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• Pergunta 1 1 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “ [...] tomando como ponto de partida o sistema simbólico dos nagôs, último grupo étnico imigrado à força pelos escravistas brasileiros. As abordagens etnológicas de sua presença extensiva entre nós evoluíram, desde fins do século XIX, de juízos francamente depreciativos – fonte dos preconceitos que alimentaram tanto o racismo de segregação quanto o de dominação, pós-abolicionista – para juízos lenientes à medida que os formadores de uma bibliografia especializada foram dando-se conta da complexidade de seus rituais e da estabilidade de suas formas institucionais” (SODRÉ, 2017, p. 08). Fonte: SODRÉ, M. Pensar nagô . Petrópolis: Vozes, 2017. Assim, quanto às ideias contidas no trecho acima em relação com a filosofia nagô, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s): I. ( ) O sistema simbólico dos nagôs permite um pensamento fora da hegemonia ocidental. II. ( ) Por muito tempo, no Brasil, as abordagens sobre a cultura dos nagôs ocasionaram o seu juízo depreciativo. III. ( ) A cultura nagô e sua complexidade são importantes para um pensamento filosófico no Brasil. IV. ( ) O pensamento hegemônico europeu acolheu o pensamento africano em seu processo colonizador. Assinale a alternativa que apresente a sequência correta: Resposta Selecionada: V – V – V – F. Resposta Correta: V – V – V – F. Comentário da resposta: Resposta correta: Muniz Sodré discorre sobre o fato das abordagens tradicionais de conhecimento da cultura nagô, desenvolvidas no século XIX, ocasionaram juízos depreciativos (fonte do preconceito que alimentou o racismo). Mais recentemente, porém, a complexidade de seus rituais e da estabilidade de suas formas institucionais tem sido reavaliada como uma possibilidade de pensar fora da hegemonia ocidental. • Pergunta 2 0 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “Ao contrário dos juízos de conhecimento, os estéticos não se fundamentam em conceitos; ao contrário dos práticos, eles prescindem quer da existência do real dos objetos que julgam, quer da apreciação do seu valor para a conduta moral, relacionando-se com a simples satisfação que nos causa o contemplá-los” (NUNES, 1991, p. 49). NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991. De acordo com o excerto acima sobre o juízo estético em Kant, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s): I. ( ) São belos os objetos que, independentemente de sua natureza em relação ao conhecimento, não têm a sua condição para agradar nos conceitos. II. ( ) O juízo estético intermedeia o belo, pautado em uma satisfação interior e desinteressada. III. ( ) O juízo estético prescinde de conceitos, de sua existência real e dos valores morais, satisfazendo-se com a contemplação. IV. ( ) A beleza é irreconhecível sem o conceito que está atrelado ao objeto que gera o belo. Assinale a alternativa que apresente a sequência correta: Resposta Selecionada: F-V-F-V. Resposta Correta: V-V-V-F. Comentário da resposta: Resposta incorreta: A beleza não está vinculada aos objetos, mas, sim, no sujeito que sente o belo no objeto. • Pergunta 3 0 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “O grande mérito da estética de Kant está na sua capacidade de livrar-se da maioria dos pressupostos históricos e dos conceitos (ou preconceitos) culturais que pesam sobre o belo e arte. A amplidão de seu enfoque abrange tanto o belo natural quanto o belo artístico e mantém-se na análise da experiência subjetiva e das relações desta com a sensibilidade, o conhecimento e a razão prática” (ROSENFIEL, 2006:27). Fonte: ROSENFELD, K. H. Estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. De acordo com o texto acima, que fala sobre a contribuição de Kant para a estética, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s): I. ( ) O conceito de belo como algo associado ao objeto, passa em Kant a ser deslocado para algo que reside na experiência estética do sujeito. II. ( ) Os resultados da investigação sobre o belo em Kant não permitem definir uma utilidade imediata do objeto considerado belo, levando a uma “finalidade sem fim”. III. ( ) O belo em Kant se adequa melhor às criações artísticas do que aos objetos ou as coisas pertencentes ao mundo natural. IV. ( ) A partir de Kant, podemos compreender que a experiência com o belo não precisa estar associada à um interesse (prático ou pragmático). Agora, assinale a alternativa correta: Resposta Selecionada: I, II e IV Resposta Correta: I, II e III Comentário da resposta: Resposta incorreta: A estética de Kant permitiu ao belo ser compreendido como algo relacionado ao prazer desinteressado, pois não está em questão a posse do objeto, do qual sentimentos prazer, mas apenas uma vivência sensível que permite um livre jogo entre o prazer obtido do objeto e o sujeito. Isto é, não há interesse no sentimento de prazer. • Pergunta 4 0 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “Talvez o principal exemplo dessa mudança seja a visão de Santo Tomás de Aquino (1225-1274) sobre a beleza sensível: no seu dizer, ainda que o belo seja a face visível do bem, e que esse emana de Deus, há traços pertencentes às coisas físicas que irradiam uma luminosidade que parece vir de dentro delas ( claritas), como a proporção de suas características materiais ( proportio) e sua integridade ou a perfeição de suas formas ( integritas). Essa posição parece ser a semente de uma concepção mais recente, a da beleza como atributo de coisas materiais muito particulares, que denominamos ainda hoje “obras de arte” (DUARTE, 2012, p. 23). Fonte: DUARTE, R. A arte. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012. De acordo com o autor acima, como podemos compreender a relação de beleza de Santo Tomás de Aquino, com a noção de arte que conhecemos ainda hoje? I. Na Idade Média já é possível identificar uma definição de arte da maneira que conhecemos atualmente. II. A beleza autêntica (ou inteligível), ligada a luz divina continua sendo superior a beleza das coisas materiais (ou sensível). III. A beleza sensível apresentada em Santo Tomás de Aquino nos dá uma definição sobre arte, ainda que inicial. IV. As ideias de claritas, proportio e integritas nos permitem uma identificação com a arte. V. Há uma mudança na maneira de olhar a beleza sensível, pois esta adquire uma maior importância do que antes. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: I, III, IV e V. Resposta Correta: I, III, IV e V. Comentário da resposta: Resposta incorreta: Na visão de Santo Tomás de Aquino, acabamos por observar um valor equiparado entre beleza autêntica e sensível, o que significa dizer que a beleza das coisas materiais tem sua importância aumentada em relação a beleza que vem do divino. • Pergunta 5 1 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “[...] a definição de Filosofia é ela mesma uma controversa questão filosófica (...); argumentar que, apesar das divergências, há características amplamente aceitas sobre o que a Filosofia envolve; refletir sobre sua utilidade e sobre sua inutilidade. Além disso, (...) há um duplo sentido na pergunta sobre a origem da Filosofia: um sentido histórico (isto é, sobre as condições que favoreceram o surgimento e o desenvolvimento deste tipo de saber ao longo da história) e um sentido motivacional (ou seja, de onde surge no homem o impulso para o pensar filosófico, questão essa que não se limita à mera análise da história)” (SANTOS, 2014, p. 13). Fonte: SANTOS, R. Introdução à Filosofia. Pelotas: NEPFIL, 2014. Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/nepfil/files/2019/02/3-filosofia-uma-breve-introducao.pdf. Acesso: 13 maio 2021. Analise quais das afirmações abaixo estão relacionadas com o sentido histórico da origem da Filosofia levantada pelo autor: I. Os primeiros filósofos buscaram entender o princípio de todas as coisas no mundo, suas causas e suas transformações, explicando-as racionalmente. II. O mundo romano é muito importante para a origem histórica da Filosofia, pois foi em Roma onde surgiu o pensamento ordenado e organizado para explicar o universo e seus fenômenos. III. O surgimento da Filosofia na Grécia Antiga está relacionado a fatores como as viagens marítimas, o surgimento da vida urbana, a invenção da moeda, da escrita e da política. IV. A Filosofia surge como uma maneira de compreender o mundo e as coisas e seres que estão nele por meio da razão, isto significa explicá-lo a partir de uma cosmologia e não mais de uma cosmogonia. V. Platão e Aristóteles são considerados os primeiros filósofos a tentar explicar o mundo e seus elementos constituintes, abandonando os mitos e adotando a razão. Agora, assinale a alternatva correta que reúne apenas as afirmações corretas. Resposta Selecionada: I, III e IV Resposta Correta: I, III e IV Comentário da resposta: Resposta correta: A Filosofia nasceu como uma maneira de compreender os princípios, as causas e as transformações de todas as coisas e seres do mundo, utilizando a razão. Ao fazer isso, abandona as explicações mitológicas e adota explicações racionais. O momento histórico da Grécia com seus desenvolvimentos na organização urbana, econômica e política da sociedade faz com que se busque novos modelos de explicar o mundo. • Pergunta 6 1 em 1 pontos https://wp.ufpel.edu.br/nepfil/files/2019/02/3-filosofia-uma-breve-introducao.pdf https://wp.ufpel.edu.br/nepfil/files/2019/02/3-filosofia-uma-breve-introducao.pdf Leia o excerto abaixo: “Outra particularidade importante da experiência _________ é que, não estando subordinada a conceitos, ela também possui valor ___________, independendo de qualquer finalidade exterior: é um fim em si mesma. A satisfação desinteressada não pode ser medida por uma finalidade exterior, objetiva, determinante. Essa característica contradiz a ideia de _____ como suma das propriedades de um ser perfeito que a ______ consegue produzir em lugar da Natureza” (NUNES, 1991, p. 60). NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991. Pensando na relação entre Kant e a experiência estética, complete as lacunas do excerto acima e, depois, escolha a alternativa que contém a sequência correta: Resposta Selecionada: Estética – autônomo – belo – arte. Resposta Correta: Estética – autônomo – belo – arte. Comentário da resposta: Resposta correta: A experiência estética em Kant não está subordinada a conceitos, possuindo valor autônomo independente de sua finalidade exterior: é um fim em si mesma. Deste modo, a ideia de belo não é uma propriedade do objeto que a arte produz. • Pergunta 7 0 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “No sentido estético, o Belo é a qualidade de certos elementos em estado de pureza, como sons e cores agradáveis, das figuras geométricas regulares. Das formas abstratas, como a simetria e as proporções definidas, a qualidade, enfim, de toda espécie de relação harmoniosa. [...] Belo é o que agrada ver e ouvir. O agrado estético, prazer de ordem superior, decorre mormente da atividade privilegiada desses dois sentidos, de natureza intelectual, a vista e o ouvido, que estariam mais próximos da essência imaterial da alma” (NUNES, 1991, p. 17). Fonte: NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991. Tendo como referência o texto acima, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s): I. ( ) O filósofo Hegel considerava belo apenas a criação com objetivo de ser sensível, que tivesse passado pelo espírito do homem. II. ( ) O belo é um dos elementos do qual se ocupa o ramo da Filosofia conhecida como estética. III. ( ) As chamadas vanguardas artísticas optaram por abandonar o belo e incluir, por exemplo, o feio e o grotesco em suas produções. IV. ( ) O filósofo Kant manteve a concepção do belo como algo que emana do objeto. Agora, assinale a alternativa correta: Resposta Selecionada: II, III e IV Resposta Correta: I, II e III Comentário da resposta: Resposta incorreta: Na estética de Kant, o belo reside no sujeito. Isto significa que a experiência estética dele é que determina se algo é belo ou não. • Pergunta 8 1 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “Diferente da arte grega, medieval, renascentista, barroca e clássica, a ________________ perdeu uma função específica, vinculada a valores de uma determinada _____________ ou a valores éticos e religiosos. O desenvolvimento do mercado acabou favorecendo a dispersão dos fins a que a arte poderia servir, trocando a figura de um ________ pelo anonimato das relações do __________” (Freitas, 2003: 24). Fonte: FREITAS, V. Adorno & a arte contemporânea . Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. Complete as lacunas da sentença escolhendo a alternativa que contém a sequência correta: Resposta Selecionada: arte contemporânea – classe social – mecenas – mercado. Resposta Correta: arte contemporânea – classe social – mecenas – mercado. Comentário da resposta: Resposta correta: A arte contemporânea deixou ter função social, pois não estava mais vinculada a Igreja, ao Estado ou a difusão de valores de uma certa elite social dominante. Com o surgimento da indústria cultural, a arte deixou de ter marchands que encomendassem as obras e a passou a produzir seu trabalho primeiro e depois buscar alguém que o comprasse, participando do mercado. • Pergunta 9 1 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “Quanto à natureza, a Arte, como imitação _______, reproduz as aparências e representa os aspectos essenciais das coisas. As condições necessárias da existência da Arte decorrem de seus fundamentos estéticos, que são os elementos ________, organizados e dispostos de acordo com os princípios _______ [...]. Ela assenta, portanto, naquilo que chamamos beleza ________: o equilíbrio e a simetria, o respeito às proporções” (NUNES, 1991, p. 21). Fonte: NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Ed. Ática, 1991. De acordo com o trecho acima que comenta a natureza da arte na Grécia Antiga, complete as lacunas da sentença escolhendo a alternativa que contém a sequência correta: Resposta Selecionada: do real – sensíveis – formais – estética. Resposta Correta: do real – sensíveis – formais – estética. Comentário da resposta: Resposta correta: A arte é imitação e como tal reproduz as aparências das coisas sensíveis no mundo, organizando seus trabalhos, de acordo com valores formais que conjugam equilíbrio, simetria e adequação das proporções. • Pergunta 10 1 em 1 pontos Leia o excerto abaixo: “O que preocupa Platão, por exemplo, no diálogo Íon ou na República, são as inúmeras possibilidades de abusar dos meios técnicos que arte coloca nas mãos de pessoas nem sempre confiáveis. [...]. Todos os efeitos (ilegítimos, segundo Platão) graças aos quais a música influencia as emoções, os truques da perspectiva e da retórica, as estratégias para dar impacto visual a uma imagem – enfim, todo o domínio técnico do qual os artistas clássicos e seu público se orgulham até hoje – parecem ser vistos tão-somente como uma possível degradação que ameaçaria o pensamento claro, a moral e os bons costumes” (ROSENFIELD, 2006, p. 13). Fonte: ROSENFIELD, K. H. Estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006. A partir do texto acima, sobre a relação entre Platão e a arte, analise as afirmaçõese marque V para verdadeiro e F para falso: I. ( ) Platão se preocupa que a arte falseie a verdade por meio de seu domínio técnico. II. ( ) Os efeitos que a arte cria são compreendidos por Platão como algo positivo. III. ( ) O domínio técnico é algo louvado nos estudos sobre os artistas clássicos. IV. ( ) A arte permite a superioridade de uma sociedade, desde que pautada pelos meios técnicos. Agora, assinale a alternativa com a sequência correta: Resposta Selecionada: V-F-V-F. Resposta Correta: V-F-V-F. Comentário da resposta: Resposta correta: Observamos em Platão que ele desconfia dos artistas e, consequentemente, da arte, pelo uso dos meios técnicos que eles fazem, falseando a verdade, embora este aspecto (o bom uso dos meios técnicos) seja louvado nos artistas clássicos.