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Avaliação da dor ➢ Quando falamos em dor, podemos dizer que trata-se de uma experiência sensorial e emocional que não é agradável, que pode também estar associada a alguma lesão. ➢ É uma manifestação subjetiva que varia de pessoa para pessoa ou ainda no mesmo indivíduo, de acordo com a circunstância. Classificação da dor Aguda Em termos sensoriais, é de extrema importância, pois alerta que algo não está bem através de estímulos enviados ao cérebro e que vem acompanhada de manifestações neurovegetativas. ➢ Com o desaparecimento do fator que a causa, bem como o término da patologia, ela desaparece. Crônica É o tipo de dor que persiste por período maior que o necessário à cura da patologia (de quatro a seis semanas) ou associada às afecções de origem crônica (câncer, artrite). ➢ Não possui a função de alerta como a aguda, e as consequências são incômodas. Por isso, devemos incluir uma avaliação como um todo do paciente. Classificação Fisiopatológica Dor nociceptiva se dá pela ativação dos nociceptores e transmissão dos impulsos gerados até o sistema nervoso central, onde são interpretados. ➢ Exemplo: Dores secundárias às agressões externas, como picada de insetos, fratura ou corte. ➢ A dor nociceptiva pode ser espontânea ou evocada. ➢ A espontânea se dá como pontada. É latejante, profunda. ➢ Já a evocada se dá por algumas manobras que provocam o estiramento da raiz nervosa. Ela pode ocorrer lavando-se o rosto ou escovando-se os dentes, por exemplo. Dor neuropática É conhecida também como dor por lesão neural ou dor central decorrente, com etiologias variadas, como traumáticas e inflamatórias. ➢ Esse tipo de dor tem sua origem no interior do sistema nervoso, independentemente de outros estímulos. ➢ As alterações de sinapse tornam as células hipersensíveis à dor constante, até mesmo com formigamento, do qual se queixam os pacientes. ➢ Geralmente, o fator que a causa não pode ser removido por não estar mais atuante, pois pode demorar até anos para se manifestar. Dor constante Presente em quase 100% dos casos: sensação de formigamento e queimação, uma dor jamais sentida antes. Dor intermitente Decorrente da ativação das vias nociceptivas. Dor evocada Relacionada aos estímulos sinápticos. Dor mista Decorrente dos dois mecanismos anteriores. Dor psicogênica: Ocasionada por mecanismos psíquicos onde a dor tende a ser difusa e generalizada, sem precisão. ➢ Ela muda de localização sem qualquer razão aparente, possui intensidade variável e é agravada pelas condições do paciente. ➢ Pode ser expressa como insuportável, muitas vezes é expressa até de maneira dramática. ➢ Sinais e sintomas de depressão e ansiedade são observados frequentemente. ➢ Normalmente, o paciente faz uso de diversos tipos de medicamentos e possui um histórico de consultas médicas. Os tipos de dor são: Dor somática superficial bem localizada, de intensidade variada, geralmente decorrente de traumatismo, queimadura e processo inflamatório. Dor somática profunda tem como principal causa estiramento ou contração muscular. Trata-se de uma dor difusa, de localização imprecisa, com intensidade proporcional ao estímulo da dor. Dor visceral dor profunda, difusa, de difícil localização, que compromete alguma víscera. Dor irradiada dor sentida à distância de sua origem, mas de estruturas inervadas pela mesma raiz nervosa. Características da dor As características da dor devem ser sistematicamente avaliadas, levando-se em consideração suas características semiológicas. São elas: Localização Região da dor. O correto é solicitar que o paciente aponte com o dedo a região da dor. A partir daí o profissional localiza a área e a descreve de maneira correta. Irradiação: Onde a dor pode ser referida ou irradiada. A dor irradiada pode ocorrer devido a algum comprometimento de determinada raiz nervosa. Já a dor referida não é o mesmo de dor irradiada, pois suas causas e sua fisiopatologia são diferentes. Qualidade ou caráter Solicita-se que o paciente descreva com o que sua dor se parece ou que tipo de emoção ou sensação ela traz. ✓ Na maioria das vezes, o paciente sente dificuldade em qualificar sua dor. Por isso, o primeiro passo é definir se a dor é evocada (algo a provoca) ou espontânea (pode ser constante ou intermitente). ✓ A qualidade da dor ajuda a definir o processo patológico subjacente. Intensidade: Um dos itens mais relevantes, principalmente para o paciente. ✓ A intensidade da dor pode determinar o esquema terapêutico que será instituído ou modificado. Duração Determinar a data do início da dor é importante. Diante disso, ela pode ser classificada como aguda (inferior a três meses, que desaparece após a cura da doença) ou crônica (persiste por mais de três meses). Evolução Revela toda a trajetória da dor. Inicia-se a investigação pela maneira com que ela se instalou. É importante, também, definir a atuação do fator causal e o início da dor. Relação com funções orgânicas Essa relação da dor com as funções orgânicas é avaliada considerando-se a localização da dor e órgãos que se localizam na mesma região. Portanto, a dor pode ser exacerbada pela solicitação funcional da estrutura da qual se origina. Fatores desencadeantes ou agravantes São aqueles que desencadeiam a dor, ou que a agravam. Esse fator é importante, pois além de ajudar a esclarecer as enfermidades, o afastamento de tais fatores constitui parte importante a ser instituída. Fatores atenuantes São aqueles que aliviam a dor. Alguns fatores são orgânicos e outros podem ser atitudes que resguardam o órgão em que se origina a dor. Escalas de dor Escala de descritores verbais: ➢ Sem dor; ➢ Dor leve; ➢ Dor moderada; ➢ Dor intensa; ➢ Dor insuportável.