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65 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Unidade II 5 SISTEMAS PARA O COMÉRCIO EXTERIOR Com o avanço da tecnologia, as atividades do cotidiano ficaram muito mais simples e rápidas. Uma conta, por exemplo, pode ser paga por meio de alguns toques na tela do celular. E as vantagens também chegaram ao comércio exterior. Apesar de a burocracia ainda atrapalhar boa parte dos processos, alguns sistemas foram criados justamente para diminuir esse obstáculo e tornar algumas operações mais fáceis. Destacam‑se as seguintes vantagens do sistema: • harmonização de conceitos e uniformização de códigos e nomenclaturas; • ampliação dos pontos de atendimento; • eliminação de coexistências de controles e sistemas paralelos de coleta de dados; • simplificação e padronização de documentos; • diminuição significativa do volume de documentos; • agilidade na coleta e processamento de informações por meio eletrônico; • redução de custos administrativos para todos os envolvidos no sistema; • crítica de dados utilizados na elaboração das estatísticas de comércio exterior. Vamos verificar aqui as operações mais importantes. 5.1 Siscomex – Histórico Conforme o site da Receita Federal (BRASIL, 2019), o Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex é um instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior. Este instrumento de controle das movimentações do comércio exterior brasileiro foi instituído pelo decreto n. 660, de 25 de setembro de 1992, e se constituiu em um grande avanço, ao informatizar todo o processamento administrativo relativo às exportações, que era realizado por meio de declarações em papel, carimbos e assinaturas. O sistema também inovou ao criar um fluxo único de informações, permitindo um enorme ganho em confiabilidade e rápido acesso a informações estatísticas, em que todos os intervenientes, públicos e GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 66 Unidade II privados, registram informações, declarações em sucessivas etapas, conforme fluxograma estabelecido, padronizando os procedimentos. A partir de 1993, com a criação do Siscomex, todo o processamento administrativo relativo às exportações foi informatizado, sendo que as operações passaram a ser registradas via Sistema e analisadas on‑line pelos órgãos que atuam em comércio exterior, tanto os chamados órgãos “gestores” (Secex, RFB e Bacen) como os órgãos “anuentes”, que atuam apenas em algumas operações específicas (Ministério da Saúde, Departamento da Polícia Federal, Comando do Exército etc.). O módulo importação entrou no ar em 1º de janeiro de 1997, a fim de que as operações que necessitam de licenciamento de importação pudessem ser efetuadas. O sistema tem sido constantemente aprimorado, tendo incorporado o módulo Drawback Eletrônico, em novembro de 2001. Em 2007 e 2008 foram lançados, respectivamente, o Drawback Suspensão Web e o Drawback Verde‑Amarelo Web, que estão vinculados ao Siscomex Exportação e Importação e cujos dados servem de apoio para a efetivação e baixa do ato concessório. Em 6 de agosto de 2012, entrou em produção o Siscomex Importação Web, trazendo uma série de funcionalidades e facilidades da nova plataforma. Conforme novas imposições foram surgindo, novos sistemas foram sendo criados e integrados ao Siscomex, tendo como exemplo o Siscomex Drawback Web, para a concessão dos regimes especiais de drawback, e do Siscomex Carga, destinado à assistência aduaneira das cargas que ingressam no Brasil pela via marítima. Outros foram modernizados, como o Siscomex Exportação. Objetivando concentrar o acesso aos sistemas e às informações de comércio exterior, melhorando os esquemas burocráticos, foi criado, com a participação direta dos anuentes e usuários, o site Portal Siscomex. Nele o usuário pode acessar diversos dados, serviços e estatísticas do comércio exterior, assim como ser direcionado para os sites de todos os participantes do sistema. Segundo a Receita Federal, O Programa Portal Único de Comércio Exterior preza por entregas rápidas e parciais de soluções que agreguem valor ao setor privado e público. Por isso decidiu‑se utilizar a metodologia ágil de desenvolvimento de software. Em trabalho conjunto entre Serpro, Secex e RFB, foi escolhida a metodologia ágil Scrum, dentre as várias existentes no mercado. As entregas relacionadas a seguir são previsões levantadas no evento de descoberta (Inception), comum a metodologia ágil, logo pode haver mudança de planos e prazos, pois o conhecimento e a complexidade sobre os produtos entregues (Release) são aprimorados no decorrer do desenvolvimento das soluções (Sprint). Em operação desde Maio/2019: Integração do Portal Único ao GovData: trata‑se de solução fundamental destinada à extração de relatórios gerencias das operações de comércio GEOVANE Sticky Note 67 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR exterior cursadas por meio do portal único com as finalidades de: alimentação de mecanismos de gestão de riscos; execução de procedimentos de auditoria após a liberação das cargas; elaboração de indicadores de desempenho. Anexação de documentos no sistema Trânsito: apresentação da documentação de trânsito aduaneiro pelo módulo anexação de documentos, não sendo mais necessária a entrega em papel nas unidades locais. Quebra de Jurisdição e RVF na Exportação: implantação do sistema de quebra de jurisdição no despacho aduaneiro e início do uso do Relatório de Verificação Física na DUE, ambos em fase piloto. Entrará em operação em Agosto/2019: Cadastro de peritos: este cadastro é a base para a futura produção de laudos necessários ao desembaraço aduaneiro, em hipóteses de canal vermelho. A solução trará transparência à designação do perito, visto que será de conhecimento público a relação daqueles habilitados a atuar na região. Futuramente, o cadastro minimizará a intervenção humana nesse processo mediante designação aleatória, por meio do Portal Único, do perito encarregado da emissão do laudo, com base no cadastro de peritos habilitados em cada unidade da RFB. Exportação consorciada: desenvolvimento de solução na Declaração Única de Exportação para permitir exportações em hipóteses em que há a necessidade de se declarar mais de um exportador para uma mesma mercadoria, a chamada exportação consorciada. Trata‑se, por exemplo, de caso em que um mesmo bem é constituído a partir de componentes produzidos por mais de um exportador, como certas exportações de ônibus, no qual o chassi pode ter um produtor/exportador e a carroceria outro, sob encomenda de um mesmo importador estrangeiro. Anexação de documentos no sistema Remessa Expressa de Importação: apresentação de documentação das importações realizadas na modalidade remessa expressa pelo módulo anexação de documentos, não sendo mais necessária a entrega em papel nas unidades locais. Integração de sistemas dos Anuentes com o Siscomex LI: Integração dos sistemas dos órgãos anuentes com o módulo de Licenciamento de Importação do Siscomex, via WebService, para fins de consulta e deferimento de licenças de importação (LI) de forma automatizada. Possibilitará aos analistas que hoje acessam dois sistemas para emitir uma licença, possam trabalhar apenas no sistema de gestão interna do órgão, automatizando o deferimento do pleito no Siscomex LI. Anvisa e Mapa, além de integrarem 68 Unidade II seus sistemas com a LI, também estão desenvolvendo ferramentas de gestão de risco, logo estarão automatizadas tanto a análise do órgão anuente como o deferimento da LI no Siscomex. Há negociações com Exército e Inmetro. Entrará em operação em Outubro/2019: Gestão de riscos para inspeção de embalagens de madeira na importação: integração entre sistemas atuais para emprego de gestão de riscos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na inspeção de cargas transportadas com emprego de embalagens de madeira.A recepção antecipada dos dados da carga, já viabilizada, permitirá ao órgão selecionar antes do ingresso no Brasil as cargas que deverão ser inspecionadas, agilizando a liberação das demais. A melhoria será implantada ainda com emprego do Siscomex atual, em projeto piloto, sendo progressivamente expandida ao longo de 2019. Entrará em operação em Dezembro/2019 (Homologação)‑ Fevereiro/2020 (Produção): Cancelamento e Retificação da Declaração Única de Importação: a Duimp atual permite apenas o registro pelo importador, o que viabiliza o seu emprego em etapa piloto ao viabilizar o despacho aduaneiro nas hipóteses em que não houver erros ou alterações nas condições da importação declarada. Contudo, para o uso regular do instrumento, faz‑se necessária solução que permita a retificação ou o cancelamento da declaração na hipótese de alguma divergência ou inadequação das informações declaradas. Trata‑se de solução essencial para o emprego efetivo da Duimp para o despacho aduaneiro de importações. Controle da carga aérea no Portal Único: desenvolvimento de soluções no módulo de Controle de Carga e Trânsito (CCT) do Portal Único, para permitir o controle de cargas aéreas por parte dos transportadores, em substituição ao atual sistema Mantra. A nova solução também permitirá o emprego de padrões internacionais para o documento, reduzindo custos de conformidade para os transportadores. Diante das limitações do sistema antigo, há prioridade no desenvolvimento da nova solução. Deverá ser desenvolvido mecanismo de integração do CCT com a atual declaração de importação, de modo a permitir ganhos imediatos. Anexação de documentos mediante serviço: desenvolvimento de webservice que permita às empresas anexarem documentos aos processos de comércio exterior por meio de sistemas em substituição ao processo manual em tela. Trará facilidade no cumprimento de exigências documentais, em especial para empresas que contam com grande número de transações de 69 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR comércio exterior. Catálogo de produtos: conclusão de implantação do Catálogo de Produtos com possível integração a DUE e à Ferramenta de Auxílio à Classificação Fiscal (Classif). Será possível múltiplos Fabricantes Estrangeiros por produto, atendendo a necessidade levantada pelas Tradings Companies. Pagamento Centralizado de Comércio Exterior (PCCE): implantação de pagamento integral ou parcial de ICMS de importações realizadas por Duimp, de forma integrada e automatizada ao novo processo de importação, com liberação automatizada das mercadorias dos recintos alfandegários (BRASIL, [s.d.]). Saiba mais Para informações adicionais acerca do Siscomex‑Portal Único, acesse: BRASIL. Portal Único Siscomex. O portal Siscomex – mais informações. [s.d.]i. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/conheca‑o‑portal/ o‑que‑e‑portal‑siscomex/O_Portal_Siscomex>. Acesso em: 10 jul. 2019. Os módulos do Siscomex têm como principais usuários: • Aduana: AFRFB, ATRFB e outros servidores aduaneiros. • Secretaria de Comércio Exterior – Secex, Banco Central do Brasil – Bacen e anuentes: atuam no controle administrativo e cambial. • Importador e exportador. • Depositário: responsável pelo recinto alfandegado (RA), fiel depositário das cargas sob controle aduaneiro. • Transportador: transportador de cargas do percurso internacional e/ou transportador de trânsito aduaneiro. 5.2 Portal único de comércio exterior O Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Receita Federal do Brasil, que visam à reformulação dos processos de exportação, importação e trânsito aduaneiro, e buscam estabelecer processos mais eficientes e integrados entre todos os envolvidos no comércio exterior. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 70 Unidade II Com essa reformulação, busca‑se estabelecer processos mais eficientes, harmonizados e integrados entre todos os intervenientes públicos e privados no comércio exterior. Da reformulação dos processos, o Programa Portal Único passa ao desenvolvimento e integração dos fluxos de informações correspondentes a eles e dos sistemas informatizados encarregados de gerenciá‑los. Assim, o Programa Portal Único de Comércio Exterior nasce baseado em três pilares: Programa Portal Único Integração dos intervenientes Redesenho dos processos Tecnologia da informação Figura 21 – Pilares do Programa Portal Único de Comércio Exterior 5.2.1 Integração O primeiro pilar é a integração entre os atores do comércio exterior. Tem‑se, primeiramente, a cooperação entre os intervenientes de governo e do setor privado para o planejamento e desenvolvimento do Programa Portal Único. Formou‑se uma grande estrutura de governança, sob coordenação conjunta da Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Secretaria de Comércio Exterior e sob supervisão da Casa Civil. Essa estrutura compreende os órgãos de governo que atuam no comércio exterior. São eles: • Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB); • Secretaria de Comércio Exterior (Secex); • Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento; • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); • Agência Nacional do Cinema (Ancine); • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); • Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); • Câmara de Comércio Exterior (Camex); • Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN); GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 71 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); • Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz); • Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); • Departamento de Polícia Federal (DPF); • Exército Brasileiro; • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); • Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); • Instituto Brasileiro do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); • Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI); • Ministério da Defesa; • Ministério das Relações Exteriores (MRE); • Ministério da Infraestrutura; • Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A integração cooperativa do setor privado com o programa, mediante entidades representantes dos diferentes intervenientes privados nas operações de comércio exterior (importadores, exportadores, despachantes aduaneiros, transportadores, depositários, terminais portuários etc.), é fundamental, visto serem eles os beneficiários das melhorias que o Programa Portal Único trouxe. A figura a seguir é uma ilustração dessa ideia: Conhecimento das necessidades Co m pa rt ilh am en to Dados Informações Metodologias Ferramentas Inteligência Figura 22 – Integração entre órgãos intervenientes no comércio exterior No site do Ministério da Economia (BRASIL, [s.d.]b), o governo afirma que: GEOVANE Sticky Note 72 Unidade II No desenvolvimento da integração, a etapa inicial é o simples compartilhamento de dados, aqueles presentes nos sistemas e documentos de comércio exterior, entre os intervenientes. Com a evolução da mútua compreensão das necessidades das partes envolvidas, tendo em vista os objetivos de cada uma, podem‑se identificar quais informações podem ser compartilhadas entre os órgãos, de modo a facilitar para cada um o exercício de suas competências. Por informações, entendem‑se aqui os conjuntos de dados apresentados de forma organizada. Com base no conhecimento do que há de comum nas atividades dos órgãos, pode‑se passar ao compartilhamento de metodologias de trabalho, trazendo maior previsibilidade aos operadores. O compartilhamento de metodologias leva ao compartilhamentodas ferramentas destinadas à implementação dessas metodologias. Se dois ou mais órgãos contam com o mesmo tipo de necessidade de controle (inspeção física, por exemplo) e partilham a mesma metodologia para executá‑lo, convém a todos o emprego do mesmo instrumento, um sistema de TI, por exemplo, para esse fim. Toda essa evolução conduz à última etapa: a integração da inteligência. Com base na ampla difusão de dados e informações entre os agentes, aliada ao uso de metodologias uniformes e ferramentas de gestão compartilhadas, é possível a criação de sistemas de inteligência capazes de identificar irregularidades nas operações a partir de critérios de controle e autorização de diversos órgãos, desde fraudes tributárias até o descumprimento de regulamentos técnicos e normas ambientais. 5.2.2 Redução de prazos e custos Conforme o Banco Mundial (2017) o projeto Doing Business mede, analisa e compara as regulamentações aplicáveis às empresas e o seu cumprimento em 190 economias e cidades selecionadas nos níveis subnacional e regional, e apresenta índices que permitem a comparação da qualidade das regulamentações de negócios de diversos países. Pelos dados constantes no referido site, com relação ao tempo para exportar, em conformidade com obrigações na fronteira (horas), o Brasil perde 49 horas a um custo de US$ 862,00. Esses números fazem com que o Brasil figure na 109ª posição na classificação relativa à facilidade para fazer negócios, à frente da Argentina, que está classificada na 119ª posição. Saiba mais Caso queira conhecer a metodologia e os comparativos entre países, acesse: BANCO MUNDIAL. Sobre o Projeto Doing Business. Doing business, 2017. Disponível em: <http://portugues.doingbusiness.org/about‑us>. Acesso em: 2 jul. 2019. GEOVANE Sticky Note 73 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR 5.2.3 Simplificação O portal único funciona como interface única entre governos e operadores privados, concentrando em um único ponto as exigências e os serviços dos diversos órgãos intervenientes. A figura a seguir ilustra a estrutura dos processos de comércio exterior. As setas verdes indicam as informações prestadas pelos operadores privados e as vermelhas apresentam as respostas e exigências dos órgãos de governo: Anuências prévias Inspeção no porto Logística portuária Inspeção coordenada com base em análise de riscos Exportador Importador Transportador Figura 23 – Estrutura dos processos de comércio exterior 5.3 Anuente web Os órgãos governamentais intervenientes no Siscomex classificam‑se como: • Gestores: responsáveis pela administração, manutenção e aprimoramento do sistema dentro de suas respectivas áreas de competência. São eles: — Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), responsável pelas áreas aduaneira e tributária; — Secretaria de Comércio Exterior (Secex), responsável pela área administrativa; — Banco Central do Brasil (Bacen), responsável pelas áreas financeira e cambial. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 74 Unidade II • Anuentes: são todos os órgãos que necessitam efetuar uma análise complementar, dentro de sua área de competência, de determinadas operações de exportação, e são responsáveis pela autorização do processo de importação/exportação na etapa administrativa/comercial, de determinados bens, como: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério da Saúde e Ibama, entre outros. Estão interligados ao Siscomex, de modo a tornar mais ágil essa análise. Desse modo, para que a operação se torne efetiva, é necessário, em alguns casos, o estabelecimento de normas específicas por parte dos órgãos anuentes. Como exemplo, temos a exportação de material radiativo que necessita da anuência da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), assim como a exportação de remédios, que está sujeita à anuência do Ministério da Saúde. Essas relações não substituem a consulta ao Tratamento Administrativo do Siscomex para verificação do sistema administrativo aplicado às mercadorias. As respectivas siglas constantes das relações são relativas aos órgãos conforme segue: — Ancine: Agência Nacional do Cinema; — Aneel: Agência Nacional de Energia Elétrica; — ANP: Agência Nacional de Petróleo; — Anvisa: Agência Nacional de Vigilância Sanitária; — CNEN: Comissão Nacional de Energia Nuclear; — Comexe: Comando do Exército; — Decex: Departamento de Operações de Comércio Exterior; — DNPM: Departamento Nacional de Produção Mineral; — DPF: Departamento de Polícia Federal; — ECT: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; — Ibama: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; — Inmetro: Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial; — Mapa: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; — MCT: Ministério da Ciência e Tecnologia; — Suframa: Superintendência da Zona Franca de Manaus. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note Anotar sem espaçamento de linha, apenas para conhecimento de SIGLAS.� 75 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR 5.4 Cadastro aduaneiro O cadastro de despachantes aduaneiros e ajudantes de despachante aduaneiro no sistema de cadastro dos intervenientes do comércio exterior na Receita Federal, que é considerado o representante legal perante o Siscomex, é a pessoa física autorizada por importador/exportador (pessoa física ou pessoa jurídica) para atuar em seu nome, no exercício das atividades relacionadas com o despacho aduaneiro. De acordo com a Instrução Normativa RFB n. 1.603, de 15 de dezembro de 2015, publicada no Diário Oficial da União em 16 de dezembro de 2015, poderá ser credenciado a operar o Siscomex como representante legal: • despachante aduaneiro; • dirigente ou empregado da pessoa jurídica representada; • empregado de empresa coligada ou controlada da pessoa jurídica representada; • funcionário ou servidor especificamente designado, nos casos de órgão da administração pública direta, autarquia e fundação pública, órgão público autônomo, organismo internacional e outras instituições extraterritoriais. 5.5 Cadastro de empresa exportadora/renovação Após a habilitação do responsável legal pela pessoa jurídica na Receita Federal, este poderá credenciar no Siscomex as pessoas físicas que atuarão como representantes da empresa para a prática dos atos relacionados com o despacho aduaneiro. • Pessoa jurídica: o credenciamento e o descredenciamento de representantes da pessoa jurídica para a prática das atividades relacionadas com o despacho aduaneiro no Siscomex serão efetuados diretamente no sistema pelo respectivo responsável legal habilitado, no módulo “Cadastro de Representante Legal” do Siscomex. • Pessoa física: o credenciamento e o descredenciamento de representante de pessoa física poderão ser feitos na forma mencionada ou mediante solicitação para a Unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil responsável pelo despacho aduaneiro, com a indicação do despachante aduaneiro, acompanhado do respectivo instrumento de outorga de poderes. Cabe lembrar que pessoa física não poderá importar mercadorias em quantidades que revelem prática de comércio. Para importações de mercadorias destinadas ao comércio, procedentes do Paraguai por via terrestre, entre os municípios de Ciudad Del Este (Paraguai) e Foz do Iguaçu (Brasil), realizadas por Microempreendedor Individual (MEI), é possível a utilização do Regime de Tributação Unificada (RTU), de acordo com regras próprias de inscrição no regime, e conforme a Lei n. 11.898, de 8 de janeiro de 2009. Outras operações de importação ou exportação de mercadorias com destinação comercial devem ser realizadas por pessoa jurídica previamente habilitada no Siscomex. Segundo a Lei n. 11.898, de 8 de janeiro de 2009, GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE StickyNote GEOVANE Sticky Note 76 Unidade II Art. 2º O Regime de que trata o art. 1º desta Lei permite a importação, por via terrestre, de mercadorias procedentes do Paraguai, mediante o pagamento unificado de impostos e contribuições federais incidentes na importação, observado o limite máximo de valor das mercadorias importadas por habilitado, por ano‑calendário, fixado pelo Poder Executivo, bem como o disposto no art. 7º desta Lei. Parágrafo único. A adesão ao regime é opcional e será efetuada na forma estabelecida pelo Poder Executivo (BRASIL, 2009d). O artigo 7º da mesma lei diz que: Art. 7º Somente poderá optar pelo Regime de que trata o art. 1º desta Lei a microempresa optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES NACIONAL, de que trata a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. § 1º Ao optante pelo Regime não se aplica o disposto no art. 56 da Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. § 2º A operação de importação e o despacho aduaneiro poderão ser realizados pelo empresário ou pelo sócio da sociedade empresária, por pessoa física nomeada pelo optante pelo Regime ou por despachante aduaneiro. § 3º A Secretaria da Receita Federal do Brasil disciplinará os termos e condições de credenciamento das pessoas de que trata o § 2º deste artigo (BRASIL, 2009d). O interessado, pessoa física ou jurídica, somente poderá ser representado para exercer atividades relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias: • por intermédio do despachante aduaneiro; • pessoalmente, se pessoa física; • se pessoa jurídica, também mediante: — dirigente; — empregado; — funcionário ou servidor especificamente designado, no caso de órgão da administração pública, missão diplomática ou representação de organização internacional. 77 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Consequentemente, somente tais pessoas podem ser credenciadas como representantes do interessado para atuar em seu nome no Siscomex, conforme os artigos 808 e 809 do Decreto n. 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior, que diz: Art. 808. São atividades relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias, inclusive bagagem de viajante, na importação, na exportação ou na internação, transportadas por qualquer via, as referentes a: I ‑ preparação, entrada e acompanhamento da tramitação e apresentação de documentos relativos ao despacho aduaneiro; II ‑ subscrição de documentos relativos ao despacho aduaneiro, inclusive termos de responsabilidade; III ‑ ciência e recebimento de intimações, de notificações, de autos de infração, de despachos, de decisões e de outros atos e termos processuais relacionados com o procedimento de despacho aduaneiro; IV ‑ acompanhamento da verificação da mercadoria na conferência aduaneira, inclusive da retirada de amostras para assistência técnica e perícia; V ‑ recebimento de mercadorias desembaraçadas; § 1º Somente mediante cláusula expressa específica do mandato poderá o mandatário subscrever termo de responsabilidade em garantia do cumprimento de obrigação tributária, ou pedidos de restituição de indébito ou de compensação. § 2º A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá dispor sobre outras atividades relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias. Art. 809. Poderá representar o importador, o exportador ou outro interessado, no exercício das atividades referidas no art. 808, bem assim em outras operações de comércio exterior (BRASIL, 2009a). Saiba mais Para verificação de como proceder a habilitação para utilizar o Siscomex, acesse: BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria da Receita Federal. Instrução normativa RFB n. 1.676, de 2 de dezembro de 2016. Brasília, 2016a. Disponível em: <http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link. action?visao=anotado&idAto=79022>. Acesso em: 2 jul. 2019. 78 Unidade II 5.6 Credenciamento de pesquisadores – CNPq Antes de iniciar o planejamento de uma importação, é necessário definir quem será o responsável pela importação: • Instituição: podem solicitar o credenciamento instituições sem fins lucrativos, ou fundações de apoio ativas no fomento, na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica ou tecnológica para proceder a importação de bens, em conformidade com a lei. • Pesquisador: podem solicitar o credenciamento pesquisadores com título de doutor ou perfil científico ou tecnológico equivalente, vinculados às instituições credenciadas pelo CNPq ou que preencham os requisitos para o credenciamento. Uma vez definido o responsável pela importação, deve‑se verificar se ele está com o credenciamento válido no CNPq, nos termos da Lei n. 8.010, de 29 de março de 1990: Art. 1º São isentas dos impostos de importação e sobre produtos industrializados e do adicional ao frete para renovação da marinha mercante as importações de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, bem como suas partes e peças de reposição, acessórios, matérias‑primas e produtos intermediários, destinados à pesquisa científica e tecnológica. § 1º As importações de que trata este artigo ficam dispensadas do exame de similaridade, da emissão de guia de importação ou documento de efeito equivalente e controles prévios ao despacho aduaneiro. § 2º O disposto neste artigo aplica‑se somente às importações realizadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ‑ CNPq, por cientistas, por pesquisadores, por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação ‑ ICT e por entidades sem fins lucrativos ativos no fomento, na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica e tecnológica, de inovação ou de ensino e devidamente credenciados pelo CNPq. (Redação dada pela Lei n. 13.322, de 2016) Art. 2º O Ministro da Fazenda, ouvido o Ministério da Ciência e Tecnologia, estabelecerá limite global anual, em valor, para as importações mencionadas no art. 1º. § 1º Não estão sujeitas ao limite global anual: a) as importações de produtos, decorrentes de doações feitas por pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras, destinados ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia; e GEOVANE Sticky Note 79 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR b) as importações a serem pagas através de empréstimos externos ou de acordos governamentais destinados ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia. § 2º A quota global de importações será distribuída e controlada pelo CNPq que encaminhará, mensalmente a) à Secretaria da Receita Federal (SRF) relação das entidades e pessoas físicas importadoras, bem como das mercadorias autorizadas, valores e quantidades; b) à Secretaria de Comércio Exterior ‑ SeCEx, para fins estatísticos, relação dos importadores e o valor global, por pessoa física ou jurídica, das importações autorizadas (BRASIL, 1990). 5.7 Comércio de diamantes – DNPM O Sistema Cadastro Nacional do Comércio de Diamantes – CNCD visa ao cadastramento de produtores e comerciantes de diamantes brutos em território nacional, ao controle das declarações de produção e venda no mercado interno e ao gerenciamento dos requerimentos de Certificado do Processo de Kimberley (CPK). Implantado no Brasil em 2003, o Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (SCPK) é um mecanismo internacional que visa evitar que diamantes ilegais possam financiar conflitos armados e desacreditar o mercado legítimo de diamantes brutos. Para atender aos objetivos do SCPK, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) instituiu o monitoramento e o controle do comércio e da produção de diamantes brutos em território nacional por meio do CNCD e do Relatório de Transações Comerciais (RTC). 5.8 Vicomex – Visão integrada do comércio exterior O sistema Visão Integrada do Comércio Exterior – Vicomex é parte integrante do Portal Siscomex,objetiva simplificar o monitoramento das operações de comércio exterior, facilitando a atuação dos intervenientes envolvidos nessas atividades. Ele permite ao importador/exportador e a seus representantes legais, perante o Siscomex, realizarem consultas acerca de suas operações de importação e exportação, em andamento ou já concluídas, com indicação do status atual de cada processo e visualização completa de todas as suas etapas, sem a necessidade de consultas a diversos sistemas. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 80 Unidade II Figura 24 – Sistema Visão Integrada – página inicial Saiba mais É possível simular o tratamento para exportação, através do site: BRASIL. Portal Único Siscomex. Simular tratamento administrativo. [s.d.]j. Disponível em: <https://portalunico.siscomex.gov.br/talpco/#/ simular‑ta?perfil=publico>. Acesso em: 10 jul. 2019. Qualquer pessoa ou empresa (mesmo não habilitada no Siscomex), tem acesso à informação, mediante acesso público. Fornecendo um conjunto mínimo de dados, pode‑se verificar se a operação pretendida está sujeita a licenciamento. Vejamos como fazer uma verificação no sistema para proceder uma exportação normal para a Alemanha, no caso a simulação é com o produto papel, com o NCM 48.01.00.90. 81 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 25 – Simulação de consulta no sistema Ao optar por Simular Tratamento Administrativo, o sistema apresentará a seguinte informação: Figura 26 – Simulação de consulta no sistema 82 Unidade II Note que o sistema, nesta simulação, informa que a “Operação com as características informadas não requer LPCO”. LPCO significa Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos à Exportação. Vejamos agora uma nova simulação, desta vez utilizando o NCM 22.02.10.00 que é de refrigerantes, previsto no Enquadramento Exportação para Uso e Consumo a Bordo, na situação especial, “Embarque antecipado”: Figura 27 – Simulação de consulta no sistema Observe que há o retorno com a informação de que para a operação designada, que solicita o embarque antecipado, o sistema informa que “O código de enquadramento somente pode ser utilizado para operação com situação especial de despacho a posteriori”. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 83 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 28 – Simulação de consulta no sistema Através do Sumário disponível no sistema é possível verificar o NCM de qualquer tipo de mercadoria para exportação ou importação. Vide a figura a seguir: Figura 29 – Sumário do NCM 84 Unidade II Vejamos agora a simulação de uma exportação de revólveres e pistolas, sob o NCM 93.02.00.00 (exceto os das posições 93.03 ou 93.04), em uma exportação normal para o Irã, com a situação de emissão da DU‑E a posteriori. Figura 30 – Simulação de exportação de armas Note que o sistema retorna com as seguintes informações: • Mensagem: mercadoria passível de Imposto de Exportação. Verifique o contido no Anexo XVII da Portaria Secex 23/11. Não requer LPCO e não necessita de anuência prévia pelo Decex. • Requer LPCO: informar número do LPCO (Licença de Produtos da Faixa Vermelha) no item da DU‑E DFPC. DFPC significa Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, órgão do Exército Brasileiro. • Impedimento: o código de enquadramento não pode ser utilizado para operação com situação especial de despacho a posteriori. Note que na linha onde se requer a LPCO – Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos à Exportação, existe um link, no quadro Modelo, com a sigla E00013, que direciona a empresa para o site no qual você faz a visualização de pedido de LPCO. Neste caso, todos os dados no sistema deverão ser preenchidos corretamente, e onde aparece a informação: O presente produto está sujeito a tratamento administrativo do Exército Brasileiro, sendo necessário a anexação dos seguintes documentos: GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 85 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR A. Certificado de Usuário Final ou Autorização/Licença de Importação do país destino; e B. Comprovante de pagamento da taxa de fiscalização de produtos controlado; C. Parecer favorável do Colog, para os casos de arma ou munição ou viatura operacional de valor histórico; e D. Parecer favorável do MRE para a exportação de armas, munições e produtos menos letais (que não estão descritos na DG/PNEMEM) (BRASIL, [s.d.]j). Neste caso, para efetivar a exportação, o interessado deverá enviar um e‑mail para o SFPC2 – Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados – 2ª Região Militar, com o número do RE, dossiê e produto, solicitando a anuência no Siscomex. Saiba mais A fim de obter informações adicionais acerca do Siscomex, acesse: BRASIL. Ministério da Economia. Receita Federal. Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex. Brasília, 2019. Disponível em: <http:// receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao‑e‑exportacao/ sistema‑integrado‑de‑comercio‑exterior‑siscomex>. Acesso em: 2 jul. 2019. 5.9 DU‑E – Declaração única de exportação A funcionalidade Exportações, conforme a Portaria Conjunta RFB/Secex n. 349, de 21 de março de 2017, agora ocorre por meio da Declaração Única de Exportação‑DU‑E. A DU‑E é o novo processo de exportação, que substituiu o Registro de Exportação, o Registro de Crédito, a Declaração Simplificada de Exportação (e a Declaração de Exportação). Trata‑se de um documento preenchido campo a campo. O declarante ou o próprio exportador deverá informar os dados da operação de exportação a partir das informações da Nota Fiscal Eletrônica (NF‑e), sendo verificado pelo sistema o tratamento administrativo do produto ou do tipo da exportação. Uma vez feito o login no Portal Siscomex, o acesso à funcionalidade de “Elaborar DU‑E” se dará acessando‑se Módulo “Exportação” >> “Declaração Única de Exportação” >> “Elaborar DU‑E”. O fluxo básico da exportação agora é feito da seguinte forma: • A DU‑E correspondente a uma ou mais notas fiscais é registrada. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 86 Unidade II • A recepção da carga correspondente à DU‑E é registrada pelo depositário no CCT – Controle de Carga e Trânsito, com base na(s) nota(s) fiscal(is) que amparou(aram) seu transporte até o local de despacho. • Quando toda a carga estiver recepcionada, automaticamente ela será apresentada para despacho e o canal de conferência será determinado. • Após o desembaraço da carga, o depositário registra no CCT sua entrega ao transportador internacional, com base em contêiner ou, se carga solta, no número da DU‑E e na quantidade de volumes por tipo de embalagem ou, se for o caso, na quantidade de veículos ou de granel (por tipo). • O transportador internacional registra a manifestação dos dados de embarque. Quando todos os contêineres ou todos os volumes, por tipo de embalagem, forem manifestados, a carga estará completamente exportada e, não havendo qualquer pendência na DU‑E, ela será averbada. No caso de trânsito aduaneiro, há algumas diferenças: • Após o desembaraço da carga, o depositário registra a entrega da carga a um transportador nacional, baseada em contêiner ou no número da DU‑E, no evento de trânsito nacional entre zonas primárias pelas vias de transporte aéreo e aquaviário, para fins de transbordo ou baldeação no local de embarque ao exterior, ou com base em DAT previamente registrado no CCT pelo transportador, nas demais hipóteses de trânsito; • Após a chegada ao local de embarque no exterior, três situações podem ocorrer: — Um depositário ou operador portuário registra no CCT a recepção da carga com base em contêiner, no número da DUE ou em DAT, conforme o caso, e posteriormente registra no CCT a entrega ao transportador internacional que embarcará a carga para o exterior, baseada em contêiner ou no número da DU‑E; — O transportador que realizou o trânsitonacional entre zonas primárias por via aérea ou aquaviária é o mesmo que levará a carga para o exterior e, por essa razão, não há qualquer registro de recepção ou entrega de carga no local do embarque a ser feito no CCT; ou — Um transportador internacional registra no CCT a recepção da carga do transportador nacional, com base em contêiner, no número da DU‑E ou em DAT, conforme o caso; O transportador internacional registra a manifestação dos dados de embarque e, estando a carga completamente exportada e sem pendências na DU‑E, ocorre a averbação. As regras para habilitação e acesso ao Portal Único permanecem as mesmas do Siscomex/Web. • A Secretaria da Receita Federal do Brasil habilita pessoas jurídicas e pessoas físicas, em diversas modalidades. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 87 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • A Secretaria de Comércio Exterior habilita instituições financeiras, órgãos anuentes e Secretarias de Fazenda estaduais Observação Salientamos que um empregado só pode representar um único estabelecimento de seu empregador. • Responsável: legal para fins de habilitação no Siscomex é o representante da entidade (inclusive de entidade não personificada), observada a natureza jurídica desta, devidamente qualificado conforme a Tabela de Natureza Jurídica x Qualificação do Representante da Entidade da IN RFB n. 1.634 de 6 de 2016. • Representante legal: é aquele nomeado, por meio de instrumento de outorga de poderes (para representar a entidade com poderes restritos e específicos, conforme o art. 11 da IN RFB n. 1.603 de 2015. • Pessoa física: poderão ser nomeados representantes para a prática das atividades relacionadas com o despacho aduaneiro, por meio de instrumento de outorga de poderes (conforme o art. 11 da IN/RFB n. 1.603 de 2015). O despachante aduaneiro poderá ser nomeado como representante da pessoa física para a prática das atividades relacionadas com o despacho aduaneiro. O sistema disponibiliza os campos a seguir a serem preenchidos, conforme o Manual. Figura 31 – Informações básicas para preenchimento da DU‑E A elaboração da DU‑E começa pela informação do “Declarante”. A figura do declarante não deve ser confundida com o usuário que acessa o sistema, nem com o despachante. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 88 Unidade II • Declarante é o CNPJ de quem elabora a DU‑E e acompanha os demais procedimentos aduaneiros. Na maioria dos casos, o declarante é o próprio exportador. • Exportador é o emissor da Nota de Exportação. A forma de exportação pode ser por conta própria (declarante por conta e ordem de terceiros (declarante exportador) e por operador de remessa postal ou expressa (o declarante é uma empresa de remessa postal ou expressa, também conhecidos como “courier”)). Na situação de despacho, temos a seguinte tela: Figura 32 – Informações básicas para preenchimento da DU‑E • Nenhuma: default do sistema, que se aplica à maioria das operações. • DU‑E a posteriori: nos casos em que o registro da operação se dá após a saída da mercadoria do país. São aqueles previstos no art. 102 da IN RFB n. 1.702/17. • Embarque antecipado: neste caso, preenche‑se a DU‑E como “sem nota” e, posteriormente, retifica‑se a DU‑E para incluir a nota fiscal, conforme disposto nos artigos 96 a 101 da IN RFB n. 1.702/17. • Exportação sem saída da mercadoria do país: aplica‑se nos casos de exportação ficta e bens a serem admitidos no regime aduaneiro especial de DAC, hipóteses em que não são preenchidos dados de embarque. Estão previstos no art. 105 da IN RFB n. 1.702/17. Na situação do tipo de documento fiscal, temos a seguinte tela: Figura 33 – Informações básicas para preenchimento da DU‑E GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 89 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR O tipo de documento fiscal ampara as mercadorias a serem exportadas: podendo ser Nota Fiscal Eletrônica (NF‑e), Nota Fiscal Formulário ou sem nota fiscal. No caso das operações realizadas sem nota fiscal, quando se tratar de “Embarque antecipado”, deve‑se escolher opção “Embarque antecipado”. Na mesma tela, temos também a moeda de negociação ou de referência: o sistema disponibilizará lista das moedas para ser escolhida pelo usuário. Quando não há venda de bens, deve‑se informar a “moeda de referência”. E há ainda o campo RUC – Registro único de carga: nele, o usuário poderá criar sua própria RUC, caso não o faça, o sistema a elaborará conforme modelo padrão, o qual será reiniciado anualmente. O formato da RUC atende a uma recomendação da Organização Mundial de Aduanas (OMA) para a Unique Consignment Reference (UCR). Seu formato é <ano><país><exportador><década> <referência do operador> e deve conter no máximo 35 caracteres no total, sendo: • <ano>: o ano em que a RUC é atribuída no Portal Siscomex a uma dada exportação por meio de DU‑E, por exemplo, “7” se atribuída em 2017, “8” se atribuída em 2018, e assim por diante; • <país>: o país onde a RUC foi atribuída. No caso brasileiro, sempre “BR”; <exportador>: trata‑se da identificação do exportador no CNPJ – Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica ou CPF – Cadastro de Pessoa Física, conforme o caso. Se CNPJ, 8 dígitos, e se CPF, 11 dígitos; • <década>: a década do ano em que a RUC é atribuída no Portal Siscomex a uma dada exportação por meio de DU‑E, por exemplo, “1” se atribuída em 2017, “2” se atribuída em 2020, e assim por diante; • <referência>: uma série única de caracteres que pode ser atribuída pelo exportador/declarante ou, se ele não o fizer, pelo sistema. A <referência> deve conter de 1 a 23 caracteres, caso seja CNPJ, e no máximo 20 caracteres, caso seja CPF. Cabe salientar que o principal objetivo da Unique Consignment Reference ‑ UCR é definir um mecanismo genérico que tenha flexibilidade suficiente para lidar com os cenários mais comuns que ocorrem no comércio internacional. A base do UCR é maximizar o uso de referências existentes de fornecedor, cliente e transporte. O conceito de UCR está na necessidade fundamental das autoridades aduaneiras de facilitar o comércio internacional legítimo, enquanto, ao mesmo tempo, fornece controles efetivos. Posteriormente, temos a tela de Local de Despacho e Embarque, conforme figura a seguir: GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 90 Unidade II Figura 34 – Informações básicas para preenchimento da DU‑E Os campos a serem preenchidos são: • Unidade da RFB: o usuário deverá preencher o campo escolhendo um dos códigos da Tabela de Unidades da RFB. • Recinto aduaneiro: o usuário deverá preencher o campo escolhendo um dos códigos da Tabela de Recintos Aduaneiros. • Despacho fora de recinto: o usuário deve indicar a unidade da RFB, o CNPJ ou CPF do responsável pelo local de despacho, as coordenadas geográficas do local de despacho e o endereço. • Embarque/Transposição de Fronteira fora de Recinto: o usuário deve indicar a unidade da RFB e a referência do endereço. • Despacho domiciliar: pode ocorrer em qualquer local do território nacional autorizado pela RFB ou em legislação específica. Neste caso, o responsável pelo local é sempre o exportador. Na mesma tela temos os complementos a serem informados, como a via especial de transporte na qual o declarante escolhe entre as opções disponíveis conforme lista a seguir: meios próprios, dutos, 91 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR linhas de transmissão, em mãos, por reboque ou transporte vicinal fronteiriço (está contíguo, muito próximo, vizinho); e as Informações Complementares, que são opcionais e de livre preenchimento pelo declarante (600 caracteres). Figura 35 – Informações básicas para preenchimento da DU‑E Concluído o preenchimento, o usuário deve clicar em “Avançar” para passar para o Passo 2, conforme figura na sequência: Figura 36 – Informações básicas para preenchimento daDU‑E Nesta tela, o usuário informará o número da chave de acesso da Nota Fiscal Eletrônica que possui 44 caracteres, clicando em seguida no botão “Adicionar”. Após incluir todas as NF‑e, ele deverá clicar em “Avançar” para passar para a tela seguinte. O sistema importará os dados da NF‑e, sendo que: • A NF‑e deverá conter todos os CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações, das entradas e saídas de mercadorias, intermunicipal e interestadual. Trata‑se de um código numérico que identifica a natureza de circulação da mercadoria ou a prestação de serviço de transporte) de seus itens iniciados pelo numeral 7. • A NF‑e deverá estar na situação “autorizada”. • Todas as NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) da NF‑e devem existir na tabela. • O campo de unidade tributável de cada item da NF‑e deve ser preenchido com a unidade de medida estatística da NCM, conforme Nota Técnica 2016.003 do Encat/RFB – Projeto Nota Fiscal Eletrônica. • O país do importador deve ser o mesmo para todas as notas adicionadas. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 92 Unidade II O usuário poderá clicar no ícone “excluir” conforme o símbolo de uma lixeira ( ) caso decida não utilizar uma das notas fiscais adicionadas. Observe que a nota não poderá ser excluída após o detalhamento dos itens, somente até este passo. O usuário conseguirá também optar por “Retornar” para voltar ao Passo 1, a fim de retificar dados que tenham sido inscritos incorretamente. O passo 3 é o detalhamento dos itens, quando o sistema irá listar as notas fiscais adicionadas para o usuário completar os dados de comércio exterior, por item de DU‑E, os quais são criados a partir dos elementos de cada uma das notas fiscais. O usuário deverá clicar no ícone ( ) para completar o detalhamento dos dados do item. • Tratamento prioritário: a DU‑E permite tratamento prioritário por item, nas condições em que o declarante escolhe entre as opções disponíveis como: nenhuma, carga viva, carga perecível, carga perigosa, partes/peças de aeronave, lembrando que a NCM e a descrição informada na nota migram para os itens da DU‑E; se houver atributos vinculados à NCM, deve preencher conforme as opções disponíveis; e que o texto do subitem da NCM é o texto da posição da NCM. Há dados que migram das notas fiscais adicionadas: CNPJ/CPF e nome do exportador, código da NCM, texto da posição da NCM; descrição da mercadoria preenchida na nota (até 120 caracteres), unidade de medida estatística e comercializada, quantidade na unidade de medida estatística e comercializada, nome e endereço do importador. Os campos que não migram da nota devem ser preenchidos, sendo que aqueles de preenchimento obrigatório estão marcados com (*). • Descrição Complementar da Mercadoria: neste campo a mercadoria pode ser mais detalhada, se houver necessidade (até 600 caracteres). • Peso Líquido Total (kg) do Item da DU‑E: o declarante informa o peso líquido total do item da DU‑E, sendo que o sistema irá somar os pesos de todos os itens. Observe que o valor em reais que migra para a DU‑E considera os números contidos na nota (despesas de frete, seguro, outras e desconto). • Comissão de Agente: se houver comissão de agente na operação, o declarante deverá preencher o percentual de acordo com os limites estabelecidos pela Secex: capítulos 1 a 24 do Sistema Harmonizado (até 10%, capítulos 25 a 83 do Sistema Harmonizado (até 15%) e os capítulos 84 a 97 do Sistema Harmonizado (até 20%). • Condição de Venda: o declarante preenche conforme termos negociados com o importador (Incoterm – International Commercial Terms, ou traduzido como Termos Internacionais de Comércio). • Valor da Mercadoria na Condição de Venda (VMCV): o declarante informa o valor da mercadoria na condição de venda e na moeda negociada. • Valor da Mercadoria no Local de Embarque (VMLE): o declarante informa o valor da mercadoria no local de embarque e na moeda negociada. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 93 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Enquadramento: cada item de DU‑E pode conter até 4 códigos de enquadramentos, sendo o relacionamento entre eles validado pelo sistema no envio dos dados para registro da DU‑E; • CCPTC/CCROM: CCPTC é o “Certificado de Cumprimento de Política Tarifária Comum” e CCROM é o “Certificado de Cumprimento do Regime de Origem do Mercosul”. As informações de CCPTC/CCROM são facultativas quando o “País de Destino Final” informado na tela “Dados Gerais” não pertencer ao Mercosul. • Lista de LPCO: DU‑E vinculada a LPCO. • País de Destino: o país de destino final da mercadoria pode ser diferente do país do importador, mas deve ser o mesmo a ser informado pelo transportador na manifestação de dados de embarque. O declarante deverá escolher o país de destino da lista disponível na tela, sendo que a lista completa pode ser consultada na Tabela de Países do Siscomex. Dependendo do Código Fiscal de Operações e Prestações, da nota de exportação, o sistema poderá solicitar o preenchimento das notas referenciadas ou, se for o caso, o exportador poderá complementar o item com a inclusão de notas fiscais complementares: Adicionar nota fiscal referenciada eletrônica Adicionar nota fiscal referenciada formulário Adicionar nota fiscal complementar Notas fiscais referenciadas formulário Notas fiscais complementares Notas fiscais referenciadas eletrônicas Figura 37 – Informações básicas para preenchimento da DU‑E Na tela descrita anteriormente, o usuário informa as chaves de acesso das notas referenciadas, o item respectivo e a quantidade associada. Clica em “Adicionar” para refazer o procedimento para todas as notas referenciadas, se houver. Em caso de necessidade de inserir notas complementares, deve ser informada a chave de acesso e o item da NF‑e. Quando todos os campos obrigatórios estiverem preenchidos, deve‑se clicar em “Concluir Preenchimento de Item de DU‑E” para preencher o detalhamento do próximo item, se houver (em tela é possível elaborar DU‑E com até 500 itens, por webservice o sistema aceita até 999 itens). No passo 4, temos a Anexação, em que caso seja necessário, devem ser anexados os documentos instrutivos obrigatórios do despacho de exportação, com exceção das NF‑e, bem como outros GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 94 Unidade II documentos eventualmente exigidos pela fiscalização aduaneira. Quando todos os itens forem detalhados (o sistema marca com ), o declarante poderá clicar em “Registrar” para obter o resultado do processamento. No sistema aparece a tela que demonstraremos na sequência: Figura 38 – Informações básicas para preenchimento da DU‑E Se todos os campos estiverem corretamente preenchidos e não houver tratamento administrativo impeditivo, o sistema irá registrar a DU‑E e informará o seu número, o número da RUC e a sua chave de acesso. Com o número da DU‑E e sua chave de acesso, qualquer usuário pode consultar os dados da DU‑E e não apenas o seu histórico (consulta livre). Com essas duas informações, o exportador poderá conceder acesso a uma instituição financeira que necessite consultar as informações da operação para fechamento de câmbio. Caso exista algum impedimento para o registro, o sistema irá apresentar os alertas com os motivos, indicando qual item da DU‑E deve ser corrigido para a operação prosseguir. Se constar uma mensagem de alerta, e no controle administrativo surgir “dispensado”, o exportador não precisará adotar nenhuma outra providência, uma vez que a mensagem serve apenas para passar alguma informação ou orientação ao exportador. Seja porque o produto a ser exportado poderá estar sujeito a Imposto de Exportação, seja porque o país de destino da mercadoria possui alguma restrição, seja para alertar sobre a forma de regularização a posteriori da operação, seja porque o órgão anuente necessitará consultar o respectivo item de DU‑E. Nesse último caso,possibilita‑se a dispensa da impressão do extrato, já que o órgão terá as informações de que necessita consultando diretamente pelo sistema. Caso haja necessidade de autorização por órgão anuente, a DU‑E será registrada, mas conterá indicação no controle administrativo do modelo requerido. 6 DESPACHO DE EXPORTAÇÃO O despacho aduaneiro de exportação é processado, no Siscomex, em diversas etapas a serem executadas pelo exportador, pelo depositário, pela fiscalização aduaneira e pelo transportador. Em linhas gerais, cabe: • ao exportador o registro da DU‑E no sistema; GEOVANE Sticky Note 95 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • ao depositário a confirmação de que a carga a ser desembaraçada encontra‑se em seus armazéns; • à fiscalização aduaneira a recepção dos documentos; • à fiscalização aduaneira a conferência aduaneira; • à fiscalização aduaneira o início e a conclusão do trânsito aduaneiro; • ao transportador a informação referente à carga efetivamente embarcada com destino ao exterior. Art. 580 Despacho de exportação é o procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados declarados pelo exportador em relação à mercadoria, aos documentos apresentados e à legislação específica, com vistas a seu desembaraço aduaneiro e a sua saída para o exterior Art. 581 Toda mercadoria destinada ao exterior, inclusive a reexportada, está sujeita a despacho de exportação, com as exceções estabelecidas na legislação específica (BRASIL, 2009b). Em geral, o despacho de exportação será processado por meio de DU‑E registrada no Siscomex. Será dispensada de despacho aduaneiro de exportação a saída do País de mala diplomática ou consular, assim considerada a que contenha tão somente documentos diplomáticos e objetos destinados a uso oficial (Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, art. 27, promulgada pelo Decreto n. 56.435, de 1965 e Instrução Normativa n. 338, de 2003). O despacho aduaneiro de mercadorias adquiridas no mercado interno, inclusive no comércio de subsistência das populações fronteiriças, residentes no exterior, de conformidade com os limites e condições estabelecidos na Instrução Normativa SRF n. 118, de 1992, será processado com base na respectiva nota fiscal, dispensado o registro no Siscomex, não gerando, para o vendedor, direito à isenção de tributos, nem a qualquer outro benefício ou incentivo à exportação (art. 65 da Instrução Normativa SRF n. 28, de 1994). De forma resumida, o despacho de exportação está sujeito às seguintes etapas: • Registro da DDE: o registro da declaração para despacho de exportação – DDE inicia o despacho de exportação. Na formulação da DDE, o Sistema aproveitará os dados e informações dos Registros de Exportação – RE, já obtidos anteriormente. Em casos específicos, previstos na legislação, o despacho é feito através de Declaração Simplificada de Exportação – DSE, hipótese em que é dispensado o RE. • Confirmação da presença de carga: esta etapa se refere à confirmação da presença da carga pelo depositário, em recinto alfandegado, ou pelo exportador, em local não alfandegado. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 96 Unidade II • Recepção dos documentos: após a informação da presença da carga, ocorrerá a recepção dos documentos do despacho, que consiste na entrega, pelo exportador, dos documentos instrutivos do despacho e registro de tal fato no Sistema, pela Aduana. • Parametrização: registrada no Sistema, a recepção dos documentos instrutivos do despacho, a próxima etapa será a parametrização, ou seja, a seleção, pelo Siscomex, dos despachos de exportação para um dos seguintes canais de conferência aduaneira: verde, laranja ou vermelho, submetendo‑se aos seguintes procedimentos: — Verde: são dispensados o exame documental e a verificação da mercadoria. O desembaraço é feito automaticamente pelo Siscomex. — Laranja: é realizado apenas o exame documental, dispensando‑se a verificação da mercadoria. — Vermelho: o despacho é submetido tanto ao exame documental quanto à verificação da mercadoria. • Distribuição: após a parametrização, os despachos de exportação selecionados para os canais laranja e vermelho serão distribuídos para os Auditores Fiscais da Receita federal – AFRF, para análise. • Desembaraço: uma vez designado, o AFRF fará o exame documental do despacho, caso ele tenha sido selecionado para o canal laranja, conferindo se os dados constantes na DDE coincidem e se harmonizam com as informações da documentação instrutiva do despacho. • Caso o despacho tenha sido selecionado para o canal vermelho, o AFRF efetuará o exame documental e a verificação da mercadoria. O desembaraço da mercadoria será necessariamente registrado no Sistema, pelo AFRF responsável. • Registro dos dados de embarque: o transportador registrará os dados de embarque imediatamente depois de realizado o embarque da mercadoria para o exterior, com base nos documentos por ele emitidos. • Averbação de embarque: a averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação, pela fiscalização aduaneira, do embarque da mercadoria. Ela será feita, no Sistema, após a confirmação do efetivo embarque da mercadoria e do registro dos dados pertinentes pelo transportador. Registrados os dados de embarque, se os dados informados pelo transportador coincidirem com os informados no desembaraço da DDE, haverá averbação automática do embarque pelo Sistema. Caso contrário, a Alfândega analisará a documentação apresentada, confrontando‑a com os dados relativos ao desembaraço e ao embarque, efetuando‑se a chamada averbação manual, com ou sem divergência. • Emissão do Comprovante de Exportação: concluída a operação de exportação, com a sua averbação no Sistema, será fornecido ao exportador, quando solicitado, o documento comprobatório da exportação, emitido pelo Siscomex, na unidade de despacho da mercadoria. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 97 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR 6.1 Despacho a posteriori O despacho posterior à saída dos bens para o exterior (DU‑E a posteriori) é uma situação especial de despacho e está prevista nos artigos 102 a 104 da IN RFB n. 1.702/2017. Sua principal característica é o fato de o registro da DU‑E ser feito após a efetiva saída da mercadoria do País. Portanto, no novo processo de exportação, a situação especial “despacho a posteriori” não se confunde com a situação especial “embarque antecipado”, uma vez que nesta a DU‑E deve ser registrada antes do efetivo embarque das mercadorias para o exterior, ficando postergado tão somente seu desembaraço (que ocorre após o embarque). As hipóteses às quais se aplicam o despacho a posteriori são: • fornecimento de combustíveis, lubrificantes, alimentos e outros produtos para uso e consumo de bordo em aeronave ou embarcação de bandeira estrangeira ou brasileira, em tráfego internacional; • venda de pedras preciosas e semipreciosas nacionais, suas obras e artefatos de joalheria, a passageiros com destino ao exterior, em moeda estrangeira, cheque de viagem ou cartão de crédito, em loja franca instalada na zona primária de porto ou aeroporto alfandegado; • exportação de partes e peças aplicadas na renovação ou recondicionamento, manutenção ou reparo de aeronaves ou de equipamentos e instrumentos de uso aeronáutico, admitidos no País ao amparo de regime aduaneiro especial; • exportação definitiva de bens anteriormente exportados no regime de exportação temporária ou em consignação; • exportação temporária ou definitiva de bens, equipamentos e componentes aeronáuticos destinados a conserto, reparo, revisão e manutençãode aeronaves; • exportação de energia elétrica; • exportação de bens que saíram anteriormente do País amparados por Ambra (Autorização de Movimentação de Bens Submetidos ao Recof). Em termos sistêmicos, a peculiaridade referente ao fluxo de uma DU‑E com tal situação especial de despacho é a dispensa do registro da entrega da carga e da manifestação dos dados de embarque no Portal Único Siscomex. Dessa forma, o evento CCE (carga completamente exportada) ocorre imediatamente após o desembaraço da declaração. Regra geral, aplica‑se a estas operações a etapa de recepção de carga, exceto no caso de o despacho ser domiciliar. Os prazos para registro e apresentação para despacho da “DU‑E a posteriori” estão previstos no § 1º, do Art. 102, da IN RFB 1.702/2017 e na legislação específica (por exemplo: exportação de energia elétrica). O exportador que descumprir tais prazos, até que regularize a situação da exportação em questão, ficará impedido de utilizar o despacho a posteriori em novas operações. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 98 Unidade II Quando da elaboração da DU‑E, é essencial a indicação da situação especial “DU‑E a posteriori”. Por enquanto, apenas operações amparadas por nota fiscal podem ser registradas usando a referida situação especial de despacho. Estava prevista a entrada em produção da possibilidade de operações a posteriori sem nota fiscal. Conforme disposto na Notícia Siscomex Exportação 78/2018, até que a funcionalidade seja implementada, as empresas aéreas estrangeiras beneficiárias do regime aduaneiro especial de depósito afiançado (DAF) que precisarem efetuar os despachos de reexportação das mercadorias saídas de seus estoques (sem nota fiscal) deverão proceder ao registro de DU‑E para despacho comum, sem Nota Fiscal, anexando na própria DU‑E a lista detalhada de bens a serem reexportados. Por consequência, precisarão manifestar os dados de embarque a fim de que a carga seja completamente exportada e a operação averbada. Regra geral, o despacho a posteriori de bens de uso e consumo de bordo não deve ser feito com despacho domiciliar. Assim, a recepção das notas fiscais relativas aos fornecimentos deve ser realizada no Portal Único Siscomex pelo transportador adquirente dos produtos ou por seu representante no País, no caso de empresa estrangeira. O registro da recepção de carga tem de ser realizado logo após a ocorrência física da operação a que se refira. Quando do registro da recepção da carga, é importante observar que, por se tratar de um transportador internacional que realiza tal ação, o usuário deve informar a unidade da RFB que jurisdiciona o local do fornecimento, as coordenadas geográficas desse local e seu próprio CNPJ, pois ele é o responsável pela carga. A DU‑E deve ser registrada e apresentada para despacho com base nos fornecimentos realizados em cada quinzena do mês, até o último dia da quinzena subsequente, à unidade da RFB que jurisdiciona o local do fornecimento. Por se tratar de uma operação considerada como exportação, apenas notas fiscais de exportação podem ser utilizadas para instruir a DU‑E. Portanto, o Portal Único Siscomex somente aceitará as notas fiscais eletrônicas cujo campo denominado “idDestino” esteja preenchido com o código 3 (que refere‑se à “operação com exterior”) e cujos CFOP sejam do grupo 7000. Observação Nos casos em que seja informado despacho domiciliar sem que, de fato, a operação assim tenha sido realizada, será exigido o cancelamento da operação e o registro de nova DU‑E, sem prejuízo da aplicação das penalidades eventualmente cabíveis aos envolvidos. Na elaboração da DU‑E (considerando a regra geral, em que não se aplica o despacho domiciliar), além de informar que se trata de uma situação especial de “DU‑E a posteriori”, o declarante deve tomar os seguintes cuidados: GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 99 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Na informação dos dados referentes ao local de despacho: — indicar a URF que jurisdiciona o local onde ocorreu o fornecimento dos bens; e — orientar que se trata de despacho fora de recinto; — comunicar o CNPJ do transportador que realizou a recepção das cargas como sendo o responsável pelo local de despacho; — expressar as coordenadas geográficas indicadas na recepção e o endereço do local. No preenchimento de cada item de DU‑E, deve‑se utilizar o campo denominado “País de destino” com o país de nacionalidade da aeronave ou da bandeira do navio. 6.2 Operação de exportação definitiva de bens exportados temporariamente ou em consignação Tal operação deverá ser registrada como despacho domiciliar, o que dispensa a etapa de recepção de carga. Na elaboração da DU‑E, além de informar que se trata de uma situação especial de “DU‑E a posteriori”, o declarante deve tomar os seguintes cuidados: • Na informação dos dados referentes ao local de despacho: — indicar a URF onde ocorreu o despacho da operação de exportação temporária ou em consignação, conforme o caso; e — orientar que se trata de despacho fora de recinto, informar o CNPJ do exportador como sendo o responsável pelo local de despacho, as coordenadas geográficas e o endereço do estabelecimento do exportador, e orientar que se trata de despacho domiciliar. • Na informação dos dados referentes ao local de embarque: informar a URF (e recinto, se for o caso) onde ocorreu o embarque da operação de exportação temporária ou em consignação, conforme o caso. • No preenchimento dos dados dos Itens de DU‑E, uma vez selecionado o enquadramento adequado, o sistema exigirá o número dos RE, DSE ou DU‑E que ampararam a exportação temporária ou em consignação, conforme o caso. 6.3 Operação de exportação de vendas em lojas francas No caso da venda de pedras preciosas e semipreciosas nacionais, suas obras e artefatos de joalheria, a passageiros com destino ao exterior, em loja franca instalada na zona primária de porto ou aeroporto alfandegado, a DU‑E a posteriori deve ser registrada e apresentada para despacho, com base no movimento das vendas realizadas em cada quinzena, até o último dia da quinzena subsequente. GEOVANE Sticky Note GEOVANE Sticky Note 100 Unidade II A operação deverá ser registrada como despacho domiciliar, o que dispensa a etapa de recepção de carga. Na elaboração da DU‑E, além de informar que se trata de uma situação especial de “DU‑E a posteriori”, o declarante deve tomar os seguintes cuidados: • Na informação dos dados referentes ao local de despacho: — indicar a URF com jurisdição sobre a loja franca; e — orientar que se trata de despacho fora de recinto, comunicar o CNPJ da loja franca como sendo o responsável pelo local de despacho, as coordenadas geográficas e o endereço de tal estabelecimento, e expressar que se trata de despacho domiciliar. • Na informação dos dados referentes ao local de embarque: — indicar a URF com jurisdição sobre a loja franca; e — não deve informar um recinto de despacho. • No campo “Via Especial de Transporte”, selecionar a opção “Em mãos”. 6.4 Embarque antecipado A operação de exportação de vendas objeto de DU‑E ainda não desembaraçada é uma situação especial de despacho de exportação, que, em razão da incerteza em relação à quantidade exata a ser exportada, pode ser autorizado em diversas hipóteses previstas no art. 96 da IN RFB n. 1.702/2017: I ‑ de granéis, inclusive petróleo bruto e seus derivados; II ‑ de produtos da indústria siderúrgica e de mineração; III ‑ de produtos agroindustriais acondicionados em fardos ou sacaria; IV ‑ de pastas químicas de madeira, cruas, semibranqueadas ou branqueadas, embaladas em fardos ou briquetes; V ‑ de veículos e máquinas agrícolas novos; VI ‑ de mercadorias cujas características intrínsecas ou extrínsecas ou cujos processos de produção, transporte, manuseio ou comércio impliquem variação de peso decorrente de alteração na umidade relativa do ar; GEOVANE StickyNote GEOVANE ALMEIDA 101 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR VII ‑ de mercadorias cujas características intrínsecas ou extrínsecas ou cujos processos de produção, transporte, manuseio ou comércio exijam operações de embarque parcelado e de longa duração; VIII ‑ de produtos perecíveis; IX ‑ realizada por via rodoviária, fluvial ou lacustre, por estabelecimento localizado em município de fronteira sede de unidade da RFB; X ‑ de papel em bobinas; e XI ‑ de bens cujo transporte, manuseio ou armazenagem se sujeite a restrições especiais, conforme estabelecido em ato do chefe da respectiva unidade da RFB de despacho (BRASIL, 2017f). (Para as hipóteses indicadas nos incisos I a VIII, a DU‑E deverá ser instruída com a programação do embarque, que deve ser anexada na própria DU‑E.) Fundamentalmente, essa operação se caracteriza pelo registro inicial da DU‑E com solicitação de autorização para embarque antecipado, sem ainda indicar a(s) nota(s) fiscal(is) de exportação, e, após a autorização pela RFB e os bens serem embarcados para o exterior, a DU‑E é retificada para a inclusão da(s) nota(s) fiscal(is) de exportação correspondente(s) aos bens efetivamente embarcados. Em regra, o embarque antecipado não se aplica a cargas conteinerizadas. Porém, se autorizada tal operação, em casos excepcionais, pela unidade local da RFB, a retificação da DU‑E para inclusão das notas fiscais de exportação deve ser realizada antes do registro, no Portal Único Siscomex, da entrega dos contêineres para embarque, pois é a vinculação das notas fiscais à DU‑E que estabelece também o vínculo entre elas e os contêineres. A seguinte hipótese configura situação em que se pode promover o embarque antecipado com autorização consubstanciada na própria legislação, não sendo dispensada a apresentação de termo de responsabilidade e tampouco da programação de embarque: exportações de microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional quando a operação for realizada por microempresas ou empresas de pequeno porte, conforme diz a Instrução Normativa RFB n. 1.676, de 2 de dezembro de 2016: Art. 5º O registro do despacho de exportação das microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderá ser efetuado após o embarque da mercadoria ou sua saída do território nacional quando a exportação for realizada pela própria empresa. § 1º O disposto no caput não dispensa a empresa da apresentação do Termo de Responsabilidade previsto no art. 55 da Instrução Normativa SRF n. 28, de 27 de abril de 1994, nem da informação prévia da programação de embarque, na forma prevista no Anexo Único. 102 Unidade II § 2º O Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) deverá acompanhar as mercadorias submetidas a despacho nos termos deste artigo. Art. 7º O art. 3º da Instrução Normativa RFB n. 1.603, de 15 de dezembro de 2015, passa a vigorar com a seguinte redação: § 9º O disposto no § 1º não se aplica às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) (BRASIL, 2016a). 6.5 Sistema Pucomex/Importação 6.5.1 DU‑IMP – Declaração única de importação A partir de 2 de outubro de 2018, entrou em vigor o novo Processo de Importação, baseado na Declaração Única de Importação (Duimp), no Portal Único de Comércio Exterior (Pucomex). Assim como a entrada em vigor da DUE trouxe mudanças para os fluxos de exportações, as diversas alterações da Duimp incluem uma completa reformulação normativa e procedimental que visa tornar todos os órgãos governamentais envolvidos nas operações de importação mais eficientes, integrados e harmonizados. A expectativa é que as mudanças proporcionem uma redução de 40% nos prazos médios dos trâmites de liberação das mercadorias na importação, reduzindo de 17 para 10 dias, o que como consequência diminuirá custos na cadeia logística das empresas. A Duimp vai substituir as Declaração de Importação (DI), Declaração Simplificada de Importação (DSI), Licença de Importação (LI) e Licença Simplificada de Importação (LSI), as duas últimas no que se referem às inspeções. • Registro antecipado: será possível fazer a parametrização durante o trânsito da mercadoria, o que vai permitir que o produto chegue ao destino já desembaraçado, evitando por exemplo, a necessidade de armazenamento nos terminais. Existe a possibilidade de realização do registro prévio durante o licenciamento ser deferido, mas só poderá acontecer o desembaraço depois de efetivado o vínculo entre os dois documentos. • Carga versus mercadoria: haverá diferenciação entre carga e mercadoria, ou seja, o importador poderá realizar o desembaraço parcial da carga visando dar o seguimento às mercadorias que, eventualmente, estejam em situação do risco ou de análise por parte das autoridades. • Fim da DTA: a Duimp também será utilizada na operacionalização da mercadoria entre as zonas primárias e secundárias, fazendo o papel da Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA). Nesse sentido, ela deixará de existir e a empresa importadora poderá nacionalizar as mercadorias que já tenham sido removidas fazendo uso do mesmo documento. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 103 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • LI guarda‑chuva: vai permitir o registro de um único Licenciamento de Importação para vários embarques futuros, desde que sejam embarques regulares e com mercadorias de mesmas características. A migração para esse novo processo é progressiva. Iniciou‑se, a partir do dia 2 de outubro de 2018 e abrangeu as empresas certificadas no OEA Conformidade Nível 2, (OEA significa Operador Econômico Autorizado) no modal marítimo com recolhimento integral dos tributos, ou seja, aquelas instituições não utilizam benefícios fiscais ou licenças. Já a segunda etapa, lançada em 18 de dezembro de 2018, incluiu também as importações das empresas OEA Conformidade Nível 2, mas com anuência do Mapa e dos demais regimes de tributação. A expectativa é de que todas as empresas importadoras deem início ao processo com o uso da Duimp em 2019, mas ainda sem data definida. Assim como a integração dos órgãos do governo no Portal Único de Comércio Exterior irá agilizar o fluxo, as empresas terão que contribuir para que as facilidades previstas na Duimp sejam concedidas. E é aí que entra o Catálogo de Produtos. O referido catálogo será o módulo do Portal Único no qual as empresas deverão preencher, previamente, as informações pertinentes a todas as características dos insumos/produtos importados. • Objetivo: o objetivo será aumentar a qualidade da descrição dos produtos com informações organizadas em atributos, documentos anexos, imagens e fotos que auxiliem o tratamento administrativo, a fiscalização e a análise de riscos. A novidade promete agilizar os trâmites com a reutilização das informações em operações futuras, sem a necessidade de um novo registro dos mesmos dados, já que será criado um número de referência específico. Além disso, o Cadastro vai permitir o fornecimento de informações do produto de uma única vez para todos os órgãos anuentes envolvidos na operação, proporcionando maior agilidade nos deferimentos de LPCO. • Licença de importação (LI): no caso da concessão, quando necessária, da LI, ela vai ser para o “produto”, em vez da obtenção da LI a cada operação. Além disso, havendo necessidade desse controle, o módulo de licenciamento poderá ser acionado a partir do próprio Catálogo de Produtos. • Histórico do importador: outro benefício aos importadores será a criação de um histórico de operações comerciais por produto, permitindo um melhor gerenciamento de riscos. Ou seja, o Catálogo vai disponibilizar à administração aduaneira um histórico recorrente daquele importador, possibilitando assim um tratamento mais ágil, já quesão processos habituais, o que poderá reduzir a inspeção física das mercadorias, conforme alteração na IN SRF 680/06 para conferência descentralizada. • Classificação fiscal de mercadoria: cada insumo/produto importado ou exportado precisará ser cadastrado de forma detalhada no Catálogo de Produtos, através do preenchimento de campos GEOVANE ALMEIDA 104 Unidade II estruturados com informações específicas e parametrizáveis para cada NCM. E, no caso de edição e qualquer mudança que ocorrer nessa nomenclatura, um histórico ficará registrado. Hoje essas informações são apresentadas em forma de texto livre e não são padronizadas, o que permite que a qualidade da descrição fique comprometida. Ao acessar o Pucomex, são apresentadas as opções de módulos que podem ser escolhidos pelo usuário. Para realizar o registro de Duimp, deve‑se acessar o módulo Importação, listado a seguir: Declaração Única de Importação • Elaborar Duimp • Recuperar Duimp • Consultar Diagnóstico Duimp • Consultar Duimp Carga e Trânsito • Recepção de Carga • Unitização e Desunitização de Carga Visão Integrada • Informações Gerais • Operações em Andamento • Consultar LI • Consultar DI • Consulta Detalhada DI Anexação de Documentos • Anexar Documento • Consultar Documento • Consultar Dossiê • Testar Serviço 105 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Pagamento Centralizado • ICMS – Solicitações de Pagamento/Exoneração • Contas Bancárias Autorizadas Classificação Fiscal de Mercadorias Nomenclatura NCM. Em sua versão inicial, poderão ser registradas via Duimp as operações de importação que se encaixem nas seguintes condições: • importador Operador Econômico Autorizado (OEA) nível 2 ou Pleno; • via marítima; • carga ainda não presenciada pelo depositário; • importação para consumo; • recolhimento integral; • sem preferência tarifária negociada em acordo internacional, exceto Mercosul; • sem incidência de direitos antidumping, direitos compensatórios, Cide ou Ex tributário; • sem necessidade de licenciamento; • sem solicitação de trânsito aduaneiro; • sem necessidade de Registro de Operação Financeira (ROF). Observação Segundo o parágrafo 1º do art. 1º da Instrução Normativa RFB n. 1.598/2015 (BRASIL, 2015c), “Entende‑se por Operador Econômico Autorizado (OEA) o interveniente em operação de comércio exterior envolvido na movimentação internacional de mercadorias a qualquer título que, mediante o cumprimento voluntário dos critérios de segurança aplicados à cadeia logística ou das obrigações tributárias e aduaneiras, conforme a modalidade de certificação, demonstre atendimento aos níveis de conformidade e confiabilidade exigidos pelo Programa OEA”. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 106 Unidade II Por enquanto não foi implementado o registro de Duimp por serviço, sendo necessária a elaboração por meio das telas apresentadas no Portal Único de Comércio Exterior. Não será permitida retificação ou cancelamento de Duimp pelo importador. As Duimp que necessitarem de retificação ou cancelamento deverão ser informadas à Coordenação‑Geral de Administração Aduaneira para as providências necessárias. A elaboração de Duimp é realizada pelo preenchimento, no Portal Único, de informações relacionadas à operação de importação em diversos campos, agrupados pela natureza da informação em abas. Figura 39 – Tela de entrada para emissão da Duimp Ao acessar o Pucomex, são apresentadas as opções de módulos que podem ser escolhidos pelo usuário. Para realizar o registro de Duimp, deve‑se acessar o módulo Importação, conforme figura a seguir: Figura 40 – O módulo Importação GEOVANE ALMEIDA 107 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Em sua versão inicial, poderão ser registradas via Duimp as operações de importação que se encaixem nas seguintes condições: Aba para preenchimento dos dados de identificação do importador responsável pela importação. O usuário deve preencher os campos a seguir: tipo de importador; identificação do tipo de importador; CNPJ do importador. Identificação da pessoa que promova a entrada de mercadoria estrangeira no território aduaneiro. O usuário pode escolher um CNPJ da lista suspensa ao clicar no campo, pode digitar para pesquisar um determinado CNPJ da lista ou digitar o CNPJ por completo no campo. Informações complementares Informações adicionais e esclarecimentos sobre a declaração ou o despacho aduaneiro. Este campo pode ser preenchido com o máximo de 7.800 caracteres. Observação Após o preenchimento de cada aba, o usuário deve salvar as informações, isso acontece clicando no botão salvar no final de cada aba ou clicando em outra aba. O salvamento apenas não ocorre quando o usuário passa da ficha “Mercadoria” para a ficha “tributação”, ou o contrário, durante o preenchimento de um item. Figura 41 – Elaboração da Duimp GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 108 Unidade II Na aba para preenchimento dos dados relacionados à carga da operação de importação, de forma a identificá‑la e apresentar os principais dados de transporte internacional, o usuário deve preencher os campos a seguir: • Unidade da localização da carga: unidade da Receita Federal na qual a carga está armazenada. É possível escolher uma unidade da lista ou digitar para pesquisar outra pelo código ou descrição. • Identificação da carga: o usuário deve digitar o número de identificação da carga relacionada à operação de importação – no momento, só serão permitidas cargas marítimas e, por essa razão, deve‑se preencher com o respectivo número do CE mercante. • Seguro: deve‑se preencher a moeda negociada e o valor do seguro nela. Tal moeda pode ser escolhida na lista ou deve ser digitado o código ou nome para pesquisa no campo. Com a referência da identificação da carga (CE Mercante), todos os dados subsequentes, excetuando o valor do seguro, serão automaticamente preenchidos pelo sistema com a migração das informações prestadas pelo transportador no sistema de controle de carga. Figura 42 – Elaboração da Duimp – Carga 109 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 43 – Elaboração da Duimp – Carga Esta aba é aquela na qual são inseridas as informações dos documentos instrutivos do despacho e, se houver, processos vinculados, administrativos ou judiciais. Devem ser preenchidos os campos a seguir: • Tipo de documento: o usuário deve escolher na lista ou digitar a fim de pesquisar o código ou nome do documento que se deseja selecionar para inclusão na lista de documentos instrutivos, mostrados na tabela na sequência. • Tipo de processo: o usuário deve escolher na lista ou digitar para pesquisar o código ou nome do tipo de processo que se deseja selecionar. • Número do processo: campo destinado ao preenchimento do número de identificação do tipo de processo escolhido. Para processos administrativos, o sistema verifica se o número do processo é válido. • Declaração de exportação estrangeira: para operações em que o país de procedência da mercadoria pertence ao Mercosul, devem‑se preencher as informações da declaração de exportação estrangeira e indicar a quais itens da Duimp ela se refere. 110 Unidade II Figura 44 – Elaboração da Duimp – Documento Cada tipo de documento possui as suas respectivas palavras‑chaves, que podem ter o preenchimento obrigatório ou opcional. Após a inserção de todas as palavras‑chaves obrigatórias, o botão “Incluir Documento” é habilitado pelo sistema para inclusão do documento na lista de documentos instrutivos. Caso seja necessário editar alguma informação de um processo já incluído na listagem, basta clicar no botão “Editar” do correspondente processo vinculado, fazendo com que o sistema volte a apresentar os campos “Tipo de processo” e “Número do processo” para edição, vide edição de documento. O usuário poderá, ao terminar de editar o que desejava, confirmar clicando no botão “Adicionar”, limpar todos os dados para serem preenchidos novamente clicandono botão “Limpar” ou cancelar a edição que estava sendo feita clicando no botão “Cancelar”. Observação Na hipótese de a Duimp ser selecionada para conferência aduaneira, a relação de documentos informada será migrada automaticamente para o sistema anexação, não sendo necessário inseri‑los novamente no momento da anexação dos documentos digitalizados. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 111 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 45 – Elaboração da Duimp – Documento Figura 46 – Elaboração da Duimp – Documento – Fatura Comercial Se for necessário retirar um documento da lista, o usuário poderá clicar no botão “Excluir” do correspondente material. Ao terminar a escolha do tipo de processo e o preenchimento do número do processo, o usuário deve clicar no botão “Incluir Processo” para adicioná‑lo na lista, logo na sequência. É possível incluir mais de um processo na lista, ainda que do mesmo tipo já informado anteriormente. Na hipótese de a Duimp ser selecionada para conferência aduaneira, a relação de documentos informada será migrada automaticamente para o sistema de anexação, não sendo necessário inserir novamente estes dados no momento da anexação dos documentos digitalizados. 112 Unidade II Figura 47 – Elaboração da Duimp – Incluir Documento Caso seja necessário editar alguma informação de um processo já incluído na listagem, basta clicar no botão “Editar” do correspondente processo vinculado, fazendo com que o sistema volte a apresentar os campos “Tipo de processo” e “Número do processo” para edição, vide edição de documento. O usuário poderá, ao terminar de editar o que desejava, confirmar a edição clicando no botão “Adicionar”, limpar todos os dados para serem preenchidos novamente clicando no botão “Limpar” ou cancelar a edição que estava sendo feita clicando no botão “Cancelar”. Figura 48 – Elaboração da Duimp – Item Consta aba destinada à inclusão dos produtos na Duimp por meio do Catálogo de Produtos do importador, seja por meio da escolha de um produto já cadastrado no catálogo ou pela inclusão de um novo item no catálogo de produtos do importador. O catálogo de produtos tem como finalidade auxiliar o preenchimento das Duimp, utilizando um banco de dados dos produtos e dos operadores estrangeiros presentes nas operações do importador. Este banco de dados será gerido pelo próprio importador, atualizando‑o com novos produtos ou novas informações dos produtos já cadastrados. Ao clicar no botão “Adicionar Item”, o sistema abrirá a tela para busca ou inclusão de um produto no catálogo de produtos do importador. 113 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 49 – Elaboração da Duimp – Inclusão de Produto Importação de produto ainda não importado via Duimp: clicar no botão incluir, e preencher o catálogo de produto. Para mais detalhes, consulte a seção do manual de “Inclusão de Produtos” do Catálogo de Produtos. Importação de produto já importado via Duimp: clicar no botão consultar, e recuperar a lista de produtos já cadastrados no catálogo de produtos, para que o sistema apresente as mercadorias cadastradas por NCM e código de produto. A consulta pode ser feita usando alguns filtros, como o código do produto, NCM, código interno do produto, descrição complementar e país do fabricante/produtor. A fim de obter mais dados a respeito desses campos, consulte o manual do Catálogo de Produtos. Após a seleção do produto desejado, o sistema alimentará a Duimp com os dados já cadastrados. Figura 50 – Elaboração da Duimp – Inclusão de Produto Ao término do preenchimento de todos os campos do produto, seja via incluir, no caso de produto ainda não cadastrado, seja via consultar, no caso de produto já cadastrado, ao clicar em “Salvar e Ativar”, o sistema vinculará este produto à Duimp. 114 Unidade II Figura 51 – Elaboração da Duimp – Inclusão de Produto Figura 52 – Elaboração da Duimp – Inclusão de Produto – Adicionar documento Apesar de muitas informações do item serem provenientes daquele cadastrado no Catálogo de Produtos, ainda são necessárias algumas informações adicionais, relacionadas à operação de importação. 115 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR As informações do item são divididas em duas abas: “Mercadoria” e “Tributos”. Figura 53 – Elaboração da Duimp – Mercadoria A aba “Mercadoria” apresenta diversas informações sobre o produto, muitas delas trazidas dos dados cadastrados no Catálogo de Produtos, e outras que devem ser preenchidas durante a elaboração da Duimp. Os campos são apresentados em tabelas, conforme segue: Caracterização da Importação, Composto pelo campo: • Indicação de importação para terceiros: identifica se a importação é direta ou por conta e ordem. No caso de a importação ser por conta e ordem, o sistema apresenta o campo “CNPJ do adquirente” para preenchimento. Observação Neste primeiro momento, o sistema somente aceitará operações por conta e ordem caso o adquirente esteja habilitado como OEA C2 ou Pleno e o adquirente seja o mesmo para todos os itens da Duimp. Figura 54 – Elaboração da Duimp – Tributos GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 116 Unidade II Figura 55 – Elaboração da Duimp – Produtos Dados do Produto: não há campos para preenchimento nessa tabela, mas são apresentados os itens “Produto” e “NCM”, ambos provenientes das informações registradas no Catálogo de Produtos. Ambos mostram o dado do código do produto e da NCM e, logo à frente, as respectivas descrições dos códigos. Nessa tabela ainda são apresentados os dados relacionados ao “Fabricante/Produtor”, eles são trazidos do Catálogo de Produtos. São mostrados os dados de “País de aquisição”, “Código”, “Nome” e “Endereço”. Figura 56 – Elaboração da Duimp – Exportador Dados do Exportador Estrangeiro (Fornecedor) Composto pelos campos: • Relação entre o exportador e o fabricante/produtor: se o exportador é ou não o fabricante do produto. • Vinculação entre comprador e vendedor: se não há vinculação, se há vinculação sem influência no preço ou se há vinculação com influência no preço. Caso o exportador seja também o fabricante do produto, o sistema apresenta logo a seguir os dados do exportador estrangeiro idênticos aos do Fabricante/Produtor. No entanto, se o exportador for diferente do fabricante, o sistema mostrará o ícone da lupa ao lado dos campos em branco sobre o Exportador, para que o usuário possa procurar na lista de operadores estrangeiros cadastrados no Catálogo de Produtos. 117 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 57 – Elaboração da Duimp – Exportador Se for necessário informar um operador estrangeiro não cadastrado no catálogo de fornecedores, o usuário poderá apertar o botão “Incluir” e o sistema apresentará todos os campos do catálogo para cadastro de um novo fornecedor. Para mais esclarecimentos de como realizar o cadastro de um operador estrangeiro, vide seção de inclusão de operador estrangeiro do “Catálogo de Produtos”. O preenchimento dos campos pode ser apagado apertando‑se o botão “Limpar”. Figura 58 – Elaboração da Duimp – Exportador/Fornecedor Ao clicar na lupa, é aberta uma tela com as opções de pesquisa para o usuário, podendo combinar informações de “País”, “Código” e “Nome” do operador estrangeiro cadastrado. O CNPJ raiz da empresa responsável é o mesmo do importador e não pode ser alterado. Ao clicar no botão “Consultar”, o sistema apresenta uma lista dos operadores estrangeiros que atendem aos filtros utilizados na pesquisa, já previamente cadastrados. O usuário poderá clicar no checkbox correspondente ao fornecedor que se deseja utilizar e depois no botão confirmar para que os dados sejam apresentados no item. Se o usuário precisar refazer a consulta, basta clicar no ícone “+” (Filtros da Consulta) para que o sistema apresente novamente os campos de pesquisa a serem preenchidos novamente. Ao terminar o novo preenchimento, basta clicar no botão “Consultar” a fim de que a lista de operadores estrangeiros sejagerada de novo. 118 Unidade II Figura 59 – Elaboração da Duimp – Dados da Mercadoria Figura 60 – Elaboração da Duimp – Dados da Mercadoria Dados da Mercadoria, que é composto dos campos: • Aplicação: deve ser preenchido com as opções de consumo ou revenda, de acordo com a destinação da mercadoria importada. • Condição da Mercadoria: se ela é nova ou usada. • Unidade Estatística: é recuperada pelo próprio sistema e apresentada ao usuário, de acordo com a NCM da mercadoria. • Quantidade na Unidade Estatística: deve ser preenchido com a quantidade da mercadoria importada na unidade estatística apresentada pelo sistema no campo anterior. • Peso Líquido: deve ser preenchido com o valor do peso, em kg, das mercadorias relacionadas ao item que se está incluindo. No caso em que a unidade estatística seja o quilograma líquido, o valor do campo “Peso Líquido” deve ser igual ao informado no campo ‘Quantidade na unidade estatística” • Unidade Comercializada: o usuário deve informar a unidade utilizada na operação de compra e venda da mercadoria entre importador e exportador. • Quantidade na Unidade Comercializada: deve ser preenchido com a quantidade da mercadoria importada na unidade comercializada inserida no campo anterior. 119 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Moeda Negociada: deve ser indicada, por meio da lista de moedas apresentada pelo sistema, a moeda utilizada na operação de compra e venda entre importador e exportador. É possível escolher uma opção da lista ao clicar no campo ou digitar para pesquisar uma moeda específica, pelo código ou descrição. • Valor Unitário na Condição de Venda: deve ser preenchido com o valor da mercadoria para uma unidade comercializada na condição de venda da importação. • Valor Total na Condição de Venda: o valor total do item, calculado pelo produto da quantidade informada na unidade comercializada com o preço unitário na condição de venda. Figura 61 – Elaboração da Duimp – Informações Complementares Informações complementares: nesse campo é possível acrescentar a descrição da mercadoria, caso necessário, utilizando o espaço destinado no campo “Descrição Complementar da Mercadoria”, que possui a capacidade de 4.000 caracteres. Este campo é utilizado para descrever características da mercadoria que a identifiquem, mas que não estão presentes na “Descrição Complementar do Produto”, que é uma informação proveniente do Catálogo de Atributos. Um exemplo que usa a funcionalidade do campo é um carro importador, normalmente de uma empresa, e as suas características e descrição não mudam, nem mesmo sua NCM, mas seria possível indicar a cor do carro neste campo, visto que varia diferentes vezes que a instituição faz sua importação. Em determinados casos, de acordo com a NCM do produto, podem haver outras informações complementares à descrição do produto, que serão solicitadas, por exemplo, o número de série ou o chassi, no caso de veículos. Figura 62 – Elaboração da Duimp – Certificado Mercosul Certificado Mercosul, composto dos campos: • Tipo: destinado à informação do tipo de certificado Mercosul; Sem Certificado, CCROM ou CCPTC. • País de Procedência: já preenchido pelo sistema com o país de procedência da mercadoria. • País de Origem: já preenchido pelo sistema com o país de origem da mercadoria. 120 Unidade II Nos casos em que a mercadoria possui origem ou procedência de um país do Mercosul, os campos relacionados ao Certificado Mercosul são exibidos pelo sistema. Em se tratando de uma mercadoria originária e de procedência do Mercosul, o campo “Tipo” pode ser preenchido com as opções de “Sem Certificado” ou “CCROM”. No segundo caso, aquele item da Duimp terá a certificação e poderá ser comercializado dentro do bloco com os benefícios tributários a que tem direito. Quando o país de procedência pertence ao Mercosul e o país de origem não pertence ao bloco, o campo “Tipo” poderá ser preenchido com “Sem Certificado” ou “CCPTC”. No último caso, o item, apesar de não ter origem Mercosul, possuirá os benefícios de circulação da mercadoria intrabloco, se a política tarifária tiver sido atendida no momento em que a mercadoria foi introduzida no Mercosul. Figura 63 – Elaboração da Duimp – Documentos Vinculados Documentos Vinculados O usuário pode adicionar documentos de outras operações que têm relação com a Duimp que está sendo preenchida no momento. Figura 64 – Elaboração da Duimp – Documentos Vinculados É possível inserir um documento clicando no botão “Adicionar Documento”, fazendo com que o sistema apresente os campos para informar os dados para inclusão. Figura 65 – Elaboração da Duimp – Documentos Vinculados 121 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR No campo “Tipo”, é possível escolher na lista entre as opções DU‑E, Duimp, DI e DE. Também dá para digitar a fim de pesquisar um determinado tipo na lista trazida pelo sistema. O campo “Número” deve ser preenchido com o número do documento escolhido em “Tipo”. No campo “Item”, o usuário deve informar quais os itens ou adição, dependendo do tipo de documento escolhido, estarão vinculados à Duimp que está sendo preenchida. A qualquer momento do preenchimento dos campos do documento vinculado, é possível clicar no botão “Limpar” para que os dados preenchidos sejam apagados. O botão “Cancelar” termina com a inclusão do documento, sem que ele seja adicionado. Ao término do preenchimento, o usuário deverá clicar no botão “Adicionar” para que o documento seja incluído na lista de arquivos vinculados. Se for necessário editar as informações de algum documento adicionado, basta o usuário clicar no botão correspondente ao arquivo para que o sistema apresente os campos para edição. Para excluir um documento vinculado já adicionado, deve‑se clicar no botão do documento correspondente. Figura 66 – Elaboração da Duimp – Condição de Venda da Mercadoria Figura 67 – Elaboração da Duimp – Condição de Venda da Mercadoria – Valoração 122 Unidade II Essa tabela é destinada ao cálculo do valor aduaneiro da mercadoria. Inicialmente, o importador deve indicar qual o “Método de Valoração” utilizado, escolhendo entre os métodos de 1 a 6 apresentados na lista exibida quando se clica no campo. É possível também digitar para pesquisar um método específico na lista. Figura 68 – Elaboração da Duimp – Condição de Venda da Mercadoria – Incoterm Se o método de valoração escolhido for o 1, o sistema apresentará o campo “Código Incoterm” para que seja escolhido o Incoterm utilizado na venda da mercadoria. É possível escolher, no momento, as opções: • CIF – Cost, Insurance and Freight • C+I – Cost Plus Insurance • CFR – Cost and Freight • FOB – Free on Board • C+F – Cost Plus Freight • EXW – Ex Works • CPT – Carriage Paid To • CIP – Carriage and Insurance Paid To • DAP – Delivered at Place • FAS – Free Alongside Ship • FCA – Free Carrier GEOVANE ALMEIDA 123 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • OCV – Outras Condições de Venda • DAT – Delivered at Terminal A opção OCV pode ser selecionada quando a condição de venda da mercadoria não se enquadrar em nenhum dos Incoterms disponibilizados na lista para seleção do usuário. Para essa condição de venda, o sistema realiza os cálculos a fim de determinar o valor aduaneiro da mesma forma como feito para o Incoterm FOB, considerando que o frete e o seguro não estão incluídos no valor da condição de venda da mercadoria, assim, caso tais valores estejam incluídos no valor negociado da mercadoria, terão que ser informados como deduções da condição de venda OCV para que não sejam computados em duplicidade no valor aduaneiro. Figura 69 – Elaboração da Duimp – Incoterm, complemento Caso seja selecionada a opção “OCV”, é obrigatória a descrição da condição de venda da mercadoria no campo “Complemento”, de modo que fique claro o que está incluído no valor negociado. Esse campo tem capacidade máxima de 250 caracteres. Figura 70 – Elaboração da Duimp – Acréscimosou Deduções No caso da escolha do método 1, o Sistema permite que sejam adicionados “Acréscimos ou Deduções” para o cálculo do valor aduaneiro. Para isso, o usuário precisa clicar no botão “Adicionar Acréscimo / Dedução”. Deve ser escolhido o “Tipo”, se é acréscimo ou dedução, a “Denominação” de acordo com o tipo, informar a “Moeda” referente ao acréscimo ou dedução e o “Valor na moeda” escolhida. O Sistema mostra o valor convertido em reais ao lado. GEOVANE ALMEIDA 124 Unidade II Figura 71 – Elaboração da Duimp ‑ Acréscimos ou Deduções – Denominação São apresentadas diferentes denominações para escolha do usuário, dependendo do tipo selecionado. É possível escolher na lista apresentada quando se clicar no campo “Denominação” ou digitar para procurar uma opção específica. Figura 72 – Elaboração da Duimp – Moeda A “Moeda” também pode ser escolhida na lista apresentada quando se clica no campo ou o usuário poderá digitar para procurar na lista a moeda desejada. Durante o preenchimento desses campos, é possível clicar no botão “Limpar” para apagar qualquer dado que tenha sido inserido na parte de “Acréscimo / Dedução”. Caso o usuário queira cancelar a inclusão de um acréscimo ou dedução, basta apertar no botão “Cancelar”. Após preencher todos os campos necessários, é só clicar em “Adicionar” para incluir o acréscimo ou dedução à lista logo na sequência. Se for necessário editar os dados de algum acréscimo ou dedução já incluído, basta clicar no ícone do correspondente acréscimo ou dedução, fazendo com que o sistema apresente os campos preenchidos novamente a fim de que o usuário possa alterá‑los. Caso seja preciso excluir um acréscimo ou dedução da listagem, deve‑se clicar no ícone do seu correspondente. 125 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Para qualquer método de valoração escolhido, o sistema apresentará o “Valor na Condição de Venda na Moeda Negociada”, o “Valor na Condição de Venda (R$)”, o “Frete Internacional (R$)” atribuído ao item, de acordo com o rateio realizado pelo peso do produto, e o “Seguro Internacional (R$)” atribuído ao item, conforme o rateio realizado pelo valor do item. Figura 73 – Elaboração da Duimp – Dados cambiais Dados Cambiais: tabela com as informações cambiais da operação para aquele determinado item. Cobertura Cambial: deve ser preenchido com uma das opções da lista exibida quando se clica no campo. É possível também digitar no campo para pesquisar uma das opções disponíveis. Caso seja escolhida a opção “Sem Cobertura Cambial”, o sistema abrirá o campo “Motivo” para o importador justificar a opção. Figura 74 – Elaboração da Duimp – Dados cambiais – Acima de 360 dias Se for escolhida a opção de cobertura cambial “Acima de 360 dias”, o Sistema abrirá os campos “Instituição financiadora”, “Valor” e “Número do ROF/BACEN” para serem informados pelo usuário. O primeiro espaço pode ser preenchido escolhendo uma das instituições da lista apresentada pelo 126 Unidade II Sistema ao clicar no campo ou digitando para pesquisar uma instituição específica da lista. O segundo deles deve ser preenchido com o valor referente à cobertura cambial. O último campo precisa apresentar a informação do número do ROF/Bacen (ROF significa Registro de Operações Financeiras, do Bacen, ou seja do Banco Central), de controle do Banco Central do Brasil. Observação O art. 3° da Portaria Coana n. 77/2018, que disciplina o projeto‑piloto da Duimp, veda a utilização de Duimp para importações sujeitas a ROF. Figura 75 – Elaboração da Duimp – Tributos O campo “Fundamento Legal”, quando clicado pelo usuário, apresenta uma listagem dos fundamentos legais que podem ser selecionados para aquela operação, de acordo com as diversas informações já prestadas anteriormente, como NCM, país de origem, entre outras. Também é possível digitar para pesquisar um fundamento legal específico na lista. Ao selecionar o fundamento desejado, basta clicar no botão “Confirmar” para que ele seja adicionado à listagem de fundamentos legais que serão utilizados para o cálculo dos tributos. Ao final das escolhas de fundamento legal, o usuário deverá clicar em “Calcular”, para que o sistema faça os cálculos necessários e apresente os valores correspondentes a cada tributo em seguida. 127 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 76 – Elaboração da Duimp – Tributos – Calcular A aba “Tributos” apresenta informações acerca da tributação do item, os valores correspondentes a cada tributo, entre outras informações necessárias para os diversos cálculos inerentes à essa etapa do processo. Ela é dividida em diversas tabelas, conforme apresentada a seguir. • Valor da Mercadoria: essa tabela apresenta os valores do item no “Local de Embarque (R$)” e o seu “Valor Aduaneiro”, de acordo com o Incoterm, rateio de frete e seguro e acréscimos e deduções adicionadas. • Tributação – Fundamento Legal: essa tabela relaciona os possíveis fundamentos legais presentes na operação de importação com o cálculo dos tributos. 128 Unidade II Para todos os tributos (II, IPI, PIS e Cofins), são apresentados os valores da “Base de cálculo (R$)”, “Tipo de alíquota”, “Percentual (%)”, “Valor Calculado (R$)”, “Valor Devido (R$)” e “Valor a Recolher (R$)”. A qualquer momento do preenchimento do item, é possível clicar no botão “Salvar” para salvar as informações que já foram inseridas. Também se pode clicar no botão “Retornar à relação de itens” para voltar à listagem de itens já cadastrados e adicionar outros, se desejar. Na aba “Item”, na qual é exibida a listagem com a relação de itens já adicionados, dá para editar um item clicando em seu ícone correspondente, direcionando para a tela de preenchimento dos dados do item. Caso o usuário deseje excluir um elemento já adicionado, deve clicar no ícone Figura 77 – Elaboração da Duimp – Débito em conta Após o preenchimento dos dois campos citados anteriormente, o usuário deve clicar no botão “Incluir” para adicionar esse pagamento à listagem de pagamentos por débito em conta. 129 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 78 – Elaboração da Duimp – Resumo A aba “Resumo” da elaboração de Duimp apresenta as informações de apoio para o pagamento dos tributos. A tabela “Total de Adições” apresenta o número de adições calculado pelo sistema, que serve de base para a definição do valor da taxa de utilização. No espaço destinado ao “Valor Total das Mercadorias no Local de Embarque” são apresentados os valores do “VMLE (US$)” e a sua conversão para real, “VMLE (R$)”. Mais abaixo, o sistema mostra uma tabela com o “Cálculo dos Tributos”, na qual são apresentados os valores Calculado, A Reduzir, Devido, Suspenso e A Recolher de cada tributo a fim de apoiar o usuário quando for preencher os valores de pagamento. Por fim, há a tabela de “Pagamento em Débito em Conta”, em que são apresentadas pelo sistema as informações de “Banco”, “Agência” e “Conta Corrente” cadastradas para o importador no Pagamento Centralizado. O importador deve preencher os campos: • Receita: escolher na lista apresentada quando se clica no campo a receita correspondente ao tributo que se deseja pagar. Também é possível digitar para pesquisar uma receita específica pelo código ou descrição. 130 Unidade II • Valor (R$): o valor do tributo escolhido no campo “Receita” a ser pago por débito em conta. Após o preenchimento dos dois campos citados anteriormente, o usuário deverá clicar no botão “Incluir” para adicionar esse pagamento à listagem de pagamentos por débito em conta apresentada logo em seguida. Figura 79 – Elaboração da Duimp – Débito em conta A qualquer momento da elaboração da Duimp, o usuário poderá clicar nos botões “Diagnosticar” e “Registrar”, presentes no canto superior direito da tela. Figura 80 – Elaboração da Duimp – Diagnóstico Ao clicar em um dos dois botões, o sistema iniciará o processo de diagnóstico da declaração, verificando se há qualquer discrepância naquilo que foi informadoe, ao seu final, apresentará o resultado do diagnóstico listando os erros que foram encontrados ou a informação de que não há nenhuma indicação de erro no preenchimento. Figura 81 – Elaboração da DUIMP – Erros impeditivos e não impeditivos 131 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR O botão “Diagnosticar” apenas faz esse procedimento de diagnóstico de erros, erros impeditivos (em vermelho) e não impeditivos (em amarelo). Figura 82 – Elaboração da Duimp – Registro O botão “Registrar”, após rodar o diagnóstico, registra a Duimp, caso não haja nenhum erro impeditivo de registro, pergunta se o usuário deseja que a Duimp seja registrada, se houver erros não impeditivos de registro, ou não registra e apresenta os erros impeditivos encontrados. A Duimp apresenta uma novidade nesse assunto, além da maneira tradicional de anexação por meio do sistema Anexação de Documentos do Pucomex (Portal Único do Comércio Exterior), pode‑se fazê‑la diretamente na funcionalidade “Consultar Duimp”. Os documentos instrutivos do despacho devem ser apresentados à RFB em formato digital, por meio da funcionalidade “Anexação de Documentos” (disponível no módulo Importação do Portal Único de Comércio Exterior), considerando‑se autenticados mediante o uso de certificado digital emitido por autoridade credenciada. As instruções para utilização do sistema constam do “Manual Visão Integrada e Módulo Anexação”, também disponível no site do Portal Único de Comércio Exterior na internet. O site da RFB, por sua vez, oferece orientações sobre a obtenção de certificado digital. O importador ou seu representante legal, devidamente habilitado no Siscomex para operações de importação, deverá vincular o dossiê eletrônico, com os documentos instrutivos digitalizados, à Declaração de Importação ‑ DI (art. 19 da IN SRF n. 680/2006), sendo dispensada esta vinculação quando a DI for direcionada ao canal verde de conferência (Portaria Coana n. 30/2015). O procedimento também se aplica a outros documentos, requerimentos e termos apresentados no curso do despacho, que poderão ser anexados ao dossiê já existente ou mediante a vinculação de um novo dossiê. A disponibilização de documentos em meio digital no Portal Único do Comércio Exterior deverá obedecer aos seguintes requisitos (Portaria Coana n. 23/2017): • utilização de resolução mínima de 300 DPI, observando‑se a limitação de 15 MB; • legibilidade da totalidade do documento; • documento deverá ser apresentado em sua posição habitual de leitura; 132 Unidade II • dispensa da digitalização dos versos de páginas em branco; • disponibilização de um único arquivo para cada documento contendo todas as páginas dispostas de forma sequencial, respeitando‑se a paginação original; • havendo mais de um documento do mesmo tipo, deverá ser disponibilizado um arquivo para cada documento; • digitalização dos documentos deverá ser feita preferencialmente em preto e branco; • utilização do formato PDF; • seleção do tipo exato de documento a ser anexado, não cabendo a utilização de tipos de documentos genéricos; • considerar‑se‑ão ilegíveis os documentos que contiverem rabiscos ou rasuras. A inobservância das regras anteriores poderá motivar a interrupção do despacho com exigência da correta anexação dos arquivos. A recepção automática dos documentos no sistema Siscomex Importação ocorrerá após a vinculação do dossiê contendo os documentos instrutivos do despacho à DI, e não contempla a documentação recebida por meio de e‑Processo ou e‑Dossiê para requerimento de admissão em regimes aduaneiros especiais. Excepcionalmente, a entrega dos documentos instrutivos do despacho poderá ser feita em papel quando, em virtude de problemas de ordem técnica, não for possível o acesso ao Siscomex por mais de quatro horas consecutivas. Diante de tal situação, desde que a DI não tenha sido recepcionada anteriormente, a primeira via do extrato da DI selecionada para conferência aduaneira e os documentos que a instruem devem ser entregues à RFB pelo importador, em envelope contendo a indicação do número atribuído à declaração, para recepção manual. Nesses casos, os arquivos que instruem o despacho serão devolvidos ao importador após a conferência aduaneira, mediante recibo no extrato da declaração. Caso o importador não apresente os documentos de instrução do despacho aduaneiro de importação no prazo de 60 (sessenta) dias contado do registro da DI, considera‑se abandonada a mercadoria em face da interrupção do despacho por ação ou por omissão do importador, nos termos do inciso II do § 1º do art. 642 do Regulamento Aduaneiro. Nas importações de produtos a granel ou perecíveis originários dos demais países integrantes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), a apresentação do Certificado de Origem poderá ocorrer em até 15 (quinze) dias após o registro da DI no Siscomex, sendo condição para o desembaraço aduaneiro, desde que o importador apresente Termo de Responsabilidade em que se constituam as obrigações fiscais decorrentes da falta de entrega do documento no prazo estabelecido (art. 19‑A da IN SRF n. 680/2006). 133 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Não obstante a modalidade de apresentação documental, o importador deverá manter sob sua guarda os originais dos documentos que instruíram o despacho, assim como os demais documentos comprobatórios da transação comercial, inclusive aqueles relativos às DIs selecionadas para o canal verde, pelo prazo previsto na legislação (art. 70 da Lei n. 10.833/2003; art. 18‑A da IN SRF n. 680/2006). Consta a seguir o passo a passo dessa nova maneira de anexação. Figura 83 – Consulta Duimp – Anexar documentos Por meio da Consulta Duimp, é possível anexar documentos e vincular dossiês à declaração, por meio do botão “Vincular/anexar dossiê”, presente no canto superior direito da tela. Ao clicar nesse botão, o sistema abre uma tela de apoio com os detalhes de um dossiê já vinculado à Duimp. Se já existir um dossiê vinculado, o sistema o trará, mas, se não houver ainda um deles vinculado à declaração, cria‑se um novo dossiê com a vinculação já feita para a Duimp. A tela apresentada do dossiê é exatamente a de consulta a dossiê existente no módulo Anexação e oferece as mesmas funcionalidades. São apresentadas as informações de: • CNPJ/CPF: identificação do importador responsável pela criação do dossiê. • Razão social: nome do importador responsável pela criação do dossiê. • Tipo de dossiê: informa o tipo do dossiê criado, relacionado ao tipo de operação à qual o dossiê se relaciona. Quando criado a partir da Consulta Duimp, o tipo de dossiê é “Dossiê Duimp”. 134 Unidade II • Descrição do dossiê: apresenta a descrição do dossiê, usada para melhor identificá‑lo pelo importador. Se o dossiê tiver sido criado a partir da Consulta Duimp, a regra de preenchimento desse campo pelo sistema será “DOSSIE – DUIMP (número da Duimp)”. • Criado em: mostra a data em que o dossiê foi criado. • Criado por: informa o tipo de representação do usuário que criou o dossiê e o seu CPF. Para o dossiê criado a partir da Consulta Duimp, o campo é preenchido com as informações do usuário que clicou no botão “Anexar/vincular dossiê” e gerou o dossiê por essa ação. • Operações vinculadas: apresenta as operações/declarações às quais o dossiê está vinculado. Quando ele é criado da Consulta Duimp, já é feita a vinculação com a Duimp correspondente. Mais abaixo, na tela de “Anexar/Vincular Dossiê”, é exibida a tabela de “Documentos Anexados”. É possível exportar essas informações para CSV, PDF ou XLS clicando no botão “Exportar” e escolhendo a opção desejada. Figura 84 – Consulta Duimp – Anexar documentos – Vincular operações O botão “Filtrar”, no campo superior direito da tabela, quando clicado, abre caixas para filtro da informação em cada coluna na qual o usuário possa digitar. A tabela apresenta as seguintes colunas: • Anexado em: informa a data e hora em que o documento foi anexado. • Tipodocumento: exibe o tipo de documento ao qual o arquivo foi anexado. • Palavras‑chave: mostra as palavras‑chave do documento e aquilo que foi preenchido pelo usuário em cada uma delas. Se ela era opcional, mas não foi inserida pelo usuário, a palavra‑chefe não é mostrada na tabela. • Nome do arquivo: exibe o nome do arquivo anexado, nele é possível clicar e o sistema fará o download do documento, bem como um botão de “Download do arquivo de assinatura do documento” e outro de “Histórico de downloads”, que mostra informações de quando e quem realizou o download daquele documento. 135 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Anexado por: informa o tipo de representação do usuário que anexou o arquivo. • CPF Anexação: exibe o CPF de quem anexou o documento. • ID doc: número de identificação do documento no sistema Anexação. É gerado pelo próprio sistema. • Disponível para: apresenta os órgãos para os quais o documento anexado está disponível e a hora em que essa disponibilidade foi permitida. • Órgão: apresenta um botão “+” para disponibilizar o documento para outros órgãos ainda não cadastrados. Não é possível retirar a disponibilidade do documento para um órgão que já tinha acesso ao documento. Figura 85 – Consulta Duimp – Anexar documentos – Download de documentos Clicando no texto “Download de Todos os Documentos do Dossiê”, o sistema faz o download de um arquivo compactado com todos os arquivos já anexados no dossiê. Ao clicar no botão “Consultar/Vincular Operações”, o sistema abrirá uma nova tela de apoio em que serão apresentadas as vinculações existentes para aquele dossiê. No momento, só é possível fazer a vinculação de um dossiê a uma Duimp por meio da “Consulta Duimp” e do botão “Anexar/Vincular Dossiê”, em que o sistema cria e vincula um dossiê à Duimp. 136 Unidade II Figura 86 – Consulta Duimp – Anexar documentos – Operações vinculadas Os documentos informados na aba “Documentos”, durante a elaboração da Duimp, quando a declaração é registrada, são automaticamente adicionados na lista de documentos para que o usuário apenas faça o carregamento dos arquivos correspondentes. Esse procedimento apenas acontece com a “Consulta Duimp” e a criação do dossiê pelo botão “Anexar/vincular dossiê”. Para realizar a anexação de documentos ao dossiê, o usuário deverá clicar no botão “Anexar Documentos”. Será aberta uma nova tela de apoio para que sejam anexados os arquivos correspondentes aos documentos escolhidos. Para anexar os documentos informados na elaboração da Duimp basta que o usuário clique no botão upload para selecionar o arquivo adequado e fazer o seu upload. Caso seja necessário adicionar novos documentos, não informados na elaboração da Duimp, deve‑se preencher os seguintes campos: • Tipo de documento: deve‑se selecionar um tipo de documento da lista apresentada pelo sistema quando se clica no campo. É possível digitar no espaço específico para buscar o tipo de documento desejado. • Palavras‑chave: é necessário preencher as palavras‑chave obrigatórias para anexar um documento. Elas variam de acordo com o tipo de documento escolhido e podem ser obrigatórias ou não. As obrigatórias são apresentadas logo que se escolhe o tipo de documento que se deseja anexar. As não obrigatórias, se for de interesse do usuário e existir a possibilidade de incluí‑las para o documento escolhido, o sistema apresentará um ícone “+” e o usuário precisa clicar nele para que seja exibido um novo campo onde deve‑se selecionar o tipo de palavra‑chave da lista apresentada pelo sistema e informar o conteúdo dessa palavra‑chave no campo logo abaixo. Caso o usuário deseje retirar uma palavra‑chave não obrigatória, basta clicar no ícone “‑” presente logo ao lado. Esse procedimento pode ser repetido para incluir todas as palavras‑chave não obrigatórias. 137 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 87 – Consulta Duimp – Anexar documentos – Tabela de órgãos que podem ter acesso ao documento Tabela de órgãos que podem ter acesso ao documento: logo abaixo das palavras‑chave, é apresentada uma tabela com os diferentes órgãos disponíveis para acesso ao documento que será anexado à esquerda e os órgãos selecionados para ter esse acesso à direita. Caso o usuário queira adicionar um órgão para que tenha acesso ao documento, basta selecioná‑lo na tabela da esquerda e clicar no botão “>”, fazendo com que ele seja inscrito na tabela da direita. É possível selecionar todos os órgãos disponíveis apenas clicando no botão “>|”, o que fará a inscrição de todos na tabela à direita. Se o usuário quiser retirar um órgão da tabela da direita, deverá selecioná‑lo na tabela à direita e clicar no botão “<”, fazendo com que ele retorne para a tabela da esquerda. É possível enviar todos os órgãos que estão na tabela da direita para a da esquerda clicando no botão “|<”. A RFB – RECEITA FEDERAL DO BRASIL sempre está presente na tabela da direita para ter acesso ao documento. Assim que todos os campos forem preenchidos, o usuário deverá clicar no botão “Adicionar”, para que o documento seja incluído na tabela de “Documentos a serem assinados e anexados ao dossiê”. Vale lembrar que podem ser anexados até 40 documentos de uma única vez. Essa tabela apresenta as colunas: 138 Unidade II • Tipo: apresenta o tipo do documento adicionado. • Descrição: mostra as palavras‑chave e o correspondente preenchimento de cada uma delas. Se uma palavra‑chave não obrigatória não foi incluída e preenchida, ela não aparece nesse campo. • Órgãos: informa os órgãos selecionados para ter acesso ao respectivo documento. • Arquivo selecionado: apresenta um botão para realizar o carregamento (upload) do arquivo do computador para o dossiê que corresponda ao documento adicionado. Após o carregamento já ter sido realizado, o campo informa o nome do arquivo e, se o usuário clicar nele, fará o seu download. • Status: mostra o status do carregamento do arquivo. • Ações: exibe o ícone “lata de lixo”, que tem a finalidade de excluir o documento da tabela. Figura 88 – Consulta Duimp – Finalizar a anexação dos documentos 139 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Para finalizar a anexação dos documentos listados na tabela, o usuário deverá marcar a caixa à frente do texto “Estou ciente de que a partir da inclusão dos órgãos, os documentos estarão disponíveis” e clicar no botão “Assinar e Anexar”. Será perguntado se o usuário confirma a anexação dos documentos e será informado que a operação não poderá ser desfeita; para continuar o utilizador deverá clicar em “Sim”. Figura 89 – Consulta Duimp A funcionalidade “Consultar Duimp” tem por objetivo possibilitar ao usuário que consulte os dados de uma determinada Duimp. A pesquisa pode ser feita informando‑se o número da Duimp: que é feito preenchendo o número correto da Duimp que se deseja consultar e apertando o botão “Consultar”, o sistema abrirá em uma nova aba uma tela com as diversas informações. É importante lembrar que só é possível consultar as declarações de um CNPJ o qual o usuário representa no cadastro de intervenientes do Portal Único do Comércio Exterior; ou Consulta por parâmetros, que é quando o usuário pode consultar as declarações registradas para um determinado CNPJ, de que seja representante, em um período determinado. Figura 90 – Consulta Duimp Após serem preenchidos os campos CNPJ, data inicial e data final deve‑se clicar no botão “Consultar” 140 Unidade II Figura 91 – Consulta Duimp – Tabela com todas as Duimp O Sistema apresentará uma tabela com todas as Duimp que se enquadrem nos parâmetros pesquisados, bastando que o usuário clique naquela desejada para que sejam exibidas todas as informações da consulta Duimp por número acima apresentada. Figura 92 – Consulta Duimp – Tabela com todas as Duimp O Sistema, se preenchido com um número válido, retornará os seguintes campos: • Número da Duimp: número da Duimp a qual o diagnóstico está sendo consultado. • Versão:versão da Duimp a qual o diagnóstico está sendo consultado, de acordo com o registro e as retificações feitas nela. • Situação da Duimp: situação da Duimp a qual o diagnóstico está sendo consultado no momento do diagnóstico. Alguns exemplos em que a declaração pode se encontrar é “Em Elaboração”, “Registrada” e “Desembaraçada”. 141 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Data da geração: data em que o diagnóstico foi gerado. • Situação do Diagnóstico: informa a situação apresentada pelo diagnóstico. Alguns exemplos possíveis são: “Diagnóstico processado com erros impeditivos”, “Diagnóstico processado com erros não impeditivos” e “Diagnóstico processado sem erros e alertas”. Caso o diagnóstico tenha apresentado erros ou impedimentos, será apresentada uma tabela com todos os impedimentos encontrados, composta das seguintes informações: • Impedimento: apresenta o grau de impedimento do erro. As possibilidades são “Alerta”, “Erro não Impeditivo” e “Erro Impeditivo”. Cada um deles é representado por um ícone verde, amarelo e vermelho, respectivamente. • Item: informação sobre qual item da Duimp apresentou erro. Caso ele não esteja relacionado a um item, o campo é preenchido com o valor “00000”. • Mensagem de Erro: descrição do erro encontrado. • Origem do erro/alerta: informação sobre qual módulo originou o erro. 7 DESPACHO DE IMPORTAÇÃO Despacho de importação é o procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados declarados pelo importador em relação à mercadoria importada, aos documentos apresentados e à legislação específica, com vistas ao seu desembaraço aduaneiro (art. 542 do Regulamento Aduaneiro). Toda mercadoria procedente do exterior, importada a título definitivo ou não, sujeita ou não ao pagamento do imposto de importação, deverá ser submetida a despacho de importação, que será realizado com base em declaração apresentada à unidade aduaneira sob cujo controle estiver a mercadoria. O despacho aduaneiro de importação encontra‑se basicamente disciplinado pelas IN SRF n. 680/2006 e IN SRF n. 611/2006. O despacho aduaneiro de importação é processado com base em declaração e, em regra geral, é realizado no Siscomex, por meio de Declaração de Importação (DI), Declaração Única de Importação (Duimp) ou Declaração Simplificada de Importação (DSI eletrônica). No entanto, existem exceções, em razão da natureza da mercadoria, da operação e da qualidade do importador, em que o despacho de importação é processado sem registro no Siscomex por meio de Declaração Simplificada de Importação (DSI formulário). O despacho de importação poderá ser efetuado em zona primária ou em zona secundária. Tem‑se por iniciado o despacho de importação na data do registro da declaração de importação. O registro da declaração de importação consiste em sua numeração pela RFB, por meio do Siscomex. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 142 Unidade II O despacho de importação deverá ser iniciado em (art. 546 do Regulamento Aduaneiro): • até noventa dias da descarga, se a mercadoria estiver em recinto alfandegado de zona primária; • até quarenta e cinco dias após esgotar‑se o prazo de permanência da mercadoria em recinto alfandegado de zona secundária; • até noventa dias, contados do recebimento do aviso de chegada da remessa postal. Em relação a bagagens, acompanhadas ou desacompanhadas, o despacho aduaneiro deve ser iniciado em até 45 (quarenta e cinco) dias da chegada no país (art. 29 da IN RFB n. 1.059/2010). Para alguns produtos sujeitos à selagem na importação, o importador terá o prazo para registro da declaração de importação contado a partir da data de fornecimento do selo de controle pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Os artigos 348 e 352 do Decreto 7.212/2010 determinam que o importador de cigarros e cigarrilhas classificados nos códigos 2402.20.00 e 2402.10.00 terá o prazo de 90 dias, a partir da data do fornecimento do selo de controle, para efetuar o registro da declaração de importação. Já o importador de produtos classificados no código 2208.30 (uísques) terá o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da data de fornecimento do selo de controle, para efetuar o registro da declaração de importação (artigos 49 e 51, § 4° da IN RFB n. 1.432/2013). Consta na sequência um exemplo: supondo que, em uma importação de cigarros, a carga tenha chegado ao porto no dia 1º de fevereiro de 2012, a DI teria que ser registrada até o dia 1º de maio 2012, ou seja, no prazo de 90 dias da chegada. Entretanto, caso os selos de controle tenham sido fornecidos no dia 15 de janeiro de 2012, isto é, antes da chegada da carga, então o prazo de 90 dias para registro da DI deverá ser contado do fornecimento do selo e não da chegada. Se o importador não registrar a declaração de importação no prazo de 90 dias, a contar do fornecimento dos selos de controle, ficará sujeito às penalidades previstas na legislação aplicáveis às hipóteses de uso indevido de selos de controle (art. 586 do Decreto n. 7.212/2010). Está dispensada de despacho de importação a entrada, no País, de mala diplomática, assim considerada a que contenha tão somente documentos diplomáticos e objetos destinados a uso oficial (Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, art. 27, promulgada pelo Decreto n. 56.435/1965). Etapas do Despacho Aduaneiro • Registro: o despacho terá seu início na data do registro da Declaração de Importação (DI) no Siscomex, para tanto deverão ter sido satisfeitas todas as exigências legais e documentais indicadas na legislação. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 143 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Parametrização: é a etapa na qual o Siscomex processa a seleção paramétrica nas DIs, selecionando‑as em um dos canais: — Verde: desembaraço automático. — Amarelo: exame documental. — Vermelho: exame documental e físico da mercadoria. — Cinza: análise preliminar do valor aduaneiro. • Recepção: uma vez parametrizada a DI, ela deverá ser recepcionada no Recinto Alfandegado em que teve registro. • Distribuição: a DI será direcionada (distribuída) a um Auditor Fiscal da Receita Federal para análise. • Conferência: nesta etapa constam a análise e conferência da DI, obedecendo a seleção paramétrica. • Desembaraço: é o ato final do Despacho Aduaneiro. Depois de atendidas as exigências fiscais inerentes à importação, será emitido o Comprovante de Importação (CI) e a mercadoria será entregue ao importador. 7.1 Sisprom O Sistema de Registro de Informações de Promoção – Sisprom é o instrumento pelo qual as empresas registram suas operações de promoção de produtos e serviços com redução à zero do Imposto de Renda, antes de efetuar as remessas para pagamento de despesas quando da participação em feiras e eventos no exterior e de pesquisa de mercado realizada fora do Brasil ou feita como forma de ampliação da inserção internacional em ambiente global de extrema competição. A divulgação de produtos e serviços no exterior é um dos pilares para o aumento da competitividade das empresas brasileiras. Desde 2013, o acesso é feito através de Certificação Digital, por isso não é mais necessário o envio de documentos como contrato, estatuto social ou procuração que espelhe a representação legal da empresa para o reconhecimento do beneficiário do incentivo. Agora, tudo é feito através do sistema. O cadastro é feito pela empresa utilizando seu e‑CNPJ, que fornece as informações necessárias para a obtenção do benefício fiscal. Esse procedimento integra todos os envolvidos com o benefício, propiciando celeridade, transparência e racionalidade. Ao mesmo tempo, preserva a segurança e a tempestividade das operações de promoção comercial. Por ocasião do cadastro da empresa, poderão ser habilitados no próprio sistema seus representantes legais, que acessarão o Sisprom através do e‑CPF, o que elimina a antiga necessidade de envio de procuração para comprovar o poder de representação da empresa. GEOVANEALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 144 Unidade II Após o cadastro instantâneo, a empresa estará apta a realizar seus registros de operações de promoção no Sisprom e efetuar a remessa para o exterior na instituição autorizada a operar no mercado de câmbio. A Lei n. 11.774, de 17 de setembro de 2008, prevê as diversas situações de redução a zero do Imposto sobre a Renda – IR em pagamentos, créditos, entregas, empregos ou remessas relativas a despesas contraídas com residentes ou domiciliados no exterior, incluída a promoção de produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros. Saiba mais Obtenha informações adicionais sobre o referido assunto, consultando: BRASIL. Lei n. 11.774, de 17 de Setembro de 2008. Altera a legislação [...] e dá outras providências. Brasília, 2008a. Disponível em: <http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007‑2010/2008/lei/l11774.htm>. Acesso em: 10 jul. 2019. O Decreto n. 6.761, de 5 de fevereiro de 2009, regulamenta a aplicação da redução a zero da alíquota do IR incidente sobre os rendimentos de beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, e dá outras providências, em conformidade com o disposto no parágrafo único do artigo 1º da Lei n. 9.481, de 13 de agosto de 1997. A Instrução Normativa RFB n. 1.037, de 4 de junho de 2010, relaciona países ou dependências com tributação favorecida, considerando que os rendimentos recebidos por pessoas físicas ou jurídicas neles residentes ou domiciliadas estão sujeitos ao imposto sobre a renda na fonte à alíquota de 25%, conforme § 4º do art. 1º do Decreto n. 6.761, de 5 de fevereiro de 2008. Diz esse decreto: Art. 1º Fica reduzida a zero a alíquota do imposto sobre a renda incidente sobre os valores pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior, relativos a: I ‑ despesas com pesquisas de mercado, bem como aluguéis e arrendamentos de estandes e locais para exposições, feiras e conclaves semelhantes, no exterior, inclusive promoção e propaganda no âmbito desses eventos, para produtos e serviços brasileiros e para promoção de destinos turísticos brasileiros; II ‑ contratação de serviços destinados à promoção do Brasil no exterior, por órgãos do Poder Executivo Federal; 145 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR III ‑ comissões pagas por exportadores a seus agentes no exterior; IV ‑ despesas de armazenagem, movimentação e transporte de carga e emissão de documentos realizadas no exterior; V ‑ operações de cobertura de riscos de variações, no mercado internacional, de taxas de juros, de paridade entre moedas e de preços de mercadorias (hedge); VI ‑ juros de desconto, no exterior, de cambiais de exportação e as comissões de banqueiros inerentes a essas cambiais; e VII ‑ juros e comissões relativos a créditos obtidos no exterior e destinados ao financiamento de exportações. § 1º Para os fins do disposto no inciso I do caput, consideram‑se despesas com promoção de produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros aquelas decorrentes de participação, no exterior, em exposições, feiras e conclaves semelhantes. § 2º Consideram‑se serviços destinados à promoção do Brasil no exterior, na hipótese do inciso II do caput, aqueles referentes à consultoria e execução de assessoria de comunicação, de imprensa e de relações públicas. § 3º Para os fins do disposto no inciso IV do caput, considera‑se também valor despendido pelo exportador brasileiro o pago, creditado, entregue, empregado ou remetido ao exterior por operador logístico que atue em nome do exportador e comprove a vinculação do dispêndio com a operação de exportação. § 4º Os rendimentos mencionados nos incisos I a V do caput, recebidos por pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada em país ou dependência que não tribute a renda ou que a tribute à alíquota inferior a vinte por cento, a que se refere o art. 24 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, sujeitam‑se ao imposto sobre a renda na fonte à alíquota de vinte e cinco por cento (BRASIL, 2009b). A redução da alíquota do Imposto de Renda sobre Pagamento de Despesas com Promoção no Exterior tem como objetivo apoiar empresas e entidades brasileiras na promoção de seus produtos e serviços no mercado internacional. Estão englobadas as despesas decorrentes da participação, no exterior, em feiras, exposições e eventos semelhantes, propaganda realizada no âmbito desses eventos, bem como a realização de pesquisa de mercado no exterior, a exemplo: aluguel de espaço na feira; montagem e desmontagem do estande; aluguel de TV, internet, telefone, móveis que comporão o estande; contratação de profissional para atuar no estande (garçom, atendente etc.); tradutor; press release; dentre outras. 146 Unidade II 7.2 Siscoserv O Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e de Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (Siscoserv) foi instituído pela Portaria Conjunta RFB/SCS n. 1.908, de 19 de julho de 2012, para registro das informações relativas às transações realizadas entre residentes no Brasil e no exterior compreendendo serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das pessoas físicas, jurídicas ou dos entes despersonalizados. O Siscoserv consiste em um sistema informatizado desenvolvido como ferramenta para o aprimoramento das ações de estímulo, formulação, acompanhamento e aferição das políticas públicas relacionadas a serviços e intangíveis, bem como para a orientação de estratégias empresariais de comércio exterior de serviços e intangíveis. O sistema guarda conformidade com as diretrizes do Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (Gats) da Organização Mundial do Comércio (OMC), promulgado pelo Decreto n. 1.355, de 30 de dezembro de 1994. Ele possui dois módulos: • Módulo venda: devem ser registrados os serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio, vendidos por residentes ou domiciliados no País a residentes ou domiciliados no exterior. Este módulo abrange também o registro das operações realizadas por meio de presença comercial no exterior. • Módulo aquisição: devem ser registrados os serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio, adquiridos por residentes ou domiciliados no País, de residentes ou domiciliados no exterior. No módulo venda do Siscoserv estão previstos os seguintes registros: • Registro de Venda de Serviços (RVS): contém dados referentes à venda, por residente ou domiciliado no País, de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio, a residente ou domiciliado no exterior. • Registro de Faturamento (RF): contém dados referentes ao faturamento decorrente de venda objeto de prévio RVS. • Registro de Presença Comercial (RPC): contém dados referentes às operações realizadas por meio de Presença Comercial no Exterior relacionada à pessoa jurídica domiciliada no Brasil. Estão obrigados a registrar as informações no Sistema, no módulo venda, os residentes ou domiciliados no Brasil que realizem, com residentes ou domiciliados no exterior, operações de venda de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das pessoas físicas, jurídicas ou dos entes despersonalizados, inclusive operações de exportação de serviços. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 147 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Estão obrigados a efetuar registro no módulo venda do Siscoserv: • O prestador do serviço residente ou domiciliado no Brasil. • A pessoa física ou jurídica, residente ou domiciliada no Brasil, que transfere o intangível, inclusive os direitos de propriedade intelectual, por meio de cessão, concessão, licenciamento oupor quaisquer outros meios admitidos em direito. • A pessoa física ou jurídica ou o responsável legal do ente despersonalizado, residente ou domiciliado no Brasil, que realize outras operações que produzam variações no patrimônio. Para fins do módulo venda do Siscoserv, são considerados prestadores de serviço os residentes ou domiciliados no Brasil que faturam os residentes ou domiciliados no exterior. Também são obrigados a efetuar registro no Siscoserv os órgãos da administração pública, direta e indireta, da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. O registro realizado por pessoa jurídica deve ser feito por estabelecimento. Observação O registro no Siscoserv independe da contratação de câmbio, do meio de pagamento ou da existência de um contrato formal. Também devem ser registradas as operações de venda de serviços iniciadas e não concluídas antes das datas constantes do Anexo Único da Portaria Conjunta RFB/SCS n. 1.908, de 19 de julho de 2012. Para essas operações, deve ser registrada como data de início a indicada no Anexo Único, por capítulo da NBS. Caso haja saldo a faturar, deve ser indicado como valor da operação o saldo remanescente a faturar. Nos casos em que o faturamento tenha ocorrido integralmente antes da data indicada no anexo, deve ser registrado o valor proporcional da operação correspondente ao período remanescente da prestação do serviço, justificando o valor registrado no campo Informações Complementares. Caso tenha ocorrido o faturamento integral antes das datas constantes do Anexo Único da Portaria Conjunta RFB/SCS n. 1.908, de 19 de julho de 2012, e não tenha sido iniciada a prestação do serviço, o registro de faturamento obedecerá ao item 2.2 do Capítulo 2. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 148 Unidade II Saiba mais Com o objetivo de conhecer melhor os manuais dos módulos venda e aquisição, consulte: BRASIL. Ministério da Fazenda. Secretaria da Receita Federal. Siscoserv – Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio. Brasília: 17 maio 2016. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/ declaracoes‑e‑demonstrativos/siscoserv‑sist‑integrado‑de‑com‑exterior‑ int‑e‑outras‑operacoes‑prod‑var‑patrim/siscoserv‑sistema‑integrado‑ de‑comercio‑exterior‑de‑servicos‑intangiveis‑e‑outras‑operacoes‑que‑ produzam‑variacoes‑no‑patrimonio>. Acesso em: 10 jul. 2019. Em qualquer um dos casos, a data dos dados da Receita Federal deve ser aquela constante da nota fiscal ou documento equivalente. As operações iniciadas e concluídas antes das datas do Anexo Único não devem ser registradas, independentemente de terem sido faturadas ou não. Não podem ser registradas operações realizadas antes do início da prestação do serviço, da transferência do intangível ou da realização de outra operação que produza variação no patrimônio. A responsabilidade pelos registros de venda de serviços – RVS/RF do módulo venda do Siscoserv é do residente ou domiciliado no País que mantenha relação contratual com residente ou domiciliado no exterior e que contra este fature a prestação de serviço como “bens, mercadorias, serviços, intangíveis ou outras operações que produzam variações no patrimônio”, ainda que ocorra subcontratação de residente ou domiciliado no País ou no exterior. No módulo aquisição do Siscoserv estão previstos os seguintes registros: • Registro de Aquisição de Serviços (RAS): contém dados referentes à aquisição, por residente ou domiciliado no País, de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio, de residente ou domiciliado no exterior. • Registro de Pagamento (RP): contém dados referentes ao pagamento relativo à aquisição objeto de prévio RAS. Estão obrigados a registrar as informações no módulo aquisição do sistema os residentes ou domiciliados no Brasil que realizem, com residentes ou domiciliados no exterior, operações de aquisição de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das pessoas físicas, jurídicas ou dos entes despersonalizados, inclusive operações de importação de serviços. Estão obrigados a efetuar registro no Módulo Aquisição do Siscoserv: 149 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • o tomador do serviço residente ou domiciliado no Brasil. • a pessoa física ou jurídica, residente ou domiciliada no Brasil, que adquire o intangível, inclusive os direitos de propriedade intelectual, por meio de cessão, concessão, licenciamento ou por quaisquer outros meios admitidos em direito. • a pessoa física ou jurídica ou o responsável legal do ente despersonalizado, residente ou domiciliado no Brasil, que realize outras operações que produzam variações no patrimônio. Para fins do módulo aquisição do Siscoserv, são considerados prestadores de serviço os residentes ou domiciliados no exterior que faturam os residentes ou domiciliados no Brasil. Também são obrigados a efetuar registro os órgãos da administração pública, direta e indireta, da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Assim como ocorre no módulo venda, o registro realizado por pessoa jurídica deve ser efetuado por estabelecimento. Lembrete O registro no Siscoserv independe da contratação de câmbio, do meio de pagamento ou da existência de um contrato formal. Os gastos pessoais no exterior relativos à aquisição de serviços efetuados por pessoas físicas residentes no País que se desloquem temporariamente ao exterior a serviço de pessoas jurídicas domiciliadas no País são operações da pessoa física no Siscoserv. São exemplos de gastos pessoais a aquisição de refeições, hospedagem e locomoção no exterior em viagens de negócios, de treinamento, missões oficiais, participação em congressos, feiras e conclaves. Também devem ser registradas as operações de aquisição de serviços iniciadas e não concluídas antes das datas constantes do Anexo Único da Portaria Conjunta RFB/SCS n. 1.908, de 19 de julho de 2012. Para essas operações, deve ser registrada como data de início aquela indicada no Anexo Único, por capítulo da NBS. Caso haja saldo a pagar, deve ser indicado como valor da operação o saldo remanescente a pagar. Nos casos em que o pagamento tenha ocorrido integralmente antes da data indicada no anexo, deve ser registrado o valor proporcional da operação correspondente ao período remanescente da prestação do serviço, justificando o valor registrado no campo Informações Complementares. Em qualquer dos casos, a data constante dos dados do RP deve ser aquela em que ocorreu o pagamento. As operações iniciadas e concluídas antes das datas constantes do Anexo Único não devem ser registradas, independentemente de terem sido pagas ou não. Não podem ser registradas operações previamente ao início da prestação do serviço, da transferência do intangível ou da realização de outra operação que produza variação no patrimônio. GEOVANE ALMEIDA Repetido 150 Unidade II A responsabilidade pelos registros RAS/RP no módulo aquisição do Siscoserv é do residente ou domiciliado no País que mantenha relação contratual com residente ou domiciliado no exterior e que por este seja faturado pela prestação de serviço, ainda que ocorra a subcontratação de residente ou domiciliado no País ou no exterior. Em 14 de dezembro de 2011, foi editada a Lei n. 12.546, que autoriza o Poder Executivo a instituir a Nomenclatura Brasileira de Serviços, Intangíveis e outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (NBS), bem como as suas respectivas Notas Explicativas (Nebs), elemento subsidiário para a interpretação da nomenclatura. A NBS e a Nebs foram publicadas em 2 de abril de 2012 através do Decreto n. 7.708, que instituiu a NBS e as Nebs. Em 29 de novembro de 2012, através da Portaria Interministerial MF/MDIC n. 385, foi instituída a comissão com membros da RFB e da SCS com a função de propor alterações na NBS e na Nebs a partir de interesses do setor públicoou privado. Lembrete A responsabilidade pelos registros RVS/RF do módulo venda do Siscoserv é do residente ou domiciliado no País que mantenha relação contratual com residente ou domiciliado no exterior e contra este fature a prestação de serviço. A NBS é o classificador nacional para a identificação dos serviços e intangíveis como produtos. Ela viabiliza a adequada elaboração, fiscalização e avaliação de políticas públicas de forma integrada e, visando à competitividade do setor, propicia a harmonização de ações voltadas ao fomento empreendedor, à tributação, às compras públicas, ao comércio exterior, entre outras. A NBS e as suas Nebs foram desenvolvidas a partir de 2008 por um grupo instituído por Portaria Conjunta Interministerial do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (atual Ministério da Economia) e do Banco Central do Brasil e composto de especialistas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, da Secretaria de Comércio e Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central do Brasil. Na elaboração da nomenclatura e de suas notas explicativas, obedeceram‑se aos padrões técnicos estabelecidos e consolidados pelos organismos internacionais relevantes, resultando em uma nomenclatura plenamente harmonizada com os principais classificadores internacionais (em especial a Central Products Classification – CPC das Nações Unidas, utilizada nas negociações internacionais que envolvem serviços). Aplicações imediatas da NBS já ocorrem na Administração Pública – ela é, por exemplo, o classificador utilizado pelo Siscoserv. A NBS também é utilizada na definição dos serviços elegíveis ao financiamento no âmbito do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) e na ampliação dos serviços elegíveis aos adiantamentos de contrato de câmbio (ACC) e adiantamento de cambiais entregues (ACE). GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 151 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Diante do dinamismo que caracteriza o setor de serviços, em 29 de novembro de 2012 foi publicada a Portaria Interministerial n. 385, do Ministério da Fazenda (MF) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (atual Ministério da Economia), que estabeleceu Comissão de Representantes da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB/MF) e da Secretaria de Comércio e Serviços (SCS/MDIC), para a promoção de revisão da NBS e de suas notas explicativas. O processo de revisão, desenvolvido durante o ano de 2013, com a colaboração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), buscou identificar e corrigir erros, inconsistências e omissões importantes existentes na nomenclatura. Como resultado, em 17 de dezembro de 2013 foi publicada a Portaria Conjunta n. 1.820, que aprovou a versão 1.1 da NBS. Essa versão entrou em vigor em 1º de janeiro de 2014, e contempla ajustes à versão anterior, publicada pelo Decreto n. 7.708, de 2 de abril de 2012. A versão 1.1 visa aprimorar a NBS e as Nebs, facilitando a aplicação e interpretação da Nomenclatura para as políticas e instrumentos públicos que delas se utilizam. 7.3 Drawback isenção O regime aduaneiro especial de drawback, instituído em 1966 pelo Decreto‑Lei n. 37, de 21 de novembro de 1966, consiste na suspensão ou eliminação de tributos incidentes sobre insumos importados para utilização em produto exportado. O mecanismo funciona como um incentivo às exportações, pois reduz os custos de produção de bens exportáveis, tornando‑os mais competitivos no mercado internacional. A importância do benefício é tanta que, na média dos últimos quatro anos, correspondeu a 29% de todo benefício fiscal concedido pelo governo federal. Existem três modalidades de drawback: isenção, suspensão e restituição de tributos. A primeira delas consiste na isenção dos tributos incidentes na importação de mercadoria, em quantidade e qualidade equivalentes, destinada à reposição de outra importada anteriormente, com pagamento de tributos, e utilizada na industrialização de produto exportado. A segunda, na suspensão dos tributos incidentes na importação de mercadoria a ser utilizada na industrialização de produto que deve ser exportado. A terceira trata da restituição de tributos pagos na importação de insumo importado utilizado em produto exportado. O drawback de restituição praticamente não é mais utilizado. O instrumento de incentivo à exportação em exame compreende, basicamente, as modalidades de isenção e suspensão. O Comunicado Decex n. 21/97, alterado pelo Comunicado Decex n. 2 (da atual Secretaria de Comércio Exterior – Secex), estende o benefício a algumas operações especiais. Assim, a modalidade suspensão é aplicada às seguintes operações: • Drawback Genérico: caracterizado pela discriminação genérica da mercadoria a importar e o seu respectivo valor. • Drawback Sem Cobertura Cambial: quando não há cobertura cambial, parcial ou total, na importação; GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 152 Unidade II • Drawback Solidário: quando existe participação solidária de duas ou mais empresas industriais na importação; e • Drawback para Fornecimento no Mercado Interno: que trata de importação de matéria‑prima, produto intermediário e componente destinados à industrialização de máquinas e equipamentos no País, para serem fornecidos no mercado interno, em decorrência de licitação internacional – venda equiparada à exportação (Lei n. 8.402, de 8 de janeiro de 1992). Na modalidade isenção é concedido o Drawback para Reposição de Matéria‑Prima Nacional, que consiste na importação de mercadoria para reposição de matéria‑prima nacional utilizada em processo de industrialização de produto exportado, com vistas a beneficiar a indústria exportadora ou o fornecedor nacional, e para atender a conjunturas de mercado. Em ambas as modalidades, isenção e suspensão, os comunicados mencionados destacam ainda duas operações especiais: Drawback Intermediário e Drawback para Embarcação. O Drawback Intermediário consiste na importação, por empresas denominadas fabricantes‑intermediárias, de mercadoria para industrialização de produto intermediário a ser fornecido a empresas industriais exportadoras e utilizado na industrialização de produto final destinado à exportação. O Drawback para Embarcação refere‑se à importação de mercadoria para industrialização de embarcação e venda no mercado interno. O regime especial de drawback é concedido a empresas industriais ou comerciais, tendo a Secex desenvolvido com o Serpro sistema de controle para tais operações denominado Sistema Drawback Eletrônico, implantado desde novembro de 2001 em módulo específico do Siscomex. As principais funções do sistema são: • o registro de todas as etapas do processo de concessão do drawback em documento eletrônico (solicitação, autorização, consultas, alterações, baixa); • tratamento administrativo automático nas operações parametrizadas; e • acompanhamento das importações e exportações vinculadas ao sistema. O Ato Concessório é emitido em nome da empresa industrial ou comercial, que, após realizar a importação, envia a mercadoria a estabelecimento para industrialização, devendo a exportação do produto ser realizada pela própria detentora do drawback. A empresa deve, tanto na modalidade de isenção como na de suspensão de tributos, utilizar o Relatório Unificado de Drawback para informar os documentos registrados no SISCOMEX, tais como o RE ‑ Registro de Exportação, a DI – Declaração de Importação, o RES – Registro de Exportação Simplificado, bem como manter em seu poder as Notas Fiscais de venda no mercado interno. 153 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Esses documentos, identificados no Relatório Unificado deDrawback, comprovam as operações de importação e exportação vinculadas ao regime especial de tributação e devem estar vinculados ao Ato Concessório para o processamento de sua baixa no sistema. O regime de drawback concede isenção ou suspensão do Imposto de Importação ‑ II, do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM, além da dispensa do recolhimento de taxas que não correspondam à efetiva contraprestação de serviços, nos termos da legislação em vigor. As exportações vinculadas ao Regime de Drawback estão sujeitas às normas gerais em vigor para o produto, inclusive quanto ao tratamento administrativo aplicável. Um mesmo Registro de Exportação – RE não pode ser utilizado para comprovação de Atos Concessórios de Drawback distintos de uma mesma beneficiária – é obrigatória a vinculação do Registro de Exportação – RE ao Ato Concessório de Drawback. A concessão do Regime Especial de Drawback não assegura a obtenção de cota de importação para mercadoria ou de exportação para produto sujeito a contingenciamento, nem exime a importação e a exportação da anuência prévia de outros órgãos, quando for o caso. Também não pode ser concedido o regime de drawback para importação de mercadoria utilizada na industrialização de produto destinado ao consumo na Zona Franca de Manaus e em áreas de livre comércio, para importação ou exportação de mercadoria suspensa ou proibida, para exportações contra pagamento em moeda nacional e em moeda‑convênio ou outras não conversíveis, para importação de petróleo e seus derivados, conforme o disposto no Decreto n. 1.495, de 18 de maio de 1995, e para exportações vinculadas à comprovação de outros Regimes Aduaneiros ou incentivos à exportação. 7.4 Drawback isenção automatizado O sistema foi desenvolvido para informatizar os procedimentos de solicitação, análise, concessão e controle das operações de comércio exterior amparadas pelo regime de drawback, na modalidade isenção, que até então era administrada por meio de formulários em papel. A entrega faz parte da segunda etapa do programa Portal Único de Comércio Exterior. O Drawback Isenção permite a reposição de estoques de insumos importados e adquiridos no mercado interno, que são usados na industrialização de produto final já exportado. O regime concede ao exportador a isenção de impostos para: • Imposto de Importação (II); • A redução a zero da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para o PIS/Pasep. • A redução a zero da alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). • A redução a zero da alíquota da Contribuição para o PIS/Pasep‑Importação e da Cofins‑Importação. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 154 Unidade II Com o novo sistema, foram automatizados os procedimentos desde a comprovação das operações já realizadas, envolvendo as aquisições de insumos, importados ou adquiridos no mercado nacional, utilizados no processo produtivo, as exportações ou vendas equivalentes das mercadorias produzidas, até o controle da reposição dos estoques com a isenção de tributos. Além disso, qualquer documento necessário para a análise do Ato Concessório deverá ser encaminhado eletronicamente, anexado ao respectivo processo. Com isso, será eliminada a apresentação de documentos em papel na utilização do regime. O acompanhamento de vigência, saldos, alterações e demais procedimentos relativos aos Atos Concessórios serão controlados pelo sistema, com maior previsibilidade e transparências às operações. O módulo Siscomex Drawback Isenção WEB é parte integrante das ações previstas no Programa Portal Único de Comércio Exterior, iniciativa que envolve a reformulação dos processos de importação e exportação do Brasil, visando racionalizar a atuação dos órgãos governamentais intervenientes e reduzir os custos e prazos incorridos para realização dessas operações. A fim de que as empresas possam utilizar o sistema, não será necessário adotar qualquer providência especial. Para acesso, não será preciso possuir habilitação específica, bastando estar credenciado a utilizar o Siscomex como exportador perante a Receita Federal e possuir certificação digital. 8 SISCOMEX CARGA O Siscomex Carga é o sistema da Receita Federal para controle da movimentação de embarcações, cargas e contêineres vazios transportados através da vida aquaviária nos portos brasileiros, sendo acessado exclusivamente via internet. O Siscomex Carga (também chamado SISCARGA) equivale ao manifesto eletrônico de carga de importação e exportação por via marítima, fluvial ou lacustre. Algumas alterações ocorreram desde a implantação do Siscomex Carga e a primeira, e mais importante, é a obrigatoriedade do uso de certificado digital por parte dos transportadores que tenham de prestar informações à Receita Federal no Sistema Mercante. Assim, alguns dados que não eram solicitados anteriormente passaram a ser de informação obrigatória na implantação do Siscomex Carga integrado com o Sistema Mercante: • código NCM, como a Nomenclatura Comum do Mercosul, que deve ser informado com 4 dígitos, podendo o transportador informar também o código completo, com 8 dígitos; • relação dos contêineres vazios que devem ser identificados pelos seus respectivos números; • número dos contêineres que entram, saem ou transitam pelo país, através da via aquaviária, transportando mercadorias; • número dos chassis de veículos automotores que sejam objeto de importação ou de exportação; GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 155 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • escala da embarcação, com datas e portos brasileiros de atração; • manifestos e conhecimentos de cargas que permanecem a bordo da embarcação ou estejam somente de passagem pelo território aduaneiro. As informações que devem ser prestadas no Sistema Mercante refletem exatamente aquelas constantes dos documentos de emissão obrigatória do transportador, tanto no manifesto quanto no conhecimento de transporte, somadas a outras de interesse da fiscalização aduaneira, com o fim de controlar melhor as embarcações e suas cargas. Para prestar as informações no Sistema Mercante, as empresas de navegação ou agências marítimas que sejam suas representantes, deverão utilizar o certificado digital, podendo optar por duas maneiras diferentes: • Utilizando uma ferramenta de envio (ou upload) ou EDI (Electronic Data Interchange, NE: traduzido como intercâmbio eletrônico de dados), via pacote de dados; ou • Via internet, na qual a informação dos dados dos manifestos, conhecimentos de transporte e relação de contêineres deve ser preenchida manualmente. Nos processos de importação, os consignatários devem informar os respectivos endossos de conhecimento de transporte no Sistema Mercante somente através do Siscomex Carga. O operador portuário e o depositário farão os lançamentos somente no Siscomex Carga, com a possibilidade de baixar os dados de documentos nos quais figurem diretamente como interessados. Para o transportador, ficou a obrigação de informar a pendência do frete, quando necessário, no Siscomex Carga, também através da internet. A IN RFB n. 800/07 assim descreve os usuários: Art. 1º O controle de entrada e saída de embarcações e de movimentação de cargas e unidades de carga em portos alfandegados obedecerá ao disposto nesta Instrução Normativa e será processado mediante o módulo de controle de carga aquaviária do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), denominado Siscomex Carga. Parágrafo único. As informações necessárias aos controles referidos no caput serão prestadas à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) pelos intervenientes, conforme estabelecido nesta Instrução Normativa, mediante o uso de certificação digital:I – no Sistema de Controle da Arrecadação do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (Mercante), gerenciado pelo Departamento do Fundo da Marinha Mercante (DEFMM), pelos transportadores, agentes marítimos e agentes de carga; e GEOVANE ALMEIDA 156 Unidade II II – diretamente no Siscomex Carga, pelos demais intervenientes (BRASIL, 2007b). E no art. 35 dispõe: Do Armazenamento Art. 35. O depositário de mercadoria procedente do exterior pela via marítima, fluvial ou lacustre deverá informar, no sistema, o armazenamento da carga destinada ao seu recinto. Parágrafo único. Enquanto a função de controle de armazenamento não estiver disponível no Siscomex Carga, a informação do número identificador da carga (NIC) da carga sob a sua custódia deverá ser prestada pelo depositário, no Siscomex Importação, exceto nos casos de carga: I – em baldeação para outra embarcação, como complementação do seu transporte internacional; e II – não armazenada no local de descarga, com tratamento de “carga pátio” no Siscomex Trânsito (BRASIL, 2007b). Por outro lado, o ADE COREP 02/08 assim dispõe sobre o NIC: Dispõe sobre regras de formação do Número Identificador da Carga (NIC) importada e a prestação da sua informação. O COORDENADOR ESPECIAL DE VIGILÂNCIA E REPRESSÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 116 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF n. 95, de 30 de abril de 2007, e tendo em vista o disposto no art. 5º da Instrução Normativa SRF n. 680, de 2 de outubro de 2006, declara: Art. 1º As regras de formação do Número Identificador da Carga (NIC) importada são as constantes do Anexo I a este Ato Declaratório Executivo. Art. 2º A informação do NIC observará as seguintes regras: I – no caso de via aérea, serão considerados apenas os 11 (onze) primeiros dígitos de cada campo; II – no caso de carga marítima, o sistema somente permitirá o registro do NIC se o Número do Conhecimento Eletrônico (CE) existir no sistema Mercante e não estiver bloqueado para armazenamento no sistema Carga. 157 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR III – o depositário responsável pelo local alfandegado de descarga também registrará NIC para as cargas objeto de descarregamento direto para local não alfandegado; IV – a transmissão por meio de EDI (Electronic Data Interchange, NE: traduzido como intercâmbio eletrônico de dados) obedecerá à estrutura de dados constante do Anexo II; V – o importador informará o NIC na Declaração de Importação (DI) ou na Declaração Simplificada de Importação (DSI); VI – o registro de Declarações de Trânsito Aduaneiro (DTA) dos tipos DTA‑EC, DTA‑EE, DTA‑PC e MIC‑P para cargas aquaviárias é condicionado à existência do CE no sistema Mercante e, quando se tratar de trânsito com armazenamento na origem, a sua disponibilidade no Siscomex (BRASIL, 2008b). 8.1 Boletim de carga e descarga A função aqui é permitir a consulta das informações prestadas pelos operadores portuários em relação ao Carregamento/Descarregamento dos itens de carga da embarcação em determinada escala. Saiba mais A fim de realizar as etapas inerentes ao processo descrito na sequência, deve‑se acessar o seguinte site, para nele inserir os dados necessários: BRASIL. Portal Único Siscomex. Siscomex carga. [s.d.]k. Disponível em: <http://www4.receita.fazenda.gov.br/carga‑web/siscarga_home.view#>. Acesso em: 11 jul. 2019. Pré‑condições: o usuário deve estar logado e possuir perfil: • OPERPORT: Operador Portuário. • ADUINTERV: Servidor RFB. • TRANSP: Empresa de Navegação e Agência de Navegação. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 158 Unidade II Figura 93 – Tela de acesso ao Siscomex Carga Figura 94 – Tela de acesso ao Siscomex Carga – Consulta 159 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 95 – Tela de acesso ao Siscomex Carga – Consultar Boletim Carga e Descarga O sistema apresenta a tela Consultar Boletim Carga e Descarga. Vejamos na sequência os passos a serem seguidos: • Selecione no campo Tipo de Operação, Carga ou Descarga. • Preencha Número da Escala ou Porto de Atracação e Período de Atracação (DD/MM/AAAA). O período máximo de consulta é de 7 (sete) dias. É possível pesquisar o Porto de Atracação, ao clicar no símbolo (?), ao lado do campo. • Clique em enviar. Caso o usuário informe Porto de Atracação e Período de Atracação, será exibida uma lista com as escalas. 160 Unidade II Figura 96 – Tela de acesso ao Siscomex Carga – Consultar Escala • Clique no link correspondente à escala para consultar dados do Boletim e o link do Manifesto. O sistema apresenta uma lista de operações efetuadas por tipo de granel, com o total operado e manifestado na escala: Figura 97 – Tela de acesso ao Siscomex Carga – Escala 161 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Será exibida uma lista de operações efetuadas, por contêiner, não manifestado ou movimentado para safamento (remoção pelo cais) ou em processamento pelo sistema: Figura 98 – Tela com lista de operações efetuadas É possível consultar os Lacres informados em caso de avaria/ocorrência, ao clicar no símbolo (?). O sistema apresenta uma lista contendo os Manifestos associados à escala. Serão exibidos os Manifestos vinculados à escala que tiveram ao menos um item de carga carregado ou descarregado, mesmo que a operação não tenha sido prevista para esta escala. Neste caso, será informado Manifesto operado e não previsto. Figura 99 – Tela com lista de operações – Manifesto operado e não previsto • Clique no link correspondente ao Manifesto para exibir a lista de contêineres vazios e o link do Conhecimento: 162 Unidade II Figura 100 – Tela com lista de contêineres vazios • Clique no link correspondente ao CE para exibir a lista com os itens carregados ou descarregados. Figura 101 – Tela com lista de itens carregados ou descarregados 163 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Clique em funções, Tela de acesso ao Siscomex Carga. • Clique em Atracar/Solicitar Passe de Saída e em seguida Registrar Atracação/Solicitar Passe de Saída. Figura 102 – Tela Atracar/Solicitar Passe de Saída O sistema apresenta a tela Registrar Atracação/Solicitar Passe de Saída • Preencha o campo Número da Escala Sistema exibe a tela Registrar Atracação/Solicitar Passe de Saída com os detalhes da operação da escala. Figura 103 – Tela Atracar/Solicitar Passe de Saída 164 Unidade II • Clique em Solicitar passe. Figura 104 – Tela Solicitar Passe Se existir bloqueio que impeça a Solicitação de Passe de Saída, o sistema informará na tela: Figura 105 – Tela de Impedimento à Solicitação de Passe de Saída 165 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Funcionalidade logado como Operador Portuário • Clique em funções – Operações Portuárias – Registrar Início/Fim de Operação da Embarcação. Figura 106 – Tela para Registrar Início e Fim de Operação da Embarcação • Preencha os campos Terminal Portuário e Código IMO da Embarcação, obrigatoriamente, para o primeiro início de operação. Nos demais registros, informe os campos Número da Escala e Terminal Portuário. • Clique em enviar. Figura 107 – Tela para Registrar Início e Fim de Operação da Embarcação 166 Unidade II • Selecione a Situação da Embarcação (Atracada ou Fundeada) e preencha o campo Local, para registrar o início de operação. • Clique em Registrar. Figura 108 – Tela para Registrar Início de Operação da Embarcação O sistema retorna a tela e solicita a confirmação do registro. • Clique em OK. Figura 109 – Tela de confirmação do registro 167 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Preencha os campos Número da Escala e Terminal Portuário, para finalizar a operação. • No campo Registrar Fim de Operação da Embarcação, o Operador Portuário deverá desmarcar a seleção de Operação Concluída no checkbox, caso não tenha concluído totalmente sua operação na escala. • Clique em Registrar. O Operador Portuárioao concluir a operação na escala sem a indicação de conclusão deverá informar um novo início de operação e, em seguida, comunicar o seu fim, deixando marcado o indicador de conclusão da sua operação na escala. Figura 110 – Tela com Lista de Operações registradas Para permitir o registro pelo Operador Portuário dos itens de carga que foram carregados ou descarregados da embarcação em uma determinada escala, o Sistema apresenta a tela Registrar Boletim de Carga/Descarga conforme o Tipo de Carga selecionado. 168 Unidade II Figura 111 – Tela com tipo de carga Item de carga tipo contêiner • Informe o Número do Contêiner, selecione o Motivo da Movimentação e marque o checkbox: Possui Avaria/Ocorrência, se for o caso. Caso a Avaria seja referente à divergência na identificação do lacre, insira no campo Lacre a identificação existente ou aplicada, limitada a quatro ocorrências. • Clique na seta → para incluir o contêiner na lista. Repita a operação até que todos contêineres estejam inclusos. A inclusão é limitada a 50 itens para cada envio. Para excluir um contêiner da lista, selecione o contêiner e em seguida clique na seta ←. O procedimento deve ser efetuado antes da confirmação do carregamento/descarregamento. • Clique no botão carregar ou descarregar, conforme o tipo de operação selecionada. O sistema apresenta a mensagem informando o registro da operação com sucesso e/ou a informação de algum erro ocorrido. Figura 112 – Tela com tipo de carga contêiner 169 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Item de carga tipo carga solta O sistema apresenta todas as cargas soltas previstas para a operação de carga ou descarga no terminal informado. Caso o Operador Portuário necessite operar carga prevista para outro terminal, deverá clicar no link Exibir todas as cargas soltas previstas para operação de carga/descarga na escala. • Execute todos os passos comuns. • Informe no campo Quantidade Operada os valores referentes a cada item operado. Se for o caso, o Operador Portuário deverá inserir avaria da carga clicando na checkbox Avaria. • Clique no botão carregar ou descarregar, conforme o tipo de operação selecionada. O sistema apresenta a mensagem informando o registro da operação com sucesso e/ou a informação de algum erro ocorrido. Item de carga tipo granel • Execute todos os passos comuns. • Selecione o Tipo de Granel – informe no campo Peso Bruto (kg) – a quantidade operada em quilograma. • Clique no botão Carregar ou Descarregar, conforme o tipo de operação selecionada. O sistema apresenta a mensagem informando o registro da operação com sucesso e/ou a informação de algum erro ocorrido. Figura 113 – Tela com tipo de carga granel Item de carga tipo veículos • Execute todos os passos comuns. • Informe o Número do Chassi – selecione o Motivo da Movimentação – marque a checkbox: Possui Avaria/Ocorrência, se for o caso. • Clique na seta → para incluir o Veículo na lista. Repita a operação até que todos os veículos estejam inclusos. A inclusão é limitada a 50 itens para cada envio. Para excluir um veículo da lista, selecione o chassi e, em seguida, clique na seta ←. O procedimento deve ser efetuado antes da confirmação do carregamento/descarregamento. 170 Unidade II • Clique no botão Carregar ou Descarregar, conforme o tipo de operação selecionada. O Sistema apresenta a mensagem informando o registro de operação com sucesso e/ou a informação de algum erro ocorrido. Figura 114 – Tela com tipo de carga veículo Item de carga tipo equipamentos de bordo • Execute todos os passos comuns. • Informe ou altere a descrição do carregamento deste tipo de carga no campo de texto livre com limite de 500 caracteres. Figura 115 – Tela com tipo de carga equipamentos de bordo 171 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Clique em Carregar ou Descarregar, conforme o caso. O Sistema apresenta a descrição da carga/descarga de sobressalentes/equipamentos de bordo, caso já tenha sido informada anteriormente pelo mesmo Operador Portuário na escala. O Sistema apresenta a descrição da carga/descarga de sobressalentes/equipamentos de bordo, se já tiver sido informada previamente pelo mesmo Operador Portuário na escala. Figura 116 – Tela com descrição da carga/descarga de sobressalentes/equipamentos de bordo Registrar atracação A presente função tem como objetivo permitir o registro da efetiva atracação de uma embarcação em uma escala. Pré‑condições: a escala deverá ter sido previamente incluída no sistema Mercante. O usuário precisa estar logado e possuir o perfil TRANSP para agência de navegação ou empresa de navegação. • Clique em funções. 172 Unidade II Figura 117 – Tela de funções • Clique em Atracar/Solicitar Passe de Saída e em seguida Registrar Atracação/Solicitar Passe de Saída. Figura 118 – Tela de Registro de Atracação ou Solicitar Passe de Saída O sistema apresenta a tela Registrar Atracação/Solicitar Passe de Saída. 173 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 119 – Tela de Registro de Atracação ou Solicitar Passe de Saída • Preencha os campos Código IMO da Embarcação e Terminal Portuário. É possível pesquisar o Código IMO da Embarcação e o Terminal Portuário, ao clicar no símbolo (?), ao lado do campo. • Clique em enviar. 174 Unidade II Figura 120 – Tela de Código IMO da Embarcação e Terminal Portuário O Sistema apresenta a tela Registrar atracação/Solicitar Passe de Saída com os detalhes da escala. Figura 121 175 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 122 – Tela com detalhes da escala • Selecione no checkbox: Situação da Embarcação. Informe o Local da atracação. Campo livre, máximo de 50 caracteres; e insira o Número da Viagem. • Clique em atracar. Figura 123 – Tela com dados para registro de atracação O Sistema apresenta a tela de confirmação da atracação. 176 Unidade II Figura 124 – Tela de confirmação da atracação No caso de escala incluída após o prazo, o Sistema confirmará a atracação e que a operação de Carga/Descarga não está autorizada. Figura 125 – Tela de confirmação da atracação não autorizada 177 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Embarcação associada a uma única escala • Informe o Operador Portuário no campo CNPJ. É possível pesquisar os Operadores Portuários habilitados nos Recintos da Unidade Local, ao clicar no símbolo (?), ao lado do campo; e dá para inserir Operador Portuário que não esteja habilitado no Recinto previsto para operação da escala. Porém, a habilitação no recinto deverá ocorrer antes de iniciar a operação da embarcação. • Clique em indicar. Figura 126 – Tela de Indicação de Operador Portuário O Sistema apresenta a tela Indicar Operadores Portuários da Escala com o Operador Portuário indicado. 178 Unidade II Figura 127 – Tela Indicar Operadores Portuários da Escala No Terminal Portuário relacionado ao Recinto no qual houver mais de um Operador Portuário habilitado, serão apresentados somente os indicados pela Agência para atuar na escala. Caso a Agência não tenha indicado Operador Portuário ou indique um Operador Portuário que não esteja habilitado no Recinto, o sistema apresentará o código e o nome do terminal mais a mensagem de alerta “A agência ainda não indicou o Operador Portuário ou o Operador indicado não está habilitado no Recinto relacionado ao Terminal da escala”. A Agência poderá indicar mais de um Operador Portuário para operar a escala no mesmo Terminal. 179 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 128 – Tela Indicação de Operador Portuário 8.2 Siscomex – Mantra O Siscomex Mantra é um sistema de comércio exterior para acompanhamento de carga da Receita Federal para importações e exportações, e consiste em um sistema integrado eletrônico que possibilita o controle aduaneiro sobre os veículos, as cargas procedentes do exterior, os trânsitos pelo território brasileiro e sobre a colocação e movimentação dessas cargas em armazéns alfandegados.A ementa e o artigo 1º da IN SRF n. 102, de 20 de dezembro de 1994, sinalizam que o Mantra corresponde ao Manifesto de Carga Aérea: Art. 1º O controle de cargas aéreas procedentes do exterior e de cargas em trânsito pelo território aduaneiro, excetuando‑se aquelas controladas pelo Siscomex Trânsito, será processado através do Sistema Integrado de Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento ‑ Mantra e terá por base os procedimentos estabelecidos por este Ato. § 1° O MANTRA constitui parte do Sistema Integrado de Comércio Exterior ‑ SISCOMEX instituído pelo Decreto n. 660, de 25 de setembro de 1992. § 2° A manifestação de carga referida no art. 6º, bem como o registro de armazenamento efetivado pelo depositário e o correspondente visto dessa GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 180 Unidade II armazenagem realizado pela fiscalização aduaneira, cumulativamente, desobrigam a utilização da Folha de Controle de Carga ‑ FCC de que trata o item 1 da Instrução Normativa SRF n. 63, de 22 de junho de 1984. § 3° Nos casos de inatividade do Sistema, o controle de cargas terá por base a citada FCC e será lavrado termo de entrada no momento da chegada de veículo, quer esteja ou não transportando carga. Art. 2º São usuários do MANTRA: I ‑ a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB); (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB n. 1479, de 7 de julho de 2014). II ‑ transportadores, desconsolidadores de carga, depositários, administradores de aeroportos e empresas operadoras de remessas expressas, através de seus representantes legais credenciados pela Secretaria da Receita Federal ‑ SRF; e III ‑ outros, no interesse da SRF, a serem por ela definidos (BRASIL, 1994d). 181 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Figura 129 – Siscomex Mantra 8.3 Sistema mercante Vamos extrair o conceito de Mercante do decreto n. 5.543, de 20 de setembro de 2005, que em seu art. 2º dispõe: Art. 2º Para os fins deste Decreto, considera‑se: [...] VII – Mercante: sistema eletrônico de controle da arrecadação do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante – AFRMM (BRASIL, 2005a). GEOVANE ALMEIDA 182 Unidade II O Sistema Mercante fornece ao Departamento do Fundo da Marinha Mercante do Ministério dos Transportes o suporte informatizado para o controle do AFRMM, na parte que lhe concerne, uma vez que a arrecadação e fiscalização passou para a Receita Federal. Os dados lançados vão desde o registro do Conhecimento de Embarque (CE), até ao efetivo crédito nas contas vinculadas do Fundo de Marinha Mercante (FMM). Como representantes das empresas de navegação, as agências de navegação detentoras das informações contidas nos conhecimentos de embarque transmitem eletronicamente, por meio do Sistema Mercante, os dados das operações de transporte aquaviário. Os agentes de carga, por sua vez, efetuam a desconsolidação eletrônica de seus conhecimentos master informando os respectivos houses/ filhotes no Sistema Mercante. Uma vez apropriados esses dados, o Sistema Mercante efetua o cálculo do valor do AFRMM de cada conhecimento de embarque e registra na base de dados o valor apurado. Os consignatários/importadores responsáveis pelo recolhimento do AFRMM obtêm no Sistema Mercante o valor do adicional relativo ao seu conhecimento de embarque e promovem o débito em suas contas correntes. Além disso, têm acesso ao Sistema Mercante para realizar pesquisas diversas sobre os seus conhecimentos de embarque, podendo obter informações sobre a situação de cada um deles quanto a concessões de isenção ou suspensão solicitadas por seus representantes. As empresas de navegação utilizam o Sistema Mercante para consultar as informações referentes às suas operações, em diversos formatos, bem como sobre os valores recolhidos e creditados nas respectivas contas vinculadas. As bases de dados do sistema proporcionam a formulação de estatísticas do transporte aquaviário, com informações de cunho gerencial e operacional, que são disponibilizadas pelo DEFMM aos diversos segmentos do setor público e privado interessados nesse tipo de transporte. O acesso ao Sistema Mercante está disponível sete dias por semana, 24 horas por dia, promovendo a desburocratização e a redução de custos para todos os usuários, bem como melhor planejamento e aproveitamento dos recursos do sistema pelos setores público e privado. Os objetivos do Sistema Mercante são: • Sistematizar o tratamento das informações provenientes das operações de transporte de cargas por via marítima. • Promover a integração entre os diversos sistemas de informações institucionais do Governo Federal, no âmbito do comércio exterior, destacando‑se os diversos sistemas da família Siscomex e, em especial, o Siscomex Carga. 183 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR • Desburocratizar as ações e reduzir os custos operacionais referentes aos métodos e procedimentos para liberação de cargas nos portos. • Automatizar a arrecadação do AFRMM e aprimorar o desempenho das unidades regionais a partir do estabelecimento de mecanismos de controle automático. • Propiciar total gestão dos processos de concessão dos benefícios fiscais previstos em lei. Inicialmente o Sistema Mercante era administrado pelo Ministério do Transportes, mas como se trata de arrecadação de contribuição obtida pelo Governo Federal, a cobrança passou para o Ministério da Economia, e é disciplinada pela Secretaria da Receita Federal. Assim, foi integrado ao Siscarga. A fim de obter acesso ao Sistema Mercante, é obrigatório o uso de certificado digital para a prestação de qualquer informação relativa à disponibilização de dados de escala, de manifesto de carga, de conhecimento de embarque e de desconsolidação, bem como para as transações relativas a endosso eletrônico. Além disso, são necessários o cadastramento e a obtenção de perfil de acesso ao referido sistema na Receita Federal. A concessão de perfis de acesso ao sistema segue os procedimentos de segurança da Receita Federal. Os principais usuários do Sistema Mercante, são: • Receita Federal do Brasil. • Departamento da Marinha Mercante. • Agência de Navegação. • Empresa de Navegação. • Consignatário e representantes. • Agentes de carga/desconsolidadores. O usuário deve solicitar o perfil no setor competente da unidade da Receita Federal mediante o preenchimento do formulário denominado “Requerimento de Credenciamento no Siscomex/Mercante”. O credenciamento tem de ser solicitado mediante a utilização de formulário específico na internet nos casos de: • Agência de navegação; • Desconsolidador; • Consignatário de conhecimento de transporte; e • Seus representantes. GEOVANE ALMEIDA 184 Unidade II Na hipótese de Empresa de Navegação e NVOCC, a solicitação de credenciamento deve ser dirigida à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Esse formulário deverá ser preenchido pelos responsáveis e representantes legais, e precisará ser entregue: • No caso de cadastramento inicial e primeira habilitação, se o Tipo de Acesso escolhido for “Certificado Digital” e usuário for “Responsável Legal”, à unidade da RFB com atividade aduaneira com jurisdição sobre o estabelecimento matriz da empresa; nos demais casos, na unidade da RFB com atividade aduaneira escolhida para retirar a senha. Em ambas as situações, o formulário deve ser entregue com os seguintes documentos: — Se o usuário for responsável legal: cópia autenticada de documento de identidade com foto e assinatura. — Se for representante legal: ‑ Despachante aduaneiro: cópia autenticada do Registro de Despachante Aduaneiro e de documento de identidade com foto e assinatura; e ‑ Demais representantes legais: cópia autenticada do PIS‑PASEP e de documento de identidade com foto e assinatura. • Nos casos de habilitações subsequentes, em qualquer unidade da RFB que possua projeção aduaneira, acompanhado das cópias de documentos supracitadas; • Nos casos de desabilitação,inativação, alteração e exclusão física, em qualquer unidade da RFB que possua Cadastrador Local, acompanhado de cópia autenticada de documento de identidade com foto e assinatura, em caso de envio da solicitação por correspondência. Se o usuário optar por entregar o formulário pessoalmente, fica dispensada a cópia autenticada anteriormente referida, bastando a apresentação do documento de identidade com foto e assinatura; • Nos casos de troca de senha, reativação e desbloqueio, em qualquer unidade da RFB que possua cadastrador local, devendo apresentar, para recebimento da nova senha, um documento de identidade com foto e assinatura. O Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) foi instituído pelo Decreto‑lei n. 2.404/87 e disciplinado pela Lei n. 10.893/2004. É uma contribuição de intervenção no domínio econômico (Cide) com finalidade de atender aos encargos da intervenção da União no apoio ao desenvolvimento da marinha mercante e da indústria de construção e reparação naval brasileiras, e constitui fonte básica do Fundo de Marinha Mercante (FMM). Com as modificações introduzidas na Lei n. 10.893/2004 pelas Leis n. 12.599/2012 e n. 12.788/2013, a administração do AFRMM passou a ser de responsabilidade da Receita Federal do Brasil (RFB). O exercício dessa competência foi disciplinado pelo Decreto n. 8.257, de 29 de maio de 2014, publicado no Diário Oficial da União em 30 de maio de 2014. GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA GEOVANE ALMEIDA 185 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Assim, os pedidos de restituição, concessão de benefícios e demais solicitações referentes ao AFRMM devem, a partir da data de publicação do referido decreto, ser encaminhados às unidades da RFB, conforme procedimentos descritos neste manual e nos atos normativos expedidos por esta secretaria. O fato gerador do AFRMM é o início efetivo da operação de descarregamento da embarcação em porto brasileiro, que pode ser proveniente do exterior, em navegação de longo curso ou de portos brasileiros, em navegação de cabotagem ou em navegação fluvial e lacustre. A base de cálculo do AFRMM incide sobre o frete, que é a remuneração do transporte aquaviário da carga de qualquer natureza descarregada em porto brasileiro. Entende‑se por remuneração do transporte aquaviário, o frete para o transporte marítimo da carga, todas as despesas portuárias com a manipulação de carga e as despesas anteriores e posteriores a esse transporte, bem como outras de qualquer natureza a ele pertinente. As Alíquotas do AFRMM serão calculadas sobre a remuneração do transporte aquaviário, aplicando‑se as alíquotas previstas no artigo 6º da Lei n. 10.893/2004, que são: • I: 25% na navegação de longo curso; • II: 10% na navegação de cabotagem; e • III: 40% na navegação fluvial e lacustre, quando do transporte de granéis líquidos nas regiões Norte e Nordeste. Na navegação de longo curso, quando o frete estiver expresso em moeda estrangeira, a conversão para o padrão monetário nacional será feita com base na tabela “taxa de conversão de câmbio” do Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen), utilizada pelo Siscomex, vigente na data do efetivo pagamento do AFRMM. O contribuinte deve efetuar no Sistema Mercante o pagamento do AFRMM acrescido da Taxa de Utilização do Mercante (TUM), antes da: • autorização de entrega da mercadoria correspondente pela RFB, nas hipóteses de descarregamentos sujeitos a controle aduaneiro ; ou • efetiva retirada da mercadoria da área portuária, nas hipóteses de descarregamentos não sujeitos a controle aduaneiro. O Sistema Mercante só permite o pagamento realizado por débito em conta corrente se ele for efetuado pelo consignatário da carga ou seu representante legal, devidamente cadastrado no Mercante. O interessado deverá adotar providências específicas para o pagamento do AFRMM na unidade de registro da DI ou de jurisdição sobre o recinto, nas seguintes situações: 186 Unidade II • quando for realizado após trinta da ocorrência do fato gerador; e • nas hipóteses de pagamento referentes a mercadorias submetidas a regimes aduaneiros especiais, observados os casos de suspensão até a data do registro da declaração de importação que inicie o despacho para consumo correspondente. Cabe ressaltar que nos casos de suspensão e de não incidência do AFRMM, a TUM deve ser paga isoladamente no Sistema Mercante. As hipóteses de isenção e suspensão do AFRMM estão previstas, respectivamente, nos artigos 14 e 15 da Lei n. 10.893/2004. Já os casos de não incidência da TUM estão previstos no artigo 37, §3º e incisos da Lei n. 10.893/2004. O Sistema Mercante disponibiliza a informação sobre a situação da carga, se autorizada para entrega ou não, e indica a ocorrência de evento ou pendência de AFRMM para o CE Mercante correspondente. A unidade local, em cumprimento à legislação em vigor, somente pode desembaraçar e autorizar a entrega de mercadoria de qualquer natureza ou liberar a sua saída da zona primária ou a sua inclusão nos regimes aduaneiros especiais mediante a confirmação do pagamento do AFRMM, de sua suspensão ou de sua isenção. Os consignatários/importadores, responsáveis pelo recolhimento do AFRMM, obtêm no Sistema Mercante o valor relativo ao seu conhecimento de embarque e promovem o débito em suas contas correntes. Além disso, têm acesso ao sistema para realizar pesquisas diversas sobre os seus conhecimentos de embarque, podendo obter informações sobre a situação de cada um deles quanto a concessões de isenção ou de suspensão solicitadas por seus representantes. As empresas de navegação utilizam o Sistema Mercante para consultar as informações referentes às suas operações, em diversos formatos, bem como sobre os valores recolhidos e creditados nas respectivas contas vinculadas. Atualmente, o Sistema Mercante integrado com o Sistema de Informação Concentrador de Dados Portuários e o Siscomex Carga permanece como sistema de registro de entrada de dados ou informações relativas a cargas, manifestos, conhecimentos e seus itens do transporte aquaviário. Os dados disponibilizados pelos intervenientes são de grande confiabilidade, por existirem mecanismos e procedimentos automáticos de crítica e de controle entre os sistemas envolvidos. 187 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR Resumo Vimos que, com o avanço da tecnologia, as atividades do cotidiano ficaram muito mais simples e rápidas. Operar no comércio internacional é mais complexo em função de diversos fatores, sendo um deles a necessidade de conhecer esses sistemas e como eles operam. Procuramos abordar os sistemas como o Siscomex e o Vicomex, que são partes integrantes do Portal Siscomex, sistema este que permite ao importador ou ao exportador e seus representantes legais realizarem consultas acerca de suas operações, em andamento e já concluídas, de importação e exportação, com indicação do status atual de cada processo e visualização completa de todas as suas etapas, sem a necessidade de consultas a diversos sistemas. Vimos ainda o Sistema de Registro de Informações de Promoção (Sisprom), instrumento pelo qual as empresas registram suas operações de promoção de produtos e serviços, que é um dos pilares para o aumento da competitividade das empresas brasileiras. Também observamos o Siscoserv, cuja finalidade é o registro das informações relativas às transações realizadas entre residentes no Brasil e no exterior compreendendo serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das pessoas físicas, jurídicas ou dos entes despersonalizados. Também pudemos verificar toda a evolução da plataforma eletrônica de controle chamada de Siscomex, que é responsável por armazenar e controlar todas as etapas e documentos necessários aos processos de importação e exportação, as necessidades dos registros, da anuência de órgãos reguladores através do portal que funciona como interface única entre governos e operadores privados,concentrando em um único ponto as exigências e os serviços dos diversos órgãos intervenientes. Toda a evolução dos sistemas de comércio exterior nos conduz à última etapa, que é a integração da inteligência. Com base na ampla difusão de dados e informações entre os agentes, aliada ao uso de metodologias uniformes e ferramentas de gestão compartilhadas, é possível a criação de sistemas de inteligência capazes de identificar irregularidades nas operações a partir de critérios de controle e autorização de diversos órgãos, desde fraudes tributárias até o descumprimento de regulamentos técnicos e normas ambientais. 188 FIGURAS E ILUSTRAÇÕES Figura 1 WEILL, P.; ROSS, J. W. Governança de TI: como as empresas com melhor desempenho administram os direitos decisórios de TI na busca por resultados superiores. São Paulo: M. Books, 2006. p. 38. Figura 2 REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. de. Tecnologia da informação: aplicada a sistemas de informação empresariais. São Paulo: Atlas, 2003. p. 58. Figura 3 STALLINGS, W. Organização e arquitetura de computadores. São Paulo: Prentice Hall, 2010. p. 51. Adaptada. Figura 4 LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10. ed. São Paulo: Pearson Pratice Hall, 2013. p. 117. Adaptada. Figura 5 MEDEIROS, J. C. O. Princípios de telecomunicações: teoria e prática. São Paulo: Érica, 2012. p.12. Figura 6 LAURINDO, F. J. B. Tecnologia da Informação: planejamento e gestão de estratégias. São Paulo: Atlas, 2008. p. 35. Figura 7 FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. Implantando a governança de TI. Rio de Janeiro: Brasport, 2012. p. 25. Figura 8 FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. Implantando a governança de TI. Rio de Janeiro: Brasport, 2012. p. 26. Figura 9 FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. Implantando a governança de TI. Rio de Janeiro: Brasport, 2012. p. 19. Figura 10 STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011. p. 6. Adaptada. 189 Figura 11 COSTA, I. et al. Qualidade em Tecnologia da Informação: conceitos de qualidade nos processos, produtos, normas, modelos e testes de software no apoio às estratégias empresariais. São Paulo: Atlas, 2012. p. 2. Figura 13 STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011. p. 9. Adaptada. Figura 14 ELEUTÉRIO, M. A. N. Sistemas de informações gerenciais na atualidade. Curitiba: Intersaberes, 2015. p. 96. Figura 15 ELEUTÉRIO, M. A. N. Sistemas de informações gerenciais na atualidade. Curitiba: Intersaberes, 2015. p. 98. Figura 16 LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10. ed. São Paulo: Pearson Pratice Hall, 2013. p. 325. Adaptada. Figura 17 CAIÇARA JUNIOR, C. Sistemas Integrados de Gestão – ERP: uma abordagem gerencial. Curitiba: Intersaberes: 2015. p. 83. Figura 18 LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10. ed. São Paulo: Pearson Pratice Hall, 2013. p. 296. Figura 20 STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011. p. 45. Figura 21 PROGRAMA‑PORTAL‑UNICO‑DE‑COMERCIO‑EXTERIOR. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/ conheca‑o‑portal/programa‑portal‑unico‑de‑comercio‑exterior>. Acesso em: 8 jul. 2019. 190 Figura 22 ETAPAS‑DA‑INTEGRACAO. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/biblioteca‑de‑arquivos/ banco‑de‑imagens/etapas‑da‑integracao>. Acesso em: 8 jul. 2019. Figura 23 ESQUEMAPORTALUNICO.PNG. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/biblioteca‑de‑arquivos/ banco‑de‑imagens/EsquemaPortalUnico.png>. Acesso em: 8 jul. 2019. Figura 24 BRASIL. Manual de utilização: Sistema Visão Integrada e módulo Anexação Eletrônica de Documentos. 2. ed. Brasília: Siscomex, 2015. p. 5. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/ manual‑vicomex‑anexacao>. Acesso em: 8 jul. 2019. Figura 29 SUMARIO. Disponível em: <https://portalunico.siscomex.gov.br/classif/#/sumario>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 31 BRASIL. Manual de preenchimento da declaração única de exportação – DU‑E. 14. ed. Brasília: Siscomex, 2019. p. 2. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manuais/ManualdePreenchimento TelasDUEv14.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 32 BRASIL. Manual de preenchimento da declaração única de exportação – DU‑E. 14. ed. Brasília: Siscomex, 2019. p. 2. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manuais/ManualdePreenchimento TelasDUEv14.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 33 BRASIL. Manual de preenchimento da declaração única de exportação – DU‑E. 14. ed. Brasília: Siscomex, 2019. p. 3. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manuais/ManualdePreenchimento TelasDUEv14.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 34 BRASIL. Manual de preenchimento da declaração única de exportação – DU‑E. 14. ed. Brasília: Siscomex, 2019. p. 4. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manuais/ManualdePreenchimento TelasDUEv14.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2019. 191 Figura 35 BRASIL. Manual de preenchimento da declaração única de exportação – DU‑E. 14. ed. Brasília: Siscomex, 2019. p. 4. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manuais/ManualdePreenchimento TelasDUEv14.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 36 BRASIL. Manual de preenchimento da declaração única de exportação – DU‑E. 14. ed. Brasília: Siscomex, 2019. p. 5. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manuais/ManualdePreenchimento TelasDUEv14.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 37 BRASIL. Manual de preenchimento da declaração única de exportação – DU‑E. 14. ed. Brasília: Siscomex, 2019. p. 8. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manuais/ManualdePreenchimento TelasDUEv14.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 38 BRASIL. Manual de preenchimento da declaração única de exportação – DU‑E. 14. ed. Brasília: Siscomex, 2019. p. 9. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manuais/ManualdePreenchimento TelasDUEv14.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 39 FIGURA‑1‑PUCOMEX.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/ despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/sistema‑pucomex/figura‑1‑pucomex.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 40 FIGURA‑2‑PUCOMEX.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/sistema‑pucomex/figura‑2‑pucomex.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 41 FIGURA‑5‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/ despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑5‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 42 FIGURA‑6A‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑6a‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. 192 Figura 43 FIGURA‑6B‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑6b‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 44 FIGURA‑7‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/ despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑7‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 45 FIGURA‑8‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/ despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑8‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 46 FIGURA‑9‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/ despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑9‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 47 FIGURA‑10‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑10‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019.Figura 48 FIGURA‑13‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑13‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 49 FIGURA‑14‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑14‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 50 FIGURA‑15‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑15‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. 193 Figura 51 FIGURA‑16‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑16‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 52 FIGURA‑16A‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑16a‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 53 FIGURA‑17‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑17‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 54 FIGURA‑18‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑18‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 55 FIGURA‑19‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑19‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 56 FIGURA‑20‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑20‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 57 FIGURA‑22‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑22‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. 194 Figura 58 FIGURA‑23‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑23‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 59 FIGURA‑24‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑24‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 60 FIGURA‑25‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑25‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 61 FIGURA‑26‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑26‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 62 FIGURA‑27‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑27‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 63 FIGURA‑28‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑28‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 64 FIGURA‑29‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑29‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. 195 Figura 65 FIGURA‑30‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑30‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 66 FIGURA‑31‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑31‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 67 FIGURA‑32‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑32‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 68 FIGURA‑33‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑33‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 69 FIGURA‑34‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑34‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 70 FIGURA‑36‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑36‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 71 FIGURA‑37‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑37‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. 196 Figura 72 FIGURA‑38‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑38‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 73 FIGURA‑40‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑40‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 74 FIGURA‑41‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑41‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 75 FIGURA‑42‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑42‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 76 FIGURA‑43‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑43‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 77 FIGURA‑46‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑46‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 78 FIGURA‑45‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑45‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. 197 Figura 79 FIGURA‑47‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑47‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 80 FIGURA‑48‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑48‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 81 FIGURA‑49‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑49‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 82 FIGURA‑51‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/elaboracao‑da‑duimp/figura‑51‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 83 FIGURA‑63‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/anexar‑documentos/figura‑63‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 84 FIGURA‑64‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/anexar‑documentos/figura‑64‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 85 FIGURA‑DOWLOAD‑DOCUMENTOS.JPG.Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/ aduaneira/manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/anexar‑documentos/figura‑dowload‑ documentos.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. 198 Figura 86 FIGURA‑66‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/ despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/anexar‑documentos/figura‑66‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 87 CAPTURA‑67‑JUNTA.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/anexar‑documentos/captura‑67‑junta.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 88 ANEXAR‑DOCUMENTOS. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/anexar‑documentos>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 89 FIGURA‑57‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/consultar‑duimp/figura‑57‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 90 FIGURA‑58A‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/consultar‑duimp/figura‑58a‑duimp.jpg>. Acesso em: 10 jul. 2019. Figura 91 FIGURA‑58B‑DUIMP.JPG. Disponível em: <http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/ manuais/despacho‑de‑importacao/sistemas/duimp/consultar‑duimp/figura‑58b‑duimp.jpg>. 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