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A5 Filosofia

Conjunto de questões sobre filosofia: interpretação de excertos de Muniz Sodré, B. Nunes e K. H. Rosenfeld abordando filosofia nagô e estética kantiana; itens V/F, alternativas selecionadas, gabarito e comentários das respostas.

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Questões resolvidas

Leia o excerto abaixo: “ [...] tomando como ponto de partida o sistema simbólico dos nagôs, último grupo étnico imigrado à força pelos escravistas brasileiros. As abordagens etnológicas de sua presença extensiva entre nós evoluíram, desde fins do século XIX, de juízos francamente depreciativos – fonte dos preconceitos que alimentaram tanto o racismo de segregação quanto o de dominação, pós-abolicionista – para juízos lenientes à medida que os formadores de uma bibliografia especializada foram dando-se conta da complexidade de seus rituais e da estabilidade de suas formas institucionais” (SODRÉ, 2017, p. 08). Fonte: SODRÉ, M. Pensar nagô . Petrópolis: Vozes, 2017.
Assim, quanto às ideias contidas no trecho acima em relação com a filosofia nagô, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) O sistema simbólico dos nagôs permite um pensamento fora da hegemonia ocidental.
II. ( ) Por muito tempo, no Brasil, as abordagens sobre a cultura dos nagôs ocasionaram o seu juízo depreciativo.
III. ( ) A cultura nagô e sua complexidade são importantes para um pensamento filosófico no Brasil.
IV. ( ) O pensamento hegemônico europeu acolheu o pensamento africano em seu processo colonizador.

Leia o excerto abaixo: “Ao contrário dos juízos de conhecimento, os estéticos não se fundamentam em conceitos; ao contrário dos práticos, eles prescindem quer da existência do real dos objetos que julgam, quer da apreciação do seu valor para a conduta moral, relacionando-se com a simples satisfação que nos causa o contemplá-los” (NUNES, 1991, p. 49). NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991.
De acordo com o excerto acima sobre o juízo estético em Kant, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) São belos os objetos que, independentemente de sua natureza em relação ao conhecimento, não têm a sua condição para agradar nos conceitos.
II. ( ) O juízo estético intermedeia o belo, pautado em uma satisfação interior e desinteressada.
III. ( ) O juízo estético prescinde de conceitos, de sua existência real e dos valores morais, satisfazendo-se com a contemplação.
IV. ( ) A beleza é irreconhecível sem o conceito que está atrelado ao objeto que gera o belo.

Leia o excerto abaixo: “O grande mérito da estética de Kant está na sua capacidade de livrar-se da maioria dos pressupostos históricos e dos conceitos (ou preconceitos) culturais que pesam sobre o belo e arte. A amplidão de seu enfoque abrange tanto o belo natural quanto o belo artístico e mantém-se na análise da experiência subjetiva e das relações desta com a sensibilidade, o conhecimento e a razão prática” (ROSENFIEL, 2006:27). Fonte: ROSENFELD, K. H. Estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
De acordo com o texto acima, que fala sobre a contribuição de Kant para a estética, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) O conceito de belo como algo associado ao objeto, passa em Kant a ser deslocado para algo que reside na experiência estética do sujeito.
II. ( ) Os resultados da investigação sobre o belo em Kant não permitem definir uma utilidade imediata do objeto considerado belo, levando a uma “finalidade sem fim”.
III. ( ) O belo em Kant se adequa melhor às criações artísticas do que aos objetos ou as coisas pertencentes ao mundo natural.
IV. ( ) A partir de Kant, podemos compreender que a experiência com o belo não precisa estar associada à um interesse (prático ou pragmático).

Leia o excerto abaixo: “Talvez o principal exemplo dessa mudança seja a visão de Santo Tomás de Aquino (1225-1274) sobre a beleza sensível: no seu dizer, ainda que o belo seja a face visível do bem, e que esse emana de Deus, há traços pertencentes às coisas físicas que irradiam uma luminosidade que parece vir de dentro delas ( claritas), como a proporção de suas características materiais ( proportio) e sua integridade ou a perfeição de suas formas ( integritas). Essa posição parece ser a semente de uma concepção mais recente, a da beleza como atributo de coisas materiais muito particulares, que denominamos ainda hoje “obras de arte” (DUARTE, 2012, p. 23). Fonte: DUARTE, R. A arte. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012.
De acordo com o autor acima, como podemos compreender a relação de beleza de Santo Tomás de Aquino, com a noção de arte que conhecemos ainda hoje?
I. Na Idade Média já é possível identificar uma definição de arte da maneira que conhecemos atualmente.
II. A beleza autêntica (ou inteligível), ligada a luz divina continua sendo superior a beleza das coisas materiais (ou sensível).
III. A beleza sensível apresentada em Santo Tomás de Aquino nos dá uma definição sobre arte, ainda que inicial.
IV. As ideias de claritas, proportio e integritas nos permitem uma identificação com a arte.
V. Há uma mudança na maneira de olhar a beleza sensível, pois esta adquire uma maior importância do que antes.

Leia o excerto abaixo: “No sentido estético, o Belo é a qualidade de certos elementos em estado de pureza, como sons e cores agradáveis, das figuras geométricas regulares. Das formas abstratas, como a simetria e as proporções definidas, a qualidade, enfim, de toda espécie de relação harmoniosa. [...] Belo é o que agrada ver e ouvir. O agrado estético, prazer de ordem superior, decorre mormente da atividade privilegiada desses dois sentidos, de natureza intelectual, a vista e o ouvido, que estariam mais próximos da essência imaterial da alma” (NUNES, 1991, p. 17). Fonte: NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991.
Tendo como referência o texto acima, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) O filósofo Hegel considerava belo apenas a criação com objetivo de ser sensível, que tivesse passado pelo espírito do homem.
II. ( ) O belo é um dos elementos do qual se ocupa o ramo da Filosofia conhecida como estética.
III. ( ) As chamadas vanguardas artísticas optaram por abandonar o belo e incluir, por exemplo, o feio e o grotesco em suas produções.
IV. ( ) O filósofo Kant manteve a concepção do belo como algo que emana do objeto.

Leia o excerto abaixo: “Diferente da arte grega, medieval, renascentista, barroca e clássica, a __________________ perdeu uma função específica, vinculada a valores de uma determinada _____________ ou a valores éticos e religiosos. O desenvolvimento do mercado acabou favorecendo a dispersão dos fins a que a arte poderia servir, trocando a figura de um ________ pelo anonimato das relações do __________” (Freitas, 2003: 24). Fonte: FREITAS, V. Adorno & a arte contemporânea . Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003.
Complete as lacunas da sentença escolhendo a alternativa que contém a sequência correta:

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Questões resolvidas

Leia o excerto abaixo: “ [...] tomando como ponto de partida o sistema simbólico dos nagôs, último grupo étnico imigrado à força pelos escravistas brasileiros. As abordagens etnológicas de sua presença extensiva entre nós evoluíram, desde fins do século XIX, de juízos francamente depreciativos – fonte dos preconceitos que alimentaram tanto o racismo de segregação quanto o de dominação, pós-abolicionista – para juízos lenientes à medida que os formadores de uma bibliografia especializada foram dando-se conta da complexidade de seus rituais e da estabilidade de suas formas institucionais” (SODRÉ, 2017, p. 08). Fonte: SODRÉ, M. Pensar nagô . Petrópolis: Vozes, 2017.
Assim, quanto às ideias contidas no trecho acima em relação com a filosofia nagô, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) O sistema simbólico dos nagôs permite um pensamento fora da hegemonia ocidental.
II. ( ) Por muito tempo, no Brasil, as abordagens sobre a cultura dos nagôs ocasionaram o seu juízo depreciativo.
III. ( ) A cultura nagô e sua complexidade são importantes para um pensamento filosófico no Brasil.
IV. ( ) O pensamento hegemônico europeu acolheu o pensamento africano em seu processo colonizador.

Leia o excerto abaixo: “Ao contrário dos juízos de conhecimento, os estéticos não se fundamentam em conceitos; ao contrário dos práticos, eles prescindem quer da existência do real dos objetos que julgam, quer da apreciação do seu valor para a conduta moral, relacionando-se com a simples satisfação que nos causa o contemplá-los” (NUNES, 1991, p. 49). NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991.
De acordo com o excerto acima sobre o juízo estético em Kant, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) São belos os objetos que, independentemente de sua natureza em relação ao conhecimento, não têm a sua condição para agradar nos conceitos.
II. ( ) O juízo estético intermedeia o belo, pautado em uma satisfação interior e desinteressada.
III. ( ) O juízo estético prescinde de conceitos, de sua existência real e dos valores morais, satisfazendo-se com a contemplação.
IV. ( ) A beleza é irreconhecível sem o conceito que está atrelado ao objeto que gera o belo.

Leia o excerto abaixo: “O grande mérito da estética de Kant está na sua capacidade de livrar-se da maioria dos pressupostos históricos e dos conceitos (ou preconceitos) culturais que pesam sobre o belo e arte. A amplidão de seu enfoque abrange tanto o belo natural quanto o belo artístico e mantém-se na análise da experiência subjetiva e das relações desta com a sensibilidade, o conhecimento e a razão prática” (ROSENFIEL, 2006:27). Fonte: ROSENFELD, K. H. Estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
De acordo com o texto acima, que fala sobre a contribuição de Kant para a estética, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) O conceito de belo como algo associado ao objeto, passa em Kant a ser deslocado para algo que reside na experiência estética do sujeito.
II. ( ) Os resultados da investigação sobre o belo em Kant não permitem definir uma utilidade imediata do objeto considerado belo, levando a uma “finalidade sem fim”.
III. ( ) O belo em Kant se adequa melhor às criações artísticas do que aos objetos ou as coisas pertencentes ao mundo natural.
IV. ( ) A partir de Kant, podemos compreender que a experiência com o belo não precisa estar associada à um interesse (prático ou pragmático).

Leia o excerto abaixo: “Talvez o principal exemplo dessa mudança seja a visão de Santo Tomás de Aquino (1225-1274) sobre a beleza sensível: no seu dizer, ainda que o belo seja a face visível do bem, e que esse emana de Deus, há traços pertencentes às coisas físicas que irradiam uma luminosidade que parece vir de dentro delas ( claritas), como a proporção de suas características materiais ( proportio) e sua integridade ou a perfeição de suas formas ( integritas). Essa posição parece ser a semente de uma concepção mais recente, a da beleza como atributo de coisas materiais muito particulares, que denominamos ainda hoje “obras de arte” (DUARTE, 2012, p. 23). Fonte: DUARTE, R. A arte. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012.
De acordo com o autor acima, como podemos compreender a relação de beleza de Santo Tomás de Aquino, com a noção de arte que conhecemos ainda hoje?
I. Na Idade Média já é possível identificar uma definição de arte da maneira que conhecemos atualmente.
II. A beleza autêntica (ou inteligível), ligada a luz divina continua sendo superior a beleza das coisas materiais (ou sensível).
III. A beleza sensível apresentada em Santo Tomás de Aquino nos dá uma definição sobre arte, ainda que inicial.
IV. As ideias de claritas, proportio e integritas nos permitem uma identificação com a arte.
V. Há uma mudança na maneira de olhar a beleza sensível, pois esta adquire uma maior importância do que antes.

Leia o excerto abaixo: “No sentido estético, o Belo é a qualidade de certos elementos em estado de pureza, como sons e cores agradáveis, das figuras geométricas regulares. Das formas abstratas, como a simetria e as proporções definidas, a qualidade, enfim, de toda espécie de relação harmoniosa. [...] Belo é o que agrada ver e ouvir. O agrado estético, prazer de ordem superior, decorre mormente da atividade privilegiada desses dois sentidos, de natureza intelectual, a vista e o ouvido, que estariam mais próximos da essência imaterial da alma” (NUNES, 1991, p. 17). Fonte: NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991.
Tendo como referência o texto acima, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
I. ( ) O filósofo Hegel considerava belo apenas a criação com objetivo de ser sensível, que tivesse passado pelo espírito do homem.
II. ( ) O belo é um dos elementos do qual se ocupa o ramo da Filosofia conhecida como estética.
III. ( ) As chamadas vanguardas artísticas optaram por abandonar o belo e incluir, por exemplo, o feio e o grotesco em suas produções.
IV. ( ) O filósofo Kant manteve a concepção do belo como algo que emana do objeto.

Leia o excerto abaixo: “Diferente da arte grega, medieval, renascentista, barroca e clássica, a __________________ perdeu uma função específica, vinculada a valores de uma determinada _____________ ou a valores éticos e religiosos. O desenvolvimento do mercado acabou favorecendo a dispersão dos fins a que a arte poderia servir, trocando a figura de um ________ pelo anonimato das relações do __________” (Freitas, 2003: 24). Fonte: FREITAS, V. Adorno & a arte contemporânea . Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003.
Complete as lacunas da sentença escolhendo a alternativa que contém a sequência correta:

Prévia do material em texto

• Pergunta 1 
1 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
“ [...] tomando como ponto de partida o sistema simbólico dos nagôs, 
último grupo étnico imigrado à força pelos escravistas brasileiros. As 
abordagens etnológicas de sua presença extensiva entre nós evoluíram, 
desde fins do século XIX, de juízos francamente depreciativos – fonte dos 
preconceitos que alimentaram tanto o racismo de segregação quanto o 
de dominação, pós-abolicionista – para juízos lenientes à medida que os 
formadores de uma bibliografia especializada foram dando-se conta da 
complexidade de seus rituais e da estabilidade de suas formas 
institucionais” (SODRÉ, 2017, p. 08). 
 
Fonte: SODRÉ, M. Pensar nagô . Petrópolis: Vozes, 2017. 
Assim, quanto às ideias contidas no trecho acima em relação com a 
filosofia nagô, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) 
verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s): 
I. ( ) O sistema simbólico dos nagôs permite um pensamento fora da 
hegemonia ocidental. 
II. ( ) Por muito tempo, no Brasil, as abordagens sobre a cultura dos 
nagôs ocasionaram o seu juízo depreciativo. 
III. ( ) A cultura nagô e sua complexidade são importantes para um 
pensamento filosófico no Brasil. 
IV. ( ) O pensamento hegemônico europeu acolheu o pensamento 
africano em seu processo colonizador. 
Assinale a alternativa que apresente a sequência correta: 
 
Resposta Selecionada: 
V – V – V – F. 
Resposta Correta: 
V – V – V – F. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta correta: Muniz Sodré discorre sobre o fato das 
abordagens tradicionais de conhecimento da cultura 
nagô, desenvolvidas no século XIX, ocasionaram juízos 
depreciativos (fonte do preconceito que alimentou o 
racismo). Mais recentemente, porém, a complexidade de 
seus rituais e da estabilidade de suas formas 
institucionais tem sido reavaliada como uma possibilidade 
de pensar fora da hegemonia ocidental. 
 
 
• Pergunta 2 
0 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
“Ao contrário dos juízos de conhecimento, os estéticos não se fundamentam 
em conceitos; ao contrário dos práticos, eles prescindem quer da existência 
do real dos objetos que julgam, quer da apreciação do seu valor para a 
conduta moral, relacionando-se com a simples satisfação que nos causa o 
contemplá-los” (NUNES, 1991, p. 49). 
 
NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991. 
 
De acordo com o excerto acima sobre o juízo estético em Kant, analise as 
afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s): 
 I. ( ) São belos os objetos que, independentemente de sua natureza em 
relação ao conhecimento, não têm a sua condição para agradar nos 
conceitos. 
II. ( ) O juízo estético intermedeia o belo, pautado em uma satisfação interior 
e desinteressada. 
III. ( ) O juízo estético prescinde de conceitos, de sua existência real e dos 
valores morais, satisfazendo-se com a contemplação. 
IV. ( ) A beleza é irreconhecível sem o conceito que está atrelado ao objeto 
que gera o belo. 
 
Assinale a alternativa que apresente a sequência correta: 
 
Resposta Selecionada: 
F-V-F-V. 
Resposta Correta: 
V-V-V-F. 
Comentário da 
resposta: 
 Resposta incorreta: A beleza não está vinculada aos 
objetos, mas, sim, no sujeito que sente o belo no objeto. 
 
 
• Pergunta 3 
0 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
 
“O grande mérito da estética de Kant está na sua capacidade de livrar-se 
da maioria dos pressupostos históricos e dos conceitos (ou preconceitos) 
culturais que pesam sobre o belo e arte. A amplidão de seu enfoque 
abrange tanto o belo natural quanto o belo artístico e mantém-se na 
análise da experiência subjetiva e das relações desta com a sensibilidade, 
o conhecimento e a razão prática” (ROSENFIEL, 2006:27). 
 
 
Fonte: ROSENFELD, K. H. Estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. 
 
De acordo com o texto acima, que fala sobre a contribuição de Kant para 
a estética, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) 
verdadeira(s) e F 
para a(s) falsa(s): 
 
 
I. ( ) O conceito de belo como algo associado ao objeto, passa em Kant a 
ser deslocado para algo que reside na experiência estética do sujeito. 
II. ( ) Os resultados da investigação sobre o belo em Kant não permitem 
definir uma utilidade imediata do objeto considerado belo, levando a 
uma “finalidade sem fim”. 
III. ( ) O belo em Kant se adequa melhor às criações artísticas do que aos 
objetos ou as coisas pertencentes ao mundo natural. 
IV. ( ) A partir de Kant, podemos compreender que a experiência com o 
belo não precisa estar associada à um interesse (prático ou pragmático). 
 
Agora, assinale a alternativa correta: 
Resposta Selecionada: 
I, II e IV 
Resposta Correta: 
I, II e III 
Comentário 
da resposta: 
Resposta incorreta: A estética de Kant permitiu ao belo 
ser compreendido como algo relacionado ao prazer 
desinteressado, pois não está em questão a posse do 
objeto, do qual sentimentos prazer, mas apenas uma 
vivência sensível que permite um livre jogo entre o prazer 
obtido do objeto e o sujeito. Isto é, não há interesse no 
sentimento de prazer. 
 
 
• Pergunta 4 
0 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
“Talvez o principal exemplo dessa mudança seja a visão de Santo Tomás de 
Aquino (1225-1274) sobre a beleza sensível: no seu dizer, ainda que o belo 
seja a face visível do bem, e que esse emana de Deus, há traços 
pertencentes às coisas físicas que irradiam uma luminosidade que parece vir 
de dentro delas ( claritas), como a proporção de suas características 
materiais ( proportio) e sua integridade ou a perfeição de suas formas 
( integritas). Essa posição parece ser a semente de uma concepção mais 
recente, a da beleza como atributo de coisas materiais muito particulares, 
 
que denominamos ainda hoje “obras de arte” (DUARTE, 2012, p. 23). 
 
Fonte: DUARTE, R. A arte. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012. 
 
De acordo com o autor acima, como podemos compreender a relação de 
beleza de Santo Tomás de Aquino, com a noção de arte que conhecemos 
ainda hoje? 
 
I. Na Idade Média já é possível identificar uma definição de arte da 
maneira que conhecemos atualmente. 
II. A beleza autêntica (ou inteligível), ligada a luz divina continua 
sendo superior a beleza das coisas materiais (ou sensível). 
III. A beleza sensível apresentada em Santo Tomás de Aquino nos dá 
uma definição sobre arte, ainda que inicial. 
IV. As ideias de claritas, proportio e integritas nos permitem uma 
identificação com a arte. 
V. Há uma mudança na maneira de olhar a beleza sensível, pois esta 
adquire uma maior importância do que antes. 
É correto o que se afirma em: 
Resposta Selecionada: 
I, III, IV e V. 
Resposta Correta: 
I, III, IV e V. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta incorreta: Na visão de Santo Tomás de Aquino, 
acabamos por observar um valor equiparado entre beleza 
autêntica e sensível, o que significa dizer que a beleza das 
coisas materiais tem sua importância aumentada em relação 
a beleza que vem do divino. 
 
 
• Pergunta 5 
1 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
 
“[...] a definição de Filosofia é ela mesma uma controversa questão filosófica 
(...); argumentar que, apesar das divergências, há características 
amplamente aceitas sobre o que a Filosofia envolve; refletir sobre sua 
utilidade e sobre sua inutilidade. Além disso, (...) há um duplo sentido na 
pergunta sobre a origem da Filosofia: um sentido histórico (isto é, sobre as 
condições que favoreceram o surgimento e o desenvolvimento deste tipo de 
saber ao longo da história) e um sentido motivacional (ou seja, de onde 
surge no homem o impulso para o pensar filosófico, questão essa que não se 
 
limita à mera análise da história)” (SANTOS, 2014, p. 13). 
 
Fonte: SANTOS, R. Introdução à Filosofia. Pelotas: NEPFIL, 2014. 
Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/nepfil/files/2019/02/3-filosofia-uma-breve-introducao.pdf. Acesso: 13 maio 2021. 
 
Analise quais das afirmações abaixo estão relacionadas com o sentido 
histórico da origem da Filosofia levantada pelo autor: 
 
I. Os primeiros filósofos buscaram entender o princípio de todas as coisas no 
mundo, suas causas e suas transformações, explicando-as racionalmente. 
II. O mundo romano é muito importante para a origem histórica da Filosofia, 
pois foi em Roma onde surgiu o pensamento ordenado e organizado para 
explicar o universo e seus fenômenos. 
III. O surgimento da Filosofia na Grécia Antiga está relacionado a fatores 
como as viagens marítimas, o surgimento da vida urbana, a invenção da 
moeda, da escrita e da política. 
IV. A Filosofia surge como uma maneira de compreender o mundo e as 
coisas e seres que estão nele por meio da razão, isto significa explicá-lo a 
partir de uma cosmologia e não mais de uma cosmogonia. 
V. Platão e Aristóteles são considerados os primeiros filósofos a tentar 
explicar o mundo e seus elementos constituintes, abandonando os mitos e 
adotando a razão. 
 
Agora, assinale a alternatva correta que reúne apenas as afirmações 
corretas. 
Resposta Selecionada: 
I, III e IV 
Resposta Correta: 
I, III e IV 
Comentário 
da resposta: 
Resposta correta: A Filosofia nasceu como uma maneira de 
compreender os princípios, as causas e as transformações de 
todas as coisas e seres do mundo, utilizando a razão. Ao 
fazer isso, abandona as explicações mitológicas e adota 
explicações racionais. O momento histórico da Grécia com 
seus desenvolvimentos na organização urbana, econômica e 
política da sociedade faz com que se busque novos modelos 
de explicar o mundo. 
 
 
• Pergunta 6 
1 em 1 pontos 
https://wp.ufpel.edu.br/nepfil/files/2019/02/3-filosofia-uma-breve-introducao.pdf
https://wp.ufpel.edu.br/nepfil/files/2019/02/3-filosofia-uma-breve-introducao.pdf
 
Leia o excerto abaixo: 
“Outra particularidade importante da experiência _________ é que, não 
estando subordinada a conceitos, ela também possui valor ___________, 
independendo de qualquer finalidade exterior: é um fim em si mesma. A 
satisfação desinteressada não pode ser medida por uma finalidade 
exterior, objetiva, determinante. Essa característica contradiz a ideia de 
_____ como suma das propriedades de um ser perfeito que a ______ 
consegue produzir em lugar da Natureza” (NUNES, 1991, p. 60). 
 
NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora Ática, 1991. 
 
Pensando na relação entre Kant e a experiência estética, complete as 
lacunas do excerto acima e, depois, escolha a alternativa que contém a 
sequência correta: 
 
Resposta Selecionada: 
Estética – autônomo – belo – arte. 
Resposta Correta: 
Estética – autônomo – belo – arte. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta correta: A experiência estética em Kant não está 
subordinada a conceitos, possuindo valor autônomo 
independente de sua finalidade exterior: é um fim em si 
mesma. Deste modo, a ideia de belo não é uma 
propriedade do objeto que a arte produz. 
 
 
• Pergunta 7 
0 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
 
“No sentido estético, o Belo é a qualidade de certos elementos em estado 
de pureza, como sons e cores agradáveis, das figuras geométricas 
regulares. Das formas abstratas, como a simetria e as proporções 
definidas, a qualidade, enfim, de toda espécie de relação harmoniosa. [...] 
Belo é o que agrada ver e ouvir. O agrado estético, prazer de ordem 
superior, decorre mormente da atividade privilegiada desses dois 
sentidos, de natureza intelectual, a vista e o ouvido, que estariam mais 
próximos da essência imaterial da alma” (NUNES, 1991, p. 17). 
 
Fonte: NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Editora 
Ática, 1991. 
 
Tendo como referência o texto acima, analise as afirmativas a seguir e 
assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s): 
 
 
I. ( ) O filósofo Hegel considerava belo apenas a criação com objetivo de 
ser sensível, que tivesse passado pelo espírito do homem. 
II. ( ) O belo é um dos elementos do qual se ocupa o ramo da Filosofia 
conhecida como estética. 
III. ( ) As chamadas vanguardas artísticas optaram por abandonar o belo 
e incluir, por exemplo, o feio e o grotesco em suas produções. 
IV. ( ) O filósofo Kant manteve a concepção do belo como algo que 
emana do objeto. 
 
Agora, assinale a alternativa correta: 
Resposta Selecionada: 
II, III e IV 
Resposta Correta: 
I, II e III 
Comentário da 
resposta: 
Resposta incorreta: Na estética de Kant, o belo reside 
no sujeito. Isto significa que a experiência estética dele 
é que determina se algo é belo ou não. 
 
 
• Pergunta 8 
1 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
“Diferente da arte grega, medieval, renascentista, barroca e clássica, a 
________________ perdeu uma função específica, vinculada a valores de 
uma determinada _____________ ou a valores éticos e religiosos. O 
desenvolvimento do mercado acabou favorecendo a dispersão dos fins a 
que a arte poderia servir, trocando a figura de um ________ 
pelo anonimato 
das relações do __________” (Freitas, 2003: 24). 
 
Fonte: FREITAS, V. Adorno & a arte contemporânea . Rio de Janeiro: 
Jorge Zahar Editor, 2003. 
 
Complete as lacunas da sentença escolhendo a alternativa que contém a 
sequência correta: 
 
Resposta 
Selecionada: 
 
arte contemporânea – classe social – mecenas – 
mercado. 
Resposta Correta: 
arte contemporânea – classe social – mecenas – 
mercado. 
 
Comentário 
da resposta: 
Resposta correta: A arte contemporânea deixou ter 
função social, pois não estava mais vinculada a Igreja, ao 
Estado ou a difusão de valores de uma certa elite social 
dominante. Com o surgimento da indústria cultural, a arte 
deixou de ter marchands que encomendassem as obras e 
a passou a produzir seu trabalho primeiro e depois 
buscar alguém que o comprasse, participando do 
mercado. 
 
• Pergunta 9 
1 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
“Quanto à natureza, a Arte, como imitação _______, reproduz as 
aparências e representa os aspectos essenciais das coisas. As condições 
necessárias da existência da Arte decorrem de seus fundamentos 
estéticos, que são os elementos ________, organizados e dispostos de 
acordo com os princípios _______ [...]. Ela assenta, portanto, naquilo que 
chamamos beleza ________: o equilíbrio e a simetria, o respeito às 
proporções” (NUNES, 1991, p. 21). 
 
Fonte: NUNES, B. Introdução à filosofia da arte. São Paulo: Ed. Ática, 
1991. 
 
De acordo com o trecho acima que comenta a natureza da arte na Grécia 
Antiga, complete as lacunas da sentença escolhendo a alternativa que 
contém a sequência correta: 
 
Resposta Selecionada: 
do real – sensíveis – formais – estética. 
Resposta Correta: 
do real – sensíveis – formais – estética. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta correta: A arte é imitação e como tal reproduz 
as aparências das coisas sensíveis no mundo, 
organizando seus trabalhos, de acordo com valores 
formais que conjugam equilíbrio, simetria e adequação 
das proporções. 
 
 
• Pergunta 10 
1 em 1 pontos 
 
Leia o excerto abaixo: 
“O que preocupa Platão, por exemplo, no diálogo Íon ou na República, são 
as inúmeras possibilidades de abusar dos meios técnicos que arte coloca nas 
mãos de pessoas nem sempre confiáveis. [...]. Todos os efeitos (ilegítimos, 
 
segundo Platão) graças aos quais a música influencia as emoções, os 
truques da perspectiva e da retórica, as estratégias para dar impacto visual a 
uma imagem – enfim, todo o domínio técnico do qual os artistas clássicos e 
seu público se orgulham até hoje – parecem ser vistos tão-somente como 
uma possível degradação que ameaçaria o pensamento claro, a moral e os 
bons costumes” (ROSENFIELD, 2006, p. 13). 
 
Fonte: ROSENFIELD, K. H. Estética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006. 
 
A partir do texto acima, sobre a relação entre Platão e a arte, analise as 
afirmaçõese marque V para verdadeiro e F para falso: 
 
 I. ( ) Platão se preocupa que a arte falseie a verdade por meio de seu 
domínio técnico. 
 II. ( ) Os efeitos que a arte cria são compreendidos por Platão como 
algo positivo. 
 III. ( ) O domínio técnico é algo louvado nos estudos sobre os artistas 
clássicos. 
 IV. ( ) A arte permite a superioridade de uma sociedade, desde que 
pautada pelos meios técnicos. 
 
Agora, assinale a alternativa com a sequência correta: 
Resposta Selecionada: 
V-F-V-F. 
Resposta Correta: 
V-F-V-F. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta correta: Observamos em Platão que ele desconfia 
dos artistas e, consequentemente, da arte, pelo uso dos 
meios técnicos que eles fazem, falseando a verdade, embora 
este aspecto (o bom uso dos meios técnicos) seja louvado 
nos artistas clássicos.

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