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Definições de diarreia Diarreia pode ser definida por: o Aumento na frequência, peso e/ou volume das fezes (frequência de 4 semanas) o Redução na consistência (níveis 5 a 7 da escala de fezes de Bristol) Classificação - 7 a 14 dias - aguda - 15 a 30 dias – persistente - > 30 dias – crônica Países desenvolvidos – Síndrome do intestino irritável(SII), doença inflamatória intestinal (DII), síndromes de má absorção e infecções crônicas Países em desenvolvimento – infecções bacterianas e parasitárias crônicas, além das já citadas DIARREIA CRÔNICA SANGUINOLENTA Retocolite ulcerativa Doença de Crohn Colite alérgica Infecções parasitárias Hiperplasia nodular linfóide Pólipo intestinal Tuberculose intestinal Neoplasias Características da diarreia: início (gradual ou súbito), padrão (intermitente ou contínuo), duração, volume da diarreia e características das fezes (aquosas, com sangue ou com gordura). Relação da diarreia: com o estresse, à alimentação (as diarreias osmótica e funcional melhoram com o jejum, enquanto a diarreia secretora mantém-se) e o período do dia (a diarreia noturna sugere uma doença orgânica). Outros sintomas associados: dor abdominal, perda de peso, distensão abdominal, flatulência. Presença de incontinência fecal: importante diagnóstico diferencial que pode ser confundido com diarreia. Interrogatório de Diversos Aparelhos: procurar doenças sistêmicas como hipertireoidismo, diabetes, tumores neuroendócrinos, vasculites e imunodeficiências adquiridas. História de infecções bacterianas recorrentes (pode indicar uma deficiência de imunoglobulinas). Causas iatrogênicas: medicamentos, radioterapia e cirurgias anteriores. Epidemiológicos: viagens recentes; consumo de água e alimentos contaminados; contatos pessoais. ALGUNS ACHADOS SUGEREM DETERMINADOS DIAGNÓSTICOS o Hiperpigmentação cutânea (doença de Addison); o Flushing, sibilos, sopros cardíacos e hepatomegalia (tumores carcinóides); o Dermatite herpetiforme (doença celíaca); o Úlceras orais, episclerite, rash cutâneo, fissuras ou fístulas anais (DII); o Linfadenopatia (poderá sugerir infecção HIV); o Massa tireoidea e exoftalmia (hipertireoidismo); o Diminuição do tónus e contratilidade do esfíncter anal (incontinência fecal); o Sinais de doença vascular periférica (isquemia mesentérica). Isabelle Maia (cronica) Ânion GAP fecal: avaliação laboratorial e comparação entre sódio e potássio das fezes e ajuda a determinar se é diarreia secretória ou osmótica Investigação diagnóstica SINAIS DE ALARME As características de alarme em pacientes com diarreia crônica podem ser sugestivo de uma etiologia orgânica subjacente. Esses recursos incluem o seguinte: o Idade de início após os 50 anos o Sangramento retal ou melena o Dor noturna ou diarreia o Dor abdominal progressiva o Perda de peso inexplicável, febre ou outros sintomas sistêmicos o Anormalidades laboratoriais (anemia por deficiência de ferro, proteína C reativa elevada ou calprotectina fecal) o História familiar de doença inflamatória intestinal (DII) ou câncer colorretal SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL o 50% dos pacientes encaminhados ao gastroenterologista o Estima-se que 40% dos que preenchem critérios não são diagnosticados o É composta por cólicas em quadrantes inferiores associa das a alterações do hábito intestinal cursando com diarreia aquosa e/ou episódios de constipação o Diarreia geralmente nas horas em que o paciente está acordado e pós-prandial o Cólicas → sensação de urgência → sensação de evacuação incompleta o 1⁄2dos pacientes queixam presença de muco nas fezes o 2x mais comum em mulheres que em homens o Sintomas frequentemente se associam a estresse psicológico o Menos frequentemente, podem ser em efeito pós- infeccioso (diarreia do viajante) Critérios de Roma IV Dor abdominal recorrente pelo menos 1 dia/semana associada a 2 ou mais dos seguintes sintomas: o Relacionada à defecação o Início associado à mudança na frequência das evacuações o Início associado à mudança na forma (aparência) das fezes o Maior que 25% das evacuações foram duras e menor de 25% das fezes moles Tratamento: o Modificações alimentares (exclusão mono, oligo e dissacarídeos fermentáveis, polióis, em alguns casos lactose e glúten) o Fibra (nos pacientes com constipação) o Exercício físico o Suporte psicológico/psiquiátrico o Sintomáticos DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL o Se manifesta como Doença de Crohn ou Colite Ulcerativa o Sangue, muco e pus nas fezes o Inicia entre 15 e 40 anos o Em jovens, geralmente confunde-se com SII, porém sempre progride com piora o Laboratório: hemograma, leucócitos fecais, VHS e calprotectina fecal o Diagnóstico por colonoscopia o Tratamento depende do grau: Imunossupressores, glicocorticoide, imunomoduladores, terapias biológicas DOENÇA CELÍACA o Enteropatia sensível ao glúten, em indivíduos geneticamente predispostos o Haplótipos:HLA-DQ2 e HLA-DQ8 o EUA > 2 milhões pessoas, 1 a cada 133 o Assintomática → Várias manifestações o Sintomatologia mais típica: diarreia crônica, fadiga, anemia ferropriva e perda de peso o Triagem por anticorpos IgA:Anti-endomísio,Anti- transglutaminase e Anti-gliadina o Diagnóstico confirmado com biópsia da 2a porção do duodeno o Associado a casos de DM1 e tireoidite de Hashimoto o Sem exclusão do glúten > risco para lesão maligna INTOLERÂNCIA À LACTOSE o Síndrome clínica na qual a ingestão de alimentos contendo lactose causa sintomas (dor abdominal, borborigmo, flatulência, náuseas e diarreia) o Indivíduos com deficiência absorvem menos de 75% da lactose ingerida → Cólon → digerida por bactérias em ácidos graxos de cadeia curta e gás hidrogênio o Forma adquirida + comum que a congênita o Pode ser secundária à destruição de microvilosidases o Características clínicas +Teste do hidrogênio respiratório o Exclusão/ redução de leite e derivados + Ingestão de lactase INFECÇÕES CRÔNICAS o Infecções são geralmente agudas o > risco de cronificar com agentes bacterianos invasivos ou parasitários gerando inflamação ou mal absorção (Giardia) o Bactérias: Aeromonas, Campylobacter, C. dificile, Plesiomonas e Yersinia o Parasitas: Cryptosporidium, Cyclospora, Entamoeba, Giardia, Microsporida e Strongyloides o C. difficile causa a colite pseudomembranosa o Bacilo gram-positivo anaeróbio → infecção nosocomial o História de uso de antibióticos nos últimos 3 meses o 3% adultos saudáveis podem ser assintomáticos - Aumenta para 40% em indivíduos hospitalizados o Pacientes idosos e doentes costumam ser sintomáticos o Diagnóstico diferencial com Doenças Inflamatórias Intestinais