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No cotidiano da ESF, antes de solicitar uma endoscopia, avalio se o resultado realmente poderá mudar a conduta. Nos quadros de azia ou desconforto epigástrico sem gravidade, costumo iniciar o manejo clínico e revisar o uso do inibidor de bomba de prótons. Reservo a endoscopia principalmente para falha terapêutica bem documentada, dificuldade para engolir, vômitos repetidos, sangramento, emagrecimento, anemia ou suspeita de lesão orgânica. A colonoscopia aparece com maior frequência na investigação de sangue nas fezes, anemia ferropriva, mudança recente e persistente do padrão intestinal, diarreia crônica e perda ponderal. Também é indicada após pesquisa de sangue oculto positiva e no acompanhamento de pessoas com pólipos, doença inflamatória intestinal, câncer colorretal prévio ou risco familiar aumentado. Assim, mais do que solicitar exames para qualquer sintoma digestivo, procuro selecionar quem apresenta maior probabilidade de doença relevante e organizar o encaminhamento conforme o risco.
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Vanêssa Mercês Silva Lima

há 2 meses

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há 2 meses

No cotidiano da Estratégia Saúde da Família (ESF), a solicitação de exames como endoscopia e colonoscopia deve ser criteriosa, baseada na avaliação clínica que considera se o resultado do exame realmente influenciará a conduta médica. Para sintomas leves como azia ou desconforto epigástrico sem sinais de gravidade, o manejo inicial é clínico, com revisão do uso de inibidores de bomba de prótons. A endoscopia é reservada para casos com falha terapêutica, sintomas alarmantes (dificuldade para engolir, vômitos repetidos, sangramento, emagrecimento, anemia) ou suspeita de lesão orgânica. A colonoscopia é indicada principalmente para investigação de sangue nas fezes, anemia ferropriva, alterações persistentes no padrão intestinal, diarreia crônica, perda de peso, resultado positivo para sangue oculto, e no acompanhamento de pacientes com histórico de pólipos, doenças inflamatórias intestinais, câncer colorretal ou risco familiar aumentado. Assim, a seleção criteriosa dos pacientes para exames evita solicitações desnecessárias, otimiza recursos e direciona o cuidado para quem tem maior probabilidade de doença relevante, organizando o encaminhamento conforme o risco clínico.

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