Ana_e_Bolivar_Tamisacao-1
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Ana_e_Bolivar_Tamisacao-1

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GENDE DO SUL

FACULDADE DE FARMÁCIA

OPERAÇÕES UNITÁRIAS FARMACÊUTICAS (FAR01012)

E O RELATÓRIO DA DESINTEGRAÇÃO???

RELATÓRIO AULA

PRÁTICA TAMISAÇÃO

Ana Sarrala Carvalho

Bolívar Bertoldo Bandeira

Tamisação

POP e classificação do produto
1.1 Procedimento operacional (POP) de Tamisação para obtenção de pó fino de espinheira santa, ou padronização do material desintegrado
Pesar no máximo 25g do pó de espinheira santa
Separar tamis com malha apropriada, no caso de m, juntamente com tampa e recipiente para recolhimento.
Colocar o pó sobre o Tamis e fechar a tampa
Iniciar agitação que deve ter movimentos oscilatórios e ondulatórios, ou seja, movimentos horizontais rotativos e movimentos verticais
Fazer esta operação por 30min ou até que a operação se complete
Pesar cuidadosamente o pó recolhido e o pó remanescente sobre o tamis

Descrição do procedimento operacional (POP) de Tamisação realizado em aula, considerando o tamis disponível

Pesado o pó desintegrado na aula anterior

Na escolha do tamis com malha apropriada, observou-se que não tínhamos a malha de m. Verificando as malhas existentes, chegamos a conclusão de que também não tínhamos malhas disponíveis para obtenção de pó semi-fino e de pó moderadamnete grosso. Partimos então para o procedimento de padronização do pó, utilizando as malhas para verificação de pó grosso, no qual as partículas deveriam passar na sua totalidade pelo tamis de 1,70mm e, no máximo, 40% pelo tamis de malha 355m.
Colocou-se o pó sobre o tamis de maior malha, que estava disposto sobre o tamis de menor malha e este sobre o recipiente de recolhimento. O tamis foi tampado e agitado com movimentos oscilatórios e vibratórios por aproximadamente 10min, quando observou-se que a operação estava concluída.
Pesou-se as frações que ficaram no tamis de 1,70mm, no tamis de 355m e no recipiente de recolhimento.

Cálculos e conclusões

Massa total pó: 24,74g
Massa malha 1,70mm: 1,26g

Massa malha 355m: 16,52

Massa recipiente coletor: 6,45g

Podemos observar que não foi possível classificar o pó como fino pois não tínhamos o tamis necessário. Feita a tentativa de caracterização do pó como pó grosso, porém não podemos considerá-lo assim pois o mesmo não passou na sua totalidade pela malha de 1,70mm.

O outro grupo realizou o procedimento conforme procedimento segundo a farmacopeia para padronização de pó fino, utilizando a malha de 180m, porém também pode concluir que a moagem não foi eficiente pois aproximadamente 82,7% do pó não passou pela malha.

Assim podemos dizer a operação de moagem não foi eficiente, pois não foi obtido o produto desejado. Na verdade, não podemos caracterizar o produto obtido como pó grosso na sua totalidade. Este pó que não passou pelo tamis e não foi caracterizado como pó fino pode ser levado aos processos de desintegração novamente.

2. Comente quanto a segurança em relação ao operador e ambiente e construa um mapa de risco:

A prática foi feita em uma pequena sala da Faculdade de Farmácia. Foi observado que sala não tem o tamanho adequado para suportar adequadamente o número de alunos da disciplina e que não possui ventilação adequada, nem Equipamento de Proteção Coletiva (EPC). Sugere-se que seja instalada uma câmara de despoeiramento, a fim de reter as partículas de poeira geradas como produto final dos processos e o pó do ambiente. Outro equipamento conhecido para tal finalidade é uma capela com exaustão. É importante salientar o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos alunos e professores para garantir condições de segurança mínimas. Entretanto, na aula prática, nem todos os alunos estavam de acordo com essa norma. Os EPI’ s necessários são: máscara contra pó, jaleco, luvas.
De acordo com os itens acima citados, foi elaborado um mapa de risco, considerando principalmente os fatores químicos, físicos, mecânicos, ergonômicos e biológicos observados no local.

Mapa de risco do laboratório de aula prática:
Observamos que o potencial de risco químico e ergonômico são altos, pois ocorre a liberação de pó fino e o operador pode respirar este pó. Além disso, o técnico que estiver executando a manobra, tem risco de ter alguma lesão por esforço repetitivo ou posição de trabalho inadequada, já que precisa agitar o tamis durante 30 min. E PARA OS MOINHOS?

4. Comentários quanto a Legislação:

Para a resolução da situação problema proposta, a legislação vigente que orienta a manipulação de matérias primas de origem vegetal é a RDC 67/07.

A RDC 67/07 dispõe sobre as boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias e este decreto contempla as orientações específicas para a manipulação de matérias primas de origem vegetal através do anexo I, item 7, 8 e demais subitens abaixo comentados.
Comentário sobre os itens 7.1.3, 7.1.4, 7.1.5 e 7.1.6.: O farmacêutico deverá ter responsabilidade e conhecimento sobre a origem, o nome popular, o nome científico e a parte da planta utilizada para que o produto acabado seja fidedigno às características solicitadas previamente à manipulação. O controle de qualidade da matéria prima vegetal deverá ser realizado através da avaliação macroscópica das partes da planta íntegra, dos testes de detecção de materiais estranhos e das pesquisas de contaminação microbiológica para assegurar que a matéria prima vegetal esteja adequada.

 Comentário sobre os itens 7.2, 7.2.1, 7.3.1 e 7.3.13.1.: A inspeção, a integridade física da embalagem e as informações dos rótulos deverão ser observadas e devidamente registradas para que as matérias-primas que não atendam as características solicitadas sejam reprovadas e devolvidas ao fornecedor. Para que o processo de manipulação seja concluído com êxito, o fornecedor da matéria prima deverá ser selecionado com critério, avaliando se o mesmo zela pela qualidade de seus produtos.
 Comentário sobre o item 8.8.: As condições de umidade e temperatura do local de manipulação são determinantes para garantir a qualidade do produto acabado.
Além da regulamentação específica sobre matérias primas vegetal, a RDC 67/07, nos itens 1 à 6 orientam quanto as condições gerais para a qualidade das preparações magistrais, como da organização, da infra-estrutura, dos materiais, equipamentos, utensílios, limpeza e sanitização. Salientamos a necessidade de verificação dos equipamentos utilizados para a obtenção de pó de matéria prima vegetal, como a limpeza dos moinhos de desintegração, dos tamises e dos demais utensílios utilizados na obtenção do pó. Além disso, as condições de higiene da sala de manipulação, bem como das condições de climatização, umidade, filtros de ar, capelas de fluxo deverão ser observadas para assegurar a qualidade do produto final e proteção do operador.

5. Indique justificando  qual(is) o(s) equipamentos adequados para a nova produção:
Para obtermos frações de pó fino e semi-fino a partir das folhas de vegetal ou até mesmo a partir da produto que temos já desintegrado, é adequado utilizar a desintegração das folhas novamente através de moagem e depois realizar a Tamisação do pó obtido.

Provavelmente, seria mais eficiente desintegrar as folhas usando um moinhos de facas.
Para a obtenção das frações de pó fino, o produto da moagem do moinho de facas poderia ser tamisado com 1 tamis com tamanho de malha adequado para a obtenção das frações de pó. De acordo com a Farmacopéia Brasileira, utilizaríamos para a obtenção de uma fração de pó fino, utilizaríamos um tamis com abertura nominal de malha de 180µm, sendo que a fração que passar por este é considerada pó fino de acordo com a Farmacopéia Brasileira. Ao final do processo, poderíamos ter uma fração com granulometria determinada retida no recipiente coletor, e assim pode-se determinar se o processo de desintegração foi eficiente para o que se desejava.

Bibliografia:

FARMACOPÉIA BRASILEIRA, 4ª edição, parte 1.

RDC 67/07, ANVISA , www.anvisa.gov.br.

Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos, Universidade