Logo Passei Direto
Buscar

DECISÂO FINAL DO JULGAMENTO DA ADI 5267 NO STF

Acórdão e ementa do STF sobre embargos de declaração na ADI 5267 (Minas Gerais): aborda a ilegitimidade recursal por petição assinada apenas por procuradores do Estado, contém voto do relator Dias Toffoli, relatório e a decisão que rejeita os embargos.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Ementa e Acórdão
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
EMENTA
Embargos de declaração nos embargos de declaração na ação direta 
de inconstitucionalidade. Petição de recurso não subscrita pelo 
Governador do Estado. Ilegitimidade recursal. Vício não convalidável. 
Precedentes. Omissão, contradição e erro material não configurados. 
Mero inconformismo. Rediscussão não admitida em sede de embargos. 
Embargos declaratórios rejeitados.
1. Segundo a jurisprudência pacífica do STF, a legitimidade recursal 
e a capacidade postulatória são do próprio governador, e não do estado-
membro ou de seu procurador-geral, muito menos de procuradores de 
estado.
2. Os precedentes invocados pelo embargante não se prestam para 
demonstrar alteração da jurisprudência supramencionada, tendo em vista 
que neles a matéria nem sequer foi objeto de deliberação pelo Tribunal.
3. Mesmo ciente do entendimento reiterado da Corte a respeito dessa 
questão, a parte insistiu no protocolo de recurso assinado apenas por 
Procuradores do Estado e, como se não bastasse, providenciou 
tardiamente a ratificação da peça recursal. De todo modo, trata-se de 
vício não passível de convalidação ulterior.
4. Embargos declaratórios rejeitados.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCC5-5CD9-58F6-23A9 e senha 79C9-6E23-6A6C-E869
Supremo Tribunal FederalSupremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 36
Ementa e Acórdão
ADI 5267 ED-ED / MG 
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 25/6 a 2/8/21, 
na conformidade da ata do julgamento e nos termos do voto do Relator, 
Ministro Dias Toffoli, por maioria de votos, vencidos os Ministros Marco 
Aurélio, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo 
Lewandowski, em rejeitar os embargos de declaração.
Brasília, 3 de agosto de 2021.
Ministro Dias Toffoli
Relator
2 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCC5-5CD9-58F6-23A9 e senha 79C9-6E23-6A6C-E869
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 25/6 a 2/8/21, 
na conformidade da ata do julgamento e nos termos do voto do Relator, 
Ministro Dias Toffoli, por maioria de votos, vencidos os Ministros Marco 
Aurélio, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo 
Lewandowski, em rejeitar os embargos de declaração.
Brasília, 3 de agosto de 2021.
Ministro Dias Toffoli
Relator
2 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCC5-5CD9-58F6-23A9 e senha 79C9-6E23-6A6C-E869
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 36
Relatório
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Governador do 
Estado de Minas Gerais contra acórdão mediante o qual o Plenário da 
Corte não conheceu dos embargos anteriormente opostos, por 
ilegitimidade ativa (e-Doc. 80).
Nas razões recursais, o embargante alega contradição e erro material 
no julgado, ao argumento de que não seria pacífica a jurisprudência da 
Corte sobre a matéria.
Observa que, em seis outros casos (ADI nº 954, ADI nº 2.605, ADI nº 
3.106 - em duas oportunidades, ADI nº 5.774 e ADI nº 5.781), o Tribunal 
conheceu dos embargos de declaração opostos pelo Estado de Minas 
Gerais, mesmo estando assinados apenas por Procuradores do Estado.
Afirma que, em outras situações, o Ministro Relator determinou a 
intimação do Governador do Estado para suprir a irregularidade, como 
ocorrera na ADPF nº 492, considerando tratar-se de questão processual 
passível de ser sanada.
Aduz o embargante, ainda, que houve omissão ou erro material no 
julgado, alegando que não foram examinadas as duas petições 
protocoladas pelo Governador de Minas Gerais antes do término do 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3003-6B7D-12F8-F3F4 e senha 1F34-D804-10C2-EDB0
Supremo Tribunal Federal
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos pelo Governador do 
Estado de Minas Gerais contra acórdão mediante o qual o Plenário da 
Corte não conheceu dos embargos anteriormente opostos, por 
ilegitimidade ativa (e-Doc. 80).
Nas razões recursais, o embargante alega contradição e erro material 
no julgado, ao argumento de que não seria pacífica a jurisprudência da 
Corte sobre a matéria.
Observa que, em seis outros casos (ADI nº 954, ADI nº 2.605, ADI nº 
3.106 - em duas oportunidades, ADI nº 5.774 e ADI nº 5.781), o Tribunal 
conheceu dos embargos de declaração opostos pelo Estado de Minas 
Gerais, mesmo estando assinados apenas por Procuradores do Estado.
Afirma que, em outras situações, o Ministro Relator determinou a 
intimação do Governador do Estado para suprir a irregularidade, como 
ocorrera na ADPF nº 492, considerando tratar-se de questão processual 
passível de ser sanada.
Aduz o embargante, ainda, que houve omissão ou erro material no 
julgado, alegando que não foram examinadas as duas petições 
protocoladas pelo Governador de Minas Gerais antes do término do 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3003-6B7D-12F8-F3F4 e senha 1F34-D804-10C2-EDB0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 36
Relatório
ADI 5267 ED-ED / MG 
julgamento, por meio das quais ele ratificara o recurso do qual não se 
conheceu em todos os seus termos.
Pondera que essa omissão não se justifica, diante do interesse 
público evidenciado nos autos.
Sustenta que, ao apreciar o RE nº 1.068.600-AgR-ED-EDv, os 
Ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia enfatizaram que “a 
legitimidade prevista na Constituição Federal é para ajuizar ação e não 
para recorrer” e que “os advogados públicos têm o dever de atuar até o 
exaurimento do processo”.
Assevera o embargante que questões meramente formais devem ser 
colocadas em segundo plano em relação à matéria de mérito, 
especialmentequando essa afeta diretamente a continuidade da prestação 
de serviço relativo a um direito fundamental de crianças e adolescentes, 
como é a educação.
Assevera que o acórdão recorrido viola, a um só tempo, os princípios 
do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem como 
os princípios da não surpresa e da segurança jurídica.
Ao final, requer que se conheça dos presentes embargos e que sejam 
eles acolhidos para se “conhecer dos primeiros embargos declaratórios, 
sendo eles, afinal, devidamente apreciados e acolhidos (…)[,] modulando-
se os efeitos da decisão”.
No e-Doc. 83, o embargante apresentou petição, reiterando o pedido 
de atribuição de efeito suspensivo aos embargos, com amparo no art. 
1.026, § 1º, do CPC.
É o relatório.
2 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3003-6B7D-12F8-F3F4 e senha 1F34-D804-10C2-EDB0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
julgamento, por meio das quais ele ratificara o recurso do qual não se 
conheceu em todos os seus termos.
Pondera que essa omissão não se justifica, diante do interesse 
público evidenciado nos autos.
Sustenta que, ao apreciar o RE nº 1.068.600-AgR-ED-EDv, os 
Ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia enfatizaram que “a 
legitimidade prevista na Constituição Federal é para ajuizar ação e não 
para recorrer” e que “os advogados públicos têm o dever de atuar até o 
exaurimento do processo”.
Assevera o embargante que questões meramente formais devem ser 
colocadas em segundo plano em relação à matéria de mérito, 
especialmente quando essa afeta diretamente a continuidade da prestação 
de serviço relativo a um direito fundamental de crianças e adolescentes, 
como é a educação.
Assevera que o acórdão recorrido viola, a um só tempo, os princípios 
do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem como 
os princípios da não surpresa e da segurança jurídica.
Ao final, requer que se conheça dos presentes embargos e que sejam 
eles acolhidos para se “conhecer dos primeiros embargos declaratórios, 
sendo eles, afinal, devidamente apreciados e acolhidos (…)[,] modulando-
se os efeitos da decisão”.
No e-Doc. 83, o embargante apresentou petição, reiterando o pedido 
de atribuição de efeito suspensivo aos embargos, com amparo no art. 
1.026, § 1º, do CPC.
É o relatório.
2 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3003-6B7D-12F8-F3F4 e senha 1F34-D804-10C2-EDB0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, cuida-se de embargos de declaração opostos 
pelo Governador do Estado de Minas Gerais contra acórdão por meio do 
qual o Plenário da Corte não conheceu dos embargos anteriormente 
opostos, por ilegitimidade ativa recursal.
O julgado foi assim ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 10 DA LEI 
ESTADUAL 10.254/1990; ARTIGO 7º, § 1º, DA LEI ESTADUAL 
9.726/1988; E ARTIGO 289 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, 
TODAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. AÇÃO JULGADA 
PARCIALMENTE PROCEDENTE. ALEGAÇÕES DE 
OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. PETIÇÃO 
SUBSCRITA PELO PROCURADOR-GERAL E POR 
PROCURADORES DO ESTADO. AUSÊNCIA DE 
ASSINATURA DO GOVERNADOR DO ESTADO. 
ILEGITIMIDADE RECURSAL. EMBARGOS NÃO 
CONHECIDOS. 1. A legitimidade recursal no controle 
concentrado é paralela à legitimidade ativa ad causam, de forma 
que os Estados-membros e as respectivas Procuradorias-Gerais 
não possuem a prerrogativa de recorrer das decisões tomadas 
pela Corte em sede de controle abstrato de constitucionalidade. 
Precedentes: ADI 4.420-ED-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 
Plenário, DJe de 28/5/2018; ADPF 205-AgR-segundo, Rel. Min. 
Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1º/8/2017; ADPF 317-AgR-AgR, 
Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 8/6/2016; ADI 1.663-
AgR-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 5/8/2013; ADI 
3.702-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26/9/2011. 2. A petição 
recursal foi subscrita tão somente pelo Procurador-Geral e por 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, cuida-se de embargos de declaração opostos 
pelo Governador do Estado de Minas Gerais contra acórdão por meio do 
qual o Plenário da Corte não conheceu dos embargos anteriormente 
opostos, por ilegitimidade ativa recursal.
O julgado foi assim ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 10 DA LEI 
ESTADUAL 10.254/1990; ARTIGO 7º, § 1º, DA LEI ESTADUAL 
9.726/1988; E ARTIGO 289 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, 
TODAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. AÇÃO JULGADA 
PARCIALMENTE PROCEDENTE. ALEGAÇÕES DE 
OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. PETIÇÃO 
SUBSCRITA PELO PROCURADOR-GERAL E POR 
PROCURADORES DO ESTADO. AUSÊNCIA DE 
ASSINATURA DO GOVERNADOR DO ESTADO. 
ILEGITIMIDADE RECURSAL. EMBARGOS NÃO 
CONHECIDOS. 1. A legitimidade recursal no controle 
concentrado é paralela à legitimidade ativa ad causam, de forma 
que os Estados-membros e as respectivas Procuradorias-Gerais 
não possuem a prerrogativa de recorrer das decisões tomadas 
pela Corte em sede de controle abstrato de constitucionalidade. 
Precedentes: ADI 4.420-ED-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 
Plenário, DJe de 28/5/2018; ADPF 205-AgR-segundo, Rel. Min. 
Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1º/8/2017; ADPF 317-AgR-AgR, 
Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 8/6/2016; ADI 1.663-
AgR-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 5/8/2013; ADI 
3.702-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26/9/2011. 2. A petição 
recursal foi subscrita tão somente pelo Procurador-Geral e por 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
procuradores do Estado, não havendo assinatura do 
Governador do Estado, único legitimado, in casu, a instaurar 
processos objetivos de constitucionalidade e a interpor os 
respectivos recursos. 3. Embargos de declaração não 
conhecidos”(e-Doc. 77).
Alega o embargante a existência de omissão, contradição e erro 
material no julgado. Pondera, basicamente, que houve ratificação dos 
primeiros embargos pelo Governador do Estado de Minas Gerais, sendo a 
Corte omissa quanto à apreciação das respectivas petições. Argumenta, 
outrossim, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não seria 
pacífica em relação a essa matéria, como foi afirmado na decisão 
embargada, eis que houve conhecimento dos recursos interpostos pelo 
Estado de Minas Gerais em outras oportunidades, mesmo estando eles 
assinados apenas por procuradores de estado. Disso decorreria a 
contradição apontada.
Os embargos de declaração constituem recurso de fundamentação 
vinculada e restrita às hipóteses legais expressas, sendo cabíveis apenas 
quando se verificar omissão, contradição, obscuridade ou erro material 
no julgado recorrido.Por conseguinte, não se prestam para veicular 
razões de mero inconformismo, rediscutir a matéria, deduzir pretensão 
de reforma ou revisão do acórdão recorrido.
Na espécie, observa-se que a petição dos primeiros embargos foi 
assinada apenas pelos Procuradores do Estado, e não pelo Chefe do 
Poder Executivo estadual, único legitimado a instaurar os processos 
objetivos de constitucionalidade e a interpor os respectivos recursos.
Como destaquei em meu voto na ADPF nº 205 AgR-Segundo/PI, a 
legitimidade recursal no controle concentrado é paralela à legitimidade 
processual ativa, não se conferindo aos estados-membros ou à 
Procuradoria-Geral a prerrogativa de recorrer das decisões tomadas pela 
Corte em sede de ação direta, seja de modo singular (art. 4º, parágrafo 
único, da Lei nº 9.868/99), seja colegiadamente (art. 26 da mesma 
legislação).
Confira-se, no mesmo sentido, o voto do Ministro Celso de Mello na 
2 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
procuradores do Estado, não havendo assinatura do 
Governador do Estado, único legitimado, in casu, a instaurar 
processos objetivos de constitucionalidade e a interpor os 
respectivos recursos. 3. Embargos de declaração não 
conhecidos”(e-Doc. 77).
Alega o embargante a existência de omissão, contradição e erro 
material no julgado. Pondera, basicamente, que houve ratificação dos 
primeiros embargos pelo Governador do Estado de Minas Gerais, sendo a 
Corte omissa quanto à apreciação das respectivas petições. Argumenta, 
outrossim, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não seria 
pacífica em relação a essa matéria, como foi afirmado na decisão 
embargada, eis que houve conhecimento dos recursos interpostos pelo 
Estado de Minas Gerais em outras oportunidades, mesmo estando eles 
assinados apenas por procuradores de estado. Disso decorreria a 
contradição apontada.
Os embargos de declaração constituem recurso de fundamentação 
vinculada e restrita às hipóteses legais expressas, sendo cabíveis apenas 
quando se verificar omissão, contradição, obscuridade ou erro material 
no julgado recorrido. Por conseguinte, não se prestam para veicular 
razões de mero inconformismo, rediscutir a matéria, deduzir pretensão 
de reforma ou revisão do acórdão recorrido.
Na espécie, observa-se que a petição dos primeiros embargos foi 
assinada apenas pelos Procuradores do Estado, e não pelo Chefe do 
Poder Executivo estadual, único legitimado a instaurar os processos 
objetivos de constitucionalidade e a interpor os respectivos recursos.
Como destaquei em meu voto na ADPF nº 205 AgR-Segundo/PI, a 
legitimidade recursal no controle concentrado é paralela à legitimidade 
processual ativa, não se conferindo aos estados-membros ou à 
Procuradoria-Geral a prerrogativa de recorrer das decisões tomadas pela 
Corte em sede de ação direta, seja de modo singular (art. 4º, parágrafo 
único, da Lei nº 9.868/99), seja colegiadamente (art. 26 da mesma 
legislação).
Confira-se, no mesmo sentido, o voto do Ministro Celso de Mello na 
2 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
ADI nº 2.674/PI-MC-AgR-ED (Tribunal Pleno, publicado no DJe de 
13/6/16):
“Cabe registrar, desde logo, que se legitimam como 
sujeitos processuais, em sede de fiscalização concentrada de 
constitucionalidade, apenas (a) aqueles previstos no rol taxativo 
constante do art. 103 da Constituição, (b) os órgãos estatais de 
que emanou a lei ou ato normativo impugnado (o Governador e 
a Assembleia legislativa do Estado, no caso),(c) o Advogado-
Geral da União e (d) o Procurador-Geral da República, vedada 
a intervenção de terceiros (Lei nº 9.868/99, art. 7º, caput), embora 
autorizada, excepcionalmente, a participação do amicus curiae (Lei 
nº 9.868/99, art. 7º, § 2º).
Vê-se dessa relação de sujeitos processuais legitimados a 
intervirem no processo de fiscalização abstrata de 
constitucionalidade que não se acham incluídas as entidades 
estatais, como os Estados-membros da Federação, pois assiste 
ao Governador do Estado a prerrogativa de agir, amplamente, 
nessa sede processual, podendo, inclusive, quando for o caso, 
interpor os recursos cabíveis, ainda mais quando improvido 
recurso de agravo interposto pela própria Chefia do Poder 
Executivo estadual, tal como sucedeu na espécie.
Como se sabe, as pessoas jurídicas de direito público (qualquer 
Estado-membro, p. ex.) revelam-se destituídas de legitimidade 
ativa (e também recursal) para atuar no processo de controle 
normativo abstrato, como assinala o magistério da doutrina 
(LEONARDO JOSÉ CARNEIRO DA CUNHA, A Fazenda 
Pública em Juízo, p. 49, item n. 3.3.6, 8ª ed., 2010, Dialética, v.g.) 
e adverte a jurisprudência desta Suprema Corte:
(…)
É importante ressaltar, neste ponto, que, tratando-se de 
fiscalização abstrata de constitucionalidade, é do Governador do 
Estado (ADI 127-MC- QO/AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 
Pleno), e não da Procuradoria-Geral, a legitimidade para fazer 
instaurar o respectivo processo objetivo, bem assim para, neste, 
interpor os concernentes recursos, inclusive opor os 
3 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
ADI nº 2.674/PI-MC-AgR-ED (Tribunal Pleno, publicado no DJe de 
13/6/16):
“Cabe registrar, desde logo, que se legitimam como 
sujeitos processuais, em sede de fiscalização concentrada de 
constitucionalidade, apenas (a) aqueles previstos no rol taxativo 
constante do art. 103 da Constituição, (b) os órgãos estatais de 
que emanou a lei ou ato normativo impugnado (o Governador e 
a Assembleia legislativa do Estado, no caso),(c) o Advogado-
Geral da União e (d) o Procurador-Geral da República, vedada 
a intervenção de terceiros (Lei nº 9.868/99, art. 7º, caput), embora 
autorizada, excepcionalmente, a participação do amicus curiae (Lei 
nº 9.868/99, art. 7º, § 2º).
Vê-se dessa relação de sujeitos processuais legitimados a 
intervirem no processo de fiscalização abstrata de 
constitucionalidade que não se acham incluídas as entidades 
estatais, como os Estados-membros da Federação, pois assiste 
ao Governador do Estado a prerrogativa de agir, amplamente, 
nessa sede processual, podendo, inclusive, quando for o caso, 
interpor os recursos cabíveis, ainda mais quando improvido 
recurso de agravo interposto pela própria Chefia do Poder 
Executivo estadual, tal como sucedeu na espécie.
Como se sabe, as pessoas jurídicas de direito público (qualquer 
Estado-membro, p. ex.) revelam-se destituídas de legitimidade 
ativa (e também recursal) para atuar no processo de controle 
normativo abstrato, como assinala o magistério da doutrina 
(LEONARDO JOSÉ CARNEIRO DA CUNHA, A Fazenda 
Pública em Juízo, p. 49, item n. 3.3.6, 8ª ed., 2010, Dialética, v.g.) 
e adverte a jurisprudência desta Suprema Corte:
(…)
É importante ressaltar, neste ponto, que, tratando-se de 
fiscalização abstrata de constitucionalidade, é do Governador do 
Estado (ADI 127-MC- QO/AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO,Pleno), e não da Procuradoria-Geral, a legitimidade para fazer 
instaurar o respectivo processo objetivo, bem assim para, neste, 
interpor os concernentes recursos, inclusive opor os 
3 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
pertinentes embargos de declaração.”
Há, ainda, os seguintes precedentes:
“Agravo regimental. Ação direta de inconstitucionalidade. 
ilegitimidade recursal do Estado-membro nas ações de controle 
concentrado de constitucionalidade. Agravo não provido. 1. A 
teor da jurisprudência da Corte, a legitimidade recursal no 
controle concentrado é paralela à legitimidade processual 
ativa, não se conferindo ao ente político a prerrogativa de 
recorrer das decisões tomadas pela Corte em sede de ação 
direta, seja de modo singular (art. 4º, parágrafo único, da Lei 
nº 9.868/99) seja colegiadamente (art. 26 da mesma legislação). 
A jurisprudência da Corte não merece qualquer tipo de 
revisão, uma vez que espelha a decorrência lógica da previsão, 
em rol taxativo, dos legitimados a provocar o processo 
objetivo de controle de constitucionalidade e a nele atuar 
como partes (CF, art. 103). 2. Agravo ao qual se nega 
provimento“ (ADI nº 1.663-AgR-AgR, Tribunal Pleno, de minha 
relatoria, DJe de 5/8/13).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 
AJUIZADA POR GOVERNADOR DE ESTADO - DECISÃO 
QUE NÃO A ADMITE, POR INCABÍVEL - RECURSO DE 
AGRAVO INTERPOSTO PELO PRÓPRIO ESTADO-MEMBRO 
- ILEGITIMIDADE RECURSAL DESSA PESSOA POLÍTICA - 
INAPLICABILIDADE, AO PROCESSO DE CONTROLE 
NORMATIVO ABSTRATO, DO ART. 188 DO CPC - RECURSO 
DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. O ESTADO-MEMBRO 
NÃO POSSUI LEGITIMIDADE PARA RECORRER EM SEDE 
DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO. - O Estado-
membro não dispõe de legitimidade para interpor recurso em 
sede de controle normativo abstrato, ainda que a ação direta 
de inconstitucionalidade tenha sido ajuizada pelo respectivo 
Governador, a quem assiste a prerrogativa legal de recorrer 
contra as decisões proferidas pelo Relator da causa (Lei nº 
4 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
pertinentes embargos de declaração.”
Há, ainda, os seguintes precedentes:
“Agravo regimental. Ação direta de inconstitucionalidade. 
ilegitimidade recursal do Estado-membro nas ações de controle 
concentrado de constitucionalidade. Agravo não provido. 1. A 
teor da jurisprudência da Corte, a legitimidade recursal no 
controle concentrado é paralela à legitimidade processual 
ativa, não se conferindo ao ente político a prerrogativa de 
recorrer das decisões tomadas pela Corte em sede de ação 
direta, seja de modo singular (art. 4º, parágrafo único, da Lei 
nº 9.868/99) seja colegiadamente (art. 26 da mesma legislação). 
A jurisprudência da Corte não merece qualquer tipo de 
revisão, uma vez que espelha a decorrência lógica da previsão, 
em rol taxativo, dos legitimados a provocar o processo 
objetivo de controle de constitucionalidade e a nele atuar 
como partes (CF, art. 103). 2. Agravo ao qual se nega 
provimento“ (ADI nº 1.663-AgR-AgR, Tribunal Pleno, de minha 
relatoria, DJe de 5/8/13).
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 
AJUIZADA POR GOVERNADOR DE ESTADO - DECISÃO 
QUE NÃO A ADMITE, POR INCABÍVEL - RECURSO DE 
AGRAVO INTERPOSTO PELO PRÓPRIO ESTADO-MEMBRO 
- ILEGITIMIDADE RECURSAL DESSA PESSOA POLÍTICA - 
INAPLICABILIDADE, AO PROCESSO DE CONTROLE 
NORMATIVO ABSTRATO, DO ART. 188 DO CPC - RECURSO 
DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. O ESTADO-MEMBRO 
NÃO POSSUI LEGITIMIDADE PARA RECORRER EM SEDE 
DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO. - O Estado-
membro não dispõe de legitimidade para interpor recurso em 
sede de controle normativo abstrato, ainda que a ação direta 
de inconstitucionalidade tenha sido ajuizada pelo respectivo 
Governador, a quem assiste a prerrogativa legal de recorrer 
contra as decisões proferidas pelo Relator da causa (Lei nº 
4 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
9.868/99, art. 4º, parágrafo único) ou, excepcionalmente, contra 
aquelas emanadas do próprio Plenário do Supremo Tribunal 
Federal (Lei nº 9.868/99, art. 26). NÃO HÁ PRAZO RECURSAL 
EM DOBRO NO PROCESSO DE CONTROLE 
CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. - Não se 
aplica, ao processo objetivo de controle abstrato de 
constitucionalidade, a norma inscrita no art. 188 do CPC, cuja 
incidência restringe-se, unicamente, ao domínio dos processos 
subjetivos, que se caracterizam pelo fato de admitirem, em seu 
âmbito, a discussão de situações concretas e individuais. 
Precedente. Inexiste, desse modo, em sede de controle 
normativo abstrato, a possibilidade de o prazo recursal ser 
computado em dobro, ainda que a parte recorrente disponha 
dessa prerrogativa especial nos processos de índole subjetiva” 
(ADI nº 2.130-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, 
DJ de 14/12/01).
Os julgados acima colacionados não deixam dúvidas de que, 
segundo a jurisprudência pacífica desta Corte, a legitimidade recursal e a 
capacidade postulatória são do próprio governador, e não do estado-
membro ou de seu procurador-geral, muito menos de procuradores de 
estado.
A par dessa orientação adotada pelo Plenário do Supremo Tribunal, 
as Turmas também vêm corroborando o referido entendimento. Confira-
se:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO 
DIREITA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. 
LEGITIMIDADE RECURSAL. INTERPOSIÇÃO DE 
RECURSO PELA PROCURADORIA DA ASSEMBLEIA 
LEGISLATIVA. ILEGITIMIDADE ATIVA. VÍCIO QUE NÃO 
SE CONVALIDA. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM 
JULGAMENTO DO MÉRITO. 1. Esta Corte fixou 
entendimento de que a legitimidade recursal no controle 
concentrado é paralela à legitimidade processual ativa. 2. É 
5 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
9.868/99, art. 4º, parágrafo único) ou, excepcionalmente, contra 
aquelas emanadas do próprio Plenário do Supremo Tribunal 
Federal (Lei nº 9.868/99, art. 26). NÃO HÁ PRAZO RECURSAL 
EM DOBRO NO PROCESSO DE CONTROLE 
CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. - Não se 
aplica, ao processo objetivo de controle abstrato de 
constitucionalidade, a norma inscrita no art. 188 do CPC, cuja 
incidência restringe-se, unicamente, ao domínio dos processos 
subjetivos, que se caracterizam pelo fato de admitirem, em seu 
âmbito, a discussão de situações concretas e individuais. 
Precedente. Inexiste, desse modo, em sede de controle 
normativo abstrato, a possibilidade de o prazo recursal ser 
computado em dobro, ainda que a parte recorrente disponha 
dessa prerrogativa especial nos processos de índole subjetiva” 
(ADI nº 2.130-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, 
DJ de 14/12/01).
Os julgados acima colacionados nãodeixam dúvidas de que, 
segundo a jurisprudência pacífica desta Corte, a legitimidade recursal e a 
capacidade postulatória são do próprio governador, e não do estado-
membro ou de seu procurador-geral, muito menos de procuradores de 
estado.
A par dessa orientação adotada pelo Plenário do Supremo Tribunal, 
as Turmas também vêm corroborando o referido entendimento. Confira-
se:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO 
DIREITA DE INCONSTITUCIONALIDADE ESTADUAL. 
LEGITIMIDADE RECURSAL. INTERPOSIÇÃO DE 
RECURSO PELA PROCURADORIA DA ASSEMBLEIA 
LEGISLATIVA. ILEGITIMIDADE ATIVA. VÍCIO QUE NÃO 
SE CONVALIDA. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM 
JULGAMENTO DO MÉRITO. 1. Esta Corte fixou 
entendimento de que a legitimidade recursal no controle 
concentrado é paralela à legitimidade processual ativa. 2. É 
5 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
manifesta a ilegitimidade da Procuradoria Legislativa para a 
interposição do presente recurso, vício que não é passível de 
convalidação. Nesses casos, a extinção do processo sem 
resolução do mérito é medida que se impõe. 3. Inaplicável o art. 
85, §11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de 
honorários advocatícios. 4. Agravo interno a que se nega 
provimento. (ARE nº 819.771/RJ-AgR, Primeira Turma, Rel. 
Min. Roberto Barroso, DJe de 20/11/17).
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. MUNICÍPIO DE RIO VERDE. AÇÃO 
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 
MUNICIPAL. LEGITIMIDADE DO MUNICÍPIO PARA 
RECORRER. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO NÃO 
PROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE 
GOIÁS. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. LIMITAÇÃO AO 
PLANTIO DE CANA-DE-AÇÚCAR. INVASÃO DA 
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO. PRECEDENTES. 
AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Esta Corte já fixou 
entendimento no sentido de que, só estão legitimados a 
recorrer no âmbito dos processos abstratos de 
constitucionalidade aqueles que tenham, de igual forma, 
legitimidade ativa para a propositura da ação de 
inconstitucionalidade. 2. O Município é competente para 
legislar sobre o meio ambiente com a União e Estado no limite 
do seu interesse local e desde que tal regramento seja 
harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes 
federados, o que não ocorreu no caso dos autos. 3. Agravos 
regimentais a que se negam provimento” (RE nº 633.548/GO-
AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 11/4/17).
“DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA PERANTE 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO PELO 
6 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
manifesta a ilegitimidade da Procuradoria Legislativa para a 
interposição do presente recurso, vício que não é passível de 
convalidação. Nesses casos, a extinção do processo sem 
resolução do mérito é medida que se impõe. 3. Inaplicável o art. 
85, §11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de 
honorários advocatícios. 4. Agravo interno a que se nega 
provimento. (ARE nº 819.771/RJ-AgR, Primeira Turma, Rel. 
Min. Roberto Barroso, DJe de 20/11/17).
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. MUNICÍPIO DE RIO VERDE. AÇÃO 
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 
MUNICIPAL. LEGITIMIDADE DO MUNICÍPIO PARA 
RECORRER. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO NÃO 
PROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE 
GOIÁS. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. LIMITAÇÃO AO 
PLANTIO DE CANA-DE-AÇÚCAR. INVASÃO DA 
COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO. PRECEDENTES. 
AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Esta Corte já fixou 
entendimento no sentido de que, só estão legitimados a 
recorrer no âmbito dos processos abstratos de 
constitucionalidade aqueles que tenham, de igual forma, 
legitimidade ativa para a propositura da ação de 
inconstitucionalidade. 2. O Município é competente para 
legislar sobre o meio ambiente com a União e Estado no limite 
do seu interesse local e desde que tal regramento seja 
harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes 
federados, o que não ocorreu no caso dos autos. 3. Agravos 
regimentais a que se negam provimento” (RE nº 633.548/GO-
AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 11/4/17).
“DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA PERANTE 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL. RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO PELO 
6 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
PROCURADORGERAL DO ESTADO DO PARANÁ. O 
ESTADO MEMBRO NÃO POSSUI LETIMIDADE PARA 
RECORRER EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO 
ABSTRATO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO 
SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. CONSONÂNCIA DA DECISÃO 
RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. 
AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. O 
entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na 
decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no 
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que assiste ao 
Governador do Estado, e não ao Procurador-Geral do Estado, 
qualidade para agir em sede de controle normativo abstrato, 
inclusive para deduzir os respectivos recursos cabíveis. 2. As 
razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 
fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo 
regimental conhecido e não provido” (RE nº 761.313/PR-AgR, 
Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 19/12/16).
Por último, vale mencionar que o decidido no RE nº 1.068.600-AgR-
ED-EDv , julgado pelo Plenário em 4/6/20, longe de implicar revisão ou 
afastamento do entendimento jurisprudencial consolidado, consoante 
acima referido, apenas o reforça como regra adotada e preconizada pela 
Corte.
Colhe-se do voto condutor daquele acórdão, de lavra do eminente 
Ministro Alexandre de Moraes, que havia naqueles autos
“instrumento de mandato outorgado pelo Prefeito 
nomeando específicos procuradores da municipalidade – entre 
eles os que assinaram a petição inicial do apelo extremo -, para 
promover ação direta de inconstitucionalidade em face da Lei 
425/2015, de iniciativa do Poder Legislativo local, perante 
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte. Esse 
documento também lhes confere poderes para recorrer de 
qualquer decisão, para todas as instâncias, inclusive 
7 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
PROCURADORGERAL DO ESTADO DO PARANÁ. O 
ESTADO MEMBRO NÃO POSSUI LETIMIDADE PARA 
RECORRER EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO 
ABSTRATO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO 
SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. CONSONÂNCIA DA DECISÃO 
RECORRIDACOM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. 
AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. O 
entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na 
decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no 
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que assiste ao 
Governador do Estado, e não ao Procurador-Geral do Estado, 
qualidade para agir em sede de controle normativo abstrato, 
inclusive para deduzir os respectivos recursos cabíveis. 2. As 
razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 
fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo 
regimental conhecido e não provido” (RE nº 761.313/PR-AgR, 
Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 19/12/16).
Por último, vale mencionar que o decidido no RE nº 1.068.600-AgR-
ED-EDv , julgado pelo Plenário em 4/6/20, longe de implicar revisão ou 
afastamento do entendimento jurisprudencial consolidado, consoante 
acima referido, apenas o reforça como regra adotada e preconizada pela 
Corte.
Colhe-se do voto condutor daquele acórdão, de lavra do eminente 
Ministro Alexandre de Moraes, que havia naqueles autos
“instrumento de mandato outorgado pelo Prefeito 
nomeando específicos procuradores da municipalidade – entre 
eles os que assinaram a petição inicial do apelo extremo -, para 
promover ação direta de inconstitucionalidade em face da Lei 
425/2015, de iniciativa do Poder Legislativo local, perante 
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte. Esse 
documento também lhes confere poderes para recorrer de 
qualquer decisão, para todas as instâncias, inclusive 
7 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
extraordinária, podendo ainda substabelecer, com ou sem 
reservas de poderes, para os demais procuradores da 
localidade”.
No decorrer dos debates, o Relator salientou que
“já é pacificado que o governador e o prefeito precisam 
autorizar, porque eles são os legitimados, inclusive assinando a 
peça inicial, a ação direta de inconstitucionalidade.
(…)
Mas, aqui, o que me pareceu peculiar, foi que o prefeito 
assinou junto e, na procuração, ele já autoriza que ingresse com 
eventual recurso extraordinário, autoriza que se ingresse com 
todos os recursos.
Pareceu-me excesso de formalismo – a sua legitimidade 
está comprovada, ele já autorizara expressamente, aqui não é 
implícito, na procuração, que entrasse com todos os recursos – 
exigir-se também para o recurso extraordinário que ele assine 
junto ou dê uma nova autorização”.
Diante dessa peculiaridade fática, e apenas por causa dela, este 
Tribunal, por maioria, compreendeu que não se poderia recusar o recurso 
extraordinário, sob pena de se ceder a formalismo excessivo. Eis a 
respectiva ementa:
“EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE 
DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO EM RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. RECURSOS EM REPRESENTAÇÃO DE 
INCONSTITUCIONALIDADE, PROPOSTA PERANTE 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARTE LEGITIMADA PARA 
PROPOR A AÇÃO E PARA SUBSCREVER AS PEÇAS 
PROCESSUAIS. NECESSIDADE DA ASSINATURA DO 
CHEFE DO PODER NAS PEÇAS POSTULATÓRIAS, 
JUNTAMENTE COM O PROCURADOR. DOCUMENTO 
CONSTANTE DOS AUTOS, VEICULANDO 
AUTORIZAÇÃO INEQUÍVOCA DO LEGITIMADO PARA 
8 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
extraordinária, podendo ainda substabelecer, com ou sem 
reservas de poderes, para os demais procuradores da 
localidade”.
No decorrer dos debates, o Relator salientou que
“já é pacificado que o governador e o prefeito precisam 
autorizar, porque eles são os legitimados, inclusive assinando a 
peça inicial, a ação direta de inconstitucionalidade.
(…)
Mas, aqui, o que me pareceu peculiar, foi que o prefeito 
assinou junto e, na procuração, ele já autoriza que ingresse com 
eventual recurso extraordinário, autoriza que se ingresse com 
todos os recursos.
Pareceu-me excesso de formalismo – a sua legitimidade 
está comprovada, ele já autorizara expressamente, aqui não é 
implícito, na procuração, que entrasse com todos os recursos – 
exigir-se também para o recurso extraordinário que ele assine 
junto ou dê uma nova autorização”.
Diante dessa peculiaridade fática, e apenas por causa dela, este 
Tribunal, por maioria, compreendeu que não se poderia recusar o recurso 
extraordinário, sob pena de se ceder a formalismo excessivo. Eis a 
respectiva ementa:
“EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE 
DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO EM RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. RECURSOS EM REPRESENTAÇÃO DE 
INCONSTITUCIONALIDADE, PROPOSTA PERANTE 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARTE LEGITIMADA PARA 
PROPOR A AÇÃO E PARA SUBSCREVER AS PEÇAS 
PROCESSUAIS. NECESSIDADE DA ASSINATURA DO 
CHEFE DO PODER NAS PEÇAS POSTULATÓRIAS, 
JUNTAMENTE COM O PROCURADOR. DOCUMENTO 
CONSTANTE DOS AUTOS, VEICULANDO 
AUTORIZAÇÃO INEQUÍVOCA DO LEGITIMADO PARA 
8 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
OS ADVOGADOS PROPOREM E IMPULSIONAREM A 
AÇÃO. DESNECESSIDADE DA ASSINATURA DO CHEFE 
DE PODER NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A 
Segunda Turma manteve a decisão do eminente Relator que 
não admitiu o Recurso Extraordinário, pois “[a] legitimidade 
ativa para a propositura da ação direta de 
inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes 
é do prefeito municipal, e não do procurador do município.” 2. 
A Constituição Federal, no art. 103, prevê a legitimidade ativa 
do Chefe do Poder Executivo para propositura de ação de 
controle concentrado de constitucionalidade. 3. Com base nessa 
norma, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL tem 
jurisprudência no sentido de que os procuradores públicos, 
ou os advogados contratados pelo ente público, não possuem 
capacidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade, 
nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa 
legitimada pela Constituição. 4. Nestes autos, consta 
documento com manifestação inequívoca do Chefe do Poder 
Executivo, conferindo poderes específicos ao procurador para 
instaurar o processo de controle normativo abstrato de 
constitucionalidade, bem como para recorrer das decisões 
proferidas nos autos. 5. Recusar o Recurso Extraordinário 
neste contexto seria ceder a excessivo formalismo, o que não 
se admite, ainda mais se forem levados em conta os relevantes 
interesses em jogo no processo de controle concentrado de 
constitucionalidade. 6. Mesmo que assim não se entendesse, o 
Código de Processo Civil de 2015 traz uma nova perspectiva, 
voltada à primazia da resolução do mérito. 7. Portanto, seriam 
de todo aplicáveis os arts. 76 e 932, parágrafo único, do 
CPC/2015, que preveem concessão de prazo para a 
regularização, respectivamente, da incapacidade processual, da 
representação da parte e do vício sanável, ou para a 
complementação da documentação exigível, notadamente antes 
de se considerar inadmissível o recurso. 8. Embargos de 
Divergência providos, para admitir o Recurso Extraordinário, o 
qual deverá ser decididopelo Eminente Relator, como de 
9 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
OS ADVOGADOS PROPOREM E IMPULSIONAREM A 
AÇÃO. DESNECESSIDADE DA ASSINATURA DO CHEFE 
DE PODER NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A 
Segunda Turma manteve a decisão do eminente Relator que 
não admitiu o Recurso Extraordinário, pois “[a] legitimidade 
ativa para a propositura da ação direta de 
inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes 
é do prefeito municipal, e não do procurador do município.” 2. 
A Constituição Federal, no art. 103, prevê a legitimidade ativa 
do Chefe do Poder Executivo para propositura de ação de 
controle concentrado de constitucionalidade. 3. Com base nessa 
norma, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL tem 
jurisprudência no sentido de que os procuradores públicos, 
ou os advogados contratados pelo ente público, não possuem 
capacidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade, 
nem para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa 
legitimada pela Constituição. 4. Nestes autos, consta 
documento com manifestação inequívoca do Chefe do Poder 
Executivo, conferindo poderes específicos ao procurador para 
instaurar o processo de controle normativo abstrato de 
constitucionalidade, bem como para recorrer das decisões 
proferidas nos autos. 5. Recusar o Recurso Extraordinário 
neste contexto seria ceder a excessivo formalismo, o que não 
se admite, ainda mais se forem levados em conta os relevantes 
interesses em jogo no processo de controle concentrado de 
constitucionalidade. 6. Mesmo que assim não se entendesse, o 
Código de Processo Civil de 2015 traz uma nova perspectiva, 
voltada à primazia da resolução do mérito. 7. Portanto, seriam 
de todo aplicáveis os arts. 76 e 932, parágrafo único, do 
CPC/2015, que preveem concessão de prazo para a 
regularização, respectivamente, da incapacidade processual, da 
representação da parte e do vício sanável, ou para a 
complementação da documentação exigível, notadamente antes 
de se considerar inadmissível o recurso. 8. Embargos de 
Divergência providos, para admitir o Recurso Extraordinário, o 
qual deverá ser decidido pelo Eminente Relator, como de 
9 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
direito” (RE nº 1.068.600-AgR-ED-EDv, Rel. Min. Alexandre de 
Moraes, Tribunal Pleno, DJe de 12/11/20).
No caso em apreço, inexiste nos autos documento semelhante que 
respalde os subscritores do recurso de que não se conheceu, motivo pelo 
qual não se pode aplicar o precedente citado acima, dada a ausência de 
total identidade entre os casos.
Impende recordar que cuidam os presentes autos de ação direta de 
inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral da República e 
julgada, por unanimidade, parcialmente procedente, declarando-se a 
inconstitucionalidade do art. 10 da Lei nº 10.254/1990 e do § 1º do art. 7º 
da Lei nº 9.726/1988 do Estado de Minas Gerais.
Contra essa decisão foram opostos embargos de declaração em 
nome do Governador do Estado de Minas Gerais, dos quais não se 
conheceu justamente porque a petição de recurso fora subscrita apenas 
pelo Procurador-Geral e por Procuradores do Estado, estando ausente, 
pois, a assinatura do efetivo legitimado e dotado de capacidade 
postulatória para tanto, que, no caso, seria o Governador do Estado. É 
contra tal decisão que se insurge agora.
Como se observa, a decisão do Plenário ora recorrida não se baseou 
em número restrito de precedentes, como afirmado pelo embargante, mas 
em verdadeira cadeia de julgados cujas decisões se deram em um mesmo 
sentido.
Ressalte-se, por outro lado, que os precedentes invocados pelo 
embargante, a exemplo da ADI nº 954, ADI nº 2.605 e ADI nº 3.106, dentre 
outros, não se prestam para demonstrar alteração ou flexibilização da 
jurisprudência supramencionada, tendo em vista que neles a matéria 
nem sequer foi objeto de deliberação pelo Tribunal.
O que se verifica, na espécie, é que, mesmo ciente do entendimento 
reiterado e pacífico da Corte a respeito dessa questão, a parte insistiu no 
protocolo de recurso assinado apenas por Procuradores do Estado, 
provavelmente por já tê-lo feito, inclusive com êxito, outras vezes.
Resta claro, outrossim, que não se tratou de equívoco eventual e 
isolado, mas de prática que se revela habitual entre os procuradores 
10 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
direito” (RE nº 1.068.600-AgR-ED-EDv, Rel. Min. Alexandre de 
Moraes, Tribunal Pleno, DJe de 12/11/20).
No caso em apreço, inexiste nos autos documento semelhante que 
respalde os subscritores do recurso de que não se conheceu, motivo pelo 
qual não se pode aplicar o precedente citado acima, dada a ausência de 
total identidade entre os casos.
Impende recordar que cuidam os presentes autos de ação direta de 
inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral da República e 
julgada, por unanimidade, parcialmente procedente, declarando-se a 
inconstitucionalidade do art. 10 da Lei nº 10.254/1990 e do § 1º do art. 7º 
da Lei nº 9.726/1988 do Estado de Minas Gerais.
Contra essa decisão foram opostos embargos de declaração em 
nome do Governador do Estado de Minas Gerais, dos quais não se 
conheceu justamente porque a petição de recurso fora subscrita apenas 
pelo Procurador-Geral e por Procuradores do Estado, estando ausente, 
pois, a assinatura do efetivo legitimado e dotado de capacidade 
postulatória para tanto, que, no caso, seria o Governador do Estado. É 
contra tal decisão que se insurge agora.
Como se observa, a decisão do Plenário ora recorrida não se baseou 
em número restrito de precedentes, como afirmado pelo embargante, mas 
em verdadeira cadeia de julgados cujas decisões se deram em um mesmo 
sentido.
Ressalte-se, por outro lado, que os precedentes invocados pelo 
embargante, a exemplo da ADI nº 954, ADI nº 2.605 e ADI nº 3.106, dentre 
outros, não se prestam para demonstrar alteração ou flexibilização da 
jurisprudência supramencionada, tendo em vista que neles a matéria 
nem sequer foi objeto de deliberação pelo Tribunal.
O que se verifica, na espécie, é que, mesmo ciente do entendimento 
reiterado e pacífico da Corte a respeito dessa questão, a parte insistiu no 
protocolo de recurso assinado apenas por Procuradores do Estado, 
provavelmente por já tê-lo feito, inclusive com êxito, outras vezes.
Resta claro, outrossim, que não se tratou de equívoco eventual e 
isolado, mas de prática que se revela habitual entre os procuradores 
10 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 36
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 5267 ED-ED / MG 
daquele estado, como, aliás, foi expressamente declarado nas razões dos 
presentes embargos.
Ora, as regras procedimentais não podem ser simplesmente 
ignoradas pela parte, mormente por suaprópria conveniência, ainda que 
sob o argumento de preponderância do interesse público.
Como se não bastasse, vê-se que a parte providenciou tardiamente a 
ratificação da peça recursal. É dizer, as respectivas petições, devidamente 
subscritas pelo Governador do Estado de Minas Gerais, somente 
aportaram nos autos nos dias 22 e 26 de maio de 2020. Portanto, no 
decorrer da sessão de julgamento no Plenário Virtual.
No tocante a esse ponto, mesmo que assim não fosse, tenho que o 
vício em questão, por decorrer de ilegitimidade ad causam – e não apenas 
de ausência de capacidade postulatória, ou de mera irregularidade na 
representação processual –, não é passível de convalidação ulterior. Nesse 
mesmo sentido vai o já citado ARE nº 819.771/RJ-AgR, Primeira Turma, 
Relator o Ministro Roberto Barroso, publicado no DJe de 20/11/17.
Desse modo, não vislumbro no acórdão embargado os vícios de 
omissão, contradição, ou erro material apontados pelo embargante, tendo 
a Corte decidido o feito fundamentadamente, nos limites necessários a 
seu deslinde.
O embargante pretende, em verdade, promover novo julgamento, 
rediscutindo matéria já decidida pela Corte, fim para o qual não se prestam 
os embargos declaratórios.
Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração.
É como voto.
11 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
daquele estado, como, aliás, foi expressamente declarado nas razões dos 
presentes embargos.
Ora, as regras procedimentais não podem ser simplesmente 
ignoradas pela parte, mormente por sua própria conveniência, ainda que 
sob o argumento de preponderância do interesse público.
Como se não bastasse, vê-se que a parte providenciou tardiamente a 
ratificação da peça recursal. É dizer, as respectivas petições, devidamente 
subscritas pelo Governador do Estado de Minas Gerais, somente 
aportaram nos autos nos dias 22 e 26 de maio de 2020. Portanto, no 
decorrer da sessão de julgamento no Plenário Virtual.
No tocante a esse ponto, mesmo que assim não fosse, tenho que o 
vício em questão, por decorrer de ilegitimidade ad causam – e não apenas 
de ausência de capacidade postulatória, ou de mera irregularidade na 
representação processual –, não é passível de convalidação ulterior. Nesse 
mesmo sentido vai o já citado ARE nº 819.771/RJ-AgR, Primeira Turma, 
Relator o Ministro Roberto Barroso, publicado no DJe de 20/11/17.
Desse modo, não vislumbro no acórdão embargado os vícios de 
omissão, contradição, ou erro material apontados pelo embargante, tendo 
a Corte decidido o feito fundamentadamente, nos limites necessários a 
seu deslinde.
O embargante pretende, em verdade, promover novo julgamento, 
rediscutindo matéria já decidida pela Corte, fim para o qual não se prestam 
os embargos declaratórios.
Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração.
É como voto.
11 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27EF-FFEF-D401-77B8 e senha 7430-27A1-02F5-52C0
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 36
Voto Vogal
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se embargos de 
declaração interpostos em face de acórdão mediante o qual assentada a 
impropriedade de petição de recurso assinada somente por Procuradores 
do Estado em vez do Governador. Eis a síntese do pronunciamento, 
publicado no Diário da Justiça eletrônico de 18 de junho de 2020:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 10 DA LEI 
ESTADUAL 10.254/1990; ARTIGO 7º, § 1º, DA LEI ESTADUAL 
9.726/1988; E ARTIGO 289 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, 
TODAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. AÇÃO JULGADA 
PARCIALMENTE PROCEDENTE. ALEGAÇÕES DE 
OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. PETIÇÃO 
SUBSCRITA PELO PROCURADORGERAL E POR 
PROCURADORES DO ESTADO. AUSÊNCIA DE 
ASSINATURA DO GOVERNADOR DO ESTADO. 
ILEGITIMIDADE RECURSAL. EMBARGOS NÃO 
CONHECIDOS. 
1. A legitimidade recursal no controle concentrado é 
paralela à legitimidade ativa ad causam, de forma que os 
Estados-membros e as respectivas Procuradorias-Gerais não 
possuem a prerrogativa de recorrer das decisões tomadas pela 
Corte em sede de controle abstrato de constitucionalidade. 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C28-9A54-70DB-38DB e senha F4BD-3D0A-C557-F1B2
Supremo Tribunal Federal
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se embargos de 
declaração interpostos em face de acórdão mediante o qual assentada a 
impropriedade de petição de recurso assinada somente por Procuradores 
do Estado em vez do Governador. Eis a síntese do pronunciamento, 
publicado no Diário da Justiça eletrônico de 18 de junho de 2020:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 10 DA LEI 
ESTADUAL 10.254/1990; ARTIGO 7º, § 1º, DA LEI ESTADUAL 
9.726/1988; E ARTIGO 289 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, 
TODAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. AÇÃO JULGADA 
PARCIALMENTE PROCEDENTE. ALEGAÇÕES DE 
OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. PETIÇÃO 
SUBSCRITA PELO PROCURADORGERAL E POR 
PROCURADORES DO ESTADO. AUSÊNCIA DE 
ASSINATURA DO GOVERNADOR DO ESTADO. 
ILEGITIMIDADE RECURSAL. EMBARGOS NÃO 
CONHECIDOS. 
1. A legitimidade recursal no controle concentrado é 
paralela à legitimidade ativa ad causam, de forma que os 
Estados-membros e as respectivas Procuradorias-Gerais não 
possuem a prerrogativa de recorrer das decisões tomadas pela 
Corte em sede de controle abstrato de constitucionalidade. 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C28-9A54-70DB-38DB e senha F4BD-3D0A-C557-F1B2
Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
Precedentes: ADI 4.420-ED-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 
Plenário, DJe de 28/5/2018; ADPF 205-AgR-segundo, Rel. Min. 
Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1º/8/2017; ADPF 317-AgR-AgR, 
Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 8/6/2016; ADI 1.663-
AgR-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 5/8/2013; ADI 
3.702-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26/9/2011. 
2. A petição recursal foi subscrita tão somente pelo 
Procurador-Geral e por procuradores do Estado, não havendo 
assinatura do Governador do Estado, único legitimado, in casu, 
a instaurar processos objetivos de constitucionalidade e a 
interpor os respectivos recursos. 3. Embargos de declaração 
NÃO CONHECIDOS.
O Chefe do Executivo local aponta omissão e erro material. Evocajurisprudência do Supremo no sentido do saneamento processual. Diz 
não apreciadas peças, por si protocoladas, confirmando as razões dos 
embargos declaratórios antes de concluído o julgamento. Pretende o 
provimento do novo recurso, visando apreciação dos embargos de 
declaração, modulando-se os efeitos da decisão que implicou a declaração 
de inconstitucionalidade dos artigos 10 da Lei nº 10.254/1990 e 7º, § 1º, da 
Lei nº 9.726/1988, ambas do Estado de Minas Gerais.
Cumpre reiterar o entendimento, considerado o voto que proferi, 
vencido, no julgamento que desaguou no acórdão embargado:
Descabe confundir a legitimidade de Governador para a 
propositura da ação direta, na forma do artigo 103, inciso V, da 
Constituição Federal, com a prática de atos no processo. O 
integrante da Procuradoria, quando vem a Juízo, representa o 
Estado. Não há como glosar essa atuação, exigindo-se que os 
declaratórios interpostos estejam subscritos também por aquele 
sem capacidade postulatória, o Governador.
Divirjo do Relator para que os embargos de declaração 
sejam apreciados, afastado o óbice apontado.
Se apenas o Governador do Estado subscrevesse a petição recursal, 
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C28-9A54-70DB-38DB e senha F4BD-3D0A-C557-F1B2
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
Precedentes: ADI 4.420-ED-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 
Plenário, DJe de 28/5/2018; ADPF 205-AgR-segundo, Rel. Min. 
Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1º/8/2017; ADPF 317-AgR-AgR, 
Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 8/6/2016; ADI 1.663-
AgR-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 5/8/2013; ADI 
3.702-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26/9/2011. 
2. A petição recursal foi subscrita tão somente pelo 
Procurador-Geral e por procuradores do Estado, não havendo 
assinatura do Governador do Estado, único legitimado, in casu, 
a instaurar processos objetivos de constitucionalidade e a 
interpor os respectivos recursos. 3. Embargos de declaração 
NÃO CONHECIDOS.
O Chefe do Executivo local aponta omissão e erro material. Evoca 
jurisprudência do Supremo no sentido do saneamento processual. Diz 
não apreciadas peças, por si protocoladas, confirmando as razões dos 
embargos declaratórios antes de concluído o julgamento. Pretende o 
provimento do novo recurso, visando apreciação dos embargos de 
declaração, modulando-se os efeitos da decisão que implicou a declaração 
de inconstitucionalidade dos artigos 10 da Lei nº 10.254/1990 e 7º, § 1º, da 
Lei nº 9.726/1988, ambas do Estado de Minas Gerais.
Cumpre reiterar o entendimento, considerado o voto que proferi, 
vencido, no julgamento que desaguou no acórdão embargado:
Descabe confundir a legitimidade de Governador para a 
propositura da ação direta, na forma do artigo 103, inciso V, da 
Constituição Federal, com a prática de atos no processo. O 
integrante da Procuradoria, quando vem a Juízo, representa o 
Estado. Não há como glosar essa atuação, exigindo-se que os 
declaratórios interpostos estejam subscritos também por aquele 
sem capacidade postulatória, o Governador.
Divirjo do Relator para que os embargos de declaração 
sejam apreciados, afastado o óbice apontado.
Se apenas o Governador do Estado subscrevesse a petição recursal, 
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C28-9A54-70DB-38DB e senha F4BD-3D0A-C557-F1B2
Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
qual seria a conclusão? No sentido de não ter capacidade postulatória. 
Uma coisa é a Lei Maior indicar a legitimidade para propositura da ação 
direta de inconstitucionalidade, outra é a prática de atos no processo, que 
não compete ao Chefe do Executivo. Quem o faz, personificando o ente 
federado, é o integrante da Procuradoria.
Provejo estes embargos de declaração, para que os anteriores sejam 
apreciados, afastado o óbice apontado.
3 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C28-9A54-70DB-38DB e senha F4BD-3D0A-C557-F1B2
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
qual seria a conclusão? No sentido de não ter capacidade postulatória. 
Uma coisa é a Lei Maior indicar a legitimidade para propositura da ação 
direta de inconstitucionalidade, outra é a prática de atos no processo, que 
não compete ao Chefe do Executivo. Quem o faz, personificando o ente 
federado, é o integrante da Procuradoria.
Provejo estes embargos de declaração, para que os anteriores sejam 
apreciados, afastado o óbice apontado.
3 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C28-9A54-70DB-38DB e senha F4BD-3D0A-C557-F1B2
Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 36
Voto Vogal
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
EMENTA: CONSTITUCIONAL. EMBARGOS 
DECLARATÓRIOS EM AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. GOVERNADOR DE ESTADO-
MEMBRO E REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL PELO ÓRGÃO 
DE PROCURADORIA DO ESTADO. LEGITIMIDADE. VÍCIO 
SANÁVEL. POSSIBILIDADE DE REGULARIZAÇÃO. 
EMBARGOS ACOLHIDOS.
1. Os Estados-membros, por suas Procuradorias, têm 
legitimidade para a oposição de embargos declaratórios em face 
de acórdãos proferidos pela CORTE no julgamento de ações de 
controle concentrado nas quais o Governador do respectivo 
Estado figure como autoridade interessada na discussão da 
constitucionalidade da norma impugnada.
2. Presença de razões de segurança jurídica e interesse 
social (art. 27 da Lei 9.868/1999) a justificar a excepcional 
modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, 
para admitir a produção de efeitos pelas normas impugnadas 
até o fim do ano em curso. 
3. Embargos de Declaração acolhidos parcialmente.
V O T O
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Em complemento ao 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
EMENTA: CONSTITUCIONAL. EMBARGOS 
DECLARATÓRIOS EM AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. GOVERNADOR DE ESTADO-
MEMBRO E REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL PELO ÓRGÃO 
DE PROCURADORIA DO ESTADO. LEGITIMIDADE. VÍCIO 
SANÁVEL. POSSIBILIDADE DE REGULARIZAÇÃO. 
EMBARGOS ACOLHIDOS.
1. Os Estados-membros, por suas Procuradorias, têm 
legitimidade para a oposição de embargos declaratórios em face 
de acórdãos proferidos pela CORTE no julgamentode ações de 
controle concentrado nas quais o Governador do respectivo 
Estado figure como autoridade interessada na discussão da 
constitucionalidade da norma impugnada.
2. Presença de razões de segurança jurídica e interesse 
social (art. 27 da Lei 9.868/1999) a justificar a excepcional 
modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, 
para admitir a produção de efeitos pelas normas impugnadas 
até o fim do ano em curso. 
3. Embargos de Declaração acolhidos parcialmente.
V O T O
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Em complemento ao 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
relatório do eminente Ministro DIAS TOFFOLI, anoto que o caso trata de 
Embargos de Declaração opostos pelo Governador do Estado de Minas 
Gerais contra acórdão proferido pelo Tribunal Pleno em julgamento no 
qual não foi conhecido recurso anteriormente oposto por ilegitimidade 
ativa do Estado de Minas Gerais, em razão da irregularidade na 
representação processual do Governador.
O julgamento do mérito da presente Ação Direta, ainda sob a 
relatoria do Ministro LUIZ FUX, foi concluído no Plenário Virtual na 
sessão de 3 a 14/4/2020, quando declarada a inconstitucionalidade de 
norma que previa a designação, sem prévia aprovação em concurso 
público, para exercício de função pública em cargos diversos, como de 
professor e serventuário do Poder Judiciário.
Os primeiros Embargos de Declaração opostos não foram 
conhecidos pelo Plenário Virtual, na sessão de 22 a 28/5/2020, com 
fundamento na circunstância de que o ato processual de oposição do 
recurso fora praticado sem a participação do Governador de Minas 
Gerais, tendo a petição recursal sido subscrita apenas pelo Procurador-
Geral do Estado e outros membros da Procuradoria do Estado.
Por meio desses primeiros Embargos Declaratórios, pretendeu-se a 
integração do primeiro julgamento com a manifestação da CORTE a 
respeito de aspectos diversos, em especial da necessidade de serem 
modulados os efeitos da declaração de inconstitucionalidade.
Agora, já sob a relatoria do Ministro DIAS TOFFOLI, o Governador 
de MINAS GERAIS opõe novos Embargos, nos quais argumenta que a 
jurisprudência da CORTE admitiria a oposição de embargos declaratórios 
opostos pelo Estado, em ações de controle concentrado, quando 
subscritos apenas por Procuradores do Estado. Afirma também a 
possibilidade de intimação do Governador do Estado para suprir a 
irregularidade, pois se trataria de questão processual sanável.
O Ministro Relator, para o presente julgamento virtual, apresenta 
voto em que rejeita os Embargos Declaratórios e assenta que a 
Jurisprudência da CORTE é contrária ao reconhecimento da legitimidade 
do Estado, conforme a proposta de ementa seguinte:
2 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
relatório do eminente Ministro DIAS TOFFOLI, anoto que o caso trata de 
Embargos de Declaração opostos pelo Governador do Estado de Minas 
Gerais contra acórdão proferido pelo Tribunal Pleno em julgamento no 
qual não foi conhecido recurso anteriormente oposto por ilegitimidade 
ativa do Estado de Minas Gerais, em razão da irregularidade na 
representação processual do Governador.
O julgamento do mérito da presente Ação Direta, ainda sob a 
relatoria do Ministro LUIZ FUX, foi concluído no Plenário Virtual na 
sessão de 3 a 14/4/2020, quando declarada a inconstitucionalidade de 
norma que previa a designação, sem prévia aprovação em concurso 
público, para exercício de função pública em cargos diversos, como de 
professor e serventuário do Poder Judiciário.
Os primeiros Embargos de Declaração opostos não foram 
conhecidos pelo Plenário Virtual, na sessão de 22 a 28/5/2020, com 
fundamento na circunstância de que o ato processual de oposição do 
recurso fora praticado sem a participação do Governador de Minas 
Gerais, tendo a petição recursal sido subscrita apenas pelo Procurador-
Geral do Estado e outros membros da Procuradoria do Estado.
Por meio desses primeiros Embargos Declaratórios, pretendeu-se a 
integração do primeiro julgamento com a manifestação da CORTE a 
respeito de aspectos diversos, em especial da necessidade de serem 
modulados os efeitos da declaração de inconstitucionalidade.
Agora, já sob a relatoria do Ministro DIAS TOFFOLI, o Governador 
de MINAS GERAIS opõe novos Embargos, nos quais argumenta que a 
jurisprudência da CORTE admitiria a oposição de embargos declaratórios 
opostos pelo Estado, em ações de controle concentrado, quando 
subscritos apenas por Procuradores do Estado. Afirma também a 
possibilidade de intimação do Governador do Estado para suprir a 
irregularidade, pois se trataria de questão processual sanável.
O Ministro Relator, para o presente julgamento virtual, apresenta 
voto em que rejeita os Embargos Declaratórios e assenta que a 
Jurisprudência da CORTE é contrária ao reconhecimento da legitimidade 
do Estado, conforme a proposta de ementa seguinte:
2 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
EMENTA: Embargos de declaração nos embargos de 
declaração na ação direta de inconstitucionalidade. Petição de 
recurso não subscrita pelo Governador do Estado. Ilegitimidade 
recursal. Vício não convalidável. Precedentes. Omissão, 
contradição e erro material não configurados. Mero 
inconformismo. Pretensão de rediscussão não admitida em sede 
de embargos. Embargos declaratórios rejeitados. 
1. Segundo a jurisprudência pacífica desta Corte, a 
legitimidade recursal e a capacidade postulatória são do 
próprio Governador, e não do Estado-membro ou de seu 
Procurador-Geral, muito menos de Procuradores do Estado.
2. Os precedentes invocados pelo embargante não se 
prestam a demonstrar alteração da jurisprudência 
supramencionada, tendo em vista que neles a matéria sequer foi 
objeto de deliberação pelo Tribunal.
3. Mesmo ciente do entendimento reiterado da Corte a 
respeito, a parte insistiu no protocolo de recurso assinado 
apenas por Procuradores do Estado e, como se não bastasse, 
providenciou tardiamente a ratificação da peça recursal. De 
todo modo, trata-se de vício não passível de convalidação 
ulterior.
4. Embargos declaratórios rejeitados.
Especificamente em relação ao tema da legitimidade do Estado-
Membro para atuar em sede de controle concentrado, anota o eminente 
Relator que a Procuradoria do Estado de Minas Gerais não teria 
demonstrado atuar em nome do Governador no momento da oposição 
dos embargos, ocorrida a participação desta autoridade mediante 
ratificação posterior ao início da sessão de julgamento, contrariando a 
jurisprudência da CORTE que exige a formalização deste elemento.
É o relato do essencial.
Com a devida vênia ao Ministro Relator, divirjo quanto à rejeição 
dos embargos declaratórios. 
3 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documentopode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
EMENTA: Embargos de declaração nos embargos de 
declaração na ação direta de inconstitucionalidade. Petição de 
recurso não subscrita pelo Governador do Estado. Ilegitimidade 
recursal. Vício não convalidável. Precedentes. Omissão, 
contradição e erro material não configurados. Mero 
inconformismo. Pretensão de rediscussão não admitida em sede 
de embargos. Embargos declaratórios rejeitados. 
1. Segundo a jurisprudência pacífica desta Corte, a 
legitimidade recursal e a capacidade postulatória são do 
próprio Governador, e não do Estado-membro ou de seu 
Procurador-Geral, muito menos de Procuradores do Estado.
2. Os precedentes invocados pelo embargante não se 
prestam a demonstrar alteração da jurisprudência 
supramencionada, tendo em vista que neles a matéria sequer foi 
objeto de deliberação pelo Tribunal.
3. Mesmo ciente do entendimento reiterado da Corte a 
respeito, a parte insistiu no protocolo de recurso assinado 
apenas por Procuradores do Estado e, como se não bastasse, 
providenciou tardiamente a ratificação da peça recursal. De 
todo modo, trata-se de vício não passível de convalidação 
ulterior.
4. Embargos declaratórios rejeitados.
Especificamente em relação ao tema da legitimidade do Estado-
Membro para atuar em sede de controle concentrado, anota o eminente 
Relator que a Procuradoria do Estado de Minas Gerais não teria 
demonstrado atuar em nome do Governador no momento da oposição 
dos embargos, ocorrida a participação desta autoridade mediante 
ratificação posterior ao início da sessão de julgamento, contrariando a 
jurisprudência da CORTE que exige a formalização deste elemento.
É o relato do essencial.
Com a devida vênia ao Ministro Relator, divirjo quanto à rejeição 
dos embargos declaratórios. 
3 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
A Jurisprudência da CORTE pontua que a legitimidade para a 
propositura de ações de controle concentrado (art. 103, V, da CF) é 
conferida ao Governador, não ao ente político respectivo. Daí afirmar-se a 
capacidade postulatória do Governador para subscrever sozinho a 
petição inicial da ação, bem como a inépcia da petição subscrita 
isoladamente pelo Procurador-Geral do Estado.
No entanto, não me parece que a previsão no texto constitucional da 
legitimidade ao Governador se contraponha à possibilidade de atuação 
do respectivo ente federativo em sede de Jurisdição Constitucional. Não é 
estranho ou incomum à prática desta CORTE que a atuação dos 
Governadores em sede de controle concentrado ocorra mediante o 
patrocínio técnico e profissional dos órgãos de representação judicial dos 
Estados, o que, por óbvio, situa-se no âmbito de atribuições conferidas 
pela própria Constituição às Procuradorias dos Estados (art. 132, CF). 
E assim ocorre frequentemente: as petições iniciais de ações diretas 
são subscritas pela pessoa do Governador, que é o agente político 
legitimado constitucionalmente a tanto, com o assessoramento técnico do 
Quadro de Procuradores do Estado.
A legitimidade conferida ao Governador subordina o eventual 
ingresso de ação direta ao juízo político desse agente. Mas é evidente que, 
por imposição do princípio republicano, o interesse tutelado não é 
titularizado pela pessoa do Governador, mas sim pelo ente político que 
ele representa em juízo. Até mesmo pela temporalidade dos mandatos, o 
debate sobre a questão constitucional proposta pelo Governador 
transcende ao seu mandato, como se verifica na hipótese dos autos. 
Mostra-se irrelevante, em relação aos Governadores e seus 
respectivos Estados, que elementos formais da petição recursal, como a 
qualificação da parte, restrinjam a atuação de um ente político perante a 
CORTE. Como dito, os poderes de representação da Procuradoria-Geral 
do Estado decorrem de delegação legal ao órgão e investidura no cargo 
público efetivo. 
O Procurador-Geral do Estado é agente público comissionado 
diretamente pelo Governador e exerce a direção de órgão com atribuições 
4 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
A Jurisprudência da CORTE pontua que a legitimidade para a 
propositura de ações de controle concentrado (art. 103, V, da CF) é 
conferida ao Governador, não ao ente político respectivo. Daí afirmar-se a 
capacidade postulatória do Governador para subscrever sozinho a 
petição inicial da ação, bem como a inépcia da petição subscrita 
isoladamente pelo Procurador-Geral do Estado.
No entanto, não me parece que a previsão no texto constitucional da 
legitimidade ao Governador se contraponha à possibilidade de atuação 
do respectivo ente federativo em sede de Jurisdição Constitucional. Não é 
estranho ou incomum à prática desta CORTE que a atuação dos 
Governadores em sede de controle concentrado ocorra mediante o 
patrocínio técnico e profissional dos órgãos de representação judicial dos 
Estados, o que, por óbvio, situa-se no âmbito de atribuições conferidas 
pela própria Constituição às Procuradorias dos Estados (art. 132, CF). 
E assim ocorre frequentemente: as petições iniciais de ações diretas 
são subscritas pela pessoa do Governador, que é o agente político 
legitimado constitucionalmente a tanto, com o assessoramento técnico do 
Quadro de Procuradores do Estado.
A legitimidade conferida ao Governador subordina o eventual 
ingresso de ação direta ao juízo político desse agente. Mas é evidente que, 
por imposição do princípio republicano, o interesse tutelado não é 
titularizado pela pessoa do Governador, mas sim pelo ente político que 
ele representa em juízo. Até mesmo pela temporalidade dos mandatos, o 
debate sobre a questão constitucional proposta pelo Governador 
transcende ao seu mandato, como se verifica na hipótese dos autos. 
Mostra-se irrelevante, em relação aos Governadores e seus 
respectivos Estados, que elementos formais da petição recursal, como a 
qualificação da parte, restrinjam a atuação de um ente político perante a 
CORTE. Como dito, os poderes de representação da Procuradoria-Geral 
do Estado decorrem de delegação legal ao órgão e investidura no cargo 
público efetivo. 
O Procurador-Geral do Estado é agente público comissionado 
diretamente pelo Governador e exerce a direção de órgão com atribuições 
4 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
conferidas pela própria Constituição para representação dos interesses do 
Estado, sob a chefia do Governador.
Diante disso, não se mostra razoável (a) deixar de conhecer recurso 
subscrito apenas por Procuradores do Estado quando, na mesma relação 
processual, admitiu-se manifestação do Governador em defesa da norma 
atacada; (b) supor que a atuação da Procuradoria do Estado, pela 
ausência de aposição da assinatura do Governador, indicaria que aquela 
agiuà revelia deste.
A melhor compreensão do tema, portanto, seria exigir a presença do 
Governador na prática do ato apenas para o ajuizamento da ação direta, 
com a subscrição da petição inicial. O que realmente importa, para efeito 
de demonstração da legitimidade, é a constatação de que a atuação da 
Procuradoria do Estado atende a um juízo político já expressado pelo 
Governador. 
O posterior trâmite processual poderia, sem menoscabo ao art. 103, 
V da CF, ser conduzido pela Procuradoria do Estado, a quem incumbiria 
o acompanhamento dos atos processuais próprios, como a interposição 
de recursos ou oposição de embargos declaratórios.
No caso em julgamento, a Ação Direta foi proposta pelo Procurador-
Geral da República, figurando como autoridades interessadas o 
Governador e a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, tendo 
ambos prestado informações nos autos e se manifestando em favor da 
validade da norma questionada.
Posteriormente, em vista do pedido de aditamento formulado pelo 
Requerente, foram apresentadas novas informações (doc. 25) em nome do 
Governador, por meio de manifestação subscrita apenas pelos 
Procuradores. 
A petição de interposição dos primeiros embargos (doc. 47), do 
mesmo modo, qualificou o Governador como requerente, foi subscrita 
apenas por membros da Procuradoria do Estado. O conteúdo do recurso 
diz respeito a matéria de interesse da Administração Pública estadual, em 
especial o pedido de modulação de efeitos, para conferir “prazo razoável 
5 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
conferidas pela própria Constituição para representação dos interesses do 
Estado, sob a chefia do Governador.
Diante disso, não se mostra razoável (a) deixar de conhecer recurso 
subscrito apenas por Procuradores do Estado quando, na mesma relação 
processual, admitiu-se manifestação do Governador em defesa da norma 
atacada; (b) supor que a atuação da Procuradoria do Estado, pela 
ausência de aposição da assinatura do Governador, indicaria que aquela 
agiu à revelia deste.
A melhor compreensão do tema, portanto, seria exigir a presença do 
Governador na prática do ato apenas para o ajuizamento da ação direta, 
com a subscrição da petição inicial. O que realmente importa, para efeito 
de demonstração da legitimidade, é a constatação de que a atuação da 
Procuradoria do Estado atende a um juízo político já expressado pelo 
Governador. 
O posterior trâmite processual poderia, sem menoscabo ao art. 103, 
V da CF, ser conduzido pela Procuradoria do Estado, a quem incumbiria 
o acompanhamento dos atos processuais próprios, como a interposição 
de recursos ou oposição de embargos declaratórios.
No caso em julgamento, a Ação Direta foi proposta pelo Procurador-
Geral da República, figurando como autoridades interessadas o 
Governador e a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, tendo 
ambos prestado informações nos autos e se manifestando em favor da 
validade da norma questionada.
Posteriormente, em vista do pedido de aditamento formulado pelo 
Requerente, foram apresentadas novas informações (doc. 25) em nome do 
Governador, por meio de manifestação subscrita apenas pelos 
Procuradores. 
A petição de interposição dos primeiros embargos (doc. 47), do 
mesmo modo, qualificou o Governador como requerente, foi subscrita 
apenas por membros da Procuradoria do Estado. O conteúdo do recurso 
diz respeito a matéria de interesse da Administração Pública estadual, em 
especial o pedido de modulação de efeitos, para conferir “prazo razoável 
5 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
para as adequações que se fizerem necessárias, o qual não deverá ser inferior a 5 
(cinco) anos, considerando a consolidada situação existente, a grandiosidade do 
desafio e a perspectiva de uma mudança governamental em 2022/2023, o que 
invariavelmente impacta mudanças de tamanha envergadura nas políticas 
públicas”.
Posteriormente (doc. 72), veio documento firmado pelo Governador 
com o seguinte teor:
Excelentíssimo Senhor Ministro, 
Pelo presente, venho, como questão de fato (questão de 
ordem), RATIFICAR integralmente e para todos os fins os 
termos dos embargos de declaração apresentados pelos 
Procuradores do Estado em face do v. acórdão que julgou 
procedente a ação, os quais têm sua representação prevista nos 
artigos 132 da Constituição da República e 128 da Constituição 
Mineira. 
Justifico o pedido considerando a importância do 
julgamento em tela para o sistema público de ensino mineiro e 
pelas dificuldades das adaptações administrativas decorrentes 
do isolamento em função da pandemia do Coronavírus COVID-
19, requerendo que as teses expostas no recurso sejam 
apreciadas e acolhidas por essa d. Corte Suprema.
Atenciosamente, 
Romeu Zema Neto 
Governador do Estado de Minas Gerais
Os atos posteriores foram firmados pelo próprio Governador, entre 
os quais a oposição dos Embargos Declaratórios agora em julgamento 
(doc. 80).
Desse modo, não há incongruência entre a atuação da Procuradoria 
do Estado de Minas Gerais e o respectivo Governador, de modo a 
concluir pela presença de irregularidade na legitimidade ou 
representação processual da parte embargante.
Superado o óbice formal, deve-se avançar sobre a matéria suscitada 
nos primeiros Embargos de Declaração, nos quais alegada a presença de 
6 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
para as adequações que se fizerem necessárias, o qual não deverá ser inferior a 5 
(cinco) anos, considerando a consolidada situação existente, a grandiosidade do 
desafio e a perspectiva de uma mudança governamental em 2022/2023, o que 
invariavelmente impacta mudanças de tamanha envergadura nas políticas 
públicas”.
Posteriormente (doc. 72), veio documento firmado pelo Governador 
com o seguinte teor:
Excelentíssimo Senhor Ministro, 
Pelo presente, venho, como questão de fato (questão de 
ordem), RATIFICAR integralmente e para todos os fins os 
termos dos embargos de declaração apresentados pelos 
Procuradores do Estado em face do v. acórdão que julgou 
procedente a ação, os quais têm sua representação prevista nos 
artigos 132 da Constituição da República e 128 da Constituição 
Mineira. 
Justifico o pedido considerando a importância do 
julgamento em tela para o sistema público de ensino mineiro e 
pelas dificuldades das adaptações administrativas decorrentes 
do isolamento em função da pandemia do Coronavírus COVID-
19, requerendo que as teses expostas no recurso sejam 
apreciadas e acolhidas por essa d. Corte Suprema.
Atenciosamente, 
Romeu Zema Neto 
Governador do Estado de Minas Gerais
Os atos posteriores foram firmados pelo próprio Governador, entre 
os quais a oposição dos Embargos Declaratórios agora em julgamento 
(doc. 80).
Desse modo, não há incongruência entre a atuação da Procuradoria 
do Estado de Minas Gerais e o respectivo Governador, de modo a 
concluir pela presença de irregularidade na legitimidade ou 
representação processual da parte embargante.
Superado o óbice formal, deve-se avançar sobre a matéria suscitada 
nos primeirosEmbargos de Declaração, nos quais alegada a presença de 
6 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
omissões e contradições no acórdão embargado relacionadas ao próprio 
mérito da Ação Direta e aos pedidos de atribuição de interpretação 
conforme ao dispositivo impugnado, bem como de modulação dos efeitos 
da declaração de inconstitucionalidade, mediante a concessão do prazo 
de 5 (cinco) anos para que a Administração Pública estadual realize as 
adequações necessárias à observância do julgamento da Ação Direta.
Como se sabe, de acordo com o estatuído no art. 1.022 do Código de 
Processo Civil, os embargos de declaração são cabíveis para fins de 
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento 
colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado 
omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais.
Todavia, no caso, não se verifica a existência de quaisquer das 
deficiências em questão, pois o acórdão embargado enfrentou e decidiu, 
de maneira integral e com fundamentação suficiente, toda a controvérsia 
veiculada na inicial.
A pretexto de evidenciar omissões e contradições no acórdão 
embargado, a maior parte das ponderações trazidas pelo Governador de 
Minas Gerais traduzem mero inconformismo com a decisão tomada, 
pretendendo rediscutir o que já foi decidido, objetivo que, como sabido, é 
alheio às hipóteses de cabimento típicas dos embargos declaratórios.
No entanto, a respeito ao pedido de modulação dos efeitos da 
decisão, observo que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL reconhece a viabilidade de conhecimento de embargos 
declaratórios para essa finalidade, em sede de controle concentrado de 
constitucionalidade (ADI 3.601-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal 
Pleno, DJe de 15/12/2010).
Para essa avaliação, contudo, é necessário que a embargante 
comprove a presença de elementos excepcionais que justifiquem a 
retração, no tempo, dos efeitos da decisão de invalidade, que de regra 
operam ex tunc (ADI 3.794-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 
25/2/2015; e a ADI 4.876-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 18/8/2015).
No caso, são apresentadas razões relacionadas ao impacto da 
declaração de inconstitucionalidade do art. 10 da Lei Estadual 10.254/1990 
7 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
omissões e contradições no acórdão embargado relacionadas ao próprio 
mérito da Ação Direta e aos pedidos de atribuição de interpretação 
conforme ao dispositivo impugnado, bem como de modulação dos efeitos 
da declaração de inconstitucionalidade, mediante a concessão do prazo 
de 5 (cinco) anos para que a Administração Pública estadual realize as 
adequações necessárias à observância do julgamento da Ação Direta.
Como se sabe, de acordo com o estatuído no art. 1.022 do Código de 
Processo Civil, os embargos de declaração são cabíveis para fins de 
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento 
colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado 
omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais.
Todavia, no caso, não se verifica a existência de quaisquer das 
deficiências em questão, pois o acórdão embargado enfrentou e decidiu, 
de maneira integral e com fundamentação suficiente, toda a controvérsia 
veiculada na inicial.
A pretexto de evidenciar omissões e contradições no acórdão 
embargado, a maior parte das ponderações trazidas pelo Governador de 
Minas Gerais traduzem mero inconformismo com a decisão tomada, 
pretendendo rediscutir o que já foi decidido, objetivo que, como sabido, é 
alheio às hipóteses de cabimento típicas dos embargos declaratórios.
No entanto, a respeito ao pedido de modulação dos efeitos da 
decisão, observo que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL reconhece a viabilidade de conhecimento de embargos 
declaratórios para essa finalidade, em sede de controle concentrado de 
constitucionalidade (ADI 3.601-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal 
Pleno, DJe de 15/12/2010).
Para essa avaliação, contudo, é necessário que a embargante 
comprove a presença de elementos excepcionais que justifiquem a 
retração, no tempo, dos efeitos da decisão de invalidade, que de regra 
operam ex tunc (ADI 3.794-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 
25/2/2015; e a ADI 4.876-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 18/8/2015).
No caso, são apresentadas razões relacionadas ao impacto da 
declaração de inconstitucionalidade do art. 10 da Lei Estadual 10.254/1990 
7 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
e do art. 7º, § 1º, da Lei Estadual 9.726/1988, sobre o funcionamento dos 
serviços públicos de educação básica no âmbito estadual. Segundo o 
Governador e o Estado de Minas Gerais, o sistema de ensino público 
estadual está estruturado com fundamento em aspectos fáticos e 
operacionais que levam em consideração a vigência das normas 
declaradas inconstitucionais – há mais de três décadas em vigor. Afirmam 
que “esses aspectos decorrem da grandiosidade do sistema e sua capilaridade 
territorial onde, não raras vezes, se depara com situações locais de completa ou 
quase completa ausência de profissional até mesmo para substituições pontuais”. 
De fato, a Jurisprudência da CORTE reconhece a necessidade de que 
sejam modulados os efeitos de declaração de inconstitucionalidade de ato 
normativo quando a invalidação do ato com eficácia ex tunc produz 
impacto negativo sobre a continuidade da prestação de serviços públicos 
essenciais para a população. Nesse sentido: ADI 3649, Rel. Min. LUIZ 
FUX, Tribunal Pleno, julgado em 28/5/2014, DJe de 30/10/2014; ADI 3609, 
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 5/2/2014, DJe de 
30/10/2014; e ADI 3415-ED-segundos, Rel. Min. ALEXANDRE DE 
MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 1/8/2018, DJe DE 28/9/2018).
A extensão do prazo pretendido pelo Governador de Minas Gerais, 
no entanto, mitigaria o próprio reconhecimento da inconstitucionalidade, 
tal como afirmada pelo Plenário da CORTE. 
As dificuldades operacionais eventualmente suscitadas pelo fim da 
designação para o exercício de função pública, no que diz respeito ao 
sistema de ensino público, considerando já transcorrido mais de um ano 
desde o julgamento de mérito, deverão ser enfrentadas e mitigadas pelo 
Poder Público estadual. Não se justifica a continuidade do expediente 
tido por inconstitucional por mais 5 anos.
Assim, o pleito merece ser acolhido apenas parcialmente, para que 
preserve a possibilidade de designação de professores no ano letivo em 
curso, 2021, não admitida a persistência de efeitos além desse marco.
Diante do exposto, DIVIRJO do Ministro Relator, CONHEÇO e 
ACOLHO PARCIALMENTE os Embargos de Declaração, para, 
modulando os efeitos da declaração de inconstitucionalidade 
8 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.aspsob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
e do art. 7º, § 1º, da Lei Estadual 9.726/1988, sobre o funcionamento dos 
serviços públicos de educação básica no âmbito estadual. Segundo o 
Governador e o Estado de Minas Gerais, o sistema de ensino público 
estadual está estruturado com fundamento em aspectos fáticos e 
operacionais que levam em consideração a vigência das normas 
declaradas inconstitucionais – há mais de três décadas em vigor. Afirmam 
que “esses aspectos decorrem da grandiosidade do sistema e sua capilaridade 
territorial onde, não raras vezes, se depara com situações locais de completa ou 
quase completa ausência de profissional até mesmo para substituições pontuais”. 
De fato, a Jurisprudência da CORTE reconhece a necessidade de que 
sejam modulados os efeitos de declaração de inconstitucionalidade de ato 
normativo quando a invalidação do ato com eficácia ex tunc produz 
impacto negativo sobre a continuidade da prestação de serviços públicos 
essenciais para a população. Nesse sentido: ADI 3649, Rel. Min. LUIZ 
FUX, Tribunal Pleno, julgado em 28/5/2014, DJe de 30/10/2014; ADI 3609, 
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 5/2/2014, DJe de 
30/10/2014; e ADI 3415-ED-segundos, Rel. Min. ALEXANDRE DE 
MORAES, Tribunal Pleno, julgado em 1/8/2018, DJe DE 28/9/2018).
A extensão do prazo pretendido pelo Governador de Minas Gerais, 
no entanto, mitigaria o próprio reconhecimento da inconstitucionalidade, 
tal como afirmada pelo Plenário da CORTE. 
As dificuldades operacionais eventualmente suscitadas pelo fim da 
designação para o exercício de função pública, no que diz respeito ao 
sistema de ensino público, considerando já transcorrido mais de um ano 
desde o julgamento de mérito, deverão ser enfrentadas e mitigadas pelo 
Poder Público estadual. Não se justifica a continuidade do expediente 
tido por inconstitucional por mais 5 anos.
Assim, o pleito merece ser acolhido apenas parcialmente, para que 
preserve a possibilidade de designação de professores no ano letivo em 
curso, 2021, não admitida a persistência de efeitos além desse marco.
Diante do exposto, DIVIRJO do Ministro Relator, CONHEÇO e 
ACOLHO PARCIALMENTE os Embargos de Declaração, para, 
modulando os efeitos da declaração de inconstitucionalidade 
8 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
pronunciada pelo Plenário, admitir a produção de efeitos pelas normas 
impugnadas até o fim do ano em curso.
É como voto.
9 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
pronunciada pelo Plenário, admitir a produção de efeitos pelas normas 
impugnadas até o fim do ano em curso.
É como voto.
9 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F79-4980-19E1-5D94 e senha 72E7-DBAF-751D-7FA4
Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 36
Voto Vogal
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Vogal): 
1. Peço vênia ao Ministro Relator para divergir.
2. Tem-se nos autos que, em 7.5.2020, foram opostos pelo 
Governador de Minas Gerais embargos de declaração contra acórdão 
deste Supremo Tribunal pelo qual julgado parcialmente procedente 
pedido em ação direta de inconstitucionalidade para reconhecer a 
inconstitucionalidade do art. 10 da Lei estadual n. 10.254/1990 e do § 1º do 
art. 7º da Lei estadual n. 9.726/1988, ambas de Minas Gerais.
Em 29.5.2020, o Plenário deste Supremo Tribunal, por maioria, não 
conheceu dos embargos de declaração, sob o fundamento de que a 
petição não havia sido subscrita pelo Governador de Minas Gerais, 
apenas pelo Advogado-Geral daquele Estado e por outros procuradores 
estaduais:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 10 DA LEI ESTADUAL 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Supremo Tribunal Federal
03/08/2021 PLENÁRIO
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE 5.267 MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS 
PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
EMBDO.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA 
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS 
ADV.(A/S) :ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE E 
OUTRO(A/S)
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Vogal): 
1. Peço vênia ao Ministro Relator para divergir.
2. Tem-se nos autos que, em 7.5.2020, foram opostos pelo 
Governador de Minas Gerais embargos de declaração contra acórdão 
deste Supremo Tribunal pelo qual julgado parcialmente procedente 
pedido em ação direta de inconstitucionalidade para reconhecer a 
inconstitucionalidade do art. 10 da Lei estadual n. 10.254/1990 e do § 1º do 
art. 7º da Lei estadual n. 9.726/1988, ambas de Minas Gerais.
Em 29.5.2020, o Plenário deste Supremo Tribunal, por maioria, não 
conheceu dos embargos de declaração, sob o fundamento de que a 
petição não havia sido subscrita pelo Governador de Minas Gerais, 
apenas pelo Advogado-Geral daquele Estado e por outros procuradores 
estaduais:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 10 DA LEI ESTADUAL 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
10.254/1990; ARTIGO 7º, § 1º, DA LEI ESTADUAL 9.726/1988; E 
ARTIGO 289 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, TODAS DO 
ESTADO DE MINAS GERAIS. AÇÃO JULGADA 
PARCIALMENTE PROCEDENTE. ALEGAÇÕES DE OMISSÃO, 
CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. PETIÇÃO SUBSCRITA 
PELO PROCURADOR-GERAL E POR PROCURADORES DO 
ESTADO. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO GOVERNADOR 
DO ESTADO. ILEGITIMIDADE RECURSAL. EMBARGOS NÃO 
CONHECIDOS. 
1. A legitimidade recursal no controle concentrado é paralela à 
legitimidade ativa ad causam, de forma que os Estados-membros e as 
respectivas Procuradorias-Gerais não possuem a prerrogativa de 
recorrer das decisões tomadas pela Corte em sede de controle abstrato 
de constitucionalidade. Precedentes: ADI 4.420-ED-AgR, Rel. Min. 
Roberto Barroso, Plenário, DJe de 28/5/2018; ADPF 205-AgR-
segundo, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1º/8/2017; ADPF 
317-AgR-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 8/6/2016; 
ADI 1.663-AgR-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 
5/8/2013; ADI 3.702-ED,Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26/9/2011. 
2. A petição recursal foi subscrita tão somente pelo Procurador-
Geral e por procuradores do Estado, não havendo assinatura do 
Governador do Estado, único legitimado, in casu, a instaurar 
processos objetivos de constitucionalidade e a interpor os respectivos 
recursos. 
3. Embargos de declaração não conhecidos” (ADI n. 5.267-ED, 
Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 18.6.2020).
Contra esse acórdão, o Governador de Minas Gerais opôs estes 
embargos de declaração, subscritos por ele, pelo Advogado-Geral do 
Estado e por outros procuradores estaduais, requerendo “sejam os 
presentes embargos conhecidos e providos, para se conhecer dos primeiros 
embargos declaratórios, sendo eles, afinal, devidamente apreciados e acolhidos por 
essa excelsa Corte Suprema, modulando-se os efeitos da decisão”.
3. Ao apreciar recursos extraordinários interpostos em ações diretas 
de inconstitucionalidade estaduais, este Supremo Tribunal firmou 
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
10.254/1990; ARTIGO 7º, § 1º, DA LEI ESTADUAL 9.726/1988; E 
ARTIGO 289 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, TODAS DO 
ESTADO DE MINAS GERAIS. AÇÃO JULGADA 
PARCIALMENTE PROCEDENTE. ALEGAÇÕES DE OMISSÃO, 
CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. PETIÇÃO SUBSCRITA 
PELO PROCURADOR-GERAL E POR PROCURADORES DO 
ESTADO. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO GOVERNADOR 
DO ESTADO. ILEGITIMIDADE RECURSAL. EMBARGOS NÃO 
CONHECIDOS. 
1. A legitimidade recursal no controle concentrado é paralela à 
legitimidade ativa ad causam, de forma que os Estados-membros e as 
respectivas Procuradorias-Gerais não possuem a prerrogativa de 
recorrer das decisões tomadas pela Corte em sede de controle abstrato 
de constitucionalidade. Precedentes: ADI 4.420-ED-AgR, Rel. Min. 
Roberto Barroso, Plenário, DJe de 28/5/2018; ADPF 205-AgR-
segundo, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1º/8/2017; ADPF 
317-AgR-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 8/6/2016; 
ADI 1.663-AgR-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 
5/8/2013; ADI 3.702-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 26/9/2011. 
2. A petição recursal foi subscrita tão somente pelo Procurador-
Geral e por procuradores do Estado, não havendo assinatura do 
Governador do Estado, único legitimado, in casu, a instaurar 
processos objetivos de constitucionalidade e a interpor os respectivos 
recursos. 
3. Embargos de declaração não conhecidos” (ADI n. 5.267-ED, 
Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 18.6.2020).
Contra esse acórdão, o Governador de Minas Gerais opôs estes 
embargos de declaração, subscritos por ele, pelo Advogado-Geral do 
Estado e por outros procuradores estaduais, requerendo “sejam os 
presentes embargos conhecidos e providos, para se conhecer dos primeiros 
embargos declaratórios, sendo eles, afinal, devidamente apreciados e acolhidos por 
essa excelsa Corte Suprema, modulando-se os efeitos da decisão”.
3. Ao apreciar recursos extraordinários interpostos em ações diretas 
de inconstitucionalidade estaduais, este Supremo Tribunal firmou 
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
jurisprudência no sentido da desnecessidade das peças de recursos 
interpostos em ações de controle abstrato de constitucionalidade serem 
subscritas pelos Governadores dos estados e do Distrito Federal.
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 570.392, de minha 
relatoria, com repercussão geral, este Supremo Tribunal assentou que o 
Procurador-Geral do Estado tem legitimidade para interpor recurso em 
ação direta de inconstitucionalidade em defesa do ato normativo 
estadual, em simetria com a competência atribuída ao Advogado-Geral 
da União no § 3º do art. 103 da Constituição da República: 
“O Procurador-Geral do Estado dispõe de legitimidade para 
interpor recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça 
proferido em representação de inconstitucionalidade (art. 125, § 2º, da 
Constituição da República) em defesa de lei ou ato normativo estadual 
ou municipal, em simetria a mesma competência atribuída ao 
Advogado-Geral da União (art. 103, § 3º, da Constituição da 
República). Teoria dos poderes implícitos” (Plenário, DJe 19.2.2015).
Confiram-se trechos dos debates havidos nesse julgamento:
“O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (...)
Desejaria ver esclarecida a condição processual em que interveio, 
no caso, o Senhor Procurador-Geral do Estado, pois, como se sabe, é do 
Governador (e não de seu Procurador-Geral) a legitimidade para atuar 
no polo ativo da relação processual instaurada em sede de fiscalização 
concentrada de constitucionalidade (ADI 120/AM, Rel. Min. 
MOREIRA ALVES – ADI 1.814-MC/DF, Rel. Min. MAURÍCIO 
CORRÊA – ADI 1.977/PB, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – ADI 
2.130-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ADI 4.680/DF, Rel. 
Min. CÁRMEN LÚCIA – ADI 5.084/RO, Rel. Min. ROSA WEBER 
– RE 658.375-AgR/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE 
E RELATORA) - Se Vossa Excelência me permite?
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Pois não. 
3 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
jurisprudência no sentido da desnecessidade das peças de recursos 
interpostos em ações de controle abstrato de constitucionalidade serem 
subscritas pelos Governadores dos estados e do Distrito Federal.
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 570.392, de minha 
relatoria, com repercussão geral, este Supremo Tribunal assentou que o 
Procurador-Geral do Estado tem legitimidade para interpor recurso em 
ação direta de inconstitucionalidade em defesa do ato normativo 
estadual, em simetria com a competência atribuída ao Advogado-Geral 
da União no § 3º do art. 103 da Constituição da República: 
“O Procurador-Geral do Estado dispõe de legitimidade para 
interpor recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça 
proferido em representação de inconstitucionalidade (art. 125, § 2º, da 
Constituição da República) em defesa de lei ou ato normativo estadual 
ou municipal, em simetria a mesma competência atribuída ao 
Advogado-Geral da União (art. 103, § 3º, da Constituição da 
República). Teoria dos poderes implícitos” (Plenário, DJe 19.2.2015).
Confiram-se trechos dos debates havidos nesse julgamento:
“O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: (...)
Desejaria ver esclarecida a condição processual em que interveio, 
no caso, o Senhor Procurador-Geral do Estado, pois, como se sabe, é do 
Governador (e não de seu Procurador-Geral) a legitimidade para atuar 
no polo ativo da relação processual instaurada em sede de fiscalização 
concentrada de constitucionalidade (ADI 120/AM, Rel. Min. 
MOREIRA ALVES – ADI 1.814-MC/DF, Rel. Min. MAURÍCIO 
CORRÊA – ADI 1.977/PB, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – ADI 
2.130-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ADI 4.680/DF, Rel. 
Min. CÁRMEN LÚCIA – ADI 5.084/RO, Rel. Min. ROSAWEBER 
– RE 658.375-AgR/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE 
E RELATORA) - Se Vossa Excelência me permite?
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Pois não. 
3 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE 
E RELATORA) - Eu não fiz a leitura da íntegra, nem foi suscitada, 
por qualquer das partes, essa legitimidade recursal do Procurador-
Geral - que é quem assina realmente. 
Eu, no entanto, tratei, para fazer esse exame, porque eu mesma 
concordo e sempre, ainda quando procuradora tinha o cuidado de o 
Governador é realmente quem entra com a ação direta e quem tem essa 
legitimidade. 
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE 
E RELATORA) - No caso, a Secretaria deste Tribunal atua até como o 
Estado recorrendo, mas o Procurador-Geral é que assina, o recurso é 
do Estado. 
Qual é a análise que eu fiz, Ministro? E que, mais uma vez 
reitero, a meu ver tem uma distinção com a circunstância para ajuizar 
a ação, que aí me parece ser a do Governador, que, em geral, faz-se 
acompanhar pelo Procurador por causa das instâncias recursais.
O § 4º do artigo 95 da Constituição do Rio Grande do Sul 
dispõe que:
‘Quando o Tribunal de Justiça apreciar a 
inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou de ato 
normativo, citará previamente o Procurador-Geral do Estado, 
que defenderá o ato ou texto impugnado.’
Repetindo assim, por simetria o disposto no § 3º do artigo 103 
da Constituição, que estatui a mesma competência de tutela da norma 
questionada, pela ação direta de inconstitucionalidade, ao Advogado-
Geral da União, que entra com recursos aqui, entra com embargos, e 
que nós nunca questionamos. Questionamos sempre a ação direita ter 
que ser assinada pelo Procurador e pelo Advogado.
Então, a análise que eu fiz foi que, pela teoria dos poderes 
implícitos, se a Constituição da República atribui competência 
reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, aqui é uma instituição, 
como é a Advocacia-Geral da União, entrasse com recursos e entram 
nas ações diretas, com embargos, com outras medidas, por que, no 
plano estadual, o Procurador-Geral do Estado, que é o correspondente, 
dispondo a Constituição estadual expressamente a mesma norma 
4 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE 
E RELATORA) - Eu não fiz a leitura da íntegra, nem foi suscitada, 
por qualquer das partes, essa legitimidade recursal do Procurador-
Geral - que é quem assina realmente. 
Eu, no entanto, tratei, para fazer esse exame, porque eu mesma 
concordo e sempre, ainda quando procuradora tinha o cuidado de o 
Governador é realmente quem entra com a ação direta e quem tem essa 
legitimidade. 
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim...
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE 
E RELATORA) - No caso, a Secretaria deste Tribunal atua até como o 
Estado recorrendo, mas o Procurador-Geral é que assina, o recurso é 
do Estado. 
Qual é a análise que eu fiz, Ministro? E que, mais uma vez 
reitero, a meu ver tem uma distinção com a circunstância para ajuizar 
a ação, que aí me parece ser a do Governador, que, em geral, faz-se 
acompanhar pelo Procurador por causa das instâncias recursais.
O § 4º do artigo 95 da Constituição do Rio Grande do Sul 
dispõe que:
‘Quando o Tribunal de Justiça apreciar a 
inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou de ato 
normativo, citará previamente o Procurador-Geral do Estado, 
que defenderá o ato ou texto impugnado.’
Repetindo assim, por simetria o disposto no § 3º do artigo 103 
da Constituição, que estatui a mesma competência de tutela da norma 
questionada, pela ação direta de inconstitucionalidade, ao Advogado-
Geral da União, que entra com recursos aqui, entra com embargos, e 
que nós nunca questionamos. Questionamos sempre a ação direita ter 
que ser assinada pelo Procurador e pelo Advogado.
Então, a análise que eu fiz foi que, pela teoria dos poderes 
implícitos, se a Constituição da República atribui competência 
reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, aqui é uma instituição, 
como é a Advocacia-Geral da União, entrasse com recursos e entram 
nas ações diretas, com embargos, com outras medidas, por que, no 
plano estadual, o Procurador-Geral do Estado, que é o correspondente, 
dispondo a Constituição estadual expressamente a mesma norma 
4 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
quanto à competência para a tutela ser do Procurador-Geral do 
Estado, não teria essa competência? Sendo que, em todas as ações 
diretas aqui, nós, quando tem, por exemplo, embargos, nós aceitamos 
que o Advogado-Geral da União é quem embargue, e não vem a 
assinatura do Presidente da República. Então, eu fiz a simetria para 
interpretar. 
Digo, então, que, pela teoria dos poderes implícitos, se a 
Constituição atribui competência a determinada instituição jurídica, 
deve ser reconhecida a essa mesma instituição a possibilidade de se 
utilizar dos instrumentos jurídicos adequados e necessários para 
regular o exercício da competência que lhe foi atribuída. Qual? Tutelar 
pela validade da norma que ele está defendendo como sendo 
constitucional. 
Esse mesmo raciocínio, portanto, aplico em casos como o dos 
autos, nos quais a Constituição estadual atribui ao Procurador-Geral 
do Estado, em simetria ao Advogado-Geral do Estado, o papel de 
defesa da norma estadual ou municipal atacada via ação direta, 
tornando-se, portanto, na minha compreensão, legitimado para 
interposição de recurso - incluído aí o extraordinário - contra acórdão 
que tenha declarado inconstitucional a norma, porque o papel dele é de 
defender a legitimidade da norma. Não reconhecer legitimidade ao 
Procurador-Geral do Estado para interposição do recurso 
extraordinário contra acórdão que declara a inconstitucionalidade de 
norma estadual ou municipal questionada no Tribunal de Justiça, a 
meu ver, configuraria uma negativa de efetiva defesa da norma 
atacada, ou, pelo menos, conferir a defesa que é entregue na 
Constituição Federal ao Advogado-Geral da União e, na Constituição 
estadual, como eu disse, expressamente pela Constituição do Rio 
Grande do Sul, pelo § 4º do art. 95, a competência para defender. E eu 
acho que os recursos que dali advêm levam exatamente a isto. 
Essa a razão pela qual, quando se trata do ajuizamento da ação, 
eu aceito e já votei e, aliás, como Procuradora-Geral nunca assinei 
sozinha uma petição de ação direta de inconstitucionalidade. Mas, 
para os recursos, considerando que o Supremo Tribunal Federal aceita 
quanto ao Advogado-Geral do Estado, é que, então, eu mesma de ofício 
verifiquei isso e trouxe, que, como eu disse, nemfoi preliminar 
5 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
quanto à competência para a tutela ser do Procurador-Geral do 
Estado, não teria essa competência? Sendo que, em todas as ações 
diretas aqui, nós, quando tem, por exemplo, embargos, nós aceitamos 
que o Advogado-Geral da União é quem embargue, e não vem a 
assinatura do Presidente da República. Então, eu fiz a simetria para 
interpretar. 
Digo, então, que, pela teoria dos poderes implícitos, se a 
Constituição atribui competência a determinada instituição jurídica, 
deve ser reconhecida a essa mesma instituição a possibilidade de se 
utilizar dos instrumentos jurídicos adequados e necessários para 
regular o exercício da competência que lhe foi atribuída. Qual? Tutelar 
pela validade da norma que ele está defendendo como sendo 
constitucional. 
Esse mesmo raciocínio, portanto, aplico em casos como o dos 
autos, nos quais a Constituição estadual atribui ao Procurador-Geral 
do Estado, em simetria ao Advogado-Geral do Estado, o papel de 
defesa da norma estadual ou municipal atacada via ação direta, 
tornando-se, portanto, na minha compreensão, legitimado para 
interposição de recurso - incluído aí o extraordinário - contra acórdão 
que tenha declarado inconstitucional a norma, porque o papel dele é de 
defender a legitimidade da norma. Não reconhecer legitimidade ao 
Procurador-Geral do Estado para interposição do recurso 
extraordinário contra acórdão que declara a inconstitucionalidade de 
norma estadual ou municipal questionada no Tribunal de Justiça, a 
meu ver, configuraria uma negativa de efetiva defesa da norma 
atacada, ou, pelo menos, conferir a defesa que é entregue na 
Constituição Federal ao Advogado-Geral da União e, na Constituição 
estadual, como eu disse, expressamente pela Constituição do Rio 
Grande do Sul, pelo § 4º do art. 95, a competência para defender. E eu 
acho que os recursos que dali advêm levam exatamente a isto. 
Essa a razão pela qual, quando se trata do ajuizamento da ação, 
eu aceito e já votei e, aliás, como Procuradora-Geral nunca assinei 
sozinha uma petição de ação direta de inconstitucionalidade. Mas, 
para os recursos, considerando que o Supremo Tribunal Federal aceita 
quanto ao Advogado-Geral do Estado, é que, então, eu mesma de ofício 
verifiquei isso e trouxe, que, como eu disse, nem foi preliminar 
5 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
suscitada. 
Mas faço essa explicação apenas para chamar a atenção das 
razões.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Muito 
oportuna a explicação que Vossa Excelência dá, ao esclarecer que o 
Procurador-Geral do Estado interveio, nesta causa, na condição de 
curador da presunção de constitucionalidade do diploma legislativo 
impugnado. 
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE 
E RELATORA) - Curador da validade.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sendo assim, 
acompanho Vossa Excelência, Senhora Presidente, quanto à rejeição de 
ambas as preliminares”.
No julgamento dos Embargos de Divergência nos Embargos 
Declaração no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n. 1.068.600, 
Relator o Ministro Alexandre de Moraes, este Supremo Tribunal manteve 
sua jurisprudência predominante sobre a desnecessidade de constar do 
recurso interposto em ação de controle concentrado a assinatura do chefe 
de poder:
“EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE 
DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO EM RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. RECURSOS EM REPRESENTAÇÃO DE 
INCONSTITUCIONALIDADE, PROPOSTA PERANTE 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARTE LEGITIMADA PARA PROPOR 
A AÇÃO E PARA SUBSCREVER AS PEÇAS PROCESSUAIS. 
NECESSIDADE DA ASSINATURA DO CHEFE DO PODER 
NAS PEÇAS POSTULATÓRIAS, JUNTAMENTE COM O 
PROCURADOR. DOCUMENTO CONSTANTE DOS AUTOS, 
VEICULANDO AUTORIZAÇÃO INEQUÍVOCA DO 
LEGITIMADO PARA OS ADVOGADOS PROPOREM E 
IMPULSIONAREM A AÇÃO. DESNECESSIDADE DA 
ASSINATURA DO CHEFE DE PODER NO RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. 
1. A Segunda Turma manteve a decisão do eminente Relator que 
6 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
suscitada. 
Mas faço essa explicação apenas para chamar a atenção das 
razões.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Muito 
oportuna a explicação que Vossa Excelência dá, ao esclarecer que o 
Procurador-Geral do Estado interveio, nesta causa, na condição de 
curador da presunção de constitucionalidade do diploma legislativo 
impugnado. 
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE 
E RELATORA) - Curador da validade.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sendo assim, 
acompanho Vossa Excelência, Senhora Presidente, quanto à rejeição de 
ambas as preliminares”.
No julgamento dos Embargos de Divergência nos Embargos 
Declaração no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n. 1.068.600, 
Relator o Ministro Alexandre de Moraes, este Supremo Tribunal manteve 
sua jurisprudência predominante sobre a desnecessidade de constar do 
recurso interposto em ação de controle concentrado a assinatura do chefe 
de poder:
“EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE 
DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO EM RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. RECURSOS EM REPRESENTAÇÃO DE 
INCONSTITUCIONALIDADE, PROPOSTA PERANTE 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARTE LEGITIMADA PARA PROPOR 
A AÇÃO E PARA SUBSCREVER AS PEÇAS PROCESSUAIS. 
NECESSIDADE DA ASSINATURA DO CHEFE DO PODER 
NAS PEÇAS POSTULATÓRIAS, JUNTAMENTE COM O 
PROCURADOR. DOCUMENTO CONSTANTE DOS AUTOS, 
VEICULANDO AUTORIZAÇÃO INEQUÍVOCA DO 
LEGITIMADO PARA OS ADVOGADOS PROPOREM E 
IMPULSIONAREM A AÇÃO. DESNECESSIDADE DA 
ASSINATURA DO CHEFE DE PODER NO RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. 
1. A Segunda Turma manteve a decisão do eminente Relator que 
6 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
não admitiu o Recurso Extraordinário, pois “[a] legitimidade ativa 
para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como 
dos recursos dela decorrentes é do prefeito municipal, e não do 
procurador do município.” 
2. A Constituição Federal, no art. 103, prevê a legitimidade 
ativa do Chefe do Poder Executivo para propositura de ação de 
controle concentrado de constitucionalidade. 
3. Com base nessa norma, o SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL tem jurisprudência no sentido de que os procuradores 
públicos, ou os advogados contratados pelo ente público, não possuem 
capacidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade, nem 
para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela 
Constituição.4. Nestes autos, consta documento com manifestação inequívoca 
do Chefe do Poder Executivo, conferindo poderes específicos ao 
procurador para instaurar o processo de controle normativo abstrato 
de constitucionalidade, bem como para recorrer das decisões proferidas 
nos autos. 
5. Recusar o Recurso Extraordinário neste contexto seria ceder a 
excessivo formalismo, o que não se admite, ainda mais se forem 
levados em conta os relevantes interesses em jogo no processo de 
controle concentrado de constitucionalidade. 
6. Mesmo que assim não se entendesse, o Código de Processo 
Civil de 2015 traz uma nova perspectiva, voltada à primazia da 
resolução do mérito. 
7. Portanto, seriam de todo aplicáveis os arts. 76 e 932, 
parágrafo único, do CPC/2015, que preveem concessão de prazo para a 
regularização, respectivamente, da incapacidade processual, da 
representação da parte e do vício sanável, ou para a complementação 
da documentação exigível, notadamente antes de se considerar 
inadmissível o recurso.
8. Embargos de Divergência providos, para admitir o Recurso 
Extraordinário, o qual deverá ser decidido pelo Eminente Relator, 
como de direito” (RE n. 1.068.600-AgR-ED-EDv, Relator o 
Ministro Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 12.11.2020).
7 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
não admitiu o Recurso Extraordinário, pois “[a] legitimidade ativa 
para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como 
dos recursos dela decorrentes é do prefeito municipal, e não do 
procurador do município.” 
2. A Constituição Federal, no art. 103, prevê a legitimidade 
ativa do Chefe do Poder Executivo para propositura de ação de 
controle concentrado de constitucionalidade. 
3. Com base nessa norma, o SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL tem jurisprudência no sentido de que os procuradores 
públicos, ou os advogados contratados pelo ente público, não possuem 
capacidade para ajuizar ação direta de inconstitucionalidade, nem 
para interpor recursos, sem a subscrição da pessoa legitimada pela 
Constituição. 
4. Nestes autos, consta documento com manifestação inequívoca 
do Chefe do Poder Executivo, conferindo poderes específicos ao 
procurador para instaurar o processo de controle normativo abstrato 
de constitucionalidade, bem como para recorrer das decisões proferidas 
nos autos. 
5. Recusar o Recurso Extraordinário neste contexto seria ceder a 
excessivo formalismo, o que não se admite, ainda mais se forem 
levados em conta os relevantes interesses em jogo no processo de 
controle concentrado de constitucionalidade. 
6. Mesmo que assim não se entendesse, o Código de Processo 
Civil de 2015 traz uma nova perspectiva, voltada à primazia da 
resolução do mérito. 
7. Portanto, seriam de todo aplicáveis os arts. 76 e 932, 
parágrafo único, do CPC/2015, que preveem concessão de prazo para a 
regularização, respectivamente, da incapacidade processual, da 
representação da parte e do vício sanável, ou para a complementação 
da documentação exigível, notadamente antes de se considerar 
inadmissível o recurso.
8. Embargos de Divergência providos, para admitir o Recurso 
Extraordinário, o qual deverá ser decidido pelo Eminente Relator, 
como de direito” (RE n. 1.068.600-AgR-ED-EDv, Relator o 
Ministro Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 12.11.2020).
7 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 36
Voto Vogal
ADI 5267 ED-ED / MG 
O voto proferido pelo Ministro Relator diverge dessa orientação 
jurisprudencial.
• Pelo exposto, pedindo vênias ao Relator, acolho os embargos de 
declaração, com efeitos infringentes, para conhecer dos primeiros 
embargos de declaração opostos, determinando sejam eles 
submetidos a julgamento de mérito.
Publicado sem revisão Art.95 do RISTF
8 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Supremo Tribunal Federal
ADI 5267 ED-ED / MG 
O voto proferido pelo Ministro Relator diverge dessa orientação 
jurisprudencial.
• Pelo exposto, pedindo vênias ao Relator, acolho os embargos de 
declaração, com efeitos infringentes, para conhecer dos primeiros 
embargos de declaração opostos, determinando sejam eles 
submetidos a julgamento de mérito.
Publicado sem revisão Art.95 do RISTF
8 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado eletronicamente pelo(a) Min. Cármen Lúcia, conforme o Art. 205, § 2º, do CPC. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B98E-8E4C-659C-D537 e senha D94D-4DB2-CCCA-C4FD
Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 36
Extrato de Ata - 03/08/2021
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 
5.267
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE (80779/MG) E 
OUTRO(A/S)
Decisão: O Tribunal, por maioria, rejeitou os embargos de 
declaração, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros 
Marco Aurélio, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e 
Ricardo Lewandowski. Plenário, Sessão Virtual de 25.6.2021 a 
2.8.2021.
Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, 
Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, 
Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e 
Nunes Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Assessora-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8202-A6EB-BBB0-B80C e senha 7EF0-469F-D36B-3B83
Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 
5.267
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
EMBDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE (80779/MG) E 
OUTRO(A/S)
Decisão: O Tribunal, por maioria, rejeitou os embargos de 
declaração, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros 
Marco Aurélio, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e 
Ricardo Lewandowski. Plenário, Sessão Virtual de 25.6.2021 a 
2.8.2021.
Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, 
Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, 
Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e 
Nunes Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Assessora-Chefe do Plenário
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.aspsob o código 8202-A6EB-BBB0-B80C e senha 7EF0-469F-D36B-3B83
Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 36
Supremo Tribunal Federal
Certidão de Trânsito
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5267
: PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICAREQTE.(S)
: GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAISINTDO.(A/S)
: ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)
(ES)
: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAISINTDO.(A/S)
: ALESSANDRA STRAMBI DE ALMEIDA MITRE (80779/MG) E OUTRO
(A/S)
ADV.(A/S)
Certifico que o(a) acórdão/decisão transitou em julgado em 28.10.2021.
Brasília, 28 de outubro de 2021.
IVAN MENDES COSTA
Matrícula 2164
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DFC8-D4BD-9E7B-FB94 e senha BC47-EBC4-6B13-41D6
	Ementa e Acórdão
	Relatório
	Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
	Voto Vogal
	Voto Vogal
	Voto Vogal
	Extrato de Ata - 03/08/2021