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4) Objetivos 1. Compreender a embriologia da gônada masculina. • Desenvolvimento dos testículos O gene SRY atua como chave que dirige o desenvolvimento da gônoda indiferenciada em testículo, no fator determinante de testículo (braço curto do cY). A expressão do fator de transcrição SOX9 também é essencial. O FDT induz os cordões gonodais a se condensar e se estender para dentro da medula, onde se ramificam e se anastomosam para formar a rede testicular. A conexão dos cordões seminíferos é perdida quando a túnica albugínea se desenvolve, é um componente característico do desenvolvimento testicular. A medida que o testículo se separa do mesonefro ele se torna suspenso do seu próprio mesentério, o mesórquio. Os cordões seminíferos se desenvolvem em túbulos seminíferos, túbulos retos e rede testicular. Os túbulos seminíferos são separados pelo mesênquima e da origem às células intersticiais. Por volta da 8° semana essas células secretam hormônios androgênicos, testosterona e androstenediona, que induzem a diferenciação masculina dos ductos mesonéfricos e da genitália externa. A produção de testosterona é estimulada pela gonadotrofina coriônica humana que atinge pico da 8° à 12° semana do período de desenvolvimento fetal. O testículo fetal também produz a substância inibidora de mülleriana (SIM) ou hormônio antimülleriano e suprime o desenvolvimento dos ductos paramesonéfricos que formam o útero e a tuba uterina. Os túbulos seminíferos permanecem maciços até a puberdade quando começa a se desenvolver. As paredes dos túbulos seminíferos são compostas de dois tipos celulares: -Células de Sertoli que sustentam as células do epitélio e secretam a SIM. -Espermatogônias, células espermáticas primordiais derivadas de células germinativas primordiais. As células de Sertoli constituem a maior parte do epitélio seminífero no testículo fetal. A rede testicular torna-se contínua com 15 a 20 túbulos mesonéfricos que se tornam dúctulos eferentes e se continua com o futuro ducto do epididimo. •Desenvolvimento da genitália externa masculina A masculinização da genitália externa indiferenciada é induzida pela di-hidrotestosterona, a medida que o falo cresce as pregas urogenitais formam as paredes laterais do sulco uretal na superfície ventral do pênis. Esse sulco é revestido pela placa uretral composta por células endodérmicas. As pregas uretrais se fundem para formar a uretra esponjosa. O ectoderma se funde no plano mediano formando a rafe peniana que abriga a uretra esponjosa. Na extremidade da glande se forma um cordão ectodérmico que vai se estender até a raiz do pênis que é responsável por completar o canal uretral. Durante a 12°semana surge uma invaginação circular da periferia da glande que se rompe e forma o prepúcio. Os corpos cavernosos e o corpo esponjo se desenvolvem a partir do mesênquima do falo. As saliências labioescrotais crescem em direção uma a outra e se fundem para formar o escroto, a linha de fusão é conhecida como rafe escrotal. •Desenvolvimento dos canais inguinais Os canais inguinais formam a via de descida para os testículos da posição intra-abdominal por meio da parede abdominal anterior. Conforme os mesonefros se degeneram um ligamento chamado gubernáculo se desenvolve cada lado da gonoda a partir do polo inferior. O gubernáculo se prende caudalmente na superfície interna das saliências labioescrotais e passa obliquamente através da parede abdominal anterior anterior no local do canal inguinal. O processo vaginal é uma invaginação do peritônio que se forma ventral ao gubernáculo que carrega extensões da parede abdominal responsável pela formação do canal inguinal, além de formar os anéis inguinais profundo e superficial. 1. Entender a fisiologia dos hormônios gonadais do homem, a formação dos espermatozoides e sua importância na diferenciação dos gêneros. •Hormônios sexuais masculino A testosterona é um hormônio esteroide secretado pelas células de Leydig dos testículos que é formando por 2 a 10 mg de colesterol por dia. Ela é transportada no sangue em associação com a albumina ou ligada a globulina de ligação dos hormônios sexuais. É removida do sangue num intervalo de 30 a 60 minutos por meio da fixação as células do tecido-alvo ou degeneração em componentes inativos. É metabolizada em di-hidrotestosterona (forma ativa) nos tecidos-alvo e em estrogênio no tecido adiposo. Ela possui efeitos sobre os órgãos normais e sobre os reprodutivos e é necessário para a estimulação da diferenciação pré-natal e do desenvolvimento puberal dos testículos, pênis, epidídimo, vesículas seminais e próstata. A testosterona é necessária no homem adulto para a manutenção e função normal dos órgãos sexuais primários. Ela também possui efeitos sobre os ossos, estimulando o crescimento e a proliferação das células ósseas, resultando em aumento da densidade óssea. Ela também possui efeitos sobre a distribuição de cabelos e provoca o espessamento cutâneo. A testosterona afeta o fígado, levando à síntese de fatores de coagulação e de lipases hepáticas. Sob a influência da testosterona, os níveis sanguíneos de HDL reduzem, e os níveis de LDL aumentam. O hematócrito e as concentrações de hemoglobina estão elevados devido ao efeito da testosterona, estimulando a produção de eritropoietina. O hormônio possui um efeito generalizado em muitos tecidos, aumentando a taxa de síntese proteica. Por ser um hormônio esteroide, a testosterona entra rapidamente no citoplasma das células do tecido-alvo por difusão através da membrana celular. A enzima 5α-cetorredutase o converte em di-hidrotestosterona, que, então, liga-se ao receptor proteico citoplasmático. Essa combinação migra para o núcleo, onde se liga à proteína nuclear que induz a transcrição de DNA-RNA. O hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), é secretado pelo hipotálamo no sistema porta hipotalâmico-hipofisário. A sua formação é inibida pela testosterona e pelo estrogênio. A Inibina é formada pelas células de Sertoli e inibe a secreção de FSH. A formação da inibina aumenta à medida que a taxa de formação de espermatozoides aumenta. As três principais funções reprodutivas do homem são a espermatogênese, a formação de espermatozoides o desempenho durante o ato sexual e a regulação das funções reprodutivas masculinas por meio de diferentes hormônios. Associados a essas funções reprodutivas, estão osefeitos dos hormônios sexuais sobre os órgãos sexuais acessórios, o metabolismo celular, o crescimento e as outras funções corporais. •Espermatogênese A Espermatogênese é o processo de formação de espermatócitos a partir da espermatogônia. Ela se inicia na puberdade, continua durante o restante da vida do homem e ocorre nas paredes dos túbulos seminíferos. As paredes dos túbulos são compostas por dois compartimentos separados por junções impermeáveis entre as células de Sertoli: • A camada basal, que consiste das células de Leydig e das espermatôgonias. • A camada adluminal, composta por células de Sertoli e espermatócitos. A etapa inicial no processo é a transformação das espermatogônias do tipo A, que são de natureza epitelioide, em espermatogônia do tipo B, em um processo que envolve quatro divisões. As células do tipo B se incrustam nas células de Sertoli. Em associação com as células de Sertoli, as células do tipo B são transformadas em espermatócitos primários e, então, em uma etapa que envolve a primeira divisão meiótica, em espermatócitos secundários. Os espermatócitos secundários sofrem uma segunda divisão meiótica, com a formação das espermátides, cada uma das quais possuindo 23 cromossomos não pareados. As etapas descritas são estimuladas pela testosterona e pelo hormônio folículoestimulante (FSH). A Espermiogênese é o processo de transformação das espermátides, que ainda são espitelioides, em espermatozoides. O processo ocorre com as células embutidas nas células de Sertoli; isso exige estrogênio e FSH. Uma vez que os espermatozoides estejam formados, eles são expulsos parao lúmen do túbulo, em um processo estimulado pelo hormônio luteinizante (LH). É necessário um período de, aproximadamente, 64 dias entre a primeira divisão da espermatogônia do tipo A e a expulsão dos espermatozoides. Os espermatozoides recém-formados não são funcionais e necessitam de um processo de maturação, que ocorre no epidídimo ao longo de um período de 12 dias. A maturação exige testosterona e estrogênio. Os espermatozoides maduros são armazenados no vaso deferente. •Ato Sexual Masculino O ato sexual masculino é um processo que culmina na deposição de várias centenas de milhões de espermatozoides viáveis no cérvix da sua parceira sexual. Os espermatozoides estão contidos em uma mistura de fluidos produzidos pelos órgãos reprodutivos masculinos, chamada de sêmen, e que inclui o seguinte: • Fluido da vesícula seminal, que compõe até 60% do volume total do sêmen. Ele contém mucoide, prostaglandina E2, frutose e fibrinogênio. • Fluido prostático, que compõe até 20% do volume do sêmen e contém NaHCO3 (pH 7,5), enzima coaguladora, cálcio e profibrinolisina. • Espermatozoides. O volume médio de sêmen ejaculado a cada coito é de 3,5 mL e cada mililitro de sêmen contém cerca de 120 milhões de espermatozoides. Para uma fertilidade normal, a contagem de espermatozoides deve ser maior do que 20 milhões. O ato sexual ocorre em três estágios: • Ereção e lubrificação. A ereção é o processo de enchimento do tecido erétil do pênis com sangue em um nível pressórico próximo ao do sangue arterial. As artérias que conduzem ao sistema erétil dilatam-se em resposta aos impulsos parassimpáticos, que liberam óxido nítrico nas terminações nervosas da musculatura lisa arterial. Os reflexos parassimpáticos também estimulam a secreção de muco pelas glândulas ureterais e bulbouretrais. O muco auxilia na lubrificação vaginal durante o coito. • Emissão. Esse é o processo de estimulação da musculatura lisa que envolve as vesículas seminais, o vaso deferente e a glândula prostática, fazendo com que os órgãos esvaziem os seus conteúdos na uretra externa, em um processo iniciado pelos reflexos simpáticos de L1 e L2. • Ejaculação. Esse é um reflexo musculoesquelético iniciado em resposta à distensão da uretra interna. O reflexo resulta na contração dos músculos isquiocavernoso, bulbocavernoso e da pelve, provocando compressão na uretra interna e a propulsão do sêmen para fora da uretra. 1. Descrever o processo da descida do testículo e identificar as partes anatômicas envolvidas; •Descida dos testículos Com 26 semanas os testículos já desceram retroperitonialmente da parede abdominal posterior para os anéis inguinais profundos, que ocorre a medida que a pelve aumenta e tronco do embrião se alonga. A descida dos testículos pelos canais inguinais até o escroto é controlada por andrógenos produzidos pelos testículos fetais e é guiada pelos gubernáculos. A descida começa na 26°semana e demora de 2 a 3 dias. Quando eles descem carregam os ductos deferentes e seus vasos e conforme descem são embainhados por extensões de fáscias da parede abdominal. A extensão da fáscia transversal torna-se a fáscia espermática interna, o músculo oblíquo interno e sua fáscia foram o músculo e a fáscia cremaster, já a aponeurose oblíqua externa forma a fáscia espermática externa.