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Sistemas Adesivos Na maioria das vezes quando fazemos uma restauração, a principal causa é a cárie. Considera-se adesão qualquer sistema que mantenha duas superfícies unidas, seja por ação química, micromecânica ou a combinação de ambas. Princípios de adesão A adesão entre os substratos dentais (esmalte e dentina) e o material restaurador é baseada em um processo de troca (através da ação de um ácido, os tecidos dentais perdem minerais e cria essas microrugosidades que vão ser preenchidas por monômeros resinosos.) Há um embricamento micromecânico Essa ação subdivide-se em: I.Remoção de cálcio e formação de porosidade tanto na dentina como no esmalte II.Penetração e ativação dos monômeros no interior das porosidades mencionadas anteriormente formando uma camada híbrida eficiente. Esmalte Possui 96% de hidroxiapatita; 3% de água e 1% de material orgânico. Tem uma composição homogênia, e por conta disso, sua adesão é previsível. -> Condicionamento ácido gera remoção dos minerais resultando em microporosidades. -> Microporosidades são preenchidas por monômeros resinosos formando os chamados tags resinosos. -> Retenção micromecânica do material restaurador. Dentina Possui 70% de substâncias inorgânicas; 20% de material orgânico (colágeno) e 10% de água. Composição heterogênea Matéria orgânica, umidade contida nos túbulos dentinários e presença da smear layer. Maior desafio na adesão -> Smear layer: camada formada basicamente por bactérias, sangue e saliva provenientes do preparo cavitário, que fica depositada na superfície da dentina e no interior dos túbulos dentinários. Essa camada de resíduos reduz a permeabilidade da dentina e o fluxo de fluido dentinário. O ácido fosfórico em dentina promove a remoção completa da lama dentinária seguida da desmineralização deste substrato e consequente exposição das fibras colágenas para que ocorra a hibridização. Camada híbrida Faixa constituída pela trama de fibras colágenas “aprisionada” pela rede polimérica formada pela polimerização dos monômeros do primer + adesivo Responsável pela união do sistema adesivo a dentina Esmalte rugoso penetrado pelo adesivo seria também uma camada híbrida -> A dentina condicionada deve ser mantida úmida para que ocorra uma eficiente hibridização do tecido dentinário. Fotomicrografias eletrônicas de varredura da superfície dentinária após a desmineralização com o ácido fosfórico por 15 segundos. A figura abaixo ilustra o aspecto da dentina úmida, onde pode-se observar os espaços interfibrilares para a infiltração dos monômeros resinosos. Na segunda figura a dentina está desidratada, onde houve o colapso das fibrilas colágenas, o que dificulta a infiltração dos monômeros e formação da camada híbrida. Componentes do sistema adesivo Ácido fosfórico Consistência de gel Desmineraliza o esmalte Remove a smear layer e expõe as fibras colágenas Primer -> Monômero bifuncional Hidrofílicos Faz a ligação entre o colágeno da dentina e o adesivo Estabiliza a matriz de colágeno da dentina exposta após o condicionamento ácido -> Solvente Carreia os monômeros entre as fibras colágenas Remove a água da dentina Adesivo Resina muito fluida e polimerizável formada por monômeros resinosos Característica hidrofóbica que se liga aos monômeros hidrofílicos presentes no primer Estabiliza a camada híbrida Preenche os espaços existentes entre fibras Preenche as entradas dos túbulos (tags) Classificação (geração ou mecanismo de ação) 1°, 2° e 3° geração As primeiras três gerações a adesão fundamentou-se na modificação de smear layer. Os adesivos basearam-se no uso de grupos ácidos, para reagir com o cálcio e compostos metacrilatos, para copolimerizar com a resina. A interação dos adesivos com a dentina foi superficial 4° geração Anos 80 Adesivos convencionais de 3 passos clínicos (condicionamento ácido, primer e adesivo) Mudança na linha de pensamento: condicionamento ácido em esmalte e dentina para remover por completo a smear layer e expor a rede de fibras colágenas 5° geração Ainda adesivos convencionais Reduzir o tempo clínico Aplicação em dois passos clínicos: condicionamento ácido seguido por primer + adesivo em um único frasco Utilizado até hoje 6° geração Busca de uma adesão menos sensível Adesivos autocondicionantes de dois passos Primer ácido em um frasco e em outro o adesivo Não há necessidade de aplicação do ácido separado 7° geração Solução única com primer ácido e adesivo, possibilitando sua utilização em um único passo clínico Mecanismos de ação -> Convencionais: baseiam-se na desmineralização de esmalte e dentina pela aplicação primeiramente do ácido fosfórico e passos subsequentes compostos por aplicações separadas ou combinadas de primer e adesivo. Convencional de 3 passos Convencional de 2 passos Autocondicionantes Compostos por um primer com monômeros ácidos, que desmineralizam a superfície dos tecidos de forma menos agressiva, podendo ser em dois frascos ou em um único. Técnica mais simplificada Não há a etapa de condicionamento ácido Autocondicionante de 2 passos Autocondicionante de 1 passo Adesivo universal Estes novos sistemas adesivos permitem que o dentista decida a técnica de adesão a ser utilizada, recorrendo a diversas versões dos sistemas existentes, que são: condicionamento ácido prévio, condicionamento ácido seletivo do esmalte ou autocondicionante