Prévia do material em texto
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO AMAZONAS CAMPUS ZONA LESTE Amira Raiany Bello da Silva, Ana Laura Luizon Miranda, Ana Rebeca Silva Carvalho, Cailan da Silva Porto, Ihan Lucas Silva Aprigio, Jordana Elias Rebello, Wynn Di Ponzio SISTEMA DIGESTÓRIO DO TAMANDUÁ-BANDEIRA Myrmecophaga tridactyla Manaus – AM 2020 Amira Raiany Bello da Silva, Ana Laura Luizon Miranda, Ana Rebeca Silva Carvalho, Cailan da Silva Porto, Ihan Lucas Silva Aprigio, Jordana Elias Rebello, Wynn Di Ponzio SISTEMA DIGESTÓRIO DO TAMANDUÁ-BANDEIRA Myrmecophaga tridactyla Trabalho apresentado ao Curso de graduação em Medicina Veterinária do Instituto Federal do Amazonas para obtenção de nota parcial na disciplina Anatomia de animais domésticos e silvestres II. Avaliação qualitativa. Docente: Alexandre Navarro Alves de Souza Manaus - AM 2020 SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO.............................................................................................04 2.SISTEMA DIGESTÓRIO..............................................................................04 3.CEFÁLICO...................................................................................................05 3.1. CAVIDADE ORAL................................................................................05 4.CRANIAL.....................................................................................................06 4.1. ESÔFAGO...........................................................................................06 4.2. ESTÔMAGO........................................................................................07 5.MÉDIO.........................................................................................................11 5.1. INTESTINO DELGADO.......................................................................11 6.CAUDAL......................................................................................................12 6.1. INTESTINO GROSSO.........................................................................12 7.ÓRGÃOS ACESSÓRIOS............................................................................16 7.1. PÂNCREAS.........................................................................................16 7.2. FÍGADO...............................................................................................19 8.REFERÊNCIAS...........................................................................................20 4 1. INTRODUÇÃO Figura 1: Tamanduá-bandeira. Autor desconhecido. Fonte: Google Imagens. Myrmecophaga tridactyla, conhecido popularmente como Tamanduá-bandeira, é representante da ordem Xenarthra, superordem pilosa e pertence à família Myrmecophagidae (DI NUCCI, 2007). A espécie é encontrada nas florestas e savanas do centro da América Central e ao sul da América do Sul, como na Argentina. No Brasil está distribuído em todo território, porém estados como Goiás, Rio de Janeiro e Maranhão o animal encontra- se possivelmente extinto. A perda do habitat e o desaparecimento do Tamanduá- bandeira acontece devido a queimas de plantações de cana-de-açúcar para colheita, caças para o mercado ilegal, ataques de cães e atropelamentos (MIRANDA. F, BERTASSONI. A, ABBA. A. M, 2014). Além disso, suas dietas naturais são os cupins, as formigas, e os insetos, logo devido aos seus hábitos alimentares, a espécie sofreu modificações morfológicas, o que afetou tanto estruturas anatômicas quanto digestórias e mastigatórias. (BRAGA et al., 2014; DI NUCCI, 2007). As mudanças e adaptações encontradas são o focinho alongado, língua portátil, a ausência de dentes e glândulas salivares bem desenvolvidas (BRAGA et al., 2010). 2. SISTEMA DIGESTÓRIO O Sistema Digestório tem como função a absorção de líquidos e alimentos, como também a degradação desses alimentos em partículas menores. É constituído pelo tubo digestório e pelos órgãos acessórios que inclui glândulas salivares, fígado e pâncreas. O tubo digestório é formado na sequência pela boca, faringe, esôfago, 5 estômago, intestino delgado, grosso e canal anal (KONIG, LIEBICH, 2016). Entretanto, temas referentes a anatomia na medicina de animais selvagens e exóticos são escassos, logo, o Sistema Digestório da espécie não é bastante abordado, o que resulta em défice de conteúdo e aprofundamento acerca de cavidade oral, faringe, glândulas salivares parótida, mandibular e sublinguais. 3. CEFÁLICO 3.1. CAVIDADE ORAL Na maioria dos mamíferos, o processo de absorção do alimento envolve a mastigação e inclui a dentição. Animais que se alimentam de formigas e cupins compartilham características anatômicas. Dessa forma, o Tamanduá-bandeira possui uma série de adaptações morfológicas possivelmente devido a dieta, logo, a ausência de mastigação facilita a ingestão das presas de tamanho menor. Como também, a saliva viscosa dessa espécie é produzida por glândulas salivares hipertrofiadas, a fim de grudar as presas na superfície da língua. (REISS, 2000). Especializações do crânio como o uso de esguios, língua longa e pegajosa são características que derivam da infraordem Vermilingua para capturar o alimento. No gênero Myrmecophaga o palato duro é alongado, como também, o palato secundário permite a retração da língua dentro da orofaringe de maneira que não interfira na passagem de ar (MCDONALD, VIZCAÍNO, BARGO, 2008). Figura 2 – Fotografia da parte da língua exposta do Tamanduá-bandeira. (Fonte: F. G. Braga, Curitiba, 2008). Modificado por: Ana Rebeca (2020). 6 4. CRANIAL 4.1. ESÔFAGO O esôfago é uma estrutura tubular, cilíndrica, localizada entre a faringe e o estômago (KONIG, LIEBICH, 2016). O órgão do Myrmecophaga tridactyla possui comprimento total em média de 27,3 centímetros e 5,3 centímetros de diâmetro (MENEZES. L. T, 2013) diferente de roedores, como o Chinchila lanígera, no qual o esôfago apresenta 9,8 centímetros de comprimento (CASTRO et al., 2010). Situa-se dorsalmente a cartilagem cricóide da laringe entre a 5° e a 6° vértebra cervical, e divide-se da mesma forma que em animais domésticos, partes cervical, torácica e abdominal, embora a última seja mais curta (DYCE, SACK, WENSING, 2010). Ao adentrar na cavidade torácica o órgão encontra-se dorsalmente a bifurcação da traqueia no 5° par de costelas. Segundo Konig e Liebich, a parte cervical do esôfago nos animais domésticos passa à esquerda da traqueia de maneira que dentro da cavidade torácica encontra- se dorsal a traqueia e percorre o mediastino prosseguindo além da bifurcação da traqueia. Em seguida, prossegue ventral até a aorta ascendente com uma ligeira inclinação dorsal, e entra na cavidade abdominal mediante ao hiato esofágico do diafragma. Entretanto, o esôfago do Myrmecophaga tridactyla é medial e dorsal a traqueia na parte cervical, e na torácica e abdominal é ventral e paralela a aorta. A parte torácica do esôfago do Tamanduá-bandeira se estende da cartilagem cricóide da laringe até a traqueia. É considerada a porção mais longa, e possui aproximadamente 15,3 centímetros de comprimento (MENEZES. L. T, 2013). Em seguida, penetra na cavidade torácica ventralmente a artéria aorta até o 5° par de costelas. Já no animal de porte menor, como o Chinchila lanígera, o esôfago apresenta comprimento médio de 3,1 centímetros e acompanha a traqueia dorsalmente sob o plano mediano (CASTRO et al., 2010). A parte torácica começa na bifurcação da traqueia e termina no diafragma, possui cerca de 9,6 centímetros de comprimento, está localizada no 5 ° par de costelas ainda paralelo e ventral a artéria aorta na parede torácica e às vértebras torácicas na linha mediana. (MENEZES. L. T,2013). No Chinchila lanígera, o esôfago sofre um ligeiro desvioà esquerda quando começa a entrar na cavidade torácica, além de apresentar comprimento médio de 5,6 centímetros (CASTRO et al.,2010). 7 E por fim, a última parte do esôfago, a abdominal, possui 2,6 centímetros de comprimento, e inicia-se logo após a passagem pelo hiato esofágico do diafragma percorrendo a borda dorsal do fígado e finaliza na região cárdia do estômago. Enquanto o esôfago abdominal do Chinchila lanígera apresenta comprimento médio de 1,2 centímetro (CASTRO et al., 2010). O esôfago apresenta quatro camadas desde a mais interna estendendo a externa, a túnica mucosa, túnica submucosa, túnica muscular e adventícia (KONIG, LIEBICH, 2016). No entanto, em todo o esôfago do Tamanduá-bandeira não existem glândulas, diferente do esôfago em animais domésticos, no qual são encontradas na túnica submucosa. (ZAMITH, 1951). O esôfago cervical apresenta uma túnica muscular com epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado, enquanto o torácico e o abdominal apresentam o queratinizado. A túnica mucosa do esôfago cervical é formada por músculo estriado, já o torácico e abdominal por músculo liso. Além disso, encontra-se no esôfago torácico do Myrmecophaga tridactyla um plexo miontérico entre as duas camas da túnica mucosa (MENEZES. L. T, 2013). Figura 3 – Fotomacrografia do esôfago na cavidade torácica do Myrmecophaga tridactyla. (Fonte: Lorena Tannus, Uberlândia, 2013). Legenda: A – Esôfago (ES), Artéria Aorta (Ao). B – Glândula Salivar (GS), Traqueia (Tr), Esôfago (ES), Diafragma (Di). Modificado por: Ana Rebeca (2020). 4.2. ESTÔMAGO O estômago do tamanduá-bandeira, Myrmecophaga tridactyla, tem o formato parecido com uma letra J e é considerado a grande dilatação do trato gastrointestinal. Fica situado no antímero esquerdo do corpo do animal, entre o esôfago e o intestino delgado, na altura do sexto até o décimo par de costelas e mede em média 34 centímetros de comprimento e cerca de 12 centímetros de largura. A incisura angular 8 é bem limitada e tem direção ventrocranial (Menezes, L. 2013). A parede do estômago tem 0,406 centímetros (Albuquerque, L. 2017) ou 0,76 centímetros quando alimentados com formigas e térmitas (Lopes, E. et al. 2015). Figura 4: Imagem evidenciando a localização do estômago na cavidade abdominal do Tamanduá-bandeira, Myrmecophaga tridactyla. EST – estômago, ID – intestino delgado, IG – intestino grosso. (Adaptado de Menezes, L. 2013) Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira). A face cranial do estômago tem muito contato com a parede abdominal esquerda e com o lobo esquerdo do fígado e é bastante extensa, já a parte caudal é menos extensa e fica em contato com o baço, pâncreas e o intestino delgado e grosso. A região pilórica (direita) do estômago é bem grande, espessa e com formato cilíndrico, tem pregas e sulcos profundos na mucosa bem definidos macroscopicamente e desemboca na parte inicial do intestino. Está localizada ventralmente, na altura do nono e décimo par de costela. A região inicial, ou cárdica, localizada no lado esquerdo do estômago, é uma região pequena, com sulcos rasos e pregas pequenas e fica dorsalmente à coluna vertebral. Na parte cranial à região cárdica, fica o fundo cego, que é a região fúndica do estômago. Nessa região a mucosa é muito pregueada e possui em média 9 centímetros. (Menezes, L. 2013). Na parte caudal da região cárdica fica a região mais dilatada do órgão, o corpo do estômago possui 13 centímetros e tem mucosa muito pregueada também. Essas três regiões se localizam na região esquerda do estômago do Myrmecophaga tridactyla, adjacente ao lobo esquerdo do fígado. 9 Figura 5: Imagem demonstrando a localização das regiões do estômago do Tamanduá- bandeira, Myrmecophaga tridactyla. Ca – região cárdica, Pi – região pilórica, Fu – região fúndica, Co – corpo do estômago. (Adaptado de Menezes, L. 2013). Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira. Na região cárdica: Túnica mucosa: é formada por epitélio simples prismático mucíparo pequeno e criptas rasas revestidas por esse mesmo epitélio. Células caliciformes tubulares, mucosas e levemente tortuosas desembocam nessas criptas. Essas células caliciformes têm origem na lâmina própria do epitélio, que tem em sua composição tecido conjuntivo frouxo, fibras reticulares, colágenas e elásticas. A camada muscular da mucosa é formada por fibras de tecido muscular liso. Túnica submucosa: não possui glândulas. É formada por tecido conjuntivo frouxo com fibras colágenas e plexos de Meissner (plexos submucosos). Túnica muscular: tem sua camada externa longitudinal e interna circular de músculo liso. Túnica serosa: é formada por tecido conjuntivo frouxo. A superfície do estômago na região cárdica possui muitas pregas com sulcos bastante profundos e é rugosa. No corpo e na região fúndica do estômago: Túnica mucosa: É formada por epitélio simples prismático mucíparo com as criptas rasas. A lâmina própria também é formada por tecido conjuntivo frouxo, porém possui grande quantidade de células caliciformes e sua conformação é mais retilínea, e possuem dois tipos celulares, um basófilo (células zimogênicas/ principais) e um muito acidófilo (células oxínticas/parietais). A camada muscular da túnica mucosa também é composta por músculo liso. Túnica submucosa: também não possui 10 glândulas e tem basicamente a mesma composição da túnica submucosa da região cárdica do estômago: tecido conjuntivo frouxo, fibras colágenas e plexos submucosos. Túnica muscular: além da camada interna circular e a externa longitudinal de músculo liso, a túnica muscular da região fúndica e do corpo possui plexos mioentéricos (plexos de Auerbach). Túnica serosa: é constituída de tecido conjuntivo frouxo. A superfície do estômago nas regiões fúndicas e do corpo não possuem ondulações e suas pregas possuem fundos rasos. Na região pilórica: Túnica mucosa: também possui epitélio simples prismático mucíparo, porém com as criptas com os sulcos mais profundos. A lâmina própria continua sendo formada por tecido conjuntivo frouxo, porém suas células caliciformes são mais curtas e a muscular da mucosa é formada por fibras de músculo liso. Túnica submucosa: tem a mesma composição das demais regiões: Tecido conjuntivo frouxo, plexos submucosos e fibras colágenas e não apresenta glândulas. Túnica muscular: é caracterizada pela camada de músculo liso extremamente desenvolvido, que forma um esfíncter pilórico com a camada externa longitudinal e a interna circular bem espessas. Há também a presença de plexos mioentéricos. Túnica serosa: formada por tecido conjuntivo frouxo. A superfície do estômago na região pilórica é rugosa, com pregas difusas com sulcos rasos e profundos. Figura 6: Imagem demonstrando as superfícies das diferentes regiões do estômago do Tamanduá-bandeira, Myrmecophaga tridactyla. Pi – região pilórica, Ca – região cárdica, Co – corpo do estômago. (Adaptado de Menezes, L. 2013). Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira. 11 5. MÉDIO 5.1. INTESTINO DELGADO O Intestino delgado ocupa a maior parte da cavidade abdominal, visto que é um musculomembranoso com estensão desde o estômago até o final do íleo. Ademais localiza-se caudalmente ao intestino grosso e ao estômago, possui cerca de 8.03 metros de dimensão e é longo. Assim, não só detém uma parte,fixa, iserido pela prega peritoneal mesoduodeno , constituida pelo duodeno. Como também uma parte, mesentérica, formada pelo jejuno e íleo. (ROMER; PARSONS, 1985; SISSONS, 1986; DYCE; SACK, WENSING, 2004) O duodeno é a primeira e a mais curta parte do intestino delgado. Sua estrutura fina permite a visualização de pregas da mucosa interna bem no começo do mesentério (Fig. 7C; 7B). É orientado em sentido craniocaudal fixado no antímerodireito. Detém um trajeto curto e flexura em formato de “S”. Dessa forma, no início do terço médio a mucosa interna é rugosa, tendo sulcos rasos e vilos longos, já na porção caudal é lisa. O duodeno interage cranialmente com o estômago, intestino grosso e com o lobo quadrado do fígado. (SCHUMMER et al., 1979, SISSON, 1986; DYCE; SACK; WENSING, 2004). A parte mesentérica do intestino delgado pode ser dividida, basicamente, em jejuno (antímero direito) e íleo (antímero esquerdo), ambos inseridos pelo mesentério. A localização anatômica dessas estruturas é de forma cranial à sínfise púbica, tendo um contato com a parede do abdômen num ângulo ventral e dorsal. E de forma caudal à parte superior do duodeno e intestino grosso. São considerados como as partes mais finas e frágeis do intestino delgado por conta da sua simplicidade e semelhança, sendo quase impossível de diferenciá-las entre si. Jejuno e íleo, em consonância, possuem em média 7,87 metros de comprimento e 6,6 centímetros de diâmetro e ficam inseridos na parte dorsal da cavidade do abdômen. Consequentemente, ocupam uma grande área da parte intestinal. Com relação às diferenças entre as duas partes, pode-se citar que o jejuno tem a mucosa lisa e sem pregas enquanto o íleo tem a mucosa rugosa e com muitas pregas, nas quais ao se aproximarem do intestino grosso sua circunferência aumenta para que ocorra o encontro dos intestinos delgado e grosso. (ARTIGO – MORFOLOGIA DO TUBO DIGESTÓRIO DO TAMANDUÁ BANDEIRA Myrmecophaga tridactyla). 12 Figura 7: Fotomacrografia do intestino delgado de Myrmecophaga tridactyla. (B) localização do intestino delgado na cavidade abdominal; (BC) morfologia externa do duodeno. Abreviações: (ID) intestino delgado; (JE) jejuno; (IL) íleo; (DU) duodeno; (Fl) flexura em S do duodeno; (Me) início do mesentério. Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira. 6. CAUDAL 6.1. INTESTINO GROSSO A porção final do sistema digestório corresponde ao intestino grosso e esse tem a função de formar a massa fecal e de absorver água. O intestino grosso, diferente do intestino delgado, não apresenta vilosidades. Compreende a região terminal do íleo até o ânus, está entre a 8ª costela e as vértebras coccíneas, e é divido em ceco, colo (ascendente, transverso e descendente), reto e ânus. Está localizado no sentido caudal ao estômago e cranial ao intestino delgado (Figura 8). 13 Figura 8: Cavidade abdominal do Tamanduá Bandeira. Abreviações: (EST) estômago; (DU) duodeno; (ID) intestino delgado; (IG) intestino grosso. Fonte: TANNUS, Lorena. Morfologia do tubo digestório do Tamanduá Bandeira Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira. O ceco é um tubo cego e corresponde a primeira parte do intestino grosso, que compreende a parte final do íleo até a porção do colo ascendente (Figura 9), sua comunicação com íleo se dá por meio do óstio ileal e com o colo por meio do óstio cecocólico, é curto com formato de vírgula, localizado na metade esquerda da cavidade abdominal, apresenta sulcos longitudinais na superfície externa (Figura 9B) e pregas na superfície interna (Figura 9A). (ARTIGO – MORFOLOGIA DO TUBO DIGESTÓRIO DO TAMANDUÁ BANDEIRA Myrmecophaga tridactyla) Figura 9: Superfície interna do ceco (A) do tamanduá bandeira; superfície externa do ceco (B) do tamanduá bandeira. Abreviações: (CE) ceco; (Cve) cólon ventral esquerdo; (IL) íleo. Fonte: TANNUS, Lorena. Morfologia do tubo digestório do Tamanduá Bandeira. Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira. O colo é divido em ascendente, transverso e descente. O colo ascendente do tamanduá bandeira é bastante longo e compreende cinco partes: inicia-se com o cólon ventral esquerdo, logo após o término do ceco (Figura 9B), que percorre um caminho cranioventral até alcançar o esterno onde sofre um desvio (flexura esternal) e se torna colo ventral direito (Figura 10) seguindo em direção à pelve, onde sofre novamente uma flexão no sentido ventrodorsal, a flexura caudal (Figura 10), passando a ser o cólon dorsal direito (Figura 10), dorsal ao cólon ventral direito, segue no sentido cranial até o diafragma onde sofre uma nova deflexão, a flexura diafragmática (Figura 10),tornando-se cólon dorsal esquerdo (Figura 10) que na altura do lobo médio do fígado sofre um desvio no sentido ventrodorsal originando a alça distal do cólon ascendente (Figura 10), após alcançar o rim esquerdo a alça distal do cólon ascendente curva-se para a direita tornando-se o cólon transverso. (ARTIGO – 14 MORFOLOGIA DO TUBO DIGESTÓRIO DO TAMANDUÁ BANDEIRA Myrmecophaga tridactyla) O cólon transverso compreende a região da alça distal do cólon ascendente até o cólon descendente, localizado na altura da crista ilíaca esquerda, caudal a alça distal do cólon ascendente e cranial ao cólon descendente (Figura 11) uma estrutura curta e delgada que vai se afunilando seguindo a direção da direita para a esquerda até alcançar o 15º par de costelas, na altura do rim esquerdo (Figura 11), em que o cólon transverso sofre um desvio para a esquerda e torna-se cólon descendente. (ARTIGO – MORFOLOGIA DO TUBO DIGESTÓRIO DO TAMANDUÁ BANDEIRA Myrmecophaga tridactyla) Figura 10: Superfície externa do cólon ascendente do tamanduá bandeira. Abreviações: Cólon ventral direito (Cvd); flexura caudal (Fc); cólon dorsal direito (Cdd); flexura diafragmática (Fd); cólon dorsal esquerdo (Cde); alça distal do cólon ascendente (Ad); mesocólon (Mc). Fonte: TANNUS, Lorena. Morfologia do tubo digestório do Tamanduá Bandeira. Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira. O cólon descendente inicia-se na parte final do cólon transverso, na altura do 15º par de costelas, e, seguindo de maneira retilínea, finaliza no reto na entrada da pelve. Está localizado ventral ao sacro e às primeiras vértebras coccíneas, além disso, apresenta forma cilíndrica com sulcos retilíneos em sua superfície externa e na face lateral encontra-se os rins (Figura 11). (ARTIGO – MORFOLOGIA DO TUBO DIGESTÓRIO DO TAMANDUÁ BANDEIRA Myrmecophaga tridactyla) 15 Figura 11: Superfície externa do cólon transverso e descendente. Abreviações: Alça distal do cólon ascendente (Ad), cólon transverso (Ct); cólon descendente (Cd); mesocólon (Mc); rins (RI). Fonte: TANNUS, Lorena. Morfologia do tubo digestório do Tamanduá Bandeira. Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira. O reto constitui a porção final do intestino grosso, está localizado na cavidade pélvica, ventral às vértebras coccíneas, apresenta forma cilíndrica e pregas em sua superfície externa, inicia-se após o colo descendente entrar na pelve, ele se dilata na porção inicial e tem sua continuidade no canal anal curto o qual termina no ânus, que consiste em uma abertura para o exterior coberta por pele e pelos, controlado pelos músculos esfíncteres externo e interno. Figura 12: Superfície externa do cólon transverso, descendente e reto. Abreviações: Cólon transverso (Ct); cólon descendente (Cd); reto (RE). Fonte: TANNUS, Lorena. Morfologia do tubo digestório do Tamanduá Bandeira. Fonte: Artigo Morfologia do tudo digestório do tamanduá bandeira. 16 7. ÓRGÃOS ACESSÓRIOS 7.1. PÂNCRES Figura 13: Fotomacrografia do pâncreas de Myrmecophaga tridactyla Linnaeus, 1785, macho, adulto. A: pâncreas dissecado com suas regiões crâniodorsal (CD), média (M), caudoventral (CV) e lobar esquerda (LE). Fonte: Tese Morfologia macro e microscópica do pâncreas de tamanduá- bandeira. O pâncreas do tamanduá-bandeira apresenta apenas uma lobação, aparentando um conjunto de “nódulos” frouxos agregados (Figura 13 e 14) (TESE – Morfologia macro e microscópica do pâncreas de tamanduá-bandeira). Possui uma coloração pálida e está envolvido por uma fina cápsula de tecido conjuntivodelgado (Figura 14) (TESE – Morfologia macro e microscópica do pâncreas de tamanduá-bandeira). Apresenta uma face gástrica (Figura 16B) compondo 2/3 do órgão acompanhando a curvatura maior do ventrículo gástrico, iniciando pela porção craniodorsal e terminando na caudoventral. Ainda na face gástrica (Figura 16) observou-se o ducto pancreático, a artéria pancreática caudal e veia esplênica na face dorsolateral (Figura 14). Uma pequena parte do órgão justapõe à porção inicial do duodeno, apresentando assim um formato da letra “L” (Figura e 16B). Ademais, também, mostrou uma face dorsolateral voltada para a cavidade abdominal, a qual relaciona-se craniodorsalmente com o baço e estômago, e caudoventralmente com a cápsula renal e intestinos (Figura 15A e 15B), (TESE – Morfologia macro e microscópica do pâncreas de tamanduá-bandeira). 17 Figura 14: Representado pela letra “L”, verifica-se o ligamento mantendo os órgãos fixados ao peritônio da parede dorsal da cavidade abdominal. BR – “Bolsa Renal”, que é a continuação do ligamento, e forma uma bolsa fibrosa que protege o rim esquerdo. D – Parte do duodeno. J – Jejuno “tracionado” para fora da cavidade abdominal. Indicado pela seta, uma pequena porção do pâncreas. Fonte: Tese Morfologia macro e microscópica do pâncreas de tamanduá-bandeira. Figura 15: A: RE – Rim esquerdo dentro da “bolsa renal”. L – Parte do ligamento (rompido). P – Pâncreas. D – Duodeno. J – Jejuno. Na ponta da seta, tem-se a indicação da veia esplênica. B: VG- Ventrículo Gástrico e P – Pâncreas, ambos “aderidos” por estarem envolvidos por tecido adiposo. J – Jejuno. Observar que o pâncreas acompanha a curvatura maior do ventrículo gástrico e que uma pequena parte está presa à porção inicial do duodeno, compondo a borda da letra “L”, representando o logo esquerdo (D). Fonte: Tese Morfologia macro e microscópica do pâncreas de tamanduá- bandeira. 18 Figura 16: A: Vista ventral do pâncreas (P) e visualização da (seta) artéria pancreática caudal. D – Duodeno. B: Face gástrica (FG) do órgão, que acompanha a curvatura maior do ventrículo gástrico iniciando pela porção crâniodorsal (CD), e a porção caudoventral (CV) que representa a pequena porção presa ao duodeno (D), onde é possível visualizar uma pequena projeção, o lobo esquerdo. Indicado pela seta, o ducto pancreático principal que segue ventralmente e emite o acessório (dorsalmente). Próximo a CD visualizar um pequeno vaso, corado em vermelho, que representa a artéria pancreática caudal. C: Vista da face dorsolateral direita (FDL) do pâncreas. D: Observar a região de transição entre a parte livre que acompanha a curvatura gástrica e a “porção” presa ao duodeno (indicada pela seta). Fonte: Tese Morfologia macro e microscópica do pâncreas de tamanduá-bandeira. 7.2. FÍGADO O fígado do tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyl) possui uma coloração marrom avermelhada (Figura 17) e está posicionado na superfície abdominal do diafragma devido a pressão que outras vísceras aplicam e por sua inserção ao mesmo, onde encontra-se caudalmente com o estômago por meio do ligamento coronário. (ARTIGO – Análise anatômica do fígado do tamanduá-bandeira de vida livre). Dividido por lobos, sendo eles: lobo lateral direito, medial direito, lateral esquerdo, medial esquerdo e quadrado, apresentando uma maior lobação à direita do plano mediano e não possui o processo caudado e papilar. Ademais, tem-se a presença dos ligamentos triangulares, coronário e falciforme (Figura 17). (ARTIGO – Análise anatômica do fígado do tamanduá-bandeira de vida livre). 19 Na vista diafragmática (Figura 17), o lobo quadrado e o lobo medial direito apresentam-se fusionados e na vista visceral eles se dividem próximo a vesícula biliar (ARTIGO – Análise anatômica do fígado do tamanduá-bandeira de vida livre). Figura 17: vista diafragmática do fígado do tamanduá-bandeira fora da cavidade abdominal. O órgão está dividido em lobos: lateral esquerdo (LE), medial esquerdo (ME), quadrado (Q), medial direito (MD) e lateral direito (LD). A vesícula biliar (VB) encontra-se entre os lobos Q e MD. Observa-se também o ligamento falciforme (LF), o ligamento triangular esquerdo (LTE) e o ligamento triangular direito (LTD). Diafragma (D). Fonte: Artigo – Análise anatômica do fígado do tamanduá-bandeira de vida livre. 20 REFERÊNCIAS BRAGA, F. G. Ecologia e comportamento de Tamanduá-bandereira Myrmecophaga tridactyla (Linnaeus, 1758), no município de Jaguariaíva, Paraná. Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências agrárias, Curitiba, 2010. Disponível em: ˂ https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/24958 ˃. Acesso em: 21 de novembro de 2020. BRAGA, F. G; SOUZA, N. G; BATISTA, A. C; LIMA, P. P. S. Consumo de Formigas cortadeiras por Tamanduá-bandeira Myrmecophaga tridactyla (Linnaeus, 1078) em plantios de Pinnus spp. no Paraná Brasil. Edentata Revista, Paraná, v.15, n.1, p. 1-8, 2014. Disponível em: ˂https://www.researchgate.net/publication/270590816_Consumo_de_Formigas_Cort adeiras_por_Tamandua- Bandeira_Myrmecophaga_tridactyla_Linnaeus_1758_em_Plantios_de_Pinus_spp_n o_Parana_Brasil˃. Acesso em: 06 de dezembro de 2020. CARVALHO, Marina Martins de. Caracterização comparativa do intestino das espécies da ordem Xenarthra. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-23032015-105307/pt-br.php. Acesso em 13 de dezembro de 2020. CASTRO, T. F, de; DUMMER, R. J; RICKES, E. M; PEREIRA, M. A. M. Morphological, morphometric, and topographical description of the digestive tract in Chinchila lanígera. Brazilian Journal pf Veterinary Reserach, São Paulo, v.47, n.1, p.86-94, 2010. Disponível em: ˂ http://www.revistas.usp.br/bjvras/article/view/26852 ˃ . Acesso em: 06 de dezembro de 2020. DYCE, K. M; SACK, M.O; WENSING, C. J. G. Tratado de Anatomia Veterinária. 4° edição, Rio de Janeiro: Elseveir, 2010. IGLESIAS, Luciana. Morfologia macro e microscópica do pâncreas de tamanduá- bandeira. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde- 24032015-150610/publico/LUCIANA_PEDROSA_IGLESIAS_Original.pdf. Acesso em 20 de dezembro de 2020. https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/24958 https://www.researchgate.net/publication/270590816_Consumo_de_Formigas_Cortadeiras_por_Tamandua-Bandeira_Myrmecophaga_tridactyla_Linnaeus_1758_em_Plantios_de_Pinus_spp_no_Parana_Brasil https://www.researchgate.net/publication/270590816_Consumo_de_Formigas_Cortadeiras_por_Tamandua-Bandeira_Myrmecophaga_tridactyla_Linnaeus_1758_em_Plantios_de_Pinus_spp_no_Parana_Brasil https://www.researchgate.net/publication/270590816_Consumo_de_Formigas_Cortadeiras_por_Tamandua-Bandeira_Myrmecophaga_tridactyla_Linnaeus_1758_em_Plantios_de_Pinus_spp_no_Parana_Brasil https://www.researchgate.net/publication/270590816_Consumo_de_Formigas_Cortadeiras_por_Tamandua-Bandeira_Myrmecophaga_tridactyla_Linnaeus_1758_em_Plantios_de_Pinus_spp_no_Parana_Brasil https://teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-23032015-105307/pt-br.php http://www.revistas.usp.br/bjvras/article/view/26852 https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-24032015-150610/publico/LUCIANA_PEDROSA_IGLESIAS_Original.pdf https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-24032015-150610/publico/LUCIANA_PEDROSA_IGLESIAS_Original.pdf 21 KONIG, H. E; LIEBICH, H. G. Anatomia dos Animais Domésticos: texto e atlas coloridos. Porto Alegre: Artmed, 6° edição, 2016. MCDONALD, H. G; VIZCAÍNO, S. F; BARGO, M. S. Skeletal anatomy and the fossil history of Vermilingua. The Biology of Xenarthra, University Press of Florida, p.64- 78, 2008. Disponível em: ˂ https://www.researchgate.net/publication/257931184_Skeletal_anatomy_and_the_fo ssil_history_of_the_Vermilingua ˃. Acesso em: 22 de novembro de 2020. MENEZES, L. T. Morfologia do tubo digestório do Tamanduá-bandeira Mymercophaga tridactyla(Pilosa: Myrmecophagidae). Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, 2013. Disponível em: ˂ https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/13057 ˃. Acesso em: 06 de dezembro de 2020. MIRANDA, F; BERTASSONI, A; ABBA, A. M. Myrmecophaga tridactyla. The IUC Red List of Threatened Species, 2014. Disponível em: ˂ https://www.iucnredlist.org/species/14224/47441961#assessment-information ˃. Acesso em: 22 de novembro de 2020. MIRANDA, G. R. B. Ecologia e conservação do Tamanduá-bandeira Myrmecophaga tridactyla (Linnaeus, 1758) no Parque Nacional das Emas. Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Brasília, 2004. Disponível em: ˂ https://www.pgeclunb.net.br/pt-br/teses-defendidas/2004-2006-1/1396- guilherme-henrique-braga-de-miranda ˃. Acesso em: 21 de novembro de 2020. Morgado, T. O. Perfil hematológico, bioquímico, e consumos de nutrientes de Tamanduás-Bandeira (Myrmecophaga tridactyla) alimentados com diferentes dietas em cativeiro. Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2012. Disponível em:˂ https://ri.ufmt.br/handle/1/1446 ˃. Acesso em: 06 de dezembro de 2020. DI NUCCI, D. L. Formulación y evaluación de dietas de osos hormigueros gigantes (Myrmecophaga tridactyla) en cautiverio. Universidad Nacional de Rosario, Cátedra de Biología y Ecología, Facultad de Ciencias Veterinarias, Argentina, 2007. Disponível em: ˂ https://www.researchgate.net/publication/301593096_Formulacion_y_evaluacion_de _dietas_de_osos_hormigueros_gigantes_Myrmecophaga_tridactyla_en_cautiverio ˃. Acesso em: 06/12/2020. https://www.researchgate.net/publication/257931184_Skeletal_anatomy_and_the_fossil_history_of_the_Vermilingua https://www.researchgate.net/publication/257931184_Skeletal_anatomy_and_the_fossil_history_of_the_Vermilingua https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/13057 https://www.iucnredlist.org/species/14224/47441961#assessment-information https://ri.ufmt.br/handle/1/1446 https://www.researchgate.net/publication/301593096_Formulacion_y_evaluacion_de_dietas_de_osos_hormigueros_gigantes_Myrmecophaga_tridactyla_en_cautiverio https://www.researchgate.net/publication/301593096_Formulacion_y_evaluacion_de_dietas_de_osos_hormigueros_gigantes_Myrmecophaga_tridactyla_en_cautiverio 22 REISS, K. Z. Feeding: Form, Function, and Evolution in Tetrapod Vertebrates. CHAPTER 15-Feeding in Myrmecophagous Mammals, Elsevier, p. 459. Disponível em: ˂ https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/B9780126325904500162 ˃. Acesso em: 06/12/2020. TANNUS, Lorena. Morfologia do tubo digestório do Tamanduá Bandeira. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/13057. Acesso em 13 de dezembro de 2020. ZAMITH, A. P. L. Contribuição para o conhecimento da estrutura do esôfago dos vertebrados. Anais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba, p.359-434, 1951. Disponível em: ˂ https://www.researchgate.net/publication/262668775_Contribuicao_para_o_conheci mento_da_estrutura_da_mucosa_do_esofago_dos_vertebrados ˃. Acesso em: 06/12/2020. KELER, T. G.; MELO, A. P. F.; LIMA, E. M. M.; RODRIGUES, R. F.; CRUVINEL, T. M. A. Análise anatômica do fígado do tamanduá-bandeira de vida livre. Disponível em: file:///C:/Users/ana_l/Documents/FACULDADE/ANATOMIA/galoa-proceedings-- zootec--65135%20(1).pdf. Acesso em 18 de dezembro de 2020. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/B9780126325904500162 https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/13057 https://www.researchgate.net/publication/262668775_Contribuicao_para_o_conhecimento_da_estrutura_da_mucosa_do_esofago_dos_vertebrados https://www.researchgate.net/publication/262668775_Contribuicao_para_o_conhecimento_da_estrutura_da_mucosa_do_esofago_dos_vertebrados file:///C:/Users/ana_l/Documents/FACULDADE/ANATOMIA/galoa-proceedings--zootec--65135%20(1).pdf file:///C:/Users/ana_l/Documents/FACULDADE/ANATOMIA/galoa-proceedings--zootec--65135%20(1).pdf