ok microbianas 11.11.11
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DisciplinaEpizootiologia das Doenças Microbianas14 materiais26 seguidores
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Alexandra Woods
Epizootiologia das doenças microbianas
11/11/2011
	Ele causa anemia. Porque ele causa anemia? O retrovírus do cavalo que desencadeia a AIE, ele (vírus) precisa de certas proteínas do hospedeiro, ele se liga a essas ptns do hospedeiro fazendo parte, e a cada mudança dessas glicoproteínas ele não reconhece mais. Esse novo vírus, essa nova variância antigênica é desconhecida e ai todo o processo começa de novo. Ou seja, dá para fazer imunidade persistente? Nunca, o cavalo vai ter o tempo todo a AIE com quadro febril, é uma febre recorrente. A cada febre corrente é uma nova viremia e uma nova viremia é um novo vírus. 
INTRODUÇÃO
 AIE é a principal enfermidade da equideocultura mundial 
 
 Rebanho mundial: 120 milhões de eqüídeos 
 Brasil: terceira maior população mundial 
 de eqüideos 
 (FAO, 2002)
 Rebanho eqüídeo nacional: 8.382.425
 (IBGE, 2003)
Uma vez que o cavalo pega AIE não fica bom nunca, porque: porque ele vai fazer de acordo com cada proteína nova, uma nova variante, esse cavalo vai ter inúmeras variantes antigênicas. A cada variante antigênica é uma nova viremia, e a cada nova viremia é a febre. Porque ele pega as glicoproteínas que variam de uma para outra. 
O AIE é a principal enfermidade da equideocultura mundial. O Brasil é a 3ª maior população mundial de eqüídeos e isso é o maior problema. A região centro-oeste, lá o positivo é aquele que não tem AIE, eu vou matar todo o plantel? Esses cavalos são os carros deles, é o trator da fazenda, é um problema sério, como vou matar todos eles?
BIOAGENTE
Retrovírus (Lentivírus);
 ENVELOPE LIPÍDICO EXTERIOR DO VÍRUS \u2013 derivado da membrana plasmática do hospedeiro durante a maturação da partícula.
 GLICOPROTEÍNAS gp 90 gp 45 \u2013 exigidas para penetração do vírus na célula do hospedeiro e atuam como imunoestimulante.
APARECIMENTO DE NOVAS VARIANTES ANTIGÊNICAS DESSAS GLICOPROTEÍNAS \u2013 resulta em reações febris recorrentes 
O bioagente é um retrovírus, ele tem um envelope lipídico exterior, derivado da membrana plasmática do hospedeiro durante a maturação da partícula. Ele tem um envelope, ele é envelopado e esse envelope é derivado da membrana plasmática do hospedeiro. Cada vez que ele entra numa célula diferente ele tem um globo.
Glicoproteínas: gp 90 e gp 45, essas 2 glicoproteínas são exigidas para penetração do vírus na célula do hospedeiro e atuam como imunoestimulante. Esse imunoestimulante, o animal vai responder para aquela proteína daquele variante, mudou o variante muda tudo. No momento que o cavalo responde para uma variante, o vírus entra e faz outra variante no próprio hospedeiro. Por isso que o cavalo sempre vai ter o quadro de \u201cfebre recorrente\u201d. O cavalo apresentou febre, ele apresentou uma nova viremia. 
O aparecimento de novas variantes antigênicas dessas glicoproteínas, que fazem parte do próprio envelope do vírus é um novo vírus. É de extrema importância reconhecer essa estrutura viral para poder entender todo o processo de variantes antigênicos. 
Tenho a gp 90 e a gp 45 que fazem parte da estrutura externa do próprio vírus. Ou seja, cada envelope tem o conteúdo de uma carta, é uma nova carta, é uma nova variante. 
	Ele precisa dessa gp45 e gp90 que vão ser parte da estrutura. É derivado da membrana plasmática do hospedeiro. Essa estrutura lipídica externa é derivada da membrana do hospedeiro. Se eu tenho uma membrana eu tenho um vírus, se eu tenho uma outra membrana eu tenho um outro vírus. A cada nova variante é mais um quadro viral, uma viremia e o animal tem febre, por isso que a cada aparecimento de uma nova variante vc tem febre recorrente, ou um novo pico febril.
	O vírus vai e invade uma célula, quando ele invade uma célula ele se reveste com as estruturas da célula, ele vai lá e se multiplica, é jogado para fora (ai que ele é imunoestimulante, o próprio sistema imune o reconhece, produz proteção contra aquilo). O que acontece: ele entra numa nova célula, forma uma nova variante e produz nova variante, vai ter que estimular tudo de novo. Por isso que eu coloquei a \u201ccada\u201d nova variante, um novo estimulo. 
 Envelopado
 gp90 \u2192 adsorção
 viral
 RNA 
 Transcriptase reversa
Vídeo: quando o vírus foi reconhecido, houve uma imunoestimulação, o que acontece: ele entra numa nova célula, e ai faz todo aquele processo, e ocorre um novo variante antigênico, e o cavalo vai fazer febre de novo. 
Vai ter um processo imunomediado em cima das próprias células, por isso tem destruição. 
 TRANSMISSÃO 
 Forma natural:
 picada interrompida de insetos hematófagos.
 
 Família Tabanidae 
 Raio ação durante 
 alimentação: 200 m
Como ele passa a transmissão:
De forma rural: o vírus é passado por certos hematófagos, como o caso da mutuca. Tenho a alimentação que ela faz num raio de 200m. Isso é importante porque de um cavalo para outro eu posso ter 200m. 
TRANSMISSÃO 
 Iatrogênica:
 fômites contaminados com sangue infectado.
	Iatrogênica: A transmissão também pode ser feita de forma iatrogênica, ou seja: fômites contaminados com sangue infectado.
Ex: o cavalo não entrou em contato com outro cavalo, mas eu peguei a espora e usei e depois uso de novo em outra fazenda em outro cavalo, não tiveram contato, mas quando eu jogo a espora no outro eu inoculo. 
Então existe a passagem pela espora, arreios, seringas, instrumentos cirúrgicos. É uma forma do próprio homem carrear esse vírus. Ele não fica muito tempo no ambiente (o vírus), mas pode ficar o tempo suficiente para passar para o outro.
TRANSMISSÃO 
 Transplacentária, colostro e sêmen:
 
 pode ocorrer, mas com menor importância epizootiológica 
 
 disseminação menos eficiente
 dependente da fase da doença 
 viremia
Transmissão também pode ser feita de forma transplacentária, colostro, sêmen. Vamos ver o veterinário falando, quais condições que vc tem que ter para não trazer o vírus para dentro da propriedade.
Essa disseminação é uma forma menos eficiente, é importante também, mas não é tanto quanto a passagem direta.
	Depende da fase da doença e depende do estágio de viremia. Ou seja, enquanto os vírus estão sendo produzidos dentro da célula, não tem passagem. O problema é quando ele está no sangue, que é propriamente a viremia. O que significa a viremia: vírus no sangue, é quando vc está veiculando ela para todo o organismo.
Imunopatogênico: 
Contato do vírus AIE: replicação viral em macrófagos tissulares do fígado, baço, linfonodos e pulmão. Ai eu tenho a viremia, tenho a liberação de partículas virais. Controle dependente de células T e B, na verdade vai depender do cavalo, pois posso ter um cavalo que vai produzir vírus mas pode responder bem, ele tem uma resposta imune alta e duradoura.
Replicação viral abaixo do limiar da indução da doença. Alta freqüência de mutações genéticas do próprio vírus eu tenho alterações do genoma, alterações de epítopos virais. Quais são esses epítopos virais: as próprias glicoproteínas da membrana do hospedeiro. 
O que vai acontecer: eu tenho novas variantes antigênicas. Ai tem um escape da resposta imune neutralizante porque eu tenho uma nova imunoestimulação. 
Dá para fazer uma vacina? Não. O cavalo se vacina a cada variante antigênica. Não precisa fazer vacina, ele fica vacinado por um tempo pequeno. A cada nova célula, um novo variante.
 EPIZOOTIOLOGIA 
 Animais assintomáticos são importantes fonte de infecção
Epizootiologia:
	Distribuição mundial. De notificação obrigatória. Uma vez diagnosticado tem que ser comunicado do ministério. 
	O animal pode estar bem, respondendo bem a novas variantes sem apresentar