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ANATOMIA E FUNÇÕES- BOLA DE BICHAT 
O corpo adiposo da bochecha é uma massa esférica de gordura profunda, 
encapsulada por uma camada fina de tecido conjuntivo (o que impede que seja 
consumida). 
É constituída por um tecido conjuntivo especializado, o tecido adiposo. Como 
é característico desse tipo de tecido, é responsável pelo preenchimento do 
espaço entre as estruturas, por exemplo os músculos. Histologicamente, ela é 
uma das fontes mais ricas em células-tronco mesenquimais, ou seja, células 
indiferenciadas, que possuem grande plasticidade, portanto, tem capacidade 
para se tornarem qualquer célula, por isso esse tecido é utilizado na reparação 
e regeneração de tecidos. Muitos estudos ainda vêm sendo feitos para 
desenvolver mecanismos de isolamento e cultivo dessas células, além de 
estudos sobre seus usos terapêuticos. 
É maior em crianças do que em indivíduos mais idosos, pois vai atrofiando e 
diminuindo conforme o indivíduo envelhece, portanto a idade é algo que 
caracteriza sua morfologia. 
A anatomia desse corpo adiposo se divide em: um corpo central, e três 
extensões, que são; bucal, pterigoidal, e temporal. 
O corpo central está profundamente ao longo da parte posterior da maxila e 
das fibras posteriores do bucinador. 
A extensão da porção pterigoidal se localiza profundamente ao lado medial do 
ramo mandibular e nas superfícies laterais dos músculos pterigóideo lateral e 
medial. 
É uma estrutura bem irrigada, possuindo três fontes de irrigação, sendo 
capilares que partem da artéria maxilar, a artéria temporal e a artéria facial. 
 
A Bola de Bichat é bilateral, ou seja, vai se localizar dos dois lados da face. 
Está relacionada com os músculos da mastigação, sua extensão bucal está 
posicionada entre a região anterior do músculo masséter, mais a frente dele e 
externamente ao músculo bucinador. 
 
Trata-se de um coxim adiposo situado entre esses músculos. Ele se estende 
para trás e para cima, invade a fossa infratemporal, e se relaciona também com 
a maxila, e com os músculos pterigóideos e com os músculos temporais, além 
de separá-los de seus músculos vizinhos. Além de separar o masséter do 
bucinador à frente do ramo da mandíbula, ele se estende à fossa infratemporal; 
em direção aos músculos pterigoideos, preenchendo um grande espaço. 
 
 
Separa também, a inserção do músculo temporal, que se movimenta muito, 
dos seus músculos vizinhos, por exemplo, do masséter. 
 
 Diferente do tecido adiposo das outras regiões ele nunca é consumido. Ele 
não é consumido como reserva em casos de emagrecimento, como é em 
outras regiões. Por este fato, ele também não será reposto, e isso é o que torna 
a bichectomia uma cirurgia irreversível. 
É descrito como uma bola, porém sua forma esférica só aparece em sua 
extensão bucal, entre os músculos bucinador e masséter. No restante, é 
alongado. 
Nos primeiros anos de vida esse tecido adiposo tem UMA FUNÇÃO essencial, 
sendo bem desenvolvido devido a sua importância ao auxiliar o ato da sucção 
do mamilo durante a amamentação, que impede que esses músculos se 
colapsem. Esse “espaço de atrição” chamado Sissarcose é fisiologicamente 
necessário durante o período de amamentação.
 
 Após a infância, essa bola de bichat passa a ter função somente mecânica. 
TEM FUNÇÃO de proteger os músculos da face de possíveis injúrias devidas 
à ação muscular ou externa. OUTRA FUNÇÃO importante dele então é 
funcionar como um “coxim mecânico” entre os músculos da face, que facilita a 
movimentação de um músculo em relação ao outro, trabalhando em um meio 
escorregadio e frouxo, por isso facilita a movimentação de um músculo em 
relação a outro nos movimentos de sucção e de mastigação. Ele também vai 
caracterizar a morfologia e características externas da face. 
 Posteriormente à bola de bichat, se localizará a glândula parótida, responsável 
pela produção de saliva, rica em amilase, que é a enzima que digere o amido. 
Como esta é uma glândula exócrina, seu produto tem que ser levado através 
de um ducto até desembocar na cavidade bucal. Esse ducto se chama ducto 
parotídeo, ele desemboca na mucosa na altura do segundo molar superior, e 
ele possui íntima relação com a bola de bichat, passando ou superficialmente 
a ela. 
 
Além disso, outras estruturas possuem certo contato com esse tecido adiposo, 
como os ramos bucal e zigomático do nervo facial, a artéria facial e a veia facial 
geralmente não apresentam contato direto, mas também possuem uma certa 
relação com essa estrutura. 
Os ramos terminais do nervo facial se encontram superficialmente ou 
lateralmente à bola de bichat, essa relação varia de pessoa pra pessoa, porém 
eles sempre estarão próximos nessa região. 
Por conta dessas estruturas, o manejo cirúrgico deve ser feito com muita 
cautela, para não os atingir e evitar uma paralisia/ parestesia facial. 
Os ramos do nervo facial, zigomático e bucal, apresentam ramos com origem, 
quantidade e anastomoses variadas, as quais podem se unir lateralmente ao 
corpo adiposo para formar um plexo nervoso. Independentemente do padrão 
anatômico, essas duas estruturas estão intimamente relacionadas. Sendo 
assim, é de extrema importância que o profissional tenha pleno conhecimento 
da anatomia da região para não causar injurias aos referidos ramos. 
 
 
 
 
Já a artéria e veia facial na maioria das vezes não terão contato direto com a 
Bola de Bichat, porém estará bem próxima da região anterior da extensão bucal 
dela. 
 
OUTRA FUNÇÃO então desse corpo adiposo que é a bola de bichat é proteger 
essas estruturas citadas, principalmente esses ramos do nervo facial e o ducto 
parotídeo. 
 
RECAPTULANDO ENTÃO SUAS FUNÇÕES: 
A bola de Bichat tem funções como: prevenção da pressão negativa gerada 
pela sucção em recém nascidos como já dito; separação dos músculos 
mastigatórios e das estruturas ósseas; aumenta a mobilidade intermuscular por 
funcionar como um acolchoado entre eles; e protege os feixes nervosos e o 
ducto parotídeo. 
MUITO IMPORTANTE LEMBRAR: 
Nos casos de remoção do tecido adiposo da bola de bichat, esse não poderá 
ser futuramente utilizado em casos de tratamentos reconstrutivos, como 
comunicação buco sinusal, defeitos causados por tumores e recobrimento em 
enxertos ósseos. 
 
Por tudo isso que foi visto, as suas funções e as estruturas que podem estar 
interrelacionadas com a Bola de Bichat, é necessário examinar individualmente 
cada paciente para casos de bichectomia, avaliar a necessidade e se o 
benefício excede os riscos da cirurgia. 
Além disso o profissional sempre deve ter um bom conhecimento da técnica 
cirúrgica e um bom conhecimento anatômico da região, para não lesionar 
nenhuma estrutura. 
 
REFERÊNCIAS: 
• http://200-98-146-
54.clouduol.com.br/bitstream/123456789/1023/1/Artigo%20Renata.pdf 
• https://www.revistacirurgiabmf.com/2020/04/Artigos/03ArtOriginalRelac
aoAnatomicadaBola.pdf 
• https://www.unirv.edu.br/conteudos/fckfiles/files/MONARA%20CRUVIN
EL%20MOREIRA.pdf 
• https://blog.jaleko.com.br/marie-francois-xavier-bichat-e-a-bola-de-
bichat/ 
• https://www.researchgate.net/publication/277093645_Corpo_adiposo_d
a_bochecha_um_caso_de_variacao_anatomica 
• https://faculdadefacsete.edu.br/monografia/files/original/a4b6e471ec79
e06da8beabbd59d62b9c.pdf 
 
http://200-98-146-54.clouduol.com.br/bitstream/123456789/1023/1/Artigo%20Renata.pdf
http://200-98-146-54.clouduol.com.br/bitstream/123456789/1023/1/Artigo%20Renata.pdf
https://www.revistacirurgiabmf.com/2020/04/Artigos/03ArtOriginalRelacaoAnatomicadaBola.pdf
https://www.revistacirurgiabmf.com/2020/04/Artigos/03ArtOriginalRelacaoAnatomicadaBola.pdf
https://www.unirv.edu.br/conteudos/fckfiles/files/MONARA%20CRUVINEL%20MOREIRA.pdf
https://www.unirv.edu.br/conteudos/fckfiles/files/MONARA%20CRUVINEL%20MOREIRA.pdf
https://blog.jaleko.com.br/marie-francois-xavier-bichat-e-a-bola-de-bichat/
https://blog.jaleko.com.br/marie-francois-xavier-bichat-e-a-bola-de-bichat/https://www.researchgate.net/publication/277093645_Corpo_adiposo_da_bochecha_um_caso_de_variacao_anatomica
https://www.researchgate.net/publication/277093645_Corpo_adiposo_da_bochecha_um_caso_de_variacao_anatomica
https://faculdadefacsete.edu.br/monografia/files/original/a4b6e471ec79e06da8beabbd59d62b9c.pdf
https://faculdadefacsete.edu.br/monografia/files/original/a4b6e471ec79e06da8beabbd59d62b9c.pdf

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