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Neonatologia Equina

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CLÍNICA DE GRANDES – EQUINOS 
CUIDADOS COM NEONATOS 
INTRODUÇÃO 
• Neonatologia: 
o Estudo dos Recém-nascidos até a desmama (no caso dos equinos até 15 dias). 
o Durante o primeiro mês, o animal está em uma fase extremamente adaptativa (muitos aspectos de mudança). As principais adaptações: 
neurológicas (o animal fica em pé logo depois de nascer), cardiovascular (carga de exercício aumentada, comparada ao útero), 
respiratória (começa a utilizar o sistema pulmonar), gastrointestinal (começa a ser utilizado), musculoesquelético (movimentação). 
o Um animal que depende muito das condições de cuidado, das condições maternal (dentro de 1 hora este animal já deve estar em pé e 
em seguida, irá procurar o teto da mãe). 
o Estes animais possuem a capacidade de conseguir ficar em pé logo após o nascimento, isto é possível devido ao sistema nervoso 
periférico que no nascimento já está completamente mielinizado (a bainha de mielina permite que o impulso nervoso seja propagado 
mais rapidamente e eficientemente); isto porque durante a gestação o corpo gasta menos desenvolvendo o sistema nervoso central. 
o Todos estes exemplos de funções adaptativas no animal, são importantes para compreender que eles são diferentes dos adultos ou 
animais jovens já formados, os sintomas e sinais irão ser diferentes. 
o O neonato basicamente possui o comportamento de um recém-nascidos humano, come, dorme e defeca. Não possui postura corporal 
adequada, mesmo que tenha capacidade de andar. Alterações neste fora deste padrão que são preocupantes. 
▪ as vezes o tutor pode chegar com a queixa de que o animal está apático, apenas deitado e etc. Porém, isto é completamente normal. 
▪ Existe ainda o chamado estado de catalepsia, que o animal “apaga”, fica parecendo que está morto, pode mexer etc. Porém, ele não 
se move. Mas de repente levanta e está tudo normal. Desconexão do sistema nervoso. 
o As adaptações destes animais exigem tanto consumo de energia corporal, que acaba fazendo com que ele durma muito. 
o Em resumo são animais que precisam de cuidados e atenção, não devem ser tratados como cavalos pequenos, possuem parâmetros 
que mudam muito facilmente. 
• Apgar modificado para grandes animais é método para avaliação do neonato após o nascimento. 
o 0-4: Alto risco 
o 4-7: Apto mas ainda apresenta riscos 
o 8-10: Indivíduo normal 
• Amamentação: 
o Quando o neonato nasce, ele deve ter reflexo de sucção imediato. Isto pode ser avaliado simplesmente colocando o dedo na boca do 
animal e ele imediatamente sugando o dedo. Caso o animal não apresente este comportamento algo está errado. 
▪ Inclusive durante o último mês de gestação, se colocar o dedo dentro do útero da mãe e conseguir encostar na cabeça do feto, este 
animal já terá reflexo de sucção. 
o Assim que os potros nascem, já são capazes de na primeira hora estarem em decúbito esternal, em seguida deve procurar o teto da 
mãe e apresentar reflexo de sucção. 
o Estes animais nascem sem reservas, necessitam mamar para adquirir reservas glicêmicas, para poder desenvolver as diferentes 
funções... 
o Deve-se sempre prestar atenção na égua que pariu, para saber se este indivíduo está mamando ou não. 
▪ O úbere das éguas é pequeno, não conseguem armazenar por muito tempo, por isso o potro acaba mamando a cada hora. 
▪ Se o úbere da égua ficar cheio, indica que o animal não está consumindo a quantidade adequada. 
▪ A média de ingestão é de 500ml a 1 litro por hora o que significa que em 24 horas a égua deve ser capaz de produzir 12litros a 24 
litros. 
▪ Um grande problema quando a égua acumula leite no úbere, é que se o animal ficar muito tempo sem mamar, comumente, ela não 
o deixará fazer isso depois. 
APGAR MODIFICADO UTILIZADO EM GRANDES ANIMAIS 
 0 1 2 
FC Não detectado <60bpm >60bpm 
(o neonato normalmente nasce com 
100 a 120 batimentos por minuto) 
FR Não detectado Baixa e irregular 40-60bpm 
• Estes parâmetros no neonato são muito maiores, pois possuem o metabolismo muito acelerado, já que estão em desenvolvimento. 
• O corpo dos mamíferos acumula energia pelo volume e dispersa energia pela área corpórea. Estes animais possuem uma área corporal 
enorme e um volume muito pequeno, inclusive é uma das razões pelas quais eles perdem muito calor com facilidade. (potrinhos esfriam 
muito rápido) 
• Temperatura corpórea do neonato é 38,5 a 39,5. 
TÔNUS MUSCULAR Decúbito lateral, flácido Decúbito lateral, algum tônus muscular Regular, Hábil e manter a posição 
esternal 
(a posição esternal, auxiliará o pulmão 
a começar com a hematose) 
ETÍMULO NASAL 
(Dedo dentro do nariz) 
Não responde Leve careta Tosse ou espirro 
APARÊCIA DAS MUCOSAS Azulada Rósea clara Rosada 
CUIDADOS BÁSICOS COM NEONATOS RECÉM-NASCIDOS 
• Ingestão de colostro: 
o As éguas possuem uma placenta epiteliocoreal, que possui 6 camadas (3 do feto e 3 da mãe), que não permitem passar nada de 
imunoglobulinas. 
o Para adquirir imunidade é fundamental que o neonato mame o colostro, o quanto antes. 
▪ Tem que ser no primeiro dia, o ideal é que seja nas primeiras 6 horas a 8 horas. 
▪ A égua produz apenas no primeiro dia. 
▪ O neonato possui uma capacidade absortiva, para fazer pinocitose para estas moléculas de imunoglobulina nas 24 primeiras horas 
de vida. Quando ele ingere o colostro o intestino delgado permite jogar estas imunoglobulinas na circulação sem digeri-las, 
garantindo proteção passiva para ele. 
▪ O neonato deve ingerir de 10ml a 20ml por quilo (normalmente eles nascem com 50kg, ou seja, 500ml a 1 litro) 
o O colostro é uma secreção Láctea rica em imunoglobulinas, com glicose, proteínas, opsoninas, pobre em gorduras (comparado ao leite) 
o Problemas que impedem a ingestão do colostro: 
▪ Égua: óbito da mãe, rejeição materna (comum em primíparas), agalaxia (comum em primíparas), estresse (o que ocorre 
normalmente em partos dentro de baia, a égua se movimenta muito, fica com mais dor, as vezes machuca o neonato), pode ocorrer 
da égua possuir colostro de baixa qualidade, normalmente observado quando vários partos seguidos dela geram potrinhos com 
problemas (pesquisa-se mandando para um laboratório e dosando a quantidade de imunoglobulinas ou a análise da densidade do 
colostro - pode ser utilizado o colostrômero, que mede a densidade do colostro; ainda pode ser medido por uma placa que indica o 
nível exato de concentração de imunoglobulinas- a densidade deve ser acima de 1065 e a concentração de imunoglobulinas deve 
ser acima de 70 gramas por litro) 
▪ Potro: ausência de reflexo de sucção, o animal não ficar em estação... 
o Como solucionar problemas que impedem a ingestão do colostro (Tratamento): 
▪ Se o potro não apresentar reflexo de sucção: ingestão de colostro por meio de uma sonda nasogástrica. 
▪ Se o potro não ficar em pé: pode ser administrado colostro por meio de uma mamadeira, porém a sonda também pode ser útil. 
▪ Se ocorrer uma rejeição maternal: Pode ate utilizar uma mamadeiras, porém pode tentar colocar o potro forçadamente com a mãe, 
normalmente ela rejeita devido ao cheiro, ai passa-se vick vapor rube, para diminuir o sentido olfativo e ela não rejeitar tanto, 
mesmo que ela tente bater se esquivar, segura para o potro poder mamar. 
▪ Se a égua vir a óbito no parto: O úbere vai estar cheio de colostro, então mesmo que ela tenha morrido, é possível colocar o potro 
para mamar no cadáver ou ordenhar e fazer mamadeira. 
▪ Se a égua não tiver colostro: 
• Recorrer a estocagem de colostro (normalmente as éguas produzem mais do que o necessário, então é possível armazenar por 2 
a 3 anos) e administrar na mamadeira (4mamadeiras de 500ml é o suficiente). 
• Administra-se plasma de um cavalo adulto (a mãe ou não) 
o por via intravenosa ou por via oral (no primeiro dia de vida) 
o colhe o sangue, deixa as células sedimentarem, pega-se o plasma, só vai faltar açúcar para virar colostro (afinal o colostro é um 
filtrado sanguíneo) 
o congela, depois descongela em banho maria e filtrapara tirar o sobrenadante. 
o Pode ser adicionado glicose 
o Por vida é oral, quando se descongela o plasma acrescenta-se com alguma mistura que garanta glicose e palatabilizante, como 
mel de amido (neonato não pode ingerir mel de abelha-pode induzir botulismo). 
• Ou também se utiliza plasma hiperimune (de cavalos estimulados a criarem anticorpos de diversas doenças). 
• Cuidados com o Coto umbilical: 
o O coto umbilical é a principal porta de entradas das infecções do neonato, podendo provocar até mesmo septicemia. 
o Deve ser cauterizado, para evitar estas infecções. 
▪ O cordão umbilical cai sozinho, o que sobra é o coto e ele precisa ser cauterizado. 
▪ Utiliza-se iodo fraco (10%), diariamente até o cordão umbilical cair, em torno de 10 dias. 
▪ Podem ser utilizados também repelentes com cicatrizantes (moscas são os principais ectoparasitas de equinos, capazes de promover 
uma infecção) 
▪ Os cavalos são nômades por natureza, em condições naturais a égua paria e continuava andando para outro lugar, com a 
domesticação destes animais, criam-se vários em um único espaço, com isto as chances de infecções aumentaram, pois estão 
sempre em contato com um solo que pode ter sido contaminado. 
▪ A maioria das hérnias umbilicais são provocadas pela cicatrização errada do coto umbilical. 
• Se o indivíduo defecou o mecônio: 
o O mecônio é a primeira evacuação dos recém-nascidos, durante a vida placentária este animal já produz este líquido de coloração 
esverdeada, normalmente é formada por líquido placentário, com algumas células intestinais e as substâncias que ele absorve durante 
esse período, já possuem bilirrubina e etc. 
o Até mesmo as primeiras mamadas servem como laxante para a liberação deste mecônio. 
o A grande preocupação é com a não liberação deste mecônio pelas fezes, pois ele resseca e provoca a chamada RETENÇÃO DE MECÔNIO, 
que provoca a morte destes animais por obstrução. Ele para de mamar e morre com dor rapidamente. 
▪ O mecônio deverá ser evacuado no máximo 1 hora a 2 horas após o nascimento. 
▪ Normalmente indica-se até que égua venha parir no pasto, para ficar fácil para o tratador rodear onde ela pariu e recolher a placenta 
(que é expulsa após o nascimento e o animal não come) e também observar se foi evacuado o mecônio. 
o Se o animal apresentar DISQUESIA (dificuldade de defecação), significa que está com dificuldade de expulsar o mecônio. 
▪ Sinais: Rabo embandeirado e contração abdominal 
o Para ter certeza de que o animal está retido deve-se pegar uma luva, lubrificar e realizar palpação digital em reto. 
▪ Encontra-se as siglas muito endurecidas, grudadas na mucosa da ampola retal. 
o Tratamento: 
▪ Lubrificação retal com óleos minerais. Com uma seringa entre 100ml a 200ml, e aspergir com um equipo com uma borrachinha de 
ampola retal. 
▪ Não adianta dar laxante via oral, pois necessita de uma ação mais rápida. 
 PRINCIPAIS AFECÇÕES DE NEONATOS 
Doenças sistêmicas 
o SEPTICEMIA 
▪ Disseminação hematógena de bactérias ou microrganismos importantes, ou até os subprodutos bacterianos. 
▪ Ocorre normalmente em animais muito jovens, com capacidades imunológicas muito baixas, podendo ainda acometer os indivíduos 
mais senis que também não apresenta uma boa resposta imunológica. 
▪ A doença que mais causa óbito na primeira semana de vida, sendo que a principal porta de entrada é o cordão umbilical que não foi 
cuidado adequadamente ou pela não ingestão do colostro. 
• O animal fica predisposto nas primeiras semanas por diversos fatores já citados. 
▪ Este animal pode não somente ser acometido no pós-parto, como também pode nascer septicêmico 
• normalmente relacionado a uma infecção uterina: associada a uma abertura cervical que provoca uma infecção ascendente 
causando uma placentite, provocada por uma bactéria muito patogênica 
• Esta contaminação pode ocorrer durante a gestação ou no trabalho de parto. 
▪ Esta doença acomete severamente o animal, trazendo consequências orgânicas gravíssimas, principalmente por ser um momento de 
diversos processos adaptativos, O ANIMAL NÃO IRÁ SE ADAPTAR. 
▪ Bactérias que comumente acometem os indivíduos: 
• Escherichia coli 
• Vários tipos de estreptococos... 
▪ Apresentação clínica: 
• Pode variar muito em função da fragilidade do hospedeiro e da capacidade do agente da infecção causar uma doença fortemente. 
o Assim, é possível não se ter apenas doenças generalizadas, mas também doenças focais juntamente (a ordem do que é primário 
e secundário não é definida, variando mais pelo agente patológico): 
▪ Colites que culminam em um quadro de diarreia 
▪ Pneumonias, quadros respiratórios graves, agentes bacterianos que provocam problemas na hematose (troca sanguínea e 
capacidade respiratória, podendo levar até óbito) 
▪ Artrites, Poliartrites (normalmente uma artrite de origem septicêmica acomete diversas articulações) 
• Principais sintomas gerais que aparecem comumente: 
o Apatia/letargia/Indivíduos em decúbito (muito deitado, não levanta pra mamar) 
o Hiporéxico ou Anoréxico (o ideal de um cavalo é não conseguir ver o guardil costal, se for possível ver as costelas é porque o animal 
está caquético) 
o Desidratação (SINAIS FÍSICOS: ENOFTALMIA, TURGOR CUTÂNEO DA TALA DE PESCOÇO AUMENTADO, MUCOSAS CONGETAS-
HIPERÊMICA OPACA, TPC AUMENTADO) 
o Enoftalmia (comum de quadros severos de desidratação é comum se ter o afundamento do globo ocular dentro da órbita, devido 
a desidratação do bulbo gorduroso que sustenta o globo ocular) 
o Alterações em ruídos pulmonares 
o Alterações neurológicas (primárias ou secundárias a um quadro de desidratação severa/choque hipovolêmico) 
o Hipertermia (no caso de uma infecção severa) ou Hipotermia (quando o animal não possui uma resposta adequada à infecção) 
o Diarreia (principalmente se é causada por uma bactéria que predomina no intestino) 
o Taquipneico e Dispneico 
o Posição fetal (encolhe os membros, desvio lateral da cabeça) 
o Membros torácicos arqueados (hiperextensão) 
o Joelho transcurso (indicando uma baixa proteica violenta, com relaxamento dos tendões- CATABOLISMO) 
o Tetos égua mãe ficam cheios, indicando que o animal não está ingerindo o colostro. 
• Sintoma Patognomônico: 
o Potro cego, com olho amarelado (bilateralmente) e batendo nas coisas. 
▪ O hipópio, que é o amarelado do olho, é o acúmulo de pus no globo ocular, que é um meio de cultura propício para proliferação 
bacteriana, podendo provocar até mesmo uma hemorragia ocular (Hifema). 
▪ Não é um sintoma de um estágio grave, pode ser um dos primeiros sinais a aparecer 
▪ É um problema reversível, desde que adequado rapidamente e adequadamente 
▪ Mesmo que se cure, pode ser um animal que fique com sequelas oftalmológicas, o pus é rico em fibrina, esta fibrina provoca 
um efeito na íris, de aderência intraocular (sinéquias), que faz com que o indivíduo perca a capacidade de miose e midríase, 
posteriormente vai ser um animal que se incomode com luminosidade, um animal que não terá a capacidade visual 
preservada. 
• Histórico/Anamnese 
o Normalmente associado a um animal que vive em um lugar com más condições de higiene 
o Indivíduos com APGAR de 1 a 4 são completamente dispostos a ter septicemia. 
o Comum em animais prematuros 
▪ As éguas possuem um período gestacional de 11 meses, aproximadamente 340 dias, e que se considera normal (+ou- 20 dias = 
320 a 360 dias ainda é normal; gestações de asininos são um pouco mais longas). 
▪ Antes de 320 dias é considerado um animal prematuro 
▪ Prematuridade em equinos é sempre severa, indicativo de problemas. 
• Durante o período gestacional, no ULTIMO MÊS, no pulmão dos animais é gerado o líquido surfactante que impede o 
colabamento dos alvéolos (também existe a ação dos glicocorticoides). 
• Se o animal nasce antes deste período, os pulmões dele se tornam incompatíveis com a vida pela falta do surfactante. 
• Diagnóstico: 
o Acompanhamento com Hemograma: Normalmente com presença de leucocitose(>12000 indica um processo infeccioso severo) 
o Dosagem de fibrinogênio: Não é muito utilizado em outras espécies, mas é uma proteína produzida no fígado, que os equinos 
respondem rapidamente no processo infeccioso com o aumento do fibrinogênio (>400 a 500 mg/dL). 
o Acompanhamento de taxa glicêmica: São animais que possuem glicemia apenas derivada do colostro, o animal hipoglicêmico 
demonstra uma severa apatia, hiporexia... (<90mg/dL). 
▪ Na septicemia o indivíduo está em catabolismo, febril, infecção generalizada, além disto as próprias bactérias que estão 
contaminando o indivíduo, consomem a glicose dele o deixando cada vez mais hipoglicêmico. 
• Tratamento: 
o Antibioticoterapia: 
▪ específica é o ideal, porém é muito complicado chegar no diagnóstico exato (seria necessária uma hemocultura). Então se utiliza 
um antibiótico de amplo espectro. 
▪ Caso o animal tenha diarreia, pneumonia, algo do gênero, é possível coletar excreções derivadas disto e realizar uma cultura. 
Então a partir disto realizar uma antibioticoterapia específica. 
▪ Porém para ser eficiente pode ser utilizado CEFALOSPORINA, 5 a 10mg/kg IM SID, por no mínimo 7 dias, ou até o animal ter 
uma melhorada considerável do quadro clínico. 
• Os sinais têm que melhorar após 48 horas da antibioticoterapia, do contrário, muda o medicamento utilizado. 
o Fluidoterapia: 
▪ Manutenção da amamentação 
• Parenteral - Administração intravenosa de reposição volumétrica – soluções coloidosmóticas, caras porém muito uteis. 
• Alimentação Enteral - (muitos riscos de má absorção, provocando cólicas) 
o Plasma hiperimune IV 
o Equilíbrio térmico 
▪ Febril-Dipirona (se não tiver dipirona, banho de álcool + gelo) 
▪ Hipotermia-Cobertores térmicos, lâmpadas, métodos para aquecer o indivíduo 
o ISOERITRÓLISE NEONATAL 
▪ Doença que acomete poucos indivíduos neonatos 
▪ É caracterizado por uma incompatibilidade sanguínea. 
• O sangue da mãe teve contato com o sangue do neonato 
• Algo fez com que o corpo dela reconhecesse como um sangue estranho ao corpo dela 
• Então começa a desenvolver anticorpos contra o sangue do feto. 
• Porém, os anticorpos vão pelo colostro, e o animal que irá ingerir acaba desenvolvendo um ataque contra as próprias hemácias e 
começa a entrar em um quadro anêmico muito severo. 
▪ Resumindo, a mãe desenvolve uma hipersensibilidade do tipo II contra o sangue do feto. 
▪ Anemia severa associada a uma hipoxemia (dificuldade da hematose por falta de hemácias carreadoras de Oxigênio). 
• Quadro gravíssimo! O animal não conseguirá desenvolver suas capacidades adaptativas dos primeiros momentos de vida. 
▪ Um processo muito rápido. 
▪ Sinais clínicos: 
• Mucosas Ictéricas ou hipocoradas horas ou dias após o nascimento 
o Toda vez que se observar um neonato ictérico só pode indicar duas coisas: Hemorragia ou Destruição de hemácias, porém 
hemorragia normalmente é decorrente de algum trauma. 
• Apatia 
• Hiporexia 
• Caquexia 
• Taquipneia compensatória (tentando realizar uma troca gasosa adequada) 
▪ Histórico/Anamnese: 
• Apatia severa 
• “Meu potro está muito deitado, quieto, esbranquiçado...” 
• Urina com sangue (hemoglobinúria) 
o Hemoglobinúria é um dado muito preocupante, pois a molécula de hemoglobina é nefrotóxica, em grandes quantidades 
aumenta o risco do animal se tornar um doente renal. 
o Sempre que houver hemoglobinúria haverá lesão renal, o que varia é se será reversível ou severa. 
▪ Diagnóstico: 
• Sinais clínicos 
• Acompanhamento com hemograma (hematócrito < 20% é indicado transfusão sanguínea) 
▪ Tratamento: 
• Terapia de suporte, é preciso melhorar a hematose do animal e diminuir a destruição das hemácias 
• Não se permite que o animal mame mais o colostro da mãe. 
o Alimentação parenteral para o filhote, deixa perto da mãe, porém não permite mamar. 
o Para égua é necessária a ordenha, para descartar completamente o colostro. 
o Após o segundo dia de vida não há riscos de deixar o potro mamar na égua. 
• São animais que podem desenvolver septicemia, então administra-se antibiótico leve (Sulfla) 
• A base deste tratamento é tirar este animal do colostro e conseguir melhorar a perfusão sanguínea 
Sistema Pulmonar 
o PNEUMONIA POR RHODOCOCCUS EQUI 
▪ Doença que acomete apenas animais jovens 
▪ Bactéria intracelular obrigatória, é fagocitada pelo macrófago e o impede de fagocitar, impede a ação do lisossomo. Porém o 
macrófago percebe alterações e recruta novos macrófagos para o local, formando um ciclo de macrófagos infectados; formando um 
aglomerado ABCESSO. 
▪ Uma bactéria que provoca uma infecção severa em neonatos (1 a 4 meses de idade, exclusiva de neonatos equinos) 
• Existem relatos na literatura, dizendo que pessoas aidéticas possuem capacidade de contrair pneumonia por rhodococcus. Isto 
apenas indica que esta pessoa não poderá trabalhar com potros, porém com animais adultos não há problemas. 
▪ Esta bactéria acomete os animais nos primeiros dias de vida, porém, sem causar sintomas, pois é uma bactéria oportunista, irá se 
manifestar no momento da janela imunológica. 
▪ É uma bactéria que vive no solo, é enzoótica (existe no mundo inteiro). 
▪ O contagio pode ser por via respiratória, oral, via cordão umbilical. 
▪ Provoca a chamada pneumonia granulomatosa 
• Formando grandes abcessos pulmonares ocorre uma grande dificuldade durante a hematose (ocorrem fibroses pulmonares 
juntamente). 
▪ Histórico: 
• Normalmente são animais de uma propriedade que já teve casos de pneumonia por rhodococcus, doença endêmica. 
• Potro apresentando uma espécie de ronco (respiração alta, ruidosa, por presença de secreção em traqueia) 
• Normalmente pode estar associado a tosse (seca) e febre (>39 °C) 
• Se não tiver secreção nasal é um indicativo 
o É característico da pneumonia granulomatosa restringir a secreção 
o A ronqueira provocada pela secreção da traqueia é causada por uma Traqueíte secundária, não vem secreção pulmonar! 
▪ Sinais clínicos: 
• Apatia 
• Hiporexia 
• Febre 
• Animal pode até parecer saudável, bom, com boa pelagem 
• Tosse improdutiva, tosse seca, sem expectoração 
• Dispneia Compensatória 
▪ Exame Físico: 
• Auscultação de traqueia: Ruidosa 
• Auscultação de pulmão: Estertor Sibilante (Parece um assobio - um miado) 
▪ Exame Complementar: 
• Hemograma para acompanhamento (leucocitose >30.000 a 40.000) 
• Dosagem de Fibrinogênio (servirá para formar a capa do abcesso, >400mg/dL nesta doença pode chegar até 1200mg/dL) 
• Exames de imagem que confirmem a presença de abcessos pulmonares. 
▪ Diagnóstico: 
• O grande problema desta doença é o diagnóstico tardio, devido a formação de áreas de fibrose que faz com que o parênquima 
pulmonar não se regenere mais. 
• Exame de imagem: 
o Radiografia de tórax é possível ser realizada apenas em equinos jovens (em animais muito grandes ocorre muita sobreposição) 
▪ Será visto vários abcessos, caracterizado como Pulmão de algodão doce 
• Exame Ultrassonográfico: 
o O US utilizado para avaliações transretais serve muito bem para avaliações intercostais. 
o Normalmente o pulmão se apresenta em uma única camada, lisa, com uma imagem bastante ecogênica. Nesta doença, irá mostrar 
as chamadas caudas de cometa, indicando cicatriz de peritônio, ou o começo de um abcesso que dá uma sombra acústica. 
▪ Tratamento: 
• Para atravessar um abcesso, é necessário antibióticos lipossolúveis! 
o Rifampicina + Aminoglicosídeo 
o Rifampicina 5mg + Azitromicina 25mg QUID 
o Rifampicina 10mg/kg BID + Azitromicina 10mg/kg SID - O QUE O PROFESSOR FAZ 
o Rifampicina 10mg/kg + Azitromicina 10mg/kg SID; durante 5 dias e depois com dias alternados 
▪ A azitromicina possui efeito de depósito, porém nos equinos não tanto. 
• Ambos os tratamentos são por via oral, faz um “pirãozinho”, macerando o medicamento e misturando com algum agente 
palatabilizante, por exemplo mel. 
• A antibioticoterapia deve ser feita no mínimo por 10 dias ou até as imagens US sumirem, ou atéo hemograma vir em uma condição 
normal (Leucócitos <12000; Fibrinogênio <500) 
• AINES + Protetor de mucosa IV (mais rápido, necessário as vezes no primeiro momento) OU IM 
• Tratamento Suporte: 
o Manutenção às mamadas, indicado alimentação enteral (por sonda) caso seja necessário administrar via parenteral. 
• Manter o indivíduo isolado ao menos por 1 mês, pois é possível que esse animal continue liberando bactérias pelas fezes um período 
após tratamento. 
• Em propriedades que são endêmicas, utilizar plasma hiperimune (em todos os potros nascidos nos primeiros 3 dias de vida), manter 
limpeza rigorosa da propriedade, aumentar cobertura vegetal (uma bactéria que dispersa por poeira) 
• Vacinas não são eficazes (como é uma bactéria camuflada no macrófago, os anticorpos não reconhecem) 
Sistema Digestório 
o SÍNDROME CÓLICA 
▪ Síndrome Cólica é quando se tem dor abdominal, porém ainda não se identificou do que se trata. 
• Cólica não é uma doença, mas sim um sintoma, é DOR ABDOMINAL, e é preciso pesquisar sua origem, compreender quais são os 
sistemas que podem ocasionar tal sintoma: Sistema Urogenital (urinário+reproduvito), Sistema Digestório. 
▪ Sinais Clínicos: 
• Inespecíficos, diferente do que ocorre no cavalo adulto (que basicamente é possível identificar a doença através dos sinais clínicos) 
• Dor abdominal (pior após amamentação) 
o Quando o indivíduo depois de amamentar começa a deitar, rolar, ficar de barriga para cima, e isto alivia o peso das alças intestinais 
e garante um certo conforto, é preocupante. 
• Sialorreia (Sinal de desconforto) 
▪ Fatores Predisponentes/ Histórico: 
• Resultado de estresse (causando algum tipo de gastrite/ulcera) 
• AINEs administrados devido a outros problemas (outras afecções de neonatos) que podem induzir o aparecimento de úlceras 
• Retenção de mecôneo (o animal demonstra disquesia, dor abdominal) 
• Úlceras gastroduodenais 
• Verminose 
• Uroperitônio (ruptura da bexiga/uretra que provoca derramamento de urina no peritônio, que pode ocorrer durante ou no pós-parto) 
▪ Diagnóstico: 
• Existem complicações para diferenciar as causas de síndrome cólica devido a dificuldade de exames viáveis, complicações como: 
palpação de animais desta idade (somente a palpação transabdominal), passagem de sonda nasogástrica, a auscultação não revela 
bons sinais... 
• Normalmente em casos de Abdômen agudo na síndrome cólica de indivíduos jovens, é indicado leva-los para uma laparotomia 
exploratória, caso a dor não se resolva com tratamento preservativo, investiga-se internamente a possível causa. 
o DIARREIA 
▪ Perda excessiva de líquidos (água + eletrólitos) por meio das fezes 
▪ Trata-se de uma afecção bastante comum nos potros e muitas vezes autolimitante (aparece por alguns dias e some sem a necessidade 
de um tratamento) 
• Autolimitante: 
o Diarreia do Cio dos potros: Normalmente as éguas apresentam o primeiro cio pós-parto aproximadamente 10 dias. Ao mesmo 
tempo, neonatos nesta mesma fase (7 a 10 dias após nascimento) apresentam uma diarreia benigna autolimitante (cerca de 3 dias). 
o Por muito tempo acreditou-se que a diarreia do potro teria alguma relação com o cio da égua, porém já se sabe que na realidade é 
ocasionada devido as mudanças do intestino do animal que ocorre neste período. 
• Outras causas: 
o Endoparasitas – Strongyloides westeri (nematoide importante, que comumente provoca diarreia em indivíduos não vermifugados) 
o Bactérias – Salmonella, Escherichia coli e Clostridium perfringes 
o Vírus – Rotavírus e Coronavírus 
▪ Importante: manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico dos potros! 
▪ História: 
• Queixa principal: diarreia e queda de apetite - A QUEIXA PRINCIPAL É O DIAGNÓSTICO! 
• Importante saber diferenciar a queixa de diarreia do cio do potro (com base no tempo, período e outros aspectos, como ainda 
continuar se alimentando); de outras possíveis causas de diarreia. 
▪ Sintomas: 
• Diarreia fétida ou não, fezes de cores alteradas e muito líquidas, glúteos sem pelos e avermelhados (bunda suja - modo de dizer não 
coloque isso na prova) 
Apatia, alterações de temperatura corpórea, desidratação, taquicardia, taquipnéia. (estes sintomas associados indicam uma 
diarreia infecciosa, diferente da diarreia benigna autolimitante, este potro já pode estar tendo acometimento importante) 
▪ Exames complementares: 
• Na maioria das vezes o diagnóstico é fechado com o histórico e exame físico, sendo os exames complementares mais utilizados para 
acompanhamento de desidratação. 
• Porém, em alguns casos de algumas propriedades, onde ocorrem diarreias recorrentes em diversos animais, principalmente nos 
primeiros 3 dias de vida. É fundamental pesquisar mais afundo, pois provavelmente existe um agente infeccioso potente presente no 
local. 
• Hemograma 
Hematócrito e Proteína Plasmática Total 
Hematócrito aumentado + Proteína Plasmática 
normal 
Início da desidratação Se o hematócrito sobe quer dizer que o animal está 
perdendo líquido e está tendo mais célula. 
Aumenta a concentração plasmática de células. 
Hematócrito normal + Proteína Plasmática 
Aumentada 
Possivelmente Desidratado E 
Anêmico 
O animal provavelmente perdeu líquido no primeiro 
momento, em seguida perdeu célula. Ocasionando 
um equilíbrio entre células e líquido =Hematócrito 
Normal. 
E a proteínas plasmática aumentada é devido a morte 
celular que ocorreu=Anemia. 
Hematócrito Aumentada + Proteína Plasmática 
Aumentada 
Indicativo direto de 
Desidratação. 
 
Hematócrito Normal + Proteína Plasmática 
Diminuída 
Perda de Proteína, sem 
desidratação. 
 
o Acompanhamento, demonstra o grau de hidratação do animal, bem como uma possível infecção através de leucocitose 
o O mais importante! 
o PORÉM SEMPRE ACOMPANHADO DE SINAIS CLÍNICOS E HISTÓRICO! 
• Coprocultura bacteriológica (possui certas dificuldades diferenciação de qual agente está provocando a infecção) 
• Existem diversos tipos de bactérias presentes normalmente nas fezes, os exames para encontrar qual possível bactéria está 
provocando a infecção é dificultoso. 
• Porém, em propriedades em que existem casos recorrentes é necessário investigar: 
o Coleta-se 2 Swabs de 2 diferentes animais, e realiza a cultura bacteriana. EXEMPLO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
o Os resultados destes exames mostraram a presença de 
diversas bactérias diferentes, o que é esperado para 
um exame coproparasitológico. 
o O que deve ser analisado é a possibilidade de 
determinada bactéria conseguir provocar uma 
infecção severa. 
▪ Escherichia coli: Em grandes quantidades pode ser 
patogênica e provocar diarreia. 
▪ Enterobacter spp.: Dificilmente se torna patogênica 
e provocar diarreia. 
▪ Morganella Morganii: Em grandes quantidades pode 
ser patogênica e provocar diarreia. 
▪ Salmonella spp.: SE PRESENTE, PROVOCA UM 
QUADRO SEVERO DE DIARREIA 
o A partir disto, define-se qual é o antibiótico adequado. 
Devido a vários prós e contras, 
efeitos colaterais e etc. O 
professor indica o Ceftiofur, que é 
de amplo espectro, e via muscular, 
diminuem os efeitos colaterais. 
• Coproparasitológico (principalmente para indicar se existem parasitas) 
• O tipo de fezes também podem ser indicativos de quais agentes patológicos estão provocando a infecção: 
o Bactérias: Muito Líquidas e Fétidas, mudança de coloração (associada a animais com febre). 
o Parasita Intestinal: Odor sem grandes alterações, Presença de bastante muco e menos líquida, tendendo a ser esbranquiçada. 
o Vírus: Odor sem grandes alterações, Muito líquidas, sem alteração de coloração normalmente. 
▪ Tratamento: 
• Manejo Sanitário rigoroso 
• Fundamental a manutenção da hidratação através da fluidoterapia parenteral (via intravenosa) 
o Ringer com lactato (solução mais próxima do plasma equino) 
• Manutenção da ingestão de leite 
o Não afastar da mãe 
o Caso esteja muito apático, realiza-se a alimentação enteral (por sonda) 
• Antibióticos – somentecom confirmação de existência de infecção bacteriana - Risco de disbiose 
• Agentes adsorventes (absorve e leva embora) e protetores de mucosas 
o Salicilato de Bismuto, Caulim, Pectina e o Carvão ativado 
• Probióticos (próprios para equinos) - Para restabelecer a microbiota intestinal 
Sistema Nervoso 
o SÍNDROME DE ASFIXIA NEONATAL (perinatal) - SÍNDROME DE DESAJUSTAMENTO NEONATAL 
▪ Antigamente conhecida como SÍNDROME DE DESAJUSTAMENTO NEONATAL. Animais com APGAR ruim que não se 
adaptavam a vida extrauterina, que hoje se entende como uma ASFIXIA NEONATAL. 
▪ Fatores culminam na diminuição ou inibição da oxigenação do sistema nervoso central, hemorragia, edema e necrose 
tecidual 
• Partos distócicos - Principal causa 
REVISÃO DE ESTÁTICA FETAL-PARTO EUTÓCICO 
(qualquer coisa fora disso é considerado Distócico, podendo provocar Asfixia neonatal) 
 
APRESENTAÇÃO ANTERIOR 
POSIÇÃO CERVICO-SACRAL 
ATITUDE CABEÇA E MEMBROS EXTERIORES ESTENDIDOS (posição de “mergulhador”) 
 
• Anemia maternal (Pode levar uma baixa oxigenação placentária) 
• Anormalidades placentárias (Placenta que promove baixa oxigenação do feto, que muitas vezes acaba ocasionando 
aborto) 
• Aspiração de líquidos placentários 
• Aspiração de mecônio 
▪ História: 
• Parto Distócico (demorado) 
• Queixa principal: apatia e sem reflexos após o nascimento 
▪ Sintomas: 
• Amplamente variável na dependência do grau das lesões nervosas. 
• Indivíduos que normalmente possuem APGAR entre 1 a 4 
• Apatia, decúbito, perda da relação com a mãe 
• Sem a maioria dos reflexos normais, hipotonia (baixa força muscular - flácido), dispneia 
• Rigidez espástica dos membros, tremores, perturbação nervosa e até convulsões 
▪ Diagnóstico: 
• Diagnóstico Terapêutico 
 
“SACRO” 
“CERVICO” 
ANTERIOR (rostinho na 
porção caudal da mãe) 
▪ Tratamento: 
• Cuidados intensivos para a manutenção das funções vitais 
• Fluidoterapia 
• Oxigenoterapia - se estiver em um hospital 
• Manutenção da temperatura corpórea 
• Anti-inflamatório: DMSO (dimetilsulfóxido) 0,5 a 1,0 g/Kg a 10% em solução, IV 
o Um dos únicos que atravessam a barreira hematoencefálica 
o Como é um medicamento que passa facilmente as barreiras, em altas doses administradas rapidamente provoca 
hemólise, por isso é fundamental a diluição em solução (como uma solução fisiológica) e administra-se na veia 
lentamente. 
o Exemplo: 
▪ 1,0 g/Kg =1ml/kg 
▪ Potro de 50kg irá precisar de 50ml 
▪ Se aplicar esta quantidade na veia de uma vez, provocará hemólise. 
▪ Dilui em uma solução (fisiológica/soro) a 10% = 500ml 
▪ Aplica-se na veia lentamente. 
▪ Tratamento de suporte: Os sintomas a mais que forem aparecendo, serão tratados. 
• Antibioticoterapia 
• Antiemético 
• Alimentação Enteral/Parenteral 
• Anticonvulsivante 
• E etc. 
▪ Prognóstico reservado. 
• Devido a não se saber exatamente em que nível ocorreu a lesão.