
relação com a atividade industrial ou comercial que envolva a produção agrícola. Com essas 
definições, temos uma noção do quão vasto é este mundo agroindustrial, não é mesmo? Além de 
vasto, é um dos segmentos mais importantes para o nosso país. 
Para que você tenha o devido conhecimento quanto a importância da atividade que você 
irá estudar, é necessário refletir um pouco sobre as afirmativas a seguir: 
• De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a 
agricultura e o agronegócio no ano de 2019 contribuíram com 21,4 % do Produto 
Interno Bruto (PIB) brasileiro. 
• Ainda segundo a CNA, o setor agropecuário tem se destacado por sua contribuição 
no combate aos efeitos econômicos resultantes da pandemia que estamos 
vivendo. Isto porque, além de assegurar o abastecimento no país, o referido 
segmento apresentou um crescimento que corresponde a 1,9% do PIB no primeiro 
trimestre de 2020, quando comparado ao mesmo período no ano de 2019; 
Interessante, não é mesmo? 
Então, o que você acha de explorar esse setor e adquirir conhecimentos na área de Saúde 
e Segurança relativos a ele? Conhecimentos que lhe proporcionarão o desenvolvimento de uma visão 
crítica, a qual será o diferencial em sua atuação como profissional. Isto porque não podemos tratar 
do que não conhecemos e o conhecimento da atividade desenvolvida será fundamental para 
direcionar a ação a ser tomada! Então, vamos adiante! 
Nossa disciplina será trabalhada por um período de três semanas, e na primeira delas 
você irá conhecer os procedimentos e rotinas do trabalho na agroindústria à luz dos procedimentos 
de SST, nos aprofundando nas NR’s específicas, para assim melhor conduzir nossa rotina laboral, a 
 
 
 
 
 
 
fim de proporcionar boas condições de trabalho a todo trabalhador. Já na segunda semana serão 
abordados os programas, as técnicas e os fundamentos legais a serem aplicados na prevenção de 
acidentes na agroindústria, e como é de nosso conhecimento, é necessário entender o que são os 
riscos, para que possamos atuar sobre eles de forma eficiente. 
Finalizando com a terceira semana, onde serão compreendidas as Técnicas de Sinalização 
Industrial para a Promoção da Segurança no Ambiente Laboral, você aprenderá como uma boa 
sinalização dará o devido suporte, tornando o ambiente de trabalho mais seguro. 
 
 
Bons Estudos! 
 
 
ATENÇÃO! 
 Não esqueça que a sua participação no AVA é fundamental. Nossa equipe 
deprofessores estará sempre disponível para esclarecer as possíveis duvidas, nos 
canais de comunicação (Fóruns, chats e mensagens diretas). Vamos nessa? Este é 
o momento de buscar o diferencial para sua vida profissional! 
 
 
 
 
 
 
 
1.Competência 01 | Conhecer os Procedimentos e Rotinas do Trabalho na 
Agroindústria à Luz dos Procedimentos de SST 
Quando pensamos na segurança em atividades agroindustriais, automaticamente somos 
direcionados à NR – 31, Norma específica que trata da Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, 
Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Agricultura, que se encontra em vigor desde março de 
2005. 
Mas, você já parou para pensar que esta se trata de uma norma bastante recente, quando 
comparada ao surgimento da atividade agrícola? E antes da referida norma entrar em vigor, como se 
cuidava da segurança e saúde dos trabalhadores deste ramo de atividade? 
Medidas preventivas, começaram a ser implantadas de forma efetiva na atividade 
agroindustrial na década de 70, a partir do surgimento das Normas Regulamentadoras Rurais, as 
NRR’s, dadas a partir da promulgação da Lei nº 5.889, de 08 de junho de 1973, relativas à Segurança 
e Higiene do Trabalho Rural, nas quais foram estabelecidas algumas definições importantes, tais 
como, trabalhador e empregador rural. Além de definições, foram determinados pontos de grande 
relevância, dentre eles: a limitação nos horários de realização das atividades por parte dos 
trabalhadores e a idade mínima para a realização destas. As NRR’s, compostas por cinco normas, 
foram aprovadas apenas no final da década de 80, a partir Portaria n° 3.067 de 12 de abril de 1988, 
apresentadas da seguinte forma: 
• NRR 1 - Disposições Gerais, constam as obrigações dos empregadores e dos 
empregados; 
• NRR 2 - Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – 
SEPATR; 
• NRR 3 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR; 
• NRR 4 - Apresenta Equipamento de Proteção Individual e coletiva; 
• NRR 5- Trata da utilização de Produtos Químicos. 
 
No ano de 1999, foram iniciados os debates relativos a necessidade de criação da NR-31, 
porém esse assunto foi posto em evidência no ano de 2001 a partir da ação do Departamento de 
Segurança e Saúde no Trabalho, o qual colocou como meta prioritária as condições de trabalho do 
 
 
 
 
 
 
setor rural. Isto porque, no mesmo ano, a organização Internacional do trabalho – OIT promulgava a 
Convenção de Segurança e Saúde na Agricultura, o que fez o setor ganhar maior visibilidade. 
No ano de 2005, foi instituída a Norma Regulamentadora de nº 31, que estabelece as 
condições a serem observadas no ambiente de trabalho das atividades da agricultura, pecuária, 
silvicultura, exploração florestal e aquicultura, com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. 
 
Com isso, as NRR’s apresentadas acima foram revogadas, ou seja, tornaram-se sem efeito, 
através da portaria nº 191, de 15 de abril de 2008, e foram compiladas dando origem a NR 31, a qual 
encontra-se em vigor. Desde sua criação, a referida NR passou por 2 atualizações, sendo uma delas 
no ano de 2011 e a outra, relativamente bem recente, em dezembro de 2018. 
Neste momento, antes de prosseguirmos com o estudo sobre a NR – 31, convido você a 
assistir o vídeo a seguir que apresenta um pouco da realidade de uma, dentre inúmeras, atividades 
agroindustriais. A atividade mostrada no vídeo, foi escolhida por retratar a realidade encontrada em 
nosso estado, que ainda realiza o corte da cana de açúcar de forma manual. 
Assista e analise, com seu olhar de profissional da área de segurança, os riscos os quais 
os trabalhadores se expõem ao exercer esta atividade e a partir disto reflita: 
Realmente é necessária uma legislação que estabeleça ações a serem tomadas a fim de 
garantir a integridade física deste trabalhador? 
 
Assistido o vídeo, eu lhe pergunto, estimado estudante: 
Será que ainda há problemas na atividade apresentada, mesmo sabendo que o 
empregador cumpre com o que estabelece a legislação vigente? 
 
Você poderá ter acesso a NR 31, na íntegra e atualizada, na página oficial do 
Governo Federal, disponível em: 
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-31.pdf 
 
O vídeo apresentado é intitulado como: 
 Condições De Trabalho Rural Melhoraram, mas Ainda Há Problemas. 
https://www.youtube.com/watch?v=dAA77DO7Cl8&t=4s 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A partir desta reflexão e debate, sigamos adiante para que possamos entender a 
importância deste questionamento. Vamos lá? 
 
1.1 As responsabilidades 
A NR-31 estabelece em suas disposições gerais, as responsabilidades que devem ser 
seguidas pelos 2 principais atores deste segmento: empregadores e empregados. Além disso, a 
referida norma enumera as obrigações e competências da Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT. 
A SIT é o órgão responsável para executar as atividades constantes na política nacional de segurança 
e saúde no trabalho, assim como as ações de fiscalização por meio das Delegacias Regionais do 
Trabalho – DRT. 
Vamos então iniciar com as responsabilidades atribuídas ao empregador. Vale salientar 
que nós como profissionais da área, temos por obrigação juntamente com o empregador, cumprir e 
se fazer cumprir o que é estabelecido na norma. A primeira das atribuições é que o empregador deve 
garantir adequadas condições de trabalho, higiene e conforto, para todos os trabalhadores, segundo 
as particularidades apresentadas por cada atividade e as características de cada região, contanto que 
não acarrete riscos à saúde e segurança do trabalhador. 
 
Como dito anteriormente a norma estabelece o “mínimo” a ser seguido, porém isto não 
significa que não podemos contribuir com o nosso “algo a mais”. 
Outra atribuição do empregador é a de realizar avaliações dos riscos a fim de garantir a 
segurança e saúde dos trabalhadores e, a partir dos resultados obtidos, acatar as medidas preventivas 
 
E agora, como saberemos que condições adequadas são estas? 
Calma! A própria NR traz as mínimas condições de higiene e conforto que 
devemos seguir para garantir a saúde e segurança de nossos trabalhadores! 
 
De que forma nós, como profissionais da área, podemos atuar para que não ocorra 
apenas o cumprimento da norma, mas que possamos realmente melhorar as condições 
de trabalho de nossos funcionários? O que acha de compartilhar sua resposta no 
fórum de dúvidas e discussões desta competência? Estamos aguardando você 
para o esclarecimento de possíveis dúvidas! 
 
 
 
 
 
 
necessárias a fim de garantir que todas as atividades, sejam seguras e estejam de acordo com o que 
a norma estabelece, sendo assim, cumprirá ao mesmo tempo uma outra atribuição que é a de 
promover melhorias nos ambientes e nas condições de trabalho. 
Agora tudo faz sentido, não é mesmo? Entendeu o porquê da necessidade de conhecer 
os riscos aos quais os trabalhadores podem estar expostos no ambiente laboral? Essa necessidade de 
identificação do risco, atribuição dada ao empregador, não se aplica apenas ao segmento em estudo, 
e sim para toda atividade desenvolvida pelo trabalhador independentemente de sua área de atuação. 
Outra responsabilidade por parte do empregador que podemos citar é a de agir 
juntamente com Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural - CIPATR, na 
investigação das causas dos acidentes e das doenças decorrentes do trabalho, a fim de prevenir e 
eliminar as chances de novas ocorrências; garantindo que os trabalhadores participem das discussões 
sobre o controle dos riscos presentes no ambiente laboral. Quando este controle não for possível, 
cabe ao empregador a adoção de medidas de proteção pessoal, sem ônus para o trabalhador, de 
forma a complementar ou caso ainda persistam temporariamente fatores de risco. 
Também é atribuição do empregador, informar aos trabalhadores os resultadosde 
exames médicos realizados e de avaliações ambientais, assim como os riscos decorrentes do trabalho 
e as medidas de proteção implantadas. 
Conforme mencionado acima, é direito do trabalhador conhecer estes riscos, os quais os 
trabalhadores estão expostos, ao desenvolverem sua atividade laboral! 
E como podemos atender a essa exigência? Essa informação pode ser cedida desde uma 
documentação apresentada pelo empregador, ou através de treinamentos e até mesmo pela 
disposição de mapas de riscos no ambiente de trabalho. O importante é que o trabalhador esteja 
ciente destes riscos e de como proceder ao se deparar com eles. 
Agora que você conhece as responsabilidades do empregador, vamos conhecer as 
obrigações do empregado? 
Primeiramente o trabalhador deverá cumprir todas as determinações dadas pela 
empresa, colaborando com a mesma na aplicação desta NR, acerca das formas seguras de 
desenvolver seu trabalho, em especial, quando houver Ordens de Serviço para esse fim. Isto é, o 
trabalhador deverá acatar todas as solicitações feitas pela empresa no âmbito de saúde e segurança. 
 
 
 
 
 
 
 Outra atribuição é a de aderir às medidas de proteção que o empregador determinar, a 
fim de estar em conformidade com esta NR, dentre estas, submeter-se aos exames médicos previstos. 
 
 
1.2 Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural – SESTR 
SESTR é o Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural, assim como o 
SESMT constante na NR 04, porém o SESTR é específico para as atividades rurais de acordo com o 
especificado na NR – 31. 
Quando o empregador rural possuir capacitação sobre prevenção de acidentes e doenças 
relacionadas ao trabalho, e atuar em estabelecimento que possua até 50 (cinquenta) empregados, 
ficará isento de constituir SESTR. Porém, será obrigatória a sua constituição, Próprio ou Externo, para 
os estabelecimentos que possuam número acima de cinquenta empregados. 
Este serviço conta com profissionais legalmente habilitados que são: 
• Profissionais de nível superior: Médico do trabalho, Engenheiro de Segurança do 
Trabalho e Enfermeiro do trabalho; 
• Profissionais de nível médio: Técnico de Segurança do Trabalho, Auxiliar ou 
Técnico de Enfermagem do Trabalho. 
 
O SESTR realiza uma atividade destinada ao desenvolvimento de ações relativas às 
práticas de gestão de segurança, saúde e meio ambiente de trabalho, com o intuito de deixar o 
ambiente em que o empregado desenvolve suas atividades em conformidade com o que é 
 Lembrando que a recusa injustificada por parte do trabalhador em atender estas 
solicitações, constitui ato faltoso, podendo ele ser penalizado. 
 
Você sabia que outros profissionais especializados poderão ser incluídos nesta 
equipe? Desde que estabelecido, conforme recomendações do próprio SESTR, 
em acordo ou convenção coletiva. 
 
 
 
 
 
 
estabelecido na referida norma, a fim de promover a segurança, saúde e a preservação da integridade 
física do trabalhador rural, e deve ser constituído atendendo um dos modelos a seguir: 
• Próprio – É aplicado em situação onde os profissionais especializados mantiverem 
vínculo empregatício; 
• Externo – Ocorre em situações em que o empregador rural ou equiparado conta 
com consultoria externa dos profissionais especializados, ou seja, estes 
profissionais apenas prestam serviço não mantendo vínculo empregatício e; 
• Coletivo – Indicado quando um segmento empresarial ou econômico tornar 
coletiva a contratação dos profissionais especializados. 
O dimensionamento do SESTR, ou seja, a quantidade de profissionais necessária para 
compor este grupo não é realizada de forma aleatória, ou mesmo por determinação do empregador. 
Vale ressaltar que este se dá a partir do que é estabelecido na própria NR-31, a qual dispõe dos 
quadros de dimensionamento que devem ser seguidos conforme apresentado abaixo: 
 
Figura 1: Quadro I da NR-31 – utilizado no dimensionamento de SESTR próprio e coletivo. 
Fonte: NR-31 – Secretaria de Inspeção do Trabalho/ ENIT - Disponível em: 
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-31.pdf 
Descrição da imagem: A figura é composta por um quadro onde: na primeira coluna consta intervalos numéricos do 
quantitativo de trabalhadores e nas demais colunas o número de profissionais necessários para cada intervalo numérico 
 
O dimensionamento apresentado no quadro I da NR31 é relativo aos SESTR Próprio e 
Coletivo, o que difere de um SESRT Externo, o qual possui um quadro de dimensionamento específico 
conforme disposto a seguir: 
 
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-31.pdf
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2: Quadro II da NR-31 - utilizado no dimensionamento de SESTR externo. 
Fonte: NR-31– Secretaria de Inspeção do Trabalho/ ENIT ENIT 
Disponível em: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-31.pdf 
Descrição da imagem: A figura é composta por um quadro onde: na primeira coluna consta intervalos numéricos do 
quantitativo de trabalhadores e nas demais colunas o número de profissionais necessários para cada intervalo numérico 
 
Independentemente do tipo de SESTR, seja ele próprio, coletivo ou externo, o método de 
dimensionamento é basicamente o mesmo, basta apenas ficar atento qual quadro deve ser utilizado, 
visto que, como você pode perceber, quando o SESTR é externo demanda maior número de 
profissionais (Quadro II), quando comparado ao SESTR Próprio e Coletivo (Quadro I). 
 
 
Figura 3: Processo produtivo em indústria de abate de frango. 
 
O que você acha de colocar em prática esse aprendizado relativo ao 
dimensionamento do SESTR? Para isso responda o exemplo apresentado a 
seguir. 
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-31.pdf
 
 
 
 
 
 
Fonte: Revista Globo Rural - Disponível em: 
https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Aves/noticia/2018/02/abate-de-frango-no-parana-atinge-1573-
milhoes-de-cabecas-em-janeiro.html 
Descrição da imagem: Na figura está sendo mostrado o processo produtivo em uma indústria de abate de frangos, onde 
há trabalhadores, trabalhando em uma bancada de corte, devidamente protegidos. 
 
Em uma indústria de abate de frangos, o quadro de efetivos é composto por 94 
funcionários na produção e 12 no setor administrativo, todos com vínculo empregatício. Diante 
dessas informações dimensione o SESTR desta empresa de acordo com o proposto a seguir: 
a) Considere que os profissionais especializados possuem vínculo empregatício; 
b) Considere que o empregador realizou contratação coletiva de profissionais 
especializados. 
 
Agora que você já sabe o que significa SESTR, como é feito seu dimensionamento, quem 
são os profissionais que o compõe e quais os tipos existentes, vamos conhecer o porquê da sua 
importância a partir de suas atribuições? 
São elas: 
• Colaborar de forma Técnica com os empregadores e trabalhadores; 
• Estimular atividades educativas relacionadas à saúde e segurança para todos os 
trabalhadores; 
• Identificar e avaliar os riscos os quais os trabalhadores estão expostos, a fim de 
promover a segurança e saúde em todo o processo produtivo, com a participação 
do empregador e trabalhador; 
• Sugerir medidas de eliminação, controle ou redução dos riscos, optando 
inicialmente pela proteção coletiva e realizar o monitoramento periódico das 
medidas adotadas a fim de avaliar sua eficácia; 
• Analisar as não conformidades relacionadas ao trabalho e indicar as medidas 
corretivas e preventivas; 
 
O que acha de compartilhar sua resposta no fórum de dúvidas e discussões 
desta competência? Estamos aguardando você para o esclarecimento de 
possíveis dúvidas! 
https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Aves/noticia/2018/02/abate-de-frango-no-parana-atinge-1573-milhoes-de-cabecas-em-janeiro.html
https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Aves/noticia/2018/02/abate-de-frango-no-parana-atinge-1573-milhoes-de-cabecas-em-janeiro.html• Participar da análise dos postos de trabalho, podendo realizar alterações em 
relação a escolha de equipamentos mais adequados, tecnologias utilizadas, 
procedimentos de produção e organização do trabalho, com intuito de promover 
a adaptação do trabalho ao homem; 
• Identificar e intervir em situações onde as condições de trabalho apresentem 
graves e iminentes riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; 
• Participar juntamente com a CIPATR, a qual será estudada adiante, atendendo-a 
em todas as suas necessidades e solicitações; 
• Atualizar todas as informações referentes aos monitoramentos e avaliações 
realizadas que envolvem as condições no ambiente de trabalho, indicadores de 
saúde dos trabalhadores, acidentes e doenças do trabalho, além das ações 
desenvolvidas pelo SESTR. 
Muito trabalho, não é mesmo? Você percebeu o quanto é importante desenvolver essas 
atribuições no ambiente laboral? Ainda vou mais além... Você já parou para pensar que essas 
atribuições de extrema importância também serão de sua responsabilidade como profissional da área 
que irá compor o SESTR? 
Diante disso, vale ressaltar que os empregadores rurais ou equiparados, são responsáveis 
por proporcionar os meios e recursos necessários para que objetivos e atribuições dos SESTR sejam 
cumpridos, ou seja, a norma estabelece que o empregador dê o suporte necessário para a atuação 
do SERTR. Caso o empregador não tenha essa formação, deverá contratar um técnico de segurança 
do trabalho ou SESTR externo. 
 
1.3 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR 
 A CIPATR, assim como a CIPA constante na NR 5, trata da formação de uma comissão 
interna de prevenção de acidentes com funcionamento obrigatório em empresas que contam com 
20 ou mais trabalhadores contratados por prazo indeterminado. 
Trata-se de uma comissão específica para a área Rural, regulamentada pela NR-31, e que 
apresenta algumas diferenças quando comparada com a CIPA tratada na NR- 05, diferenças essas que 
serão abordadas adiante. 
 
 
 
 
 
 
Em estabelecimentos que possuem até 19 trabalhadores (seja em períodos de safra ou 
de elevada concentração de empregados contratados por prazo determinado), cabe ao empregador 
garantir a assistência ao trabalhador, no que se refere à segurança e saúde no ambiente laboral, seja 
pelo empregador ou profissional por ele contratado. 
A NR-31 estabelece que CIPATR deverá ter em sua composição representantes indicados 
pelo empregador e representantes eleitos pelos empregados, devendo estes estarem divididos de 
forma paritária, ou seja, em igual quantidade para ambas as partes. 
Na própria NR-31 encontramos um quadro que será a base para o dimensionamento do 
quantitativo de membros, a partir do número de trabalhadores que atuam na empresa, conforme 
apresentado na imagem a seguir. 
 
 
Figura 4: Quadro de dimensionamento dos membros da CIPATR. 
 Fonte: NR-31 – Secretaria de Inspeção do Trabalho/ ENIT ENIT - disponível em: 
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-31.pdf 
Descrição da imagem: A figura é composta por um quadro, onde está relacionado o número de representantes do 
trabalhador e do empregador para o número de funcionários que atuam na empresa 
 
O quadro apresentado acima estabelece o número de membros que irão compor a 
CIPATR a partir do total de trabalhadores atuantes na empresa. Vale ressaltar que os membros que 
representam os trabalhadores são eleitos a partir de um processo eleitoral organizado pela própria 
empresa onde os trabalhadores participam com seu voto secreto. 
Aqueles candidatos participantes, porém, não eleitos, deverão ser relacionados na ata de 
eleição, em ordem decrescente de votos, o que possibilitará sua posse como membros da CIPATR em 
casos de surgimento de uma nova vaga, seja por motivo de desistência, substituição de algum 
membro ou situação em que exija a convocação de mais um trabalhador. 
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-31.pdf
 
 
 
 
 
 
Outra informação importante é relativa ao mandato dos membros eleitos da CIPATR, a 
qual terá duração de 2 (dois) anos, permitida uma reeleição, lembrando que, o coordenador da 
CIPATR será escolhido pela representação do empregador, no primeiro ano do mandato, e pela 
representação dos trabalhadores, no segundo ano do mandato, dentre seus membros. 
Finalizando o processo eleitoral e estando organizada a CIPATR, toda documentação 
relacionada à votação, assim como as atas de eleição e posse, e o calendário das reuniões, devem 
estar sempre disponíveis no estabelecimento à disposição de uma possível fiscalização do trabalho. 
Vale ressaltar que o empregador não poderá reduzir o número de representantes, como 
também não poderá inativar a CIPATR antes do término do mandato de seus membros, mesmo que 
haja a redução do número de empregados. Nesses casos, em que ocorra redução do número de 
empregados, por alguma modificação na atividade econômica, quem decidirá sobre a redução ou não 
da quantidade de membros da CIPATR será a Delegacia Regional do Trabalho. 
 
Agora que você sabe o que significa a CIPATR e como esta é formada, vamos prosseguir 
nossos estudos conhecendo algumas atribuições desse grupo: 
Uma delas é a de acompanhar a implementação das medidas de prevenção, assim como 
a avaliação das prioridades de ação no ambiente laboral. Outra atribuição é identificar as possíveis 
situações de riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores, no estabelecimento rural, quando 
isto ocorrer o empregador deverá ser informado para que este tome as devidas providências. 
Cabe também aos membros da CIPATR a participação, juntamente com o SESTR, das 
discussões para avaliação dos impactos de possíveis alterações no ambiente laboral, relativos à 
segurança e saúde dos trabalhadores, seja quanto à introdução de novas tecnologias, alterações nos 
métodos, condições e processos produtivos, devendo ser divulgada aos trabalhadores as informações 
relativas à segurança e saúde no trabalho. 
 
Fique atento! 
Você viu que a CIPATR não poderá ser desativada pelo empregador, porém para 
esta regra há uma exceção, e esta ocorre quando as atividades da empresa se 
dão por encerradas! Apenas neste caso, o empregador estará acobertado para 
tornar inativa uma CIPATR. 
 
 
 
 
 
 
Lembrando que também é atribuição da CIPATR interromper o funcionamento de 
máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos 
trabalhadores, desde que informando ao SESTR ou ao empregador. 
 A CIPATR também deverá participar, em parceria com o SESTR, da análise das causas das 
doenças e acidentes de trabalho, propondo medidas de solução para estes, constituir grupos de 
trabalho para o estudo das causas dos acidentes e, de uma forma geral, contribuir com o 
desenvolvimento e implementação das ações da Gestão de Segurança, Saúde e Meio ambiente de 
trabalho. 
É de responsabilidade da CIPATR propor atividades com o intuito de despertar o interesse 
dos trabalhadores sobre a prevenção de acidentes de trabalho. Isso pode ser feito através de 
campanhas internas como, por exemplo, a semana interna de prevenção de acidentes no trabalho 
rural. Além disso, trazer propostas ao empregador quanto à realização de cursos e treinamentos para 
os trabalhadores, em prol da melhoria das condições de segurança e saúde no trabalho. 
E por fim, os membros da CIPATR são responsáveis por elaborar o calendário anual de 
reuniões ordinárias e convocar os trabalhadores para contribuir, com relatos e informações, no 
estudo dos acidentes de trabalho ocorridos. 
Agora que você conhece as atribuições desta importantíssima comissão, vale salientar 
que o empregador também tem participação ativa no funcionamento da CIPATR. Vejamos a seguir 
de que forma estas ações tornam-se efetivas: 
a) Através da convocação de reuniões ordinárias e extraordinárias da CIPATR;b) Ao conceder os meios necessários, garantindo que os componentes da CIPATR 
possam desempenhar suas atribuições; 
c) Avaliando as recomendações e tomando as medidas necessárias, sempre 
informando a CIPATR; 
d) Realizando treinamento sobre prevenção de acidentes de trabalho para todos os 
membros da CIPATR, em horário de expediente normal. 
Quanto aos encontros que irão ocorrer conforme calendário preestabelecido por parte 
dos membros da CIPATR, as chamadas reuniões ordinárias, ocorrerão bimestralmente, em local 
apropriado e em horário normal de expediente. 
 
 
 
 
 
 
Já as reuniões convocadas em caráter emergencial, as chamadas reuniões 
extraordinárias, irão ocorrer em caso de acidentes com consequências de maior gravidade, sendo 
necessária a presença do responsável pelo setor em que ocorreu o acidente, no máximo até cinco 
dias úteis após a ocorrência. 
Outra informação importante está relacionada à contratação de empreiteiras ou 
empresas terceirizadas. A CIPATR da empresa contratante deve, juntamente com a contratada, 
definir ações de integração, garantindo a participação de todos os trabalhadores em relação às 
decisões tomadas pela referida comissão. 
Vale salientar que os membros eleitos pelos empregados, isto é, aqueles que foram 
escolhidos através do processo eleitoral, não poderão ser dispensados de forma arbitrária, ou seja, 
quando esta não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. 
Já que falamos bastante no termo “processo eleitoral” para a formação da CIPATR, o que 
você acha de conhecer um pouco sobre este assunto e como se dá esta forma de escolha dos 
representantes dos empregados? Vamos lá então! 
A eleição para a formação de um novo mandato da CIPATR deverá ser convocada pelo 
empregador, pelo menos quarenta e cinco dias antes do encerramento do mandato anterior e 
realizada com antecedência mínima de 30 dias do término do mandato. Para que a eleição ocorra 
dentro da legalidade deverão ser seguidas algumas condições, dentre elas podemos destacar: 
 
• A divulgação de um edital, no prazo mínimo de quarenta e cinco dias antes do 
término do mandato em curso. Este edital deverá ser disposto em locais de fácil 
acesso e visualização, por TODOS os empregados do estabelecimento, para que 
seja dada a oportunidade de participação de forma igualitária; 
• O início do processo eleitoral deve ser comunicado ao sindicato dos empregados 
através do envio de cópia do edital de convocação, em no mínimo 40 (quarenta) 
dias antes da eleição; 
• O período mínimo para inscrição será de quinze dias, e deverá haver liberdade de 
inscrição para todos os empregados do estabelecimento, independentemente de 
setores ou locais de trabalho. O candidato deverá receber o comprovante de 
inscrição e deverá ter seu emprego garantido até o dia da eleição; 
 
 
 
 
 
 
• A realização da eleição deverá ter o prazo mínimo de trinta dias antes do término 
do mandato da CIPATR, quando houver, esta ocorrerá em dia normal de trabalho, 
levando em consideração os horários dos turnos, possibilitando a participação da 
maioria dos empregados, os quais atuarão de forma ativa através de voto secreto; 
• Os votos serão apurados imediatamente após o término da eleição, em horário 
normal de trabalho, tendo acompanhamento de um representante dos 
empregados e um representante do empregador; 
• Toda documentação relativa à eleição, deverá ser guardada pelo empregador por 
um período mínimo de cinco anos. 
 
 
Caso haja alguma denúncia sobre o processo eleitoral, esta deverá ser encaminhada à 
Delegacia Regional do Trabalho, até trinta dias após a divulgação do resultado da eleição. Em caso de 
denúncia formal de alguma irregularidade, a CIPATR anterior, quando houver, deve ser mantida até 
que Delegacia Regional do Trabalho tome as devidas providências, e quando estas levem a anulação 
da eleição, deve ser mantida a CIPATR anterior, quando houver, até a complementação do processo 
eleitoral. 
Você percebeu o quanto deve ser levado a sério o processo eleitoral de uma CIPATR? 
Qualquer irregularidade que ocorra, dará o direito ao trabalhador de realizar sua denúncia ao órgão 
competente, e por sua vez cabe à Delegacia Regional do Trabalho informar ao empregador rural sobre 
a existência da denúncia de irregularidade identificada. 
Vale salientar que havendo participação inferior a cinquenta por cento dos empregados 
na votação, não haverá a apuração dos votos. Quando isto ocorrer, outra votação deverá ser 
organizada no prazo máximo de dez dias. 
Finalizando o processo eleitoral dentro das devidas normalidades, os novos membros da 
CIPATR tomarão posse no primeiro dia útil após o término do mandato anterior. Em caso de primeiro 
 
Você sabia que o processo eleitoral é passível de anulação quando ocorre o 
descumprimento de qualquer uma destas determinações apresentadas? Esta 
anulação é de competência da Delegacia Regional do Trabalho, quando 
confirmadas as irregularidades no processo eleitoral, e ela determinará a sua 
correção ou procederá com a anulação quando for o caso. 
 
 
 
 
 
 
mandato, ou seja, a primeira formação de uma CIPATR, a posse será realizada no prazo máximo de 
quarenta e cinco dias após a eleição. 
Os candidatos mais votados assumirão a condição de membros, e em caso de empate, 
assumirá aquele candidato que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento. A partir desse 
ponto, o empregador deverá promover, antes da posse, treinamento em segurança e saúde no 
trabalho para os membros que irão compor a CIPATR, de acordo com o conteúdo mínimo que é 
estabelecido na própria NR -31, conforme apresentado a seguir: 
• Noções sobre a organização, o funcionamento, a importância e a atuação da 
CIPATR; 
• Estudo das condições de trabalho, levando em consideração a análise dos riscos 
originados do processo produtivo e as medidas de controle a serem adotadas; 
• Estudo dos acidentes ou doenças do trabalho, e métodos de investigação e análise 
a serem desenvolvidos; 
• Prevenção de DST, com ênfase na AIDS; 
• Tratar sobre as dependências químicas; 
• Noções sobre legislação trabalhista e previdenciária referente à Segurança e 
Saúde no Trabalho; 
• Noções de primeiros socorros e sobre prevenção e combate a incêndios; 
• Conhecer os princípios gerais de higiene no trabalho; relações humanas no 
trabalho; proteção de máquinas e equipamentos e noções de ergonomia. 
Este treinamento terá carga horária mínima de 20 (vinte) horas, sendo permitido no 
máximo 8 (oito) horas diárias, por ser o limite legal de jornada de trabalho, nele deve ser abordado 
os principais riscos a que estão expostos os trabalhadores em cada atividade específica desenvolvida. 
Agora que você conhece como funciona uma CIPATR em sua constituição, processo 
eleitoral e atribuições, é possível perceber que esta apresenta muita semelhança com a CIPA tratada 
na NR – 05 concorda? Porém a CIPATR traz algumas particularidades que serão apresentadas em 
nossa vídeo aula da referida competência. 
 
 
 
 
 
 
 
1.4 Programa de Gestão de Segurança, Saúde e Meio Ambiente do Trabalho Rural –
PGSSMATR 
O Programa de Gestão de Segurança e Saúde no Meio Ambiente do Trabalho Rural 
(PGSSMATR) contempla um grupo de normas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores de 
empresas rurais. Trata-se de uma legislação federal emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego 
e teve sua publicação em 4 de março de 2005, sendo instituída pela portaria 86 da Secretaria de 
Segurança e Saúde no Trabalho. 
O PGSSMATR tem por objetivo a prevenção de acidentes no ambiente laboral e isso se dá pela 
garantia de que as empresas realizem a programação e implementação de ações direcionadas à 
segurança e saúde. Este programa é direcionado para empregadores rurais ou semelhantes, isto 
porque, a NR 31 estabelece que o empregador elabore um plano de Gestão em Segurança Saúde e 
Meio Ambiente do Trabalho Rural,onde deve contemplar procedimentos e ações que são necessárias 
para a implementação, acompanhamento, avaliação e manutenção de boas condições do trabalho 
rural. Vale salientar que para a implantação do plano é necessário seguir uma ordem de prioridade 
conforme apresentado a seguir: 
• Eliminação de possíveis riscos na fonte geradora, pode ser dada por meio de substituição de 
equipamentos, máquinas ou processos produtivos, por exemplo; 
• Medidas que garantam a proteção coletiva; 
• Medidas de proteção individual para o funcionário. 
É importante lembrar que tanto empregador quanto trabalhador devem estar juntos, engajados, 
no desenvolvimento das ações previstas no PGSSMATR. 
 
Conforme apresentado, o PGSSMATR é de grande importância para a organização rural, vale 
salientar que para que haja sucesso na implementação das Normas Reguladoras é necessário um bom 
planejamento onde deve ser levado em consideração os pontos a seguir: 
 
 Vamos conhecer as principais diferenças entre a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes –NR 05 e a CIPATR - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no 
 Trabalho Rural – disposta na NR31. Vale a pena conferir! 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Identificar os riscos 
O ponto de partida é dado pela identificação de riscos, também chamado mapeamento, tanto no 
setor de trabalho, quanto na atividade desenvolvida. Realizar a identificação dos riscos é primordial 
para que se comece a pensar em estratégias de prevenção de riscos, desta forma você terá uma visão 
global do problema priorizando os pontos que precisam de intervenção imediata. 
 
2. Criar as estratégias de prevenção 
Cada organização apresenta particularidades em seu funcionamento e padrão produtivo, sendo assim 
algumas empresas passam a oferecer maiores riscos ao trabalhador quando comparadas a outras. 
Deste modo, vale salientar que feito o mapeamento dos riscos inerentes a cada função ou atividade, 
sejam traçadas as estratégias de prevenção. Dentre estas podemos destacar a utilização de proteção 
coletiva, tais como: extintores de incêndio, sinalização de segurança, entre outros; 
E a utilização de Equipamentos de Proteção Individual específicos para a atividade realizada. 
 
3. Investir na Saúde física e mental do trabalhador 
Sabemos que grande é a importância de preservar a saúde física e mental do trabalhador, pois além 
de elevar sua qualidade de vida, boas condições de saúde melhoram seu desempenho no ambiente 
produtivo. O empregador é o principal responsável em garantir que o trabalhador esteja provido 
deste bem estar e o investimento em um plano de saúde ou uma clínica médica do trabalho passa a 
ser um diferencial na promoção da saúde física e mental. 
 
1.5 Área de vivência 
Uma área de vivência é o local destinado aos trabalhadores em momentos de almoço, 
intervalos de trabalho e pausas para descanso, a qual deverá ser composta de instalações que 
garantam segurança e conforto para os trabalhadores, garantindo seu bem-estar. 
A própria NR-31 estabelece como atribuição do empregador a disponibilização da área de 
vivência, e esta deverá ser composta por: instalações sanitárias, locais para refeição, alojamentos, 
local adequado para preparo de alimentos e lavanderias. 
 
 
 
 
 
 
As áreas de vivência devem atender a alguns requisitos, tais como: Condições adequadas 
de conservação, asseio e higiene; Paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente; Piso 
cimentado, de madeira ou de material equivalente; Cobertura que proteja o trabalhador contra as 
intempéries (sol e chuva); Iluminação e ventilação adequadas. 
Infelizmente, apesar de ser uma prática obrigatória, muitas empresas ainda não seguem 
essas determinações, deixando o trabalhador sem as mínimas condições que permitam a realização 
de seu trabalho com dignidade. 
No ambiente rural isso é bastante comum! Acompanhe a seguir, um caso recente ocorrido 
no interior do RN, que trata de uma operação de fiscalização, na qual foram resgatados 25 
trabalhadores que desenvolviam suas atividades em situação precária, deixando-os vulneráveis a 
acidentes. 
 
A partir do que foi apresentado na reportagem acima, qual a conclusão que você, como 
profissional da área de segurança do trabalho, tira em relação à importância da área de vivência para 
que o trabalhador desempenhe melhor suas atividades? Área de vivência é algo básico que o 
empregador deve oferecer? Que ações você, como Técnico em segurança, tomaria diante da situação 
apresentada? Boa reflexão! 
A partir de agora vamos adiante! 
Você conhecerá o que a NR-31 estabelece para a garantia destas condições mínimas de 
conforto que nós, profissionais de segurança, juntamente com o empregador devemos proporcionar 
aos nossos trabalhadores. 
• Instalações sanitárias: 
As instalações sanitárias devem dispor dos seguintes itens e seus respectivos 
dimensionamentos: Lavatório e vaso sanitário (na proporção de uma unidade para cada grupo de 
vinte trabalhadores ou fração); Mictório e chuveiro (na proporção de uma unidade para cada grupo 
de dez trabalhadores ou fração). 
 
Operação do Ministério do Trabalho resgata 25 pessoas de trabalho escravo 
no interior do RN 
https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2018/11/15/operacao-
do-ministerio-do-trabalho-resgata-25-pessoas-de-trabalho-escravo-no-
interior-do-rn.ghtml 
 
 
 
 
 
 
Além disso, estas instalações devem conter: Portas de acesso que garantam a privacidade 
do trabalhador que está utilizando; ser separadas por sexo; ter instalações em locais de fácil e seguro 
acesso para o trabalhador; ter sempre disponível água limpa para higienização das mãos e corpo além 
de papel higiênico; estar ligadas à sistema de esgotamento sanitário, fossa séptica ou equivalente; e 
possuir recipiente para coleta de lixo (ideal que seja com tampa). 
Outra exigência para as instalações sanitárias é referente à água destinada para banho, 
que deve ser disponibilizada de acordo com os usos e costumes da região ou na forma estabelecida 
em convenção ou acordo coletivo. Um exemplo disso seria a disponibilização de água quente em 
regiões frias, que não é nosso caso! 
 
As instalações sanitárias nas frentes de trabalho, devem ser disponibilizadas de modo fixo 
ou móvel, devendo esta última ser composta por vasos sanitários e lavatórios, na proporção de um 
conjunto para cada grupo de quarenta trabalhadores ou fração, sendo permitida a utilização de fossa 
seca. 
 
Figura 5: Representação de uma frente de trabalho 
Fonte: Canal Rural - Disponível em: https://canalrural.uol.com.br/noticias/quem-podera-integrar-cadastro-agricultura-
familiar-68099/ 
Descrição da imagem: A imagem apresenta um grupo de trabalhadores atuando na lavoura, onde não se visualiza 
estrutura fixa apenas vegetação. 
 
• Locais para refeição: 
 
O termo Frentes de trabalho significa: uma área de trabalho móvel e 
temporária muito comum em atividades rurais, onde um grupo de 
trabalhadores se desloca, por exemplo, para atuação em lavouras situadas a 
grandes distancias de estruturas fixas. 
https://canalrural.uol.com.br/noticias/quem-podera-integrar-cadastro-agricultura-familiar-68099/
https://canalrural.uol.com.br/noticias/quem-podera-integrar-cadastro-agricultura-familiar-68099/
 
 
 
 
 
 
Os locais destinados às refeições do trabalhador rural devem garantir boas condições de 
higiene e conforto; devendo possuir quantitativo de assentos que possibilitem que todos realizem 
suas refeições sentados; água limpa para higienização de mãos e utensílios; mesas com tampos lisos 
e laváveis; água potável, em condições higiênicas e depósitos de lixo, com tampas. 
Independentemente do número de trabalhadores o empregador deverá disponibilizar de 
local ou recipiente para a guarda e conservação de refeições, em condições de higiene e em caso de 
frentes de trabalho cabe ao empregador disponibilizar abrigos, sejameles fixos ou moveis, que 
protejam os trabalhadores contra as intempéries, durante suas refeições. 
 
 
Figura 6: Exemplo de adaptação para proteção do trabalhador contra intempéries. 
 Figura: Rosana Bunho - Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11141/tde-19122011-
091838/pt-br.php 
Descrição da imagem: A imagem apresenta o momento de refeição de um grupo de trabalhadores, onde foi adaptado 
um refeitório na lateral de um ônibus que utiliza uma estrutura móvel de coberta, estilo um toldo, com intuito de 
proteção contra intempéries. 
 
• Alojamentos: 
 Em casos onde o trabalhador permaneça no local de trabalho entre jornadas, o 
empregador deverá dispor de alojamento para que estes trabalhadores sejam atendidos, devendo 
estes locais dispor de: camas com colchão, tendo separação umas das outras de no mínimo um metro, 
podendo ser utilizado camas tipo beliches, desde que limitados a duas camas na mesma vertical e 
com espaço livre mínimo de cento e dez centímetros acima do colchão. As camas poderão ser 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11141/tde-19122011-091838/pt-br.php
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11141/tde-19122011-091838/pt-br.php
 
 
 
 
 
 
substituídas por conforme costume local, uso de redes por exemplo, desde que seja obedecido o 
espaçamento mínimo de um metro entre as mesmas; o empregador deverá disponibilizar armários 
para guarda de objetos pessoais do trabalhador de forma individual; O alojamento deve ter portas e 
janelas que ofereçam boas condições de vedação e segurança; ter recipientes para coleta de lixo; e 
além disso, ser separados por sexo. 
No interior dos alojamentos, é terminantemente proibido o uso de fogões, fogareiros ou 
similares, visto que a própria NR-31 estabelece a obrigatoriedade de locais destinados a preparo das 
refeições, o que será visto no item a seguir. 
 
• Locais para o preparo de refeição: 
Os locais destinados para preparo de refeições não podem ter ligação direta com os 
alojamentos, conforme dito anteriormente. Devem dispor de lavatórios, sistema de coleta de lixo e 
instalações sanitárias de uso exclusivo para os profissionais responsáveis por manipular os alimentos. 
 Agora que você conhece os Procedimentos e Rotinas do Trabalho na Agroindústria, 
iniciaremos nossa segunda competência que tem por objetivo apresentar programas, técnicas e 
fundamentos legais na prevenção de acidentes na agroindústria. 
Vamos lá? 
 
Atenção! 
 Não é permitida a permanência de pessoas com doenças infectocontagiosas no 
interior do alojamento. 
https://docs.google.com/document/d/1eUbORhm5rQB9Ukr02L4-lNENUY3q9_la/edit#heading=h.1t3h5sf
https://docs.google.com/document/d/1eUbORhm5rQB9Ukr02L4-lNENUY3q9_la/edit#heading=h.1t3h5sf
 
 
 
 
 
 
2.Competência 02 | Conhecer e Aplicar Programas e as Técnicas e 
Fundamentos Legais na Prevenção de Acidentes na Agroindústria 
Iniciaremos a partir de agora mais uma competência de grande relevância para sua 
formação! É nela que você identifica os riscos aos quais os trabalhadores rurais estão expostos. 
 Para isso, é necessário conhecer a área de atuação profissional para uma melhor 
identificação de possíveis riscos e consequentemente atuar de forma efetiva na causa raiz que levam 
a acidentes e doenças ocupacionais. 
Isto se aplica para qualquer atividade, por isso nunca esqueça! Para adoção de medidas 
preventivas mais eficazes é necessário conhecer o ambiente de trabalho, bem como as atividades 
que nele são desenvolvidas. Vamos lá então? 
Inicialmente gostaria de apresentar para você de forma breve, visto que este tema é 
desenvolvido com maior aprofundamento em outra disciplina, sobre os riscos ocupacionais tratados 
na NR -09, que trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, que são eles: Riscos químicos, 
físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes ou mecânicos. 
Será que o trabalhador rural está exposto a algum deles? Ou a todos eles? Pois bem, a 
resposta vai de acordo com a atividade exercida, mas acredite: Em grande maioria, na atividade rural, 
o trabalhador acaba se expondo a todos estes riscos de forma concomitante, ou seja, todos ao mesmo 
tempo. 
O risco Físico que o trabalhador rural geralmente está vulnerável se dá principalmente a 
partir da exposição excessiva à radiação solar intensa por períodos longos. Pode-se citar como 
exemplo o trabalho de um cortador de cana. 
Ainda se enquadram neste tipo de agente, a exposição a ruídos elevados, presente em 
atividades com uso de máquinas e equipamentos como motosserras e tratores, por exemplo, o que 
pode também expor o trabalhador à vibração, ao manusear ou operar alguns destes equipamentos. 
Já exposição ao risco químico, tem como principal vilão o manuseio de defensivos 
agrícolas, que são os fertilizantes, agrotóxicos, produtos veterinários e venenos utilizados no controle 
de pragas e parasitas. 
 
 
 
 
 
 
Tratando-se dos riscos biológicos, podemos citar os ataques de animais peçonhentos e os 
contatos com agentes nocivos, infecciosos e parasitários que transmitem doenças, tanto de origem 
animal quanto vegetal. 
 Os riscos mecânicos ou de acidentes são bastante comuns a partir do manuseio de 
ferramentas e máquinas agrícolas, acidentes por contato com animais (coices, mordidas e 
cabeçadas), transporte de funcionários juntamente com ferramentas, entre outros. 
E, por fim, as condições ergonômicas como as intensas rotinas de trabalho, atividade 
repetitiva sem pausa para descanso, como por exemplo a atividade de colheita, as quais podem 
resultar nas famosas LER/ DORT - Lesões por Esforços Repetitivos/Doenças Osteomusculares 
Relacionadas com o Trabalho. 
Agora que você já tem uma noção com relação aos riscos que o trabalhador rural pode se expor, seria 
interessante assistir ao vídeo disponibilizado a seguir. Faça uma reflexão sobre o que está sendo apresentado 
em relação ao uso do agrotóxico, tema que será abordado inicialmente. 
 
Ao assistir ao vídeo qual foi a sua percepção quanto ao nível de conhecimento do 
trabalhador que utiliza o agrotóxico? Será que ele tem ciência quanto ao dano que este produto pode 
causar à sua saúde? Esta reflexão recai mais uma vez no que foi abordado anteriormente: “ É 
atribuição do empregador informar ao trabalhador sobre os riscos aos quais poderá estar exposto ao 
desenvolver suas atividades”, lembra? 
Cabe também a você estudante, que será um futuro profissional de segurança, garantir 
que o trabalhador esteja ciente quanto a estes riscos, e como deve atender às medidas preventivas 
propostas pela empresa a fim de garantir sua integridade física. 
 
2.1 Riscos químicos na atividade rural - Agrotóxicos 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento define agrotóxico como produtos 
e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, que tem utilização em setores de produção, 
 
Prevenção de acidentes na área Rural. 
https://www.youtube.com/watch?v=cqiHWCQKfhU 
 
 
 
 
 
 
de armazenamento e de beneficiamento de produtos agrícolas, pastagens, proteção de florestas, 
nativas ou plantadas, e de outros ecossistemas e de ambientes urbanos, hídricos e industriais. 
No seu ponto de vista, a utilização de agrotóxicos no Brasil é muito elevada? Se você 
acredita que sim, isso nos leva a concluir que essa utilização em grande escala, eleva juntamente o 
número de trabalhadores expostos? 
Este pode ser considerado um fator preocupante visto que a técnica de uso, aplicação e 
descarte ainda estão longe de atingirem patamares de excelência em algumas propriedades rurais. 
Para que você tenha propriedade relativa a estes questionamentos é necessário obter 
conhecimento acerca do tema concorda? Então siga adiante! 
A FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, realizou um 
estudo no qual foi gerado um relatório em que compara o valor investido em pesticidas nos 20 
maiores mercados globais no ano de 2013.Esse relatório mostra que o Brasil utilizou cerca de 10 bilhões de dólares em agrotóxicos. 
Você consegue mensurar este valor? Isto levou o Brasil ao topo no ranking mundial de aquisição de 
agrotóxicos. Vale salientar que nossa área cultivável é considerada a maior, o que significa que nossa 
utilização de agrotóxico por hectare é menor, quando comparada aos outros países que compõem o 
referido ranking. 
Ainda de acordo com a FAO, o Brasil se enquadra como o terceiro maior exportador 
agrícola do mundo, visto que no ano de 2016, sua produção foi equivalente a 5,7% da produção do 
planeta, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e da União Europeia, com 41%. 
Você pode acessar o link a seguir para um maior aprofundamento no referido estudo, o 
qual conta com a representação gráfica dos números apresentados, o que facilitará o entendimento 
sobre a temática. 
A matéria ainda aborda estimativas e curiosidades que não podem deixar de ser vistas 
como, por exemplo: É possível estimar quantos litros de agrotóxico cada brasileiro “bebe”? Isso 
desperta a curiosidade, não é mesmo? Não se limite ao que é disposto no e-book. Vá em busca de 
informações! 
 
 
 
 
 
 
 
Você sabia que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disponibiliza 
informações técnicas atualizadas acerca dos agrotóxicos? Uma outra fonte de pesquisa bastante rica, 
que vale muito a pena o aprofundamento, encontra-se na página eletrônica da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária – ANVISA. 
 
 Os agrotóxicos têm sua utilização nas atividades agrícola, com o objetivo principal de 
extinguir as pragas que infestam as plantações. O uso destes compostos, quando em excesso ou de 
forma inadequada, podem trazer sérios danos à saúde humana e ao meio ambiente. De acordo com 
o Ministério da Saúde, no Brasil os agrotóxicos se enquadram como um dos principais responsáveis 
por causar intoxicação. 
Segundo a ANVISA no ano de 2019, foram liberados no Brasil 474 tipos de agrotóxicos, e 
muitos desses apresentam em sua composição substâncias que já são proibidas em outros países, 
consideradas altamente tóxicas, por causarem alterações no sistema nervoso central, e até mesmo 
gerar mutações genéticas severas. Para termos acesso a esses dados contamos com o Sistema 
Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SINITOX, que é um órgão vinculado à Fundação 
Oswaldo Cruz - FIOCRUZ e tem por atribuição coletar, analisar e divulgar os casos de intoxicação e 
envenenamento registrados pela Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica 
– RENACIAT. 
 
Afinal, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo? 
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2019/06/afinal-
o-brasil-e-o-maior-consumidor-de-agrotoxico-do-mundo.html 
 
Confira a riqueza de material disposta nos link’s a seguir e bons estudos: 
http://www.agricultura.gov.br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-
agricolas/agrotoxicos/informacoes-tecnicas 
http://portal.anvisa.gov.br/agrotoxicos/noticias 
 
 
 
 
 
 
Uma forma de classificação do agrotóxico é dada a partir do uso que o mesmo é 
destinado, podendo ser: agrotóxicos de uso agrícola e os não agrícolas, nos quais se enquadram os 
agrotóxicos de uso doméstico, produtos veterinários e raticidas. 
 
Conforme apresentado na reportagem a ANVISA deferiu no mês de julho de 2019 um 
novo marco regulatório relativo à avaliação e classificação toxicológica de agrotóxicos. Esta mudança 
trouxe alterações nas informações contidas nas embalagens desses produtos e aos fabricantes destes 
foi dado o prazo de um ano para que se adequassem às novas determinações. 
A identificação nas embalagens traz especificações a partir de cores e frases tais como: 
“mata se for ingerido”, “tóxico se em contato com a pele” e “provoca queimaduras graves”. Ainda 
conta com um informativo mais compreensivo com advertência, pictogramas, e frases de perigo. 
Além disso, o novo marco remove a exigência de teste em animais para a regulação dos produtos. 
Os novos rótulos dos produtos apresentam 6 tipos de classificações, em substituição das 
4 utilizadas anteriormente, e essas novas classificações passaram a ser feitas da seguinte maneira: 
extremamente tóxico, altamente tóxico, moderadamente tóxico, pouco tóxico, improvável de causar 
dano agudo e não classificado (por não ter toxicidade). 
Com esta mudança o Brasil passou a adotar o padrão internacional Sistema de 
Classificação Globalmente Unificado (Globally Harmozed System of Classification and Labelling of 
Chemicals — GHS). De acordo com a ANVISA, este método é mais determinante que o usado 
anteriormente, por tratar da mesma maneira o risco de morte e o de irritação. 
Agora que você já sabe o que são os agrotóxicos e qual a sua representatividade no nosso 
país, vamos aos danos que estes podem causar aos trabalhadores caso não tenham a devida 
orientação ao realizarem suas atividades. 
 
 
Você sabia que a ANVISA mudou recentemente as regras para a classificação de 
risco dos agrotóxicos? Acompanhe essas mudanças a partir da reportagem 
disposta no link a seguir: https://g1.globo.com/jornal-
nacional/noticia/2019/07/23/anvisa-muda-regras-para-classificacao-de-risco-de-
agrotoxicos.ghtml 
 
 
 
 
 
 
2.1.1 Principais danos causados pelo uso de agrotóxicos 
Independentemente de qual substância está presente em sua composição, o fato é que 
todo agrotóxico é prejudicial à saúde e ao meio ambiente. 
Quanto às questões ambientais, que também é de grande relevância e não podemos ser 
omissas diante destas, os danos causados geralmente é advindo do manejo, utilização e descarte sem 
o devido cuidado. A Contaminação do ar e do solo (no processo de aplicação de agrotóxico), e dos 
mananciais (por ação da chuva ou do próprio sistema de irrigação onde o material aplicado é 
carreado, atingindo os corpos d’água, o que causa a contaminação de forma efetiva) são os principais 
danos. 
Além dos danos ambientais, os agrotóxicos atingem a saúde humana, foco de nosso 
estudo, muitas vezes de forma severa e irreversível. 
O vídeo a seguir apresenta uma problemática enfrentada no brasil referente a intoxicação 
a partir do agrotóxico, atingindo não apenas os trabalhadores que o manuseiam. Os casos de 
intoxicações vão além, pois atingem a população do entorno. 
 
Conforme pesquisa realizada pela FIOCRUZ e pelo Ministério da Saúde, foi constatado o 
aumento do número de mortes e intoxicações referentes ao uso de defensivos agrícolas no Brasil. 
No ano de 2017 o número de registros foi de 4.003 casos de intoxicação por contato com 
agrotóxicos no país, dentre estes, foi totalizado o número de 164 mortes e 157 casos de profissionais 
incapacitados para o trabalho, além disso, vale salientar sobre os casos de intoxicações que 
desencadeiam doenças denominadas crônicas, como por exemplo, o câncer e a impotência sexual. 
Mas você sabe de que forma essas intoxicações acontecem? 
 
Brasil registra 40 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em uma década. 
 
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-
rural/noticia/2019/03/31/brasil-tem-40-mil-casos-de-intoxicacao-por-
agrotoxicos-em-uma-decada.ghtml 
 
 
 
 
 
 
 
 
As intoxicações geralmente ocorrem pela exposição de uma ou mais substâncias 
consideradas tóxicas, podendo se enquadrar em: 
• Intoxicação Intencional: Nos casos de tentativa de suicídio, de homicídio, e de 
tentativa de aborto; 
• Intoxicação acidental: no caso de reutilização de embalagens, contato de crianças 
ou animais ao produto; 
• Intoxicação ocupacional: ocorre no desempenho da atividade laboral, foco de 
nosso estudo, e por fim; 
• Intoxicação Ambiental: Nos casos onde são atingidos a água, o ar, e o solo. 
 
2.1.2 Medidas de proteção e boas práticas quanto a utilização de agrotóxicos 
Para a realização das atividades de manipulação, preparo e aplicação de defensivos 
agrícolas é necessário que alémdo uso dos equipamentos de proteção individual, o trabalhador rural 
atenda aos procedimentos indicados, tanto nas embalagens dos produtos utilizados quanto nas 
orientações dadas através dos treinamentos, os quais garantirão a sua integridade física na realização 
de seu trabalho. 
Em relação aos equipamentos de proteção, é atribuição do empregador o fornecimento 
do EPI adequado bem como promover os devidos treinamentos quanto ao uso, já o trabalhador tem 
o papel de seguir essas recomendações, sendo considerado ato faltoso o não cumprimento destas. 
O EPI utilizado em atividades agrícolas, sendo de boa qualidade e utilizado de maneira 
correta, deve impossibilitar a ocorrência de intoxicações, as quais são dadas pelas vias de 
contaminação tratadas anteriormente em nossa vídeo aula. Vale ressaltar que o EPI atua como uma 
proteção extra ao trabalhador, desta forma o mesmo não deve substituir outros cuidados necessários 
para se evitar a contaminação e sim complementar esta barreira. 
 
Convido você caro estudante a assistir nossa vídeo aula que abordará sobre: 
Vias de intoxicação por agrotóxicos e danos que estes podem causar a saúde 
humana. Vale a pena conferir! 
 
 
 
 
 
 
Para desempenhar a atividade de aplicação de agrotóxicos, o trabalhador deve estar 
provido de EPI 's específicos, assim como para o tipo de agrotóxico que o mesmo irá manusear. São 
exemplos de EPI’s para estas atividades: luvas, protetor facial, máscara, jaleco ou camisa de manga 
longa, calça hidro-repelentes, capuz ou touca, avental e botas, itens indispensáveis conforme 
apresentado a seguir: 
 
Figura 7: Trabalhador devidamente protegido para o trabalho com aplicação de agrotóxicos. 
Fonte: Preço Ideal - disponível em: http://www.precoideal.com.br/conjunto-para-aplicac-o-de-agrotoxicos-agr-300-
sayro.html 
Descrição da imagem: A imagem apresenta um trabalhador devidamente protegido utilizando luvas, protetor facial, 
máscara, jaleco, calça hidro-repelentes, touca árabe, avental e botas. 
 
Vale salientar que ao tratar de questões de segurança devemos levar em consideração 
alguns aspectos como a exposição do trabalhador (direta ou indireta), a toxicidade do produto que 
está sendo manuseado e o risco ao qual o trabalhador está exposto. 
Podemos dizer que a exposição se classifica como direta quando há contato com: pele, 
olhos, boca ou nariz durante a aplicação, e indireta quando há contato com: plantas, alimentos, 
roupas ou objetos contaminados por quem não manuseou o produto. 
Já em relação a toxicidade, esta pode ter interferência tanto da dose do produto, isto é, 
a quantidade utilizada, quanto da sensibilidade individual, ou seja, o que é tóxico para um indivíduo 
pode não ser tóxico para outro. O critério de classificação toxicológica é estabelecido pelo Ministério 
da Saúde e ANVISA conforme apresentado anteriormente. 
http://www.precoideal.com.br/conjunto-para-aplicac-o-de-agrotoxicos-agr-300-sayro.html
http://www.precoideal.com.br/conjunto-para-aplicac-o-de-agrotoxicos-agr-300-sayro.html
 
 
 
 
 
 
Quanto ao risco de intoxicação, que pode ser classificado como alto e baixo, devem ser 
levados em consideração dois fatores que são: a toxicidade do produto e o tempo de exposição do 
aplicador, sendo assim esta correlação pode ser observada conforme imagem a seguir: 
 
 
Figura 8: Tabela de correlação entre a toxicidade e exposição ao produto. 
Fonte: ANDEF - disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/355446/ 
Descrição da imagem: A imagem apresenta uma tabela onde o risco que o trabalhador está exposto é classificado a 
partir da correlação entre a toxicidade do produto e o tempo de exposição do trabalhador. Na primeira coluna estão 
classificados o grau de toxicidade em alta e baixa, na segunda coluna estão classificados a exposição em alta e baixa o 
que resulta na terceira coluna que é o produto entre a primeira e a segunda, resultando no risco que é dado por alto e 
baixo. 
 
 
Vale ressaltar que além dessa correlação, também devemos levar em consideração as 
condições do ambiente de trabalho, as quais poderão demandar ou dispensar o uso de determinados 
equipamentos de proteção. 
 
 Isto acontece quando a maneira e a sequência de retirada são feitas de forma incorreta, 
o que ocasiona o contato do EPI contaminado com as vias respiratória, cutânea e digestiva. A 
higienização do equipamento e vestimentas deve ser realizada de forma separada de qualquer outra 
 
Diante da tabela apresentada acima, gostaríamos que você como profissional de 
Segurança refletisse: 
De que forma podemos reduzir o risco já que não é possível ao usuário alterar a 
toxicidade do produto? Compartilhe esta temática conosco no nosso fórum de 
dúvidas e discussões. 
 
Você sabia que na retirada do equipamento de proteção Individual poderá 
ocorrer intoxicação ao trabalhador? 
https://slideplayer.com.br/slide/355446/
 
 
 
 
 
 
roupa, a fim de se evitar a contaminação da mesma. Quanto à forma correta de retirar a vestimenta 
você pode conferir de forma bem didática no manual ilustrado disposto a seguir: 
 
Agora que você já sabe a importância de vestir e retirar o EPI de maneira correta, o que 
acha de associar esse conhecimento a boas práticas que devem ser seguidas na aplicação dos 
agrotóxicos? Vamos lá? 
Essas boas práticas estão relacionadas às medidas preventivas que devem ser seguidas 
pelo trabalhador ao desenvolver suas atividades. Vale ressaltar que o empregador deve ter 
participação nesta ação através da orientação e incentivo a seu funcionário. Você irá perceber que 
dentre estas práticas há atribuições que devem ser seguidas pelo empregador, justificando assim a 
importância de seu engajamento, são elas: 
• O trabalhador deverá ser informado sobre os riscos os quais estará exposto ao 
desenvolver sua atividade, além disso deverá ter o conhecimento devido sobre os 
cuidados a serem seguidos a fim de evitar intoxicação; 
• Ter acesso a ficha de informações de segurança de produtos químicos – FISPQ; 
• O empregador deve garantir vigilância médica contínua aos trabalhadores 
expostos a agrotóxicos, através da realização de exames periódicos; 
• O trabalhador deverá ser orientado quanto o descarte adequado de resíduos de 
agrotóxicos e suas embalagens; 
• O trabalhador deverá aguardar o período estipulado entre a aplicação do 
agrotóxico e a colheita ou consumo; 
• Devem ser seguidas pelo trabalhador as recomendações relativas a higienização 
das mãos antes de manipular alimentos e no final da jornada de trabalho; 
• Quanto a higienização da roupa do trabalho, deve ser realizada separadamente 
das demais, sendo indicado que a mesma ocorra no próprio local de trabalho, a 
fim de evitar que os contaminantes sejam levados para o ambiente doméstico. 
 
Manual de boas práticas no uso de EPI’s. 
 
https://www.segurancadotrabalho.ufv.br/wp-
content/uploads/2019/03/ANDEF_MANUAL_BOAS_PRATICAS_NO_USO_DE_EPIs
_web.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ainda referente às boas práticas, destacamos ações a serem seguidas quanto ao preparo 
e aplicação do produto, conforme apresentado a seguir: 
• Nunca deve se trabalhar sozinho quando for manusear os produtos tóxicos; 
• Deve ser levado em consideração os cuidados ao preparo do material a ser 
aplicado (diluição), estando sempre atento às indicações do rótulo do produto; 
• Circulação de pessoas não autorizadas no local não devem ser permitidas; 
• Deve ser considerada as condições climáticas no momento da aplicação, tais 
como: temperatura e umidade relativa do ar, fatores estes que interferem na 
evaporação do produto. Recomenda-se o início da manhã e o final da tarde para 
a realização da atividade; 
• O trabalhador nunca deve estar contra o vento no momento do manuseio e 
aplicação do produto; 
• O descarte das embalagens vazias deve ser realizado de forma que não traga 
danos à saúde e ao meio ambiente. 
 
Existem inúmeras práticas que devemser seguidas, as quais deverão ser implantadas de 
acordo com as características da atividade, respeitando as particularidades de cada uma delas, ou 
seja, não existe uma “receita padrão” e sim as adaptações necessárias para cada realidade! E você 
como profissional da área terá papel fundamental no atendimento destas demandas. 
 
Você já ouviu falar sobre a tríplice lavagem? Este tema é de grande relevância 
tanto para a saúde do trabalhador quanto para o meio ambiente! Confira este 
tema na vídeo aula desta competência. 
 
O que acha de conhecer um pouco mais sobre o que é a FISQP? Acesse o link a 
seguir e descubra qual a sua importância para a segurança e saúde do 
trabalhador. 
https://areasst.com/fispq/ 
 
 
 
 
 
 
Agora que você conhece algumas das boas práticas da referida atividade, o que acha de 
compartilhar conosco ações que não foram contempladas no nosso material, mas que você considera 
de grande relevância? 
 
 
2.2 Riscos Ergonômicos na atividade rural 
Uma das atribuições do empregador rural é a de adotar medidas voltadas para a 
ergonomia a fim de garantir a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas 
dos trabalhadores, com o intuito de promover melhorias relativas à segurança, além de fornecer 
conforto no ambiente laboral. 
Você, como profissional da área, consequentemente responsável por essa ação 
juntamente ao empregador, acredita que medidas em prol desse objetivo vêm sendo tomadas? De 
que forma você poderia contribuir neste âmbito? 
Sabemos que no desenvolvimento da atividade rural, que é bastante diversa, nos 
deparamos com situações onde a ergonomia e a preocupação com o conforto do trabalhador é 
inexistente. Inúmeras são as doenças ocupacionais causadas por posturas inadequadas, 
levantamento de cargas, repetitividade de esforços, sobrecargas de trabalho, entre outros. 
Estas situações inadequadas, as quais os trabalhadores estão expostos, podem aumentar 
os riscos de acidentes, reduzir o desempenho na realização de suas atividades além de provocar 
danos à sua saúde, com o surgimento de lesões por esforços repetitivos - LER e doenças 
osteomusculares relacionadas ao trabalho – DORT. 
A ação mais indicada para evitar estes problemas é sem dúvida a prevenção. Os métodos 
que podem ser adotados são: exercício laboral, alongamentos e pausas, a fim de proporcionar aos 
trabalhadores melhores condições ao realizarem suas atividades. Além destas, uma medida 
preventiva de grande relevância é a realização de Análise Ergonômica do Trabalho – AET, que trata 
 
Compartilhe conosco as boas práticas que você, no papel de Técnico de 
Segurança, adotaria na sua empresa a fim de garantir a integridade física de seus 
trabalhadores. 
Aguardamos você no nosso fórum de dúvidas e discussões! 
 
 
 
 
 
 
do estudo de itens e ações desenvolvidas a partir da observação dos postos de trabalho. Orientações 
dadas através de informativos e treinamentos é uma outra medida bem aceita pelos trabalhadores, 
um exemplo disto pode ser visto no vídeo a seguir que apresenta um programa que oferece 
informações importantes a serem seguidas. 
 
 
2.3 Riscos Biológicos na Atividade Rural 
Os riscos biológicos na atividade rural apresentam, em sua grande maioria, relação com 
a exposição e contato com pólen, fibras, detritos de origem animal e animais peçonhentos. Vamos 
agora conhecer os danos causados por cada um destes. 
 
• Animais peçonhentos: 
São considerados animais peçonhentos aqueles que produzem peçonha (veneno), 
apresentam capacidade natural em atingir predadores e presas através da inoculação do veneno por 
picadas ou mordidas. Geralmente esses animais possuem dentes modificados, ferrões, cerdas 
abrasivas (que provocam arranhões), espinhos, entre outros. 
 No Brasil há algumas espécies que se destacam por serem consideradas as que mais 
causam acidentes na atividade rural, dentre estas podemos ressaltar: serpentes, escorpiões, aranhas, 
mariposas e suas larvas, abelhas, formigas, vespas, besouros, lacraias, águas-vivas, caravelas e até 
mesmo algumas espécies de peixes. Pelo fato de haver um grande número de notificações, relativas 
a acidentes causados por animais peçonhentos, todas as ocorrências devem ser notificadas ao 
Governo Federal assim que confirmadas, esta ação irá contribuir em ações prevencionistas a esse tipo 
de acidente. 
Em caso de acidentes com abelhas, as quais utilizam ferrões para injetar o veneno, é 
importante considerar que a sensibilidade individual do trabalhador pode fazer com que este 
apresente sintomas, que variam desde uma pequena inflamação local até uma reação alérgica grave, 
 
Informações sobre educação postural para o trabalhador rural. 
 
https://www.youtube.com/watch?time_continue=12&v=AbTShvrdFRU 
 
 
 
 
 
 
o que pode levar o indivíduo a um choque anafilático ou até mesmo a óbito. Essa afirmação ressalta 
a importância de encaminhar o trabalhador acidentado a um serviço médico especializado, visto que 
não podemos mensurar o dano que este acidente pode causar a sua saúde. 
Falando em abelhas, você acredita que é possível adotar medidas que venham a atenuar 
problemas relacionados a acidentes com o trabalhador que as manipulam? O vídeo a seguir apresenta 
uma nova modalidade de criação que certamente poderá ser uma alternativa para eliminar riscos de 
acidentes para os apicultores. 
 
A seguir você irá verificar algumas recomendações que devem ser adotadas pelo 
trabalhador na prevenção de acidentes com animais peçonhentos, são elas: 
• Utilizar calçados fechados, luvas de raspa de couro e EPI’s necessários conforme 
demanda da atividade, tais como: o transporte de lenhas, corte de vegetação, 
limpeza de áreas e atividades rurais em geral; 
• Ficar sempre atento ao local de trabalho e seu entorno além de caminhos a serem 
percorridos; 
• Não pôr as mãos em tocas, buracos na terra, ocos de árvores, espaços entre lenhas 
ou pedras, porém sendo necessário mexer nesses lugares, o mesmo deve utilizar 
materiais que impeçam o contato direto, tais como um pedaço de madeira ou 
ferramentas. 
• Verificar roupas, luvas e calçados antes de vesti-los. 
 
2.4 Riscos Mecânicos ou de Acidentes na atividade Rural 
Os riscos mecânicos ou de acidentes que ocorrem na atividade rural são na maioria 
relacionados ao uso de ferramentas manuais cortantes, operação de 
máquinas e implementos agrícolas, contato com animais peçonhentos, transporte de materiais, 
sendo estes bastante debatidos, porém não podemos esquecer que o trabalho desenvolvido em silos 
 
Utilização de espécie de abelhas sem ferrão pode ser uma alternativa na 
prevenção de acidentes. 
https://www.youtube.com/watch?v=Gm14SXaZq0o 
 
 
 
 
 
 
de armazenamento tem se tornado muito frequente, chegando a bater recordes sucessivos em seus 
registros. 
A BBC News Brasil, realizou um levantamento o qual revelou que de 2009 a 2018, pelo 
menos 106 trabalhadores vieram a óbito ao desenvolverem suas atividades em silos de 
armazenamento de grãos no país, onde grande maioria das mortes se deram por soterramento. 
Preocupante não é mesmo? E porque não ouvimos falar nesses acontecimentos? Pois 
bem, a resposta que vou lhe fornecer é ainda mais preocupante! 
Neste número apresentado foram apenas contabilizados os casos noticiados pela 
imprensa, ou seja, o número de ocorrências é bem maior que isso. De acordo com a referida pesquisa, 
no ano de 2017 houve o maior registro de acidentes fatais, totalizando o número de 24 óbitos. 
Para entender melhor a dinâmica de ocorrência desses acidentes precisamos conhecer 
um conceito muito importante: o que são Silos? 
 
Agora que você já sabe o que são silos, vamos conhecer como é dada a ocorrência de 
acidentes e doenças ocupacionais no interior deles, e em seguida apresentaremos algumas práticas 
que devem ser seguidas. 
• Explosões: Sim, um silo de armazenamento pode vir a explodir, isso acontece 
quando

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