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Ebook- Processo do Trabalho (Prof Cleize)

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Sumário 
1. DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO: TEORIA GERAL .................. 1 
1.1 PRINCÍPIOS............................................................................................ 1 
1.2 FONTES ................................................................................................ 4 
1.3 APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA DO CPC .............................................................. 5 
2. ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO ......... 6 
2.1 ÓRGÃOS QUE COMPÕE A JUSTIÇA DO TRABALHO (ART. 111 DA CF) ................. 6 
2.2 COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO ................................................. 10 
2.3 MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA ............................................................. 15 
2.4 CONFLITOS DE COMPETÊNCIA ................................................................. 16 
3. AÇÃO .............................................................................................. 18 
3.1 CLASSIFICAÇÕES DAS AÇÕES .................................................................. 18 
3.2 ELEMENTOS DA AÇÃO ............................................................................ 19 
4. FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITO ............................................. 19 
4.1 COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA .............................................. 19 
4.2 ACORDO EXTRAJUDICIAL................................................................ 20 
4.3 ARBITRAGEM ................................................................................... 20 
5. DAS PARTES E PROCURADORES .................................................... 21 
5.1 CAPACIDADE POSTULATÓRIA ................................................................... 21 
5.2 DAS PARTES E REPRESENTANTES ............................................................. 22 
5.3 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS .................................................................. 27 
6. RITOS NA JUSTIÇA DO TRABALHO ................................................. 29 
6.1 RITO SUMÁRIO ..................................................................................... 30 
6.2 RITO SUMARÍSSIMO ............................................................................... 30 
6.3 RITO ORDINÁRIO .................................................................................. 33 
7. PETIÇÃO INICIAL ............................................................................ 35 
7.1 RECLAMAÇÃO TRABALHISTA .................................................................... 35 
7.2 REQUISITOS (ESTRUTURAÇÃO BÁSICA): ..................................................... 36 
7.3 PRELIMINARES ..................................................................................... 38 
7.4 MÉRITO .............................................................................................. 39 
7.5 ANTECIPAÇÃO DE TUTELA/TUTELA PROVISÓRIA/LIMINAR ............................. 41 
7.6 PEDIDOS E REQUERIMENTOS FINAIS ........................................................ 45 
7.7 VALOR DA CAUSA ................................................................................. 46 
7.8 FECHAMENTO ...................................................................................... 46 
7.9 MODELO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA .................................................. 47 
8. DO PROCESSO DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA PARA HOMOLOGAÇÃO 
DE ACORDO EXTRAJUDICIAL ............................................................. 49 
8.1 MODELO DE AÇÃO DE HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO EXTRAJUDICIAL ................ 49 
9. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO ...................................... 50 
 
 
9.1 ESTRUTURA BÁSICA .............................................................................. 51 
9.2 MODELO DE AÇÃO CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO ...................................... 52 
10. PROTESTO .................................................................................... 53 
11. INQUÉRITO JUDICIAL PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVE ........... 54 
11.1 ESTRUTURA BÁSICA ............................................................................ 56 
11.2 MODELO DE INQUÉRITO JUDICIAL PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVE ............ 56 
12. MANDADO DE SEGURANÇA ........................................................... 59 
12.1 MODELO DE MANDADO DE SEGURANÇA .................................................. 61 
13. AÇÃO RESCISÓRIA ....................................................................... 65 
13.1 MODELO DE AÇÃO RESCISÓRIA ............................................................. 69 
14. AÇÕES POSSESSÓRIAS ................................................................. 73 
14.1 MODELO DE AÇÃO POSSESSÓRIA ........................................................... 75 
15. CONTAGEM DOS PRAZOS PROCESSUAIS ...................................... 76 
16. DA ALTERAÇÃO DA PETIÇÃO INICIAL, DO INDEFERIMENTO DA 
PETIÇÃO INICIAL E DO JULGAMENTO LIMINAR IMPROCEDENTE ....... 78 
16.1 ADITAMENTO DA PETIÇÃO INICIAL .......................................................... 78 
16.2 EMENDA À PETIÇÃO INICIAL .................................................................. 79 
16.3 INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL ...................................................... 79 
16.4 JULGAMENTO LIMINAR IMPROCEDENTE ................................................... 79 
17. DA DISTRIBUIÇÃO E INTIMAÇÃO .................................................. 80 
18. DESISTÊNCIA DA AÇÃO ............................................................... 80 
19. NOTIFICAÇÃO PARA COMPARECER À AUDIÊNCIA ........................ 80 
20. DA AUDIÊNCIA ............................................................................. 81 
20.1 DO ROTEIRO DAS AUDIÊNCIAS ............................................................... 82 
21. COMPARECIMENTO NA AUDIÊNCIA .............................................. 82 
21.1 REPRESENTAÇÃO DO EMPREGADOR E EMPREGADO ................................... 82 
21.2 REVELIA ........................................................................................... 85 
22. RESPOSTA DO RÉU ....................................................................... 86 
23. CONTESTAÇÃO ............................................................................. 86 
23.1 CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA ......................................................... 87 
23.2 ENDEREÇAMENTO .............................................................................. 87 
23.3 NÚMERO DO PROCESSO ....................................................................... 87 
23.4 QUALIFICAÇÃO ...................................................................................88 
23.5 NOME DA PEÇA E FUNDAMENTO ............................................................ 88 
23.6 PREJUDICIAL DE MÉRITO ..................................................................... 92 
23.7 COMPENSAÇÃO E RETENÇÃO ................................................................. 97 
23.8 DEFESA DE MÉRITO ............................................................................ 97 
23.9 MODELO CONTESTAÇÃO ...................................................................... 99 
24. EXCEÇÕES DE SUSPEIÇÃO, IMPEDIMENTO E INCOMPETÊNCIA .. 100 
 
 
24.1 EXCEÇÕES DE IMPEDIMENTO E DE SUSPEIÇÃO ....................................... 100 
24.2 INCOMPETÊNCIA TERRITORIAL ............................................................. 102 
24.3 ESTRUTURA BÁSICA .......................................................................... 103 
25. RECONVENÇÃO ........................................................................... 104 
25.1 ESTRUTURA BÁSICA .......................................................................... 105 
25.2 INTERVENÇÃO DE TERCEIROS.............................................................. 106 
25.3 ASSISTÊNCIA: ART. 119 E SS DO CPC .................................................. 107 
25.4 CHAMAMENTO AO PROCESSO .............................................................. 107 
25.5 DENUNCIAÇÃO DA LIDE ...................................................................... 107 
26. DAS PROVAS ............................................................................... 107 
26.1 ÔNUS DA PROVA ............................................................................... 107 
27. NULIDADES ................................................................................. 113 
27.1 ABSOLUTA ...................................................................................... 114 
27.2 RELATIVA ........................................................................................ 114 
28. DAS ALEGAÇÕES FINAIS, ACORDO E SENTENÇA ........................ 115 
28.1 RAZÕES FINAIS ................................................................................. 115 
28.2 COISA JULGADA ............................................................................... 116 
28.3 SENTENÇA ................................................................................... 116 
28.4 DECISÃO SURPRESA .......................................................................... 117 
28.5 ACORDO ......................................................................................... 117 
29. DA RESPONSABILIDADE POR DANO PROCESSUAL ...................... 118 
30. RECURSOS ................................................................................. 119 
30.1 CARACTERÍSTICAS DOS RECURSOS TRABALHISTAS ................................... 119 
30.2 TIPOS DE RECURSOS NO PROCESSO DO TRABALHO .................................. 121 
30.3 EFEITO ........................................................................................... 122 
30.4 DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS ............................................................. 123 
30.5 PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE ................................................... 123 
31. RECURSO ORDINÁRIO ................................................................ 131 
31.1 CABIMENTO ..................................................................................... 131 
31.2 COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ................................................................. 131 
31.3 LEGITIMIDADE E INTERESSE RECURSAL ................................................. 132 
31.4 TEMPESTIVIDADE ............................................................................. 133 
31.5 PREPARO ........................................................................................ 133 
31.6 PROCEDIMENTO ............................................................................... 133 
31.7 ESTRUTURA DA PEÇA ........................................................................ 133 
31.8 VÍCIOS E FUNDAMENTOS QUE PODEM SER ATACADOS EM RECURSO ............ 137 
31.9 MODELO DE RECURSO ORDINÁRIO ....................................................... 138 
32. CONTRARRAZÕES ....................................................................... 140 
33. RECURSO ADESIVO .................................................................... 142 
33.1 MODELO DE RECURSO ADESIVO .......................................................... 143 
34. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ..................................................... 144 
34.1 EFEITO MODIFICATIVO ....................................................................... 144 
 
 
34.2 INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA OUTROS RECURSOS .................................. 145 
34.3 OBJETO.......................................................................................... 145 
34.4 EMBARGOS PROTELATÓRIOS ............................................................... 146 
34.5 COMPLEMENTAÇÃO DO RECURSO ........................................................ 146 
34.6 MODELO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ............................................. 146 
35. RECURSO DE REVISTA ............................................................... 148 
35.1 COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO ....................................................... 153 
35.2 REQUISITOS (ART. 896 DA CLT) .......................................................... 153 
35.2.1 CABIMENTO .................................................................................. 153 
35.2.3 DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL - ART. 896 DA CLT ........................... 153 
35.2.4 VIOLAÇÃO DE LEI FEDERAL E CONSTITUIÇÃO FEDERAL ......................... 153 
35.3 PREQUESTIONAMENTO ....................................................................... 153 
35.4 NÃO CABIMENTO DO RECURSO DE REVISTA ............................................ 153 
35.5 ESTRUTURA BÁSICA .......................................................................... 154 
35.6 MODELO DE RECURSO DE REVISTA ...................................................... 155 
35.7 RECURSO REPETITIVOS ...................................................................... 158 
36. EMBARGOS AO TST .................................................................... 160 
36.1 EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA .............................................................. 161 
36.1.1 CABIMENTO .................................................................................. 161 
36.2 MODELO DE EMBARGOS AO TST POR DIVERGÊNCIA ................................ 162 
36.3 EMBARGOS INFRINGENTES ......................................................... 165 
37. AGRAVO DE INSTRUMENTO ........................................................ 165 
37.1 PROCEDIMENTO ............................................................................... 166 
37.2 MODELO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO ................................................ 167 
38. CORREIÇÃO PARCIAL ................................................................. 170 
39. AGRAVO INTERNO ...................................................................... 170 
39.1 MODELO DE AGRAVO INTERNO ............................................................ 171 
40. RECURSO EXTRAORDINÁRIO ..................................................... 172 
40. 1 MODELO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ............................................. 175 
41. LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA ........................................................ 176 
41.1 SENTENÇA ILÍQUIDA (CONDENATÓRIA) ................................................... 177 
41.2 LIQUIDAÇÃO POR ARBITRAMENTO ......................................................... 178 
41.3 LIQUIDAÇÃO POR PROCEDIMENTO COMUM ............................................. 178 
41.4 JUROS E CORREÇÃO DE MORA ............................................................ 179 
42. EXECUÇÃO TRABALHISTA .......................................................... 179 
42.1 PRINCÍPIOS ......................................................................................179 
42.2 ANALOGIA ....................................................................................... 180 
42.3 TIPOS DE ATOS: DE ACERTAMENTO; DE CONSTRIÇÃO E DE ALIENAÇÃO ......... 180 
42.4 EXECUÇÃO DE TÍTULOS JUDICIAIS (CLT, ART. 876) ................................ 181 
42.5 EXECUÇÃO DE TÍTULOS EXTRAJUDICIAIS (CLT, ART. 876) ........................ 181 
42.6 ESPÉCIES DE EXECUÇÕES: ................................................................. 181 
42.7 COMPETÊNCIA E LEGITIMIDADE ........................................................... 183 
42.8 FORMAS DE EXECUÇÃO ..................................................................... 184 
 
 
42.9 PENHORA: ....................................................................................... 184 
43. EMBARGOS À EXECUÇÃO ........................................................... 187 
43.1 ESTRUTURA BÁSICA DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO ................................. 189 
43.2 MODELO DE EMBARGOS À EXECUÇÃO .................................................. 190 
44. IMPUGNAÇÃO ............................................................................. 191 
44.1 MODELO DE IMPUGNAÇÃO ................................................................. 191 
45. EMBARGOS DE TERCEIROS ........................................................ 192 
45.1 OBJETIVO ....................................................................................... 192 
45.2 MOMENTO DE INTERPOSIÇÃO: ............................................................. 192 
46. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE ........................................... 192 
46.1 SITUAÇÕES CABÍVEIS ........................................................................ 192 
47. RESPONSABILIDADE DO SÓCIO (DESCONSIDERAÇÃO) ................ 193 
48. EXPROPRIAÇÃO .......................................................................... 194 
49. AGRAVO DE PETIÇÃO ................................................................. 195 
49.1 ESTRUTURA BÁSICA .......................................................................... 196 
49.2 MODELO DE AGRAVO DE PETIÇÃO ........................................................ 197 
50. DISSÍDIOS COLETIVOS ............................................................... 198 
50.1 ESPÉCIES DE DISSÍDIOS COLETIVOS: ......................................... 199 
50.2 PODER NORMATIVO DA JUSTIÇA DO TRABALHO ........................ 200 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
 
1. DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO: Teoria Geral 
 
O processo do trabalho é o meio para a resolução do conflito trabalhista. Os 
conflitos trabalhistas podem ser individuais ou coletivos. 
 
Autonomia: Existem duas correntes sobre a autonomia do direito processual do 
trabalho: monistas e dualistas. 
 
a) Monistas – sustentam que é simples desmembramento do direito processual 
civil, não possuindo princípios e institutos próprios. 
b) Dualistas – sustentam a autonomia em relação ao direito processual civil. 
 
Leite (2018, p. 127) sustenta que o direito processual do trabalho dispõe de 
vasta matéria legislativa, possuindo princípios próprios, sendo o direito processual 
civil mero coadjuvante. Contudo, mesmo tendo autonomia, não há isolamento, pois 
comunga de unidade metodológica com os demais ramos do direito processual. 
 
1.1 Princípios 
 
O direito processual do trabalho possui princípios próprios que irão regular 
todas as regras que tratam deste ramo do direito, ao qual citamos os seguintes: 
 
a) Jus postulandi: Significa que, na Justiça do Trabalho, as partes (tanto 
reclamante como reclamada) podem litigar pessoalmente, sem patrocínio de 
advogados. O art. 133 da CF/88 não revogou a CLT. O TST já se pronunciou sobre 
o assunto, firmando esse entendimento. Localiza-se na CLT, arts. 791, 839, a, 840 e 
846. 
 
Mas fique atento, pois de acordo com a Súmula n. 425 do TST, o Jus 
Postulandi se restringe as Varas do Trabalho e Tribunais Regionais do Trabalho, não 
abrangendo as instâncias extraordinárias: 
 
Súmula n. 425 do TST. Jus Postulandi na Justiça do Trabalho. Alcance. 
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às 
Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando 
 
2 
 
a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos 
de competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
 
b) Ultrapetição da sentença OU Extrapetição: Esse princípio se relaciona ao 
fato de que, em alguns casos, e exatamente porque admite o jus postulandi, a 
sentença trabalhista pode conceder além do pedido. Um exemplo disso é o 
empregado que reclama verbas rescisórias que decorrem de uma relação de 
emprego e que não é reconhecida pelo empregador. Nesse caso, reconhecida por 
sentença a relação de emprego, o juiz pode condenar a empresa, de ofício, a anotar 
a CTPS do empregado; ainda que não tenha sido pedida a dobra das verbas 
salariais incontroversas, o juiz poderá determiná-la na sentença, ante o comando 
imperativo do art. 467 da CLT. Ver também os arts. 484 e 496 da CLT. 
 
c) Oralidade: prevalência da palavra como meio de expressão. A oralidade 
pressupõe outro princípio: imediação ou imediatidade, isto é, o contato direto do juiz 
com as partes e com as provas. As impressões colhidas pelo juiz no contato direto 
com as partes, provas e fatos são elementos decisivos no julgamento. Localiza-se 
na CLT, art. 840, § 2º, 846, 848 e 850. 
d) Pagamento imediato das parcelas salariais incontroversas: Impõe 
pesados encargos ao empregador que protela pagamento de verbas salariais 
incontroversas. O art. 467 da CLT manda pagar acrescidas de cinquenta por cento 
as verbas salariais incontroversas. 
e) Irrecorribilidade das interlocutórias: visa impedir, tanto quanto possível, 
interrupções da marcha processual; motivadas por recursos opostos pelas partes 
das decisões do juiz. A matéria fica imune à preclusão, sendo apreciada depois, pelo 
Tribunal. Atende ao princípio da celeridade processual. Localiza-se na CLT: arts. 
799, § 2º e 893, § 1º. 
f) Celeridade: Significa que todos os sujeitos processuais (partes, advogado, 
juízes, auxiliares, perito, intérprete, testemunhas etc.) devem agir de modo a que se 
chegue rapidamente ao deslinde da controvérsia com o menor dispêndio de atos, 
energia e custo e com o maior grau de justiça e de segurança na entrega da 
prestação jurisdicional. Localiza-se na CLT, arts. 765, 768 (nos casos de falência) e 
843 a 852. 
 
3 
 
g) Igualdade ou Isonomia – todos são iguais perante a lei. Porém, o sistema 
estabelece exceções, a exemplo das prerrogativas da Fazenda Pública e MP 
(prazos diferenciados), além da dispensa de custas para carentes e do duplo grau 
obrigatório para as condenações de pessoas jurídicas de direito público. 
h) Contraditório e ampla defesa – art. 5º, LV CF. aos litigantes, em processo 
judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório 
e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
i) Imparcialidade do juiz - ou seja, sem tendências que possam macular o 
processo. Lembrar que imparcialidade não se confunde com neutralidade. 
j) Motivação das decisões – princípio que serve como uma garantia contra o 
arbítrio dos juízes, já que precisa justificar suas decisões. 
k) Devido processo legal – trata-se de princípio base, pois nele se sustentam 
todos os demais princípios do processo do trabalho. Dele extraem-se os princípios 
do Juiz e promotor natural, proibição de tribunais de exceção, duplo grau de 
jurisdição, entre outros. 
l) Princípio da razoável duração do processo - princípio que serve como 
uma garantia contra o arbítrio dos juízes, já que precisa justificar suas decisões. 
m) Princípio dispositivo/ inércia da jurisdição - livre iniciativa da parte que 
se sentir lesada. 
n) Princípio Inquisitivo ou impulso oficial – o processo começa por iniciativa 
da parte, mas se desenvolvepor impulso oficial. Ex: Execução de ofício. 
o) Princípio da instrumentalidade – O processo é instrumento para alcançar 
o direito material. 
p) Princípio da impugnação específica – O réu/reclamada precisa se 
manifestar precisamente sobre os fatos, caso contrário há presunção de veracidade 
dos fatos não impugnados. 
q) Princípio da eventualidade – as partes devem utilizar todas as matérias de 
defesa ou interesse no momento próprio. 
r) Princípio da preclusão – a nulidade deve ser alegada na primeira 
oportunidade, sob pena de preclusão (art. 795 CLT). 
s) Princípio da economia processual – busca evitar o dispêndio 
desnecessário de tempo e de dinheiro. Aproveitamento dos atos processuais. 
 
4 
 
t) Princípio da proteção processual – busca-se compensar as desigualdades 
reais existentes com uma desigualdade jurídica. Ex: depósito recursal só para 
reclamada. 
u) Princípio da busca da verdade real - art. 765 CLT: Art. 765 - Os Juízos e 
Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo 
andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária 
ao esclarecimento delas. 
 
 *Para todos verem: esquema abaixo. 
1.2 Fontes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O art. 8º da CLT, refere que as autoridades administrativas e a Justiça do 
Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, 
pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e normas 
gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo 
com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que 
nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. 
Mas, o §2º refere que súmulas e outros enunciados de jurisprudência 
editados pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelos Tribunais Regionais do 
Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar obrigações 
que não estejam previstas em lei. E, o §3º no exame de convenção coletiva ou 
 SÃO FONTES DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 
Lei 
Regimento Interno dos 
Tribunais 
Costume 
Princípios 
Jurisprudência 
Equidade 
Doutrina 
Constituição Federal 
Leis Processuais 
Trabalhistas 
Código de Processo 
Civil e Leis 
Processuais Civis 
 
5 
 
acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho analisará exclusivamente a 
conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico, respeitado o disposto 
no art. 104 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e balizará sua 
atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva. 
 
1.3 Aplicação subsidiária do CPC 
 
O CPC aplica-se subsidiária e supletivamente, ao Processo do Trabalho, em 
caso de omissão e desde que haja compatibilidade com as normas e princípios do 
Direito Processual do Trabalho, na forma dos arts. 769 e 889 da CLT e do art. 15 da 
Lei nº 13.105, de 17.03.2015. 
 
Art. 769 da CLT - Nos casos omissos, o direito processual comum será 
fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que 
for incompatível com as normas deste Título. 
 
Em razão do CPC de 2015 o TST editou a Instrução Normativa 39, 
destacando que: 
 
Art. 2° Sem prejuízo de outros, não se aplicam ao Processo do Trabalho, 
em razão de inexistência de omissão ou por incompatibilidade, os seguintes 
preceitos do Código de Processo Civil: 
I - art. 63 (modificação da competência territorial e eleição de foro); 
II - art. 190 e parágrafo único (negociação processual); 
III - art. 219 (contagem de prazos em dias úteis); 
IV - art. 334 (audiência de conciliação ou de mediação); 
V - art. 335 (prazo para contestação); 
VI - art. 362, III (adiamento da audiência em razão de atraso injustificado 
superior a 30 minutos); 
VII - art. 373, §§ 3º e 4º (distribuição diversa do ônus da prova por 
convenção das partes); 
VIII - arts. 921, §§ 4º e 5º, e 924, V (prescrição intercorrente); 
IX - art. 942 e parágrafos (prosseguimento de julgamento não unânime de 
apelação); 
X - art. 944 (notas taquigráficas para substituir acórdão); 
XI - art. 1010, § 3º(desnecessidade de o juízo a quo exercer controle de 
admissibilidade na apelação); 
XII - arts. 1043 e 1044 (embargos de divergência); 
XIII - art. 1070 (prazo para interposição de agravo). 
Art. 3° Sem prejuízo de outros, aplicam-se ao Processo do Trabalho, em 
face de omissão e compatibilidade, os preceitos do Código de Processo 
Civil que regulam os seguintes temas: 
I - art. 76, §§ 1º e 2º (saneamento de incapacidade processual ou de 
irregularidade de representação); 
II - art. 138 e parágrafos (amicus curiae); 
III - art. 139, exceto a parte final do inciso V (poderes, deveres e 
responsabilidades do juiz); 
IV - art. 292, V (valor pretendido na ação indenizatória, inclusive a fundada 
em dano moral); 
V - art. 292, § 3º (correção de ofício do valor da causa); 
VI - arts. 294 a 311 (tutela provisória); 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406.htm
 
6 
 
VII - art. 373, §§ 1º e 2º (distribuição dinâmica do ônus da prova); 
VIII - art. 485, § 7º (juízo de retratação no recurso ordinário); 
IX - art. 489 (fundamentação da sentença); 
X - art. 496 e parágrafos (remessa necessária); 
XI - arts. 497 a 501 (tutela específica); 
XII - arts. 536 a 538 (cumprimento de sentença que reconheça a 
exigibilidade de obrigação de fazer, de não fazer ou de entregar coisa); 
XIII - arts. 789 a 796 (responsabilidade patrimonial); 
XIV - art. 805 e parágrafo único (obrigação de o executado indicar outros 
meios mais eficazes e menos onerosos para promover a execução); 
XV - art. 833, incisos e parágrafos (bens impenhoráveis); 
XVI - art. 835, incisos e §§ 1º e 2º (ordem preferencial de penhora); 
XVII - art. 836, §§ 1º e 2º (procedimento quando não encontrados bens 
penhoráveis); 
XVIII - art. 841, §§ 1º e 2º (intimação da penhora); 
XIX - art. 854 e parágrafos (BacenJUD); 
XX - art. 895 (pagamento parcelado do lanço); 
XXI - art. 916 e parágrafos (parcelamento do crédito exequendo); 
XXII - art. 918 e parágrafo único (rejeição liminar dos embargos à 
execução); 
XXIII - arts. 926 a 928 (jurisprudência dos tribunais); 
XXIV - art. 940 (vista regimental); 
XXV - art. 947 e parágrafos (incidente de assunção de competência); 
XXVI - arts. 966 a 975 (ação rescisória); 
XXVII - arts. 988 a 993 (reclamação); 
XXVIII - arts. 1013 a 1014 (efeito devolutivo do recurso ordinário - força 
maior); 
XXIX - art. 1021 (salvo quanto ao prazo do agravo interno). 
 
 
Com a reforma trabalhista a IN 39 já está desatualizada, pois o prazo passa a 
ser em dias úteis e admite-se a prescrição intercorrente. 
 
Atenção! A IN 41 do TST. Art. 21. Esta Instrução Normativa entrará em vigor 
na data da sua publicação. Ficam revogados os art. 2º, VIII, e 6º da Instrução 
Normativa nº 39/2016 do TST. 
 
 
2. ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO 
 
2.1 Órgãos que compõe a Justiça do Trabalho (art. 111 da CF) 
 
a) Tribunal Superior do Trabalho –TST (Brasília): 27 ministros, escolhidos 
entre brasileiros com mais de 35 anos e menores de 65 anos, nomeados pelo 
Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. 
É composto pelo Tribunal Pleno, Órgão especial, Seção Especializadas em 
Dissídios Coletivos, Seção Especializada em Dissídios Individuais e Turmas. 
 
 
7 
 
b) Tribunais Regionais do Trabalho – TRTs (região): no mínimo 7 juízes 
recrutados e nomeados pelo Presidente da República, entre brasileiros com mais de 
30 e menos de 65 anos. 
 
c) Juízes do Trabalho (Varas do Trabalho); 
 
d) Na CLT e nos Regimentos internos estão definidas as competências 
internas dos Tribunais, 
 
e) Juiz deDireito – localidades onde não haja vara do trabalho - art.112 da CF: 
A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas 
por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo 
Tribunal Regional do Trabalho. 
 
Vara do Trabalho 
 
A grande maioria das ações terá início nas Varas do Trabalho. Nelas temos a 
figura do juiz do trabalho. São exemplos de ações que são ajuizadas na Vara do 
Trabalho: Reclamação Trabalhista, Inquérito Judicial para apuração de falta grave, 
Ação de Consignação em Pagamento. 
 
Na CLT encontramos a competência da Vara do Trabalho: 
 
Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: (Redação dada pela Lei nº 
13.467, de 2017) 
a) conciliar e julgar: 
I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de 
empregado; 
II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por 
motivo de rescisão do contrato individual de trabalho; 
III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o 
empreiteiro seja operário ou artífice; 
IV - os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho; 
V - as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o 
Órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO decorrentes da relação de 
trabalho; 
b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave; 
c) julgar os embargos opostos às suas próprias decisões; 
d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua 
competência; 
e) (Suprimida pelo Decreto-lei nº 6.353, de 20.3.1944) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del6353.htm
 
8 
 
f) decidir quanto à homologação de acordo extrajudicial em matéria de 
competência da Justiça do Trabalho.(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) 
 
E, 
Art. 653 - Compete, ainda, às Juntas de Conciliação e Julgamento: 
a) requisitar às autoridades competentes a realização das diligências 
necessárias ao esclarecimento dos feitos sob sua apreciação, 
representando contra aquelas que não atenderem a tais requisições; 
b) realizar as diligências e praticar os atos processuais ordenados pelos 
Tribunais Regionais do Trabalho ou pelo Tribunal Superior do Trabalho; 
c) julgar as suspeições arguidas contra os seus membros; 
d) julgar as exceções de incompetência que lhes forem opostas; 
e) expedir precatórias e cumprir as que lhes forem deprecadas; 
f) exercer, em geral, no interesse da Justiça do Trabalho, quaisquer outras 
atribuições que decorram da sua jurisdição. 
Por fim, 
 
Art. 659 - Competem privativamente aos Presidentes das Juntas, além 
das que lhes forem conferidas neste Título e das decorrentes de seu 
cargo, as seguintes atribuições: 
I - presidir às audiências das Juntas; 
II - executar as suas próprias decisões, as proferidas pela Junta e 
aquelas cuja execução lhes for deprecada; 
III - dar posse aos vogais nomeados para a Junta, ao Secretário e aos 
demais funcionários da Secretaria; 
IV - convocar os suplentes dos vogais, no impedimento destes; 
V - representar ao Presidente do Tribunal Regional da respectiva jurisdição, 
no caso de falta de qualquer vogal a 3 (três) reuniões consecutivas, sem 
motivo justificado, para os fins do art. 727; 
VI - despachar os recursos interpostos pelas partes, fundamentando a 
decisão recorrida antes da remessa ao Tribunal Regional, ou submetendo-
os à decisão da Junta, no caso do art. 894; 
VII - assinar as folhas de pagamento dos membros e funcionários da Junta; 
VlIl - apresentar ao Presidente do Tribunal Regional, até 15 de fevereiro de 
cada ano, o relatório dos trabalhos do ano anterior; 
 IX - conceder medida liminar, até decisão final do processo, em 
reclamações trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferência 
disciplinada pelos parágrafos do artigo 469 desta Consolidação. 
X - conceder medida liminar, até decisão final do processo, em reclamações 
trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindical afastado, 
suspenso ou dispensado pelo empregador. 
 
 
 
 
TRT 
 
Os Tribunais Regionais serão competentes para processar e julgar as ações de 
competência originárias, a exemplo da ação rescisória. E, também terá competência 
recursal. São recursos que são direcionados para o TRT: recurso ordinário e agravo 
de petição. 
 
Art. 115. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, 
sete juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e 
nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de 
trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13467.htm
 
9 
 
I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade 
profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez 
anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; 
II os demais, mediante promoção de juízes do trabalho por antiguidade e 
merecimento, alternadamente. 
§ 1º Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com 
a realização de audiências e demais funções de atividade jurisdicional, nos 
limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos 
públicos e comunitários. 
§ 2º Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar 
descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o 
pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. 
 
Art. 678 - Aos Tribunais Regionais, quando divididos em Turmas, 
compete: 
I - ao Tribunal Pleno, especialmente: 
a) processar, conciliar e julgar originariamente os dissídios coletivos; 
b) processar e julgar originariamente: 
1) as revisões de sentenças normativas; 
2) a extensão das decisões proferidas em dissídios coletivos; 
3) os mandados de segurança; 
4) as impugnações à investidura de vogais e seus suplentes nas Juntas de 
Conciliação e Julgamento; 
c) processar e julgar em última instância: 
1) os recursos das multas impostas pelas Turmas; 
2) as ações rescisórias das decisões das Juntas de Conciliação e 
Julgamento, dos juízes de direito investidos na jurisdição trabalhista, das 
Turmas e de seus próprios acórdãos; 
3) os conflitos de jurisdição entre as suas Turmas, os juízes de direito 
investidos na jurisdição trabalhista, as Juntas de Conciliação e Julgamento, 
ou entre aqueles e estas; 
d) julgar em única ou última instâncias: 
1) os processos e os recursos de natureza administrativa atinentes aos seus 
serviços auxiliares e respectivos servidores; 
2) as reclamações contra atos administrativos de seu presidente ou de 
qualquer de seus membros, assim como dos juízes de primeira instância e 
de seus funcionários. 
 
II - às Turmas: 
a) julgar os recursos ordinários previstos no art. 895, alínea a; 
b) julgar os agravos de petição e de instrumento, estes de decisões 
denegatórias de recursos de sua alçada; 
c) impor multas e demais penalidades relativas e atos de sua competência 
jurisdicional, e julgar os recursos interpostos das decisões das Juntas dos 
juízes de direito que as impuserem. 
Parágrafo único. Das decisões das Turmas não caberá recurso para o 
Tribunal Pleno, exceto no caso do item I, alínea "c", inciso 1, deste artigo. 
 
TST 
 
O TST também possui competência para processar e julgar ações de 
competência originárias, a exemplo da ação rescisória. E, os recursos de revista e 
de embargos ao TST, são por ele analisados. 
 
Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete 
Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco anos e 
 
10 
 
menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação 
ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela 
maioria absoluta do Senado Federal, sendo: 
I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade 
profissionale membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez 
anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; 
II os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da 
magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. 
§ 1º A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
§ 2º Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: 
I a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do 
Trabalho, cabendo-lhe, dentre outras funções, regulamentar os cursos 
oficiais para o ingresso e promoção na carreira; 
II o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na 
forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e 
patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como 
órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. 
§ 3º Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar e julgar, 
originariamente, a reclamação para a preservação de sua competência e 
garantia da autoridade de suas decisões. 
 
 
2.2 Competência da Justiça do Trabalho 
 
 *Para todos verem: esquema abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Após saber como é composta a Justiça do Trabalho, necessário se faz 
analisar quais as demandas que poderão ser apreciadas nessa justiça, e, para tanto, 
o art. 114 da CF nos dá as diretrizes necessárias: 
 
Art. 114 da CF - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: 
 I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito 
público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 
II as ações que envolvam exercício do direito de greve; 
III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos 
e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; 
IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato 
questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; 
V os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, 
ressalvado o disposto no art. 102, I, o; 
VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da 
relação de trabalho; 
DESIGNAÇÃO DE COMPETÊNCIA 
Em razão da 
MATÉRIA 
Em razão 
da PESSOA 
Em razão da 
MATÉRIA 
Em razão da 
MATÉRIA 
 
11 
 
VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos 
empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; 
VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, 
a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; 
IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. 
 
 *Para todos verem: esquema abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a) COMPETÊNCIA MATERIAL 
Inicialmente, atente que a Justiça do Trabalho é competente para dirimir 
as questões relativa à relação de trabalho e não somente a relação de 
emprego. 
 
 
Atenção! 
Diferença entre relação de emprego e relação de trabalho. A primeira é 
espécie, enquanto a segunda é gênero. A segunda inclui qualquer vínculo jurídico 
por meio do qual uma pessoa executa obra ou serviço à outra (trabalho autônomo, 
eventual, avulso, estágio, etc). 
 
 
Atenção! 
Justiça do trabalho é incompetente para: ações acidentárias (previdenciárias) 
decorrentes do acidente de trabalho; e ações envolvendo servidores públicos 
estatutários. E para processar e julgar ações decorrentes de cobranças de 
honorários advocatícios (súmula 363 do STJ: Compete à Justiça estadual processar 
e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente). 
É competente para processar e julgar ações que envolvem exercício de 
direito de greve, inclusive ações possessórias, a teor da Súmula Vinculante 23 do 
STF: 
Designação de competência 
Em razão da 
MATÉRIA 
Em razão do 
TERRITÓRIO 
Definida em razão da lide descrita na petição 
inicial. Competência para julgar ações 
oriundas das relações de trabalho (gênero). 
Em regra, é o local da prestação de serviço 
ou da contratação. 
 
12 
 
Súmula Vinculante 23 STF: “A Justiça do Trabalho é competente para 
processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício 
do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada.” 
 
 
É competente também para processar e julgar ações sobre representação 
sindical. Nessa situação enquadram-se disputas de base territorial de 
representação de categoria. 
Incluem-se ainda os Habeas Corpus, Habeas Datas e Mandado de 
Segurança, quando o ato questionado envolver a matéria sujeita à sua jurisdição. 
Ações de indenização por dano moral ou patrimonial também se incluem na 
competência da Justiça do Trabalho. 
 
Súmula nº 392 do TST 
DANO MORAL E MATERIAL. RELAÇÃO DE TRABALHO. 
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO (redação alterada em 
sessão do Tribunal Pleno realizada em 27.10.2015) - Res. 200/2015, 
DEJT divulgado em 29.10.2015 e 03 e 04.11.2015 
Nos termos do art. 114, inc. VI, da Constituição da República, a Justiça 
do Trabalho é competente para processar e julgar ações de indenização por 
dano moral e material, decorrentes da relação de trabalho, inclusive as 
oriundas de acidente de trabalho e doenças a ele equiparadas, ainda que 
propostas pelos dependentes ou sucessores do trabalhador falecido. 
 
Súmula Vinculante 22 do STF 
A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de 
indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de 
trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas 
que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da 
promulgação da Emenda Constitucional nº 45/04. 
 
Súmula nº 368 do TST 
DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. IMPOSTO DE RENDA. 
COMPETÊNCIA. RESPONSABILIDADE PELO RECOLHIMENTO. FORMA 
DE CÁLCULO. FATO GERADOR (aglutinada a parte final da Orientação 
Jurisprudencial nº 363 da SBDI-I à redação do item II e incluídos os 
itens IV, V e VI em sessão do Tribunal Pleno realizada em 26.06.2017) -
 Res. 219/2017, republicada em razão de erro material – DEJT 
divulgado em 12, 13 e 14.07.2017 
 I - A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das 
contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à 
execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças 
condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo 
homologado, que integrem o salário de contribuição. (ex-OJ nº 141 da 
SBDI-1 - inserida em 27.11.1998). 
II - É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das 
contribuições previdenciárias e fiscais, resultantes de crédito do empregado 
oriundo de condenação judicial. A culpa do empregador pelo 
inadimplemento das verbas remuneratórias, contudo, não exime a 
responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda 
devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. 
(ex-OJ nº 363 da SBDI-1, parte final) 
III – Os descontos previdenciários relativos à contribuição do empregado, no 
caso de ações trabalhistas, devem ser calculados mês a mês, de 
 
13 
 
conformidade com o art. 276, § 4º, do Decreto n º 3.048/1999 que 
regulamentou a Lei nº 8.212/1991, aplicando-se as alíquotas previstas no 
art. 198, observado o limite máximo do salário de contribuição (ex-OJs nºs 
32 e 228 da SBDI-1 – inseridas, respectivamente, em 14.03.1994 e 
20.06.2001). 
IV - Considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias 
decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em 
juízo, para os serviços prestados até 4.3.2009, inclusive, o efetivo 
pagamento das verbas, configurando-se a mora a partir do dia dois do mês 
seguinte ao da liquidação (art. 276, “caput”, do Decreto nº 3.048/1999).Eficácia não retroativa da alteração legislativa promovida pela Medida 
Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009, 
que deu nova redação ao art. 43 da Lei nº 8.212/91. 
V - Para o labor realizado a partir de 5.3.2009, considera-se fato gerador 
das contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas 
reconhecidos ou homologados em juízo a data da efetiva prestação dos 
serviços. Sobre as contribuições previdenciárias não recolhidas a partir da 
prestação dos serviços incidem juros de mora e, uma vez apurados os 
créditos previdenciários, aplica-se multa a partir do exaurimento do prazo de 
citação para pagamento, se descumprida a obrigação, observado o limite 
legal de 20% (art. 61, § 2º, da Lei nº 9.430/96). 
VI – O imposto de renda decorrente de crédito do empregado recebido 
acumuladamente deve ser calculado sobre o montante dos rendimentos 
pagos, mediante a utilização de tabela progressiva resultante da 
multiplicação da quantidade de meses a que se refiram os rendimentos 
pelos valores constantes da tabela progressiva mensal correspondente ao 
mês do recebimento ou crédito, nos termos do art. 12-A da Lei nº 7.713, de 
22/12/1988, com a redação conferida pela Lei nº 13.149/2015, observado o 
procedimento previsto nas Instruções Normativas da Receita Federal do 
Brasil. 
 
Súmula nº 454 do TST 
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. EXECUÇÃO DE OFÍCIO. 
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL REFERENTE AO SEGURO DE ACIDENTE DE 
TRABALHO (SAT). ARTS. 114, VIII, E 195, I, “A”, DA CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA. (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 414 da 
SBDI-1) – Res. 194/2014, DEJT divulgado em 21, 22 e 23.05.2014 
Compete à Justiça do Trabalho a execução, de ofício, da contribuição 
referente ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), que tem natureza de 
contribuição para a seguridade social (arts. 114, VIII, e 195, I, “a”, da CF), 
pois se destina ao financiamento de benefícios relativos à incapacidade do 
empregado decorrente de infortúnio no trabalho (arts. 11 e 22 da Lei nº 
8.212/1991). 
 
OJ 376 SDI-I 
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ACORDO HOMOLOGADO EM 
JUÍZO APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA 
CONDENATÓRIA. INCIDÊNCIA SOBRE O VALOR 
HOMOLOGADO. (DEJT divulgado em 19, 20 e 22.04.2010) É devida a 
contribuição previdenciária sobre o valor do acordo celebrado e homologado 
após o trânsito em julgado de decisão judicial, respeitada a 
proporcionalidade de valores entre as parcelas de natureza salarial e 
indenizatória deferidas na decisão condenatória e as parcelas objeto do 
acordo. 
 
OJ 398 SDI-I 
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ACORDO HOMOLOGADO EM 
JUÍZO SEM RECONHECIMENTO DE VÍNCULO DE EMPREGO. 
CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. RECOLHIMENTO DA ALÍQUOTA DE 20% 
 
14 
 
A CARGO DO TOMADOR E 11% A CARGO DO PRESTADOR DE 
SERVIÇOS. (DEJT divulgado em 02, 03 e 04.08.2010) 
Nos acordos homologados em juízo em que não haja o reconhecimento de 
vínculo empregatício, é devido o recolhimento da contribuição 
previdenciária, mediante a alíquota de 20% a cargo do tomador de serviços 
e de 11% por parte do prestador de serviços, na qualidade de contribuinte 
individual, sobre o valor total do acordo, respeitado o teto de contribuição. 
Inteligência do § 4º do art. 30 e do inciso III do art. 22, todos da Lei n.º 
8.212, de 24.07.1991. 
 
Súmula nº 401 do TST 
AÇÃO RESCISÓRIA. DESCONTOS LEGAIS. FASE DE EXECUÇÃO. 
SENTENÇA EXEQÜENDA OMISSA. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À 
COISA JULGADA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 81 da 
SBDI-2) - Res. 137/2005 – DJ 22, 23 e 24.08.2005 
Os descontos previdenciários e fiscais devem ser efetuados pelo juízo 
executório, ainda que a sentença exequenda tenha sido omissa sobre a 
questão, dado o caráter de ordem pública ostentado pela norma que os 
disciplina. A ofensa à coisa julgada somente poderá ser caracterizada na 
hipótese de o título exequendo, expressamente, afastar a dedução dos 
valores a título de imposto de renda e de contribuição previdenciária. (ex-OJ 
nº 81 da SBDI-2 - inserida exequendo, expressamente, afastar a dedução 
dos valores a título de imposto de renda e de contribuição previdenciária. 
 
Ainda: A ação que tenha por finalidade a indenização pelo não fornecimento 
de guias para encaminhar seguro desemprego também é de competência da Justiça 
do Trabalho, conforme Súmula 389, I, TST: 
 
Súmula nº 389 do TST 
SEGURO-DESEMPREGO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 
DIREITO À INDENIZAÇÃO POR NÃO LIBERAÇÃO DE GUIAS 
(conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 210 e 211 da SBDI-1) 
- Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005 
I - Inscreve-se na competência material da Justiça do Trabalho a lide entre 
empregado e empregador tendo por objeto indenização pelo não-
fornecimento das guias do seguro-desemprego. (ex-OJ nº 210 da SBDI-1 - 
inserida em 08.11.2000) 
II - O não-fornecimento pelo empregador da guia necessária para o 
recebimento do seguro-desemprego dá origem ao direito à indenização. (ex-
OJ nº 211 da SBDI-1 - inserida em 08.11.2000) 
 
E, assim também é para o caso de cadastramento no PIS, consoante Súmula 
300 TST: 
 
Súmula nº 300 do TST 
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. CADASTRAMENTO NO 
PIS (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 
Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações ajuizadas por 
empregados em face de empregadores relativas ao cadastramento no 
Programa de Integração Social (PIS). 
 
Por fim, não esqueça que a justiça do trabalho não tem competência criminal. 
 
Súmula 62 do STJ: Compete a justiça estadual processar e julgar o crime 
de falsa anotação na carteira de trabalho e previdência social, atribuído a 
empresa privada. 
 
15 
 
Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é 
determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar 
 
a) COMPETÊNCIA TERRITORIAL 
Sabendo que uma demanda é de competência material da JT, o segundo 
passo será investigar qual será a competência territorial (local para ajuizamento da 
ação). Para analisar a competência territorial é necessária a análise do art. 651 da 
CLT: 
Serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no 
estrangeiro. 
§ 1º - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a 
competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência 
ou filial e a está o empregado esteja subordinado e, na falta, será 
competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou 
a localidade mais próxima. 
 § 2º - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida 
neste artigo, estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no 
estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção 
internacional dispondo em contrário. 
§ 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de atividades 
fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado 
apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da 
prestação dos respectivos serviços. 
 
 *Para todos verem: esquema abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3 Modificação da competência 
 
A CLT é omissa sobre a modificação de competência, aplicando-se, por isso, o 
CPC. A competência da Justiça do Trabalho pode ser modificada por prorrogação, 
conexão, continência e prevenção. 
Prorrogação - a competência pode ser prorrogada se o réu não opuser 
exceção declinatória de foro (territorial) no prazo legal. 
Conexão - Conforme Art. 55 do CPC, reputam-se conexas 2 (duas) ou mais 
ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. A competência relativa 
pode ser modificada pela conexão. 
 
REGRA 
CASOS 
EXCEPCIONAIS 
A competência para a propositura da demanda trabalhista é a da 
localidade da prestação dos serviços, independentemente do local 
da contratação. 
Agente ou viajante comercial (§1º); agência ou filial brasileira (§2º); 
e empresas que realizam atividades fora do lugar da celebração do 
contrato(§3º). 
 
16 
 
Continência - Conforme Art. 56 do CPC, há continência entre 2 (duas) ou mais 
ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido 
de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais 
Prevenção - O juiz prevento será o que primeiro despachar. Observe-se as 
normas do CPC a respeito do tema: 
 
Art. 58 do CPC - A reunião das ações propostas em separado far-se-á no 
juízo prevento, onde serão decididas simultaneamente. 
 
Art. 59 do CPC - O registro ou a distribuição da petição inicial torna 
prevento o juízo. 
 
 
Com relação à distribuição por dependência, o CPC estabelece que: 
 
Art. 286 do CPC - Serão distribuídas por dependência as causas de 
qualquer natureza: 
I - Quando se relacionarem, por conexão ou continência, com outra já 
ajuizada. 
II - Quando, tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for 
reiterado o pedido, ainda que em litisconsórcio com outros autores ou que 
sejam parcialmente alterados os réus da demanda. 
III - Quando houver ajuizamento de ações nos termos do art. 55, § 3o, ao 
juízo prevento. 
 
 
Atenção! Não se admite o foro de eleição em razão da hipossuficiência 
econômica do empregado e o art. 651 visa facilitar o acesso do 
empregado/trabalhador a Justiça do Trabalho. 
 
2.4 Conflitos de competência 
 
O conflito de competência se dá quando houver dois tribunais ou juízes 
dizendo-se competentes ou incompetentes para apreciar determinada demanda. 
Para a análise deste tema é indispensável a análise dos seguintes dispositivos 
da Constituição Federal e da CLT: 
 
Art. 803 da CLT - Os conflitos de jurisdição podem ocorrer entre: 
a) Juntas de Conciliação e Julgamento e Juízes de Direito investidos na 
administração da Justiça do Trabalho. 
b) Tribunais Regionais do Trabalho. 
c) Juízos e Tribunais do Trabalho e órgãos da Justiça Ordinária. 
d) Câmaras do Tribunal Superior do Trabalho. 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art55§3
 
17 
 
 
 
Assim, podemos ter conflitos de: *Para todos verem: esquema abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 808 da CLT - Os conflitos de jurisdição de que trata o art. 803 serão 
resolvidos: 
a) pelos Tribunais Regionais, os suscitados entre Juntas e entre Juízos de 
Direito, ou entre uma e outras, nas respectivas regiões; 
b) pela Câmara de Justiça do Trabalho, os suscitados entre Tribunais 
Regionais, ou entre Juntas e Juízos de Direito sujeitos à jurisdição de 
Tribunais Regionais diferentes; 
c) pelo Conselho Pleno, os suscitados entre as Câmaras de Justiça do 
Trabalho e de Previdência Social; 
d) pelo Supremo Tribunal Federal, os suscitados entre as autoridades da 
Justiça do Trabalho e as da Justiça Ordinária. 
 
Constituição Federal: 
 
Art. 105 da CF - Compete ao Superior Tribunal de Justiça: 
I - processar e julgar, originariamente: 
d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o 
disposto no art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não 
vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos; 
 
Art. 102 da CF - Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a 
guarda da Constituição, cabendo-lhe: 
I - processar e julgar, originariamente: 
o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e 
quaisquer tribunais, entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer 
outro tribunal; 
 
Também é importante observar que: 
 
Súmula n. 420 do TST 
COMPETÊNCIA FUNCIONAL. CONFLITO NEGATIVO. TRT E VARA DO 
TRABALHO DE IDÊNTICA REGIÃO. NÃO CONFIGURAÇÃO (conversão 
da Orientação Jurisprudencial nº 115 da SBDI-2) - Res. 137/2005, DJ 22, 
23 e 24.08.2005 
Não se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do 
Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. (ex-OJ nº 115 da SBDI-2 - DJ 
11.08.2003) 
 
Assim, para a solução do conflito de competência entre órgãos com jurisdição 
trabalhista, devemos observar: 
 
VARA DO TRABALHO 
TRT 
VARA DO TRABALHO 
TST 
VARA DO TRABALHO 
TRT 
TRT 
TST 
 
18 
 
a) Os TRTs são competentes para resolver os casos de conflito de 
competência entre Varas do Trabalho da mesma região. 
VT X VT (mesma região) = TRT 
 
b) O TST é competente nos casos de conflito de competência entre TRTs; 
entre Varas do Trabalho de regiões diversas; e entre TRT e Vara do Trabalho a ele 
não vinculada. 
TRT X TRT = TST 
VT (região x) X VT (região y) = TST 
TRT X VT (outra região) = TST 
 
c) o STJ resolverá os casos de conflito de competência entre TRT e TJ, TRT e 
TRF; entre juiz do trabalho e juiz de direito não investido na jurisdição trabalhista 
(juiz estadual ou juiz federal); entre juiz do trabalho e TJ OU TRF; entre juiz estadual 
ou federal e TRT; 
TRT X TJ = STJ 
TRT X TRF = STJ 
VT X TJ = STJ 
 
d) o STF resolverá o conflito entre o TST e qualquer tribunal. 
 
 
 
3. AÇÃO 
 
3.1 Classificações das ações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
*Para todos verem: esquema acima. 
 
AÇÕES INDIVIDUAIS 
AÇÕES COLETIVAS 
DISIDIOS COLETIVOS 
Ações de Conhecimento 
Ações de Executivas 
Natureza econômica 
Natureza jurídica 
De Grave 
 
19 
 
 
3.2 Elementos da ação 
 *Para todos verem: esquema abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. FORMAS DE SOLUÇÃO DE CONFLITO 
 
AUTOTUTELA: imposição de sua vontade, com ausência do estado 
ex: greve; ex: resistência do empregado às alterações lesivas 
AUTOCOMPOSIÇÃO: resolvida pelas próprias partes, sem a intervenção de 
um terceiro 
ex: negociação coletivo 
HETEROCOMPOSIÇÃO – ingresso de um terceiro para solucionar o conflito 
Ex: decisão judicial 
 
4.1 COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA 
 
Uma das formas de resolução de conflito extrajudicial é a CCP. 
Prevista na CLT entre o art. 625-A a 655-F da CLT, ela pode ser instituída: 
 
a) Nas empresas 
 
Art. 625-B da CLT - A Comissão instituída no âmbito da empresa será 
composta de, no mínimo, dois e, no máximo, dez membros, e observará as 
seguintes normas: 
I - A metade de seus membros será indicada pelo empregador e outra 
metade eleita pelos empregados, em escrutínio, secreto, fiscalizado pelo 
sindicato de categoria profissional. 
II - Haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes 
titulares. 
III - O mandato dos seus membros, titulares e suplentes, é de um ano, 
permitida uma recondução. 
 
 
 
CAUSA DE PEDIR: 
PEDIDO: 
PARTES: Reclamante e 
Reclamada 
Objeto da ação 
Motivos fáticos e 
jurídicos 
 
20 
 
b) Nos sindicatos 
 
A composição será paritária, com representante dos empregados e dos 
empregadores, com a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do 
trabalho 
Qualquer demanda de natureza trabalhista poderá ser submetida à Comissão 
de Conciliação Prévia. Mas, lembre-se que conforme entendimento do STF, trata-se 
de faculdade e não de condição prévia para o ajuizamento de reclamação. 
Não prosperando a conciliação, será fornecida ao empregado e ao 
empregador declaração da tentativa conciliatória frustrada com a descrição de seu 
objeto, firmada pelos membros da Comissão, que deverá ser juntada à eventual 
reclamação trabalhista. 
Aceita a conciliação, será lavrado termo assinado pelo empregado, pelo 
empregador ou seu proposto e pelos membros da Comissão, fornecendo-se cópia 
às partes (Art. 625-E). E, o termo de conciliação é título executivo extrajudicial e 
terá eficácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas expressamente 
ressalvadas. 
Conforme art. 625-F, as Comissões de Conciliação Prévia têm prazo de dez 
dias para a realização da sessão de tentativa de conciliação a partir da provocação 
5. do interessado. E, consoante art. 625-G, o prazo prescricional será suspenso a 
partir da provocação da Comissão de Conciliação Prévia, recomeçando a fluir, pelo 
que lhe resta, a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do esgotamento do 
prazo. 
4.2 ACORDO EXTRAJUDICIALTambém poderão as partes optar por celebrar acordo extrajudicial e, após, 
solicitar homologação. Essa possibilidade é prevista no art. 885-B da CLT. 
 
4.3 ARBITRAGEM 
 
A justiça do trabalho admite a arbitragem para dissídios coletivos e, pós 
reforma, também em dissídios individuais, desde que atendidos os seguintes 
critérios: 
Art. 507-A da CLT - Nos contratos individuais de trabalho cuja 
remuneração seja superior a duas vezes o limite máximo estabelecido 
para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, poderá ser 
 
21 
 
pactuada cláusula compromissória de arbitragem, desde que por iniciativa 
do empregado ou mediante a sua concordância expressa, nos termos 
previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996. 
 
 
5. DAS PARTES E PROCURADORES 
 
 
 
 
 
5.1 Capacidade postulatória 
 
Diferente do Processo Civil, no Processo do Trabalho, nos termos do artigo 791 
e 839, “a”, da CLT, o empregado e o empregador também tem capacidade 
postulatória, isto é, podem demandar na Justiça do Trabalho, princípio do jus 
postulandi. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Litisconsórcio: quando duas ou mais pessoas figuram no polo ativo e/ou no 
polo passivo da lide. 
 
Lembrar das regras de litisconsórcio previstas no CPC: 
 
a) Litisconsórcio necessário: Art. 114 CPC 
- Por disposição de lei. 
- Em razão da natureza da relação jurídica controvertida a eficácia da sentença 
depende da citação de todos que devam ser litisconsortes. 
b) Litisconsórcio unitário: art. 116 CPC 
- Quando o juiz precisar decidir de modo uniforme para todos os litisconsortes. 
POLO ATIVO POLO PASSIVO 
CAPACIDADE DE 
SER PARTE 
CAPACIDADE 
PROCESSUAL 
Aptidão de ser titular de direitos e 
deveres. 
Aptidão para a prática de atos 
processuais sem a necessidade 
de assistência ou representação 
 
22 
 
c) Número excessivo de litisconsortes: poderá o juiz limitar o litisconsórcio 
facultativo quando o número de litigantes comprometer a rápida solução do litígio ou 
dificultar a defesa e o cumprimento da sentença. 
Na CLT encontramos que: Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla 
liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas, 
podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas (Art. 
765). 
Prazo em Dobro: não aplicação por força da OJ 310: 
 
OJ 310 SDI-I LITISCONSORTES. PROCURADORES DISTINTOS. PRAZO 
EM DOBRO. ART. 229, CAPUT E §§ 1º E 2º, DO CPC DE 2015. ART. 191 
DO CPC DE 1973. INAPLICÁVEL AO PROCESSO DO 
TRABALHO (atualizada em decorrência do CPC de 2015) – Res. 
208/2016, DEJT divulgado em 22, 25 e 26.04.2016 
Inaplicável ao processo do trabalho a norma contida no art. 229, caput e §§ 
1º e 2º, do CPC de 2015 (art. 191 do CPC de 1973), em razão de 
incompatibilidade com a celeridade que lhe é inerente. 
 
 
 
 
Ações Plúrimas: Sendo várias as reclamações e havendo identidade de 
matéria, poderão ser acumuladas num só processo, se se tratar de empregados da 
mesma empresa ou estabelecimento (Art. 842 CLT). 
 
5.2 Das partes e representantes 
 
a) Representação x assistência: A representação ocorre para os 
absolutamente incapazes (art. 3º do CC), já a assistência para os relativamente 
incapazes (art. 4º do CC). 
 
 Art. 793 da CLT - A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita 
por seus representantes legais e, na falta destes, pela Procuradoria da 
Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público estadual ou 
curador nomeado em juízo. 
 
a) Pessoas jurídicas (CPC, art. 75, VIII): Terão representantes designados 
nos estatutos ou, se não designado, por seus diretores. 
 
 
 
 
Prazo em dobro para procuradores distintos 
 
 
23 
 
 
b) Pessoas jurídicas de direito público: *Para todos verem: esquema abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autarquia não pode ser representada pelos procuradores dos Estados ou 
Municípios. 
 
OJ 318. AUTARQUIA. FUNDAÇÃO PÚBLICA. LEGITIMIDADE PARA 
RECORRER. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. (Incluído o item II e 
alterada em decorrência do CPC de 2015) - Res. 220/2017, DEJT 
divulgado em 21, 22 e 25.09.2017 
I - Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome 
das autarquias e das fundações públicas. 
 
II – Os procuradores estaduais e municipais podem representar as 
respectivas autarquias e fundações públicas em juízo somente se 
designados pela lei da respectiva unidade da federação (art. 75, IV, do CPC 
de 2015) ou se investidos de instrumento de mandato válido. 
 
a) Sucessão das partes no Processo do Trabalho: acontece quando há a 
extinção da pessoa natural (morte), que será pelo espólio; ou sucessão de empresas 
quando há transferência para outra empresa ou alteração na sua estrutura jurídica 
(art. 10 e 448 da CLT). 
 
b) Substituição processual: possibilidade de alguém estar em juízo 
postulando em nome alheio. Sindicato: art. 8º, III, CF. 
 
c) Responsabilidade Solidária e Subsidiária 
Sucessão de empregadores: transferência de titularidade de empresa ou 
estabelecimento. 
 
Art. 10 da CLT - Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não 
afetará os direitos adquiridos por seus empregados. 
 
Art. 448 da CLT - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos 
empregados. 
PJ DE DIREITO PÚBLICO 
UNIÃO/ ESTADOS/DF 
MUNICIPIOS 
AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PROCURADORES 
PREFEITOS E PROCURADORES 
PROCURADORES 
REPRESENTANTE 
 
24 
 
Art. 448-A da CLT - Caracterizada a sucessão empresarial ou de 
empregadores prevista nos arts. 10 e 448 desta Consolidação, as 
obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os 
empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de 
responsabilidade do sucessor. 
Parágrafo único. A empresa sucedida responderá solidariamente com a 
sucessora quando ficar comprovada fraude na transferência. 
 
A sucessão pode ser legal, quando deve-se incluir apenas a empresa 
sucessora no polo passivo, ou, fraudulenta, quando ambas as empresas devem ser 
incluídas no polo passivo. Atenção: também deve ser tratado na fundamentação. 
 
Grupo econômico: caso de responsabilidade solidária, devendo ser incluídas 
no polo passivo (abrindo-se tópico para fundamentação na peça), e é definido pelo 
art. 2º, §2º da CLT: 
 
Art. 2º - § 2º da CLT - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, 
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis 
solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. 
 
 
Súmula nº 129 do TST 
CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO (mantida) - Res. 
121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003] 
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo 
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a 
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário. 
 
Terceirização: situação em que a empresa prestadora do serviço realiza 
determinado serviço para a empresa tomadora (incluir no polo passivo: 
responsabilidade subsidiária, se for lícita; responsabilidade solidária, se for ilícita). 
Empreitada e subempreitada: necessidade de inclusão no polo passivo. 
 
Art. 455 da CLT- Nos contratos de subempreitada responderá o 
subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de trabalho que 
celebrar, cabendo, todavia, aos empregados, o direito de reclamação contra 
o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obrigações por parte 
do primeiro. 
Parágrafo único - Ao empreiteiro principal fica ressalvada, nos termos da lei 
civil, ação regressiva contra o subempreiteiro e a retenção de importâncias 
a este devidas, para a garantia das obrigações previstas neste artigo. 
 
Dono da Obra: 
OJ 191 SDI-I: CONTRATO DE EMPREITADA. DONO DA OBRA DE 
CONSTRUÇÃO CIVIL. RESPONSABILIDADE. (nova redação) - Res.175/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011 
Diante da inexistência de previsão legal específica, o contrato de 
empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não 
enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas 
 
25 
 
contraídas pelo empreiteiro, salvo sendo o dono da obra uma empresa 
construtora ou incorporadora. 
 
Massa falida: Indicar, na qualificação, o nome do administrador judicial e o 
endereço. Art. 75, V CPC. 
 
a) Advogado 
A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser 
efetivada, mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do 
advogado interessado, com anuência da parte representada (art. 791, §3). 
Ademais a súmula 436 estabelece como será a representação processual da 
União, Estados, Municípios e Distrito Federal: 
 
Súmula nº 436 do TST 
REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. PROCURADOR DA UNIÃO, 
ESTADOS, MUNICÍPIOS E DISTRITO FEDERAL, SUAS AUTARQUIAS E 
FUNDAÇÕES PÚBLICAS. JUNTADA DE INSTRUMENTO DE 
MANDATO (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 52 da SBDI-I e 
inserção do item II à redação) - Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 
e 27.09.2012 
I - A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e 
fundações públicas, quando representadas em juízo, ativa e passivamente, 
por seus procuradores, estão dispensadas da juntada de instrumento de 
mandato e de comprovação do ato de nomeação. 
II - Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao 
menos declare-se exercente do cargo de procurador, não bastando a 
indicação do número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. 
 
Já a Súmula nº 395 estabelece regras sobre mandato e substabelecimento, 
sendo importante lembrar que o advogado atua por instrumento de mandato 
(procuração), sendo que pode substabelecer (com ou sem reserva) os poderes que 
lhe foram outorgados. 
 
Súmula nº 395 do TST 
MANDATO E SUBSTABELECIMENTO. CONDIÇÕES DE VALIDADE 
(nova redação dos itens I e II e acrescido o item V em decorrência do 
CPC de 2015) - Res. 211/2016, DEJT divulgado em 24, 25 e 26.08.2016 
I - Válido é o instrumento de mandato com prazo determinado que contém 
cláusula estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da 
demanda (§ 4º do art. 105 do CPC de 2015). (ex -OJ nº 312 da SBDI-1 - DJ 
11.08.2003) 
II – Se há previsão, no instrumento de mandato, de prazo para sua juntada, 
o mandato só tem validade se anexado ao processo o respectivo 
instrumento no aludido prazo. (ex-OJ nº 313 da SBDI-1 - DJ 11.08.2003) 
III - São válidos os atos praticados pelo substabelecido, ainda que não haja, 
no mandato, poderes expressos para substabelecer (art. 667, e parágrafos, 
do Código Civil de 2002). (ex-OJ nº 108 da SBDI-1 - inserida em 
01.10.1997) 
 
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IV - Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento 
é anterior à outorga passada ao substabelecente. (ex-OJ nº 330 da SBDI-1 - 
DJ 09.12.2003) 
V – Verificada a irregularidade de representação nas hipóteses dos itens II e 
IV, deve o juiz suspender o processo e designar prazo razoável para que 
seja sanado o vício, ainda que em instância recursal (art. 76 do CPC de 
2015). 
 
 
 
Atenção: Art. 104 do CPC: para evitar decadência, prescrição ou ato urgente: 
ato condicional (prazo 15 dias, prorrogável por mais 15). Não se aplica fase recursal. 
 
Cuidado se a questão versar sobre a juntada de procuração na fase recursal, 
pois para tanto deve-se observar o que determina a súmula 383 do TST: 
 
RECURSO. MANDATO. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO. CPC 
DE 2015, ARTS. 104 E 76, § 2º (nova redação em decorrência do CPC de 
2015) - Res. 210/2016, DEJT divulgado em 30.06.2016 e 01 e 04.07.2016 
I – É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada 
aos autos até o momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em 
caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), admite-se que o advogado, 
independentemente de intimação, exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) 
dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual período mediante 
despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e 
não se conhece do recurso. 
II – Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, 
em procuração ou substabelecimento já constante dos autos, o relator ou o 
órgão competente para julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) 
dias para que seja sanado o vício. Descumprida a determinação, o relator 
não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente, ou 
determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência 
couber ao recorrido (art. 76, § 2º, do CPC de 2015). 
 
 
Assim: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NÃO PODE: 
 PODE: 
EXCEÇÃO 
 (ART. 104 do CPC) 
Recurso por advogado sem 
procuração na fase recursal. 
 
Se for mandato tácito. 
 
5 DIAS prorrogáveis por igual 
período. 
 
 
27 
 
5.3 Honorários advocatícios 
 
Até a entrada em vigor da Lei 13.467/17 os honorários não derivavam da mera 
sucumbência, pois a Súmula 219 do TST estabelecia que eram requisitos: estar 
assistido por advogado do sindicato e receber salário não superior ao dobro do 
mínimo legal. 
Atualmente o tema é disciplinado pelo artigo 791-A da CLT, que dispõe que o 
advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de 
sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% 
(quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito 
econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da 
causa. 
Ademais, o parágrafo 1o refere que os honorários são devidos também nas 
ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou 
substituída pelo sindicato de sua categoria. 
Ao fixar os honorários, o juízo observará: 
 I - o grau de zelo do profissional; 
 II - o lugar de prestação do serviço; 
 III - a natureza e a importância da causa; 
 IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu 
serviço. 
Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de 
sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários. 
Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, 
ainda que em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as 
obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de 
exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos dois anos subsequentes ao 
trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar que deixou de 
existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de 
gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do 
beneficiário. 
São devidos honorários de sucumbência na reconvenção. 
 
 
 
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Atenção! Lembrar que, conforme IN 41 do TST: Art. 6º Na Justiça do Trabalho, 
a condenação em honorários advocatícios sucumbenciais, prevista no art. 791-A, e 
parágrafos, da CLT, será aplicável apenas às ações propostas após 11 de novembro 
de 2017 (Lei nº 13.467/2017). Nas ações propostas anteriormente, subsistem as 
diretrizes do art. 14 da Lei nº 5.584/1970 e das Súmulas nºs 219 e 329 do TST. 
 
5.4 Assistência judiciária gratuita e Justiça Gratuita 
 
a) Assistência Judiciária: direito da parte de ter um advogado do Estado 
gratuitamente. No Processo do Trabalho, a Assistência Judiciária Gratuita está 
disciplinada no art. 14, § 1º, da Lei n. 5.584/70: 
 
Art. 14 da Lei n. 5.584/70 - Na Justiça do Trabalho, a assistência judiciária 
a que se refere a Lei nº 1.060, de 5 de fevereiro de 1950, será prestada pelo 
Sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador. 
§ 1º A assistência é devida a todo aquele

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