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Clínica Médica de Grandes 5

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CLÍNICA MÉDICA DE GRANDES ANIMAIS – 10/06/2021
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS 
· Existe uma grande quantidade de doenças que pode acometer os grandes animais 
· Segunda maior casuística na clínica de equinos, atrás apenas do aparelho locomotor 
· Animais atletas e animais de trabalho, principalmente nesses 
· Qualquer problema respiratório, acaba diminuindo a possibilidade do animal fazer exercício e o esporte da forma correta, então sua queixa principal, pelo os donos, é a queda de desempenho desses animais 
FATORES IMPORTANTES 
· Idade e imunodepressão, são dois fatores que estão correlacionados, pois sabemos que animais mais jovens eles são facilmente acometidos por essas patologias porque seu sistema imune não está totalmente preparado, e conforme ele vai amadurecendo os problemas diminui por conta do sistema imune mais ativo 
· Alta lotação, então quando temos vários animais em uma propriedade de categorias, idades muito diferentes, a transmissão de doença é bem facilitada
· Condições de transporte, é comum que equinos atletas são constantemente transportados para realização de provas e durante esse transporte pode ocorrer problemas, como estresse, aspiração de partículas, causando até mesmo uma diminuição no sistema imune
· Material de baias e instalações, que os animais vivem, pode influenciar bastante na qualidade respiratória desses animais, como por exemplo, uma tinta que foi passada na baía podendo ter uma resposta alérgica no animal, poeira também 
· Colostramento é uma fase importante, porque é quando ele vai receber imunoglobulinas, sendo necessário pro organismo dele durante a fase juvenil, então a mãe deve oferecer o colostro de uma forma correta para o animal 
· Manejo sanitário e vacinações, evitando as patologias, prevenindo-as. Ambientes sujos, úmidos, acumulo de fezes, acaba proliferando bactérias e parasitas é maior, e mosca também, então é preciso ter cuidado com isso 
· Uma das principais queixas do proprietário, é a queda de desempenho do animal por conta de problemas respiratórios, e acaba levando o proprietário procurar o médico veterinário, porque é bastante perceptível por quem cuida do animal
· Existem também os sinais inespecíficos, porque raramente apenas avaliando os sinais, será possível de fato fechar um diagnóstico 
· Algumas situações acabam facilitando a transmissão das patologias, então por exemplo, em situações de transporte, os animais acabam indo para competições onde nós temos vários animais de vários locais, com tratamentos e manejo sanitário diferente e apenas o estresse do transporte em si, acaba facilitando na hora de transmitir as doenças 
· As doenças geralmente exigem um tratamento prolongado, utilizando uma grande quantidade de medicamentos, sendo um tratamento caro, então durante ele, o animal fica impossibilitado de fazer sua função, seja esportiva ou para trabalho 
PATOLOGIAS 
1. Influenza 
2. Adenite
3. Pneumonia em potros – pelo o Rhodococcus 
4. Herpesvirus 
5. Febre do transporte
6. Hemorragia induzida pelo exercício 
7. Obstrução recorrente das vias aéreas
8. Hemiplegia de laringe 
· Essas são as doenças que acabamos pegando com bastante frequência na rotina clinica 
1. INFLUENZA EQUINA – GRIPE EQUINA 
· Possui uma vacina podendo ser realizada para prevenir as incidências 
· Alta taxa de morbidade e de notificação obrigatória, mas não tem a parte de abate como o de bovino, mas é necessário que os órgãos de defesa consigam rastrear os casos clínicos e também trabalhar em meios de prevenção 
· Não leva o animal á óbito, mas causa grandes transtornos por conta do tempo de tratamento e também seu custo 
ETIOLOGIA – INFLUENZA 
· Patologia causada pelo vírus da Influenza Equina (Equine Influenzavirus – EIV), pertencente à família Orthomyxoviridae, Gênero Influenzavirus A 
· Tem dois sorotipos conhecidos, o H3N8 e H7N7, sendo que o H3N8 é praticamente extinto, então a maior incidência é o outro 
· O vírus é sensível a luz solar, então consegue sobreviver pouco tempo em um ambiente aberto, que possui circulação de vento 
· O vírus também é sensível a diversos desinfetantes como Hipoclorito de Na (Sódio) 2% e Formol 8%, sendo algo bom, porque nos ajuda a eliminar o vírus das instalações, dos equipamentos que os equinos vivem, então é possível fazer a limpeza do que o animal usa de forma eficiente 
· Ambiente mais fechado, com pouca circulação, o vírus sobrevive até 48 horas, sendo até pouco tempo, mas o animal pode transmitir a doença para outros, principalmente em regimes de confinamento 
· Os tratadores também pode ser um veículo de transmissão da doença, porque ele consegue sobreviver em roupas, nas mãos, veículos, fômites, utensílios veterinários, então é preciso ter muito cuidado, para que nós não contaminamos nossos pacientes, e para isso é necessário estar sempre trocando de luvas quando mudar de paciente, principalmente quando houver algum sintoma de doença infectocontagiosa 
· Na água, ele sobrevive um tempo maior, de 72 horas, e por isso, os cochos compartilhados é um importante meio de contaminação 
EPIDEMIOLOGIA – INFLUENZA 
· Todos os animais são susceptíveis a essa patologia 
· Maior prevalência em animais jovens e imunossuprimidos, devido a imaturidade imunológica 
· Mais prevalente também em animais que são alojados em locais fechados e pouco arejados, com alta concentração 
· No nosso país é menos comum locais mais fechados, mas existem modelos europeus, nos quais é normal manter os animais mais fechados por conta do clima, quando tem geada, neve, e etc, porém no Brasil, é mais quente, então os cavalos acabam sofrendo com a temperatura, tendo que colocar até ventilador, e as baias geralmente ficam em locais mais abertos e mais arejados 
· Alta morbidade, com baixa mortalidade, ou seja, a doença é facilmente transmissível, logo em um lote de animais que alta proximidade, podendo chegar a 100% de contaminação, onde todos os animais podem chegar a se contaminar, e também geralmente não leva os animais á óbito 
· O grande problema é que o tratamento pode atingir um numero de animais muito grande, quase 100%, sendo venoso, uma grande quantidade de remédios e por tempo prolongado, se tornando uma doença epidêmica e causando os problemas da mesma 
TRANSMISSÃO DA INFLUENZA 
· A transmissão se dá por meio de aerossóis comuns, durante a respiração, tosse, espirro do animal, pela a secreção que eles produzem, sendo presente em fecais e urinárias também 
· Pode contaminar água e alimentos, então os que compartilham pode se contaminar 
· Através de contato direto, porque no dia a dia tem o processo de socialização, com eles se cheirando, se mordendo
· Vários mecanismos de transmissão, sendo uma doença de alta morbidade 
IMUNIDADE – INFLUENZA 
· Animais naturalmente infectados possuem melhor resposta imunológica frente a novas infecções comparados aos imunizados artificialmente 
· A primo infecção natural pode conferir boa imunidade por até seis meses e induzir imunidade parcial por até um ano 
· Os que são infectados, acabam conseguindo ter uma imunidade melhor do que os que são vacinados 
· Ainda assim é melhor evitar a infecção dos animais, por conta do alto custo de tratamento 
· A vacina é a melhor opção para evitar a contaminação dos animais 
· Uma patologia que pode levar a problema secundários, como complicações, por exemplo, infecção por bactérias, podendo levar até mesmo animal á óbito 
INCUBAÇÃO E PROGRESSÃO – INFLUENZA 
· O período de incubação do EIV é relativamente curto, durando em torno de 48 horas 
· O vírus começa sua replicação viral em torno de 24 horas, então geralmente depois da contaminação, o animal demora 2 dias pra apresentar sinais clínicos, mas ele se replica já no primeiro dia 
· De três a cinco dias, o animal começa a ter uma recuperação, então o epitélio respiratório que foi atingido pela a patologia ele já começa a se recuperar e isso acontece principalmente em animais que são imunocompetentes, e são esses os animais que tem seu sistema imune agindo de forma competente produzindo seus anticorpos 
· Existem
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