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EDUCAÇÃO ESPECIAL
INCLUSÃO DO ALUNO SURDO NA ESCOLA 
REGULAR
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Olá!
Ao final desta aula, você será capaz de:
1. Definir o conceito de surdez.
2. Reconhecer as diferentes características do aluno com surdez.
3. Identificar os recursos, serviços e mediações facilitadoras do processo de aprendizagem do aluno com surdez.
4. Explicar a importância da proposta de ensino bilíngue Libras/Português no processo de inclusão do aluno
surdo.
Nesta aula, vamos conhecer as principais características do aluno surdo e a proposta de ensino inclusivo que
prevê sua inserção em turmas comuns de ensino regular, recebendo apoio e suporte do serviço oferecido pelo
atendimento educacional especializado. Destacaremos a importância do ensino bilíngue e o reconhecimento da
Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS como primeira língua do aluno surdo. Essa proposta tem como objetivo
contribuir para romper com as barreiras linguísticas e pedagógicas e superar preconceitos que podem interferir
no processo de inclusão do aluno com surdez na escola regular.
A concepção atual de que a educação inclusiva é a melhor proposta para a escolarização do aluno surdo decorre,
dentre outros fatores, da valorização da diversidade humana, do respeito às diferenças e do reconhecimento da
importância da linguagem e das interações sociais na constituição e formação do ser humano.
A proposta inclusiva de educação, que envolve o trabalho integrado entre alunos surdos e ouvintes, desde a
educação infantil, reconhece que “as trocas simbólicas provocam a capacidade representativa desses alunos,
favorecendo o desenvolvimento do pensamento e do conhecimento, em ambientes heterogêneos de
aprendizagem” (Silva, 2007, p.13).
O convívio social e o potencial de desenvolvimento do ser humano, interagindo com a diversidade humana e em
diferentes ambientes, são valorizados.
Nessa perspectiva educacional, além da questão linguística que perpassa todo processo de ensino-aprendizado, é
preciso destacar as ações que a escola precisa concretizar para garantir a construção de um espaço educacional
estimulador, desafiante e inclusivo, que explore as diferentes capacidades e interesses dos alunos.
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A inclusão do aluno com surdez na escola regular parte do pressuposto de que a escola deve estar aberta para
todos e que os processos curriculares e pedagógicos devem ser, continuamente, avaliados e replanejados para
atender à diversidade dos alunos.
É preciso investigar e oferecer os meios e mediações adequados que contribuam para o aprendizado
significativo, as trocas simbólicas com o meio físico e social e o desenvolvimento dos alunos surdos e ouvintes.
A surdez, clinicamente, é compreendida como a redução ou ausência da capacidade de ouvir determinados sons
que uma pessoa apresenta, devido a fatores que afetam o aparelho auditivo. O grau da surdez, a idade ou estágio
em que ocorreu a perda auditiva e a forma de comunicação que a pessoa utiliza, dentre outros aspectos,
precisam ser considerados no processo de construção da proposta pedagógica que atenda às necessidades do
aluno surdo.
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Para garantir a efetiva inclusão escolar, esse aluno deve frequentar a classe regular de uma escola comum e o
atendimento educacional especializado, no turno oposto à escolarização regular. O atendimento especializado
deve oferecer apoio e suporte para o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), o ensino em Libras e o ensino
da Língua Portuguesa.
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A garantia de oferta do ensino bilíngue (Libras – Português) são conquistas que contribuem para o rompimento
de barreiras linguísticas e pedagógicas e para a superação de preconceitos que interferem no processo de
inclusão. A educação bilíngue busca inserir a pessoa surda no cenário social, ao mesmo tempo em que, reconhece
Libras como a primeira língua e como principal meio de comunicação da comunidade surda.
Acompanhando a história da educação da pessoa com surdez, constatamos que três tendências educacionais
marcaram essa trajetória:
Oralista.
Comunicação total.
Bilinguismo.
Nem sempre a proposta de ensino bilíngue foi reconhecida como a mais adequada para o aluno com surdez.
Segundo Lopes (2007), o enfoque clínico-reabilitador e oralista se impôs durante muito tempo. As primeiras
tentativas de educação de alunos surdos, ocorridas no século XVI, baseavam-se nos métodos de ensino oralista e
na proposta de desmutização da pessoa surda.
A tendência pedagógica baseada no ensino oralista tem como objetivo capacitar a pessoa com surdez para que
utilize a língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única forma de comunicação e expressão. Essa
abordagem renega a língua de sinais como possibilidade linguística e focaliza o trabalho no treino de uso da voz
e nos exercícios de leitura labial.
A proposta baseada na comunicação total defende a ideia de que a pessoa surda deve utilizar todos os recursos
disponíveis para comunicação. Explora a combinação da linguagem gestual visual, os textos orais, os textos
escritos e as diversas formas de interação social. Segundo Sá (1999), essa abordagem não valoriza a Língua de
Sinais e desfigura a estrutura da mesma.
Já a abordagem educacional por meio do bilinguismo tem como objetivo o ensino de duas línguas distintas: a
Língua de Sinais e a língua da comunidade ouvinte. Essa tendência pedagógica reconhece a Libras como primeira
língua do surdo. Ganha força no cenário social e educacional brasileiro, a partir do Decreto 5.626/05 que
regulamentou a lei de Libras. De acordo com Damázio (2007, p.20), “esse decreto prevê a organização de turmas
bilíngues, constituídas por alunos surdos e ouvintes onde as duas línguas, Libras e Língua Portuguesa são
utilizadas no mesmo espaço educacional. Também define que para os alunos com surdez a primeira língua é a
Libras e a segunda é a Língua Portuguesa na modalidade escrita”.
No Brasil, a partir da década de 1990, os movimentos organizados das pessoas surdas são acentuados em prol da
conquista de um espaço surdo, da luta pelos direitos dos surdos terem uma língua e de ser reconhecidos como
um grupo cultural (Lopes, 2007). No campo educacional, o grupo de educadores e especialistas que defendem a
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filosofia do bilinguismo argumentam que essa proposta defende e respeita a diferença surda e entende que a
língua de sinais é a língua própria dos surdos.
No contexto da educação inclusiva, a superação de barreiras linguísticas e educacionais depende de propostas
que respeitem as especificidades e características do aluno, suas diferentes formas de ser, aprender e estar no
mundo. Sendo assim, concluímos que as questões que envolvem a educação da pessoa surda exige a
implementação de políticas educacionais que reconheçam e respeitem a diferença surda e contribuam para a
construção de uma escola e sociedade menos excludente.
O que vem na próxima aula
Na próxima aula, vamos estudar as características do aluno com transtornos globais do desenvolvimento e a
adequação do trabalho pedagógico para sua escolarização. O objetivo será oferecer subsídios para o educador
desenvolver o processo de ensino e aprendizagem do aluno no contexto da escola inclusiva.
Saiba mais
SESP/SEED/MEC. Atendimento Educacional Especializado - deficiência auditiva. Brasília, 2007.
In:
- A história do INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos. Disponível em: http://www.
.ines.gov.br/
- Dicionário de LIBRAS online. Disponível em: .www.acessobrasil.org.br
http://www.ines.gov.br/
http://www.ines.gov.br/
http://www.acessobrasil.org.br
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CONCLUSÃO
A surdez é compreendida clinicamente como uma redução ou ausência da capacidade de ouvir determinados
sons que uma pessoa apresenta, devido a fatores que afetam o aparelho auditivo. O grau da surdez, a idade ou
estágio em que ocorreu, a forma de comunicação que a pessoa utiliza, dentre outros aspectos, precisam ser
considerados no processo de construção da proposta pedagógica que atenda às necessidades do aluno surdo.
O reconhecimento
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