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Unidade 2
Seção 2
iStock 2017
Psicologia Escolar e
Educacional
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Webaula 2
Temas atuais em Educação
Nesta webaula faremos uma reflexão
sobre o uso de eletrônicos em sala de
aula. Refletiremos, ainda, sobre a
Psicologia da Libertação, conceito
atrelado à Educação desde 1960, porém
ainda considerado atual e necessário nas
escolas e na Psicologia Escolar.
iStock 20172
Tecnologias e educação: o uso de eletrônicos em sala de aula
Atualmente, encontram-se facilmente as tecnologias em sala de aula (GHOSH et al., 2016).
Explore a linha do tempo e saiba como as tecnologias vêm ocupando espaço nas escolas.
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1930 1950 1972 1990 Século XXI
Segundo Ghosh et al. (2016), os benefícios das tecnologias em sala de aula são inúmeros,
porém não tão claros para alguns docentes. Os autores apontaram que a aceitação dos
professores quanto ao uso das tecnologias em sala de aula varia e depende da habilidade
deles em utilizá-la. Diante disso, muitos acabam não as considerando como ferramentas de
“aprendizagem móvel” (BENTO; CAVALCANTE, 2013; MOURA, 2008).
Segundo Moura (2008), a aprendizagem móvel, um novo paradigma educacional, envolve a
aprendizagem via tecnologias móveis. Contudo, a integração da tecnologia em sala de aula
ainda é um desafio.
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Diante dos desafios do uso de eletrônicos em sala de aula,
encontram-se, ainda, o uso em momentos impróprios, o
uso excessivo, o cyberbullying, a fuga do contato face a face
e o uso de ferramentas do próprio aparelho de maneira
indevida, como na foto. Tais aspectos devem ser
trabalhados com as crianças e adolescentes a fim de
minimizar o impacto negativo das tecnologias.
A literatura aponta que apesar de algumas limitações das
tecnologias, o uso delas em sala de aula é bastante positivo
(GHOSH et al., 2016; BENTO; CAVALCANTE, 2013; MOURA,
2008).
Pixabay 20175
Nesta perspectiva, faz-se necessária a
busca por suporte para que professores
se tornem conscientes do valor das
tecnologias em sala de aula. Ghosh et al.
(2016) apontaram que, por meio da
tecnologia de informação e
comunicação, o papel do professor
volta-se para ajudar os alunos a
aprender.
Assim, por meio das referidas tecnologias,
promove-se a criatividade e a aprendizagem
em qualquer lugar e em qualquer tempo,
integrando diversos conhecimentos disponíveis
na internet e favorecendo, assim, o
desenvolvimento da autoeficácia e o
desenvolvimento social e intelectual. Os alunos
têm, então, a oportunidade de se sentirem
capazes de encontrar um conteúdo e partilhá-
lo com os colegas via experiências
colaborativas, tão necessárias ao ambiente
escolar.
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Educação libertadora: Paulo Freire
Paulo Freire, educador comprometido com
a vida e com a existência e defensor da
educação libertadora contra a dominação
e opressão, utilizou o processo de
conscientização, desalienação e
problematização a fim de questionar a
Educação e levar o homem à emancipação
(LINHARES, 2008).
Os conceitos de “conscientização” e de
“tomar posse da realidade, criticá-la e
transformá-la” utilizados frequentemente
na obra de Freire (1998) também
apareceram com frequência nos
postulados de Martín-Baró ao dissertar
sobre a Psicologia da Libertação (1998).
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“A educação freiriana pensa a prática pedagógica como ato
de criação, capaz de desenvolver outros atos criadores.
Desenvolve a impaciência, a vivacidade, a procura, a
invenção e a reinvenção de conceitos e significados”
(LINHARES, 2008, p. 152). Assim, a Educação torna-se
processo ativo e crítico, no qual ideias e definições são
levantadas e questionadas.
Pixabay 20178
Psicologia da Libertação: Martín-Baró
Guzzo (2015) ressaltou que uma das possibilidades de
mudança no sistema educacional é por meio da
contribuição da Psicologia da Libertação.
Citado por Guzzo (2015), Martín-Baró (1998), psicólogo
espanhol crítico das questões políticas e sociais em El
Salvador, definiu a Psicologia da Libertação como uma ação
comprometida com a realidade social das comunidades
locais e que colabora para transformar a realidade de
opressão e dominação em que vive a maioria das pessoas
da América Latina (VIEIRA; XIMINES, 2008).
Pixabay 20179
A Psicologia da Libertação não busca apenas
assimilar a realidade, mas também denunciá-
la, incorporando às pessoas o questionamento
e o pensamento crítico frente às situações
vivenciadas.
O referido autor encontrou no trabalho de
Paulo Freire elementos essenciais para essa
frente da Psicologia.
Para Martín-Baró (1998 apud GUZZO,
2015), o conhecimento psicológico deve
estar a favor da construção da
sociedade, em que o bem-estar de uns
não se assente sobre o mal-estar de
outros; em que a conquista de uns não
demande a negação de outros; em que o
interesse de poucos não exija a
desumanização de muitos.
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Guzzo (2015) assegurou que “a relação
entre a Psicologia Escolar, a
conscientização e a educação
libertadora pode resultar em um modelo
de intervenção para o compromisso
profissional com uma transformação do
espaço educativo” (GUZZO, 2015, p. 23).
A principal proposta da Psicologia da
Libertação é a transformação da realidade,
objetivando a busca por dignidade de cada
pessoa associada ao bem-estar coletivo. A
Educação, na proposta libertadora, deve
pautar-se na tomada de consciência da
realidade, na promoção da criticidade e na
democratização da cultura em uma perspectiva
ativa no processo de aprendizagem (LINHARES,
2008).
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Para tanto, é necessário pensar em uma educação libertadora na formação do psicólogo
(GUZZO, 2010). O ser humano está em constante transformação no mundo, em permanente
busca de sua completude. Assim, ele questiona, critica e está ativo, transformando a
realidade e não se adaptando a ela (GUZZO, 2010). A Psicologia passa, então, a ter outro
sentido: uma ciência a serviço de um ser situado na realidade e desideologizado, agente da
própria história; a mudança corresponde, portanto, aos pressupostos da Psicologia da
Libertação, difundida por Martín-Baró (1998).
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