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Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
Histologia 
Sistema Linfático 
Aula 5 
Sistema Linfático 
»Os linfócitos constituem o tipo celular 
determinante do sistema linfático, pois 
são eles as células efetoras na resposta 
do sistema imune a substâncias nocivas 
ao organismo 
Órgãos linfoides 
São divididos: 
Órgãos linfoides 
primários 
»Responsáveis pela produção e 
maturação de linfócitos e outras células 
sanguíneas 
»Medula óssea (LB e LT) 
*Os linfócitos T da medula, são 
direcionados para o timo para serem 
maturados 
»Timo (LT) 
 
 
Órgãos linfoides 
secundários 
»Os linfócitos B e T 
só são ativados, na 
presença de 
antígenos. Adquirindo 
assim uma capacidade 
de resposta. Quando 
ativados esses 
linfócitos podem se 
tornar linfócitos efetores e/ou de 
memória 
»Esses linfócitos são direcionados aos 
órgãos linfoides secundários 
»Linfonodos 
»Baço 
»Nódulos linfáticos: estão localizados em 
órgãos específicos. Exemplo: MALT 
(mucosas), BALT (bronquiolar), etc. 
Medula óssea Vermelha 
»Produção de todas as células 
sanguíneas 
»Consiste 
em unidades 
de vasos 
sanguíneos 
(capilares) especializados, denominados 
sinusoides (fendas transitórias, para a 
Histologia 
 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
passagem de células) e uma rede 
esponjosa de células hematopoiéticas. 
»Os sinusoides proporcionam a barreira 
entre o compartimento 
hemocitopoiético (produção das células) 
e a circulação periférica 
»Os compartimentos hemocitopoiéticos 
são envolvidos por células reticulares-
advenciais, que emitem extensões 
(semelhantes ao respectivo folheto), 
proporcionando suporte para as células 
sanguíneas em desenvolvimento. 
»Uma vez maturados, essas células são 
liberadas na corrente sanguínea a partir 
dos sinusoides 
»Há presença de macrófagos e 
adipócitos (poucos) 
Funções 
Hemocitopoiese 
Eritrócitos, plaquetas, granulócitos, 
monócitos LB e precursores de LT 
 
Armazenamento de ferro 
Ferritina e 
hemossiderina (dentro 
dos macrófagos) 
Hemocaterese 
Reserva energética 
Principalmente na medula amarela 
Timo 
ȃ um 
órgão 
bilobulado 
(um de 
cada lado), localizado no mediastino 
superior, posterior ao externo e na 
altura do coração e grandes vasos. 
 
 
 
 
»O timo contém uma 
fina capsula de tecido 
conjuntivo, onde se 
forma trabéculas. As 
trabéculas 
estabelecem os 
lóbulos tímicos. Não 
são lóbulos verdadeiros, apenas mantos 
corticais contínuos sobre essas porções. 
» O parênquima do timo contém células 
T em desenvolvimento, em uma 
Capilares 
sinusoides 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
extensa rede formada por células 
reticulares epiteliais 
»Cada lóbulo possui uma organização 
corticomedular. 
»O córtex do timo, 
se localiza na 
porção mais 
externa do 
parênquima (cor 
mais escura). A 
coloração mais 
escura, se deve ao 
acumulo de linfócitos T (ou timócitos) 
em desenvolvimento com seus núcleos 
intensamente corados (que chegaram 
da medula óssea vermelha). Estão 
presentes também macrófagos e 
células reticulo epiteliais (células grandes, 
com projeções citoplasmáticas, que 
envolvem os linfócitos em maturação). 
Os linfócitos que alcançam o córtex do 
timo são impedidos de entrar em 
contato com o antígeno por uma 
barreira física, denominada barreira 
hematotímica. 
»A medula do timo é a porção mais 
interna do parênquima (cor mais clara). 
Contém um 
grande número 
de células 
reticulares 
epiteliais e 
linfócitos T 
frouxamente 
dispostos. (setas: células reticulares 
epiteliais). 
»A coloração mais clara se deve a 
presença de linfócitos grandes e 
maduros. Estão presentes também, 
macrófagos, células dendríticas 
(formadoras de 
antígeno) 
reticulo epiteliais. 
Os corpúsculos 
tímicos ou de 
Hassall 
(derivados das 
células 
reticulares epiteliais do tipo VI) 
constituem uma característica que 
distingue a medula tímica. Os 
corpúsculos tímicos são massas isoladas 
de células reticulares epiteliais do tipo VI 
de disposição concêntrica, densamente 
acondicionadas; essas células exibem 
núcleos achatados 
 
 
 
Barreira hematotímica 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
»Dentro da barreira, ocorre também 
uma seleção dos linfócitos, que são 
apresentados a alguns antígenos de 
forma controlado e caso, esses linfócitos 
respondam muito pouco ou 
excessivamente a esse antígeno eles 
são destruídos. 
Constituição: 
»Células 
endoteliais, que 
reveste a 
parede capilar é 
do tipo 
contínuo, com zônulas de oclusão 
»Lâmina basal espessa 
»Pericitos 
»Macrófagos 
»Células reticulares endoteliais 
»Células reticulares epiteliais 
»Lâmina basal das células reticulo 
epiteliais 
»Tecido conjuntivo perivascular 
»Células dendríticas foliculares (CDF): 
apresentam múltiplos prolongamentos 
citoplasmáticos delgados e ramificados, 
semelhantes a fios de cabelo, que se 
interdigitam com os linfócitos B nos 
centros germinativos. Nas projeções 
citoplasmáticas dessa célula, ocorre a 
maturação dos linfócitos B, a célula pode 
reter o antígeno em sua superfície 
 
Síndrome de Digeorge 
»Ocorre uma 
involução natural 
do timo, com o 
envelhecimento 
»Doença 
genética 
»Na síndrome, ocorre uma aplasia ou 
hipoplasia do timo e paratireoides 
»Crianças apresentam Imunodeficiência 
e infecções recorrentes 
Linfonodos 
»São pequenos órgãos linfáticos 
encapsulados e interpostos ao longo dos 
vasos linfáticos 
»Atuam como filtros através dos quais a 
linfa circula para o sistema circulatório 
sanguíneo 
»Estão distribuídos pelo corpo, mas se 
concentram em determinadas regiões, 
como axila virilha e mesentérios 
»Dois tipos 
de vasos 
linfáticos 
servem o 
linfonodo: 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
Vasos linfáticos aferentes 
»Transportam a linfa para o linfonodo e 
penetram nele em vários pontos na 
borda convexa da capsula 
»A maioria (cerca de 90%) entra no 
linfonodo através das paredes das 
vênulas pós capilares localizados no 
córtex profundo (As vênulas de 
endotélio alto (HEV)). 
Vasos linfáticos eferentes 
»Transportam a linfa para fora do 
linfonodo através do hilo (depressão na 
superfície côncava do linfonodo). 
»O hilo também serve como local de 
entrada e saída dos vasos sanguíneos e 
nervos 
Estrutura do linfonodo 
»O parênquima do linfonodo é dividido 
em córtex e medula 
Região cortical ou 
córtex 
»Forma a porção 
externa do linfonodo, 
exceto no hilo 
»Contém os nódulos linfáticos. 
»Consiste em massa densa de tecido 
linfático (rede reticular, células 
dendríticas, células dendríticas foliculares, 
linfócitos, macrófagos e plasmócitos) e 
seios linfáticos, os canais de linfa 
Paracórtex 
»Tecido linfoide difuso entre medular e 
córtex superficial 
Maioria dos Linfócitos T – região timo-
dependente (Efeitos da timectomia) 
»Os linfócitos T do paracórtex, são 
diretamente provenientes do timo. 
»Localizado entre a região cortical e a 
região medular 
Região medular ou medula 
»É a região mais internado linfonodo. 
Consiste em tecido linfático organizado 
como cordões irregulares, intercalados 
por seios medulares linfáticos. 
»Possui os 
vasos 
linfáticos 
aferentes e 
eferentes 
»Menos corada 
Centro germinativos 
»Em um linfonodo ativo, os nódulos 
contêm um centro mais claro, 
denominado 
»Proliferação de linfócitos B, plasmócitos 
e macrófagos 
 
Elementos de sustentação 
dos linfonodos 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
»Capsula: composta de tecido 
conjuntivo denso que circunda o 
linfonodo 
»Trabéculas: compostas de tecido 
conjuntivo denso, se estendem desde a 
capsula até o centro do linfonodo, 
formando um arcabouço, delimitando de 
uma forma incompleta lóbulos no 
linfonodo. 
»Tecido reticular: composto por células 
e fibras reticulares, que formam uma 
fina rede de sustentação em todo o 
restante dos órgãos. A rede reticular 
dos tecidos e órgãos linfáticos (com 
exceção do timo) consiste em células 
de origem mesenquimal (célulasreticulares), fibras reticulares e matriz 
fundamental produzidas por essas 
células. 
 
 
 
 
 
Vias de circulação do 
linfonodo 
»Os seios são 
revestidos por 
endotélio, que 
é contínuo na 
face e 
adjacente ao 
tecido 
conjuntivo da 
cápsula ou das trabéculas, mas 
descontínuo na face do seio voltada 
para o parênquima linfático 
»A linfa entra a partir dos vasos linfáticos 
aferentes que drenam a linfa para 
dentro do seio subcapsular (cortical), 
que fica abaixo da capsula. 
»Os seios trabeculares, que se originam 
dos seios subcapsulares, estendem-se 
através do córtex ao longo das 
trabéculas e drenam para os seios 
medulares. Os linfócitos e os macrófagos 
ou seus prolongamentos circulam entre 
os seios linfáticos e o parênquima do 
linfonodo 
»Os seios medulares estão associados 
aos cordões 
medulares, 
ou seja, 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
prolongamentos das células reticulares 
que atravessam o lúmen do seio e 
formam uma rede entrecruzada que 
retarda o fluxo livre da linfa e aumenta 
a sua filtração. Os cordões medulares 
são ricos em linfócitos T e B, 
plasmócitos e macrófagos. Esse filtro 
mecânico aprisiona substâncias 
antigênicas e células transformadas 
oriundas de câncer metastático, que 
são então fagocitadas pelos macrófagos 
Vênulas de endotélio alto 
»(HEV) 
» Embora alguns linfócitos entrem nos 
linfonodos através dos vasos linfáticos 
aferentes como componentes da linfa, a 
maioria (cerca de 90%) entra no 
linfonodo através das paredes das 
vênulas pós-capilares (revestidas por 
células endoteliais cuboides ou 
colunares) 
»Localizados na região do córtex 
profundo ou paracórtex 
»Constituem o local de absorção de 
líquido e de entrada de linfócitos 
circulantes no linfonodo. 
»As células das HEV expressam alta 
concentração de canais de água 
(moléculas de aquaporina1 [AQP1]). 
»As células endoteliais, permitem uma 
maior passagem de células linfoides para 
a região dos linfonodos 
»Essas células endoteliais especializadas 
também contêm receptores para 
linfócitos sensibilizados por antígenos. 
Essas células sinalizam os linfócitos para 
que deixem a circulação e migrem para 
dentro do linfonodo. Tanto as células B 
quanto as células T deixam a corrente 
sanguínea através das HEV, 
atravessando o endotélio por diapedese 
» Em sua maioria, os linfócitos deixam o 
linfonodo via seios linfáticos, a partir dos 
quais fluem para um vaso linfático 
eferente 
Baço 
» O baço tem aproximadamente o 
tamanho de um punho fechado e é o 
maior órgão linfático. Localiza-se no 
quadrante superior esquerdo da 
cavidade abdominal e apresenta rico 
suprimento sanguíneo 
» O baço desempenha funções de 
filtração tanto morfológicas quanto 
imunológicas. Além do grande número 
de linfócitos, o baço contém espaços ou 
canais vasculares especializados, uma 
rede de células reticulares e fibras 
reticulares e um rico suprimento de 
macrófagos e células dendríticas. Esse 
conteúdo possibilita ao baço monitorar 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
imunologicamente o sangue, de modo 
semelhante ao monitoramento da linfa 
pelos macrófagos e células dendríticas 
dos linfonodos 
»O baço está envolvido por uma 
cápsula de tecido conjuntivo denso, a 
partir da qual trabéculas se estendem 
para dentro do parênquima do órgão 
»O tecido conjuntivo da cápsula e das 
trabéculas contém miofibroblastos. Essas 
células contráteis 
também produzem 
fibras extracelulares de 
tecido conjuntivo 
»O hilo, localizado na 
superfície medial do 
baço, constitui o local de 
passagem da artéria e veia esplênicas, 
nervos e vasos linfáticos 
»Não possui divisão corticomedular. A 
maior parte do baço é formada pela 
polpa esplênica. Por sua vez, a polpa 
esplênica é dividida em duas regiões 
funcional e morfologicamente 
diferentes: a polpa branca e a polpa 
vermelha 
Polpa branca 
»A polpa 
branca é vista 
como áreas 
cinza 
esbranquiçadas circulares ou alongadas, 
circundadas pela polpa vermelha rica em 
sangue. Consiste em nódulos linfáticos 
formados principalmente por linfócitos, 
basófila, em virtude da predominância 
de heterocromatina nos núcleos dos 
numerosos linfócitos. 
»Os ramos da artéria esplênica seguem 
o seu trajeto através da cápsula e das 
trabéculas do baço e, em seguida, 
penetram na polpa branca. No interior 
da polpa branca, os ramos da artéria 
esplênica são denominados artérias da 
polpa branca ou artérias centrais. 
» Os linfócitos que se agregam ao redor 
das artérias centrais constituem a bainha 
linfática periarterial (PALS)., zona 
dependente do timo 
» Nos cortes transversais, a PALS é 
vista como um perfil arredondado 
semelhante a um nódulo linfático. 
» Os nódulos constituem o território dos 
linfócitos B; outros linfócitos da PALS 
consistem principalmente em linfócitos 
T que circundam os nódulos 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
»Nos humanos, os centros germinativos 
desenvolvem-se dentro de 24 h após a 
exposição a 
um 
antígeno e 
podem se 
tornar 
grandes o suficiente para serem visíveis 
a olho nu. Esses nódulos aumentados 
são denominados nódulos esplênicos ou 
corpúsculos de Malpighi (não confundi-
los com os corpúsculos renais que têm 
o mesmo nome) 
Polpa vermelha 
»O papel desempenhado pela polpa 
vermelha consiste principalmente em 
filtração do sangue 
»Possui essa cor 
devido ao 
grande número 
de eritrócitos ali 
presentes 
»A polpa 
vermelha 
consiste em 
seios esplênicos separados por cordões 
esplênicos (cordões de Billroth). 
»Os cordões esplênicos são formados 
por uma rede frouxa de células 
reticulares e fibras reticulares 
compostas por moléculas de colágeno 
dos tipos III e V 
»Grande número de eritrócitos, 
macrófagos, linfócitos, células 
dendríticas, plasmócitos e granulócitos 
reside dentro da rede de cordões 
esplênicos 
» Os macrófagos esplênicos fagocitam 
os eritrócitos danificados. O ferro dos 
eritrócitos destruídos é usado na 
formação de novos eritrócitos 
 
 
 
 
»As arteríolas peniciladas deságuam 
diretamente na rede reticular dos 
cordões, em vez de se conectarem 
com os seios esplênicos revestidos por 
endotélio. O sangue que entra na polpa 
vermelha passa então pelos cordões e 
rica expostos aos macrófagos que 
residem nesse local. Na circulação 
fechada, que ocorre em outras 
espécies, as arteríolas peniciladas 
desembocam diretamente nos seios 
esplênicos da polpa vermelha PALS, 
bainha linfática periarterial 
Funções 
®As funções do sistema imune no 
baço incluem: 
Maria Cecília Moscardini-CMMG 2º período 
»Apresentação do antígeno pelas APC 
(principalmente células dendríticas e 
macrófagos) e iniciação da resposta 
imune 
»Ativação e proliferação dos linfócitos B 
e T 
»Produção de anticorpos contra 
antígenos presentes no sangue 
circulante 
»Remoção de antígenos 
macromoleculares do sangue. 
®As funções hemocitopoéticas do 
baço incluem as seguintes: 
»Remoção e destruição dos eritrócitos 
e das plaquetas senescentes, danificados 
e anormais 
»Recuperação do ferro da hemoglobina 
dos eritrócitos 
»Formação de eritrócitos no início da 
vida fetal 
»Armazenamento do sangue, 
particularmente dos eritrócitos, em 
algumas espécies 
Tecido linfoide associado às 
mucosas 
»Intestino 
delgado-placas de 
Payer’s 
 
Intestino grosso 
 
 
Sistema respiratório -
traqueia 
 
Sistema 
respiratório – 
alvéolos 
pulmonares

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