Ed
há 2 meses
No cotidiano da Estratégia Saúde da Família (ESF), a solicitação de exames como endoscopia e colonoscopia deve ser criteriosa, baseada na avaliação clínica que considera se o resultado do exame realmente influenciará a conduta médica. Para sintomas leves como azia ou desconforto epigástrico sem sinais de gravidade, o manejo inicial é clínico, com revisão do uso de inibidores de bomba de prótons. A endoscopia é reservada para casos com falha terapêutica, sintomas alarmantes (dificuldade para engolir, vômitos repetidos, sangramento, emagrecimento, anemia) ou suspeita de lesão orgânica. A colonoscopia é indicada principalmente para investigação de sangue nas fezes, anemia ferropriva, alterações persistentes no padrão intestinal, diarreia crônica, perda de peso, resultado positivo para sangue oculto, e no acompanhamento de pacientes com histórico de pólipos, doenças inflamatórias intestinais, câncer colorretal ou risco familiar aumentado. Assim, a seleção criteriosa dos pacientes para exames evita solicitações desnecessárias, otimiza recursos e direciona o cuidado para quem tem maior probabilidade de doença relevante, organizando o encaminhamento conforme o risco clínico.
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