A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
24 pág.
Fisiologia do Sistema Digestório

Pré-visualização | Página 4 de 7

do 
citocromo P450 
• Fase II: conjugação de produtos com outras 
moléculas (uma proteína) para ser eliminadas 
via rim ou bile (sistema de excreção) 
Filtro biológico: 
• Sistema porta: leito capilar drena e passa para 
outro dreno capilar sem passar pelo coração 
• Sistema porta hepático 
• (há sistema porta renal e hipotálamo-
hipofisário também) 
• A maioria dos nutrientes absorvidos no 
intestino é levado diretamente para o fígado. 
Assim, ocorre processamento do material para 
ser liberado na circulação geral. 
• Maior parte do sangue que chega não é 
oxigenado. ➔ 80% do sangue é advindo da 
veia porta, que é rica em nutriente recém 
absorvidos, fármacos, microrganismos e 
toxinas. ➔ 
• Sinusoide: fenestrados 
Sistema de tríade: 
• Histologia: ramos da veia porta, ramos da 
artéria hepática e ducto biliar. 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
 
MEDICINA SBC – SABRINA JUTKOSKI 
 
13 
 
• Anatomia: ducto biliar comum (biliar), veia 
porta hepática e artéria hepática própria. 
Microarquitetura do fígado: 
 
Relação de proximidade com a tríade 
• Zona 1: maior fluxo de sangue, nutrientes e 
oxigênio 
 Onde tem maior regeneração 
• Zona 2: intermediária 
• Zona 3: menor fluxo de sangue, nutrientes e 
oxigênio, proporcionando regeneração 
prejudicada. 
 Maior produção de ácinos biliares 
 Mais sensível à isquemia 
Sistema porta-hepático: 
• Esses vasos são sinusoides → por onde 
chegam as substâncias 
• Material processado segue por uma veia 
central, que leva até o coração para ser 
redistribuído 
• Caminho centrífugo ➔ vai para sinusoides 
• Drenagem: sinusoides hepáticos ➔ veia 
centro lobular ➔ veia hepática ➔ veia cava 
inferior 
• Sentido oposto: hepatócitos ➔ passa pelos 
canalículos biliares ➔ ducto biliar ➔ vesícula 
biliar ➔ liberação da bile 
• Artéria hepática (Sangue oxigenado) e veia 
porta vão para sinusoides (possui sangue 
venoso e arterial ➔ mas a maior quantidade é 
via veia porta, que é venosa) 
 Sangue oxigenado é pouco, mas é importante, 
pois, hepatócitos precisam de oxigênio 
• Sinusoides levam o sangue com substâncias a 
serem processadas para veia central, que 
drena para veia hepática, que drena para veia 
cava inferior, que desemboca no coração 
 
• Paciente que não consegue fazer sangue 
passar, começa a filtrar muito ➔ ascite (edema 
=> acúmulo de água no abdome) ➔ 
hipertensão portal ➔ acúmulo de sangue na 
veia cava inferior ➔ aumenta pressão na veia 
hepática ➔ cabeça medusa (aumenta e 
distende 
 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
 
MEDICINA SBC – SABRINA JUTKOSKI 
 
14 
 
 
Secreção da bile 
• Sentido do sangue da artéria hepática e veia 
porta: sinusoides etc. 
• Sentido da bile pelos ductos: produzido pelos 
hepatócitos (bilirrubina é conjugada e é 
liberada pela bile), secretada pelos canalículos 
biliares, ductos biliares, que seguem pela 
vesícula ou direto no duodeno. 
• Resumo: 
• Ducto hepático comum leva a bile do fígado à 
vesícula biliar 
• Ducto colédoco: leva a bile da vesícula biliar 
para o duodeno 
Hepatócitos ➔ Canalículos biliares ➔ ductos 
biliares (Herig-periportais) ➔ ductos hepáticos 
direito e esquerdo, ➔ unem-se formando o ducto 
hepático comum ➔ sai do fígado 
 Vai para a vesícula biliar via ducto cístico, que 
depois vai para duodeno via ducto colédoco 
 Vai para duodeno via ducto colédoco 
 
Regulação hematológica: possui 
grande reservatório sanguíneo que chegam por 
meio de sinusoides, que possui ação fagocitária 
ou de síntese de proteínas plasmáticas 
 Células de Kupffer removem glóbulos 
vermelhos danificados ou velhos, fragmentos 
células e patógenos da circulação (ação 
fagocitária) 
 Hepatócito sintetiza proteínas plasmáticas, 
como albumina, que altera concentração 
osmótica do sangue. Transporta nutrientes e 
coagulação (protrombina e fibrinogenio0 
 Excreção de bilirrubina 
Formação de bilirrubina: 
• Grupo heme, que está ligado aos glóbulos 
vermelhos, precisa ser eliminado por ser tóxico 
• Tem enzima (heme oxidase) que converte 
heme em biliverdina, liberando o ferro do 
heme, liberando componente esverdeado. 
• Biliverdina é reduzida à bilirrubina, que é 
associada à albumina (complexada ➔ forma 
não conjugada ou indireta) de forma fraca. 
Então, nessa configuração, pode ser 
excretada via urina. 
• Essa forma não conjugada, segue pela 
corrente sanguínea, entra no parênquima 
pulmonar, que é pelo sinusoides transportada 
no “espaço de disse” (entre sinusoides e 
hepatócito), onde é transportada para dentro 
do hepatócito nas regiões dos microssomos. 
• No hepatócito, a bilirrubina é conjugada ao 
ácido glicurônico através da enzima UGT, que 
é uma enzima sintetizada nos hepatócitos de 
forma bem lenta quando nasce (por isso é 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
 
MEDICINA SBC – SABRINA JUTKOSKI 
 
15 
 
comum recém-nascido ter icterícia, pois bebês 
possuem pouco UGT). 
• Uma vez conjugada, a bilirrubina segue para 
os canalículos, ductos biliares ➔ conjugada, 
consegue ser transportada para os canalículos 
biliares, que direciona para os ductos biliares 
formando a bile, para o duodeno ou vesícula 
biliar. ➔ é importante ser conjugada para ser 
transportada para vias biliares 
• Tem condição genética que não tem 
transportador, não conseguindo transportar 
para os canalículos ➔ deficiência na produção 
de bile 
• Quando secretada no duodeno, há bactérias 
que fazem metabolização da bilirrubina 
conjugada em urobilinogênio, que é secretado 
nas fezes ou é reabsorvido no intestino, em 
que volta novamente para o fígado e pode ser 
secretada pela urina. ➔ é excretada de forma 
desconjugada 
• Biliverdina é mais ácido e bilirrubina mais 
alcalino 
• Bilirrubina não conjugada (indireta) 
 Anemia falciforme: muita hemólise, aumenta 
muito o grupo heme, aumentando muito a 
forma não conjugada da bilirrubina ➔ 
 Aumento da bilirrubina não conjugada está 
com problemas não relacionadas com o fígado 
➔ antes de chegar no fígado 
• Bilirrubina conjugada (direta) 
 Problema no fígado 
 Obstrução do ducto colédoco ➔ bilirrubina 
voltou para a circulação, pois não tem saída ➔ 
é detectada no sangue 
 Obstrução pós-hepática ou qualquer bloqueio 
na liberação da bile, ou alteração nos 
transportadores dos canalículos ➔ não 
consegue transportar e volta para corrente 
sanguínea ➔ problema hepático ou pós-
hepático 
• Colúria: parte da bilirrubina circulante na forma 
conjugada, é eliminada na urina ➔ urina 
escura 
• Bilirrubina que não está sendo eliminada, 
causa icterícia, pois acumula na corrente 
sanguínea 
 
Síntese e secreção de bile 
• A bile é uma solução não enzimática produzida 
no fígado, armazenada na vesícula biliar e 
excretada no duodeno 
• Tem função de eliminação de produtos 
residuais endógenos e exógenos e auxílio na 
digestão e absorção de lipídeos 
 Se não tem vesícula, vai direto para o duodeno 
• A bile é comporta por água e íons (diluição e 
tamponamento ou neutralização), sais biliares 
(ação detergente ➔ ácidos biliares, lipídios e 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
 
MEDICINA SBC – SABRINA JUTKOSKI 
 
16 
 
aminoácidos), bilirrubina (pigmento derivado 
da hemoglobina) e colesterol. 
• Secreção da bile: via canalículos biliares ➔ 
ducto biliar ➔ vesícula biliar ➔ liberação da 
bile 
 Canalículos biliares drena bile para os ductos 
biliares (Herig-periportais), que passa pelos 
ductos hepáticos direito e esquerdo, que se 
unem formando o ducto hepático comum, que 
sai do fígado 
 Vai para a vesícula biliar via ducto cístico 
 Vai para duodeno via ducto colédoco 
Vesícula biliar 
• Esfíncter de Oddi sem liberação de bile ➔ 
jejum: contraído ➔ bile é armazenada na 
vesícula via ducto cístico 
• Bile fica armazenada na vesícula biliar entre as 
refeições (repouso, durante digestão) 
• Concentração de bile: reabsorção de água, 
sódio, cloreto e grande parte de outros