AULA 6 DESENVOLVIMENTO MOTOR DA CRIANÇA

AULA 6 DESENVOLVIMENTO MOTOR DA CRIANÇA


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O desenvolvimento é um processo de mudanças complexas e interligadas das quais participam todos os aspectos de crescimento e maturação dos aparelhos e sistemas dos organismos; 
É um processo de mudança no comportamento motor.
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Fatores que interferem no desenvolvimento:
Maturação do sistema nervoso
Genética
Comportamento 
Ambiente
Percepção e cognição
Experiência
Curiosidade ou desejo
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Bom desenvolvimento motor
Aspectos sociais
Aspectos intelectuais
Aspectos culturais
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A sequência do desenvolvimento motor é muito características \u2013 previsível - em cada fase, mas deve-se respeitar as características individuais;
Alterações no desenvolvimento pode estar presente nos caso de paralisia cerebral, espinha bífida, lesão de plexo braquial, prematuridade.....
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Rápidas mudanças no desenvolvimento ocorrem durante os primeiros 24 meses após o nascimento e influenciam dramaticamente por toda a vida.
O desenvolvimento não é um processo linear.
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Primeira teoria
		Os profissionais achavam que os marcos do desenvolvimento motor ocorriam dentro de uma sequência invariável, mas hoje sabe-se que só por que um certo ato motor procede outro ele não obrigatoriamente deve estar nesta ordem.
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Segunda teoria
		O desenvolvimento motor era descrito como progredindo em sentido craniocaudal, mas isto parece tratar-se de uma ilusão, pois a análise das habilidades motoras mostra que o controle parece estabelecer-se simultaneamente nas diversas partes do corpo ou de um membro.
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Noções e conhecimentos claros sobre o desenvolvimento motor;
Saber identificar as características individuais do desempenho; 
Conhecer as capacidades e respostas diante de certos estímulos que podem ser esperados em determinada idade; 
Verificar não apenas se a tarefa é realiza, mas sim como é realizada.
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A postura do recém nascido é a flexão fisiológica 
Predomina a assimetria
 Decúbito dorsal 
 Decúbito ventral
 A cabeça do recém nascido cai completamente para trás quando ele é puxado para a posição sentada
Reage às sensações
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Movimento em bloco
Objetos que se movem na linha visual são percebidos e já fixados por pouco tempo
Reage a efeitos luminosos ou acústicos
Quando ouve ruídos, interrompe seus movimentos mas ainda não se vira para a fonte acústica
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Decúbito dorsal
O corpo já está simétrico
A cabeça levanta-se por curtos intervalos, ainda ligeiramente oscilando, mas não além dos 45º
Quando puxada para sentar, a cabeça ainda oscila, mas ela orienta-se para a posição ereta mais estável. 
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Objetos que se movem à 30 ou 40 cm são percebidos e fixados na linha visual
A criança reage a estímulos luminosos extremos com enrugamento da testa
 Ouvindo ruídos, ela já inicia seus movimentos (pode se virar para a direção do som). 
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A criança pode virar-se para os dois lados, não mais em bloco
A cabeça pode ser mantida na linha média, mas se coloca, freqüentemente, para um dos lados. 
As mãos podem ser trazidas para a linha média. 
Na posição ventral, ergue a cabeça a 45º e o apoio sobre os antebraços ainda não é estável. 
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A criança já colabora quando se quer levantá-la da posição dorsal
O tônus flexor já não predomina e a criança já mostra padrão extensor
Percebe-se objetos na linha média e mesmo além dela para ambos os lados, na linha visual, à distância de 30-40cm
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Os movimentos dos olhos e cabeça já são, muitas vezes coordenados
Ouvindo ruídos, a criança para de mover-se e vira logo para a fonte geradora
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As mãos são trazidas à linha média e contempladas, coordenadamente com a atitude da cabeça e do corpo
Em posição ventral, a cabeça já se ergue a quase 90º e apóia os antebraços com bastante estabilidade
Já iniciam os movimentos de rastejamento
Sentada, o tronco ainda não é estável
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Mãos, dedos e objetos são levados à boca e sugados. A criança opõe resistência quando lhe querem tirar um brinquedo
A criança começa a investigar seu ambiente e mostra-se mentalmente mais adiantada do que lhe permite a motricidade
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Em decúbito dorsal pode virar-se de um lado para o outro , podendo mudar de decúbito
Já leva os pés à boca
Em decúbito ventral, a cabeça e o tronco erguem-se bem
Começa o deslocamento de peso para um dos lados, a fim de liberar um dos braços
Estabilidade incipiente do tronco
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Se a criança se senta, pode-se tirar as mãos por curtos períodos
Quando colocada em pé, apresenta boa simetria da postura, mas não se mantém independentemente
Já pode falar algumas palavrinhas como papai e mamãe
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Não permanece mais em decúbito dorsal
Em decúbito ventral, às vezes tenta ficar de gato
Sentada, apresenta bom equilíbrio quando se inclina para frente
Objetos menores e maiores são agarrados, quase sempre com a palma da mão
Já existe boa coordenação olho-mão
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Da posição ventral, pode, fletindo-se, passar para a posição de gato
Sentada, já se apóia com rotação muito boa para adiante e lateralmente
Apoiando-se, já consegue ficar em pé, embora ainda sem segurança
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Movimentos continuados, modificações na posição e tentativas constantes de alcançar alguma coisa no espaço determinam o desenvolvimento 
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Quase nunca assume a posição dorsal e ventral
Senta-se estavelmente
Fica em pé com maior estabilidade 
Nessa idade, o brinquedo bem agarrado já pode ser atirado
Pinça
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Senta-se sem apoio independentemente, com bastante equilíbrio
Fica em pé sozinha segurando em objetos
Passa da posição em pé para sentada e sentada para em pé 
A criança fica em pé e tenta largar-se. Anda ao longo dos móveis, engatinha
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Ainda preferem engatinhar, pois é uma locomoção mais rápida, mas já começam a dar os primeiros passos 
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O engatinhar já não é o recurso mais utilizado para se locomover, pois já pode caminhar livremente, mas ainda é usado
Têm boa compreensão do que lhe dizem e consegue expressar-se dizendo, por exemplo, papá (comer), au-au (cão)
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A criança mostra equilíbrio adequado às posições
 Bom controle de cabeça e tronco, boa rotação, boa flexão de quadril na posição sentada, boa extensão de quadril em pé e boa mobilidade das articulações
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Agarra objetos e os transporta
Melhora de forma constante a sua integração perceptiva, acompanhada pelo desenvolvimento da fala. 
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Pode ser devido lesões:
Pré-natais: síndrome de down, defeitos do tubo neural, toxinas e drogas;
Perinatais: anoxia perinatal, hipoglicemia, kernicterus;
Pós-natais: meningite, traumatismos.